Não encontrei o áudio... se alguém tiver, me manda?
Quando a gente tá contente
Tanto faz o quente, tanto faz o frio, tanto faz
Que eu me esqueça do meu compromisso
Com isso ou aquilo que aconteceu dez minutos atrás
Dez minutos atrás de uma idéia já deu
Pra uma teia de aranha crescer e prender
Sua vida na cadeia do pensamento
Que de um momento pro outro começa a doer
Lááááááá
Lálálálá-lá-lá-lá
Lááááááá
Lálálálá-lá-lá-lá
Lááááááá
Lálálálá-lá-lá-lá
Lááááááá
Lálálálá-lá-lá-lá
Quando a gente tá contente
Gente é gente, gato é gato
Barata pode ser um barato total
Tudo que você disser deve fazer bem
Nada que você comer deve fazer mal
Quando a gente tá contente
Nem pensar que está contente
Nem pensar que está contente a gente quer
Nem pensar a gente quer, a gente quer
A gente quer, a gente quer é viver
[Feliz 2009 pra todo mundo!]
...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
domingo, 28 de dezembro de 2008
Noronha? Não, Floripa mesmo
[Conheço cinco das dez praias classificadas como as melhores do Brasil pelo Guia de Praias 2009. Acho que sou uma privilegiada. E coloquei como meta conhecer pelo menos mais uma da lista até o final de 2009.]
sábado, 27 de dezembro de 2008
Destruída, mas feliz
Feriadão de Natal passado em família tem tido programação intensa, pecadinhos gastronômicos, biritas de crasse, horários desregulados, praião e muita gargalhada. Só tenho ligado o computador para botar as caixas de som a balançar. E hoje especificamente passei 12 horas na rua, numa caminhada pancadona até a Lagoinha do Leste - ida pelo Matadeiro, volta pelo Pântano do Sul, com direito a almojanta no Arante. Arrebentei meu joelho - escrevo este post com um saquinho de gelo em cima do pobrezinho tão maltratado. Mas sobrevivi. E dá licença que vou ligar o som.
[aguardem as fotos]
[aguardem as fotos]
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Pensando bem
O problema não é errar. O erro em si. O problema é errar e persistir no erro. Quem tem grandeza e caráter também erra, mas tem humildade para admitir o erro e repará-lo. Pois eu soube que a pessoa que me aborreceu na sexta-feira também ficou muito triste depois do episódio infeliz. Hoje nos encontramos rapidamente na saída do trabalho e trocamos votos de feliz Natal. Acho que vamos poder voltar a sorrir um pro outro. A vida, afinal, é bela.
Que alívio
Peço licença à Andréa, super autoridade no assunto, para recomendar um produtinho que conquistou seu espaço na minha nécessaire de verão. Como não tinha em casa nenhum creme específico para usar depois da exposição ao sol, recorri a esse creminho de lavanda e camomila, da linha Softlotion da Johnson&Johnson, para manter hidratadas as minhas áreas-rosbife depois do torrão de sábado. Pois olha que melhorei bastante e não vou descascar. Mil vantagens: é cheiroso, baratinho, fácil de achar em qualquer supermercado e tem uma textura ótima. Adorei.
Amy às avessas
Tentaram mandar Amy Winehouse para a reabilitação e todo mundo sabe o que ela respondeu - e um dos resultados disso foi o incensadíssimo e premiado hit "Rehab", no não menos incensado e premiado álbum "Back to Black".
Pois comigo foi o contrário: minha psicoterapeuta quis me dar alta. I said no, no, no. E marquei a próxima sessão para a primeira semana de janeiro.
Pois comigo foi o contrário: minha psicoterapeuta quis me dar alta. I said no, no, no. E marquei a próxima sessão para a primeira semana de janeiro.
[Aliás, acho que dizer no, no, no foi um dos grandes aprendizados de 2008.]
domingo, 21 de dezembro de 2008
Lindos
Ou eu saía pra pegar o celular e tentava voltar a tempo de registrar a linda cena numa daquelas fotinhos ruinzinhas de 1.2 megapixel, ou ficava olhando e registrava a imagem só nas minhas retinas. Optei pela alternativa 2. Lola, Sebastiana e Fidel ficaram uns 3 minutos bebendo água juntos no pote amarelo. Quem tem cachorro em casa sabe que isso é raro. E lindo.
"O verão é a verdade do sol"
Achei o tal texto sobre o qual falo no post abaixo: é do Rubem Braga. Viva o gúgol, o oráculo dos nossos tempos.
Chegou o verão, e há o que sempre houve: casais que estremecem, confusões conjugais e extra, ansiedade esparsa, caju e abacaxi, viagens bruscas, suaves delírios, telefonemas esquisitos, noitadas vãs. Tudo isso é o verão, e o verão é a verdade do sol. Queimam-se as mulheres. Umas se fazem cor de cobre, outras se doiram, em outras repontam discretamente sardas ao longo do corpo, como estrelas ao crepúsculo. Reparem bem esta comparação: é obviamente ruim mas é tipicamente de verão, e o verão em si não é mau, nem bom. É a nossa profunda, verdadeira verdade.
Chegou o verão, e há o que sempre houve: casais que estremecem, confusões conjugais e extra, ansiedade esparsa, caju e abacaxi, viagens bruscas, suaves delírios, telefonemas esquisitos, noitadas vãs. Tudo isso é o verão, e o verão é a verdade do sol. Queimam-se as mulheres. Umas se fazem cor de cobre, outras se doiram, em outras repontam discretamente sardas ao longo do corpo, como estrelas ao crepúsculo. Reparem bem esta comparação: é obviamente ruim mas é tipicamente de verão, e o verão em si não é mau, nem bom. É a nossa profunda, verdadeira verdade.
Viva o verão
Fatos marcantes aconteceram na minha vida ao longo deste ano nas épocas de mudança de estação. Pois o verão acaba de chegar, e é muito bem-vindo. Lembro de um texto que li há muito tempo que dizia que o verão não é mau, nem bom, e sim a nossa mais verdadeira verdade. E hoje cedo enquanto passava hidratante nas minhas áreas-rosbife e lamentava não poder ir à praia, pensei em duas listas especiais sobre o verão.
Coisas que eu adoro nessa estação:
1) Ir à praia, é óbvio;
2) sandalinhas baixinhas e vestidinhos soltos;
3) os corpos mais visíveis;
3) dias longos e noites quentes;
5) a sensação de estar em férias mesmo não estando.
E as coisas que eu não gosto:
1) Congestionamentos no trânsito, na fila do pão, na escada rolante do xópin, no banheiro do bar, nos restaurantes (gente demais por tudo, em suma);
2) garçons se jogando na frente dos carros com o cardápio dos restaurantes, na avenida das Rendeiras (e a moda já pegou aqui no Norte da Ilha);
3) gente tosca que deixa lixo na praia (muita cara de pau);
4) turista que acha que só porque é turista pode tudo, como sair gritando pelado de madrugada, ouvir axé ou música gauchesca no último volume com o porta-malas do carro aberto ou fazer churrasco de fogo de chão no terreno em frente à minha casa (essa última cena surreal aconteceu no verão passado);
5) não estar em férias, mesmo tendo a sensação de que estou (snif).
Coisas que eu adoro nessa estação:
1) Ir à praia, é óbvio;
2) sandalinhas baixinhas e vestidinhos soltos;
3) os corpos mais visíveis;
3) dias longos e noites quentes;
5) a sensação de estar em férias mesmo não estando.
E as coisas que eu não gosto:
1) Congestionamentos no trânsito, na fila do pão, na escada rolante do xópin, no banheiro do bar, nos restaurantes (gente demais por tudo, em suma);
2) garçons se jogando na frente dos carros com o cardápio dos restaurantes, na avenida das Rendeiras (e a moda já pegou aqui no Norte da Ilha);
3) gente tosca que deixa lixo na praia (muita cara de pau);
4) turista que acha que só porque é turista pode tudo, como sair gritando pelado de madrugada, ouvir axé ou música gauchesca no último volume com o porta-malas do carro aberto ou fazer churrasco de fogo de chão no terreno em frente à minha casa (essa última cena surreal aconteceu no verão passado);
5) não estar em férias, mesmo tendo a sensação de que estou (snif).
sábado, 20 de dezembro de 2008
Sabedoria baiana
Meu querido tio Beto sempre me diz que banho de mar e água de coco curam qualquer coisa. E se ontem fiquei de mau humor por causa de uma palhaçada que fizeram comigo, devo dizer depois desse praião, desse marzão, de umas gargalhadas e de dois copos de água de coco: tou nova. A vida é bela.
[Apesar de eu estar parecendo um rosbife.]
[Apesar de eu estar parecendo um rosbife.]
Um post sem foto
Recomendação do tatuador: não pegar sol na tatuagem por um período de 20 a 30 dias após o procedimento. Hoje ela fez quatro semanas no meu ombro, e lá fui eu estreá-la à beira do mar de Jurerê. Nela, bloqueador 50. No corpo branquelo, sem nem vestígio da marca de biquíni do ano passado, filtro 15. Resultado, depois de quatro horas estatelada e fofocando na areia: pareço um rosbife. Mais uma vez recebi o atestado de colonice: pés rosa. Respeitável público, este post vai sem foto, ok? hahahah
Lições:
1) devia ter passado bloqueador 50 no corpo todo;
2) devia ter ido para a praia mais cedo e não ao meio-dia; ou
3) devia ter ido para a praia depois das 16h, e não ao meio-dia;
4) devia ter reaplicado o filtro solar mais vezes;
5) devia ter ficado embaixo do guarda-sol.
E viva o hidratante... ai ai ai. Mas fora as seqüelas leves, foi um excelente primeiro dia de praia da temporada. Que venham os outros. =D
Lições:
1) devia ter passado bloqueador 50 no corpo todo;
2) devia ter ido para a praia mais cedo e não ao meio-dia; ou
3) devia ter ido para a praia depois das 16h, e não ao meio-dia;
4) devia ter reaplicado o filtro solar mais vezes;
5) devia ter ficado embaixo do guarda-sol.
E viva o hidratante... ai ai ai. Mas fora as seqüelas leves, foi um excelente primeiro dia de praia da temporada. Que venham os outros. =D
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Palavrinha do dia: grandeza
Tem aquele ditado que diz algo tipo "quanto mais eu conheço as pessoas, mais eu gosto dos gatos". Permitam-me sutis adaptações: posso até não chegar a conhecer realmente uma pessoa até cair na real, mas quando caio na real isso me faz consolidar minha admiração por aquelas que realmente conheço. E, é claro, minha admiração e amor incondicional pelos meus cachorros. Minhas pessoas e meus cachorros jamais me darão sapatadas.
*
*
*
puxa pelo nariz
*
*
*
solta pela boca
*
*
*
Pronto, passou. Bora dormir cedo pra ir pra praia amanhã.
[Tati, beijo!]
*
*
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puxa pelo nariz
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solta pela boca
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Pronto, passou. Bora dormir cedo pra ir pra praia amanhã.
[Tati, beijo!]
Aquelas coisas inexplicáveis que fazem todo sentido
Caco Barcellos esteve em Florianópolis lançando o livro-reportagem "Abusado" uns dias antes do meu aniversário, em setembro de 2003. Frank aproveitou bem o ensejo e me presenteou com um exemplar autografado do livro, no qual o mestre Caco escreveu algo como "Para Ana Paula, muito obrigado por apreciar o meu trabalho. Um abraço, Caco Barcellos". Mas nem precisava ser autografado para eu pirar tanto no livro, onde ele conta a história do traficante carioca Marcinho VP e com isso me ensinou muita coisa sobre uma realidade cheia de complexidades do país onde vivo. Devorei o calhamaço de quase 600 páginas em algumas viagens de ônibus entre casa e trabalho. E aquele mesmo exemplar foi lido por mais umas dez pessoas - da família, amigos e colegas do trabalho.Eu tenho o hábito de passar pra frente livros que já me serviram e que podem ser úteis para outras pessoas. Mas alguns eu guardo embrulhados em papel dourado, e o do Caco era um desses. Só que um dia fui à minha estante procurá-lo, e... cadê? Sumiu. Imaginei que devia estar emprestado. Disparei telefonemas, e-mails e scraps de Orkut para todas as pessoas para quem possivelmente ou impossivelmente eu poderia tê-lo emprestado. Não tive o retorno que esperava. E foi assim que meu exemplar autografado do livro do Caco Barcellos misteriosamente sumiu, levado daqui da minha estante por mãos de alguém que não faço a mínima idéia de quem seja. Isso já faz uns três anos, no mínimo.
Enviuvei do livro. Estive com exemplares novos nas mãos em várias livrarias, mas nunca tive coragem de comprar. Já cheguei a anunciar, perto de datas festivas, que queria um novo de presente, mas nunca ninguém teve coragem de me dar. Cansei de espichar o olho para as novas edições expostas nas livrarias, mas nunca levei nenhuma pra casa. Era como se eu estivesse procurando um substituto para um bicho de estimação que morreu - considerando que os bichos de estimação são sempre insubstituíveis.
O mundo deu suas voltas, muitas voltas aceleradas inclusive, e eu entrei para o amigo secreto organizado pela Cris-Fiona entre 12 blogueiras de vários lugares do país, com a mediação do bem-sacado http://www.amigosecreto.com.br/. A querida Fi, com quem eu vinha trocando contatos pelos nossos blogs e pelo bazar dela, conseguiu reunir um grupo muito bacana. No site cada uma preenchia seu perfil e indicava uma lista de presentes que gostaria de ganhar. Eu fiz uma lista grandinha, versátil e com uma boa dose de cara de pau: pedi perfume de 300 reais, secador de cabelo com emissor de íons, cadeira de praia e uma chaleira vermelha. Pedi também alguns cds, alguns dvds e alguns livros... entre eles o do Caco. Mas não tornei pública a minha história triste com o livro perdido.
No fim das contas a minha amiga secreta era a própria Fiona - o que adorei, já que isso veio reforçar uma amizade que a distância está sendo construída de um jeito muito bacana. Fui ao correio buscar minha caixinha e quando senti o peso do pacote deu um frio na barriga. Pensei de cara "não acredito, a Fi me mandou o 'Abusado'." Entrei no carro e travei uma batalha com aqueles durex indescoláveis com que o pessoal dos correios veda as encomendas Sedex. Depois de esfaquear a caixa com a chave do carro, me deparei com uma caixinha de chocolates chamados "Gotas de Felicidade"; por cima, embrulhado em papel de seda branco, o dvd da Amy Winehouse gravado em Londres (uhú!); e por baixo, o lastro da caixa... ele. Um exemplar reluzente da 19a edição de "Abusado". No meio de tudo, uma cartinha manuscrita da Fiona, transbordante de bom humor, delicadeza e carinho.
Ela pensou em me mandar a felicidade em gotas, mas na verdade mandou felicidade em baldes. O autógrafo material do Caco não sei onde foi parar, mas ficou guardado no meu coração. E o meu exemplar novo vai ser novamente devorado, mas dessa vez não a caminho do trabalho. Meus planos para ele envolvem biquíni, cadeira de praia e guarda-sol. Adorei essas últimas voltas que o mundo deu.
---
[Felicidade em baldes pra cá, felicidade em baldes pra lá: a minha amiga secreta era a Bárbara, que pediu um dos livros recém-lançados da Stephenie Meyer. Mandei-lhe logo os dois, com mais um par de ingressos para a pré-estréia, hoje, do filme "Crepúsculo", baseado em um dos livros. Todo dia a caminho do trabalho eu passo por uns três outdoors do filme e fico imaginando que lá em São Paulo a Bárbara também está feliz com o presente que eu mandei.]
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Um beijo pra Fiona
Balada diurna em Jurerê, com tempinho nubla-faz-sol-nubla-de-novo, sempre com muito vento. Cenário perfeito pra gente inaugurar os vestidos do Bazar da Fiona! Tati no modelo rosa outonal com folhinhas caindo e eu no rodadíssimo e confortabilíssimo e fofíssimo roxo com verde. Super dia. Fiona, ontem nós fomos assim. E a mulherada que estava conosco na festa vai invadir teu bazar...
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Palavrinha do dia: preguiça
Acho que é por isso que esse bichinho é chamado de "preguiça": não propriamente por se mover devagar, mas por ter essa carinha fofa e sorridente. Porque eu acho que a preguiça sorri. Para mim, hoje, pelo menos, tá sorrindo demaaaaaaais...Sempre que eu comento sobre essa dificuldade eventual de acordar de manhã - o que inevitavelmente dá uma certa culpinha - minha mãe fala que nessa época do ano está mesmo todo mundo cansado, e que meu problema é esse: cansaço, e não preguiça. Hoje ela não está aqui, mas certamente faria esse comentário. Até acho que ela não está errada - afinal, foi um ano intenso. E hoje enquanto tentava acordar e o colchão me puxava de volta comecei a fazer um balanço do ano pensando no que publicaria aqui no blog. Vou deixar a empreitada pra depois, não porque tenha muita coisa, mas porque hoje as mãos estão pesaaaaaaaaadas...
-
[Bom, vou passar um café para o dia começar. E bom dia para todo mundo! =D]
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
...até descarregar o tambor
Acabo de ouvir Lenine e banda cantando a ótima "O Atirador", em transmissão ao vivo pelo celular do André, que está no show em Curitiba, no Teatro Guaíra. No ano passado, na turnê do álbum acústico, André e eu assistimos juntos ao show desse pernambucano que eu amo aqui no Floripa Music Hall, de camarote - num golpe de sorte do destino. Algumas coisas mudaram nas nossas vidas entre o ano passado e hoje, mas tanto eu quanto o André continuamos curtindo muito o cara. Tanto que hoje ele está lá, a duas quadras do novo endereço na nova cidade, assistindo ao novo show, e eu agora única humana aqui no mesmo endereço, mas igualmente cheia de novidades em comparação com um ano atrás. Estamos os dois mais felizes e o Lenine continua embalando nossas trilhas sonoras. Como infelizmente não poderei ir ao show de amanhã aqui em Floripa, posto a foto que tiramos no ano passado, gentilmente presenteada pelo querido Cris Prim, colega dos tempos da faculdade na UFSC.[Nem sei se precisa legenda, mas o cara com camisa do Glenn Hughes é o André, meu irmão caçula, o do meio é o Lenine e a da direita com a lata em posição sou euzinha.]
Antídotos contra o tédio de congestionamento
1) Transporte solidário/carona para a amiga: garante boas risadas enquanto assuntamos e lemos o horóscopo da Marie Claire com as previsões para 2009, entre outros temas relevantes dessa prestigiosa publicação de origem francesa;
2) música: tem que ser animada e boa de cantar alto. Hoje foi Funk Como le Gusta. Mas não pode ter vergonha dos carros vizinhos e tem que cantaaaaaaar mesmo;
3) telefone celular: tá, é infração falar enquanto dirige, mas como a fila fica parada praticamente o tempo todo dá pra ligar pra mãe, pra amiga, marcar horário no salão ou avisar o chefe que vai atrasar por causa do trânsito;
4) observar o comportamento das pessoas: nessa minha recente experiência de filas e filas, tou juntando uma série de cases que talvez virem posts;
5) nutrientes: sempre é bom ter uma garrafinha de água e comidinhas como bombons Raffaello ou barrinhas Nutry de coco com chocolate. Distraindo as mandíbulas o tempo passa mais rápido.
Mas justiça seja feita: hoje gastei duas horas só na ida. Na volta, pista liberada. Antes da chuva, é claro.
E amanhã? Wish me luck.
2) música: tem que ser animada e boa de cantar alto. Hoje foi Funk Como le Gusta. Mas não pode ter vergonha dos carros vizinhos e tem que cantaaaaaaar mesmo;
3) telefone celular: tá, é infração falar enquanto dirige, mas como a fila fica parada praticamente o tempo todo dá pra ligar pra mãe, pra amiga, marcar horário no salão ou avisar o chefe que vai atrasar por causa do trânsito;
4) observar o comportamento das pessoas: nessa minha recente experiência de filas e filas, tou juntando uma série de cases que talvez virem posts;
5) nutrientes: sempre é bom ter uma garrafinha de água e comidinhas como bombons Raffaello ou barrinhas Nutry de coco com chocolate. Distraindo as mandíbulas o tempo passa mais rápido.
Mas justiça seja feita: hoje gastei duas horas só na ida. Na volta, pista liberada. Antes da chuva, é claro.
E amanhã? Wish me luck.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Tudo continua a lesma lerda
George é um tartarugo ancião - tem cerca de 85 anos - que ao que tudo indica é o último de sua espécie. Ele vive sua vida solitária em Galápagos, o arquipélago do Pacífico onde Charles Darwin colheu as bases para sua Teoria da Evolução. Consta também que o tartarugo George move-se à estonteante velocidade de 30 metros por hora.Pois eu senti uma incrível empatia com George, hoje, voltando do Centro para minha casa no Norte da Ilha - em cujo caminho tinha uma pedra. É, tinha uma pedra. Tiraram a tal da pedra e todos os seus caquinhos. Anunciaram que iam liberar a rodovia, parcialmente, monitorando o trânsito para evitar congestionamentos. Eu acreditei. Parei na ponta da fila às 20h55. Saí lá do outro lado às 22h25.
George, pelo menos, mora em Galápagos. Eu continuo morando em Frogville. Haja saco.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Minha irmã desgarrada
Hecatombes fashion
Fui ao shopping Iguatemi comprar um presentinho de amigo secreto e acabei almoçando por lá. A praça de alimentação estava bem cheia. Enquanto eu esperava pacientemente que chamassem a senha que me conduziria à minha picanha premium com brócolis e arroz à grega, fiquei dando uma sacada no estilo das pessoas. Especificamente no caso das mulheres, observei que a moda - pelo menos a moda das vitrines e confecções possíveis - impõe algumas aberrações estéticas. Que, no entanto, são usadas como se fossem bonitas. Alguns casos:
1) Calça fusô com vestido por cima: socorro. Mil vezes socorro. Esse modelo não fica bem em ninguém, nem em quem tem pernas estilo Ana Hickmann. Eu acho que as mulheres deviam fazer uma convenção e combinar para sempre que as calças desse tipo devem ficar restritas às academias e/ou outros ambientes onde se pratica atividade física. E sempre com tênis e complementos esportivos. Vestidinho com fusô e sapatilha deve ser confortável, mas é feio. Fusô de cor clara em perna grossa, então, é o fim da linha;
2) blusa curtinha e justinha em cinturinhas de ovo: óbvio que eu sou contra a ditadura da magreza. Mas uma blusa mais soltinha fica muito melhor em quem está com gordurinhas sobrando na barriga. E as batinhas estão na moda, poxa vida;
3) estampa de oncinha: não dá. Definitivamente não dá. Em qualquer peça, em qualquer cor e tamanho. Não rola;
4) tamanco lindo com salto de madeira e, sobre ele, uma juca que anda de joelho dobrado: amiga, você quer arrasar em cima do salto? Então treine em casa. Ou leve uma rasteirinha na bolsa pra quando cansar - porque sapato de salto sempre cansa. Mas andar de joelho dobrado nããããão dá;
5) tudo combinandinho demais: passou uma moça muito "bem apessoada" que, no entanto, de tão combinandinha, era o maior hecatombe de todos. Ela estava com um vestido azul-marinho, sapato de saltinho vermelho de verniz, cinto vermelho de verniz precisamente da cor do sapato, bolsa vermelha de verniz precisamente da cor do sapato e do cinto, e... óculos vermelhos idem! E unhas pintadas num tom que devia ser Gabrielle da Colorama - ou seja, vermelhíssimas. A alça da bolsa era... dourada!!! Azul com vermelho é ok, mas tudo tem limite, né?
1) Calça fusô com vestido por cima: socorro. Mil vezes socorro. Esse modelo não fica bem em ninguém, nem em quem tem pernas estilo Ana Hickmann. Eu acho que as mulheres deviam fazer uma convenção e combinar para sempre que as calças desse tipo devem ficar restritas às academias e/ou outros ambientes onde se pratica atividade física. E sempre com tênis e complementos esportivos. Vestidinho com fusô e sapatilha deve ser confortável, mas é feio. Fusô de cor clara em perna grossa, então, é o fim da linha;
2) blusa curtinha e justinha em cinturinhas de ovo: óbvio que eu sou contra a ditadura da magreza. Mas uma blusa mais soltinha fica muito melhor em quem está com gordurinhas sobrando na barriga. E as batinhas estão na moda, poxa vida;
3) estampa de oncinha: não dá. Definitivamente não dá. Em qualquer peça, em qualquer cor e tamanho. Não rola;
4) tamanco lindo com salto de madeira e, sobre ele, uma juca que anda de joelho dobrado: amiga, você quer arrasar em cima do salto? Então treine em casa. Ou leve uma rasteirinha na bolsa pra quando cansar - porque sapato de salto sempre cansa. Mas andar de joelho dobrado nããããão dá;
5) tudo combinandinho demais: passou uma moça muito "bem apessoada" que, no entanto, de tão combinandinha, era o maior hecatombe de todos. Ela estava com um vestido azul-marinho, sapato de saltinho vermelho de verniz, cinto vermelho de verniz precisamente da cor do sapato, bolsa vermelha de verniz precisamente da cor do sapato e do cinto, e... óculos vermelhos idem! E unhas pintadas num tom que devia ser Gabrielle da Colorama - ou seja, vermelhíssimas. A alça da bolsa era... dourada!!! Azul com vermelho é ok, mas tudo tem limite, né?
domingo, 7 de dezembro de 2008
Um domingo de sol como há muito não fazia
Consegui ontem passar para o lado de cá da pedra. Não foi fácil. Mas estava com saudade de casa, da mãe e dos filhotes, então encarei as duas horinhas paradas no trânsito com uma paciência que geralmente não tenho. Hoje o dia ensolarado me inspirou a botar a cachorrada no chuveiro. Estão os três limpinhos e cheirosos, aproveitando o sol no gramado. Aproveitei para fazer umas fotos novas deles. Lá em cima, Fidel e Lola emparelhados, à espreita de alguma coisa na frente de casa. Embaixo, um sorriso da Sebastiana pra vocês, à sombra do pé de jaca.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Otto
Privilegiada que sou, estou desde domingo à noite no apartamento de minha mãe, na Carvoeira, para me poupar dos congestionamentos monstruosos provocados pela queda da barreira na SC-401. Na verdade fizemos uma troca: ela foi pra casa onde moro no Norte da Ilha e eu fiquei no apê. Isso incluiu também uma troca de cachorros: ela está com meus amados Lô, Fi e Bá. E eu estou com o Otto. The runner. Meu irmão caçula.
Ficar em casa com o Otto implica algumas responsabilidades, como descer com ele pela manhã para um passeio mais longo pelas imediações da UFSC e mais duas ou três vezes por dia até a frente do prédio. Essa função, que executo com prazer, me fez lembrar que foi o Otto o grande responsável por consolidar a minha vocação cachorreira. Ele ainda era um tisco quando chegou aqui em casa, dado de presente à minha mãe, há nove anos. Cresceu, chegou nos 15 quilos (bastante para um dachshund) e, na opinião do Dr. David, veterinário dele, deve chegar tranqüilamente até os 14 ou 16 anos de idade. Eu acredito no prognóstico: com suas caminhadas diárias, ele é o sujeito mais sarado da minha família - o que inclusive o ajuda a contornar o problema de coluna, típico de cachorrinhos dessa raça.
Otto é um gentledog. O modus operandi do passeio é determinado por ele, que indica os momentos adequados para botar ou tirar a guia, pára nos cruzamentos esperando que eu diga "vamos" para atravessar a rua e só admite fazer *número 2* em locais escondidinhos e gramados - nunca, jamais, em calçadas.
E é ele o verdadeiro dono da casa: tem carta branca para subir na cama da minha mãe e em todos os sofás - devidamente cobertos com forros que são lavados semanalmente; tem brinquedos, suas inseparáveis bolinhas na maioria, espalhados por todos os cômodos (com exceção do quarto do André, onde ele raramente entra); sua cama king size tem lugar fixo na sala de TV.
Teimoso e inteligente, sabe com quem pode folgar e até onde pode folgar. E contribui para a estatística que indica que os dachshunds são os cães com maior índice de mordedura do próprio dono - coisa que ele fez uma ou duas vezes com minha mãe, em momentos de extremo stress e mau humor. Mas tenho certeza de que mesmo tendo feito isso, minha mãe é a pessoa que ele mais ama no mundo. Mesmo com meu empenho em manter a rotina dele o mais parecida possível com o normal, é muito perceptível que ele sente falta dela. Hoje quando chegamos do passeio, cumpri o ritual de botar comida e colocar água fresca no pote; ele ficou me olhando com uma cara meio desconsolada e não comeu. Combinamos então que hoje à noite ou amanhã bem cedo nós vamos para a praia e ele vai reencontrar a mamãe. Acho que ele entendeu, porque enquanto escrevo este post ele está aqui do lado, dormindo estatelado e tranqüilo no melhor sofá da casa.
É o que eu sempre digo: na minha família, a expressão "vida de cão" tem um significado totalmente diferente.
---
[A foto foi feita pelo André, que não necessariamente perdeu o posto de filho caçula quando o Otto chegou: minha mãe consegue a proeza de ter dois filhos caçulas. Tanto que muitas vezes ela troca os nomes de um e de outro. O André até que não se importa com isso, mas eu percebo que o Otto fica extremamente ofendido.]
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Mais um poema de Drummond

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Wordless
Nossa, desde sábado sem postar. É que sou assim mesmo: tem alguns períodos em que fico sem palavras. Mas, em compensação, o que penso... affe
sábado, 29 de novembro de 2008
Achei
Finalmente encontrei o livro "Um teto todo seu", da Virginia Woolf, que andava procurando já fazia um tempo. O título está esgotado na editora e hoje consegui uma edição de 1985 num sebo de Porto Alegre, através do maravilhoso site Estante Virtual. Tomara que chegue lo-gooooo!!!
"Cegos da razão": Saramago em entrevista à Folha

Saramago evoca tragédia das chuvas: "Onde está Deus em Santa Catarina?"
Fernanda Brambilla
Fernanda Brambilla
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Sabatinado pelo jornal "Folha de S. Paulo" nesta sexta-feira, o escritor português José Saramago evocou a tragédia causada pelas chuvas em Santa Catarina nos últimos dias, que deixaram 100 mortos.
Sabatinado pelo jornal "Folha de S. Paulo" nesta sexta-feira, o escritor português José Saramago evocou a tragédia causada pelas chuvas em Santa Catarina nos últimos dias, que deixaram 100 mortos.
Questionado se sua concepção de Deus tinha mudado após um período em que esteve enfermo, Saramago foi direto: "Onde está Deus em Santa Catarina?", perguntou o escritor, único português a ter sido coroado com o prêmio Nobel de literatura. "Nós nunca vimos Deus. É uma criação da Igreja. Nós acreditamos em Deus quando nos é conveniente."
De acordo com o escritor, a humanidade é causadora das tragédias que a afligem. "Tenho a consciência de que o mundo está errado. E não são apenas as guerras, porque as guerras são a mando de alguns, mas matamos por gosto, por prazer. Se nos perguntarmos quantos delinqüentes existem no mundo - seria um número fabuloso. A verdade é que estamos cegos da razão", disse, e desculpou-se pelo que chamou de "catastrofismo". "A história da humanidade é um caos contínuo."Saramago também não poupou críticas à Bíblia. "A Bíblia é um desastre. Demorou 2.000 anos para ser escrita e isso foi feito por homens", provocou o escritor. "A Bíblia só tem maus conselhos - assassinatos, incestos..."
Em tom de brincadeira, foi além. "Foi a Igreja que inventou Deus. Deus, o Diabo, e até o purgatório, que hoje em dia está um pouco desqualificado", disse.
Saramago se definiu como um "comunista hormonal". "Uma vez me perguntaram se mesmo depois do fim da União Soviética, da queda do Muro de Berlim, eu continuava comunista. Mas as teorias de Marx explicam a destruição de hoje. Na hora eu pensei em responder: 'E depois da Inquisição, você consegue continuar católico?'", questionou, sob aplausos da platéia.
"Da mesma forma em que tenho ar para respirar, tenho um hormônio que me obriga a ser comunista. Pode chamar de fatalidade biológica."
---
Mantra
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
etc.
[Depois de passar três horas enrolando no Centro antes de ir pra casa e mesmo assim levar quase duas horas pra chegar por causa da queda da barreira na SC-401.]
Puxa pelo nariz.
Solta pela boca.
Pronto, passou. Vou dormir. [Tenho cama.]
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
etc.
[Depois de passar três horas enrolando no Centro antes de ir pra casa e mesmo assim levar quase duas horas pra chegar por causa da queda da barreira na SC-401.]
Puxa pelo nariz.
Solta pela boca.
Pronto, passou. Vou dormir. [Tenho cama.]
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Solidariedade também com os bichos
Várias entidades protetoras dos animais estão mobilizadas para socorrer e alimentar os animais domésticos também vitimados pela enchente. Vale colaborar com dinheiro, ração ou medicamentos. Todas as informações estão no blog da Ana Corina, uma das minhas ídolas da blogosfera.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Tristeza e alegria
Saramago é um visionário: a alegria e a tristeza podem andar unidas, não são como a água e o azeite.
[Do "Ensaio sobre a Cegueira"]
[Do "Ensaio sobre a Cegueira"]
Somos privilegiados
Na prática, na prática, os transtornos provocados na minha vida por essa catástrofe toda são pequenos demais. Estava viajando e voltei pra casa de avião; minha família ficou bem; os amigos e conhecidos que moram nas cidades mais atingidas estão em segurança e não perderam nada; minha casa não teve nem goteira. A única coisa que pode ser considerada um transtorninho é a dificuldade de ir e vir com a queda da barreira na SC-401 - na prática, isso representa cerca de uma hora a mais gasta no percurso de ida e de volta para o Centro: posso ir pelo desvio de Cacupé ou, quando nessa via está congestionada, optar pelo Rio Vermelho, que é um caminho longo mas sempre flui.
Todos os amigos com quem converso têm uma sensação semelhante à que tenho: somos privilegiados. Moramos em casas seguras e nos deslocamos de carro; numa eventual roubada, podemos recorrer ao cartão de crédito (para comprar uma passagem de avião parcelada, como foi o meu caso, por exemplo). Na prática, pouco de nossa vida se altera em função da catástrofe. Podemos ficar felizes com isso.
Mas é muito, muito triste acompanhar o noticiário, ver as imagens daquelas pessoas que perderam tudo, gente amontoada em canoas deixando suas casas com o que conseguem carregar, com crianças, com animais de estimação. Gente chorando a morte de filhos e irmãos soterrados pela lama. Fiquei destruída com uma senhora que falou para o repórter "minha casa era uma morada boa, senhor, tinha até portão eletrônico", em frente aos destroços da casa que ela deve ter construído com sacrifício e, possivelmente, financiamento. A nós, privilegiados, nos resta colaborar dividindo o que é possível com essas pessoas - o que será sempre muito pouco. E esperar que os recursos de doações em dinheiro e das verbas liberadas pelo governo cheguem às pessoas certas.
Todos os amigos com quem converso têm uma sensação semelhante à que tenho: somos privilegiados. Moramos em casas seguras e nos deslocamos de carro; numa eventual roubada, podemos recorrer ao cartão de crédito (para comprar uma passagem de avião parcelada, como foi o meu caso, por exemplo). Na prática, pouco de nossa vida se altera em função da catástrofe. Podemos ficar felizes com isso.
Mas é muito, muito triste acompanhar o noticiário, ver as imagens daquelas pessoas que perderam tudo, gente amontoada em canoas deixando suas casas com o que conseguem carregar, com crianças, com animais de estimação. Gente chorando a morte de filhos e irmãos soterrados pela lama. Fiquei destruída com uma senhora que falou para o repórter "minha casa era uma morada boa, senhor, tinha até portão eletrônico", em frente aos destroços da casa que ela deve ter construído com sacrifício e, possivelmente, financiamento. A nós, privilegiados, nos resta colaborar dividindo o que é possível com essas pessoas - o que será sempre muito pouco. E esperar que os recursos de doações em dinheiro e das verbas liberadas pelo governo cheguem às pessoas certas.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
A inveja é uma merda
É engraçado. Enquanto eu digo e reafirmo que o processo de tattoo no ombro esquerdo re-al-meeeeeeente não doeu, eis que o direito, esse invejoso, resolveu ter mais uma tendinite. Ele, sim, tá doendo pra caramba. Acho que de tanto eu virar o pescoço para o esquerdo, de tanto as pessoas olharem para o esquerdo e de tanto eu cuidar do esquerdo com pomadinha, sabonete de glicerina e curativo, o direito resolveu dizer "ei, eu também quero. E eu sou mais importante porque tu és destra. Logo, se eu inflamar, não vais conseguir fazer nada direito - e nem cuidar do meu irmão-colorido-esquerdo".
Vingativo, esse meu ombro direito. Então estou de novo de castigo - atestado médico, recomendação de repouso (longe do computador ai ai ai), gelo (que eu deteeeesto) e antiinflamatório pancadão. Mas um dia, ah, um dia eu volto pra academia, dou o devido reforço na musculatura e esse assunto vai rarear aqui no meu bloguinho. Vou ter uma conversa com meu ombro direito e explicar pra ele que, mesmo sendo o outro mais bonito, eu amo os dois por igual. E quem sabe não me empolgo e logo enfeito ele também com alguma representação do fundo do mar que inclua uma tartaruga e um cavalo-marinho amarelo. =)
Por enquanto... hasta la vista, baby. Amanhã eu volto.
Vingativo, esse meu ombro direito. Então estou de novo de castigo - atestado médico, recomendação de repouso (longe do computador ai ai ai), gelo (que eu deteeeesto) e antiinflamatório pancadão. Mas um dia, ah, um dia eu volto pra academia, dou o devido reforço na musculatura e esse assunto vai rarear aqui no meu bloguinho. Vou ter uma conversa com meu ombro direito e explicar pra ele que, mesmo sendo o outro mais bonito, eu amo os dois por igual. E quem sabe não me empolgo e logo enfeito ele também com alguma representação do fundo do mar que inclua uma tartaruga e um cavalo-marinho amarelo. =)
Por enquanto... hasta la vista, baby. Amanhã eu volto.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Viva - e estampada
Enquanto meu estado natal que eu tanto amo vivia essa loucura toda eu estava na capital do estado vizinho, a 1.800 metros de altitude, com clima quente, sol e em segurança. Fiz minha tattoo maravilhosa numa sessão de quatro horas e meia, sábado à tarde, ao som de Rolling Stones, Raul Seixas, Manu Chao e outros sons malucos que o Marcelo Marzari colocou para embalar o trabalho-com-bate-papo. Precisei voltar pra Floripa de avião e foi uma decisão acertadíssima, dadas as condições da BR-101. Estou guardando no meu HD vários dropes sobre o fim de semana para postar aqui, mas no momento preciso liberar o cafofo pro André desempenhar sua função de correspondente de enchente para a Gazeta do Povo - ele veio pra Floripa no sábado à tarde e não conseguiu embarcar de volta pra Curitiba hoje de manhã. Logo, permanecerei sumida mais um pouquinho.
Beijos e abraços pra todos que me ligaram/escreveram para saber se eu e minha famiglia estávamos bem. Graças a deus, todos estamos.
Ah, sim, as fotos da tattoo também vão ter que ficar pra mais tarde. A paciência é uma virtude, minha gente hihihihi.
Fui.
Beijos e abraços pra todos que me ligaram/escreveram para saber se eu e minha famiglia estávamos bem. Graças a deus, todos estamos.
Ah, sim, as fotos da tattoo também vão ter que ficar pra mais tarde. A paciência é uma virtude, minha gente hihihihi.
Fui.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Viver em Frogville já tá chato demais da conta
Por isso vou fazer uma viagenzinha rápida hoje e volto no domingo. Sem notebook. Sumirei, portanto, por uns diazinhos, sem que isso signifique o risco de eu ter morrido afogada no meu quintal-brejo.
Mas voltarei. Estampada, espero. Wish me luck.
Mas voltarei. Estampada, espero. Wish me luck.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
All that you can't leave behind
[Inspirada pelo Maurício, mas adaptando a idéia à moda deste modesto bloguinho, cuja dona é uma virginiana e logo adora listas]
Filmes que eu escolheria caso fosse condenada a ficar um ano numa solitária, e só pudesse levar cinco DVDs:
1) O Filho da Noiva;
2) Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças;
3) E.T., o Extraterrestre;
4) Fale com Ela;
5) Chocolate.
[e avançando um pouco no devaneio]
Álbuns que eu escolheria caso fosse condenada a ficar um ano numa solitária, só pudesse levar cinco CDs e fosse proibida de levar o MP3 carregado:
1) All that you can't leave behind, U2;
2) qualquer um que eu pegasse aleatoriamente do Ben Harper;
3) qualquer um que eu pegasse aleatoriamente do Lenine;
4) Audioslave, o primeiro deles;
5) Buena Vista Social Club (aquele feito a partir do filme).
[e indo além]
Livros que eu etc etc etc
1) Ulisses (James Joyce);
2) Abusado (Caco Barcellos);
3) Ofício de Cartógrafo (Jesús Martín-Barbero);
4) qualquer uma das coletâneas de tirinhas do Níquel Náusea (Fernando Gonzales);
5) A Sangue Frio (Truman Capote).
[pirando na onda já]
Marcas de cerveja que eu poderia escolher para manter no freezer da minha solitária caso fosse condenada a ficar lá assistindo os mesmos cinco filmes, ouvindo os mesmos cinco CDs e lendo os mesmos cinco livros durante um ano:
1) Heineken;
2) Guinness;
3) Erdinger Pikantus;
4) Eisenbahn Strong Golden Ale;
5) Stella Artois.
[Maurício, quero tuas respostas]
Filmes que eu escolheria caso fosse condenada a ficar um ano numa solitária, e só pudesse levar cinco DVDs:
1) O Filho da Noiva;
2) Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças;
3) E.T., o Extraterrestre;
4) Fale com Ela;
5) Chocolate.
[e avançando um pouco no devaneio]
Álbuns que eu escolheria caso fosse condenada a ficar um ano numa solitária, só pudesse levar cinco CDs e fosse proibida de levar o MP3 carregado:
1) All that you can't leave behind, U2;
2) qualquer um que eu pegasse aleatoriamente do Ben Harper;
3) qualquer um que eu pegasse aleatoriamente do Lenine;
4) Audioslave, o primeiro deles;
5) Buena Vista Social Club (aquele feito a partir do filme).
[e indo além]
Livros que eu etc etc etc
1) Ulisses (James Joyce);
2) Abusado (Caco Barcellos);
3) Ofício de Cartógrafo (Jesús Martín-Barbero);
4) qualquer uma das coletâneas de tirinhas do Níquel Náusea (Fernando Gonzales);
5) A Sangue Frio (Truman Capote).
[pirando na onda já]
Marcas de cerveja que eu poderia escolher para manter no freezer da minha solitária caso fosse condenada a ficar lá assistindo os mesmos cinco filmes, ouvindo os mesmos cinco CDs e lendo os mesmos cinco livros durante um ano:
1) Heineken;
2) Guinness;
3) Erdinger Pikantus;
4) Eisenbahn Strong Golden Ale;
5) Stella Artois.
[Maurício, quero tuas respostas]
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Pobres moças
Tenho sentido pena das moças que fazem a previsão do tempo nos telejornais. Como produzir um texto diferente se a notícia é sempre a mesma? Acho que o nome do quadro deveria mudar para "constatação do tempo".
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
I just don't know what to do with myself
A banda é meio freak, mas eu curto esse som.
Like a summer rose needs the sun and rain
I need your sweet love to beat love away
Discover The White Stripes!
Like a summer rose needs the sun and rain
I need your sweet love to beat love away
Discover The White Stripes!
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Que venga el verano
No verão de 2006 escrevi minha qualificação pro mestrado.
No verão de 2007 escrevi a dissertação inteirinha.
No verão de 2008 comecei a minha parte de um livro-reportagem (que só ficou pronto em junho, trampo pacas).
E se o frila que fui negociar hoje de manhã der certo, vai ser mais um verão com manhãs passadas dentro do escritório, com persianas baixas e ar-condicionado ligado.
De qualquer forma, vou comprar uns dois biquínis novos. Porque deus é pai, porque o mar fica ali a 500 metros e porque ainda haverá sábados e domingos felizes. Muito mais do que nos verões passados, aliás.
No verão de 2007 escrevi a dissertação inteirinha.
No verão de 2008 comecei a minha parte de um livro-reportagem (que só ficou pronto em junho, trampo pacas).
E se o frila que fui negociar hoje de manhã der certo, vai ser mais um verão com manhãs passadas dentro do escritório, com persianas baixas e ar-condicionado ligado.
De qualquer forma, vou comprar uns dois biquínis novos. Porque deus é pai, porque o mar fica ali a 500 metros e porque ainda haverá sábados e domingos felizes. Muito mais do que nos verões passados, aliás.
domingo, 16 de novembro de 2008
Aquelas coisas que não têm preço
Adoro peixe. Frito, ensopado, em isca, em posta, na moqueca, assado. De todos, o que mais me emociona é o salmão. De preferência, cru. Com shoyu e cebolinha verde, é de fechar o comércio. Mas preparar salmão cru é coisa pra profissionais.
Amadora que sou, peguei o filezão maravilhoso que comprei sábado de manhã na melhor peixaria da cidade (que fica no caminho da minha casa). Éramos só eu e mãe pra almoçar, então fracionei o bichinho em duas partes: congelei a mais grossa e resolvi preparar a parte mais fina no forno. Não requer prática, tampouco habilidade (como diz um amigo meu): deitei o filé com a pele para baixo numa travessa, salpiquei sal marinho (esfregando bem, já que não ia dar tempo de deixar marinando), polvilhei um pouco de pimenta-do-reino moída na hora e lavei com suco de limão. Daí acrescentei um bocadinho de alecrim, outro bocadinho de sálvia (ambos desidratados) e uma pitada de sementinhas de endro (que eu adoro).
Enquanto isso, mãe descascou algumas batatas e fez a salada do jeito que aprendemos com a Soninha: misturando as batatas cozidas com três ovos (também cozidos) picados grosseiramente, salsa fresquinha (viva a horta) e azeite de oliva. Pra colorir ainda mais a mesa, desbravamos as possibilidades da minha geladeira de solteira e chegamos a uma salada de rúcula, alface, manga e kani kama.
Não sei quanto tempo o salmão ficou no forno, já que naquele início de tarde em que mãe e filha cozinhavam juntas ninguém olhou para o relógio. Fomos apenas preparando as coisas como numa engrenagem, enquanto eu faço isso tu cuidas daquilo, dá licença, Fidelzinho (os cachorros sempre espalhados na cozinha enquanto o almoço fica pronto), e o tempo foi passando e a comida foi ganhando forma. Tudo preparado tendo apenas a intuição como guia e o bate-papo descompromissado como trilha sonora. Num restaurante qualquer, esse cardápio para duas pessoas não teria saído por menos de R$ 100. Do jeito que aconteceu, realmente entra pra lista de coisas da vida que não têm preço.
Vale dizer: estava tudo uma delícia.
Amadora que sou, peguei o filezão maravilhoso que comprei sábado de manhã na melhor peixaria da cidade (que fica no caminho da minha casa). Éramos só eu e mãe pra almoçar, então fracionei o bichinho em duas partes: congelei a mais grossa e resolvi preparar a parte mais fina no forno. Não requer prática, tampouco habilidade (como diz um amigo meu): deitei o filé com a pele para baixo numa travessa, salpiquei sal marinho (esfregando bem, já que não ia dar tempo de deixar marinando), polvilhei um pouco de pimenta-do-reino moída na hora e lavei com suco de limão. Daí acrescentei um bocadinho de alecrim, outro bocadinho de sálvia (ambos desidratados) e uma pitada de sementinhas de endro (que eu adoro).
Enquanto isso, mãe descascou algumas batatas e fez a salada do jeito que aprendemos com a Soninha: misturando as batatas cozidas com três ovos (também cozidos) picados grosseiramente, salsa fresquinha (viva a horta) e azeite de oliva. Pra colorir ainda mais a mesa, desbravamos as possibilidades da minha geladeira de solteira e chegamos a uma salada de rúcula, alface, manga e kani kama.
Não sei quanto tempo o salmão ficou no forno, já que naquele início de tarde em que mãe e filha cozinhavam juntas ninguém olhou para o relógio. Fomos apenas preparando as coisas como numa engrenagem, enquanto eu faço isso tu cuidas daquilo, dá licença, Fidelzinho (os cachorros sempre espalhados na cozinha enquanto o almoço fica pronto), e o tempo foi passando e a comida foi ganhando forma. Tudo preparado tendo apenas a intuição como guia e o bate-papo descompromissado como trilha sonora. Num restaurante qualquer, esse cardápio para duas pessoas não teria saído por menos de R$ 100. Do jeito que aconteceu, realmente entra pra lista de coisas da vida que não têm preço.
Vale dizer: estava tudo uma delícia.
sábado, 15 de novembro de 2008
Palavrinha do dia: escolhas
O que eu tenho e vivo hoje é resultado das escolhas que eu fiz. E isso vale para todo mundo. Ou seja, o que cada um tem e vive é resultado das escolhas que fez. Simples assim. Perceber isso me deixou mais leve. A vida é bela.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Blue skies smiling at me (II)
A cor do céu ainda é como eu lembrava. Impressionante como revê-lo me deixou estranhamente otimista. Jardineiro agendado para domingo, meu quintal vai voltar a ficar bonito. Minha mãe vem para o final de semana e estamos combinando ajeitar algumas coisas em casa, para esperar as festas de fim de ano. Quando saí para o trabalho, os cachorros estavam preguiçosamente estatelados no gramado. Lola, em especial, fica muito feliz em dias de sol. Eu também. Vesti uma blusa alaranjada em homenagem ao astro-rei e segui alegremente pela SC-401 fazendo planos. E confiante de que todas as energias ruins vão se dissipar, estão se dissipando. Feliz com tudo o que eu tenho - é tanta coisa! - e com tudo o que ainda vou ter. Nothing but blue skies from now on.
Mesmo que volte a chover.
Mesmo que volte a chover.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Xô, coisa ruim
Não custa tentar. Resolvi seguir a dica da Rafa no comentário do post abaixo e fiz uma lista de algumas coisas negativas das quais quero me afastar. E fiz outra lista com as coisas boas que quero que se concretizem. Por enquanto isso fica no arquivo de posts impublicáveis, mas quem sabe daqui a um ano eu não faço um balanço do que rolou...
Mente aberta, coração tranqüilo. E força na peruca!
Rafa, beijo pra ti!
Mente aberta, coração tranqüilo. E força na peruca!
Rafa, beijo pra ti!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Palavrinha do dia: paciência
Aquela que, como Lenine me ajudou a entender, eu finjo ter. Não sei até quando.
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
até quando o corpo pede um pouco mais de alma,
a vida não pára.
Enquanto o tempo acelera e pede pressa,
eu me recuso, faço hora, vou na valsa,
a vida é tão rara.
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
e a loucura finge que isso tudo é normal
eu finjo ter paciência.
O mundo vai girando cada vez mais veloz,
a gente espera do mundo e o mundo espera de nós
um pouco mais de paciência.
Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber? A vida é tão rara, tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
até quando o corpo pede um pouco mais de alma,
eu sei: a vida não pára.
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
até quando o corpo pede um pouco mais de alma,
a vida não pára.
Enquanto o tempo acelera e pede pressa,
eu me recuso, faço hora, vou na valsa,
a vida é tão rara.
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
e a loucura finge que isso tudo é normal
eu finjo ter paciência.
O mundo vai girando cada vez mais veloz,
a gente espera do mundo e o mundo espera de nós
um pouco mais de paciência.
Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber? A vida é tão rara, tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
até quando o corpo pede um pouco mais de alma,
eu sei: a vida não pára.
Eu finjo
Santo Agostinho costumava dizer que “a recompensa da paciência é a paciência”. De fato, aquele que persevera, que cultiva a paciência, tende a conseguir os objetivos que almeja. Entretanto, mais importante do que conseguir algo externo que se deseja, o melhor de tudo é que desenvolver a paciência tornará você uma pessoa muitíssimo mais virtuosa, Ana. O quinto hexagrama do I Ching surge lembrando que é preciso esperar um pouco. Você já inaugurou o movimento de conquista, já pôs as engrenagens em andamento, agora lhe resta esperar pacientemente que a planta brote. Justamente por isso, é importante que você não se permita levar por inseguranças infundadas, nem tampouco por uma tola ansiedade. Dê tempo ao tempo e tenha fé. As coisas acontecerão conforme você deseja, mas você precisará saber esperar e com o tempo perceberá que esta espera trouxe apenas prazer e felicidade. Muita paz de espírito advém de quando aprendemos a desenvolver as importantes virtudes da paciência. Siga em frente, com fé.
Ok, podem me dizer que é bobagem, que essas coisas de internet são um embuste, etc, etc, etc. Mas já faz muito tempo - muito tempo - que eu jogo o IChing no Personare e essa mensagem acima se repete. E se repete, e se repete, e se repete. E eu finjo que tenho paciência. Mas estou começando a perder. Puxa pelo nariz. Solta pela boca.
Ok, podem me dizer que é bobagem, que essas coisas de internet são um embuste, etc, etc, etc. Mas já faz muito tempo - muito tempo - que eu jogo o IChing no Personare e essa mensagem acima se repete. E se repete, e se repete, e se repete. E eu finjo que tenho paciência. Mas estou começando a perder. Puxa pelo nariz. Solta pela boca.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Sabedoria popular

Meu avô materno era pescador artesanal na Lagoa. Minha mãe sempre conta que ele dizia que quando chovia na lua nova de agosto, isso era o início de um período chuvoso de sete luas novas. [Vale dizer que eu não o conheci; eu estava de oito meses na barriga da minha mãe quando vô Waldemiro morreu. Por isso as histórias que eu sei dele sempre têm a mãe ou os tios como mediadores. Mas eu acho que adoraria aprender as coisas todas que ele sabia.]
Resolvi folhear as páginas da agenda pra trás em busca de alguma anotação que me ajudasse a lembrar se na lua nova de agosto estava chovendo ou não. Precisei fazer uma equação entre agenda de papel e e-mails (viva o gmail) para lembrar que... sim, estava chovendo no dia 1o. de agosto, primeiro dia de lua nova daquele mês. O que me deu certeza disso foi uma troca de e-mails feita com um amigo que estava no Nordeste por esses dias - ele tirando onda por causa do sol e do calor, e eu reclamando da chuvarada. Bingo.
Bem, então se choveu na lua nova de 1o. de agosto, reza a sabedoria popular que o tempo instável vai durar até... fevereiro. E viva a TV a cabo. E viva o pay-per-view.
Resolvi folhear as páginas da agenda pra trás em busca de alguma anotação que me ajudasse a lembrar se na lua nova de agosto estava chovendo ou não. Precisei fazer uma equação entre agenda de papel e e-mails (viva o gmail) para lembrar que... sim, estava chovendo no dia 1o. de agosto, primeiro dia de lua nova daquele mês. O que me deu certeza disso foi uma troca de e-mails feita com um amigo que estava no Nordeste por esses dias - ele tirando onda por causa do sol e do calor, e eu reclamando da chuvarada. Bingo.
Bem, então se choveu na lua nova de 1o. de agosto, reza a sabedoria popular que o tempo instável vai durar até... fevereiro. E viva a TV a cabo. E viva o pay-per-view.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
the warning voice
I've got you under my skin
I've got you deep in the heart of me
So deep in my heart you're really a part or me
I've got you under my skin
I try so not to give in
I say to myself this affair never gonna go so well
But why should I try to resist when baby I know so well
That I've got you under my skin
I'd sacrifice anything come what might
For the sake of holding you near
In spite of the warning voice
That comes in the night
It repeats and it shouts in my ear
Don't you know, blue eyes, you never can win
Use your mentallity, wake up to reality
And each time that I do just the thought of you
Makes me stop before I begin
Cause I've got you under my skin
Letra de Cole Porter eternizada por Frank Sinatra (e na gravação que eu tenho, com Bono Vox). Hoje lembrei de novo dessa música e ela voltou a habitar minha cabeça. Ela e the warning voice. Oh céus.
I've got you deep in the heart of me
So deep in my heart you're really a part or me
I've got you under my skin
I try so not to give in
I say to myself this affair never gonna go so well
But why should I try to resist when baby I know so well
That I've got you under my skin
I'd sacrifice anything come what might
For the sake of holding you near
In spite of the warning voice
That comes in the night
It repeats and it shouts in my ear
Don't you know, blue eyes, you never can win
Use your mentallity, wake up to reality
And each time that I do just the thought of you
Makes me stop before I begin
Cause I've got you under my skin
Letra de Cole Porter eternizada por Frank Sinatra (e na gravação que eu tenho, com Bono Vox). Hoje lembrei de novo dessa música e ela voltou a habitar minha cabeça. Ela e the warning voice. Oh céus.
domingo, 9 de novembro de 2008
Saludos
Cumprimentos (de chegada ou de despedida) de que eu gosto:
1) Um abracinho (Clarah Averbuck);
2) buenas e me espalho! nos pequenos dou de prancha, nos grandes dou de talho (capitão Rodrigo na obra de Érico Veríssimo);
3) hasta la vista, baby (o Exterminador do Futuro);
4) sinto privá-los de minha doce companhia (eu, na redação do jornal);
5) you say goodbye, I say hello... hello, hello... I don't knot why you say goodbye - I say hello (os besouros)
1) Um abracinho (Clarah Averbuck);
2) buenas e me espalho! nos pequenos dou de prancha, nos grandes dou de talho (capitão Rodrigo na obra de Érico Veríssimo);
3) hasta la vista, baby (o Exterminador do Futuro);
4) sinto privá-los de minha doce companhia (eu, na redação do jornal);
5) you say goodbye, I say hello... hello, hello... I don't knot why you say goodbye - I say hello (os besouros)
sábado, 8 de novembro de 2008
Relendo Machado
Capítulo XXXII - Olhos de ressaca
(...) - Deixe ver os olhos, Capitu.
Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, "olhos de cigana oblíqua e dissimulada". Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira; eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora na contemplação creio que lhe deu outra idéia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade, do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve.
.
Bom, é esse o trecho de "Dom Casmurro" em que Bentinho define os olhos de Capitu como "olhos de ressaca", num sentido bem diferente da minha interpretação no post abaixo. Quem me alertou para o fato de que a ressaca do Machado de Assis não era a ressaca que eu estava pensando foi a Adri, que está estudando essa obra no mestrado. Então achei bom, até para o autor não se revirar na sepultura, publicar aqui essa observação: os olhos da Capitu são como uma ressaca do mar; já os meus, eu continuo achando que são meio como os do Garfield - algo do tipo "me passei um pouco ontem, acabei de acordar e continuo com sono". Sem ofensa a Machado e à Capitu.
Em tempo: com essa, peguei o embalo e resolvi reler Dom Casmurro. Adri, beijo pra ti. =)
(...) - Deixe ver os olhos, Capitu.
Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, "olhos de cigana oblíqua e dissimulada". Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira; eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora na contemplação creio que lhe deu outra idéia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade, do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve.
.
Bom, é esse o trecho de "Dom Casmurro" em que Bentinho define os olhos de Capitu como "olhos de ressaca", num sentido bem diferente da minha interpretação no post abaixo. Quem me alertou para o fato de que a ressaca do Machado de Assis não era a ressaca que eu estava pensando foi a Adri, que está estudando essa obra no mestrado. Então achei bom, até para o autor não se revirar na sepultura, publicar aqui essa observação: os olhos da Capitu são como uma ressaca do mar; já os meus, eu continuo achando que são meio como os do Garfield - algo do tipo "me passei um pouco ontem, acabei de acordar e continuo com sono". Sem ofensa a Machado e à Capitu.
Em tempo: com essa, peguei o embalo e resolvi reler Dom Casmurro. Adri, beijo pra ti. =)
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Hangover eyes
Às vezes eu acho que tenho olhos de ressaca, como imagino que seriam os da Capitu (do Machado). Nessa foto que o André fez lá no apê dele, em Curitiba, acho que era o caso. Ao fundo, com a luz estourada, o Passeio Público. E na minha mão direita, a xícara de café acabando. Mas tinha mais na garrafa. Recém-passado. A vida é bela.
Mano
Oh my god
No fundo da máquina de lavar roupas encontrei uma nota de R$ 20. A tirinha prateada saiu todinha. Será que perdi vintão?
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Cansei
Eu voltei pra casa abaixo dessa chuvarada do final do dia/início da noite pensando em contar aqui que:
1) Quando estava indo embora do Cefet, minha sandália arrebentou quando eu estava a cinco passos do carro. Por sorte, o gentlemen Rafa, que estava carregando umas tranqueiras para mim, me socorreu com o guarda-chuvas e me ajudou a chegar pulando até o carro, abrir o porta-malas e pegar a sapatilha que providencialmente mantenho por lá para eventualidades como essa;
2) ofereci ao Rafa uma carona até o Terminal, mas acho que se tivesse ido a pé ele chegaria em menos tempo, porque o trânsito estava infernal (mas vale o papo, né?);
3) resolvi ir do Terminal para casa pela Mauro Ramos, que estava completamente parada. Troquei o cd do ACDC pelo do Ben Harper pra aliviar o clima. Na segunda música do CD, Tati me liga com o conselho do dia: cara, não vai pro Norte agora porque a SC tá uma meleca, alagada, cheia de gente parando, chovendo forte pra caramba (ela mora no Norte também e tinha acabado de passar pelo perrengue);
4) consegui então entrar na General Bittencourt e seguir pela Hercílio Luz e praça dos Bombeiros até o Beiramar Shopping, onde talvez para compensar algum stress eu resolvi jantar light: double cheeseburguer com batata frita e suco de laranja do Bob's (sendo que o suco de laranja tem nada de laranja, é pura água com açúcar). Culpa da chuva, pensei;
5) pra matar tempo, paguei adiantado uma prestaçãozinha e fui dar uma olhada nas lojas. Uma sandalinha meia-boca na promoção estava por R$ 149. Hã? Na promoção, moça? No, thanks. Tentei então encontrar a Melissa perfeita para meu vestido novo. As moças da loja derrubaram as prateleiras e nenhuma era a Melissa perfeita. Botei meu nome na lista de espera para quando chegasse o modelo na numeração e cor que eu quero. Por pouco a chuva não me obrigou a fazer mais um rombinho no cartão de crédito.
Eu vim pensando em contar isso tudo. Mas cansei, simplesmente cansei de reclamar da chuva. Acho que vou começar a fazer de conta que não chove mais. Simples assim.
1) Quando estava indo embora do Cefet, minha sandália arrebentou quando eu estava a cinco passos do carro. Por sorte, o gentlemen Rafa, que estava carregando umas tranqueiras para mim, me socorreu com o guarda-chuvas e me ajudou a chegar pulando até o carro, abrir o porta-malas e pegar a sapatilha que providencialmente mantenho por lá para eventualidades como essa;
2) ofereci ao Rafa uma carona até o Terminal, mas acho que se tivesse ido a pé ele chegaria em menos tempo, porque o trânsito estava infernal (mas vale o papo, né?);
3) resolvi ir do Terminal para casa pela Mauro Ramos, que estava completamente parada. Troquei o cd do ACDC pelo do Ben Harper pra aliviar o clima. Na segunda música do CD, Tati me liga com o conselho do dia: cara, não vai pro Norte agora porque a SC tá uma meleca, alagada, cheia de gente parando, chovendo forte pra caramba (ela mora no Norte também e tinha acabado de passar pelo perrengue);
4) consegui então entrar na General Bittencourt e seguir pela Hercílio Luz e praça dos Bombeiros até o Beiramar Shopping, onde talvez para compensar algum stress eu resolvi jantar light: double cheeseburguer com batata frita e suco de laranja do Bob's (sendo que o suco de laranja tem nada de laranja, é pura água com açúcar). Culpa da chuva, pensei;
5) pra matar tempo, paguei adiantado uma prestaçãozinha e fui dar uma olhada nas lojas. Uma sandalinha meia-boca na promoção estava por R$ 149. Hã? Na promoção, moça? No, thanks. Tentei então encontrar a Melissa perfeita para meu vestido novo. As moças da loja derrubaram as prateleiras e nenhuma era a Melissa perfeita. Botei meu nome na lista de espera para quando chegasse o modelo na numeração e cor que eu quero. Por pouco a chuva não me obrigou a fazer mais um rombinho no cartão de crédito.
Eu vim pensando em contar isso tudo. Mas cansei, simplesmente cansei de reclamar da chuva. Acho que vou começar a fazer de conta que não chove mais. Simples assim.
Tudo tem explicação científica
Se eu ainda tivesse aulas de física, hoje é um dia em que eu argumentaria veementemente com o professor: em algumas manhãs - como quando a gente acorda com gripe (é o caso) ou ressaca - a gravidade equivale a bem mais do que 9,8m/s. Difícil desgrudar da cama em decorrência disso. Afe.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Se um dia parar de chover...
...providências urgentes a tomar:
1) Banho caprichado nos filhotes, com posterior aplicação de bisnaguinhas contra parasitas;
2) contato com o jardineiro para cortar a grama antes que o Ibama considere o meu quintal como área de mata atlântica em estado primário de regeneração;
3) botar o carro pra lavar e encerar (com cera em pasta);
4) passar graxa branca no portão;
5) fazer o pé pra poder andar de sandalinha com pé bonitinho.
E mais uma se o André vier no find:
6) um churrasco, porque a churrasqueira já tá ficando triste de tão vazia.
1) Banho caprichado nos filhotes, com posterior aplicação de bisnaguinhas contra parasitas;
2) contato com o jardineiro para cortar a grama antes que o Ibama considere o meu quintal como área de mata atlântica em estado primário de regeneração;
3) botar o carro pra lavar e encerar (com cera em pasta);
4) passar graxa branca no portão;
5) fazer o pé pra poder andar de sandalinha com pé bonitinho.
E mais uma se o André vier no find:
6) um churrasco, porque a churrasqueira já tá ficando triste de tão vazia.
Dois livros

O incansável pessoal do Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul lança nesta quarta-feira, na Feira do Livro de Porto Alegre, o livro "Jornalismo ambiental: desafios e reflexões", organizado pela professora Ilza Girardi e pelo colega Reges Schwarb. O material reúne os textos que foram apresentados no ano passado, no II Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, realizado lá mesmo em Porto. E como eu apresentei trabalho no evento, sou uma das autoras desse livro, com o texto que produzi a partir da minha dissertação de mestrado. Infelizmente não poderei participar do lançamento, marcado para as 18h30, mas quem estiver por lá pode dar uma passadinha. Mais informações aqui.
E por coincidência, na quarta-feira passada foi lançado outro livro do qual sou co-autora: "Besc: reestruturação de valor", uma reportagem produzida a partir de um projeto muito bacana do meu amigo e meio-chefe Jacques Mick, na qual contamos como esse banco estadual saiu do quadro de prejuízo e da lista de privatizações do governo FHC, tendo sido mantido público com a incorporação [em curso] pelo Banco do Brasil. Eu ainda não tinha feito a propagandinha aqui porque não consegui buscar as fotos do evento de lançamento, promovido pela Quorum. Mas aproveitando o ensejo, tá falado e as fotos ficam pra depois.
domingo, 2 de novembro de 2008
Faltou contar essa
Essa eu já contei pra várias pessoas presencialmente, mas faltou contar aqui no blog.
Well. Todos sabem que agora eu trabalho no Cefet-SC, concursada, efetiva e tals. E aconteceu há uns dias a Semana Nacional da Ciência e Tecnologia, ocasião em que o Cefet-SC monta um tipo de feira tecnológica ali no Largo da Alfândega (coração da cidade, pra quem não conhece Floripa).
Eu estava no estande do setor de EAD (educação a distância). Logo na frente do nosso estande estava o pessoal da Eletrotécnica. Esse era um dos mais visitados da feira, porque tinha um monte de engenhocas legais. Uma das sensações era um aparelho esquisito que tinha uma esfera de metal e que gerava eletricidade estática (acho que é isso). As pessoas colocavam a mão na tal da esfera e o cabelo ficava arrepiado. Engraçadésimo. A molecada das escolas que visitava a feira se divertia pra valer com aquele troço.
E o moço bonito do estande me olhava, me olhava, e eu percebia, e todo mundo fazia que nada era nada. E eu comentava com o Rafa, meu novo amigo de infância que estava comigo no nosso estande, que morria de medo de choque elétrico. E que jamais colocaria a mão naquele troço de metal porque imaginava que aquilo dava choque.
Até que no terceiro dia de feira eu 'invadi' o estande vizinho para bater umas fotos dos alunos da EAD/UAB (Universidade Aberta do Brasil) que vieram de seis municípios-pólo para participar do encontro. E o moço bonito do estande vizinho me disse "hoje tu vem aqui", apontando pro negócio que arrepiava o cabelo dos adolescentes. "Nem que me pague", respondi, rindo.
Pois o movimento na feira por fim diminuiu e ficamos eu e a Dálete, minha nova amiga de infância que estava comigo no nosso estande, batendo papo e olhando blogs legais. O moço bonito do estande vizinho uma hora olhou pra mim e fez um sinal de "vem cá". "Nem que me pague, morro de medo de choque", respondi. A Dálete me lançou um olhar fulminante e me sentenciou falando pelo meio dos dentes: "Vai lá, Ana. A-gooooraaa!!!"
Fui. Vergonha. Mão, metal e tals. Ligou a máquina. Meu cabelo... ficou exatamente do jeito que estava. Absolutamente nããããão arrepiou!
O moço bonito não se conformou. Eu mandei "ah, eu pago quase 200 reais pra deixar meu cabelo liso... e tu achas que ele vai arrepiar por qualquer coisa?"
Hahahaha
Bom, de fato o tratamento químico para alisar é bom. Mas depois disso eu não vi mais o moço bonito. Nem na feira e nem no Cefet.
Infelizmente.
Well. Todos sabem que agora eu trabalho no Cefet-SC, concursada, efetiva e tals. E aconteceu há uns dias a Semana Nacional da Ciência e Tecnologia, ocasião em que o Cefet-SC monta um tipo de feira tecnológica ali no Largo da Alfândega (coração da cidade, pra quem não conhece Floripa).
Eu estava no estande do setor de EAD (educação a distância). Logo na frente do nosso estande estava o pessoal da Eletrotécnica. Esse era um dos mais visitados da feira, porque tinha um monte de engenhocas legais. Uma das sensações era um aparelho esquisito que tinha uma esfera de metal e que gerava eletricidade estática (acho que é isso). As pessoas colocavam a mão na tal da esfera e o cabelo ficava arrepiado. Engraçadésimo. A molecada das escolas que visitava a feira se divertia pra valer com aquele troço.
E o moço bonito do estande me olhava, me olhava, e eu percebia, e todo mundo fazia que nada era nada. E eu comentava com o Rafa, meu novo amigo de infância que estava comigo no nosso estande, que morria de medo de choque elétrico. E que jamais colocaria a mão naquele troço de metal porque imaginava que aquilo dava choque.
Até que no terceiro dia de feira eu 'invadi' o estande vizinho para bater umas fotos dos alunos da EAD/UAB (Universidade Aberta do Brasil) que vieram de seis municípios-pólo para participar do encontro. E o moço bonito do estande vizinho me disse "hoje tu vem aqui", apontando pro negócio que arrepiava o cabelo dos adolescentes. "Nem que me pague", respondi, rindo.
Pois o movimento na feira por fim diminuiu e ficamos eu e a Dálete, minha nova amiga de infância que estava comigo no nosso estande, batendo papo e olhando blogs legais. O moço bonito do estande vizinho uma hora olhou pra mim e fez um sinal de "vem cá". "Nem que me pague, morro de medo de choque", respondi. A Dálete me lançou um olhar fulminante e me sentenciou falando pelo meio dos dentes: "Vai lá, Ana. A-gooooraaa!!!"
Fui. Vergonha. Mão, metal e tals. Ligou a máquina. Meu cabelo... ficou exatamente do jeito que estava. Absolutamente nããããão arrepiou!
O moço bonito não se conformou. Eu mandei "ah, eu pago quase 200 reais pra deixar meu cabelo liso... e tu achas que ele vai arrepiar por qualquer coisa?"
Hahahaha
Bom, de fato o tratamento químico para alisar é bom. Mas depois disso eu não vi mais o moço bonito. Nem na feira e nem no Cefet.
Infelizmente.
Lennon & McCartney
If I fell in love with you
Would you promise to be true
And help me understand?
Cause I've been in love before
And I found that love was more than just holdin' hands
If I give my heart to you
I must be sure
From the very start that you
Would love me more than her [him]
If I trust in you, oh, please
Don't run and hide
If I love you too, oh, please
Don't hurt my pride like her [him]
Cause I couldn't stand the pain
And I would be sad
If our new love was in vain
So I hope you see that I
Would love to love you
And that she [he] will cry
When she [he] learns we are two
Would you promise to be true
And help me understand?
Cause I've been in love before
And I found that love was more than just holdin' hands
If I give my heart to you
I must be sure
From the very start that you
Would love me more than her [him]
If I trust in you, oh, please
Don't run and hide
If I love you too, oh, please
Don't hurt my pride like her [him]
Cause I couldn't stand the pain
And I would be sad
If our new love was in vain
So I hope you see that I
Would love to love you
And that she [he] will cry
When she [he] learns we are two
Colete novo
Voltando de um delicioso e divertidíssimo almoço em família na casa das Gomes Ambros, que me acolheram amavelmente como agregada, resolvi passar no Imperatriz para comprar umas coisinhas que enchessem a geladeira - que estava uma igreja. Salada verde, umas frutas, ovos e umas cervejinhas já eram o suficiente para que ela voltasse a ser digna de uma casa habitada. Mas antevendo a preguiça de fazer almoço amanhã, cometi a estupidez de acrescentar à cestinha uma lasanha que sei que é horrorosa e um daqueles pratos prontos da Sadia - que até são gostosos, mas de sadios não têm nada.
Enquanto estava na fila do caixa, observei que o Fulano ainda estava lá. Ele continua usando o colete "Estou aprendendo", mas também está menos atabalhoado - e eu já tinha constatado isso em outras vezes em que estive no supermercado. Pelo jeito vai conseguir o emprego.
Daí olhei pra minha cestinha. A despeito das frutas, observei a meia dúzia de Kaiser Gold (a R$ 1,19, uma pechincha) e as duas porcarias congeladas. Quero mandar fazer o colete: "Eu não aprendo nunca". Para ocasiões como essa. E para outras.
Anyway, trouxe as coisas pra casa e bola pra frente. Um dia eu deixo de comer comida ruim congelada. Já sobre a cerveja, não me garanto...
Enquanto estava na fila do caixa, observei que o Fulano ainda estava lá. Ele continua usando o colete "Estou aprendendo", mas também está menos atabalhoado - e eu já tinha constatado isso em outras vezes em que estive no supermercado. Pelo jeito vai conseguir o emprego.
Daí olhei pra minha cestinha. A despeito das frutas, observei a meia dúzia de Kaiser Gold (a R$ 1,19, uma pechincha) e as duas porcarias congeladas. Quero mandar fazer o colete: "Eu não aprendo nunca". Para ocasiões como essa. E para outras.
Anyway, trouxe as coisas pra casa e bola pra frente. Um dia eu deixo de comer comida ruim congelada. Já sobre a cerveja, não me garanto...
Comprinhas
As melhores dos últimos tempos:
1) O note Toshiba;
2) os coturnos da loja Túnel do Rock, em Curitiba;
3) o motor para o portão (em tempo de chuva é o que há);
4) o vestido roxo com verde no Bazar da Fiona;
5) a bolsa Everlast com luvinha de box pendurada.
Próximas, se tudo der certo:
1) A tatuagem (já agendada);
2) um biquíni;
3) uma cadeira de praia;
4) um par novo de Crocs;
5) uma câmera fotográfica.
1) O note Toshiba;
2) os coturnos da loja Túnel do Rock, em Curitiba;
3) o motor para o portão (em tempo de chuva é o que há);
4) o vestido roxo com verde no Bazar da Fiona;
5) a bolsa Everlast com luvinha de box pendurada.
Próximas, se tudo der certo:
1) A tatuagem (já agendada);
2) um biquíni;
3) uma cadeira de praia;
4) um par novo de Crocs;
5) uma câmera fotográfica.
Confessions on the keyboard - segunda rodagem
Pequenos pecados particulares:
1) Eu como a gordura da picanha; [gula]
2) 'ignoro' deliberadamente qualquer vendedor de coisas inúteis ou distribuidor de panfletos nos semáforos (se estou de óculos escuros me faço de surda; ou então faço cara de paisagem e deixo o cara falando sozinho como se eu não estivesse vendo nada). E me divirto com isso; [soberba]
3) já fiquei com alguém que tinha namorada, mesmo sabendo disso (a história não prosperou e eu juro que não me arrependo, embora não ache isso exemplar e nem pretenda repetir a empreitada. Vale dizer que isso aconteceu há bastante tempo); [luxúria]
4) já me achei a moça mais linda da festa (mas não dei bandeira); [soberba de novo]
5) já achei que escrevo melhor que a média das pessoas (inclusive muita gente que achava que sabia escrever hahahaha). [soberba de novo, ai meu deus]
1) Eu como a gordura da picanha; [gula]
2) 'ignoro' deliberadamente qualquer vendedor de coisas inúteis ou distribuidor de panfletos nos semáforos (se estou de óculos escuros me faço de surda; ou então faço cara de paisagem e deixo o cara falando sozinho como se eu não estivesse vendo nada). E me divirto com isso; [soberba]
3) já fiquei com alguém que tinha namorada, mesmo sabendo disso (a história não prosperou e eu juro que não me arrependo, embora não ache isso exemplar e nem pretenda repetir a empreitada. Vale dizer que isso aconteceu há bastante tempo); [luxúria]
4) já me achei a moça mais linda da festa (mas não dei bandeira); [soberba de novo]
5) já achei que escrevo melhor que a média das pessoas (inclusive muita gente que achava que sabia escrever hahahaha). [soberba de novo, ai meu deus]
sábado, 1 de novembro de 2008
Sonhos (cretinos) de consumo
Não tem razão prática nenhuma, mas eu adoraria ter:
1) Um grampeador de talão de cheques que nem aqueles do Banco do Brasil (que não têm utilidade nenhuma a não ser grampear talões de cheques);
2) um isqueiro Zippo (eu não fumo);
3) uma máquina de choquinhos de fisioterapia (eu tenho medo de choque mas um lado meu adora aqueles choquinhos);
4) uma maquininha de babyliss (eu prefiro meu cabelo liso);
5) um cortador de lacres de vinho (utensílio totalmente dispensável, mas eu acho legal).
1) Um grampeador de talão de cheques que nem aqueles do Banco do Brasil (que não têm utilidade nenhuma a não ser grampear talões de cheques);
2) um isqueiro Zippo (eu não fumo);
3) uma máquina de choquinhos de fisioterapia (eu tenho medo de choque mas um lado meu adora aqueles choquinhos);
4) uma maquininha de babyliss (eu prefiro meu cabelo liso);
5) um cortador de lacres de vinho (utensílio totalmente dispensável, mas eu acho legal).
Não são só os cachorros

Gatos também são tudo de bom. Essa é a Gisa numa sacola da Luigi Bertolli.
Recado para quem ama gatos e quer/conheça alguém que queira adotar um: a Aline e o Gu estão procurando dono para um fofucho bebê que eles salvaram da morte há uns dias. Com delivery para a Grande Florianópolis e castração garantida. Conviver com gatos é uma experiência memorável. Eu recomendo.
Lindona da tia

Gisa apareceu de sopetão na porta do apê do Mano e da Jaque, em Curitiba, há pouco mais de um ano. Envolta numa aura de mistério e com o charme característico dos felinos. Ficou para nos alegrar. Eu e ela nos divertimos bastante durante os quatro dias em que estive por lá. Na foto [de celular] ela está fazendo gracinha entre o meu colchão e o canto da parede onde esconde seus ratinhos de pelúcia.
Esses moços, pobres moços

Alguém precisa explicar para esses moços que três amigas juntas numa casa noturna movida a rock and roll podem estar apenas querendo curtir o som, dançar, conversar, rir e beber umas Heinekens de leve. Três amigas juntas numa casa noturna movida a rock and roll não necessariamente são moças em ritual de caça. São moças que trabalham, têm seus compromissos, pagam suas contas e numa noite de sexta-feira podem estar querendo apenas comemorar a vida. Eu, Tati e Pam nos divertimos pra valer ontem. E foi muito engraçado ter que traçar estratégias para fugir das malas que se apresentavam com aquele papinho sem graça. Carismáticos como uma unha encravada. A imagem clichê é que as mulheres solteiras são desesperadas. O que eu vi ontem foi um monte, mas um monte de homens solteiros, sem graça e sem atitude matando cachorro a grito. Deuzolivre.
Tati e Pam, super companheiras: que a força esteja conosco! =D
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Meus guris
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Um estar em mim
Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e canto e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
(Carlos Drummond de Andrade)
Para seu Egídio, que há 14 anos se ausentou de nossas vidas. E mesmo assim continua sempre conosco.
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e canto e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
(Carlos Drummond de Andrade)
Para seu Egídio, que há 14 anos se ausentou de nossas vidas. E mesmo assim continua sempre conosco.
Dropes sobre o feriado*
Quatro dias passeando à toa e dando risada com meus irmãos em Curitiba. Alguns devaneios sobre esse período:
Estranho pacas - No domingo depois do almoço, Mano sentiu um mal-estar e foi ao médico. Acabou passando a noite internado porque a dor que ele estava sentindo, desconfiaram os médicos, poderia ser uma apendicite. Como esse tipo de problema demanda uma cirurgia feita às pressas, decidiu-se pela internação por precaução. Mas no fim não era nada e segunda cedo ele estava novinho em folha. Mas o esquisito foi que na segunda de manhã recebi uma ligação, no celular, de uma queridíssima ex-colega do Besc perguntando se eu estava bem de saúde. Ela não disse, mas imagino que tenha sonhado algo ruim comigo. E o André, no mesmo dia, recebeu um e-mail de uma amiga de São Paulo dizendo que tinha sonhado com ele e perguntando se estava tudo bem. Well. Felizmente estávamos todos bem. Mas por via das dúvidas, enquanto saracoteava pelo comércio do Centro eu olhava até pra cima antes de atravessar aqueles cruzamentos malucos.
Hecatombe - Curitiba é conhecida por suas calçadas irregulares, esburacadas, com pisos despadronizados - a despeito de ser uma cidade planejada e arquitetonicamente interessante. Curitiba é conhecida também por ser um lugar onde as pessoas se vestem de maneira bastante formal. Mas alguém tinha que dizer pras moças de Curitiba que os saltos finos são absolutamente incompatíveis com as calçadas irregulares. Vai andar pelo centro, moça? Please, usa uma rasteirinha ou um salto anabela médio. As moças de Curitiba parecem ter feito uma convenção onde combinaram que passa a ser elegante andar de salto com o joelho dobrado. Coisa horrorosa. Nunca vi tantas.
10 centímetros - Resolvi provar um vestido indiano vermelho que estava numa vitrine. Lindo, mas comprido demais. A moça da loja se esmerou: dá pra diminuir a alça, dá pra tirar o último babado... Não, moça, o vestido é perfeito. Eu é que devia ter uns 10 centímetros a mais de perna. Provei outro. Comprimento legal, um pouco acima do joelho. Suuuuuper rodado. Rodado a ponto de eu me sentir um bujãozinho de gás com sainha. Ficou lindo!, disse a moça. Discordei: moça, pra esse vestido ficar perfeito eu devia ter uns 10 centímetros a menos de quadril. Provei o terceiro. Colorido e lindo. Com um decote no melhor estilo dressed to kill. Ah, ficou perfeito, disse a moça. Não, moça. Faltaram uns 10 centímetros a mais de peito. Mas no fim logrei êxito e comprei dois vestidinhos de verão compatíveis com meu corpicho ombro-estreito-peito-pequeno-cintura-fina-bunda-grande-perna-grossa-e-curta. Afinal, havia vestidos imperfeitos na loja.
Coisa triste - Meus dois irmãos moram (cada um no seu apê) no centrão-centrão da cidade, a alguns passos do Teatro Guaíra (onde o Mano trabalha) e do Passeio Público. Ontem de manhã resolvi ver se esse último lugar fazia jus ao nome para um passeio. Morri de pena da quantidade de aves nativas e exóticas presas nos viveiros. Que não são pequenos, é verdade. Mas pra uma ave que pode voar qualquer viveiro é sempre pequeno. E a tela é uma linha tênue demais as separando da vida livre. Fiquei triste especialmente com as gaivotas (gaivotas!!!) presas e com um casal de gralhas azuis. Nunca mais vou reclamar das gralhas que me acordam ao nascer do sol para comer as frutas aqui de casa.
Coisa linda - Todas as regiões da cidade são cheias de canteiros de flores. Com amores-perfeitos, petúnias, lírios, prímulas, cravinhos. Isso e os parques de Curitiba são um show de civilidade. Como estava um final de semana incrivelmente quente - e sem chuva, sim, sem chuva! - no domingo à tarde os parques estavam cheios de gente andando de bike, caminhando, correndo ou simplesmente batendo papo e namorando.
*Inspirados nos "Dropes da semana" da Regininha.
Estranho pacas - No domingo depois do almoço, Mano sentiu um mal-estar e foi ao médico. Acabou passando a noite internado porque a dor que ele estava sentindo, desconfiaram os médicos, poderia ser uma apendicite. Como esse tipo de problema demanda uma cirurgia feita às pressas, decidiu-se pela internação por precaução. Mas no fim não era nada e segunda cedo ele estava novinho em folha. Mas o esquisito foi que na segunda de manhã recebi uma ligação, no celular, de uma queridíssima ex-colega do Besc perguntando se eu estava bem de saúde. Ela não disse, mas imagino que tenha sonhado algo ruim comigo. E o André, no mesmo dia, recebeu um e-mail de uma amiga de São Paulo dizendo que tinha sonhado com ele e perguntando se estava tudo bem. Well. Felizmente estávamos todos bem. Mas por via das dúvidas, enquanto saracoteava pelo comércio do Centro eu olhava até pra cima antes de atravessar aqueles cruzamentos malucos.
Hecatombe - Curitiba é conhecida por suas calçadas irregulares, esburacadas, com pisos despadronizados - a despeito de ser uma cidade planejada e arquitetonicamente interessante. Curitiba é conhecida também por ser um lugar onde as pessoas se vestem de maneira bastante formal. Mas alguém tinha que dizer pras moças de Curitiba que os saltos finos são absolutamente incompatíveis com as calçadas irregulares. Vai andar pelo centro, moça? Please, usa uma rasteirinha ou um salto anabela médio. As moças de Curitiba parecem ter feito uma convenção onde combinaram que passa a ser elegante andar de salto com o joelho dobrado. Coisa horrorosa. Nunca vi tantas.
10 centímetros - Resolvi provar um vestido indiano vermelho que estava numa vitrine. Lindo, mas comprido demais. A moça da loja se esmerou: dá pra diminuir a alça, dá pra tirar o último babado... Não, moça, o vestido é perfeito. Eu é que devia ter uns 10 centímetros a mais de perna. Provei outro. Comprimento legal, um pouco acima do joelho. Suuuuuper rodado. Rodado a ponto de eu me sentir um bujãozinho de gás com sainha. Ficou lindo!, disse a moça. Discordei: moça, pra esse vestido ficar perfeito eu devia ter uns 10 centímetros a menos de quadril. Provei o terceiro. Colorido e lindo. Com um decote no melhor estilo dressed to kill. Ah, ficou perfeito, disse a moça. Não, moça. Faltaram uns 10 centímetros a mais de peito. Mas no fim logrei êxito e comprei dois vestidinhos de verão compatíveis com meu corpicho ombro-estreito-peito-pequeno-cintura-fina-bunda-grande-perna-grossa-e-curta. Afinal, havia vestidos imperfeitos na loja.
Coisa triste - Meus dois irmãos moram (cada um no seu apê) no centrão-centrão da cidade, a alguns passos do Teatro Guaíra (onde o Mano trabalha) e do Passeio Público. Ontem de manhã resolvi ver se esse último lugar fazia jus ao nome para um passeio. Morri de pena da quantidade de aves nativas e exóticas presas nos viveiros. Que não são pequenos, é verdade. Mas pra uma ave que pode voar qualquer viveiro é sempre pequeno. E a tela é uma linha tênue demais as separando da vida livre. Fiquei triste especialmente com as gaivotas (gaivotas!!!) presas e com um casal de gralhas azuis. Nunca mais vou reclamar das gralhas que me acordam ao nascer do sol para comer as frutas aqui de casa.
Coisa linda - Todas as regiões da cidade são cheias de canteiros de flores. Com amores-perfeitos, petúnias, lírios, prímulas, cravinhos. Isso e os parques de Curitiba são um show de civilidade. Como estava um final de semana incrivelmente quente - e sem chuva, sim, sem chuva! - no domingo à tarde os parques estavam cheios de gente andando de bike, caminhando, correndo ou simplesmente batendo papo e namorando.
*Inspirados nos "Dropes da semana" da Regininha.
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De volta a Frogville...
...essa terra onde as pessoas estão criando guelras entre os dedos. Saco. =(
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Não é rave - é arte contemporânea
Pra mim essa é a obra mais legal da exposição dOsgêmeos, que visitamos ontem no Museu Oscar Niemeyer.
domingo, 26 de outubro de 2008
Meus ursinhos
As minhas lembranças mais remotas da infância têm necessariamente a presença de um, ou do outro, ou dos dois. Com isso percebo que foi a partir da relação com meus dois irmãos que passei a tomar consciência da minha própria existência. Estou desde ontem de manhã em Curitiba, essa cidade cosmopolita que os dois escolheram para viver. Se, como diz o Bono Vox, home is where the heart is, hoje eu posso dizer que tenho duas cidades para chamar de lar. Porque quando estou em Floripa, meu coração fica aqui um pouquinho também com eles. E enquanto estou aqui, tudo o que eu quero é esse clima de aconchego, cosquinha e gargalhada. Como quando éramos crianças.
Nando Reis e a alma feminina
Não sou fã do Nando Reis a ponto de comprar cds ou baixar músicas, mas acho algumas letras dele super delicadas. Outro dia no congestionamento da saída do xópin Beiramar (sexta-feira...) tocou no rádio "Dentro do mesmo time", uma gracinha. Lembrei de um dos meus primeiros posts...
Escolhe o esmalte meticulosamente
Por ver razões na cor, que irão se explicar
Pra tudo funcionar simplesmente
Como gesto espontâneo, invulgar
E depois da cor
O que virá?
Escolhe o esmalte meticulosamente
Por ver razões na cor, que irão se explicar
Pra tudo funcionar simplesmente
Como gesto espontâneo, invulgar
E depois da cor
O que virá?
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Blue skies smiling at me
Eu acredito que atrás dessas nuvens densas que insistem em não ir embora ainda tem aquele céu lindo, limpo e azul. Acredito que vai parar de chover. Nothing but blue skies from now on.
I'll be back
Zentem, estou hoje no último dia de uma semana suuuuuper corrida, que envolveu trabalho especial e alguns adiantos de tarefas que tive que providenciar para.... tcharam! poder pegar quatro dias de merecida folga. Logo volto com mais tempo e historinhas que por enquanto vão ficando armazenadas na cachola...
=D
=D
terça-feira, 21 de outubro de 2008
I have the right to remain silent...
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...because anything I say can be used against me in a court of law (or in doomsday. Or in the next barbecue party).
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...because anything I say can be used against me in a court of law (or in doomsday. Or in the next barbecue party).
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Back in black
Morar numa casa com quintal e muitas árvores faz a gente perceber como nessa época do ano os bichos todos parecem acordar. Os passarinhos fazem algazarra mais cedo, os sapos coaxam alegremente (ainda mais com essa chuva toda) e os insetos começam a se proliferar. De maneira geral os insetos não me incomodam. Noite passada acordei com um grilo cantando dentro de casa (haja paciência pra convencer o bicho a ir cantar lá fora com seus amiguinhos). De vez em quando me deparo no quintal com algum tipinho esquisito que fico imaginando se já foi catalogado. E tem, é claro, os mosquitos, que começam a aparecer por agora e permanecem até o tempo voltar a esfriar - ou seja, no outono. Mesmo com eles eu consigo ter uma convivência pacífica. 

Mas são as nojas insuportáveis que me incomodam. Elas também voltaram - e de preto. Sempre tomo o cuidado de deixar a pia limpa depois do almoço, tirar lixinho, etc, etc, para evitar que apareçam. Pois descobri que as baratas aqui de casa gostam de Veja Multiuso. Por duas vezes nos últimos dias cheguei em casa e me deparei com uma horrorosa em cima da pia. Limpa. Devem ser parentes da Fliti, a personagem do Fernando Gonzales que é viciada em naftalina.
Bom, espero que essas ainda não estejam desenvolvidas a ponto de curtir as iscas SPB. Já comprei três caixinhas e pedi à Santa Claudete que espalhasse as armadilhas pela casa. Até agora, tudo bem.
domingo, 19 de outubro de 2008
Live and let... whatever
Numa troca de emails com um querido amigo outro dia, ele me manda o seguinte conselho:
- A gente não pode viver a vida pelos outros. Cada um tem sua missão, sua carga a carregar. A gente pode ajudar muito, sim, mas precisa entender isso, pra ajudar na evolução de quem a gente ama.
Tenho tentado pensar nisso e agir de forma coerente com esse pensamento. Mas tenho sido tão mal interpretada!!!
Dias melhores virão.
- A gente não pode viver a vida pelos outros. Cada um tem sua missão, sua carga a carregar. A gente pode ajudar muito, sim, mas precisa entender isso, pra ajudar na evolução de quem a gente ama.
Tenho tentado pensar nisso e agir de forma coerente com esse pensamento. Mas tenho sido tão mal interpretada!!!
Dias melhores virão.
Tão novo - e tão familiar
sábado, 18 de outubro de 2008
Hello-ow
Ok, vamos questionar se a amiga devia ter entrado de novo no apartamento ou não, se os negociadores falharam, se a polícia agiu corretamente ao invadir, se a mãe do guri devia ter ajudado na negociação, etc, etc, etc. Mas para mim ninguém comentou ainda o que me parece mais absurdo na história do seqüestro das duas meninas em Santo André. Porra, fala sério: um guri de 22 anos inconformado com o fim do 'relacionamento' de três anos com uma garota de... 15? Ele aos DEZENOVEEEEE começa a namorar uma garota de DOZEEEEEEE, o lance rola durante três anos, e o término vira um barraco trágico desses? Onde é que estão os namorinhos saudáveis da adolescência? Meu deus, não sei o que está acontecendo com essa molecada de hoje. Tudo fica grave demais tão cedo. Tão dramático e definitivo. É uma história tenebrosa atrás da outra. Fala sério. Uia.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Quando se parte rumo ao nada
Cansei do Dário e do Amin trocando farpas ontem e resolvi jantar assistindo aos videoclipes do Multishow - que providencialmente passam no horário dos programas eleitorais noturnos. Passou um clipe do Paulinho Moska que me fez lembrar de uma conversa que tive com um amigo meu meses atrás.
Nós estávamos voltando de carro da Lagoa e tocou a música "A seta e o alvo" no rádio. É uma letra forte que, como as próprias imagens do clipe reforçam, fala sobre quando duas pessoas que se relacionam têm suas almas separadas e passam a querer coisas diferentes. O que me fez lembrar da conversa foi que, na ocasião, esse meu amigo disse que para ele a letra batia diferente: ele entendia o poema do Moska como a descrição de um conflito interno, como se fossem ele e ele mesmo a querer coisas diferentes, aquelas contradições individuais e existenciais, de querer muito uma coisa mas saber que a escolha adequada é outra. É um jeito de pensar. E entendi muito bem o que meu amigo queria dizer. Passei a ouvir diferente a música do Moska e gostei de voltar a pensar nisso ontem, enquanto comia meu sanduíche de queijo, peito de peru e tomate, com suco de uva, na frente da tv.
Ainda não consegui fazer meu firewall aceitar download de vídeos, mas quem quiser curtir o som, clique aqui.
A questão que para mim ecoa é: qual é a graça de já saber o fim da estrada quando se parte rumo ao nada? Sei lá, seu Moska. Talvez a graça esteja no percurso...
Eu falo de amor à vida, você de medo da morte
Eu falo da força do acaso e você de azar ou sorte
Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa mas você só quer atingir sua meta
Sua meta é a seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera
Eu olho pro infinito e você de óculos escuros
Eu digo te amo e você só acredita quando eu juro
Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na terra
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era
E o que era era a seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera
Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade, você se preocupa em não se machucar
Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro e você se satisfaz com metade
É a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera
Então me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada quando se parte rumo ao nada
Nós estávamos voltando de carro da Lagoa e tocou a música "A seta e o alvo" no rádio. É uma letra forte que, como as próprias imagens do clipe reforçam, fala sobre quando duas pessoas que se relacionam têm suas almas separadas e passam a querer coisas diferentes. O que me fez lembrar da conversa foi que, na ocasião, esse meu amigo disse que para ele a letra batia diferente: ele entendia o poema do Moska como a descrição de um conflito interno, como se fossem ele e ele mesmo a querer coisas diferentes, aquelas contradições individuais e existenciais, de querer muito uma coisa mas saber que a escolha adequada é outra. É um jeito de pensar. E entendi muito bem o que meu amigo queria dizer. Passei a ouvir diferente a música do Moska e gostei de voltar a pensar nisso ontem, enquanto comia meu sanduíche de queijo, peito de peru e tomate, com suco de uva, na frente da tv.
Ainda não consegui fazer meu firewall aceitar download de vídeos, mas quem quiser curtir o som, clique aqui.
A questão que para mim ecoa é: qual é a graça de já saber o fim da estrada quando se parte rumo ao nada? Sei lá, seu Moska. Talvez a graça esteja no percurso...
Eu falo de amor à vida, você de medo da morte
Eu falo da força do acaso e você de azar ou sorte
Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa mas você só quer atingir sua meta
Sua meta é a seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera
Eu olho pro infinito e você de óculos escuros
Eu digo te amo e você só acredita quando eu juro
Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na terra
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era
E o que era era a seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera
Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade, você se preocupa em não se machucar
Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro e você se satisfaz com metade
É a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera
Então me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada quando se parte rumo ao nada
Frog feeling
Na boa: acho que nós aqui da velha Desterro já perdemos completamente a moral pra chamar aquela próspera cidade do Norte catarinense de "Chuville". Tempinho chato. =(
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Alegria de pobre
Uma das seqüelas mais marcantes dos meus 11 anos de trabalho em redação de jornal é a incapacidade de ficar feliz quando tem feriado. Porque em redação de jornal um feriado é um dia como outro qualquer. Nos tempos do AN algumas vezes até tinha escala de plantão, mas isso costumava valer só para o dia do feriado mesmo - não rolava de emendar quando a data em questão caía numa quinta, por exemplo. Uma vez fora da redação, fiquei dois anos e pouquinho como frila - e quem é frila sabe que se o trabalho tem deadline, feriado também não existe. Nos feriados do primeiro semestre deste ano, por exemplo, eu estava atolada de trabalho. Ou seja... feriado, quê que é isso, mesmo??
Daí eu voltei pro mercado formal como funcionária efetiva de uma instituição federal de ensino e hoje soube que dia 28 de outubro é dia do servidor público. Cai numa terça. Acordo lá das chefias: a segunda entra no rolo. A boa notícia é: Mano e André, me aguardem em Curitiba no final do mês!!! =D
Daí eu voltei pro mercado formal como funcionária efetiva de uma instituição federal de ensino e hoje soube que dia 28 de outubro é dia do servidor público. Cai numa terça. Acordo lá das chefias: a segunda entra no rolo. A boa notícia é: Mano e André, me aguardem em Curitiba no final do mês!!! =D
Cretinice tá nos genes?

André sempre gostou do meu RayBan velho, do qual eu estava enjoada há tempos, e tem sua própria coleção de modelos aviador. Eu nunca consegui fazer coincidir o RayBan novo perfeito com um contexto de grana em caixa. Pois no último fim de semana simplesmente resolvemos trocar de óculos e ficamos os dois com essa cara de patetas fazendo foto de celular a caminho do surrasquinho de domingo. Xiiiiiiis!!
Sangue azul - e bom
Quem me conhece sabe da minha indiferença por futebol. Não estou nem aí pra quem é líder, pra quem perdeu pontos, pra quem entrou na zona de rebaixamento ou pra quem vai pra repescagem. Mas uma turma de amigos fofos - e gremistas - lançou um blog pra falar de sua paixão em comum. Dos onze, conheço sete: Gastão, que é meu amigo querido, repassador de crônicas do LFV, ex-professor de redação citado no post ali embaixo e conselheiro; Adri, Jefe e Marta, colegas da turma 90.1 do Jornalismo da UFSC; Emerson 'Tomate', mi compay; Andressa, colega da Quorum; e Upiara, ex-colega no jornal A Notícia. Como entre meus cinco ou seis leitores deve ter algum que goste de futebol - ou quiçá um gremista - vai o link ali pra listinha de recomendações.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Elas também não falam

Ter cachorros sempre foi a desculpa perfeita para uma pessoa que não sabe cuidar de plantas não cultivar uma hortinha nem flores no quintal. Pois dona Conceição, em suas temporadas alternadas por cá, já conseguiu fazer um canteirinho de salsa. A flor da hora é essa orquídea, que ela amarrou numa árvore a salvo dos monstrengos. E a mágoa da estação é com minha jabuticabeira, que este ano deu quase nada de frutas.
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