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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Quality sunday

Semana passada, num texto da aula de inglês, a turma ficou em dúvida quanto à expressão "quality time". O professor Aldy explicou que se trata de uma expressão que não tem uma tradição direta para o português - seria "tempo de qualidade", mas ninguém fala isso. Mas o sentido é fácil de entender: "quality time" é aquele tempo bem aproveitado que se passa ao lado de pessoas queridas ou consigo mesmo. Como na frase em questão: "We both have very demanding jobs, so weekends and holidays are the only times we can have some quality time together". É aquele tempo em que namorado e namorada, marido e mulher, pai e filho, filho e mãe, amigos, compadres, passam realmente juntos. Simples de entender.

Bom, então ontem eu voltei pra casa pensando que tive realmente um quality sunday: acordei às 5h da manhã para trabalhar na prova de ingresso da instituição onde trabalho; me apresentei às 7h10 e ao meio-dia estava saindo; busquei minha mãe em casa e botamos o assunto em dia durante um almoço delicioso e ensolarado no Ribeirão da Ilha, com direito a ostras, tainha, Heineken 600, sorvete Amoratto e café expresso; fizemos uma visita surpresa e igualmente deliciosa para os Fontinha Oliveira (intimidade é uma merda, tu liga e diz "oi, estão em casa?", "estamos", "ah, tou indo aí com a mãe"', "ótimo, vou passar um café!"), onde além do café tinha família reunida, bolo de cenoura, bruschettas do Maurício e até uma lavação grátis e inusitada do meu carro sempre sujo; mãe devidamente deixada em casa no fim da tarde, analisamos brevemente meu tricô (que foi aprovado por ela) e em seguida fui pra academia (sim, domingo), antecipando meu treino de segunda, já que de antemão eu sabia que teria que faltar em função do trabalho; durante a série de novos exercícios, telefonema de hunny dizendo que estava saindo do trabalho (ele também estava convocado para a prova de ingresso, mas em período integral); terminei meu treino, tomei um banhão e fui ao encontro de hunny, para botarmos o assunto em dia entre chopinhos e um ma-raaavilhoso hambúrguer de picanha. Na volta pra casa, uma lua cheia de dar nojo pendurada no céu e o prenúncio de uma semana cheia de tarefas. Tomara que todas deem tão certo quanto o meu domingo.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Em outro planeta




Parece mentira, mas ontem à noite eu praticamente não vi chuva. Saí da UFSC às 19h30 abaixo de uma garoa muito fina, abasteci o carro num posto da Trindade e vim direto para o Norte da Ilha praticamente sem ligar o limpador de pára-brisa. O vento estava muito forte a ponto de balançar o carro, mas chuva, mesmo, era pouquíssima. Quando cheguei em casa dei de cara com um galho imenso caído bem em frente ao portão da garagem. Levei um susto, mas logo constatei que tanto a casa quanto os meus cachorros estavam inteiros - eles, tadinhos, juntinhos na caminha que preparei no fundo da garagem ao sair, imaginando que seria um dia de muito frio e umidade.

Ventava muito e pelo Twitter - que ferramenta maravilhosa! - eu ficava sabendo que a situação na região central ia se encaminhando para o caos. Muitos bairros ficaram sem luz, alagamentos, desabamentos, gente sem saber como voltar pra casa. As rajadas de vento eram muito fortes por aqui e minha preocupação, evidentemente, era com mais quedas de árvores, já que são muitas aqui ao meu redor. Mas felizmente meu transtorno ficou só naquele pedaço de galho no meio do caminho.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Tudo em menos de 15 segundos

Trânsito chutadinho pela SC-401, na altura do morro do Cacupé, num trecho com curva em S, descida, sem acostamento. O garoto que ia logo à minha frente numa CG, pela pista da esquerda, perdeu o controle da moto e começou a encostar os pés no chão, meio que pedalando desesperado, tentando estabilizar o guidon. Pneu dianteiro furado. Pelo retrovisor vi que o Audi com placas da Argentina que vinha logo atrás de mim estava a uma distância segura; liguei o pisca alerta e reduzi bastante a velocidade. O Audi entendeu o contexto, também reduziu e ligou o pisca, chamando a atenção dos carros que vinham em seguida. Com isso o garoto conseguiu controlar a moto até a descida do morro, indo primeiro para a pista da direita e parando, com segurança, no acostamento que começava alguns metros adiante. Pelo retrovisor pude confirmar que ele não tinha sido atropelado, nem caído. E lembrei dos dias difíceis que passamos em fevereiro, quando, numa derrapada besta com sua Suzuki Marauder, meu irmão levou uma pancada feia na cabeça. Ficou algumas horas desacordado e tantas outras desmemoriado. Já eu lembro muito bem de cada minuto daqueles dias. Tirei os olhos do retrovisor e segui meu caminho, olhando em frente e pedindo silenciosamente que São Cristóvão, São Francisco, Nossa Senhora das Dores, minha mãe Iemanjá e São Harley-Davidson protejam sempre o André, o menino da CG e todos os outros motoqueiros das estradas desse mundo. Amém.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Só falta a grade

Hoje faz 25 dias que bati meu carro na SC-401. No mesmo dia o guincho enviado pela seguradora levou o pobre Cliozinho guerreiro para a oficina - era um final de tarde de domingo, chovendo pra caramba. Dos quatro carros envolvidos, foi ele o menos avariado. O seguro autorizou o conserto: refizeram o pára-choque, desentortaram o capô (que sofreu danos realmente sutis), trocaram o radiador e o condensador (este último, depois de uma argumentação inderrubável de hunny). Mas eu continuo sem carro porque falta a grade da frente. O carro já poderia ter saído da oficina há uns dez dias, mas falta a meleca da grade. O moço responsável me informou agora por telefone que a peça estava em falta na Renault, que eles encomendaram e que ainda deve levar mais uns dias pra chegar. Só posso deduzir que todas as moças do mundo que têm um Clio resolveram bater o carro de frente. Que outro motivo poderia haver para uma peça de plástico faltar de maneira tão irremediável?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Control cê, control vê

Faço minhas as... minhas próprias palavras do ano passado: eu sou um ser de outro planeta e detesto o Planeta Atlântida, pelos motivos que descrevo aqui. Todos continuam valendo.

E como o que é ruim sempre pode, sim, piorar, uma terrível atualização em relação a 2009: esse ano, oh my god, tem Ivete. De resto, tudo na lesma lerda. A tal dupla de sertanejo universitário, esse gênero estranho, também vai estar lá. A cerveja ainda é Nova Schin e o refrigerante oficial ainda é Pepsi. O local ainda é aquele descampado. Na TV ainda dizem que vai ser do caralho. Nada muda. Nem meu humor.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Um tabefe na cara, com luva de pelica

Eu aqui mal-humorada, ranheta e me sentindo a criatura mais rastejante sobre a terra por ter dado uma batida de carro no final da tarde de domingo, no percurso inocente entre a casa da minha mãe e a minha. Me sentindo injustiçada porque quem causou o acidente foi o senhor nativo de um país vizinho (sem preconceito) que resolveu, do nada, parar sobre a pista, mas como eu fui o último dos quatro carros que se engancharam atrás do Peugeot do dito cujo, a responsabilidade pelo acidente, até provem o contrário, é minha. Daí chego esta manhã com meu carro alugado pelo seguro e venho ao escritório para saber notícias do carro, que foi levado de guincho para a oficina e será consertado pelo seguro, cuja franquia eu vou me arrebentar pra pagar, mas vou pagar. E, na internet, vejo a notícia de que a dona Zilda Arns, uma das brasileiras mais admiráveis que conheço, que mais se doaram pelos pobres do meu país (e dos outros países também), morreu no terremoto do Haiti. Abri algumas fotos da catástrofe e minha mãe imediatamente começou a chorar ao meu lado, pela tristeza pela qual está passando aquela gente e pela perda da dona Zilda, a quem ela conheceu pessoalmente e mantinha/mantém gigantesca admiração. De um minuto pro outro fiquei morrendo de vergonha: meu super problema é só uma batidinha de carro. Perdão, pessoas do mundo, por minha mesquinharia.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Um Papai Noel sem rosto

Não se preocupem, porque o título do post não anuncia nenhum texto crítico ao consumismo mordaz desta época. A ideia é só contar que o enfeite de porta fofo, barato e novinho que eu comprei para este ano - uma meia de feltro com um bonequinho de Papai Noel de cara bem rechonchuda - foi devidamente transformado em brinquedo pelos meus três amados cachorrinhos no mesmo dia em que foi pendurado. Isso foi antes de eu viajar, e o extermínio de mais este enfeite de porta me fez perder o pique com decorações de Natal este ano.

Mas ontem me curei. Depois de um dia ultrasobrecarregado, que envolveu reunião de trabalho bem cedo, saída com a família, supermercado, salão (eu também mereço uma pet shop) e até batida de carro (nada grave), isso tudo abaaaaixo de uma chuuuuuuva chatééééésima, entrei no clima total: passava um pouco das 22h quando fui para a cozinha fazer pudim de leite. Enquanto o dito cujo assava, embrulhei os presentinhos que vou levar hoje para a family na casa de mamy, desencaixotei os enfeites de Natal e coloquei todos em seus devidos lugares. O que sobrou do enfeite estraçalhado - só a meia - ficou no corredor. Montei minha mini-árvore de moça solteira (daquelas de 50cm de altura) com bolinhas e laços vermelhos, outros enfeitinhos dourados, ao lado do menino Jesus (não é exatamente um presépio, mas é a intenção), com muitas luzinhas, tudo sobre a mesinha antiga de madeira que pertenceu a minha bisavó. E pronto, como num passe de mágica minha casinha ficou com cara de Natal e cheiro de pudim assando.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Eu acredito

Os duendes têm brincado muito comigo ultimamente. Explico.

1) Quando já tinha dado minha lapiseira Pentel por perdida, depois de procurá-la em todas as bolsas e até perguntado pros colegas de inglês se eu por acaso não a teria esquecido na sala e alguém encontrado, deparei-me com a dita cuja no meio da minha agenda. Andei agarrada nela durante dias e nem notei (ninguém manda andar com agenda gorda).

2) Outro dia, saindo de casa, eu andava feito uma barata tonta por todos os cômodos da casa procurando a chave do carro. Até que Santa Claudete perguntou "dona Ana, não é essa chave que está no seu bolso de trás?" Se bem que perder chave do carro, convenhamos, não é novidade pra mim.

3) Essa semana fui ao Floripa Shopping fazer as unhas e almoçar. Saí meio em cima da hora e simplesmente não encontrava o carro. Achei que tinha ficado então no piso de baixo. Desci. Não achei. Voltei pro piso onde eu estava antes e lá estava ele, no exaaaaato lugar onde eu tinha estacionado. Socorro.

4) Hoje cedo, na aula, busquei na bolsa um prendedor de cabelo, que sempre guardo no mesmo bolsinho onde ficam os documentos do carro. Achei o prendedor, mas os documentos não estavam lá. Eu lembrava nitidamente de ter pego a carteirinha de couro de manhã, ao fazer a transferência dos cacarecos de uma bolsa pra outra. Revirei a bolsa inteira, e nada dos documentos. Desencanei e pensei positivo pra que não acontecesse nada nos trajetos que ainda deveria fazer ao longo do dia, até que chegasse em casa. Depois do almoço, fui escovar os dentes e - tcharam! - estavam eles lá, os documentos do carro, lindamente arrumadinhos na carteirinha de couro, dentro da minha nécessaire.

5) Em compensação, às vezes o que eles aprontam é legal: encontrei duas notas de R$ 20 dobradinhas no canto da carteira, esquecidas ali desde não sei quando.

De qualquer maneira, vou perguntar ao homeopata se não é o caso de aumentar a dose de Nux vomica.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Às vezes a natureza enche o saco

No trabalho, estacionei o carro - branco - embaixo de uma pitangueira carregada de frutas maduras.

Agora sou a única moça da cidade que circula num Clio estampado com bolinhas vermelhas.

[Comentário da Fabi, para quem eu dava uma carona: teria sido bem pior se eu tivesse estacionado embaixo de uma jaqueira. Ok.]

domingo, 27 de setembro de 2009

Uma carona em Frogville

Não são só os cachorros que gostam de passear de carro. Explico.

No trânsito da SC-401, ontem, em torno das 20h15. Mó chuva. Jogo pra pista da direita, pego o celular e ligo para hunny:

- Oi. Já estás no shopping?

- Oi. Estou quase chegando...

- Hum. É que eu estou com um problema ridículo. Tem uma perereca grudada no vidro do carro, no meu lado, e quando eu for abrir o vidro pra entrar no estacionamento do shopping ela vai pular aqui pra dentro.

- Tá. Me espera na entrada então.

Eu havia notado a presença da minha inusitada caroneira logo que tirei o carro da garagem. A cena é engraçada e aproveitei para tirar umas fotos da maria gasolina. E segui meu caminho, imaginando que com a chuva e o vento ela resolveria sozinha pular fora dali. Mas descobri que as pererecas têm inteligência superior: logo que o carro ganhou velocidade, ela se acomodou quietinha sob a calha da porta do carro, bem no alto do vidro, e ficou ali até chegarmos no Floripa Shopping, onde hunny e eu nos encontraríamos para um filminho de domingo.

Como bom mané da gema, hunny é hábil na lida com esse tipo de bichinho. Catou um saco plástico no carro e tentou convencer a viajante a desgrudar do vidro. Ela relutou um pouco, mas logo se rendeu e foi transportada com segurança para o jardim do shopping. Espero que ela faça novos amiguinhos e seja feliz em sua nova casa.




[Na foto de cima, minha caroneira logo que estacionei na frente do shopping. Na de baixo, o resgate.]

domingo, 20 de setembro de 2009

Olha eles aí


Numa tacada só, o RB e o smartphone. Talvez fazer autofoto no retrovisor do carro em plena rodovia estadual seja infração de trânsito, but... Ah, o anelão lindo foi presente de hunny, assim como as argolas que pouco aparecem.

Meus pecadinhos

Eu praticamente me convidei, e como ela é muito mais elegante que eu, Fiona me convidou para responder ao meme dos sete pecados. Bora lá:

1) Gula: pratico muito. Tenho ciência de que como muito mais do que o corpicho precisaria. Gosto de tudo, desde comida da roça até coisas finas. O que eu não provei, certamente provaria. O que me tira do sério é salmão cru com shoyo e cebolinha verde. Na categoria comidinha de mãe, a galinha ensopada com polenta mata a pau.

2) Avareza: já fui pior. Tenho tentado exercitar mais o desapego, principalmente no que se refere a roupas e coisas que não uso. Mas ainda tenho no armário algumas peças que estão na terceira ou quarta chances. Coisa pouca. Acho que não sou avarenta porque detesto pessoas que regulam migalhas. Na verdade sou mais gastadeira do que avarenta. O que também pode ser um problema.

3) Inveja: de gente magra. De quem não precisa se preocupar com dinheiro. De quem tem dinheiro e sabe gastá-lo bem. Mas são invejinhas genéricas. Inveja de alguém diretamente, com maldade, não tenho não.

4) Ira: outro dia meu computador do trabalho, que é uma máquina nova e super boa, começou inexplicavelmente a dar pau. Fiquei puta da vida. Minha coordenadora chegou a comentar que foi a primeira vez que ela me viu de mau humor - e nós trabalhamos na mesma sala desde fevereiro. Então fico irada em situações assim: quando a Internet não funciona, quando o robozinho da Net não te transfere pro lugar certo pra reclamar. No trânsito também fico meio p da vida de vez em quando, como outro dia, quando um babaca colou na minha traseira me empurrando pra outra pista - e eu estava a 110 por hora. Mas daí eu mando um xingamento light - tipo, tá, seu p** mole, passa logo, seu imbecil - e pronto, a ira passa. No geral, tenho tentado ser mais light para evitar pés de galinha e radicais livres.

5) Soberba: eu digo que sou humilde, mas secretamente me acho melhor que todo mundo. Com meu RayBan novo, mesmo, eu me acho demais. Rá!

6) Luxúria: yes, I've been practicing. Frequently, efficiently, passionately and safely. E fala sério, não acho que isso é errado.

7) Preguiça: de malhar, sempre. Assunto recorrente: consigo horário pra fazer fisioterapia quando o médico manda, mas pra ir pra academia três vezes por semana não consigo nunca. Contra esse aspecto eu realmente tenho que lutar. Mas tem umas preguicinhas inofensivas, como dormir à tarde em sábados ou domingos chuvosos. É bom demais!



Manda a regra que eu indique outros oito blogueiros para responder, mas como geralmente quem recebe esse tipo de tarefa acaba reclamandinho, vou só dizer de quem são as respostas que eu gostaria de ler, embora os desobrigue de escrever de fato (muitas vezes só pensar sobre nossos pecados já é suficiente): Malu, Maurício, Cris, Cibele, Aline, Marie e Magoo. Mas sem pressão, ok?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Juro que vi

Não, não me filiei a nenhum partido político. Mas foi um bichinho muito parecido com esse aí da foto que eu vi hoje, lindo, voando livremente seu voo desengonçado (o bico verde enorme é desproporcional e parece deixá-lo desequilibrado) em direção à unidade de conservação da UFSC, em Cacupé. Era pouco depois das 9 horas e eu estava dirigindo para o Centro, rumo ao primeiro compromisso do dia. Eu sempre observo as aves durante o percurso, já que a SC-401 passa por vários rios, dois manguezais e muitas áreas ainda verdes da cidade. Mas foi a primeira vez que vi um tucano por ali. Muita gente pode achar bobagem, mas eu achei o máximo.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Adoravelmente biodegradáveis

Eu, que sempre:

1) soube que vou voltar pra Comunicação na minha próxima formação acadêmica;
2) usei camisetas pretas-ou-brancas-básicas-lisas;
3) preferi homens morenos;
4) me disse fã de carteirinha do U2;
5) achei frescura carro com ar-condicionado e vidro elétrico...

... agora:

1) estou começando a estruturar um projeto pra tentar o doutorado na Educação;
2) comprei duas camisetas polo coloridas e listradinhas;
3) estou namorando [e muito feliz com] um galego bem clarinho;
4) nunca ouvi nenhuma música do álbum novo do U2;
5) uso ar-condicionado ligado no frio [até no outono], acho vidro elétrico indispensável e adoooooooro o comando satélite do carro.

E quer saber? Tá tudo ótemo.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Uma quarta com cara de segunda que bem poderia ser sexta

Amanheceu chovendo. Desmarquei meu compromisso no Centro por total preguiça de encarar trânsito caótico. Fiz almoço, mas deixei o arroz pegar no fundo. Tudo bem. Saí de casa em cimíssima da hora, sem secar o cabelo, com o tanque do carro no mico. Parei no meio do caminho e mandei encher o tanque. Na hora de pagar, a maquininha do cartão encrencou. Ninguém sabia como fazer para achar o meu abastecimento no sistema e muito menos como emitir minha nota. Os dez minutos de imbroglio foram suficientes para me passar ao status de "atrasada", que passou a ser escrito em bold quando parei na avenida Beira-mar congestionada. Depois de 30 minutos para cumprir o percurso praça Celso Ramos - IFSC, consegui entrar no estacionamento pensando que enfim tinha chegado. Ledo engano. Nunca tinha visto o pátio daquela escola tão cheio. E nunca tinha conseguido uma vaga mais na putaqueopariu. Choviam cântaros. Peguei carona no guardachuvão do meu colega Oscar, que estava chegando na mesma hora e tinha estacionado duas vagas antes de putaqueopariu. Ele me deixou mais ou menos seca no corredor que me conduziria ao relógio ponto para registrar minha chegada - atrasada em bold. Quando finalmente cheguei no meu setor, comecei a baixar uns arquivos pesados de um professor que enfim mandava seu material após uns 10 dias de atraso. No bom do processo, puf. Faltou luz. Oh my god. Cerca de uma hora depois a energia voltou, mas até entrar o servidor (onde está absolutamente TUDO indispensável) e até a conexão à Internet ser restabelecida, já eram mais de 16h e eu morrendo de fome. Fui à cantina e pedi um queijo quente. Estavam limpando a chapa, ia demorar. Tudo bem. Comi um salgado assado péssimo, com um suco de laranja ok. Pelo menos a companhia de hunny, como sempre, era excelente. De volta ao meu setor, consegui imprimir o material necessário para a reunião das 17h. Daí em diante as coisas aparentemente voltariam ao prumo. Ledo engano. Saí do meu setor às 19h05 para encontrar hunny, que me daria uma carona em seu carro até a distante vaga na putaqueopariu onde estava meu carro. Mas hunny tinha acabado de saber que o cara que cumpre sua função no período noturno não iria trabalhar. Ou seja, ele teria que ficar de plantão até as 23h. Oh my god. Despedi-me de hunny, registrei minha saída no maledeto relógio do ponto eletrônico e, guarda-chuva na mão, caminhei até a vaga na putaqueopariu. Não sabia se chorava ou se gritava quando vi que um bostinha de um Corsa verde tinha me trancado. E minha terapia marcada para dali a 10 minutos. Recorri novamente a hunny, que entregou a chave de seu carro na minha mão e disse "vai". Fui. Depois da sessão, voltei à escola para devolver o carro de hunny, que já tinha descoberto quem era o mala do Corsa verde e solicitado elegantemente que o dito cujo NUNCA MAIS FAÇA ISSO, principalmente quando o carro trancado for o da namorada dele. Senti-me o máximo da pessoa protegida. Encarei, agora em meu próprio carrinho, um trânsito ainda pesado na SC-401 cheia de trechos de aquaplanagem. Cheguei em casa, recolhi os filhotes friorentos ao aconchego do lar. Enquanto falava no telefone com minha mãe, puf. Faltou luz de novo. Oh my god. Juntei todas as velas que consegui encontrar, fiz um sanduíche e comecei a me amorcegar para dormir. Mas quando a luz voltou, tive que vir para o computador para contar essa epopéia. Não pela lengalenga toda, mas pelo fato do dia: Vanessa conseguiu me convencer de que estou bem, obrigada. E me deu alta da terapia.

Pronto, passou. Agora vou dormir.

domingo, 29 de março de 2009

And the world goes round

you're asking me will my love grow
I don't know, I don't know
you stick around now it may show
I don't know, I don't know


[Pode parecer incrível, e peço perdão por isso a todos os meus amigos músicos, mas só agora, com quase 37 anos, descobri "Abbey Road", que passou a semana inteira no cd do carro. Antes tarde do que nunca.]

sexta-feira, 20 de março de 2009

Que venha o feriado, então

É fácil chegar lá: saindo de Floripa, segue-se pela BR-101 no sentido Norte até Garuva, onde se entra à direita na direção de Guaratuba, já no Paraná; de Guaratuba pega-se a balsa até Caiobá (onde meu tio Beto já teve um apê) e de lá segue-se de carro costeando o litoral até o Pontal do Paraná, onde fica o carro. Daí é só pegar o barquinho e seguir para a ilha pela baía de Paranaguá, numa travessia que geralmente permite o avistamento de enormes navios entrando e saindo do porto lá longe. Meia horinha e pronto.

Uma das recomendações para quem quer passar alguns dias descansando e curtindo as praias bacanas da Ilha do Mel, onde só se anda a pé, é levar na bagagem apenas o essencial. Eu sempre costumo exagerar na mala, mas desta vez estou me esmerando para realmente levar só o que precisa ser levado. Foi um pouco sofrido resolver isso, mas o notebook vai ficar em casa. Entonces, hasta la vista, babies, e até terça-feira!

segunda-feira, 16 de março de 2009

O lado doce da vida rural

Jardineiro a cada três semanas para manter limpos os 1000 metros quadrados de terreno gramado: 100 reais.

Cinco tanques de álcool por mês para garantir o deslocamento diário médio de 50 quilômetros entre casa e trabalho: 350 reais.

Colher acerolas gigantes no pé e preparar um suco fresquinho para o café da manhã de sábado com o namorado: não tem preço.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Quando entrar setembro

Hoje bem cedo, a caminho de um dia cheio de compromissos, resolvi fazer as contas pra trás e percebi que não tenho férias, férias mesmo, desde março de 2006. E olha que desde março de 2006 aconteceu coisa na minha vida, em todos os âmbitos. Tá explicada a causa dessa minha vontade de só dormir. Espero conseguir me vingar disso tudo em setembro.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Eu, minha amiga e nossos fantasmas

Semana estranha e cheia de diferentes emoções essa que está terminando hoje. O ponto alto foi a visita inesperada de uma querida amiga, quarta-feira, em torno das 22h. Eu estava indo cedo para a cama, na intenção de ler um pouco e dormir logo, para dar conta dos compromissos que iniciariam de manhãzinha no dia seguinte. Tocou o celular:

- Oi, Ana. Estás em casa?
- Oi, querida. Estou sim, pode ligar aqui.
- Não, eu estou na rua, aqui perto. Posso ir aí?

Minutos depois chegou minha amiga, linda como sempre, mas emocionalmente destruída, extravazando uma profunda tristeza. Tremia e chorava. Dei um abração, disse para ela se acalmar e me contar o que tinha acontecido. Ela sentou na poltroninha colorida do canto da sala, ao lado da luminária maior. Ofereci água, cerveja e uma tigelinha de porcelana como cinzeiro (não tenho mais cinzeiros em casa). De blusa laranja e calça estampada, no contraste com a poltrona e a luminária coloridas, ela parecia uma pintura de Frida Kahlo. Sentei no sofá preto com as pernas cruzadas e comecei a ouvi-la.

Ela falou, falou, falou. Resgatou assuntos de dez anos atrás que ainda incomodavam. Admitiu medos, conseguiu rir de algumas coisas e também ouviu outras que eu tinha a falar. Não deixei que fosse embora porque o caminho até sua casa seria longo demais. Fomos dormir perto das 4 horas, com o despertador programado para tocar às 7. Apesar de isso ter comprometido a produtividade do meu dia, tenho certeza de que fiz a coisa certa ao oferecer ombro e ouvidos para ela.

O dano emocional, na verdade, foi estabelecer paralelos entre a história atual dela e a minha própria história recente. Embora eu esteja alegre e faceira, vivendo mil coisas novas e cheia de projetos, abrir a caixinha das tristezas, raivas e mágoas passadas foi um abalo emocional considerável. Isso somado a outras coisas me fez voltar a ser, nos dois últimos dias, a chorona do trânsito. É tiro e queda: entro no carro, ligo o som e desando a chorar até chegar ao meu destino. Mas assim como na época da vivência das emoções originais, tenho certeza de que isso também vai passar.