...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
Palavrinha do dia: desapego
Resolvi aproveitar a tarde de sábado para dar uma ajeitada no armário. Tive um surto de desapego e resolvi tirar de lá as roupas que não uso - muitas delas eu até gosto, mas não uso sabe-se lá por quê. Nessa onda, resolvi passar pra frente nada menos que nove calças, algumas blusas de lã e a minha linda jaqueta de couro dos tempos da faculdade. Tudo em perfeitas condições de uso, mas todas peças que estavam paradas no armário havia muito muito tempo. Assim abri espaço para colocar coisas novas. Ou simplesmente para guardar melhor as coisas que tenho e que realmente uso - essas é que são as importantes. Não é mesmo?
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Adoravelmente biodegradáveis
Eu, que sempre:
1) soube que vou voltar pra Comunicação na minha próxima formação acadêmica;
2) usei camisetas pretas-ou-brancas-básicas-lisas;
3) preferi homens morenos;
4) me disse fã de carteirinha do U2;
5) achei frescura carro com ar-condicionado e vidro elétrico...
... agora:
1) estou começando a estruturar um projeto pra tentar o doutorado na Educação;
2) comprei duas camisetas polo coloridas e listradinhas;
3) estou namorando [e muito feliz com] um galego bem clarinho;
4) nunca ouvi nenhuma música do álbum novo do U2;
5) uso ar-condicionado ligado no frio [até no outono], acho vidro elétrico indispensável e adoooooooro o comando satélite do carro.
E quer saber? Tá tudo ótemo.
1) soube que vou voltar pra Comunicação na minha próxima formação acadêmica;
2) usei camisetas pretas-ou-brancas-básicas-lisas;
3) preferi homens morenos;
4) me disse fã de carteirinha do U2;
5) achei frescura carro com ar-condicionado e vidro elétrico...
... agora:
1) estou começando a estruturar um projeto pra tentar o doutorado na Educação;
2) comprei duas camisetas polo coloridas e listradinhas;
3) estou namorando [e muito feliz com] um galego bem clarinho;
4) nunca ouvi nenhuma música do álbum novo do U2;
5) uso ar-condicionado ligado no frio [até no outono], acho vidro elétrico indispensável e adoooooooro o comando satélite do carro.
E quer saber? Tá tudo ótemo.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Pensa que acabou??? Nããão, não acabou!!!
Professora Regina que me desculpe, eu até acho os batráquios uns bichinhos simpáticos, mas a sensação de acordar de madrugada e atochar os pezinhos recém-saídos do edredom numa poça de água ge-laaaaaaada é deveras desagradável. Não era sonho: a poça era no meu quarto, tinha uns 15cm de profundidade e o diâmetro da lâmina d'água devia ter uns... hm... 5 mil metros quadrados. Oh my god. Meu saudoso pai comprou esta casa que hoje chamo de lar há quase 30 anos, e olha que nesses 30 anos já choveu horrores em Frogville, mas pela primeiríssima vez a água invadiu o lado de cá da porta da sala. Depois de três segundos atônita, catei o celular e liguei pra quem? Pra quem? Pra hunny, of course. Pergunta estúpida: "quê que eu faço? Tou com medo de acender a luz". Sim, porque afinal de contas eu sou uma sequelada de choques elétricos. Hunny disse para eu não acender luz nenhuma, desligar os disjuntores e esperá-lo. Passei pela sala. Filhotes empoleirados nos sofás, tadinhos, assustadésimos. Foram inclusive os latidos do Fidel que me despertaram - com meu soninho pesado era capaz de eu acordar boiando no colchão de mola, embaixo do pé de jaca.
Atendendo a pedidos, vou abrir um parágrafo.
Com a água na altura dos tornozelos - e olha que o único par de calçados que eu consegui juntar entre todos os que boiavam pela casa foi um tamanco Arezzo anabela com 10cm de plataforma - juntei-me aos filhotes no sofá empapado e fiquei aguardando hunny, com medo de transitar no meio do brejo do quintal com os pezinhos assim expostos a bichos & nojeiras. Lembrei então de uns tênis Adidas que eu ganhei há um tempo, de um modelo feito para praticantes de rafting, todo emborrachado e com um sistema de drenagem na sola. Perfect. Localizei os ditos cujos, calcei-os mas não precisei ir até o portão a pé quando hunny chegou, já que por pura sorte eu tinha deixado acionado o disjuntor exclusivo do portão. Yes. We can.
- Ana, é muita água. Três ruas pra lá, tá tudo embaixo d'água. Não tem o que fazer.
Oh my god. Ele tinha deixado o carro na esquina e caminhado até o portão com a água na metade da canela (não são canelas pequenas). Eu já estava avaliando a possibilidade de catar computador, uma muda de roupas e os filhotes e fugir pra casa da minha mãe quando observamos um pé das minhas havaianas novas boiando porta afora. Sinal de que, apesar de a chuva continuar, a água estava baixando. Hunny trouxe então o carro para dentro do pátio-brejo e sentamos na porta de casa, bebendo um vinho tinto, à luz de velas, para esperar a água baixar. Há circunstâncias mais favoráveis para se beber um vinho tinto à luz de velas com esse tipo de ser, mas tudo bem. E a água foi baixando. Depois de mandar pra fora grande parte do que estava acumulado dentro de casa, conseguimos dormir um pouco. Oito horas da manhã e hunny partiu, pobrezinho, meu heroi, para um dia cheio de compromissos profissionais e familiares. Eu já avisei no trabalho que virei uma flagelada e estou apenas no início de um dia repleto de rodos, esfregões e muuuuuuuuita água sanitária.
Graças a deus o modem da NET não molhou.
E estou pensando seriamente em ligar pra Vanessa para pedir mais uma sessão.
Atendendo a pedidos, vou abrir um parágrafo.
Com a água na altura dos tornozelos - e olha que o único par de calçados que eu consegui juntar entre todos os que boiavam pela casa foi um tamanco Arezzo anabela com 10cm de plataforma - juntei-me aos filhotes no sofá empapado e fiquei aguardando hunny, com medo de transitar no meio do brejo do quintal com os pezinhos assim expostos a bichos & nojeiras. Lembrei então de uns tênis Adidas que eu ganhei há um tempo, de um modelo feito para praticantes de rafting, todo emborrachado e com um sistema de drenagem na sola. Perfect. Localizei os ditos cujos, calcei-os mas não precisei ir até o portão a pé quando hunny chegou, já que por pura sorte eu tinha deixado acionado o disjuntor exclusivo do portão. Yes. We can.
- Ana, é muita água. Três ruas pra lá, tá tudo embaixo d'água. Não tem o que fazer.
Oh my god. Ele tinha deixado o carro na esquina e caminhado até o portão com a água na metade da canela (não são canelas pequenas). Eu já estava avaliando a possibilidade de catar computador, uma muda de roupas e os filhotes e fugir pra casa da minha mãe quando observamos um pé das minhas havaianas novas boiando porta afora. Sinal de que, apesar de a chuva continuar, a água estava baixando. Hunny trouxe então o carro para dentro do pátio-brejo e sentamos na porta de casa, bebendo um vinho tinto, à luz de velas, para esperar a água baixar. Há circunstâncias mais favoráveis para se beber um vinho tinto à luz de velas com esse tipo de ser, mas tudo bem. E a água foi baixando. Depois de mandar pra fora grande parte do que estava acumulado dentro de casa, conseguimos dormir um pouco. Oito horas da manhã e hunny partiu, pobrezinho, meu heroi, para um dia cheio de compromissos profissionais e familiares. Eu já avisei no trabalho que virei uma flagelada e estou apenas no início de um dia repleto de rodos, esfregões e muuuuuuuuita água sanitária.
Graças a deus o modem da NET não molhou.
E estou pensando seriamente em ligar pra Vanessa para pedir mais uma sessão.
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
Uma quarta com cara de segunda que bem poderia ser sexta
Amanheceu chovendo. Desmarquei meu compromisso no Centro por total preguiça de encarar trânsito caótico. Fiz almoço, mas deixei o arroz pegar no fundo. Tudo bem. Saí de casa em cimíssima da hora, sem secar o cabelo, com o tanque do carro no mico. Parei no meio do caminho e mandei encher o tanque. Na hora de pagar, a maquininha do cartão encrencou. Ninguém sabia como fazer para achar o meu abastecimento no sistema e muito menos como emitir minha nota. Os dez minutos de imbroglio foram suficientes para me passar ao status de "atrasada", que passou a ser escrito em bold quando parei na avenida Beira-mar congestionada. Depois de 30 minutos para cumprir o percurso praça Celso Ramos - IFSC, consegui entrar no estacionamento pensando que enfim tinha chegado. Ledo engano. Nunca tinha visto o pátio daquela escola tão cheio. E nunca tinha conseguido uma vaga mais na putaqueopariu. Choviam cântaros. Peguei carona no guardachuvão do meu colega Oscar, que estava chegando na mesma hora e tinha estacionado duas vagas antes de putaqueopariu. Ele me deixou mais ou menos seca no corredor que me conduziria ao relógio ponto para registrar minha chegada - atrasada em bold. Quando finalmente cheguei no meu setor, comecei a baixar uns arquivos pesados de um professor que enfim mandava seu material após uns 10 dias de atraso. No bom do processo, puf. Faltou luz. Oh my god. Cerca de uma hora depois a energia voltou, mas até entrar o servidor (onde está absolutamente TUDO indispensável) e até a conexão à Internet ser restabelecida, já eram mais de 16h e eu morrendo de fome. Fui à cantina e pedi um queijo quente. Estavam limpando a chapa, ia demorar. Tudo bem. Comi um salgado assado péssimo, com um suco de laranja ok. Pelo menos a companhia de hunny, como sempre, era excelente. De volta ao meu setor, consegui imprimir o material necessário para a reunião das 17h. Daí em diante as coisas aparentemente voltariam ao prumo. Ledo engano. Saí do meu setor às 19h05 para encontrar hunny, que me daria uma carona em seu carro até a distante vaga na putaqueopariu onde estava meu carro. Mas hunny tinha acabado de saber que o cara que cumpre sua função no período noturno não iria trabalhar. Ou seja, ele teria que ficar de plantão até as 23h. Oh my god. Despedi-me de hunny, registrei minha saída no maledeto relógio do ponto eletrônico e, guarda-chuva na mão, caminhei até a vaga na putaqueopariu. Não sabia se chorava ou se gritava quando vi que um bostinha de um Corsa verde tinha me trancado. E minha terapia marcada para dali a 10 minutos. Recorri novamente a hunny, que entregou a chave de seu carro na minha mão e disse "vai". Fui. Depois da sessão, voltei à escola para devolver o carro de hunny, que já tinha descoberto quem era o mala do Corsa verde e solicitado elegantemente que o dito cujo NUNCA MAIS FAÇA ISSO, principalmente quando o carro trancado for o da namorada dele. Senti-me o máximo da pessoa protegida. Encarei, agora em meu próprio carrinho, um trânsito ainda pesado na SC-401 cheia de trechos de aquaplanagem. Cheguei em casa, recolhi os filhotes friorentos ao aconchego do lar. Enquanto falava no telefone com minha mãe, puf. Faltou luz de novo. Oh my god. Juntei todas as velas que consegui encontrar, fiz um sanduíche e comecei a me amorcegar para dormir. Mas quando a luz voltou, tive que vir para o computador para contar essa epopéia. Não pela lengalenga toda, mas pelo fato do dia: Vanessa conseguiu me convencer de que estou bem, obrigada. E me deu alta da terapia.
Pronto, passou. Agora vou dormir.
Pronto, passou. Agora vou dormir.
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quarta-feira, 15 de abril de 2009
Oxitocina e ciberterapia
Da revista TPM de dezembro/janeiro:
FALA QUE ALGUÉM TE ESCUTA
O fala-fala feminino invade a web e engrossa o caldo das intimidades para consumo imediato
POR DENISE GALLO*
As mulheres falam. Certo. Os homens também falam. Crianças, animais, até as plantas falam. Tudo fala neste mundo eloqüente. Mas dizem que as mulheres falam mais. Entre mulheres, então, muito mais.
A medicina explica que o centro da fala é mais desenvolvido no cérebro feminino. As meninas, em geral, falam mais cedo do que os meninos. O talento para a conexão pessoal aparece logo: com apenas três dias, as meninas sustentam o olhar em direção a um adulto pelo dobro do tempo dos meninos. Há, também, a oxitocina, hormônio que tornaria as mulheres mais inclinadas a amizades e parcerias (ai!, que medo dessas explicações que enquadram a “natureza feminina”).
As influências culturais (ufa!, agora sim) deram seu empurrãozinho nessa solidariedade. Com pouco espaço para se expressar, a amizade entre mulheres foi, por muito tempo, um oásis em suas vidas. E incutiram tanto romance açucarado em suas cabeças, que esta máxima pega até hoje: mulheres gostam de falar de relacionamentos, de gente, de amor. Tudo isso para explicar aquilo que qualquer um que esteja esperando para usar o telefone já sabe há muito tempo: a gente fala pelos cotovelos!
Na passagem para o mundo virtual, a oxitocina escorre pelos teclados. Estudos americanos constatam que as garotas publicam mais conteúdo, têm mais blogs, cultivam mais as amizades on-line. No Brasil, o aumento do número de mulheres na web e o crescimento das redes sociais femininas indicam que estamos indo para o mesmo caminho. Que caminho?
Publico, logo existo
Entre os muitos usos, uns maravilhosos e outros desastrosos, a que se presta essa hiperconectividade, a exposição da intimidade parece ser um dos mais populares. Os desabafos, assim como o cotidiano sem graça, que antes ocupavam páginas de diários secretos, ganham dimensão pública, numa ciberterapia curiosa.
A vida íntima precisa de platéia para ganhar sentido. Publico, logo existo. Assim, todo mundo pode ter o seu momento “pinguepongue com a Gabi”, se autoperseguir como um paparazzo e jamais dar um passo sem avisar ao público invisível que sua vida não é nem mais nem menos banal do que a de qualquer um.
*Denise Gallo, 38, é sócia de Uma a Uma, empresa de inteligência de mercado especializada em comportamento feminino: blog.umaauma.com.br. Seu e-mail: denise@umaauma.com.br
[E com este texto que não é de minha autoria vai um beijo pra Fi, pra Marie, pra Aline, pra Karlinha, pra Cris, pra Cris Mohr, pra Malu, pra Adri, pra Rafa, pra Regininha, pra Ana Corina e pra Dálete, minhas amigas blogueiras mais presentes.]
FALA QUE ALGUÉM TE ESCUTA
O fala-fala feminino invade a web e engrossa o caldo das intimidades para consumo imediato
POR DENISE GALLO*
As mulheres falam. Certo. Os homens também falam. Crianças, animais, até as plantas falam. Tudo fala neste mundo eloqüente. Mas dizem que as mulheres falam mais. Entre mulheres, então, muito mais.
A medicina explica que o centro da fala é mais desenvolvido no cérebro feminino. As meninas, em geral, falam mais cedo do que os meninos. O talento para a conexão pessoal aparece logo: com apenas três dias, as meninas sustentam o olhar em direção a um adulto pelo dobro do tempo dos meninos. Há, também, a oxitocina, hormônio que tornaria as mulheres mais inclinadas a amizades e parcerias (ai!, que medo dessas explicações que enquadram a “natureza feminina”).
As influências culturais (ufa!, agora sim) deram seu empurrãozinho nessa solidariedade. Com pouco espaço para se expressar, a amizade entre mulheres foi, por muito tempo, um oásis em suas vidas. E incutiram tanto romance açucarado em suas cabeças, que esta máxima pega até hoje: mulheres gostam de falar de relacionamentos, de gente, de amor. Tudo isso para explicar aquilo que qualquer um que esteja esperando para usar o telefone já sabe há muito tempo: a gente fala pelos cotovelos!
Na passagem para o mundo virtual, a oxitocina escorre pelos teclados. Estudos americanos constatam que as garotas publicam mais conteúdo, têm mais blogs, cultivam mais as amizades on-line. No Brasil, o aumento do número de mulheres na web e o crescimento das redes sociais femininas indicam que estamos indo para o mesmo caminho. Que caminho?
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Entre os muitos usos, uns maravilhosos e outros desastrosos, a que se presta essa hiperconectividade, a exposição da intimidade parece ser um dos mais populares. Os desabafos, assim como o cotidiano sem graça, que antes ocupavam páginas de diários secretos, ganham dimensão pública, numa ciberterapia curiosa.
A vida íntima precisa de platéia para ganhar sentido. Publico, logo existo. Assim, todo mundo pode ter o seu momento “pinguepongue com a Gabi”, se autoperseguir como um paparazzo e jamais dar um passo sem avisar ao público invisível que sua vida não é nem mais nem menos banal do que a de qualquer um.
*Denise Gallo, 38, é sócia de Uma a Uma, empresa de inteligência de mercado especializada em comportamento feminino: blog.umaauma.com.br. Seu e-mail: denise@umaauma.com.br
[E com este texto que não é de minha autoria vai um beijo pra Fi, pra Marie, pra Aline, pra Karlinha, pra Cris, pra Cris Mohr, pra Malu, pra Adri, pra Rafa, pra Regininha, pra Ana Corina e pra Dálete, minhas amigas blogueiras mais presentes.]
quinta-feira, 5 de março de 2009
Meus queridos traquinas
Deve ser porque não tenho falado muito deles aqui no blog. Mas meus fofos filhotes resolveram caprichar de novo nas traquinagens nos últimos dias. Primeiro foi Fidelzinho, o cachorrão-bebê, que resolveu ter uma crise de ciúmes de mim (eu voltava pra casa após três dias fora) e se atracar com a Lola. Fazia tempo que os dois não brigavam. Lola é um doce de cachorra, e bem menor que o Fidel, mas revida à altura quando ele quer brigar. Feitos os apartes, mãe e eu verificamos o saldo: Lola com a ponta da orelha rasgada e umas mordidas no pescoço, Fidel com uma mordida meio feia acima do olho direito. Como a orelha é uma parte muito irrigada, demorou muito a estancar o sangue e com isso a Santa Claudete teve trabalho extra no dia seguinte. Curativos feitos, discursos dados e rotina doméstica retomada, tive uns dias de sossego. Isso foi no domingo.
Mas logo em seguida veio outra: já devidamente de pazes feitas, os monstros resolveram ontem à noite torturar até a morte um pobre gambá que se aventurou no meu pomar para comer pitangas. Cheguei em casa meio tarde e não vi o cadáver no quintal. Hoje cedo, já de banho tomado, tive que providenciar um funeral digno para a pobre criatura, que jazia perto do relógio da água, no pé da pitangueira cujas frutas ele muito pouco deve ter saboreado.
Moral da história: não dá pra ser muito mulherzinha com esses meus filhotes. Tem que apartar briga, enterrar bicho morto e não descuidar da disciplina - senão eles tomam conta. Mas não consigo imaginar minha vida sem eles. Assunto pra terapia, talvez.
Mas logo em seguida veio outra: já devidamente de pazes feitas, os monstros resolveram ontem à noite torturar até a morte um pobre gambá que se aventurou no meu pomar para comer pitangas. Cheguei em casa meio tarde e não vi o cadáver no quintal. Hoje cedo, já de banho tomado, tive que providenciar um funeral digno para a pobre criatura, que jazia perto do relógio da água, no pé da pitangueira cujas frutas ele muito pouco deve ter saboreado.
Moral da história: não dá pra ser muito mulherzinha com esses meus filhotes. Tem que apartar briga, enterrar bicho morto e não descuidar da disciplina - senão eles tomam conta. Mas não consigo imaginar minha vida sem eles. Assunto pra terapia, talvez.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Seis coisas sobre mim
Vamos primeiro às regrinhas encaminhadas pela Marie, e que valem para meus convidados:
- Colocar o link de quem te indicou para o meme-selo;
- escrever essas 5 regras antes de seu meme para deixar a brincadeira mais clara;
- contar seis fatos aleatórios sobre você (essa é a proposta da brincadeira);
- indicar seis blogueiros para continuar a brincadeira;
- avisar esses blogueiros que eles foram indicados.
- escrever essas 5 regras antes de seu meme para deixar a brincadeira mais clara;
- contar seis fatos aleatórios sobre você (essa é a proposta da brincadeira);
- indicar seis blogueiros para continuar a brincadeira;
- avisar esses blogueiros que eles foram indicados.
Então:
O link do blog da Marie: http://silvestregavinha.blogspot.com/. Não sei como a descobri, acho que na verdade foi ela quem me descobriu e viramos amigas-miojo (três minutos e já é). Ela escreve poemas, tem um filho grande e a linda profissão de fazer nascer nenéns. É uma comentarista assídua do meu blog. [Falastrona que sou, já extrapolei um pouquinho a tarefa, né, Marie?]
Seis fatos aleatórios sobre mim:
1) Eu adoro mergulhar. Sou uma negação como esportista: me equilibrar numa bicicleta é praticamente um milagre, sempre era a última escolhida nos times de vôlei da escola (eu não fazia questão nenhuma de ser escolhida) e sou uma péssima nadadora. Mas na primeira vez em que perdi o medo e olhei lá pra baixo com uma máscara de mergulho no rosto, minha vida mudou. Isso foi em 1996. Meses depois fiz um curso de mergulho autônomo, tirei meu brevet e fui pra Fernando de Noronha. Depois disso, minhas férias passaram a ser planejadas em função de possibilidades de passeios subaquáticos. É algo que eu não faço muito, mas amoooo quando faço.
2) Eu tenho alguma doença reumática ainda não devidamente identificada pelo meu médico. Faz cerca de um ano e meio que tive uma crise séria de travar totalmente: pés, joelhos, mãos e ombros. Nada mexia. Acordava de manhã sem saber como fazer para levantar. Mal conseguia pisar no chão. O ortopedista me mandou para um reumatologista, que me orientou a fazer um plano de previdência privada porque eu tinha artrite reumatóide e que aquilo só tendia a piorar. Não me conformei. Fui a outro reumato, a um homeopata-ortomolecular-acupunturista e a uma psicóloga. Aprendi que meu organismo estava passando por um processo auto-imune - ou seja, eu produzia (produzo ainda) anticorpos contra mim mesma. Isso me fez pensar em muitas coisas, mudar outras tantas, inclusive na alimentação, eliminando coisas que me fazem mal em todos os campos e aprendendo a me priorizar. Desinflamei, perdi 12 quilos em menos de um ano (sem dieta nem atividade física, apenas vivendo, sorrindo e respirando) e vez ou outra ainda inflama aqui ou ali. Continuo fazendo exames periodicamente e meu reumato, um fofo, continua dizendo que eu melhoro progressivamente. Numa das consultas ele me disse "Ana, você precisa fazer três coisas: desestressar, emagrecer e fazer atividade física leve regularmente". Sim senhor, doutor. As duas primeiras eu fiz direitinho, a terceira ainda estou devendo. =)
3) Quando eu era mais nova eu era bem quietinha, mas ultimamente tenho percebido que estou virando uma falastrona. Converso, converso, converso. Participava pra caramba das aulas no mestrado, apresentei trabalhos acadêmicos para platéias grandes (a banca, inclusive, foi super legal), converso com a faxineira do trabalho, com o menino do caixa da cantina, com meus colegas de fila no supermercado. Estou gostando de ser uma conversadeira contumaz. Isso é só mais um indício da suspeita maior: meu deus, eu estou me transformando na minha mãe.
4) Sou um bom garfo e um excelente copo. Como de tudo, com exceção das coisinhas que os exames ortomoleculares indicaram que me fazem mal - os principais são qualquer tipo de carne de porco, alho (infelizmente), leite e adoçantes em geral. Das bebidinhas, tenho predileção por cervejas boas, puro malte (as pielsen brasileiras são ruinzinhas). Minha diversão é experimentar novos rótulos. Mas também piro com líquidos singelos como água de coco (remédio pra tudo), suco de uva integral (sou viciada, compro litros e litros por mês) e água mineral (compro bombonas). Tenho prazer em comer bem, beber bem, celebrar, e acho que é por isso que eu nunca serei uma pessoa magra. Meu peso é saudável, mas pra magra não sirvo.
5) Sou um cão territorialista. Defendo minha família, meus amigos e meu território como um dobermann. Compro briga, me ofendo, dou tamancada se mexerem com alguém de quem gosto. Sou fiel e leal. Eu perdoo (sem acento), mas quem vacila comigo ou com alguém de quem gosto perde pontos e passa a ser proibido de cruzar a linha amarela.
6) Eu acho ótimo poder mudar de idéia. Essa é uma descoberta recente e me tornou uma pessoa muito mais leve. Ah, hoje eu acho isso. Tenho certeza. Amanhã o mundo deu mais uma voltinha e o contexto muda. E eu preciso ficar teimando? Nãããão! Isso não significa ser instável, nem volúvel. Significa ser flexível. Há uma linha tênue entre ser rigoroso e ser rígido. A manha é encontrar essa linha e ficar no lado do rigor. O rigor dá disciplina, firmeza. A rigidez dá inflamação nas articulações. Li num livro do Morin (ele estava discutindo as incertezas da ciência) que as certezas são biodegradáveis: não é que elas se acabem, mas elas perecem, se transformam em outra coisa. Tudo é dinâmico. Percebi que isso é muito legal. E batizei meu blog com essa idéia. Talvez um dia eu mude o nome dele para "Convicções irreversíveis", mas por enquanto prefiro ir flanando na biodegradabilidade.
Sem mais delongas, quero saber seis coisas dos seguintes amigos (que obviamente podem ser mais sucintos que eu):
1) Ana Corina (http://www.anacorina.com.br/);
2) Maurício (vidadefrila.blogspot.com);
3) Malu (hjeodia.blogspot.com);
4) Karla (dublinenses2008.blogspot.com);
5) Fiona (fionadebourbon.blogspot.com);
6) Rafa (cenasdorio.blogspot.com).
[Mission acomplished. Thanks for your attention.]
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Amy às avessas
Tentaram mandar Amy Winehouse para a reabilitação e todo mundo sabe o que ela respondeu - e um dos resultados disso foi o incensadíssimo e premiado hit "Rehab", no não menos incensado e premiado álbum "Back to Black".
Pois comigo foi o contrário: minha psicoterapeuta quis me dar alta. I said no, no, no. E marquei a próxima sessão para a primeira semana de janeiro.
Pois comigo foi o contrário: minha psicoterapeuta quis me dar alta. I said no, no, no. E marquei a próxima sessão para a primeira semana de janeiro.
[Aliás, acho que dizer no, no, no foi um dos grandes aprendizados de 2008.]
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