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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Só para cat lovers

Tenho muito orgulho de ser mãe (e irmã) de cachorro, mas também posso me considerar a cat person. Sempre que tenho a oportunidade me agarro em algum bichano - os mais próximos são minha linda sobrinha Gisa e os seis (ou sete?) adoráveis exemplares felinos cuidados com tanto zelo pela minha sogra, dona Zilma. Todos eles me ajudam a matar um pouco as saudades do velho e rabugento Giba, tirado das ruas de Canasvieiras para virar gatinho de apartamento entre a família Lückman. Giba era um vira-latas daquele padrão preto e branco, pesava cinco quilos, tinha pescoço de halterofilista e aterrorizava as visitas. Era um amor de gatinho, tanto quanto o gato do Simon, personagem de animação que eu adoro. O vídeo abaixo é meu predileto da série.

Quer ver mais? Digita "simon's cat" no Youtube e já é.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

He's back

Para marcar os novos movimentos migratórios familiares, um clássico do AC/DC pra animar esta segunda-feira de clima modorrento. Bota o fone, balouça o pescocinho discretamente e não canta muito alto pro chefe não estranhar. Welcome back, André. In black, of course. \m/

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Eles merecem

Pois não é que existe mesmo o Dia do Homem? Confesso que quando vi referência a essa data na vitrine de uma loja de perfumes, achei que fosse uma invenção do comércio para ter um "dia" a comemorar em julho.

Pois não é. E mesmo que me digam que essas datas comemorativas são só balela, desculpa para o comércio vender, que todo dia é dia das mães, ou da mulher, ou das crianças, eu sempre acho que esse tipo de invenção social serve, sim, para que se discutam questões importantes relativas aos celebrados da vez. Hoje, os homens.

Eu defendo que os homens merecem, sim, um dia de homenagens. Porque apesar de, de fato, ainda vivermos numa sociedade majoritariamente machista no pior sentido que isso posso ter, eu aqui num décimo de segundo consigo pensar em um bocado de homens maravilhosos com quem tenho e tive o privilégio de conviver. Homens corretos e íntegros, dedicados às suas mulheres, namoradas e companheiras, amorosos com os filhos, integrados com suas famílias. Trabalhadores competentes, amigos leais, irmãos unidos, filhos presentes. Homens que conseguem fazer das inegáveis diferenças entre os gêneros uma soma, e não uma subtração. As famílias do século 21 são sem dúvida bem diferentes daquelas da época dos nossos pais e avós, e penso que se chegamos a isso é porque não só as mulheres, mas também os homens mudaram e estão mudando.

Então os homens merecem, sim, uma homenagem hoje, e grande parte da minha motivação vem da grande evidência que se está dando hoje na mídia a esses casos escabrosos de extrema violência cometida por homens (e garotos) contra mulheres. Torço para que a justiça seja feita nesses e em tantos outros casos que nós sequer tomamos conhecimento. Saber da existência de homens capazes de cometer esse tipo de atrocidade só me faz dar mais valor e querer abraçar os homens maravilhosos com quem tenho o privilégio de compartilhar a vida.

Há alguns anos, uma querida amiga anunciou que o bebê que esperava era um menino. Comentei: que bom! É ótimo que as mulheres de nossa geração eduquem meninos. Então mando uma singela homenagem também para todas as mulheres da minha geração que estão desempenhando com maestria esse papel de mães (e boadrastas) dos homens do futuro, em especial as do Lauro, do Xavier, do Miguel, do Bruno, do Lucas, do outro Lucas, do Mateus, do Theo, do Igor...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Junho, 22



E hoje as homenagens vão para o piá berrão que há 32 anos chegou para ocupar o quinto assento na Brasília do seu Egídio e acabou ocupando também um pedaço enorme do meu coração. Cheers!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Felicidade dá em árvore?



Apreciadora dedicada de plantinhas fofas e seus simbolismos, minha mãe não demorou muito a me presentear com um casalzinho de árvores da felicidade alguns dias depois que deixei de morar com ela, lá pros idos de... 2001. Eram as duas no mesmo vaso. Reza a lenda em torno dessas arvorezinhas que uma é o macho, outra a fêmea, e que elas devem ser cultivadas sempre juntas. Outro aspecto importante da superstição é que elas devem necessariamente ser ganhas de presente, como manifestação do desejo de boa sorte e felicidade da parte de quem presenteia.
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As minhas duas são essas aí (pessimamente fotografadas com o celular na luz baixa e alaranjada da sala da minha casa). A da direita é a remanescente do casalzinho original - de folhinhas compridas, não sei se macho ou fêmea. A da esquerda, de folhinhas redondas, está comigo há cerca de um ano. Sua similar original foi acometida por um surto de colchonilhas - um insetinho redondo que até é simpático na aparência, mas na verdade é um parasita que se alimenta da seiva da planta. E a minha arvorezinha pegou esse troço. Só a das folhas redondas. A outra, nem tchuns.
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Mãe fez de tudo para resolver: plantou em outro vaso, passou produtos para matar os bichinhos, nada deu certo. E finou-se a primeira arvorezinha. Mas reza a lenda que elas devem estar sempre em casal, e mãe persistiu, tentou me dar outras duas ou três desde então. Mas a das folhas compridas parecia estar destinada a ser uma árvore solteira: as das folhas redondas sempre morriam.
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Até que ela - a árvore das folhas compridas - ficou uma temporada sozinha na sala, em seu vaso. Crescendo, bonitinha, forte, mas sozinha. Ano passado mãe veio com uma mudinha nova, feita a partir de uma árvore da espécie das folhas redondas que tem no jardim do prédio dela - uma mudinha com história, portanto. Compramos vasos iguais para tentar um approach entre o novo casal - a mudinha nova em um, e a arvorezinha antiga no outro. Posicionei-as ao lado da minha TV, no aparador da sala, onde elas recebem claridade da rua mas não pegam sol direto.
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No início, a das folhas compridas estranhou: murchou, perdeu folhas, ficou meio pálida - acho que estava com medo do novo relacionamento. Enquanto a das folhas redondas se fixava na terrinha boa e botava mais e mais brotinhos novos.
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Mas foram só alguns dias assim. Hoje meu parzinho de árvores da felicidade é, posso dizer, um casal perfeito. Nada como encontrar a cara-metade, não é mesmo?
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[Observação: a tartaruga da coleção Procurando Nemo, em cima da TV, foi presente do querido Fred no meu aniversário, há três anos; já a da prateleira foi comprada no Projeto Tamar da Praia do Forte, na Bahia, a long long long time ago. Além de plantinhas, também curto tartarugas, sabia?]

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Tudo em menos de 15 segundos

Trânsito chutadinho pela SC-401, na altura do morro do Cacupé, num trecho com curva em S, descida, sem acostamento. O garoto que ia logo à minha frente numa CG, pela pista da esquerda, perdeu o controle da moto e começou a encostar os pés no chão, meio que pedalando desesperado, tentando estabilizar o guidon. Pneu dianteiro furado. Pelo retrovisor vi que o Audi com placas da Argentina que vinha logo atrás de mim estava a uma distância segura; liguei o pisca alerta e reduzi bastante a velocidade. O Audi entendeu o contexto, também reduziu e ligou o pisca, chamando a atenção dos carros que vinham em seguida. Com isso o garoto conseguiu controlar a moto até a descida do morro, indo primeiro para a pista da direita e parando, com segurança, no acostamento que começava alguns metros adiante. Pelo retrovisor pude confirmar que ele não tinha sido atropelado, nem caído. E lembrei dos dias difíceis que passamos em fevereiro, quando, numa derrapada besta com sua Suzuki Marauder, meu irmão levou uma pancada feia na cabeça. Ficou algumas horas desacordado e tantas outras desmemoriado. Já eu lembro muito bem de cada minuto daqueles dias. Tirei os olhos do retrovisor e segui meu caminho, olhando em frente e pedindo silenciosamente que São Cristóvão, São Francisco, Nossa Senhora das Dores, minha mãe Iemanjá e São Harley-Davidson protejam sempre o André, o menino da CG e todos os outros motoqueiros das estradas desse mundo. Amém.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Ele me conhece

Eu aqui vagabundeando em Curitiba, de férias, enquanto meus dois irmãos tocam suas vidas em ritmo normal - Mano dando mil aulas de violino, viajando semanalmente a Campinas para uma aula de mestrado e com todos os compromissos com a orquestra, que incluem concertos fora da cidade durante o final de semana; André descascando um frila com deadline para domingo e trabalhando normalmente - ou seja, freneticamente - na editoria de economia da Gazeta.

Hoje à tarde dei mais uma boa pernada pelo centro da cidade e fui novamente ao shopping Estação, onde já tinha feito ontem umas comprinhas na Arezzo (promoção arrasadora) e na Levi's (para o namorado). Desta vez me dediquei a fuçar em alguns bons sebos que ficam pelo caminho e acabei voltando ao Estação, onde garimpei alguns itens legais e baratinhos de papelaria na Kalunga.

Chegando em casa, entrei no GTalk e me preocupei em avisar o André que tinha chegado. O diálogo:

mim: oi, cheguei
André: oi
André: e estavas onde mesmo?
mim: fui ao centro e no shopping estação de novo.
André: ah. quantos pares?

Hahaha

Pena que a grana é curta, e as malas, pequenas demais. Porque as promoções no comércio de Curitiba realmente são uma tentação...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Lévy rocks! \m/

De férias forçadas, resolvi dar um pulo em Curitiba para uma xeretada básica nos meus dois irmãos. Fresca que sou, aproveitei a megapromo da TAM e comprei passagens de avião, ida e volta, mais barato do que ônibus. Mas o transporte aéreo nunca foi tão enrolado na história desse país: meu voo que deveria ir primeiro a Guarulhos e depois a Curitiba foi parcialmente cancelado porque o aeroporto de Brasília (sempre Brasília) ficou fechado algumas horas... daí me colocaram num voo Florianópolis-Congonhas para depois seguir à sempre elegante e agradável capital paranaense onde mora parte do meu coração. Com isso, é claro, passei algumas horinhas tomando chá de banco em aeroporto.

Mas, precavida que sou, tomei o cuidado de incluir um livro na bagagem de mão - o que me faria inclusive resistir à tentação de gastar dinheiro nas sempre caras livrarias de aeroporto. Fucei rapidamente na estante do escritório e vi meu exemplar novinho em folha de "Cibercultura", de Pierre Lévy, um livro que já não é tão novo (a primeira edição é de 1997), mas que ainda apresenta algumas reflexões extremamente instigantes a respeito de nosso mundo hiperconectado. Durante meu mestrado trabalhamos um pouco esse autor na disciplina Seminários de Pesquisa, mas eu só comprei o livro no ano passado e acabei injustamente deixando-o encostado na pilha de próximas leituras.

Um trechinho logo do início:

Aqueles que denunciam a cibercultura hoje têm uma estranha semelhança com aqueles que desprezavam o rock nos anos 50 ou 60. O rock era anglo-americano e tornou-se uma indústria. Isso não o impediu, contudo, de ser o porta-voz das aspirações de uma enorme parcela da juventude mundial. Também não impediu que muitos de nós nos divertíssemos ouvindo ou tocando juntos essa música. A música pop dos anos 70 deu uma consciência a uma ou duas gerações e contribuiu para o fim da Guerra do Vietnã. É bem verdade que nem o rock nem a música pop resolveram o problema da miséria ou da fome no mundo. Mas isso seria razão para "ser contra"?

Enquanto jornalista, roqueira, profissional da área de educação a distância, blogueira ocasional, tuiteira recém-deslumbrada e apaixonada por meu smartphone, imagino que essa leitura descompromissada do Lévy será bastante produtiva. Até porque, apesar de todos esses meus desvios de caráter, eu continuo uma apaixonada pelos livros - essa mídia tão antiquada, ainda insubstituível.

[Vale lembrar um efeito nefasto da cibercultura sobre meu corpicho: estou tratando outra crise ultrasevera de bursite com tendinite, desta vez no ombro esquerdo. E meu próximo sonho de consumo agora é o teclado ergonômico novo da Microsoft.]

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Always on the run

Recentemente, my mama said que meu café da manhã andava muito pobrinho e apressado. Obediente que sou, comprei frutas e granola para dar um up nutricional.

[Até achei um videozinho bem anos 90 com Lenny Kravitz e Guns N'Roses tocando "Always on the run" em Paris. Mas precisei sair correndo e não deu tempo de esperar o upload. Se alguém quiser curtir, tá aqui.]

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sobre os meus muitos dias sem postar

Depois de QUINZE dias com recomendação de repouso (que tragicamente significa ficar longe do teclado... ai ai ai), finalmente ontem voltei à ativa, tendo que dar conta das toneladas de trabalho acumulado e ainda assim pegando de leve com o ombro, que ainda está sob cuidados médicos. Por isso não vou conseguir extravazar todos os posts que acumularam na cabeça nesses dias. Vamos então, como editora que ainda sou, recorrer a drops pra ver se dou conta da maioria dos temas.

Então, nesses 15 dias de atestado:

1) Fiz fisioterapia todo dia. Todo-santo-dia. E é ótimo. Adoro os choquinhos;

2) Hunny, em mais um acesso de insanidade e fofura extremas, me deu de presente de aniversário o Rayban mais lindo do mundo (igualzinho a esse da foto). Claro que eu quis matá-lo. Mas claaaaaaaro que fiquei muito mais besta do que já sou. Sim, a armação é lilás. Não tenho foto com ele ainda por pura desorganização minha, mas juro que terei e aqui postarei;

3) Ganhei uma festa de aniversário surpresa, também bem adiantada. E adorei! Infelizmente a Tati, uma das mentoras, não pôde vir por causa do falecimento de alguém bem próximo da família dela. Mas adorei passar o domingo cercada de pessoas queridas - ainda mais ganhando presentinhos -, que incluíram meus dois irmãos, minha mami e minha cunhada - num raro momento em que estamos todos juntos;
4) Renovei a escova progressiva e, pela primeira vez na vida, fiz uma limpeza de pele profissional. Minha pele, que já andava numa fase boa (hehe), tá óóóóótema agora;

5) Aproveitei o ótimo bazar do Beiramar Shopping e me fiz de louca comprando DUAS bolsas da M.Officer que estavam num preço fantástico. Foi meu autopresente de aniversário adiantado;

6) Ganhei da TIM, de mão beijada, um smartphone. Fiquei um pouquinho só mais besta;

7) Para evitar um possível entrevero com o Fidel, acabei levando uma mordida do Otto. Nada grave, só tirou um pedaço da pelinha do dedo indicador esquerdo. Estamos estremecidos mas acho que logo ele volta a falar comigo;

8) Assisti muuuuuita televisão. Me encarnei naquela novelinha das seis, uma graça. Pena que agora não posso mais assistir porque naquele horário estou sempre no batente;

9) Renovei minha carteira de motorista. Errei três questões estúpidas da provinha de 30, mas tudo bem. Só que ainda não consegui atravessar a ponte para buscar o documento novo;

10) Pensei bastante na vida e cheguei à conclusão de que sou uma moça de muita sorte.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Bloomsday

Vejo no blog da professora Regina que hoje é dia de James Joyce, o escritor irlandês talvez mais aclamado do mundo - e o clima adivinhou, porque com essa chuvinha até parece mesmo estarmos na Irlanda. Enquanto bebo meu brazilian coffee (é cedo demais para um irish) e observo na lista de e-mails a quantidade de abacaxis que terei que descascar no trabalho, lembro que foi "Ulisses", a obra-prima de Joyce, o último presente que dei a meu pai. É a oitava edição publicada pela editora Civilização Brasileira, traduzida pelo Antônio Houaiss (o cara do dicionário?!).

Pai e eu conversamos uma vez sobre esse livro e ele comentou ter vontade de ler - sabia que era um texto árido, mas ele, bom escritor e bom leitor que era, gostaria de encarar. Na época não tinha essa de comprar pela Internet (e obviamente Estante Virtual ainda era idéia de ficção científica), então eu fui a pezito mesmo com minha bolsa de pesquisa na carteira procurar o livro para ele. Rodei bastante, me estressei com um livreiro famoso local, também já falecido, que queria cobrar praticamente o valor da minha bolsa por um exemplar velho e fedorento esquecido no sótão da livraria. Persisti mais um pouco na busca e achei o tal exemplar da Civilização Brasileira, novinho e a um preço possível para uma estudante, na Livros & Livros. Levei para seu Egídio como presente de aniversário, naquele dia primeiro de setembro de 1994. Dois meses depois ele se foi. O livro ficou comigo, marcado na página 19.

Espero hoje à noite poder fazer um brinde de Guinness a Joyce e a seu Egídio. Mas antes tenho que sair de dentro das pantufas, passar pelo chuveiro e encarar Frogville, que hoje tem muito de Dublin. Bom dia pra todo mundo.

domingo, 10 de maio de 2009

Viva ela

Eu até acho que ela poderia reclamar e jamais reclama. Mas o fato é que os três filhos de Dona Conceição escolheram seguir profissões que têm rotinas e horários um pouco diferentes das normais: André e eu somos jornalistas, Mano é músico (e de orquestra!). Eu já passei um bom período nas redações, entre plantões e pescoções, e hoje, como servidora federal, meus horários até que estão regradinhos - sábado é sábado, domingo é domingo e feriado é feriado. Já Mano e André, além de continuarem em seus trabalhos com plantões rotineiros, pra piorar ainda se estabeleceram os dois em Curitiba. O resultado: acho que pela primeira vez, Dona Conceição precisou passar o Dia das Mães com apenas um pintinho embaixo de suas asas - no caso, euzinha. Nesse contexto complicado a gente rebola pra que a ausência não seja grave: na semana passada, André pegou uma folga na segunda-feira e veio pra cá. Aproveitamos para fazer um "almoço oficial" de Dia das Mães antecipado, ainda que sem o Mano. E provavelmente no próximo final de semana quem vem é o Mano com a Jaque dar seu beijabraço oficial na nossa véia. Enquanto filha de plantão, quem se dá bem sou eu, que no fim das contas vou acabar festejando três domingos seguidos. Hoje, em vez de fazer comida em casa, aproveitamos o ensolarado dia de outono e fomos eu e ela almoçar uma moqueca de polvo em Santo Antônio de Lisboa, com direito a passeio depois na Feira das Alfaias. Os guris se fizeram presentes por telefone e assim passamos o dia. Que foi ótimo!

sábado, 9 de maio de 2009

Adorei

Sou conhecida internacionalmente por minha dependência de café. Pra chocolate, não dou muita bola. Atenta a essa equação, mamy me deu uma cafeteira de presente de Páscoa. Eu sempre defendi que café de cafeteira não é grande coisa. Pois olha que mordi a língua. A nova maquininha já está perfeitamente integrada à minha cozinha e à minha rotina - já estreou, inclusive, na churrasqueira, para a hora do fireball regado a café com sorvete. E tornou-se um dos meus itens domésticos indispensáveis, ao lado da lavadora de louça, da lava-roupa, do micro-ondas e do geladeirão frost free.

[Feitos os elogios, dá licença que vou lá buscar mais uma xícara.]

quarta-feira, 25 de março de 2009

Semana curta

Fim de semana prolongado é uma delícia, ainda mais quando se dá um jeito de esticar o feriadão que iria só até segunda para a terça-feira de manhã. Mas o efeito inverso disso (não vamos dizer que é um efeito negativo, mas apenas uma consequência inevitável de três dias e meio sem se preocupar com porra nenhuma) é a semana curta que vem em seguida. Cair na real de novo é um processo quase doloroso - daquelas dores que se sente com um sorrisinho nos lábios, já que a preocupação com o volume de tarefas acumuladas e coisas para dar conta nos âmbitos profissional e doméstico vem junto com a recordação de outras coisas como o edredom branquinho e cheiroso da pousada. Enfim. Mas o que eu queria dizer mesmo por enquanto é que só vou poder contar da caminhada de mais de 10 quilômetros entre praias e costões (sim, eu consegui transpor costões!!), da pousadinha fofa, da comida maravilhosa, da reposição da tampinha do meu vidro de pimenta, das ampolas de Original pelas quais pagávamos R$ 7 achando tudo lindo, dos belos dias de sol, das noites de céu cintilante cheias de estrelas cadentes e do encerramento disso tudo ao lado dos meus dois queridos irmãos quando eu receber o cd com as 417 fotos desses três dias e meio. Porque nem tudo é assim tão fácil: a câmera e o cartão de memória ficaram em Curitiba com seu legítimo dono, que está providenciando o envio daqueles mais de 500 mega por Sedex. É um deja vu de tempos atrás, quando tínhamos que mandar revelar filmes nos laboratórios fotográficos. Oh my god, que ansiedade...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Um post saideiro

Quando escrevi o post abaixo eu estava na recepção da Clínica Santa Helena, como acompanhante da minha mãe - que precisou fazer um procedimento meio chatinho que demandou internação-dia. Chegamos na clínica hiper cedo para a internação e em torno das 8h ela entrou. Ficamos lá na cadeirinha da recepção eu e o note, fuçando na Internet e rabiscando coisas (inclusive o post sobre a Ilha do Mel).

Nesse tempo entraram na clínica várias mamães a caminho de dar à luz seus pimpolhos - um baita movimento, tanto de algumas em trabalho de parto natural quanto de outras com internação marcada para cesariana. Uma das que estavam esperando para cesária chegou com o marido, a mãe e a irmã; esperou um pouco até ser internada, foi internada, ganhou o bebê. O pai desceu todo orgulhoso mostrando fotos e videozinhos na máquina digital. E minha mãe continuava lá dentro.

Comecei a ficar meio preocupada, porque afinal de contas dona Conceição já teve problemas com anestesia. Fui me informar no balcão e disseram que estava tudo bem, ela já iria para o quarto.

Aliviada, comecei a achar graça do inusitado da situação: enquanto a maior parte das mulheres naquela recepção eram mães esperando seus bebês, eu era o único bebê esperando sua mamãe. Coisas da vida.

A propósito, estamos aqui eu e ela agora no apartamento da clínica. Correu tudo bem e logo vamos pra casa. Agora sim, este é o último post antes da minha sonhada folga no feriado. Inté!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Seis coisas sobre mim

Mui honrada, recebi da Marie a tarefa de contar aqui seis coisas sobre mim e de convidar seis blogamigos para fazerem o mesmo.

Vamos primeiro às regrinhas encaminhadas pela Marie, e que valem para meus convidados:

- Colocar o link de quem te indicou para o meme-selo;
- escrever essas 5 regras antes de seu meme para deixar a brincadeira mais clara;
- contar seis fatos aleatórios sobre você (essa é a proposta da brincadeira);
- indicar seis blogueiros para continuar a brincadeira;
- avisar esses blogueiros que eles foram indicados.


Então:


O link do blog da Marie: http://silvestregavinha.blogspot.com/. Não sei como a descobri, acho que na verdade foi ela quem me descobriu e viramos amigas-miojo (três minutos e já é). Ela escreve poemas, tem um filho grande e a linda profissão de fazer nascer nenéns. É uma comentarista assídua do meu blog. [Falastrona que sou, já extrapolei um pouquinho a tarefa, né, Marie?]


Seis fatos aleatórios sobre mim:

1) Eu adoro mergulhar. Sou uma negação como esportista: me equilibrar numa bicicleta é praticamente um milagre, sempre era a última escolhida nos times de vôlei da escola (eu não fazia questão nenhuma de ser escolhida) e sou uma péssima nadadora. Mas na primeira vez em que perdi o medo e olhei lá pra baixo com uma máscara de mergulho no rosto, minha vida mudou. Isso foi em 1996. Meses depois fiz um curso de mergulho autônomo, tirei meu brevet e fui pra Fernando de Noronha. Depois disso, minhas férias passaram a ser planejadas em função de possibilidades de passeios subaquáticos. É algo que eu não faço muito, mas amoooo quando faço.

2) Eu tenho alguma doença reumática ainda não devidamente identificada pelo meu médico. Faz cerca de um ano e meio que tive uma crise séria de travar totalmente: pés, joelhos, mãos e ombros. Nada mexia. Acordava de manhã sem saber como fazer para levantar. Mal conseguia pisar no chão. O ortopedista me mandou para um reumatologista, que me orientou a fazer um plano de previdência privada porque eu tinha artrite reumatóide e que aquilo só tendia a piorar. Não me conformei. Fui a outro reumato, a um homeopata-ortomolecular-acupunturista e a uma psicóloga. Aprendi que meu organismo estava passando por um processo auto-imune - ou seja, eu produzia (produzo ainda) anticorpos contra mim mesma. Isso me fez pensar em muitas coisas, mudar outras tantas, inclusive na alimentação, eliminando coisas que me fazem mal em todos os campos e aprendendo a me priorizar. Desinflamei, perdi 12 quilos em menos de um ano (sem dieta nem atividade física, apenas vivendo, sorrindo e respirando) e vez ou outra ainda inflama aqui ou ali. Continuo fazendo exames periodicamente e meu reumato, um fofo, continua dizendo que eu melhoro progressivamente. Numa das consultas ele me disse "Ana, você precisa fazer três coisas: desestressar, emagrecer e fazer atividade física leve regularmente". Sim senhor, doutor. As duas primeiras eu fiz direitinho, a terceira ainda estou devendo. =)

3) Quando eu era mais nova eu era bem quietinha, mas ultimamente tenho percebido que estou virando uma falastrona. Converso, converso, converso. Participava pra caramba das aulas no mestrado, apresentei trabalhos acadêmicos para platéias grandes (a banca, inclusive, foi super legal), converso com a faxineira do trabalho, com o menino do caixa da cantina, com meus colegas de fila no supermercado. Estou gostando de ser uma conversadeira contumaz. Isso é só mais um indício da suspeita maior: meu deus, eu estou me transformando na minha mãe.

4) Sou um bom garfo e um excelente copo. Como de tudo, com exceção das coisinhas que os exames ortomoleculares indicaram que me fazem mal - os principais são qualquer tipo de carne de porco, alho (infelizmente), leite e adoçantes em geral. Das bebidinhas, tenho predileção por cervejas boas, puro malte (as pielsen brasileiras são ruinzinhas). Minha diversão é experimentar novos rótulos. Mas também piro com líquidos singelos como água de coco (remédio pra tudo), suco de uva integral (sou viciada, compro litros e litros por mês) e água mineral (compro bombonas). Tenho prazer em comer bem, beber bem, celebrar, e acho que é por isso que eu nunca serei uma pessoa magra. Meu peso é saudável, mas pra magra não sirvo.

5) Sou um cão territorialista. Defendo minha família, meus amigos e meu território como um dobermann. Compro briga, me ofendo, dou tamancada se mexerem com alguém de quem gosto. Sou fiel e leal. Eu perdoo (sem acento), mas quem vacila comigo ou com alguém de quem gosto perde pontos e passa a ser proibido de cruzar a linha amarela.

6) Eu acho ótimo poder mudar de idéia. Essa é uma descoberta recente e me tornou uma pessoa muito mais leve. Ah, hoje eu acho isso. Tenho certeza. Amanhã o mundo deu mais uma voltinha e o contexto muda. E eu preciso ficar teimando? Nãããão! Isso não significa ser instável, nem volúvel. Significa ser flexível. Há uma linha tênue entre ser rigoroso e ser rígido. A manha é encontrar essa linha e ficar no lado do rigor. O rigor dá disciplina, firmeza. A rigidez dá inflamação nas articulações. Li num livro do Morin (ele estava discutindo as incertezas da ciência) que as certezas são biodegradáveis: não é que elas se acabem, mas elas perecem, se transformam em outra coisa. Tudo é dinâmico. Percebi que isso é muito legal. E batizei meu blog com essa idéia. Talvez um dia eu mude o nome dele para "Convicções irreversíveis", mas por enquanto prefiro ir flanando na biodegradabilidade.


Sem mais delongas, quero saber seis coisas dos seguintes amigos (que obviamente podem ser mais sucintos que eu):

2) Maurício (vidadefrila.blogspot.com);
3) Malu (hjeodia.blogspot.com);
4) Karla (dublinenses2008.blogspot.com);
5) Fiona (fionadebourbon.blogspot.com);
6) Rafa (cenasdorio.blogspot.com).


[Mission acomplished. Thanks for your attention.]

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Curti

Ganhei um parzinho dessa cerveja austríaca no Natal, presente do André (não poderia ter sido de outra pessoa). Diz o rótulo que ela é feita com malte de uísque escocês. No gúgol descobri que a região de onde vem esse malte é próxima ao Lago Ness, e é daí que vem o nome do produto. Ontem, vendo filminho, bebi as duas (sorry, André). É avermelhada e bem amarguinha. Pra quem gosta de cerveja com gosto de cerveja é uma boa pedida.
.

[Bom tema para o primeiro post da semana, hã?]

sábado, 17 de janeiro de 2009

Mais uma manhã de sábado em Frogville

Acordei, tomei as três xícaras de café de praxe enquanto zapeava pela internet. Bati um papo com a Tati no msn. Fiz cafuné nos filhotes, que pelo terceiro sábado consecutivo escaparam do banho (estão uns sachês). Resolvi pensar no almoço - seremos quatro pessoas. Temperei o salmão com sal, limão, pimenta-do-reino e sálvia. Cobri com filme plástico e devolvi pra geladeira para marinar. Tirei o camarão do freezer. Tem comida suficiente. Bebida suficiente. Mas confesso que como hoje ninguém tem hora pra nada, vou voltar pra cama e dormir mais meia horinha porque excepcionalmente a chuva tá uma delíiiiiicia...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Prevenindo o efeito "drink & dial"

Evoluindo um pouco nas reflexões importantes sobre o efeito drink & dial, resolvi escolher os telefones de emergência que eu manteria liberados no meu celular-bafômetro:

1) 193, bombeiros;
2) 190, polícia;
3) o telefone da minha mãe (tem coisa que só mãe resolve);
4) o telefone da Tati (tem coisa que só amiga resolve);
5) concordando com o Ogg, o telefone do mercadinho (tem coisa que só mais um engradado resolve).