sábado, 7 de março de 2009

Coisinhas domésticas

Já perdi as contas de quantas chaleiras eu destruí ao esquecê-las no fogão acesso até a água evaporar completamente e o metal ficar incandescente e deformado. Dizem que isso é perigoso, mas nunca houve danos graves aqui em casa - fora, é claro, o preju das ditas cujas, algumas vezes de inox, outras vezes simplinhas de alumínio mesmo, descartadas no lixo reciclável.

A solução para esse meu pequeno desvio de caráter veio pelas mãos da querida tia Wilma, minha madrinha, que me presenteou com uma linda chaleira de inox com detalhes em esmalte, daquele tipo que apita quando a água ferve. Até agora, tudo bem.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Meus queridos traquinas

Deve ser porque não tenho falado muito deles aqui no blog. Mas meus fofos filhotes resolveram caprichar de novo nas traquinagens nos últimos dias. Primeiro foi Fidelzinho, o cachorrão-bebê, que resolveu ter uma crise de ciúmes de mim (eu voltava pra casa após três dias fora) e se atracar com a Lola. Fazia tempo que os dois não brigavam. Lola é um doce de cachorra, e bem menor que o Fidel, mas revida à altura quando ele quer brigar. Feitos os apartes, mãe e eu verificamos o saldo: Lola com a ponta da orelha rasgada e umas mordidas no pescoço, Fidel com uma mordida meio feia acima do olho direito. Como a orelha é uma parte muito irrigada, demorou muito a estancar o sangue e com isso a Santa Claudete teve trabalho extra no dia seguinte. Curativos feitos, discursos dados e rotina doméstica retomada, tive uns dias de sossego. Isso foi no domingo.

Mas logo em seguida veio outra: já devidamente de pazes feitas, os monstros resolveram ontem à noite torturar até a morte um pobre gambá que se aventurou no meu pomar para comer pitangas. Cheguei em casa meio tarde e não vi o cadáver no quintal. Hoje cedo, já de banho tomado, tive que providenciar um funeral digno para a pobre criatura, que jazia perto do relógio da água, no pé da pitangueira cujas frutas ele muito pouco deve ter saboreado.

Moral da história: não dá pra ser muito mulherzinha com esses meus filhotes. Tem que apartar briga, enterrar bicho morto e não descuidar da disciplina - senão eles tomam conta. Mas não consigo imaginar minha vida sem eles. Assunto pra terapia, talvez.

terça-feira, 3 de março de 2009

Surpreendendo o sol antes de o sol raiar

Conheço muita gente que diz ser mais produtiva trabalhando de madrugada. Não é o meu caso. Tenho séria dificuldade para produzir depois das 10 ou 11 da noite. Isso vem desde os tempos de escola: sempre preferi acordar duas ou três horas antes do normal para terminar tarefas ou reforçar leituras a ficar madrugada adentro cochilando em cima dos livros. Hoje é um dia desses: eu deveria mesmo era ter esticado ontem à noite um pouco mais no escritório, mas resolvi dormir e botar o relógio para antes do sol - como na música do Chico. Mas acredito que nem uma nem outra alternativa sejam realmente saudáveis: melhor que sejam exceções na nossa rotina. E justamente hoje, durante a segunda dose de Melitta Forte do dia que mal começa, encontrei esse texto no G1. Ok, vamos trabalhar em horários esquisitos pra dar conta da vida, minha gente. Mas que isso seja sempre uma exceção. Até porque tem um leque de coisas muito mais interessantes para fazer nas horas frescas da madrugada. Dormir, inclusive. Bom dia pra todo mundo.