quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Tudo tem explicação científica

Se eu ainda tivesse aulas de física, hoje é um dia em que eu argumentaria veementemente com o professor: em algumas manhãs - como quando a gente acorda com gripe (é o caso) ou ressaca - a gravidade equivale a bem mais do que 9,8m/s. Difícil desgrudar da cama em decorrência disso. Afe.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Se um dia parar de chover...

...providências urgentes a tomar:

1) Banho caprichado nos filhotes, com posterior aplicação de bisnaguinhas contra parasitas;
2) contato com o jardineiro para cortar a grama antes que o Ibama considere o meu quintal como área de mata atlântica em estado primário de regeneração;
3) botar o carro pra lavar e encerar (com cera em pasta);
4) passar graxa branca no portão;
5) fazer o pé pra poder andar de sandalinha com pé bonitinho.

E mais uma se o André vier no find:

6) um churrasco, porque a churrasqueira já tá ficando triste de tão vazia.

Dois livros


O incansável pessoal do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul lança nesta quarta-feira, na Feira do Livro de Porto Alegre, o livro "Jornalismo ambiental: desafios e reflexões", organizado pela professora Ilza Girardi e pelo colega Reges Schwarb. O material reúne os textos que foram apresentados no ano passado, no II Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, realizado lá mesmo em Porto. E como eu apresentei trabalho no evento, sou uma das autoras desse livro, com o texto que produzi a partir da minha dissertação de mestrado. Infelizmente não poderei participar do lançamento, marcado para as 18h30, mas quem estiver por lá pode dar uma passadinha. Mais informações aqui.

E por coincidência, na quarta-feira passada foi lançado outro livro do qual sou co-autora: "Besc: reestruturação de valor", uma reportagem produzida a partir de um projeto muito bacana do meu amigo e meio-chefe Jacques Mick, na qual contamos como esse banco estadual saiu do quadro de prejuízo e da lista de privatizações do governo FHC, tendo sido mantido público com a incorporação [em curso] pelo Banco do Brasil. Eu ainda não tinha feito a propagandinha aqui porque não consegui buscar as fotos do evento de lançamento, promovido pela Quorum. Mas aproveitando o ensejo, tá falado e as fotos ficam pra depois.

domingo, 2 de novembro de 2008

Faltou contar essa

Essa eu já contei pra várias pessoas presencialmente, mas faltou contar aqui no blog.

Well. Todos sabem que agora eu trabalho no Cefet-SC, concursada, efetiva e tals. E aconteceu há uns dias a Semana Nacional da Ciência e Tecnologia, ocasião em que o Cefet-SC monta um tipo de feira tecnológica ali no Largo da Alfândega (coração da cidade, pra quem não conhece Floripa).

Eu estava no estande do setor de EAD (educação a distância). Logo na frente do nosso estande estava o pessoal da Eletrotécnica. Esse era um dos mais visitados da feira, porque tinha um monte de engenhocas legais. Uma das sensações era um aparelho esquisito que tinha uma esfera de metal e que gerava eletricidade estática (acho que é isso). As pessoas colocavam a mão na tal da esfera e o cabelo ficava arrepiado. Engraçadésimo. A molecada das escolas que visitava a feira se divertia pra valer com aquele troço.

E o moço bonito do estande me olhava, me olhava, e eu percebia, e todo mundo fazia que nada era nada. E eu comentava com o Rafa, meu novo amigo de infância que estava comigo no nosso estande, que morria de medo de choque elétrico. E que jamais colocaria a mão naquele troço de metal porque imaginava que aquilo dava choque.

Até que no terceiro dia de feira eu 'invadi' o estande vizinho para bater umas fotos dos alunos da EAD/UAB (Universidade Aberta do Brasil) que vieram de seis municípios-pólo para participar do encontro. E o moço bonito do estande vizinho me disse "hoje tu vem aqui", apontando pro negócio que arrepiava o cabelo dos adolescentes. "Nem que me pague", respondi, rindo.

Pois o movimento na feira por fim diminuiu e ficamos eu e a Dálete, minha nova amiga de infância que estava comigo no nosso estande, batendo papo e olhando blogs legais. O moço bonito do estande vizinho uma hora olhou pra mim e fez um sinal de "vem cá". "Nem que me pague, morro de medo de choque", respondi. A Dálete me lançou um olhar fulminante e me sentenciou falando pelo meio dos dentes: "Vai lá, Ana. A-gooooraaa!!!"

Fui. Vergonha. Mão, metal e tals. Ligou a máquina. Meu cabelo... ficou exatamente do jeito que estava. Absolutamente nããããão arrepiou!

O moço bonito não se conformou. Eu mandei "ah, eu pago quase 200 reais pra deixar meu cabelo liso... e tu achas que ele vai arrepiar por qualquer coisa?"

Hahahaha

Bom, de fato o tratamento químico para alisar é bom. Mas depois disso eu não vi mais o moço bonito. Nem na feira e nem no Cefet.

Infelizmente.

Lennon & McCartney

If I fell in love with you
Would you promise to be true
And help me understand?
Cause I've been in love before
And I found that love was more than just holdin' hands

If I give my heart to you
I must be sure
From the very start that you
Would love me more than her [him]

If I trust in you, oh, please
Don't run and hide
If I love you too, oh, please
Don't hurt my pride like her [him]

Cause I couldn't stand the pain
And I would be sad
If our new love was in vain

So I hope you see that I
Would love to love you
And that she [he] will cry
When she [he] learns we are two

Colete novo

Voltando de um delicioso e divertidíssimo almoço em família na casa das Gomes Ambros, que me acolheram amavelmente como agregada, resolvi passar no Imperatriz para comprar umas coisinhas que enchessem a geladeira - que estava uma igreja. Salada verde, umas frutas, ovos e umas cervejinhas já eram o suficiente para que ela voltasse a ser digna de uma casa habitada. Mas antevendo a preguiça de fazer almoço amanhã, cometi a estupidez de acrescentar à cestinha uma lasanha que sei que é horrorosa e um daqueles pratos prontos da Sadia - que até são gostosos, mas de sadios não têm nada.

Enquanto estava na fila do caixa, observei que o Fulano ainda estava lá. Ele continua usando o colete "Estou aprendendo", mas também está menos atabalhoado - e eu já tinha constatado isso em outras vezes em que estive no supermercado. Pelo jeito vai conseguir o emprego.

Daí olhei pra minha cestinha. A despeito das frutas, observei a meia dúzia de Kaiser Gold (a R$ 1,19, uma pechincha) e as duas porcarias congeladas. Quero mandar fazer o colete: "Eu não aprendo nunca". Para ocasiões como essa. E para outras.

Anyway, trouxe as coisas pra casa e bola pra frente. Um dia eu deixo de comer comida ruim congelada. Já sobre a cerveja, não me garanto...

Comprinhas

As melhores dos últimos tempos:
1) O note Toshiba;
2) os coturnos da loja Túnel do Rock, em Curitiba;
3) o motor para o portão (em tempo de chuva é o que há);
4) o vestido roxo com verde no Bazar da Fiona;
5) a bolsa Everlast com luvinha de box pendurada.

Próximas, se tudo der certo:
1) A tatuagem (já agendada);
2) um biquíni;
3) uma cadeira de praia;
4) um par novo de Crocs;
5) uma câmera fotográfica.

Confessions on the keyboard - segunda rodagem

Pequenos pecados particulares:

1) Eu como a gordura da picanha; [gula]
2) 'ignoro' deliberadamente qualquer vendedor de coisas inúteis ou distribuidor de panfletos nos semáforos (se estou de óculos escuros me faço de surda; ou então faço cara de paisagem e deixo o cara falando sozinho como se eu não estivesse vendo nada). E me divirto com isso; [soberba]
3) já fiquei com alguém que tinha namorada, mesmo sabendo disso (a história não prosperou e eu juro que não me arrependo, embora não ache isso exemplar e nem pretenda repetir a empreitada. Vale dizer que isso aconteceu há bastante tempo); [luxúria]
4) já me achei a moça mais linda da festa (mas não dei bandeira); [soberba de novo]
5) já achei que escrevo melhor que a média das pessoas (inclusive muita gente que achava que sabia escrever hahahaha). [soberba de novo, ai meu deus]

sábado, 1 de novembro de 2008

Sonhos (cretinos) de consumo

Não tem razão prática nenhuma, mas eu adoraria ter:

1) Um grampeador de talão de cheques que nem aqueles do Banco do Brasil (que não têm utilidade nenhuma a não ser grampear talões de cheques);
2) um isqueiro Zippo (eu não fumo);
3) uma máquina de choquinhos de fisioterapia (eu tenho medo de choque mas um lado meu adora aqueles choquinhos);
4) uma maquininha de babyliss (eu prefiro meu cabelo liso);
5) um cortador de lacres de vinho (utensílio totalmente dispensável, mas eu acho legal).

Não são só os cachorros


Gatos também são tudo de bom. Essa é a Gisa numa sacola da Luigi Bertolli.

Recado para quem ama gatos e quer/conheça alguém que queira adotar um: a Aline e o Gu estão procurando dono para um fofucho bebê que eles salvaram da morte há uns dias. Com delivery para a Grande Florianópolis e castração garantida. Conviver com gatos é uma experiência memorável. Eu recomendo.

Lindona da tia


Gisa apareceu de sopetão na porta do apê do Mano e da Jaque, em Curitiba, há pouco mais de um ano. Envolta numa aura de mistério e com o charme característico dos felinos. Ficou para nos alegrar. Eu e ela nos divertimos bastante durante os quatro dias em que estive por lá. Na foto [de celular] ela está fazendo gracinha entre o meu colchão e o canto da parede onde esconde seus ratinhos de pelúcia.





Esses moços, pobres moços


Alguém precisa explicar para esses moços que três amigas juntas numa casa noturna movida a rock and roll podem estar apenas querendo curtir o som, dançar, conversar, rir e beber umas Heinekens de leve. Três amigas juntas numa casa noturna movida a rock and roll não necessariamente são moças em ritual de caça. São moças que trabalham, têm seus compromissos, pagam suas contas e numa noite de sexta-feira podem estar querendo apenas comemorar a vida. Eu, Tati e Pam nos divertimos pra valer ontem. E foi muito engraçado ter que traçar estratégias para fugir das malas que se apresentavam com aquele papinho sem graça. Carismáticos como uma unha encravada. A imagem clichê é que as mulheres solteiras são desesperadas. O que eu vi ontem foi um monte, mas um monte de homens solteiros, sem graça e sem atitude matando cachorro a grito. Deuzolivre.

Tati e Pam, super companheiras: que a força esteja conosco! =D

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Me corrijam se eu estiver errada...


...mas acho que a Heineken longneck tem um gosto melhor do que a de lata.

Meus guris


Rimos um monte lembrando de piadas antigas. Da direita pra esquerda, nós em ordem cronológica: Mano, eu e André. No meu colo, a queridíssima Gisa.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Um estar em mim

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e canto e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

(Carlos Drummond de Andrade)

Para seu Egídio, que há 14 anos se ausentou de nossas vidas. E mesmo assim continua sempre conosco.

Dropes sobre o feriado*

Quatro dias passeando à toa e dando risada com meus irmãos em Curitiba. Alguns devaneios sobre esse período:

Estranho pacas - No domingo depois do almoço, Mano sentiu um mal-estar e foi ao médico. Acabou passando a noite internado porque a dor que ele estava sentindo, desconfiaram os médicos, poderia ser uma apendicite. Como esse tipo de problema demanda uma cirurgia feita às pressas, decidiu-se pela internação por precaução. Mas no fim não era nada e segunda cedo ele estava novinho em folha. Mas o esquisito foi que na segunda de manhã recebi uma ligação, no celular, de uma queridíssima ex-colega do Besc perguntando se eu estava bem de saúde. Ela não disse, mas imagino que tenha sonhado algo ruim comigo. E o André, no mesmo dia, recebeu um e-mail de uma amiga de São Paulo dizendo que tinha sonhado com ele e perguntando se estava tudo bem. Well. Felizmente estávamos todos bem. Mas por via das dúvidas, enquanto saracoteava pelo comércio do Centro eu olhava até pra cima antes de atravessar aqueles cruzamentos malucos.

Hecatombe - Curitiba é conhecida por suas calçadas irregulares, esburacadas, com pisos despadronizados - a despeito de ser uma cidade planejada e arquitetonicamente interessante. Curitiba é conhecida também por ser um lugar onde as pessoas se vestem de maneira bastante formal. Mas alguém tinha que dizer pras moças de Curitiba que os saltos finos são absolutamente incompatíveis com as calçadas irregulares. Vai andar pelo centro, moça? Please, usa uma rasteirinha ou um salto anabela médio. As moças de Curitiba parecem ter feito uma convenção onde combinaram que passa a ser elegante andar de salto com o joelho dobrado. Coisa horrorosa. Nunca vi tantas.

10 centímetros - Resolvi provar um vestido indiano vermelho que estava numa vitrine. Lindo, mas comprido demais. A moça da loja se esmerou: dá pra diminuir a alça, dá pra tirar o último babado... Não, moça, o vestido é perfeito. Eu é que devia ter uns 10 centímetros a mais de perna. Provei outro. Comprimento legal, um pouco acima do joelho. Suuuuuper rodado. Rodado a ponto de eu me sentir um bujãozinho de gás com sainha. Ficou lindo!, disse a moça. Discordei: moça, pra esse vestido ficar perfeito eu devia ter uns 10 centímetros a menos de quadril. Provei o terceiro. Colorido e lindo. Com um decote no melhor estilo dressed to kill. Ah, ficou perfeito, disse a moça. Não, moça. Faltaram uns 10 centímetros a mais de peito. Mas no fim logrei êxito e comprei dois vestidinhos de verão compatíveis com meu corpicho ombro-estreito-peito-pequeno-cintura-fina-bunda-grande-perna-grossa-e-curta. Afinal, havia vestidos imperfeitos na loja.

Coisa triste - Meus dois irmãos moram (cada um no seu apê) no centrão-centrão da cidade, a alguns passos do Teatro Guaíra (onde o Mano trabalha) e do Passeio Público. Ontem de manhã resolvi ver se esse último lugar fazia jus ao nome para um passeio. Morri de pena da quantidade de aves nativas e exóticas presas nos viveiros. Que não são pequenos, é verdade. Mas pra uma ave que pode voar qualquer viveiro é sempre pequeno. E a tela é uma linha tênue demais as separando da vida livre. Fiquei triste especialmente com as gaivotas (gaivotas!!!) presas e com um casal de gralhas azuis. Nunca mais vou reclamar das gralhas que me acordam ao nascer do sol para comer as frutas aqui de casa.

Coisa linda - Todas as regiões da cidade são cheias de canteiros de flores. Com amores-perfeitos, petúnias, lírios, prímulas, cravinhos. Isso e os parques de Curitiba são um show de civilidade. Como estava um final de semana incrivelmente quente - e sem chuva, sim, sem chuva! - no domingo à tarde os parques estavam cheios de gente andando de bike, caminhando, correndo ou simplesmente batendo papo e namorando.


*Inspirados nos "Dropes da semana" da Regininha.

De volta a Frogville...

...essa terra onde as pessoas estão criando guelras entre os dedos. Saco. =(

domingo, 26 de outubro de 2008

Meus ursinhos

As minhas lembranças mais remotas da infância têm necessariamente a presença de um, ou do outro, ou dos dois. Com isso percebo que foi a partir da relação com meus dois irmãos que passei a tomar consciência da minha própria existência. Estou desde ontem de manhã em Curitiba, essa cidade cosmopolita que os dois escolheram para viver. Se, como diz o Bono Vox, home is where the heart is, hoje eu posso dizer que tenho duas cidades para chamar de lar. Porque quando estou em Floripa, meu coração fica aqui um pouquinho também com eles. E enquanto estou aqui, tudo o que eu quero é esse clima de aconchego, cosquinha e gargalhada. Como quando éramos crianças.

Nando Reis e a alma feminina

Não sou fã do Nando Reis a ponto de comprar cds ou baixar músicas, mas acho algumas letras dele super delicadas. Outro dia no congestionamento da saída do xópin Beiramar (sexta-feira...) tocou no rádio "Dentro do mesmo time", uma gracinha. Lembrei de um dos meus primeiros posts...

Escolhe o esmalte meticulosamente
Por ver razões na cor, que irão se explicar
Pra tudo funcionar simplesmente
Como gesto espontâneo, invulgar
E depois da cor
O que virá?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Blue skies smiling at me

Eu acredito que atrás dessas nuvens densas que insistem em não ir embora ainda tem aquele céu lindo, limpo e azul. Acredito que vai parar de chover. Nothing but blue skies from now on.

I'll be back

Zentem, estou hoje no último dia de uma semana suuuuuper corrida, que envolveu trabalho especial e alguns adiantos de tarefas que tive que providenciar para.... tcharam! poder pegar quatro dias de merecida folga. Logo volto com mais tempo e historinhas que por enquanto vão ficando armazenadas na cachola...

=D

terça-feira, 21 de outubro de 2008

I have the right to remain silent...

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...because anything I say can be used against me in a court of law (or in doomsday. Or in the next barbecue party).

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Back in black

Morar numa casa com quintal e muitas árvores faz a gente perceber como nessa época do ano os bichos todos parecem acordar. Os passarinhos fazem algazarra mais cedo, os sapos coaxam alegremente (ainda mais com essa chuva toda) e os insetos começam a se proliferar. De maneira geral os insetos não me incomodam. Noite passada acordei com um grilo cantando dentro de casa (haja paciência pra convencer o bicho a ir cantar lá fora com seus amiguinhos). De vez em quando me deparo no quintal com algum tipinho esquisito que fico imaginando se já foi catalogado. E tem, é claro, os mosquitos, que começam a aparecer por agora e permanecem até o tempo voltar a esfriar - ou seja, no outono. Mesmo com eles eu consigo ter uma convivência pacífica.
Mas são as nojas insuportáveis que me incomodam. Elas também voltaram - e de preto. Sempre tomo o cuidado de deixar a pia limpa depois do almoço, tirar lixinho, etc, etc, para evitar que apareçam. Pois descobri que as baratas aqui de casa gostam de Veja Multiuso. Por duas vezes nos últimos dias cheguei em casa e me deparei com uma horrorosa em cima da pia. Limpa. Devem ser parentes da Fliti, a personagem do Fernando Gonzales que é viciada em naftalina.

Bom, espero que essas ainda não estejam desenvolvidas a ponto de curtir as iscas SPB. Já comprei três caixinhas e pedi à Santa Claudete que espalhasse as armadilhas pela casa. Até agora, tudo bem.

domingo, 19 de outubro de 2008

Live and let... whatever

Numa troca de emails com um querido amigo outro dia, ele me manda o seguinte conselho:

- A gente não pode viver a vida pelos outros. Cada um tem sua missão, sua carga a carregar. A gente pode ajudar muito, sim, mas precisa entender isso, pra ajudar na evolução de quem a gente ama.

Tenho tentado pensar nisso e agir de forma coerente com esse pensamento. Mas tenho sido tão mal interpretada!!!

Dias melhores virão.

Tão novo - e tão familiar


Adorei "Black Ice", o novo álbum do AC/DC. Há que se tirar o chapéu pros velhinhos. Tomara que venham para o Brasil em turnê. =D

sábado, 18 de outubro de 2008

35 minutos de filme...


...e eu já lembrei que "Fale Com Ela" é meu Almodóvar predileto.

Vou buscar uma Heineken.

Hello-ow

Ok, vamos questionar se a amiga devia ter entrado de novo no apartamento ou não, se os negociadores falharam, se a polícia agiu corretamente ao invadir, se a mãe do guri devia ter ajudado na negociação, etc, etc, etc. Mas para mim ninguém comentou ainda o que me parece mais absurdo na história do seqüestro das duas meninas em Santo André. Porra, fala sério: um guri de 22 anos inconformado com o fim do 'relacionamento' de três anos com uma garota de... 15? Ele aos DEZENOVEEEEE começa a namorar uma garota de DOZEEEEEEE, o lance rola durante três anos, e o término vira um barraco trágico desses? Onde é que estão os namorinhos saudáveis da adolescência? Meu deus, não sei o que está acontecendo com essa molecada de hoje. Tudo fica grave demais tão cedo. Tão dramático e definitivo. É uma história tenebrosa atrás da outra. Fala sério. Uia.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Quando se parte rumo ao nada

Cansei do Dário e do Amin trocando farpas ontem e resolvi jantar assistindo aos videoclipes do Multishow - que providencialmente passam no horário dos programas eleitorais noturnos. Passou um clipe do Paulinho Moska que me fez lembrar de uma conversa que tive com um amigo meu meses atrás.

Nós estávamos voltando de carro da Lagoa e tocou a música "A seta e o alvo" no rádio. É uma letra forte que, como as próprias imagens do clipe reforçam, fala sobre quando duas pessoas que se relacionam têm suas almas separadas e passam a querer coisas diferentes. O que me fez lembrar da conversa foi que, na ocasião, esse meu amigo disse que para ele a letra batia diferente: ele entendia o poema do Moska como a descrição de um conflito interno, como se fossem ele e ele mesmo a querer coisas diferentes, aquelas contradições individuais e existenciais, de querer muito uma coisa mas saber que a escolha adequada é outra. É um jeito de pensar. E entendi muito bem o que meu amigo queria dizer. Passei a ouvir diferente a música do Moska e gostei de voltar a pensar nisso ontem, enquanto comia meu sanduíche de queijo, peito de peru e tomate, com suco de uva, na frente da tv.

Ainda não consegui fazer meu firewall aceitar download de vídeos, mas quem quiser curtir o som, clique aqui.

A questão que para mim ecoa é: qual é a graça de já saber o fim da estrada quando se parte rumo ao nada? Sei lá, seu Moska. Talvez a graça esteja no percurso...


Eu falo de amor à vida, você de medo da morte
Eu falo da força do acaso e você de azar ou sorte
Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa mas você só quer atingir sua meta
Sua meta é a seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera

Eu olho pro infinito e você de óculos escuros
Eu digo te amo e você só acredita quando eu juro
Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na terra
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era
E o que era era a seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera

Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade, você se preocupa em não se machucar
Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro e você se satisfaz com metade
É a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera

Então me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada quando se parte rumo ao nada

Frog feeling

Na boa: acho que nós aqui da velha Desterro já perdemos completamente a moral pra chamar aquela próspera cidade do Norte catarinense de "Chuville". Tempinho chato. =(

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Alegria de pobre

Uma das seqüelas mais marcantes dos meus 11 anos de trabalho em redação de jornal é a incapacidade de ficar feliz quando tem feriado. Porque em redação de jornal um feriado é um dia como outro qualquer. Nos tempos do AN algumas vezes até tinha escala de plantão, mas isso costumava valer só para o dia do feriado mesmo - não rolava de emendar quando a data em questão caía numa quinta, por exemplo. Uma vez fora da redação, fiquei dois anos e pouquinho como frila - e quem é frila sabe que se o trabalho tem deadline, feriado também não existe. Nos feriados do primeiro semestre deste ano, por exemplo, eu estava atolada de trabalho. Ou seja... feriado, quê que é isso, mesmo??

Daí eu voltei pro mercado formal como funcionária efetiva de uma instituição federal de ensino e hoje soube que dia 28 de outubro é dia do servidor público. Cai numa terça. Acordo lá das chefias: a segunda entra no rolo. A boa notícia é: Mano e André, me aguardem em Curitiba no final do mês!!! =D

Cretinice tá nos genes?


André sempre gostou do meu RayBan velho, do qual eu estava enjoada há tempos, e tem sua própria coleção de modelos aviador. Eu nunca consegui fazer coincidir o RayBan novo perfeito com um contexto de grana em caixa. Pois no último fim de semana simplesmente resolvemos trocar de óculos e ficamos os dois com essa cara de patetas fazendo foto de celular a caminho do surrasquinho de domingo. Xiiiiiiis!!

Sangue azul - e bom

Quem me conhece sabe da minha indiferença por futebol. Não estou nem aí pra quem é líder, pra quem perdeu pontos, pra quem entrou na zona de rebaixamento ou pra quem vai pra repescagem. Mas uma turma de amigos fofos - e gremistas - lançou um blog pra falar de sua paixão em comum. Dos onze, conheço sete: Gastão, que é meu amigo querido, repassador de crônicas do LFV, ex-professor de redação citado no post ali embaixo e conselheiro; Adri, Jefe e Marta, colegas da turma 90.1 do Jornalismo da UFSC; Emerson 'Tomate', mi compay; Andressa, colega da Quorum; e Upiara, ex-colega no jornal A Notícia. Como entre meus cinco ou seis leitores deve ter algum que goste de futebol - ou quiçá um gremista - vai o link ali pra listinha de recomendações.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Elas também não falam


Ter cachorros sempre foi a desculpa perfeita para uma pessoa que não sabe cuidar de plantas não cultivar uma hortinha nem flores no quintal. Pois dona Conceição, em suas temporadas alternadas por cá, já conseguiu fazer um canteirinho de salsa. A flor da hora é essa orquídea, que ela amarrou numa árvore a salvo dos monstrengos. E a mágoa da estação é com minha jabuticabeira, que este ano deu quase nada de frutas.

Haja maçã

Eu precisaria de um pomar maior do que o da Fazenda Renar para entregar hoje uma maçãzinha para todos os meus professores. Como essa possibilidade é absurda, e como a minha memória de elefante não é suficiente para lembrar rigorosamente o nome de todos aqueles que já me deram aula na vida, vai aqui uma homenagem para os mais marcantes. Primeiro para Dona Conceição, é claro, que me ensinou a ler entre tantas outras coisas. Seu Egídio, com quem aprendi o gosto pela escrita e que também me ensinou a essência de todo o resto que eu sou. Dona Ivanilda, da primeira série lá no Colégio Santa Terezinha, em Curitibanos. Dona Maria Ilse, de português, já na quinta série do Instituto. Pinho, de física, e Mário, de biologia, no segundo grau do Catarinense. Gilka, Regininha, Gastão, Karam, Scotto, Gatti e tantos outros no curso de jornalismo da UFSC. Genebaldo e Armando na especialização. A fada Gilka de novo no mestrado e para sempre. Marina no grupo de dança do Instituto. Zé Paulo e Aldy no Yázigi. Beijos carinhosos para todos vocês, que me ensinaram a não querer parar nunca de estudar e de aprender.

Não vi

Fiquei ontem lendo minha Marie Claire e esqueci de procurar o disco voador que vinha transmitir uma mensagem de paz para a humanidade. Alguém viu?

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Palavrinha nova: opalescência

- Tá, mas isso é bom ou ruim?

Foi a pergunta que me veio à cabeça quando a doutora Tatiana disse que na segunda semana do tratamento de clareamento, meus dentes já estavam com "opalescência".

Ela riu como sempre - nossas consultas são sempre muito divertidas - e me explicou que a opalescência é uma propriedade ótica do esmalte dental, que é a camada mais externa dos nossos dentes. Ao contrário do que a gente leigamente pensa, o esmalte não é branco, e sim transparente. O que determina a cor dos nossos dentes é a dentina, que é a parte mais interna. E é ela, a dentina, que muda de cor quando se faz um tratamento estético como o que estou fazendo. Quanto mais branquinha a dentina vai ficando, as propriedades do esmalte vão ficando mais perceptíveis - ou seja, os dentes ficam com uma aparência mais saudável e o esmalte reage à luz. Dentes com opalescência refletem luz, e no exame clínico isso é observado quando as bordinhas deles aparecem azuladas sob a lâmpada.

É importante ressaltar, prosseguiu a doutora Tatiana, que o processo de clareamento só tem bom resultado - ou seja, o esmalte só cria esse brilho bacana - quando os dentes são saudáveis.

- Se o dente tem canal, ou restauração, ou prótese, ou qualquer outro problema, essas propriedades ficam mascaradas. Não é que o esmalte "perca" sua propriedade, mas fica menos pronunciado. Sacou?

Saquei, doutora. E digo mais: acho que isso também se aplica às pessoas. Quando elas estão bem por dentro, naturalmente brilham mais por fora só com um pouquinho mais de cuidado. Se por dentro nada vai bem, de nada adianta ficar enfeitando. É mais ou menos isso, né, doutora Tatiana?

Pessoas amigas de dentes saudáveis, eu super recomendo o tratamento.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Estou aprendendo

Passadinha vapt-vupt no Imperatriz sábado ao meio-dia pra comprar uma caixinha de Heineken, já que afinal de contas o convidado para o almoço era o garoto que mais ama Heineken no mundo. Aproveitei também para repetir o pecado de comprar dois pacotinhos de salgadinhos de festa de criança pra ir comendo no caminho, já que a fome era grande e a SC-401 tem 20 quilômetros.

Cestinha na mão, fui direto no caixa que estava vazio. O operador usava aqueles coletinhos de pessoal em treinamento, vermelho com letras em amarelo: "Estou aprendendo".

Logo que o garoto registrou o primeiro pacote de salgadinhos, a cliente que ele tinha atendido antes voltou para reclamar, muito impaciente: olha, eu comprei só dois refrigerantes e na nota aparecem três. Ele parou de me atender para conferir a nota e, de fato, tinha dado vacilo. Só que ele não podia resolver o problema da cliente anterior antes de terminar de registrar as minhas compras. Ficou nitidamente sem saber o que fazer. Pediu à moça para esperar e voltou à minha cestinha. Passou o segundo pacote de salgadinhos e o pack de Heineken só com o código de barras externo - ou seja, registrou apenas uma lata, quando eu estava levando 12. Treze e setenta e cinco, moça. Estava apressado e nervoso, à mercê da mal-humorada dos refris fungando no cangote dele e esperando para reaver seus 3 reais.

Cada lata de Heineken era R$ 1,79. Evidente que o tansinho havia registrado só uma unidade. Grande oportunidade para ganhar 11 latinhas de presente do Imperatriz, passou pela minha cabeça num centésimo de segundo.

Olhei o nome dele no crachá e disse com bastante calma: olha, Fulano, eu estou levando 12 cervejas e tu estás me cobrando só uma. Ele percebeu que estava cometendo o segundo vacilo do dia e registrou as outras 11. Cartão de débito, pode digitar sua senha, coisa e tal. Cortou a notinha da impressora e agradeceu me olhando nos olhos: moça, boa tarde, muito obrigado, desculpa, viu, muito obrigado!

Enquanto comia meus salgadinhos de frango SC-401 afora, fiquei imaginando que talvez o Fulano não tenha a mínima competência para ser operador de caixa, mas também pode ser que ele estivesse só num mau dia. E que se eu tivesse dado o migué de levar as compras com valor abaixo, isso poderia ser um dos motivos para que a avaliação dele pelos superiores fosse negativa e ele acabasse não ficando no emprego.

O Fulano não sabe, mas eu também estou usando um colete daqueles. Faz tempo. E acho que nunca vou tirar.

Mania sem graça


Um dos meus pequenos desvios de caráter é essa mania de bater autofotos no retrovisor do carro. Ainda quero ter paciência pra fazer um álbum no Orkut com todas que tenho, feitas por todas as estradas pelas quais tive a felicidade de passar. Essa aqui foi feita no domingo: o carro é outro, o espelho é outro, os óculos são outros, a câmera é outra, o caminho é outro. Mas a estúpida é rigorosamente a mesma.

Tá certo mesmo é o Chico Buarque

talvez o mundo não seja pequeno
nem seja a vida um fato consumado

Falou e disse, mestre Chico.

domingo, 12 de outubro de 2008

Mestre Cartola

Ouça-me bem amor, preste atenção
O mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés

Forte pacas. Cartola rocks.

Under my skin

Periga os caras consertarem o acelerador de partículas, botarem o troço pra funcionar de novo e o mundo explodir sem que eu tenha realizado algumas coisas na vida, como pular de pára-quedas, ter um filho, pisar no Velho Mundo ou fazer uma tatuagem. Pois resolvi tentar garantir ao menos um dos itens. Estou aceitando indicações de bons estúdios de tatoo em Florianópolis ou Curitiba, onde eu possa encontrar o profissional que vai tirar a idéia de desenho da minha cabeça e passar para o meu ombro esquerdo. Ontem eu, o André e a Tati fizemos uma busca na Internet mas não encontrei nada muito parecido com o que eu quero - ou seja, o que eu quero só existe mesmo na minha cabeça. Aceito, portanto, dicas e sugestões de bons profissionais. Gracias.

Beijo nos meus filhotes

Falou e disse a Ana Corina: meus cachorros são as minhas crianças, e para eles vão as homenagens de hoje. É para eles que eu volto pra casa; é por eles que eu sigo morando numa casa bem maior do que eu precisaria e longe de tudo; é a eles que me refiro, sem ironia, quando digo que sou uma moça solteira e trabalhadora com três bocas para sustentar. Eles não sabem, mas o amor que eles me devolvem vem acompanhado de muitas lições a partir daquela atitude generosa canina típica, que festeja efusivamente tanto as pessoas de sempre quanto as novas. Com isso e com outras coisas venho aprendendo muito nesses meus anos de cachorreira. Lola, Fidel e Sebastiana, vocês alegram a minha vida e são meus amores.

Homenagens estendidas ao Otto, que é o cachorrinho de minha mãe e portanto meu irmão, e portanto também, como filho da dona Conceição, o mais mimado de todos; à Gisa, minha sobrinha gata que apareceu do nada para alegrar a vida do Mano e da Jaque - e a do resto da família, por extensão; e aos queridos Basquiat, Giba, Luck, Greg, Bambi, Totó e Cacá, que passaram por nossas vidas e já foram cavar, latir, ronronar e brincar no céu dos bichinhos.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Comer, beber, blogar, viver

Pois não é que meu bloguinho está completando um mês? Oitenta e seis postagens depois, posso dizer que estou adorando.

Quintal vazio

Sempre dou banho nos meus cachorros em casa, mas com o tempo frio e úmido que tem persistido nos últimos dias, mais minha falta de tempo, eles estavam pra lá de atrasados nesse quesito, tadinhos. E Sebastiana, a vira-latas, estava precisando de uma tosa. Recebi recomendação de uma agropecuária aqui perto de casa e levei os monstrinhos para uma manhã de higiene e embelezamento. O ridículo é que fiquei com o coração apertado ao deixá-los com alguém que não conheço. E como é triste chegar em casa e ver o quintal vazio...

Tudo bem, puxa pelo nariz, solta pela boca. Às 11 horas vou buscá-los.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O garoto que me chama de "Sis"

Anteontem eu tava de trololó no msn até mais tarde e chega no celular uma mensagem do André, às 23h42:

O Cult acabou de tocar sweet soul sister. :')

Show de banda inglesa bacana em plena terça-feira... definitivamente, o André foi morar num lugar que é a cara dele. Apesar da saudadinha que dá na gente, né, nego? =)

[Aliás, é impressionante. Meus dois irmãos são as criaturas mais diferentes que conheço. E Curitiba consegue ser a cara dos dois. Fico feliz que as coisas estejam dando certo para eles por lá. Quem sabe um dia eu vou também?]

Voz de travesseiro

Inclusive, acho que demorei para elencar aqui as razões pelas quais eu amoooo o Ben Harper:

1) Ele tem uma voz de quem parece que acabou de acordar de manhã na maior preguiça - tanto cantando quanto falando;
2) ele não é nada performático no palco - quando toca guitarra havaiana parece até que tem problemas nas pernas. Isso é engraçadinho porque dá a impressão de que ele é tímido;
3) ele tem um monte de tatuagens por baixo das roupas formais que costuma usar no palco;
4) ele escreveu "In the colors" para mim, entre tantas outras músicas lindas (hahahah essa foi mooooento boa!);
5) podem listar todos os artistas que fazem um som do estilo do dele, que para mim todos estarão necessariamente apenas tentando imitar Ben Harper.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Too late to lie

O som da vez indo e voltando SC-401 afora:

If you have nothing left to give, why don't you just go on and let me live?
I wish I could find a way to sing the life back into you and I
But now I am afraid that it is just too late to lie

["Heart of matters", do Ben Harper, no álbum "Lifeline"]

[[Tentei achar um clipe pra postar aqui e achei só esse material pirata, que inclusive me fez ficar com saudade do show de 2007. O sempre gentil Gean tentou me ensinar a baixar o vídeo pro meu computador, mas tico e teco aqui não deram jeito. Então vai o link mesmo, pra quem quiser assistir...]]

"That's all"


Personagens de filmes que eu gostaria de ser:

1) Miranda Priestly, de "O Diabo Veste Prada": não porque ela é esnobe, nem porque ela é elegantésima, nem porque ela é a editora-chefe da revista feminina mais fodona de todas. Mas só por causa do monte de jabás que ela ganha. Só por isso;

2) Dory, de "Procurando Nemo": porque ela é azul e convenientemente desmemoriada. E porque ela é um peixe, afinal de contas;

3) Lois Lane, de "Super Homem": porque ele a leva para voaaaaaaaaar e muda a história da humanidade só por causa dela;

4) Vianne Rocher, de "Chocolate": porque o filme é lindo, para ser a Juliette Binoche e para beijar o Johnny Depp;

5) Norma Belvedere, de "O filho da noiva": porque ela é uma senhorinha linda e para ter todo mundo querendo fazer as minhas vontades mesmo depois que minha memória já esteja quase que totalmente apagada.

Só pra quem tem bom humor

Indicação da colega Dálete que já entrou na minha listinha de recomendações ali do lado: o blog "Homem é tudo palhaço", feito por um grupo de meninas cariocas. Li só alguns posts e dei deliciosas gargalhadas. Apesar do nome do blog, não se ofendam, meninos: as autoras mostram que nós, mulheres, também somos artistas de circo...

Recado para aquele senhor do Honda Civic prata

Caro senhor do Honda Civic prata,

CUSTAVA MUITO ter olhado no RETROVISOR antes de vir para a PISTA DA ESQUERDA A 60 POR HORA?

Se eu não reduzo a tempo, caro senhor do Honda Civic prata, nós dois teríamos nos atrasado para nossos compromissos. E tido uma manhã muito desagradável. Talvez até no hospital.

domingo, 5 de outubro de 2008

Sobre o "Ensaio"

Assisti a "Ensaio sobre a cegueira" do Fernando Meirelles e, a despeito de boicotes, críticas e polêmicas, achei uma obra maravilhosa, cheia de genialidades em vários aspectos. E fui ao cinema em grande parte motivada por um texto do Contardo Calligaris, publicado há alguns dias na Folha. Só o trechinho final:

No "Ensaio sobre a Cegueira" (de Meirelles e de Saramago), diferente do que acontece em muitas narrativas apocalípticas, a heroína é uma mulher, e as mulheres são as depositárias da esperança; elas saem engrandecidas pelas provas da situação extrema.

São elas que, para o bem de todos, entregam-se aos estupradores, aviltando não elas mesmas mas os que as violentam, com uma coragem que salienta a covardia dos maridos ciumentos ou zelosos de sua "honra". São elas que sabem cuidar de uma criança ou matar quando é preciso. São elas que reinventam a amizade (em cenas memoráveis: a das mulheres lavando o corpo da companheira espancada à morte e a das mulheres no chuveiro).

Aviso, caso, um dia, a gente tenha que recomeçar tudo do zero: em geral, as mulheres sabem, melhor do que os homens, o que é essencial na vida.

Estou agora começando o livro. Certamente ainda vou descobrir muitas coisas com ele.

Dever cumprido

Vesti uma blusa de lãzinha azul, meu jeans mais confortável e os tênis com bolinhas. Prendi o cabelo, botei os brincos de peixinho e os anéis de sempre. Fui até a UFSC e votei em duas mulheres. Até acho que elas não têm grandes chances, mas a minha parte eu fiz.

Tá rendendo

E embora os aniversários de ontem fossem do Maurício e da Fófis (como é conhecida a lindíssima Sophia), eu também ganhei presentinhos! Mau e Cris, casal amado, me entregaram uma linda blusa de algodão que vai bombar na primavera-verão, e mais um porta-lápis de cipó que o Maurício trouxe de sua mais recente viagem pelos confins do Brasil. E a Valéria me deu um colarzinho de contas que combina per-fei-ta-men-te com a blusa nova. Ameeeeei!! =D

sábado, 4 de outubro de 2008

Sebastiana


Era um domingo daqueles de almoço em família. Quando fui fechar o portão, vi aquela coisinha pequena andando sozinha, lá longe. Fiquei olhando. São Francisco deve ter cochichado no ouvido dela: é aquela moça lá, vai logo. Ela era um filhote humilde, uma mendiguinha, com o pêlo de arame repleto de carrapichos e a pobre pele maltratada pelos carrapatos. Depois do banho de emergência dado pela tia Christina, fizemos a foto aí do lado para a propaganda da adoção. Mas ela estava doentinha. Tinha febre, não comia nem carne, não bebia água. Dr. David fechou o diagnóstico rapidamente: erliquiose. Duas semanas com medicação. No segundo dia de remédio ela voltou a comer e parou de se esconder entre as plantas para esperar a morte. Fizemos reunião de família para discutir a permanência dela: eu fui a favor, Lola idem; Frank foi contra e Fidel não entendeu nada. Ela ficou. Os candidatos a dono foram elegantemente dispensados. E hoje Sebastiana é a vira-latas mais alegre que eu conheço.
[Só um esclarecimento: a história ocorreu há dois anos. Ela é o terceiro e último membro da minha matilha, é bom que isso conste em ata. Haja Royal Canin...]

Lola


Ela é a Monica Belucci da espécie canina: não tem uma beleza dentro dos padrões, tem até desvios um pouco graves para os critérios dos kennel clubs. Mas são exatamente essas diferenças que a tornam linda. Minha Lô tem olhos de mel, queixinho rosa (é menina) e uma doçura que transborda. Chegou aqui em casa como presente pelos meus 30 anos, um filhotinho tímido, com carrapatos e medo de vassoura. Hoje, seis anos depois, ela é a verdadeira dona do quintalzão onde cresceu. A líder da matilha. Como eu, aparenta ser mais brava do que realmente é. Mas não é por ser doce que ela deixa de defender seu território aguerridamente. Adora pegar sol. Bota o queixo no meu colo pra pedir carinho. Tem seus momentos de preguiça. E adora tomar banho. Linda Lô é o presente mais lindo que eu já ganhei.

Linhas tênues

1) Individualismo x egoísmo;
2) solidariedade x assumir para si os problemas dos outros;
3) preguicinha saudável x desmotivação que imobiliza;
4) amor x possessividade;
5) nostalgia x arrependimento.

Ana Paula 2008 tem procurado se manter firme na coluna da esquerda. Apesar das pressões externas.

Mais um pecadinho

Professora Regininha talvez ralhe comigo de novo, mas com essa chuvinha está delicioso ficar preguiçosamente com o laptop na cama, navegando, batendo papo e postando minhas bobagenzinhas. Não fossem as comemorações dos aniversários de duas pessoas muito importantes, certamente ficaria aqui o dia todo...

Beijos antecipados então pro Maurício e pra Sophia, que vão me fazer sair da cama hoje. =D

Mudando de área

Eu sou uma pessoa que sempre bota fé nas mudanças, mas ainda não consigo acreditar que um dia posso deixar de ser jornalista.

Pois forçando um pouquinho, eu acho que se não fosse jornalista eu poderia ser:

1) bióloga;
2) dona de pet shop;
3) testadora de brinquedos para parques de diversões;
4) promotora pública;
5) manicure.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Alívio

Depois de um período bem atribulado, finalmente voltei a ser uma pessoa que tem um celular só. =)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Cantando pela SC-401

Às vezes eu descubro alguma coisa em determinada música e mesmo que ela não seja propriamente nova fico ouvindo direto, principalmente no carro - ando muito pela cidade-speed-racer e é fundamental sempre ter cdzinhos legais no porta-luvas.

Pois o som da hora, além de não ser novo, é também unreleased: "Golden visions", do Chris Cornell (o cara do Soundgarden, lembra?), gravação não-oficial do Audioslave (golpe de marketing muito bem feito que reuniu o belo Chris e os remanescentes do Rage Against the Machine, lembra?). Eu até me dei ao trabalho de ver se tinha algum clipe não-oficial no youtube, mas só achei isso aqui. Pra quem quiser ouvir já serve.

Ah, pra cantar o refrão é bom que seja gritado. =)

(shame)
I don't know why

All the fiction of your sleeping
Doesn't visit you awake
I don't know how
To get your storybook sunrise
To follow you above your cloudy day

All these gifts should lay upon you
With heaven painted on you
I wish this now with all my soul

May all your visions turn to gold
To have and hold
May all your visions turn to gold
May all your visions turn to gold
To have and hold
May all your visions turn to gold

Terrified
The world will never turn to look at you
And the sun won't see you shine
Children's lives
For rose could bless just from your smilin'
And the water form a crown
Only better luck should greet you

The road should rise to meet you
I wish this now with all I know

Lives inside your winter

Feel the cold wind blowing
Cutting through your head and your ears
Feel the fire growing

No more frozen danger
No more wretchedI stumbled
Fear

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Tá certo o Lavoisier

As flores que ganhei no aniversário, 15 dias atrás, murcharam. Foram jogadas na composteira. Vão agora se transformar em outra coisa. Como tudo na vida.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Sim, eu sou coruja

Hoje meu lindo Fidel faz 4 aninhos. E continua achando que tem quatro meses, apesar de seus 35kg e de seu jeito brutamontes de ser.

Balanço de setembro

Setembro de 2008 ainda está a poucas horas de acabar, mas já é certo que foi um dos meses mais marcantes dos últimos tempos. Aliás, este ano de maneira geral está sendo um período de muitas mudanças, novidades, replanejamentos e surpresas (boas!). Mas setembro realmente foi muito importante. Alguns sinais disso:

1) Resolvi deixar de frescura e comecei meu blog;
2) depois de dois anos trabalhando como frila e me dedicando a atividades acadêmicas, voltei para o mercado formal numa instituição de ensino federal, experiência totalmente nova;
3) continuo prestando serviço para outra instituição grande, também federal, que está passando por um período de importantes mudanças, definidas justamente em setembro. E, modestamente, a missão que assumi nessa empresa é deveras estratégica;
4) ouvi coisas que precisava ouvir de alguém importante e falei tantas outras que estavam engasgadas;
5) voltei a morar com minha mãe e até agora a experiência tem sido memorável (não fosse o suporte decisivo dela eu não estaria segurando a onda).

Isso só pra ficar no padrão de cinco itens.

Devo dizer que estou adorando tudo isso.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Premonição

Quando escrevi ali embaixo que nada seria como antes, não fazia idéia de como estava fodidamente certa.

domingo, 28 de setembro de 2008

É ou não é?

Um beijo grande e um abraço apertado pras criaturas iluminadas que inventaram:

1) o jeans com elastano;
2) o ácido retinóico;
3) o o.b.;
4) o gmail;
5) o sutiã de microfibra sem costura.

Quando faltam as palavras...

Eu vou te dar alegria
Eu vou parar de chorar
Eu vou raiar um novo dia
Eu vou sair do fundo do mar
Eu vou sair da beira do abismo
E dançar e dançar e dançar
A tristeza é uma forma de egoísmo
Eu vou te dar eu vou te dar eu vou te dar alegria

["Alegria", do mestre Arnaldo Antunes]

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Breve reflexão sobre os relacionamentos modernos

Posso estar errada, é claro. Mas acho que se a internet prejudica seu relacionamento, o problema não é a internet.

Pronto, falei.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Sumirei

Viagem rápida a trabalho. Mas voltarei. E nada será como antes. Amanhã ou depois de amanhã.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Sorriso amarelo tinha a sua avó

Ontem fiz a primeira avaliação do tratamento de clareamento dental que estou fazendo com a Dra. Tatiana (séria, hein, Tati? hehe). Em duas semanas minha arcada superior ficou dois tons mais clara. O procedimento é simples, mas exige disciplina: toda noite tem que dormir com uma moldeirinha onde se aplica o gel no espaço de cada dente. É engraçado dormir com o sorriso plastificado com aquele troço que parece material de garrafa de refrigerante. Mas quem já usou aparelho ortodôntico tira de letra. Eu já tinha notado leiga e empiricamente que o resultado estava ficando bom, mas ontem tivemos a comprovação científica do 'felômeno'. Detalhe: eu sou dependente de café e de suco de uva integral, duas coisas que tendem a escurecer os dentes, mas mesmo assim está funcionando moooooooento bem.

Frescura? Pode ser. Mas tou a-do-ran-do! =D

terça-feira, 23 de setembro de 2008

"Um mistério grande como o mundo"

Era 26 de maio quando o Gastão (sempre ele) me encaminhou esse texto do LFV. Nem vou me dar ao trabalho aqui de ficar comentando como ele é cheio de significados. Na época eu me sentia um pouco overdue - parecia a metáfora perfeita para a minha condição. Pois lembrei desse texto hoje após responder ao e-mail de um amigo querido que está passando por uma fase assim. Compartilho então mais esse texto que eu queria ter escrito, torcendo para que logo ele, esse amigo, sinta-se na condição de arrived.

Missing

Joseph Conrad costumava acompanhar as informações sobre o tráfego marítimo nos jornais. Procurava notícias de barcos que conhecia ou em que tivesse trabalhado nos seus tempos de marinheiro. Encontrar o nome de um barco que tripulara na mocidade devia ser como descobrir o nome de uma antiga namorada numa crônica social, casada com outro. Mas o mais pungente nos relatos diários de partidas e chegadas, para Conrad, era o aparecimento da ominosa palavra "overdue" - atrasado - junto ao nome de um barco. Estar "overdue" era estar à beira de um grande alívio ou de uma grande tragédia, pois só uma de duas palavras substituiria o temido adjetivo no noticiário: "arrived", chegado, finalmente, ou "missing", desaparecido.

Havia um tempo predeterminado para um barco "overdue" passar a ser descrito como "missing", e o progresso de uma condição a outra dava à leitura de um simples registro comercial a mesma sensação de um emocionante folhetim diário. Na falta de notícias de uma chegada ou de uma tragédia comprovada, não havia um tempo predeterminado para o epíteto "missing" ser abandonado. Ele perdurava ao lado do nome do barco como uma sombra, dia após dia, e o barco permanecia desaparecido, nas palavras de Conrad, "num mistério grande como o mundo". Ou pelo menos como o mar.

Hoje os perigos do mar continuam os mesmos mas qualquer caíque sabe sempre exatamente onde está, e pode transmitir sua localização e sua condição em segundos. E mesmo quem não enfrenta os mares misteriosos pode dizer o espaço que ocupa na paisagem com precisão. Então, por que esta sensação de estarmos "overdue" em algum indefinível porto seguro do qual partimos e cujo caminho de volta nunca mais reencontramos, perdidos num mistério cada vez maior?

Ao contrário dos nossos barcos, continuamos sendo matéria de especulação literária. Há uma crise não só de velhas certezas ideológicas e morais mas de velhas certezas científicas também, e não passa dia em que não se descubra que o Universo não é nada do que se pensava, ontem. Não admira que as pessoas cada vez mais renunciem ao racional - que, afinal, nos deu o satélite rastreador mas nos deixou mais desorientados do que antes - e busquem o místico, o tribal e o maluco. Na falta de instrumentos precisos para mapear a angústia apela-se de novo para entranhas de pássaros, deuses selvagens e a anulação dos sentidos.

No tempo de Joseph Conrad os barcos guiavam-se pelos astros e pela força magnética, que os primeiros elizabetanos que a estudaram a fundo chamavam de alma da Terra. Mesmo longe de qualquer porto ou socorro, ou de qualquer redenção para a sua culpa, nenhum herói embarcado de Conrad tinha razão para duvidar das estrelas sobre a sua cabeça ou da bússola à sua frente, ou dificuldade em identificar seu lugar no mundo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Saudade presencial

São tantas as pessoas com quem converso por e-mail, msn, orkut, blog, e só isso. Gente que escreve "poxa, que saudade!" E é saudade mesmo. Saudade de ver, conversar diretamente, abraçar. Com a Cris, amiga querida que fiz no mestrado, comentei outro dia: parece que a gente nem mora na mesma cidade! Fiquei pensando na quantidade de pessoas de quem queria matar a saudade numa agradável conversa de boteco. Não vou nominar todos aqui, mas certamente seria uma lista diferente do meu padrão de cinco itens. E para dar conta disso tudo eu precisaria de mais que um barril... não é ótimo???

Adiei

Resolvi deixar pra depois o início da leitura do livro sobre Amy Winehouse. De repente fiquei sem paciência para chiliques de moças de 20 e poucos anos. Mas vai passar. Sei que vai passar.

Plano de fuga

Duas tarefas do dia já riscadas na agenda às 8h da manhã, SC-401 afora a caminho do trabalho. Dia lindo, nem frio, nem quente. Pensei que eu poderia mesmo era seguir direto pela Beira-mar, passar a ponte, uma BR, depois outra, a serra, o planalto, o oeste, a fronteira, seguir adiante, subir, subir, subir a cordilheira, e depois descer, descer, descer, até chegar em algum lugar onde eu pudesse descobrir o que é que tem no oceano Pacífico.

Daí liguei a seta pra esquerda e contornei a praça com destino à avenida Mauro Ramos. Mas vou passar na banca da Catedral pra comprar um mapa da América do Sul. Ah, isso vou.

domingo, 21 de setembro de 2008

Ganhei e adorei

"Amy Winehouse - Biografia", do jornalista Chas Newkey-Burden. Ok, ela tem só 25 anos e já tem uma biografia escrita. Mas curto muito o som da Amy e acho que quem canta e compõe como ela deve ter uma vida interessante, independentemente dos escândalos.

"Sonetos", da poeta portuguesa Florbela Espanca. Que também teve, na sua época, uma vida intensa, cheia de conflitos, amores, desamores e extravazamentos disso tudo com palavras. E que morreu jovem e deprimida, aos 27 anos.

Ainda não li, mas já adorei ambos.

Recuerdos

Hoje passei boa parte do dia dando uma arrumada geral no meu escritório: arquivando material de trabalhos concluídos, jogando tranqueiras fora, tirando pó, botando papelada nas suas devidas pastas - ou no lixo. Muita coisa foi pro lixo reciclável.

Para instalar o computador da minha mãe no canto da bancada que antigamente era o meu canto, precisei mexer na monstruosa caixa de fotos. Evitei bravamente ceder à tentação de abri-la e ficar explorando seu conteúdo, porque sempre que isso acontece o trabalho acaba ficando pra depois. Mas não resisti e dei só uma mãozada, pegando algumas fotos antigas que estavam unidas por um elástico de dinheiro.

Coisa mais linda do mundo. A maioria eram fotos de um aniversário meu, imagino que em 2000 ou 2001, aqui em casa. Lauro, filho do Maurício e da Cris, tinha no máximo uns 2 aninhos e aparece fazendo farra com o pai nas árvores. No bolo tem também fotos da minha querida Thais, nós duas numa gargalhada gostosa com o morro da Lagoinha do Leste ao fundo. Tem casais de amigos que já não estão juntos, assim como outros casais que continuam lindamente unidos e com a família aumentando - como o Dauro, que aparece pensativo embaixo de uma das pitangueiras, com o cabelo todinho preto!! Minha então sogra, dona Célia, que já não está conosco, sempre sorridente e conversando. Eu com minha camiseta do Kenny, meu primeiro boné do projeto Tamar e com um tênis azul da Adidas que eu adorava. André-meu-irmão e André Gassen (que também é um pouco meu irmão) de cabelo comprido, Tati de cabelo bem mais escuro, o Uno vermelho do Frank estacionado na frente da parreira. Meu casaco Kenny ainda era novo. Tinha cachorros nos visitando também naquele dia: o aristocrático Barthes, basset-round do Gastão e da Soninha, e a doce Caia, que já foi pro céu dos cachorros e que era a fila brasileiro mais linda do mundo, da Angelita.

Mas cortei a viagem e fiz o que tinha que fazer: instalei o computador da dona Conceição, que há de sair de sua condição de excluída digital, e instalei também a multifuncional HP do André que por ora está comigo. Essa rápida pegada no bolinho de fotos me fez perceber que tenho, sim, muito material para escanear, perpetuar e compartilhar.

E sim, Frank, nós realmente vivemos muitas horas legais juntos e temos muitos amigos do car***o. Vida longa para todas as nossas amizades - inclusive a nossa!

Recomendo enfaticamente

Não precisa entender, não precisa explicar, basta sentir. É uma enxurrada de sensações diferentes, muitas vezes perturbadoras, que ocorrem na gente durante as quase duas horas do espetáculo "Pequenas frestas de ficção sobre realidade insistente", do grupo Cena 11, que assisti ontem e rola hoje de novo no teatro do CIC. É um espetáculo com estética crua e contemporânea, pesado em muitos momentos, mas muito intenso. Fiquei impressionada com o preparo físico dos bailarinos e sobretudo com a confiança que eles precisam ter uns nos outros. E adorei a participação da border collie em algumas cenas.

Vale dizer: é um espetáculo de dança, mas não adianta ir ao teatro esperando assistir a uma historinha ou a algo que tenha significado objetivo e explícito. Talvez seja por isso que ontem tanta gente foi embora antes do final.

sábado, 20 de setembro de 2008

Mudei

Eu gostava das bolinhas, mas achei esse layout do modelinho chamado "Harbor" mais a minha cara. Mais azul, mais significativo... vamos ver até quando fica.

O mundo wireless

Adoro: notebook na cama, telefones celular e sem fio na cabeceira, manhã esticada até a hora do almoço na maior preguiça e ligada no mundo. Não sei como a gente vivia sem isso tudo antes...

Cada coisa no seu lugar

Aliás, a história dos papagaios me faz lembrar que não gosto de passarinho em gaiola, nem de peixe em aquário, nem de leão em jaula, nem de elefante em circo, nem de cachorro na rua. Contradições da nossa precária humanidade: nos achamos os reis da cocada e arbitramos equivocadamente sobre quem prender e quem abandonar. Somos uns imbecis mesmo.

Eles estão de volta!

A novidade matinal deste sábado preguiçoso e cinzento é que os papagaios que no ano passado vinham comer as sementes do ipê amarelo estão de volta. Minha mãe já tinha percebido que em volta da árvore tinha várias vagens abertas - ela é uma Sherlock Holmes. E ainda há pouco veio me tirar da cama pra me mostrar que um deles estava na árvore.

Estou sem câmera digital e tentei precariamente fazer uma foto com o celular. Mas ficou péssima, é óbvio. Raios.

Sim, são papagaios mesmo. Verdes, lindos e enormes. Sim, eu também achei estranho no ano passado quando a mãe falou sobre eles pela primeira vez - eu estava viajando, e ela me contou sobre os visitantes inusitados por telefone. E confesso que só acreditei quando vi com meus próprios olhos através das minhas lentes de contato a dupla pacientemente colhendo as vagens da árvore, segurando com uma patinha e tirando as sementes de dentro com movimentos rapidinhos do bico.

Embora tenha achado lindo, fiquei intrigada. Afinal, não me consta que papagaios sejam uma espécie que ocorre na nossa região, como os tucanos - que são difíceis de ver, mas são daqui sim. Fiquei pensando se deveria fazer algo. Consegui precariamente fazer uma foto com o celular e mandei para a lista do Instituto Carijós, da qual participam vários biólogos porretas. Veio a resposta: são papagaios sim, provavelmente de um grupo que se originou a partir de aves que fugiram do cativeiro e se adaptaram aqui pelo Norte. Nada de chamar Ibama: deixa os bichinhos se alimentarem e ficarem numa boa.

Isso me tranqüilizou bastante e comecei a curtir diariamente a visita dos dois. Na época eu ainda trabalhava só no home office e estava fechando um frila grande. Frank ainda morava aqui, mas saía toda tarde. Lá pelas 5 horas eu fazia uma pausinha e ia pra baixo do pé de jabuticaba, que estava fechado de bolinhas pretas, enormes e doces, e ficava lá contemplando meus dois visitantes em seu lanchinho. Isso durou umas três semanas, até que as vagens acabaram e eles devem ter ido encontrar comida em outro lugar.

Pois este ano o ipê floresceu mais cedo, e não vai rolar a alimentação simultânea - eles lá e eu na jabuticabeira. Também estou trabalhando fora e não vou conseguir contemplá-los ao entardecer. Mas fiquei feliz ao saber que eles continuam na área. E fiquei pensando se são os mesmos dois do ano passado...

Não entendi

Problema do Blogger ou problema meu? O último post que escrevi ontem ficou embaixo do penúltimo. Até vou dar uma fuçada aqui nas configurações pra ver se encontro algum lapso, mas se alguém mais experiente do que eu tiver uma idéia do que pode ter acontecido, 'gradecida por me explicar.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Segundo dia no trabalho novo e eu já...

1) tenho e-mail do Cefet;
2) tenho login e senha da intranet;
3) tenho conta na cantina;
4) tenho selinho de estacionamento livre;
5) encontrei meu primo Marcelo tomando café e fumando um cigarrinho.

Itens 1 a 4: gracias à Dálete, minha nova colega que bem poderia ser relações-públicas. Item 5: o melhor de tudo é que descobri que o primo Marcelo é amigo do meu chefe!

Reflexões com minhas pantufas no final de uma semana intensa

Às vezes, quando uma resposta não chega, isso já é a própria resposta.

Elas são inocentes?

Como sou alguém que tecla muito, associar meu probleminha no trapézio (que ainda dóóóóói) à atividade profissional é como somar dois com dois. Mas ontem, depois de um dia de muitas horas cheias, só senti dor ao ponto de fazer careta na última missão do dia: quilômetros de anotações feitas a mão, numa reunião no início da noite. Foi daí que o danado parecia estar com um garfo espetado. Antes, também, no congestionamento-monstro da ponte (sair do centro às 18h45 para chegar em Coqueiros às 19h é quase uma ingenuidade...), reparei como tensiono o ombro direito enquanto dirijo.

Reflexão: as teclinhas podem ser inocentes, as pobrezinhas. Quem deve ir para o banco dos réus, nesse caso, sou eu. Que confesso tudo.

Não sei qual a explicação disso

Mas acho que toda Tati e toda/todo Cris é gente boa. Não conheço nenhuma exceção ao caso.

Um beijo para as minhas Tatis e para os/as meus Cris!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Com as galinhas

Acordar muito cedo geralmente é uma idéia que me dá arrepios, ainda mais quando vou dormir tarde, como ontem, por volta da 1h - com despertador programado para as 6h. Mas a visão da lua enorme logo que acordei, no céu limpinho, com o dia ainda raiando, me fez pensar que nada hoje poderia dar errado. Seis horas e meia depois, até agora tudo bem.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Em plena crise, jornada dupla

Hoje tenho minha última manhã livre. Amanhã assumo meu posto no Cefet-SC, como jornalista (não, não vou ser professora), lotada na Universidade Aberta do Brasil (UAB). Quando fiz o concurso achei mais lógico que me encaixassem na assessoria de comunicação, e para minha feliz surpresa vou ter a oportunidade de trabalhar numa interface entre as duas áreas que estudei e pretendo continuar estudando - comunicação e educação. À tarde, permaneço até segunda ordem como posto avançado da Quorum na assessoria de comunicação do Besc. Tomara que o trapézio aguente. Inclusive vou aproveitar essas últimas horinhas da manhã pra mais uma compressa de gelo - que eu o-deeeeeeeeeeeio fazer...

Dói. Mas a culpa é minha

Não é bursite nem tendinite: a lesão que desde ontem me forçou ao auto-exílio e me impediu de pentear o cabelo direito é resultado da sobrecarga do trapézio - pelo que me explicou o ortopedista, um músculo que vai do pescoço ao ombro. Para sair da crise, a receita inclui compressas geladas (que eu o-deeeeeeeeeio fazer), antiinflamatório (meu velho amigo Celebra 200) e fisioterapia (com a amada-idolatrada-salve-salve Carin).

O ridículo é que a crise só existe em função da minha cabeça dura. Há mais de 15 anos ouço dos ortopedistas que: 1) não, eu não preciso de tudo o que está dentro da minha bolsa; 2) preciso fazer regularmente alguma atividade física que reforce a musculatura das costas, peito e ombros, como musculação (que eu adoro), natação (sou uma negação, uma vergonha mesmo) ou coisas mais modernosas como Pilates (muito caro) e até yoga (meio zen demais pro meu estilo); 3) meu ambiente de trabalho deve ser ergonomicamente adequado, com apoios corretos para os braços, pés e costas (ahm??); 4) devo alternar longos períodos ao teclado com pausas de alguns minutinhos para alongar a musculatura dos braços, ombros e costas (ahmmm???).

Daí a desculpa de não ter tempo para a academia vira um flagrante desconforto quando sou obrigada a encaixar 45 minutos diários, três vezes por semana, para a fisioterapia. Num mundo ideal, isso é tempo suficiente para largar o sedentarismo. Refletia sobre isso hoje bem cedo quando voltava da minha primeira sessão com a Carin. E combinei com meus tênis Reebok de bolinhas que vamos, sim, fazer um esforço para encaixar esse bom hábito em nossas vidas.

Faltou dizer no post anterior

que a cor escolhida de ontem foi Framboesa. Tá, Maurício? hahahaa

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Acho que hoje vou experimentar uma cor diferente

Atire o primeiro palitinho de laranjeira com algodão na ponta a mulher que, depois de pronunciar essa frase para a manicure, nunca saiu do salão com unhas num tom intenso de vermelho. E se sentindo, um pouquinho só que seja, mais poderosa e segura.

Eu gosto dos vermelhos fortes, mas costumo alterná-los com tonzinhos mais naturais e discretos, aqueles que deixam as mãos com um aspecto bem clean. Na minha caixinha de manicure (sim, eu prefiro fazer as unhas em casa) os tons que mais escolho são, entre os clarinhos, o Renda da Risqué e o Fio de Seda da Colorama. Dependendo da ocasião, adoro o Sexy, da Colorama, um rosa beeeeeeeeeeem rosa (que descobri com a Tati). Quando a escolha tende pros rubros, três tons prediletos: Gabrielle, Paixão ou Framboesa, todos da Colorama.

[Este post é dedicado à Tati, à Fabica, à Lia e à Carol, quatro meninas que como eu sabem o valor de mãozinhas bem-pintadas.]

Dilema astrológico

Essa história de recordar a época do meu nascimento acabou me conduzindo a um dilema astrológico. Minha mãe sempre me disse que eu nasci à 1h30. Só que na minha certidão de nascimento consta 2h30. Como foi minha mãe quem mais participou ativamente do processo, sempre considerei a informação dela.

Pois num desses meus almoços de aniversário, ela admitiu pela primeira vez que, se na minha certidão está registrado 2h30, pode ser que tenha sido esse mesmo o horário em que eu cheguei para alegrar o mundo. Afinal, quem fez as declarações para o tabelião foi meu pai, que era um virginiano - e portanto bastante atento com detalhes.

Daí o dilema: se nasci à 1h30, meu ascendente é Gêmeos. Se nasci às 2h30, é Câncer. Não sei se isso faz algum tipo de diferença importante. Quem aí é ligado em astrologia, pode por gentileza me explicar??

Melhor abreviar a coisa

Antes de entrar oficialmente em repouso, não consigo deixar de fazer esse apelo. O I Ching disse que eu vou sofrer uma desilusão. Queria pedir pra pessoa que vai me desiludir pra se apressar, porque o I Ching também disse que depois disso um sucesso enorme vai bater à minha porta. Bora lá, pessoa, resolver isso logo? =D

De novo

Dor aguda no ombro direito. Recomendação expressa: distância do teclado. Sacrifício extremo. Mas voltarei. E viva o Celebra 200mg.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Então tá

Minha sorte de hoje no Orkut: "Faça apenas o que o coração manda".

Sim senhor, seu Orkut. Sim senhor.

Reflexões num início de expediente vespertino

Acabo de reler um email do estilo "confessions" que escrevi há algumas horas. Deduzi que em algumas ocasiões, o botão "enviar" deveria ser substituído pelo botão "fodeu".

Bola pra frente, mente aberta, coração tranqüilo. Tem coisa que é melhor falar logo e pronto.

36 anos depois

É como comentei com o tio Saulo ali embaixo: a sensação que tenho é a de que tudo está apenas começando. =)

domingo, 14 de setembro de 2008

Cheguei chegando

Reza a lenda familiar que quando eu resolvi nascer tudo aconteceu muito rápido. Era a madrugada do dia 14 para o dia 15 de setembro de 1972, e fazia muito frio no Planalto Serrano. Mãe e pai tinham estado com visitas até tarde porque mãe estava de repouso - eu na verdade havia tentado nascer uns dias antes, no meio de um clima tenso em função da morte do vô Waldemiro, mas seguraram minha onda.

Pelo que pesquisei aqui no calendário permanente, era uma quinta-feira.

Antes da meia-noite comecei a dar sinais de que queria chegar. Correria, mala, hospital e etc. Tipo 1h30 eu cheguei. Então já era sexta 15. Conta a mãe que o Dr. Altino nem teve tempo de se fantasiar de médico: só calçou as luvas e ajudou a terminar o que a natureza já estava providenciando. Quando me pegou nas mãos e cortou o cordão, disse: "Que linda! É uma menina! E parece um bebê de três meses!"

Pode até haver uma licença poética nessa versão da minha mãe. Mas o fato é que eu, hoje tampinha, nasci com 58cm de "altura" e quase 5kg de peso. De fato, um bebezão.

E mais: tinha olhos azuis. Vai entender.

Reza também a lenda familiar que aquela noite seu Egídio passou em claro. Desde o primeiro minuto, eu e ele apaixonados um pelo outro.

Viva eu

Meu aniversário é só na segunda, oficialmente, mas quando se faz aniversário numa segunda rola uma sutil pressão para algum tipo de comemoração durante o final de semana anterior.

Eu, particularmente, acho meio sem graça fazer aniversário numa segunda. Principalmente quando já se sabe que será impossível ter folga no trabalho.

Pois bem. Este ano não haverá comemoração do tipo em que se convida um monte de gente para vir comer, beber e brindar. A-moooooo esse tipo de coisa, mas este ano não vai rolar. Vou amanhã almoçar em família, só mãe e André, e na segunda mesmo, o dia, almoçarei com mãe e tia Wilma (minha dinda, que na prática é mãe número 2).

Mas aceitarei todos os votos, emails, scraps, torpedos, telefonemas e etc me felicitando. Pode não parecer, mas eu a-doooooooooro que lembrem de mim!