MSN, meio da tarde:
amiga 1 - oi. que horas vc vai pra academia?
amiga 2 - saio daqui às 19h e vou direto.
amiga 1 - vou por esse horário tb. nos vemos lá.
amiga 2 - falow, bj
amiga 1 - bj
No vestiário da academia, início da noite:
amiga 1 - ixi, acho que esqueci de trazer meu top.
amiga 2 - pera que vou ver se tenho dois, geralmente trago tudo duplicado (remexendo na bolsa). Ó: dois pares de meia, duas bermudas, duas camisetas... um top só.
amiga 1 - ah, tranquilo, eu vou lá embaixo rapidinho e compro um. tou precisando mesmo. vamos lá comigo?
amiga 2 - bora.
Na loja bacana de artigos esportivos do shopping, 15 minutos depois:
amiga 1 - ah, tou mesmo precisando de top... vou provar esse, esse e esse. esse tb tá legal. mas tem q ser M.
amiga 2 - ai, mas branco não é legal... melhor de cores escuras, né?
amiga 1 - ah, pois é. olha, tem esse aqui.
amiga 2 - vai pro provador.
[Detalhes do provador não precisam ser abordados]
No caixa da loja bacana de artigos esportivos do shopping, 20 minutos depois:
amiga 1 -poxa, eu tava mesmo precisando comprar top. e na real tou precisando de sutiã...
amiga 2 - outro dia comprei uns ótimos ali na [loja de departamentos do shopping]. bora ali dar uma olhada antes de subir.
amiga 1 - bora.
No caixa da loja de departamentos do shopping, 20 minutos depois:
amiga 1 - bem legal, cara, tava precisando comprar sutiã e calcinha. pena que aqui tá mal de pijama.
amiga 2 - na [outra loja de departamentos do shopping] tem uns bem fofos, sempre compro lá. vamos ali dar uma olhada rapidinho.
No provador da outra loja de departamentos do shopping, 20 minutos depois:
amiga 2 - cara, a aula de abdominal que eu ia fazer está começando in this very moment.
amiga 1 - ah, mas calma, a gente termina aqui e vai malhar.
amiga 2 - tá ficando meio tarde pra mim... moro longe, né?
De volta ao vestiário da academia:
amiga 2 - cara, na boa: vou pra casa
amiga 1 - nãããão, poxa, fiquei te alugando e vais perder a academia agora? faz só o aeróbico pelo menos!
amiga 2 - ah, não rola, deu preguiça. e adorei ficar fofocando e fazendo compras contigo. vou nessa!
E o detalhe ridículo é que eu podia ter emprestado meu único top da bolsa pra ela desde o começo. E teria chegado em casa duas horas mais cedo.
Mas as compras com fofoca foram ótimas!
...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Pequenas coisas de 2010
1) No dia a dia: academia três vezes por semana. Sem nhém nhém nhém.
2) No quintal: mudas de butiá, de graviola, de grumixama, de limão, de araçá roxo.
3) Na matilha: muitos pelos brancos no focinho de Linda Lô. Exames geriátricos com excelentes resultados. A dona do quintal ainda reina.
4) No coração: meu galego tomando conta geral. Acho que eu no dele também.
5) No trabalho: cronogramas cumpridos, qualidade reconhecida, contracheque que compensa. Amigos queridos entraram pra equipe. Boas perspectivas.
6) Na garagem: carro novinho comprado a prestações possíveis.
7) Na vida acadêmica: retorno à minha primeira escola, reencontro com o que realmente gosto, novos amigos. Muito a pensar e escrever.
8) No rosto: Active C XL da La Roche-Posay, ácido hialurônico manipulado e muito filtro solar. Sinais dos tempos, ainda sutis, mas inevitáveis quando sorrio. E sorrio!
9) Na agenda do celular: números antigos voltaram a ser acionados. Números que já foram frequentes e caíram no limbo foram apagados. De uns poucos tenho saudade.
10) Na geladeira: saiu a carne de porco. Saiu o refrigerante. Entrou muita água de coco de caixinha. Continua entrando muita cerveja de qualidade a compartilhar só com quem é merecedor.
11) No pulso: voltei a usar relógio. Ganhei um lindíssimo da Guess (coisa do moço do item 4). E comprei um monitor cardíaco pra incrementar as horas passadas sobre a esteira.
12) No armário: mais do que eu preciso, sem dúvida. Mas gosto de tudo. E passei pra frente muita coisa boa que já não usava.
13) Na estante do escritório: muita teoria do jornalismo, muita metodologia de pesquisa, Boaventura de Sousa Santos e Edgar Morin.
14) Nos pés: troquei a lixa pelo esfoliante. Enfeito-os com melissas e saltos que já consigo, de novo, usar.
15) No sangue: proteína C reativa inferior a 3. Isso explica muita coisa.
2) No quintal: mudas de butiá, de graviola, de grumixama, de limão, de araçá roxo.
3) Na matilha: muitos pelos brancos no focinho de Linda Lô. Exames geriátricos com excelentes resultados. A dona do quintal ainda reina.
4) No coração: meu galego tomando conta geral. Acho que eu no dele também.
5) No trabalho: cronogramas cumpridos, qualidade reconhecida, contracheque que compensa. Amigos queridos entraram pra equipe. Boas perspectivas.
6) Na garagem: carro novinho comprado a prestações possíveis.
7) Na vida acadêmica: retorno à minha primeira escola, reencontro com o que realmente gosto, novos amigos. Muito a pensar e escrever.
8) No rosto: Active C XL da La Roche-Posay, ácido hialurônico manipulado e muito filtro solar. Sinais dos tempos, ainda sutis, mas inevitáveis quando sorrio. E sorrio!
9) Na agenda do celular: números antigos voltaram a ser acionados. Números que já foram frequentes e caíram no limbo foram apagados. De uns poucos tenho saudade.
10) Na geladeira: saiu a carne de porco. Saiu o refrigerante. Entrou muita água de coco de caixinha. Continua entrando muita cerveja de qualidade a compartilhar só com quem é merecedor.
11) No pulso: voltei a usar relógio. Ganhei um lindíssimo da Guess (coisa do moço do item 4). E comprei um monitor cardíaco pra incrementar as horas passadas sobre a esteira.
12) No armário: mais do que eu preciso, sem dúvida. Mas gosto de tudo. E passei pra frente muita coisa boa que já não usava.
13) Na estante do escritório: muita teoria do jornalismo, muita metodologia de pesquisa, Boaventura de Sousa Santos e Edgar Morin.
14) Nos pés: troquei a lixa pelo esfoliante. Enfeito-os com melissas e saltos que já consigo, de novo, usar.
15) No sangue: proteína C reativa inferior a 3. Isso explica muita coisa.
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sábado, 13 de novembro de 2010
Sinal dos tempos - ou: sim, eu uso ácido \m/
Consegui uma janela na agenda sempre corrida para uma consulta à dermatologista, para fazer uma revisão geral nas minhas incontáveis pintas do corpo e pedir um fortificante para as unhas, que andam esbranquiçadas - resultado do excesso de esmalte.
Saí de lá com a prescrição de uma base manipulada, fortificante, e sinal verde para continuar pintando as unhas, o que me deixou muito feliz.
Mas para o rosto ela trocou o tratamento com ácido retinoico por uma fórmula manipulada à base de ácido hialurônico. Uma breve consulta ao Google me fez concluir o óbvio: estou ficando velha.
Saí de lá com a prescrição de uma base manipulada, fortificante, e sinal verde para continuar pintando as unhas, o que me deixou muito feliz.
Mas para o rosto ela trocou o tratamento com ácido retinoico por uma fórmula manipulada à base de ácido hialurônico. Uma breve consulta ao Google me fez concluir o óbvio: estou ficando velha.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Meninos
Estava eu fazendo as unhas na semana passada, hunny liga. No meio da conversa comentei que estava na função de automanicure, mas não sabia que cor passar.
- Quais as alternativas? ele perguntou.
- Um bem escuro puxando pro café, um rosa bem cheguei, um verdinho desses da moda e um branquinho natural.
Adivinha qual ele escolheu?
- Quais as alternativas? ele perguntou.
- Um bem escuro puxando pro café, um rosa bem cheguei, um verdinho desses da moda e um branquinho natural.
Adivinha qual ele escolheu?
sábado, 26 de junho de 2010
Mais um revival dos anos 90
Podem falar mal da televisão em linhas gerais, mas eu adoro as boas surpresas que o zapping pode proporcionar. Explico.
Ontem, depois das nove da noite, lá estava eu aplicada na minha malhação. No treino novo tenho que fazer 35 minutos de atividade aeróbica com batimentos de até 145. Empolerei-me no transport (aqueles aparelhos que são meio uma bicicleta, meio uma corrida) e pluguei meus fones de ouvido ao monitor de tv (na minha academia cada equipamento de aeróbico tem sua própria tv, o que é muito legal).
Zapeando, tirei obviamente da novela da Globo e passei pelos principais canais de séries, entrevistas, etc. Na HBO2 me deparei com um programa do Elvis Costello, tipo uma Oprah do rock, no qual os entrevistados da vez eram Bono Vox (antes de se quebrar - hehe) e The Edge. Sou fã meio desnaturada, mas sou fã. Fiquei por ali. Algumas impressões:
1) Permitam-me ser tiete, mas adoro a voz do Bono either singing or talking. Tanto ele quanto Edge falam um inglês muito bonito - sem aquele forte acento dos irlandeses, mas classudo e bem pronunciado - a ponto de ser facilmente compreendido por quem estuda um pouco como eu.
2) Momento bonitinho: Bono comenta que começou a namorar a atual mulher, Ali, sua companheira há 30 anos e mãe de seus quatro filhos, no mesmo mês em que formou o U2 com os três amigos. "Foi um mês em que as coisas deram certo pra mim". Não é fofo?
3) Costello pergunta sobre alguma música da banda que eles julgam ter sido "injustiçada" pelo mercado (não foi bem esse o termo, mas a ideia é essa). Edge menciona "Faraway, so close", do álbum Zooropa, de 1993, feita para a trilha do filme de mesmo nome, de Wim Wenders - uma alegoria maluca de anjos que zelam pelas pessoas na Terra, até que um deles resolve "cair" e se tornar humano. Acho estranho que seja uma música pouco badalada, porque é uma das minhas prediletas. No clipe, Bono & cia. representam anjos tais como os do filme e chegam a se deparar com Natassja Kinski - a "anja" Raphaela do filme, no-jeeeeeenta de tão linda.
4) Àquela pergunta clichê "quais os segredos para ser uma grande banda por tanto tempo", The Edge apresenta uma resposta bem Edgar Morin: a soma dos quatro músicos em si não representa nada, é o que surge da relação que torna a banda uma grande banda. O todo é mais que a soma das partes. Isso vale pra tanta coisa. Parece óbvio, mas é legal pensar nisso depois de tanto tempo com a ciência cartesiana nos reafirmando que um mais um é dois e pronto.
5) No fim das contas fiquei um pouco além dos meus 35 minutos no exercício, para assistir ao programa até o final. Quando desliguei, observei que nas tvs em volta o pessoal estava assistindo à novela da Globo ou aos reprises dos jogos da Copa. Fiz meus alongamentos pensando que, claro, cada um sabe de si e nada contra quem prefere a novela ou o futebol. Mas saber usar o controle remoto também pode ser um ato de inteligência.
Ontem, depois das nove da noite, lá estava eu aplicada na minha malhação. No treino novo tenho que fazer 35 minutos de atividade aeróbica com batimentos de até 145. Empolerei-me no transport (aqueles aparelhos que são meio uma bicicleta, meio uma corrida) e pluguei meus fones de ouvido ao monitor de tv (na minha academia cada equipamento de aeróbico tem sua própria tv, o que é muito legal).
Zapeando, tirei obviamente da novela da Globo e passei pelos principais canais de séries, entrevistas, etc. Na HBO2 me deparei com um programa do Elvis Costello, tipo uma Oprah do rock, no qual os entrevistados da vez eram Bono Vox (antes de se quebrar - hehe) e The Edge. Sou fã meio desnaturada, mas sou fã. Fiquei por ali. Algumas impressões:
1) Permitam-me ser tiete, mas adoro a voz do Bono either singing or talking. Tanto ele quanto Edge falam um inglês muito bonito - sem aquele forte acento dos irlandeses, mas classudo e bem pronunciado - a ponto de ser facilmente compreendido por quem estuda um pouco como eu.
2) Momento bonitinho: Bono comenta que começou a namorar a atual mulher, Ali, sua companheira há 30 anos e mãe de seus quatro filhos, no mesmo mês em que formou o U2 com os três amigos. "Foi um mês em que as coisas deram certo pra mim". Não é fofo?
3) Costello pergunta sobre alguma música da banda que eles julgam ter sido "injustiçada" pelo mercado (não foi bem esse o termo, mas a ideia é essa). Edge menciona "Faraway, so close", do álbum Zooropa, de 1993, feita para a trilha do filme de mesmo nome, de Wim Wenders - uma alegoria maluca de anjos que zelam pelas pessoas na Terra, até que um deles resolve "cair" e se tornar humano. Acho estranho que seja uma música pouco badalada, porque é uma das minhas prediletas. No clipe, Bono & cia. representam anjos tais como os do filme e chegam a se deparar com Natassja Kinski - a "anja" Raphaela do filme, no-jeeeeeenta de tão linda.
4) Àquela pergunta clichê "quais os segredos para ser uma grande banda por tanto tempo", The Edge apresenta uma resposta bem Edgar Morin: a soma dos quatro músicos em si não representa nada, é o que surge da relação que torna a banda uma grande banda. O todo é mais que a soma das partes. Isso vale pra tanta coisa. Parece óbvio, mas é legal pensar nisso depois de tanto tempo com a ciência cartesiana nos reafirmando que um mais um é dois e pronto.
5) No fim das contas fiquei um pouco além dos meus 35 minutos no exercício, para assistir ao programa até o final. Quando desliguei, observei que nas tvs em volta o pessoal estava assistindo à novela da Globo ou aos reprises dos jogos da Copa. Fiz meus alongamentos pensando que, claro, cada um sabe de si e nada contra quem prefere a novela ou o futebol. Mas saber usar o controle remoto também pode ser um ato de inteligência.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Pecadinho da semana
Estava no supermercado na segunda à noite e o potinho piscou pra mim. Foi do freezer pra minha cestinha, pra sacola, pro porta-malas do carro e, finalmente, pro meu freezer. Só na terça à noite lembrei dele. Oh my god. Nem comi inteiro, só umas colheradas. E já sei que hoje vou ter que duplicar o tempo de esteira na academia...
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Um Papai Noel sem rosto
Não se preocupem, porque o título do post não anuncia nenhum texto crítico ao consumismo mordaz desta época. A ideia é só contar que o enfeite de porta fofo, barato e novinho que eu comprei para este ano - uma meia de feltro com um bonequinho de Papai Noel de cara bem rechonchuda - foi devidamente transformado em brinquedo pelos meus três amados cachorrinhos no mesmo dia em que foi pendurado. Isso foi antes de eu viajar, e o extermínio de mais este enfeite de porta me fez perder o pique com decorações de Natal este ano.
Mas ontem me curei. Depois de um dia ultrasobrecarregado, que envolveu reunião de trabalho bem cedo, saída com a família, supermercado, salão (eu também mereço uma pet shop) e até batida de carro (nada grave), isso tudo abaaaaixo de uma chuuuuuuva chatééééésima, entrei no clima total: passava um pouco das 22h quando fui para a cozinha fazer pudim de leite. Enquanto o dito cujo assava, embrulhei os presentinhos que vou levar hoje para a family na casa de mamy, desencaixotei os enfeites de Natal e coloquei todos em seus devidos lugares. O que sobrou do enfeite estraçalhado - só a meia - ficou no corredor. Montei minha mini-árvore de moça solteira (daquelas de 50cm de altura) com bolinhas e laços vermelhos, outros enfeitinhos dourados, ao lado do menino Jesus (não é exatamente um presépio, mas é a intenção), com muitas luzinhas, tudo sobre a mesinha antiga de madeira que pertenceu a minha bisavó. E pronto, como num passe de mágica minha casinha ficou com cara de Natal e cheiro de pudim assando.
Mas ontem me curei. Depois de um dia ultrasobrecarregado, que envolveu reunião de trabalho bem cedo, saída com a família, supermercado, salão (eu também mereço uma pet shop) e até batida de carro (nada grave), isso tudo abaaaaixo de uma chuuuuuuva chatééééésima, entrei no clima total: passava um pouco das 22h quando fui para a cozinha fazer pudim de leite. Enquanto o dito cujo assava, embrulhei os presentinhos que vou levar hoje para a family na casa de mamy, desencaixotei os enfeites de Natal e coloquei todos em seus devidos lugares. O que sobrou do enfeite estraçalhado - só a meia - ficou no corredor. Montei minha mini-árvore de moça solteira (daquelas de 50cm de altura) com bolinhas e laços vermelhos, outros enfeitinhos dourados, ao lado do menino Jesus (não é exatamente um presépio, mas é a intenção), com muitas luzinhas, tudo sobre a mesinha antiga de madeira que pertenceu a minha bisavó. E pronto, como num passe de mágica minha casinha ficou com cara de Natal e cheiro de pudim assando.
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domingo, 20 de setembro de 2009
Olha eles aí
Meus pecadinhos
Eu praticamente me convidei, e como ela é muito mais elegante que eu, Fiona me convidou para responder ao meme dos sete pecados. Bora lá:
1) Gula: pratico muito. Tenho ciência de que como muito mais do que o corpicho precisaria. Gosto de tudo, desde comida da roça até coisas finas. O que eu não provei, certamente provaria. O que me tira do sério é salmão cru com shoyo e cebolinha verde. Na categoria comidinha de mãe, a galinha ensopada com polenta mata a pau.
2) Avareza: já fui pior. Tenho tentado exercitar mais o desapego, principalmente no que se refere a roupas e coisas que não uso. Mas ainda tenho no armário algumas peças que estão na terceira ou quarta chances. Coisa pouca. Acho que não sou avarenta porque detesto pessoas que regulam migalhas. Na verdade sou mais gastadeira do que avarenta. O que também pode ser um problema.
3) Inveja: de gente magra. De quem não precisa se preocupar com dinheiro. De quem tem dinheiro e sabe gastá-lo bem. Mas são invejinhas genéricas. Inveja de alguém diretamente, com maldade, não tenho não.
4) Ira: outro dia meu computador do trabalho, que é uma máquina nova e super boa, começou inexplicavelmente a dar pau. Fiquei puta da vida. Minha coordenadora chegou a comentar que foi a primeira vez que ela me viu de mau humor - e nós trabalhamos na mesma sala desde fevereiro. Então fico irada em situações assim: quando a Internet não funciona, quando o robozinho da Net não te transfere pro lugar certo pra reclamar. No trânsito também fico meio p da vida de vez em quando, como outro dia, quando um babaca colou na minha traseira me empurrando pra outra pista - e eu estava a 110 por hora. Mas daí eu mando um xingamento light - tipo, tá, seu p** mole, passa logo, seu imbecil - e pronto, a ira passa. No geral, tenho tentado ser mais light para evitar pés de galinha e radicais livres.
5) Soberba: eu digo que sou humilde, mas secretamente me acho melhor que todo mundo. Com meu RayBan novo, mesmo, eu me acho demais. Rá!
6) Luxúria: yes, I've been practicing. Frequently, efficiently, passionately and safely. E fala sério, não acho que isso é errado.
7) Preguiça: de malhar, sempre. Assunto recorrente: consigo horário pra fazer fisioterapia quando o médico manda, mas pra ir pra academia três vezes por semana não consigo nunca. Contra esse aspecto eu realmente tenho que lutar. Mas tem umas preguicinhas inofensivas, como dormir à tarde em sábados ou domingos chuvosos. É bom demais!
Manda a regra que eu indique outros oito blogueiros para responder, mas como geralmente quem recebe esse tipo de tarefa acaba reclamandinho, vou só dizer de quem são as respostas que eu gostaria de ler, embora os desobrigue de escrever de fato (muitas vezes só pensar sobre nossos pecados já é suficiente): Malu, Maurício, Cris, Cibele, Aline, Marie e Magoo. Mas sem pressão, ok?
1) Gula: pratico muito. Tenho ciência de que como muito mais do que o corpicho precisaria. Gosto de tudo, desde comida da roça até coisas finas. O que eu não provei, certamente provaria. O que me tira do sério é salmão cru com shoyo e cebolinha verde. Na categoria comidinha de mãe, a galinha ensopada com polenta mata a pau.
2) Avareza: já fui pior. Tenho tentado exercitar mais o desapego, principalmente no que se refere a roupas e coisas que não uso. Mas ainda tenho no armário algumas peças que estão na terceira ou quarta chances. Coisa pouca. Acho que não sou avarenta porque detesto pessoas que regulam migalhas. Na verdade sou mais gastadeira do que avarenta. O que também pode ser um problema.
3) Inveja: de gente magra. De quem não precisa se preocupar com dinheiro. De quem tem dinheiro e sabe gastá-lo bem. Mas são invejinhas genéricas. Inveja de alguém diretamente, com maldade, não tenho não.
4) Ira: outro dia meu computador do trabalho, que é uma máquina nova e super boa, começou inexplicavelmente a dar pau. Fiquei puta da vida. Minha coordenadora chegou a comentar que foi a primeira vez que ela me viu de mau humor - e nós trabalhamos na mesma sala desde fevereiro. Então fico irada em situações assim: quando a Internet não funciona, quando o robozinho da Net não te transfere pro lugar certo pra reclamar. No trânsito também fico meio p da vida de vez em quando, como outro dia, quando um babaca colou na minha traseira me empurrando pra outra pista - e eu estava a 110 por hora. Mas daí eu mando um xingamento light - tipo, tá, seu p** mole, passa logo, seu imbecil - e pronto, a ira passa. No geral, tenho tentado ser mais light para evitar pés de galinha e radicais livres.
5) Soberba: eu digo que sou humilde, mas secretamente me acho melhor que todo mundo. Com meu RayBan novo, mesmo, eu me acho demais. Rá!
6) Luxúria: yes, I've been practicing. Frequently, efficiently, passionately and safely. E fala sério, não acho que isso é errado.
7) Preguiça: de malhar, sempre. Assunto recorrente: consigo horário pra fazer fisioterapia quando o médico manda, mas pra ir pra academia três vezes por semana não consigo nunca. Contra esse aspecto eu realmente tenho que lutar. Mas tem umas preguicinhas inofensivas, como dormir à tarde em sábados ou domingos chuvosos. É bom demais!
Manda a regra que eu indique outros oito blogueiros para responder, mas como geralmente quem recebe esse tipo de tarefa acaba reclamandinho, vou só dizer de quem são as respostas que eu gostaria de ler, embora os desobrigue de escrever de fato (muitas vezes só pensar sobre nossos pecados já é suficiente): Malu, Maurício, Cris, Cibele, Aline, Marie e Magoo. Mas sem pressão, ok?
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
Palavrinha do dia: desapego
Resolvi aproveitar a tarde de sábado para dar uma ajeitada no armário. Tive um surto de desapego e resolvi tirar de lá as roupas que não uso - muitas delas eu até gosto, mas não uso sabe-se lá por quê. Nessa onda, resolvi passar pra frente nada menos que nove calças, algumas blusas de lã e a minha linda jaqueta de couro dos tempos da faculdade. Tudo em perfeitas condições de uso, mas todas peças que estavam paradas no armário havia muito muito tempo. Assim abri espaço para colocar coisas novas. Ou simplesmente para guardar melhor as coisas que tenho e que realmente uso - essas é que são as importantes. Não é mesmo?
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Milagres acontecem
Eu até estava disposta a pagar o preço que essas boas marcas costumam pedir por um jeans se encontrasse exatamente aquilo que buscava: um modelo básico, reto, sem ser skinny, five pockets sem firula e com lavagem azul escura, sem desbotamentos, rasgos ou manchas. Coisa que tenho procurado há tempos, sem êxito. Entrei na loja inicialmente interessada num vestidinho vermelho que tinha visto dias antes, e quando cheguei lá só tinha um do mesmo modelo, na cor azul. Pois entrei no provador com o dito cujo e com calças de três modelos que se enquadravam no briefing. O vestido ficou perfeito e como o preço estava bom resolvi levar de cara (Fiona, sempre que compro vestidos lembro da Fiona).
Provei as três calças, as três ficaram muito boas, mas uma delas ficou realmente nos trinques. Como ninguém acha dinheiro em árvore, saí do provador pensando em levar a que tivesse melhor preço, já que eu estava numa loja das bacanudas, e nas lojas bacanudas mesmo a calça mais em conta poderia ter um preço bem salgado para uma mãe solteira de três filhos. Pasmei: a linda-perfeita estava por R$ 79. Manequim 38. Oh my god. Tem câmeras aqui, eu disse pro menino que me atendia, já me imaginando nas pegadinhas do Faustão. Um jeans perfeito, que serve lindamente, e ainda por cima é manequim 38? É mentira, conta aí que é 44 e que custa R$ 299. O garoto ficou rindo e explicou que naquele modelo o padrão de numeração é maior. Mas o preço era aquele mesmo.
Bom, o fato é que saí da loja feliz anyway por entrar num jeans perfeito manequim 38, levando ainda a calça número 2 da lista (R$ 89, vejam só), o vestido fofo azul e mais um casaquinho. E a conta do cartão de crédito nem ficou salgada. A ração dos filhotes para este mês está garantida.
Provei as três calças, as três ficaram muito boas, mas uma delas ficou realmente nos trinques. Como ninguém acha dinheiro em árvore, saí do provador pensando em levar a que tivesse melhor preço, já que eu estava numa loja das bacanudas, e nas lojas bacanudas mesmo a calça mais em conta poderia ter um preço bem salgado para uma mãe solteira de três filhos. Pasmei: a linda-perfeita estava por R$ 79. Manequim 38. Oh my god. Tem câmeras aqui, eu disse pro menino que me atendia, já me imaginando nas pegadinhas do Faustão. Um jeans perfeito, que serve lindamente, e ainda por cima é manequim 38? É mentira, conta aí que é 44 e que custa R$ 299. O garoto ficou rindo e explicou que naquele modelo o padrão de numeração é maior. Mas o preço era aquele mesmo.
Bom, o fato é que saí da loja feliz anyway por entrar num jeans perfeito manequim 38, levando ainda a calça número 2 da lista (R$ 89, vejam só), o vestido fofo azul e mais um casaquinho. E a conta do cartão de crédito nem ficou salgada. A ração dos filhotes para este mês está garantida.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Adoravelmente biodegradáveis
Eu, que sempre:
1) soube que vou voltar pra Comunicação na minha próxima formação acadêmica;
2) usei camisetas pretas-ou-brancas-básicas-lisas;
3) preferi homens morenos;
4) me disse fã de carteirinha do U2;
5) achei frescura carro com ar-condicionado e vidro elétrico...
... agora:
1) estou começando a estruturar um projeto pra tentar o doutorado na Educação;
2) comprei duas camisetas polo coloridas e listradinhas;
3) estou namorando [e muito feliz com] um galego bem clarinho;
4) nunca ouvi nenhuma música do álbum novo do U2;
5) uso ar-condicionado ligado no frio [até no outono], acho vidro elétrico indispensável e adoooooooro o comando satélite do carro.
E quer saber? Tá tudo ótemo.
1) soube que vou voltar pra Comunicação na minha próxima formação acadêmica;
2) usei camisetas pretas-ou-brancas-básicas-lisas;
3) preferi homens morenos;
4) me disse fã de carteirinha do U2;
5) achei frescura carro com ar-condicionado e vidro elétrico...
... agora:
1) estou começando a estruturar um projeto pra tentar o doutorado na Educação;
2) comprei duas camisetas polo coloridas e listradinhas;
3) estou namorando [e muito feliz com] um galego bem clarinho;
4) nunca ouvi nenhuma música do álbum novo do U2;
5) uso ar-condicionado ligado no frio [até no outono], acho vidro elétrico indispensável e adoooooooro o comando satélite do carro.
E quer saber? Tá tudo ótemo.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Onze drops sobre o fim de semana que passou
1) A colheita das laranjas acabou. Hunny e eu surrupiamos um bambu (e o bambu? hehe) da beira do rio do Brás e com isso pudemos apanhar as frutas láááá de cima, que, por pegarem mais sol, suponho, eram as mais bonitas.
2) Aproveitando o clima bucólico, plantamos um pé de abacate. Aguardaremos brincaremos no regato até que nos tragam frutos teu amor teu coração. [Na verdade quem plantou foi hunny, eu só indiquei o local no terreno e fiquei olhando enquanto ele colocava com cuidado a semente germinada na caminha de terra.]
3) Almoçamos tainha no restaurantezinho simples que frequento em Ponta das Canas há quase 20 anos. Estava um dia lindo. No mar, um cardume enorme de golfinhos [golfinhos juntos são um cardume??] deu show.
4) Lavei roupa, passei roupa. Como é bom fazer esse tipo de coisa com calma, caprichando nas borrifadas de Pass Comfort e nas dobraduras dos lençois.
5) Com o frio, ressuscitei minhas pantufas e o aquecedor elétrico [meu R2D2] voltou à ativa. Os cachorros a-dooooooram!
6) Não fui ao show do Roberto, mas ouvi aquela canção: "quero que você me aqueça neste inverno / e que tudo o mais vá pro inferno". Minha predileta do Rei.
7) Testei um site de backup de blogs que o André me indicou há um tempão. Me loguei e tals, mas sempre que mando fazer o backup dos posts mais antigos ele dá um tilt. E no meu blog apareceu de novo, com data atual, meu primeiro post [a Regina chegou até a fazer um comentário... desculpa aê, fessora!]. Desisti por enquanto.
8) Fiz na sexta-feira a primeira sopa de queijo do ano. Com vinho tinto, é o que há. Outra hora posto a receita, muito facinha.
9) Lola saiu do repouso. Voltou a seu observatório e a perseguir os raios de sol. She's only happy in the sun. Mas ainda manca um pouco de vez em quando, e eu mantenho vigilância. Provavelmente vai ter que ir no vet de novo.
10) Assisti a quatro bons filmes na tv a cabo. Isso sempre acontece quando eu me convenço de que, para cortar despesas, devo deixar esse luxinho de lado. Oh my god.
11) Retomei a leitura dos contos da Virginia Woolf. Do começo.
2) Aproveitando o clima bucólico, plantamos um pé de abacate. Aguardaremos brincaremos no regato até que nos tragam frutos teu amor teu coração. [Na verdade quem plantou foi hunny, eu só indiquei o local no terreno e fiquei olhando enquanto ele colocava com cuidado a semente germinada na caminha de terra.]
3) Almoçamos tainha no restaurantezinho simples que frequento em Ponta das Canas há quase 20 anos. Estava um dia lindo. No mar, um cardume enorme de golfinhos [golfinhos juntos são um cardume??] deu show.
4) Lavei roupa, passei roupa. Como é bom fazer esse tipo de coisa com calma, caprichando nas borrifadas de Pass Comfort e nas dobraduras dos lençois.
5) Com o frio, ressuscitei minhas pantufas e o aquecedor elétrico [meu R2D2] voltou à ativa. Os cachorros a-dooooooram!
6) Não fui ao show do Roberto, mas ouvi aquela canção: "quero que você me aqueça neste inverno / e que tudo o mais vá pro inferno". Minha predileta do Rei.
7) Testei um site de backup de blogs que o André me indicou há um tempão. Me loguei e tals, mas sempre que mando fazer o backup dos posts mais antigos ele dá um tilt. E no meu blog apareceu de novo, com data atual, meu primeiro post [a Regina chegou até a fazer um comentário... desculpa aê, fessora!]. Desisti por enquanto.
8) Fiz na sexta-feira a primeira sopa de queijo do ano. Com vinho tinto, é o que há. Outra hora posto a receita, muito facinha.
9) Lola saiu do repouso. Voltou a seu observatório e a perseguir os raios de sol. She's only happy in the sun. Mas ainda manca um pouco de vez em quando, e eu mantenho vigilância. Provavelmente vai ter que ir no vet de novo.
10) Assisti a quatro bons filmes na tv a cabo. Isso sempre acontece quando eu me convenço de que, para cortar despesas, devo deixar esse luxinho de lado. Oh my god.
11) Retomei a leitura dos contos da Virginia Woolf. Do começo.
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
Finalmente
Chegou ontem, por Sedex, minha encomenda. Depois de descobrir que a caixa havia sido extraviada, o atendimento ao cliente do Shoptime se comprometeu a entregar os produtos até amanhã. Pelo menos isso foi cumprido. E menos mal: de fato as peças são muuuuuito bonitas e saíram por um preço muito bom em relação à média nas lojas presenciais, pelo que andei pesquisando. Pronto, passou o stress. Agora dá licença que vou lá tomar um banho relaxante. E me enxugar com uma das toalhas brancas novas. =)
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Meu pé esquerdo
Não sei se é excesso de cálcio, ou se meus dedos têm um formato errado, ou se é mais um efeito do meu sistema imunológico descontrolado (firewall alto). Mas minha unha do dedão esquerdo inflamou de novo. É um saco. Passei a adolescência inteeeeira me incomodando com unhas dos pés encravadas. Nunca nenhum dermatologista deu jeito. Imagino que a tendência natural tenha sido favorecida, naquela época, aos All Star e seus bicos borrachudos apertados, que espremiam os dedinhos. Mas agora, total adepta das sandalinhas abertas, não entendo por que isso continua acontecendo. Já tentei todas as receitas possíveis e até hoje a que deu mais certo foi benzedura. Desde que benzi essa unha problemática, há três anos (lembro bem que estava em processo de escrita da dissertação), o problema reduziu bastante - mas mantive, é óbvio, cuidados básicos como cortar a unha bem certinho e jamais tirar muito as pelezinhas dos cantinhos quando faço o pé. Mas quarta-feira, minha pedicure deu um vacilo e beliscou o cantinho da tal unha um pouco além da conta. Oh my god. Ontem à noite o dedão começou a ficar vermelho e a doer. Latejou a noite toda. E hoje está inchado e sensível. Resultado: a caminhada planejada para hoje teve que ser adiada porque é impraticável usar qualquer calçado fechado. Vou apelar para o permanganato de potássio. E torcer para que a beliscada não tenha ressuscitado esse meu velho pesadelo de adolescente.
domingo, 5 de abril de 2009
Eu florida alegre e faceira. E daí??
Adorei esse texto da Cris Guerra. Desnecessário dizer que deve ser lido com bom humor, ok?16 ou 17 coisas que você precisa saber sobre uma pessoa tatuada.
1. Não, ela não quer falar sobre isso.
2. Sim, ela teve coragem. Ao contrário de você, que está pensando em fazer uma tatuagem há 14 anos.
3. Não, ela não se arrependeu.
4. Ela é tatuada, não tatuadora. E não quer dar a você todas as dicas de como, onde, quando e que desenho tatuar.
5. Cuidado com perguntas do tipo “Você trabalha com tatuagem?” se não quiser ouvir respostas do tipo “Sim, eu não tiro a tatuagem para trabalhar”.
6. A não ser que pinte um clima, não saia botando a mão.
7. Não, ela não é um outdoor, nem um pássaro, nem um avião. Pessoas tatuadas não gostam de ser assistidas como se fossem um filme. Nem de ser observadas e avaliadas como num programa de calouros. Evite dar voltas em volta dela, olhando de cima a baixo.
8. Pode parecer estranho, mas, não, ela não quer chamar atenção. Pode parecer ainda mais estranho, mas as tatuagens são desenhos dela para si mesma, não para os outros. E têm muito mais a ver com o que ela quer dizer para si mesma do que para o mundo.
9. Perguntas do tipo “E essa aqui, o que significa?” só significam uma coisa: você é um chato. Gostaria de ouvir perguntas do tipo “O que significa o seu cabelo chanel?”
10. Proibido fotografar, filmar, tocar ou comer no recinto.
11. Não, ela não quer pensar em um desenho para você tatuar.
12. Sim, ela respeita se você achar ridículo. Mas nem tudo precisa ser dito. Ou ela será obrigada a opinar sobre o seu enorme brinco de pena.
13. Doeu, sim. Mas o que dói mesmo é esse seu olhar de turista.
14. Sim, ela já sabe que você é louco pra fazer uma, mas nunca teve coragem. A pergunta é: “E daí?”
15. Não, ela não tem tatuagem onde você está imaginando.
16. Sim, ela trabalha num lugar muito democrático. Ou usa terno e gravata.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Seis de miopia, dois de astigmatismo
No meio do corre-corre treslouquecido da semana que enfim vai terminando (assim como o verão...), uma notícia que me deixou deveras felizinha: meu oftalmologista constatou hoje que meus graus de miopia e astigmatismo têm se mostrado estáveis nos últimos dois exames. Com isso, eu posso colocar nos planos para 2010 a cirurgia corretiva. Acho que acordar de manhã e conseguir ler os números do rádio relógio sem precisar catar os óculos antes deve ser algo que não tem preço.[Eu não nasci de óculos e detesto usá-los. Uso lentes de contato desde os 15 anos. Mas eu até apareço em público lá uma ve z ou outra com meus óculos indie de acetato.]
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Diga-me o que carregas na bolsa e eu te direi quem és
Faz muito, muito tempo que tenho minhas tendinites, antes tratadas com ortopedistas, hoje acompanhadas por um excelente reumatologista (coisas da idade). Em todas as crises que me acometeram os ombros o peso das minhas bolsas foi apontado pelos zelosos profissionais como algo que eu deveria mudar. [Vale dizer que nunca consultei ortopedistas mulheres, só homens.] Não é coisa de agora, nem ocorre em função da moda das chamadas maxibolsas: eu sempre usei bolsas grandes, abarrotadas de coisas. Coisas indispensáveis, é claro.Pois na minha última consulta, semana passada, o reumato me disse de novo: Ana, precisas carregar menos peso na bolsa. Comportada e disciplinada que sou, resolvi fazer uma vistoria para identificar o que poderia ser excluído do meu kit indispensável de sobrevivência. Afinal sou uma moça que mora longe, e por isso quando saio de casa é de uma só vez. Não rola de passar em casa rapidinho para um up no visual quando pinta aquele convite para uma happy hour depois do trabalho. Por isso que as nécessaires são talvez o elemento de peso mais indispensável da minha bolsa.
Senão, vejamos. Bolsa da Ana Paula nesta manhã de segunda-feira, 19 de janeiro de 2009. Nem vou tentar colocar as coisas em ordem de importância:
- carteira 1: com documentos pessoais, pouco dinheiro, cartões de crédito/débito/banco/lojas, talão de cheques (eu ainda uso isso) e milhares de papeizinhos de cartão de crédito/débito
- carteira 2: pequenininha, com os documentos do carro e o cartão do seguro
- nécessaire 1: escova de dentes, creme dental, fio dental, filtro solar para o rosto (embalagem mini), pó compacto (é importante principalmente por causa do espelhinho), batom cor de boca, rímel incolor, cartela de neosaldina (com 4, uma já consumida), gloss, corretivo, umidificante de lentes, lixa de unha pequena e três band-aids
- nécessaire 2: lenços umedecidos, desodorante em creme e bloqueador solar. Em certos períodos de cada mês essa nécessaire ganha itens para uma condição fisiológica específica, embalados um a um
- sombrinha: pequena, de alumínio, bem levinha. Indispensável pra quem mora em Frogville
- livro "Dom Casmurro", edição pocket, para ocasiões de espera
- agenda. A deste ano é bem pequena
- caixa de remédio: tenho que tomar na hora do almoço, e já que geralmente como fora de casa eu acabo carregando a caixa inteira junto
- celular
- estojo com canetas, lápis & afins
- escova de cabelo pequena
- dois elásticos de cabelo e uma presilha
Por enquanto, acho que apenas o estojo de canetas&lápis é o item que pode ser esvaziado. Do resto não consegui me desapegar. E lá vou eu de bolsão trabalhar de novo.
[A bolsa da foto não é minha: é um modelo que eu cheguei a encomendar pela Internet, com compartimento para notebook. No dia seguinte a Tati me aparece com uma idêntica. Nem foi por isso, mas eu acabei não pagando o boleto bancário e com isso a compra não se concretizou. Acho que foi bom, porque acrescentar o note aos meus itens indispensáveis poderia me conduzir à invalidez permanente.]
domingo, 11 de janeiro de 2009
À noite todo gato é pardo
A conversa na mesa de boteco descambou para alguma coisa relacionada à mídia. Brinquei:
- Ah, não vamos ficar falando de trabalho a uma hora dessas (já era madrugada alta).
O ficante de uma das meninas da mesa perguntou:
- Por quê? Você faz Jornalismo?
- Aham. Estou na quinta fase. [cara de paaaaau]
- Na Federal? Conhece Tal Fulano?
Tudo bem, o menino pode até ter achado que eu sou uma daquelas balzacas que fazem faculdade mais tarde. E ele também já tinha bebido bastante. Mas pensando bem, até que foi uma massagenzinha no ego.
- Ah, não vamos ficar falando de trabalho a uma hora dessas (já era madrugada alta).
O ficante de uma das meninas da mesa perguntou:
- Por quê? Você faz Jornalismo?
- Aham. Estou na quinta fase. [cara de paaaaau]
- Na Federal? Conhece Tal Fulano?
Tudo bem, o menino pode até ter achado que eu sou uma daquelas balzacas que fazem faculdade mais tarde. E ele também já tinha bebido bastante. Mas pensando bem, até que foi uma massagenzinha no ego.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Uma quase não-venda
O infortúnio da Aline com seus óculos escuros - especificamente a situação em que o produto que ela quer está na loja, mas na caixa, e por isso inacessível - me fez lembrar um quase-infortúnio que passei na compra de uma Melissa. Eu provei alguns modelos e me apaixonei pela Doc Dog, que estava na vitrine. A 36 ficou apertada, a 37 ficou perfeita, quanto é, quero levar a verde. "Ah, mas eu não posso te vender essa porque ela ainda não está no sistema. Nem devia ter ido para a vitrine". Meu mundo caiu. Por sorte não sou do tipo barraqueira, olhei pra vendedora rindo e disse que estava me sentindo num filme do Woody Allen: um produto na vitrine, provado e aprovado, e ela não ia fazer a venda? Rapidinho se deu um jeito: ela registrou a venda com outro modelo do mesmo preço e depois, quando o modelo que eu levei estivesse no sistema, ela simularia uma troca. Que bom que a menina foi hábil - até porque no fim das contas eu levei duas Melissas. Acho que o vendedor da Aline podia tomar umas aulinhas com ela...
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