...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã
sábado, 29 de novembro de 2008
Achei
Finalmente encontrei o livro "Um teto todo seu", da Virginia Woolf, que andava procurando já fazia um tempo. O título está esgotado na editora e hoje consegui uma edição de 1985 num sebo de Porto Alegre, através do maravilhoso site Estante Virtual. Tomara que chegue lo-gooooo!!!
"Cegos da razão": Saramago em entrevista à Folha

Saramago evoca tragédia das chuvas: "Onde está Deus em Santa Catarina?"
Fernanda Brambilla
Fernanda Brambilla
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Sabatinado pelo jornal "Folha de S. Paulo" nesta sexta-feira, o escritor português José Saramago evocou a tragédia causada pelas chuvas em Santa Catarina nos últimos dias, que deixaram 100 mortos.
Sabatinado pelo jornal "Folha de S. Paulo" nesta sexta-feira, o escritor português José Saramago evocou a tragédia causada pelas chuvas em Santa Catarina nos últimos dias, que deixaram 100 mortos.
Questionado se sua concepção de Deus tinha mudado após um período em que esteve enfermo, Saramago foi direto: "Onde está Deus em Santa Catarina?", perguntou o escritor, único português a ter sido coroado com o prêmio Nobel de literatura. "Nós nunca vimos Deus. É uma criação da Igreja. Nós acreditamos em Deus quando nos é conveniente."
De acordo com o escritor, a humanidade é causadora das tragédias que a afligem. "Tenho a consciência de que o mundo está errado. E não são apenas as guerras, porque as guerras são a mando de alguns, mas matamos por gosto, por prazer. Se nos perguntarmos quantos delinqüentes existem no mundo - seria um número fabuloso. A verdade é que estamos cegos da razão", disse, e desculpou-se pelo que chamou de "catastrofismo". "A história da humanidade é um caos contínuo."Saramago também não poupou críticas à Bíblia. "A Bíblia é um desastre. Demorou 2.000 anos para ser escrita e isso foi feito por homens", provocou o escritor. "A Bíblia só tem maus conselhos - assassinatos, incestos..."
Em tom de brincadeira, foi além. "Foi a Igreja que inventou Deus. Deus, o Diabo, e até o purgatório, que hoje em dia está um pouco desqualificado", disse.
Saramago se definiu como um "comunista hormonal". "Uma vez me perguntaram se mesmo depois do fim da União Soviética, da queda do Muro de Berlim, eu continuava comunista. Mas as teorias de Marx explicam a destruição de hoje. Na hora eu pensei em responder: 'E depois da Inquisição, você consegue continuar católico?'", questionou, sob aplausos da platéia.
"Da mesma forma em que tenho ar para respirar, tenho um hormônio que me obriga a ser comunista. Pode chamar de fatalidade biológica."
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Mantra
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
etc.
[Depois de passar três horas enrolando no Centro antes de ir pra casa e mesmo assim levar quase duas horas pra chegar por causa da queda da barreira na SC-401.]
Puxa pelo nariz.
Solta pela boca.
Pronto, passou. Vou dormir. [Tenho cama.]
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
O transtorno para mim é pequeno demais.
etc.
[Depois de passar três horas enrolando no Centro antes de ir pra casa e mesmo assim levar quase duas horas pra chegar por causa da queda da barreira na SC-401.]
Puxa pelo nariz.
Solta pela boca.
Pronto, passou. Vou dormir. [Tenho cama.]
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Solidariedade também com os bichos
Várias entidades protetoras dos animais estão mobilizadas para socorrer e alimentar os animais domésticos também vitimados pela enchente. Vale colaborar com dinheiro, ração ou medicamentos. Todas as informações estão no blog da Ana Corina, uma das minhas ídolas da blogosfera.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Tristeza e alegria
Saramago é um visionário: a alegria e a tristeza podem andar unidas, não são como a água e o azeite.
[Do "Ensaio sobre a Cegueira"]
[Do "Ensaio sobre a Cegueira"]
Somos privilegiados
Na prática, na prática, os transtornos provocados na minha vida por essa catástrofe toda são pequenos demais. Estava viajando e voltei pra casa de avião; minha família ficou bem; os amigos e conhecidos que moram nas cidades mais atingidas estão em segurança e não perderam nada; minha casa não teve nem goteira. A única coisa que pode ser considerada um transtorninho é a dificuldade de ir e vir com a queda da barreira na SC-401 - na prática, isso representa cerca de uma hora a mais gasta no percurso de ida e de volta para o Centro: posso ir pelo desvio de Cacupé ou, quando nessa via está congestionada, optar pelo Rio Vermelho, que é um caminho longo mas sempre flui.
Todos os amigos com quem converso têm uma sensação semelhante à que tenho: somos privilegiados. Moramos em casas seguras e nos deslocamos de carro; numa eventual roubada, podemos recorrer ao cartão de crédito (para comprar uma passagem de avião parcelada, como foi o meu caso, por exemplo). Na prática, pouco de nossa vida se altera em função da catástrofe. Podemos ficar felizes com isso.
Mas é muito, muito triste acompanhar o noticiário, ver as imagens daquelas pessoas que perderam tudo, gente amontoada em canoas deixando suas casas com o que conseguem carregar, com crianças, com animais de estimação. Gente chorando a morte de filhos e irmãos soterrados pela lama. Fiquei destruída com uma senhora que falou para o repórter "minha casa era uma morada boa, senhor, tinha até portão eletrônico", em frente aos destroços da casa que ela deve ter construído com sacrifício e, possivelmente, financiamento. A nós, privilegiados, nos resta colaborar dividindo o que é possível com essas pessoas - o que será sempre muito pouco. E esperar que os recursos de doações em dinheiro e das verbas liberadas pelo governo cheguem às pessoas certas.
Todos os amigos com quem converso têm uma sensação semelhante à que tenho: somos privilegiados. Moramos em casas seguras e nos deslocamos de carro; numa eventual roubada, podemos recorrer ao cartão de crédito (para comprar uma passagem de avião parcelada, como foi o meu caso, por exemplo). Na prática, pouco de nossa vida se altera em função da catástrofe. Podemos ficar felizes com isso.
Mas é muito, muito triste acompanhar o noticiário, ver as imagens daquelas pessoas que perderam tudo, gente amontoada em canoas deixando suas casas com o que conseguem carregar, com crianças, com animais de estimação. Gente chorando a morte de filhos e irmãos soterrados pela lama. Fiquei destruída com uma senhora que falou para o repórter "minha casa era uma morada boa, senhor, tinha até portão eletrônico", em frente aos destroços da casa que ela deve ter construído com sacrifício e, possivelmente, financiamento. A nós, privilegiados, nos resta colaborar dividindo o que é possível com essas pessoas - o que será sempre muito pouco. E esperar que os recursos de doações em dinheiro e das verbas liberadas pelo governo cheguem às pessoas certas.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
A inveja é uma merda
É engraçado. Enquanto eu digo e reafirmo que o processo de tattoo no ombro esquerdo re-al-meeeeeeente não doeu, eis que o direito, esse invejoso, resolveu ter mais uma tendinite. Ele, sim, tá doendo pra caramba. Acho que de tanto eu virar o pescoço para o esquerdo, de tanto as pessoas olharem para o esquerdo e de tanto eu cuidar do esquerdo com pomadinha, sabonete de glicerina e curativo, o direito resolveu dizer "ei, eu também quero. E eu sou mais importante porque tu és destra. Logo, se eu inflamar, não vais conseguir fazer nada direito - e nem cuidar do meu irmão-colorido-esquerdo".
Vingativo, esse meu ombro direito. Então estou de novo de castigo - atestado médico, recomendação de repouso (longe do computador ai ai ai), gelo (que eu deteeeesto) e antiinflamatório pancadão. Mas um dia, ah, um dia eu volto pra academia, dou o devido reforço na musculatura e esse assunto vai rarear aqui no meu bloguinho. Vou ter uma conversa com meu ombro direito e explicar pra ele que, mesmo sendo o outro mais bonito, eu amo os dois por igual. E quem sabe não me empolgo e logo enfeito ele também com alguma representação do fundo do mar que inclua uma tartaruga e um cavalo-marinho amarelo. =)
Por enquanto... hasta la vista, baby. Amanhã eu volto.
Vingativo, esse meu ombro direito. Então estou de novo de castigo - atestado médico, recomendação de repouso (longe do computador ai ai ai), gelo (que eu deteeeesto) e antiinflamatório pancadão. Mas um dia, ah, um dia eu volto pra academia, dou o devido reforço na musculatura e esse assunto vai rarear aqui no meu bloguinho. Vou ter uma conversa com meu ombro direito e explicar pra ele que, mesmo sendo o outro mais bonito, eu amo os dois por igual. E quem sabe não me empolgo e logo enfeito ele também com alguma representação do fundo do mar que inclua uma tartaruga e um cavalo-marinho amarelo. =)
Por enquanto... hasta la vista, baby. Amanhã eu volto.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Viva - e estampada
Enquanto meu estado natal que eu tanto amo vivia essa loucura toda eu estava na capital do estado vizinho, a 1.800 metros de altitude, com clima quente, sol e em segurança. Fiz minha tattoo maravilhosa numa sessão de quatro horas e meia, sábado à tarde, ao som de Rolling Stones, Raul Seixas, Manu Chao e outros sons malucos que o Marcelo Marzari colocou para embalar o trabalho-com-bate-papo. Precisei voltar pra Floripa de avião e foi uma decisão acertadíssima, dadas as condições da BR-101. Estou guardando no meu HD vários dropes sobre o fim de semana para postar aqui, mas no momento preciso liberar o cafofo pro André desempenhar sua função de correspondente de enchente para a Gazeta do Povo - ele veio pra Floripa no sábado à tarde e não conseguiu embarcar de volta pra Curitiba hoje de manhã. Logo, permanecerei sumida mais um pouquinho.
Beijos e abraços pra todos que me ligaram/escreveram para saber se eu e minha famiglia estávamos bem. Graças a deus, todos estamos.
Ah, sim, as fotos da tattoo também vão ter que ficar pra mais tarde. A paciência é uma virtude, minha gente hihihihi.
Fui.
Beijos e abraços pra todos que me ligaram/escreveram para saber se eu e minha famiglia estávamos bem. Graças a deus, todos estamos.
Ah, sim, as fotos da tattoo também vão ter que ficar pra mais tarde. A paciência é uma virtude, minha gente hihihihi.
Fui.
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