Faço minhas as... minhas próprias palavras do ano passado: eu sou um ser de outro planeta e detesto o Planeta Atlântida, pelos motivos que descrevo aqui. Todos continuam valendo.
E como o que é ruim sempre pode, sim, piorar, uma terrível atualização em relação a 2009: esse ano, oh my god, tem Ivete. De resto, tudo na lesma lerda. A tal dupla de sertanejo universitário, esse gênero estranho, também vai estar lá. A cerveja ainda é Nova Schin e o refrigerante oficial ainda é Pepsi. O local ainda é aquele descampado. Na TV ainda dizem que vai ser do caralho. Nada muda. Nem meu humor.
...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Um tabefe na cara, com luva de pelica
Eu aqui mal-humorada, ranheta e me sentindo a criatura mais rastejante sobre a terra por ter dado uma batida de carro no final da tarde de domingo, no percurso inocente entre a casa da minha mãe e a minha. Me sentindo injustiçada porque quem causou o acidente foi o senhor nativo de um país vizinho (sem preconceito) que resolveu, do nada, parar sobre a pista, mas como eu fui o último dos quatro carros que se engancharam atrás do Peugeot do dito cujo, a responsabilidade pelo acidente, até provem o contrário, é minha. Daí chego esta manhã com meu carro alugado pelo seguro e venho ao escritório para saber notícias do carro, que foi levado de guincho para a oficina e será consertado pelo seguro, cuja franquia eu vou me arrebentar pra pagar, mas vou pagar. E, na internet, vejo a notícia de que a dona Zilda Arns, uma das brasileiras mais admiráveis que conheço, que mais se doaram pelos pobres do meu país (e dos outros países também), morreu no terremoto do Haiti. Abri algumas fotos da catástrofe e minha mãe imediatamente começou a chorar ao meu lado, pela tristeza pela qual está passando aquela gente e pela perda da dona Zilda, a quem ela conheceu pessoalmente e mantinha/mantém gigantesca admiração. De um minuto pro outro fiquei morrendo de vergonha: meu super problema é só uma batidinha de carro. Perdão, pessoas do mundo, por minha mesquinharia.
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