Desde os primórdios deste irresponsável diário público eu passo os verões reclamando - da chuva, do trânsito, dos turistas, da cidade que lota e ferve na ilusão da retina; das enchentes, dos desmoronamentos, dos congestionamentos, do rio do Brás desaguando na praia e espalhando fedor; dos vendedores que me oferecem passeio de escuna em portunhol (eu tenho cara de francesa, meu bem, mas sou daqui, entendesse?! aliás, eu MORO aqui); dos turistas de países vizinhos que não sabem o que é via preferencial; da mídia provinciana que se ocupa de listar a presença de celebridades (omg) no bairro vizinho.
Não sei se meus cinco ou seis leitores notaram, mas este verão optei por posts praticamente monossilábicos. Porque já ia ficar com fama de reclamona contumaz. Então, que seja bem-vindo o outono. E, modestamente, seja bem-vinda eu de volta.
...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã
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domingo, 20 de março de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Perfume de pitanga
Uma das melhores coisas de ter frutas no quintal é compartilhá-las com quem lhes dá o devido valor. E compreende sua delicadeza.
Soninha, querida, disponha sempre!
Soninha, querida, disponha sempre!
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Tuito pouco, blogo menos ainda
Minha condição de ausência contingencial das redes sociais me fez hoje pensar em um poema bonitinho que me lembra os tempos de colégio:
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
"Neologismo", de Manuel Bandeira, está no livro "Estrela da Vida Inteira" (3.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1973). Para o Douglas, lá em Brasília, que eu beijo, com quem falo até demais e sempre conjugo o verbo teadorar.
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
"Neologismo", de Manuel Bandeira, está no livro "Estrela da Vida Inteira" (3.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1973). Para o Douglas, lá em Brasília, que eu beijo, com quem falo até demais e sempre conjugo o verbo teadorar.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Leishmaniose: vamos prevenir!
Quem tem cachorro ou não, gosta deles ou não, não importa: todos devem estar atentos ao risco da leishmaniose visceral, doença que foi detectada recentemente em Florianópolis. É um foco isolado, mas isso não quer dizer que quem mora no outro lado da cidade esteja imune - muito pelo contrário.Eu, como mãe de três cachorros, irmã de mais um e cunhada de outras duas, tenho me informado a respeito com meu veterinário, dr. David, e principalmente com o sempre responsável, sério e incansável trabalho da Ana Corina, do blog Mãe de Cachorro. Ela é tão caprichosa que inclusive elaborou um índice com os principais post sobre a doença, que você pode ler clicando aqui.
O cartaz ali em cima, que também peguei no Mãe de Cachorro, tem algumas informações básicas e importantes sobre essa doença. Lá em casa as medidas de prevenção já estão em vigor. Como diz a Ana, se você mora no planeta Terra, isso tem sim algo a ver com você. Previna!
[Clique na imagem para ampliar]
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Ágape opíparo
Um de meus bordões prediletos é chegar para o Gastão e a Soninha, ao final de um daqueles jantares em que a gente se deleita da entradinha à sobremesa, e dizer "olha, pra variar comemos muito mal e fomos muito mal tratados, mas obrigada por tudo e até a próxima".
Nunca é mentira. Porque, de uma certa maneira, comer mal pode ser a tortura de degustar aquele arroz à piamontesa cheeeeeeeeio de creme de leite fresco que ele faz para acompanhar os filezinhos Wellington (leia-se mignon enrolado em massa folhada estaladinha). Ou aquele ossobuco uuuuuuultra gorduroso soltando a carne, com molho de tomate e servido com talharim e parmesão ralado na hora - em cima do teu prato. Ou a salada de microbatatinhas e ovos cozidos temperada com azeite extravirgem, pimenta calabresa e salsa fresquinha. Ou os tomates assados cujo último pedaço do pote eu sempre cometo a grosseria de pegar sem dividir com ninguém. Ou aqueles moranguinhos delicadamente cobertos com chocolate derretido, ou ainda as sobremesinhas de leite condensado preparadas em muitos copinhos individuais.
E ser mal tratado, de uma certa maneira, pode significar rir até doer as bochechas e ficar com uma preguiça absurda de dirigir de volta pra casa - a vontade é dividir a cama com o fofo Barthés, bassethound do casal.
Então é deveras pertinente que esses meu queridos amigos de longa data tenham colocado no ar, há uns poucos dias, o blog Cozinha a dois, onde generosamente compartilham suas receitinhas, desde aquelas mais especiais até as do dia a dia (como a carninha com cebola que me fez salivar ontem de manhã). Até a saladinha de alface com cenoura ralada e tomate fica uma graça quando feita e descrita por eles. Pra quem gosta de se aventurar na cozinha - preferencialmente com sua cara metade, tempo, papo e um bom vinho - é uma deliciosa fonte de inspiração. Vinda, aliás, de um casal que para mim é exemplo em tantas outras coisas.
Nunca é mentira. Porque, de uma certa maneira, comer mal pode ser a tortura de degustar aquele arroz à piamontesa cheeeeeeeeio de creme de leite fresco que ele faz para acompanhar os filezinhos Wellington (leia-se mignon enrolado em massa folhada estaladinha). Ou aquele ossobuco uuuuuuultra gorduroso soltando a carne, com molho de tomate e servido com talharim e parmesão ralado na hora - em cima do teu prato. Ou a salada de microbatatinhas e ovos cozidos temperada com azeite extravirgem, pimenta calabresa e salsa fresquinha. Ou os tomates assados cujo último pedaço do pote eu sempre cometo a grosseria de pegar sem dividir com ninguém. Ou aqueles moranguinhos delicadamente cobertos com chocolate derretido, ou ainda as sobremesinhas de leite condensado preparadas em muitos copinhos individuais.
E ser mal tratado, de uma certa maneira, pode significar rir até doer as bochechas e ficar com uma preguiça absurda de dirigir de volta pra casa - a vontade é dividir a cama com o fofo Barthés, bassethound do casal.
Então é deveras pertinente que esses meu queridos amigos de longa data tenham colocado no ar, há uns poucos dias, o blog Cozinha a dois, onde generosamente compartilham suas receitinhas, desde aquelas mais especiais até as do dia a dia (como a carninha com cebola que me fez salivar ontem de manhã). Até a saladinha de alface com cenoura ralada e tomate fica uma graça quando feita e descrita por eles. Pra quem gosta de se aventurar na cozinha - preferencialmente com sua cara metade, tempo, papo e um bom vinho - é uma deliciosa fonte de inspiração. Vinda, aliás, de um casal que para mim é exemplo em tantas outras coisas.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Boa causa
E eis que [em pleno final de expediente de mais um dia descascando abacaxis com tesourinha da Mônica] resolvo dar uma pausa no meu silêncio bloguístico para passar adiante o recado que recebi via Aline, do Pensamentos Públicos: o pessoal da Serte, entidade que atende crianças e idosos no Norte da Ilha, está precisando de doações de fraldas. Vejam o post da Aline com informações detalhadas aqui. A Serte é uma entidade antiga e idônea e realiza um trabalho assistencial admirável. Bora ajudar!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Só reiterando...
... que o sistema de comentários do Blogger continua em pane. Aparecem comentários que não consigo publicar, e outros são publicados mas não estão no contador. Weird.
José Saramago
Soube da morte do Saramago por um telefonema de minha mãe, enquanto eu estava na academia hoje de manhã - em tempos dessa chatice de Copa do Mundo eu mal ligo a TV, e hoje excepcionalmente saí de casa sem nem ter ligado o computador. Well. Gostei muito da ideia expressa pelo Gustavo Gitti no blog Papo de Homem, sobre o polêmico escritor português de quem sou fã incondicional: "Ele mostrou que um ateu pode ser muito mais humanista que um religioso". Compartilho dessa opinião e mais uma vez tenho a cara de pau de fazer minhas as palavras do Gitti. Vejam o que ele diz sobre Saramago aqui.
Numa breve busca aqui no blog, percebi que falei em Saramago em quatro posts: este, este, este e este. Espero que o Caderno, linkado ali do lado, não seja tirado do ar pela família. Sempre gosto de voltar aos textos lúcidos, irônicos e muitas vezes doces do velhinho. Que, finalmente, vai ter que se entender com Deus! =)
Numa breve busca aqui no blog, percebi que falei em Saramago em quatro posts: este, este, este e este. Espero que o Caderno, linkado ali do lado, não seja tirado do ar pela família. Sempre gosto de voltar aos textos lúcidos, irônicos e muitas vezes doces do velhinho. Que, finalmente, vai ter que se entender com Deus! =)
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Quando notares estás à beira do abismo
Na região dos canyons é assim: o vivente anda, anda, anda, e de repente se vê numa situação parecida com a da praga de Cartola. Só que aqueles abismos ninguém cavou com os próprios pés: eles foram formados com o trabalho lento e paciente da água dos rios e do vento, ao longo de anos e anos e anos. Sorte nossa e das nossas retinas.
E se até eu cheguei a refletir sobre o sentido da vida sentada na beira daquele buraco de 7,8 quilômetros de extensão e 900 metros de altura, me digam: o que teria pensado lá o Maurício?
[Confesso que eu estava pensando em como seria bom beber uma cerveja depois de subir aquela pirambeira toda...]
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Programa legal nesta segunda
O blog Mãe de Cachorro, da querida Ana Corina, promove na próxima segunda-feira um evento bem legal para mães e pais de cachorros em geral - ou mesmo para quem não pode cuidar de um bichinho em casa, mas tem vontade de colaborar para seu bem-estar de outras maneiras criativas. É um workshop com o publicitário Tiago Ferigoli, mentor do projeto "Vira-latas: os verdadeiros cães de raça". Eu vou! Mais informações aqui.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Tá ficando chato
Alô, experts: alguém tem ideia de como resolver o problema dos comentários do Blogger? O Painel me avisa que tem comentários a moderar, mas quando clico neles não aparece nada... =/
Se eu desativar a moderação será que isso se resolve?
Se eu desativar a moderação será que isso se resolve?
sábado, 8 de maio de 2010
Deu tilt
Faz alguns dias que tenho recebido notificações de comentários postados aqui no blog, mas quando venho no painel de controle para moderar não aparece nada. Provavelmente é urucubaca do Blogger. Então só pra avisar: se alguém comentou e depois não viu seu comentário publicado, não é nada pessoal, ok? Sugiro tentar de novo ou me mandar um e-mail. Gracias.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Matação
Meu mano Maurício admite hoje no Vida de Frila que desconfia que seu blog está em crise. Entendo, porque também não ando muito assídua no meu. Já comentei ali embaixo que muitas vezes começo a escrever um post, no meio do caminho acho sem graça e deleto. E não é só isso: ontem faltei à academia e hoje matei a aula de inglês na maior cara de pau. Deve ser alguma coisa na conjunção astral, Maurício...
[Vale observar que eu estava para deletar este post quando resolvi publicá-lo. É crise, é crise.]
[Vale observar que eu estava para deletar este post quando resolvi publicá-lo. É crise, é crise.]
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Mais uma história escabrosa
Quase não consegui engolir meu delicioso café da manhã quando li no DC Online mais uma história repugnante de maus tratos contra cães logo aqui pertinho. E o pior: atrocidades cometidas dentro da corporação que tem por obrigação fazer cumprir a lei. Vergonhoso. Algumas observações:
1) Sem querer dar uma de Polyanna, o fato de a história vir a público significa que a consciência em relação a esses absurdos está, sim, aumentando. Porque foi um policial quem se encarregou de fazer a denúncia, em primeiro lugar. E também pelo espaço dado pelo jornal e pela TV para o assunto. Tomara, contudo, que as investigações caminhem e os desalmados sejam punidos com rigor.
2) Essencial, portanto, o papel das ONGs protetoras como fiscais desse processo. Muita gente acha esse povo meio enfadonho, mas eu tenho o maior respeito por quem se dedica a essa causa. Só lamento que muitas vezes haja tanta competição entre as próprias ONGs.
3) Não consigo entender como alguém consegue querer simplesmente "se livrar" de um cão, seja ele pastor, vira-lata ou extraterrestre. Quem convive com cães sabe o quanto eles são amoráveis. É muita falta de alma.
4) Cães são amoráveis, mas é claro que dão trabalho. Aqui em casa tenho meus três. Dois grandes e uma média - que nem por isso é menos traquinas (neste exato momento está ela lá, toda linda e cheirosa depois do banho, latindo compulsivamente no portão para sei lá o quê). Todo mês é ração (porque eu ainda não consegui entrar na onda da comida natural, já que não tenho feito comida nem pra mim...), banho, repelente de parasitas; periodicamente é vermífugo, vacina; veterinário sempre que necessário. E eu sou mãe solteira, ou seja, banco os três sozinha. Racionalmente eu não seria uma pessoa dona de três cães, mas a vida me conduziu a isso e cuido dos três com muito amor. O dinheiro e o tempo que eu gasto com eles é investimento. Digo mesmo que não consigo imaginar minha vida sem eles. Cada lambida no cotovelo que ganho da Lola me faz lembrar disso, todos os dias. E cada pelinho branco novo que percebo aparecer no focinho dela (Lola é uma boxer e já está com quase 8 anos) me deixa com o coração apertado porque isso me lembra que provavelmente ela já passou da metade da sua vida, e em mais alguns poucos anos teremos que nos separar. Então não consigo entender como diabos alguém consegue simplesmente mandar matar seu cachorro. Não consigo. E lacrimejo pensando nisso.
5) Também não consigo deixar de vislumbrar no binônio adoção responsável + castração a medida mais inteligente para evitar que esse tipo de problema se perpetue. Não sou militante de ONG, mas faço discurso pró-castração pra todo mundo que tem cachorro, seja de raça ou vira-latas. Meus três são castrados e entendo que fazer isso foi um bem para eles e para a espécie deles. Se alguém me fala em adotar um bichinho, logo recomendo procurar as ONGs que abrigam tantos e tantos que precisam de adoção. Acho que é no trabalho formiguinha que se vai conseguindo mudar. Bom, e quem sou eu pra falar disso? Muitas das minhas convicções a esse respeito surgiram a partir da leitura diária e da amizade com a Mãe de Cachorro Ana Corina, de quem falo de vez em quando aqui no blog. Acho o trabalho dela - independente, responsável , obstinado e educativo - digno de prêmio. Se você se importa com os bichinhos, mesmo não tendo um, vá lá: http://www.maedecachorro.com.br.
Pronto. Agora dá licença que vou lá ver por que a Sebastiana está latindo. =)
1) Sem querer dar uma de Polyanna, o fato de a história vir a público significa que a consciência em relação a esses absurdos está, sim, aumentando. Porque foi um policial quem se encarregou de fazer a denúncia, em primeiro lugar. E também pelo espaço dado pelo jornal e pela TV para o assunto. Tomara, contudo, que as investigações caminhem e os desalmados sejam punidos com rigor.
2) Essencial, portanto, o papel das ONGs protetoras como fiscais desse processo. Muita gente acha esse povo meio enfadonho, mas eu tenho o maior respeito por quem se dedica a essa causa. Só lamento que muitas vezes haja tanta competição entre as próprias ONGs.
3) Não consigo entender como alguém consegue querer simplesmente "se livrar" de um cão, seja ele pastor, vira-lata ou extraterrestre. Quem convive com cães sabe o quanto eles são amoráveis. É muita falta de alma.
4) Cães são amoráveis, mas é claro que dão trabalho. Aqui em casa tenho meus três. Dois grandes e uma média - que nem por isso é menos traquinas (neste exato momento está ela lá, toda linda e cheirosa depois do banho, latindo compulsivamente no portão para sei lá o quê). Todo mês é ração (porque eu ainda não consegui entrar na onda da comida natural, já que não tenho feito comida nem pra mim...), banho, repelente de parasitas; periodicamente é vermífugo, vacina; veterinário sempre que necessário. E eu sou mãe solteira, ou seja, banco os três sozinha. Racionalmente eu não seria uma pessoa dona de três cães, mas a vida me conduziu a isso e cuido dos três com muito amor. O dinheiro e o tempo que eu gasto com eles é investimento. Digo mesmo que não consigo imaginar minha vida sem eles. Cada lambida no cotovelo que ganho da Lola me faz lembrar disso, todos os dias. E cada pelinho branco novo que percebo aparecer no focinho dela (Lola é uma boxer e já está com quase 8 anos) me deixa com o coração apertado porque isso me lembra que provavelmente ela já passou da metade da sua vida, e em mais alguns poucos anos teremos que nos separar. Então não consigo entender como diabos alguém consegue simplesmente mandar matar seu cachorro. Não consigo. E lacrimejo pensando nisso.
5) Também não consigo deixar de vislumbrar no binônio adoção responsável + castração a medida mais inteligente para evitar que esse tipo de problema se perpetue. Não sou militante de ONG, mas faço discurso pró-castração pra todo mundo que tem cachorro, seja de raça ou vira-latas. Meus três são castrados e entendo que fazer isso foi um bem para eles e para a espécie deles. Se alguém me fala em adotar um bichinho, logo recomendo procurar as ONGs que abrigam tantos e tantos que precisam de adoção. Acho que é no trabalho formiguinha que se vai conseguindo mudar. Bom, e quem sou eu pra falar disso? Muitas das minhas convicções a esse respeito surgiram a partir da leitura diária e da amizade com a Mãe de Cachorro Ana Corina, de quem falo de vez em quando aqui no blog. Acho o trabalho dela - independente, responsável , obstinado e educativo - digno de prêmio. Se você se importa com os bichinhos, mesmo não tendo um, vá lá: http://www.maedecachorro.com.br.
Pronto. Agora dá licença que vou lá ver por que a Sebastiana está latindo. =)
domingo, 28 de março de 2010
Such a beautiful thing

Mal tive 15 diazinhos de férias forçadas e minha vida já voltou ao normal - ou seja, uma correria danada. Mas nem acho que seja por isso que este blog anda assim meio às traças. Ando tão focada em minhas coisas, preocupada em fazer tudo bem direitinho como sempre, que muitas vezes começo a escrever um post, acho bobagem e desisto. Talvez eu esteja numa fase meio introspectiva.
Mas para que o marasmo bloguístico não me domine por completo, vou sugerir aqui a leitura um texto muito legal do Gustavo Gitti - do blog Não 2, Não 1, linkado ali do lado. Ontem a Neidinha tuitou o link para esse texto, reli e de novo terminei o post com um sorrisinho bobo - e lembrando que, ao final na primeira leitura, fiz exatamente o que está escrito lá no final. Gosto especialmente do primeiro twit: "Antes de lhe contar que ela era sua namorada, ele perguntou pelo seu nome" (que me lembra muito aquela do Drummond: "Antes de te conhecer eu já te amava"). Coisas de quem está numa fase muito in love e reaprendendo - talvez aprendendo, na verdade - como é bom namorar, com todas as letras.
[Recomendo também uma navegada geral pelo blog do Gitti, cheio de textos inteligentes - e masculinos, que incrível! - sobre relacionamentos.]
[Imagem do sxc.hu]
[Sorry everybody, mas o título do post vem de uma música melosa dos Bee Gees]
quarta-feira, 10 de março de 2010
Lévy rocks! \m/
De férias forçadas, resolvi dar um pulo em Curitiba para uma xeretada básica nos meus dois irmãos. Fresca que sou, aproveitei a megapromo da TAM e comprei passagens de avião, ida e volta, mais barato do que ônibus. Mas o transporte aéreo nunca foi tão enrolado na história desse país: meu voo que deveria ir primeiro a Guarulhos e depois a Curitiba foi parcialmente cancelado porque o aeroporto de Brasília (sempre Brasília) ficou fechado algumas horas... daí me colocaram num voo Florianópolis-Congonhas para depois seguir à sempre elegante e agradável capital paranaense onde mora parte do meu coração. Com isso, é claro, passei algumas horinhas tomando chá de banco em aeroporto.
Mas, precavida que sou, tomei o cuidado de incluir um livro na bagagem de mão - o que me faria inclusive resistir à tentação de gastar dinheiro nas sempre caras livrarias de aeroporto. Fucei rapidamente na estante do escritório e vi meu exemplar novinho em folha de "Cibercultura", de Pierre Lévy, um livro que já não é tão novo (a primeira edição é de 1997), mas que ainda apresenta algumas reflexões extremamente instigantes a respeito de nosso mundo hiperconectado. Durante meu mestrado trabalhamos um pouco esse autor na disciplina Seminários de Pesquisa, mas eu só comprei o livro no ano passado e acabei injustamente deixando-o encostado na pilha de próximas leituras.
Um trechinho logo do início:
Aqueles que denunciam a cibercultura hoje têm uma estranha semelhança com aqueles que desprezavam o rock nos anos 50 ou 60. O rock era anglo-americano e tornou-se uma indústria. Isso não o impediu, contudo, de ser o porta-voz das aspirações de uma enorme parcela da juventude mundial. Também não impediu que muitos de nós nos divertíssemos ouvindo ou tocando juntos essa música. A música pop dos anos 70 deu uma consciência a uma ou duas gerações e contribuiu para o fim da Guerra do Vietnã. É bem verdade que nem o rock nem a música pop resolveram o problema da miséria ou da fome no mundo. Mas isso seria razão para "ser contra"?
Enquanto jornalista, roqueira, profissional da área de educação a distância, blogueira ocasional, tuiteira recém-deslumbrada e apaixonada por meu smartphone, imagino que essa leitura descompromissada do Lévy será bastante produtiva. Até porque, apesar de todos esses meus desvios de caráter, eu continuo uma apaixonada pelos livros - essa mídia tão antiquada, ainda insubstituível.
[Vale lembrar um efeito nefasto da cibercultura sobre meu corpicho: estou tratando outra crise ultrasevera de bursite com tendinite, desta vez no ombro esquerdo. E meu próximo sonho de consumo agora é o teclado ergonômico novo da Microsoft.]
Mas, precavida que sou, tomei o cuidado de incluir um livro na bagagem de mão - o que me faria inclusive resistir à tentação de gastar dinheiro nas sempre caras livrarias de aeroporto. Fucei rapidamente na estante do escritório e vi meu exemplar novinho em folha de "Cibercultura", de Pierre Lévy, um livro que já não é tão novo (a primeira edição é de 1997), mas que ainda apresenta algumas reflexões extremamente instigantes a respeito de nosso mundo hiperconectado. Durante meu mestrado trabalhamos um pouco esse autor na disciplina Seminários de Pesquisa, mas eu só comprei o livro no ano passado e acabei injustamente deixando-o encostado na pilha de próximas leituras.
Um trechinho logo do início:
Aqueles que denunciam a cibercultura hoje têm uma estranha semelhança com aqueles que desprezavam o rock nos anos 50 ou 60. O rock era anglo-americano e tornou-se uma indústria. Isso não o impediu, contudo, de ser o porta-voz das aspirações de uma enorme parcela da juventude mundial. Também não impediu que muitos de nós nos divertíssemos ouvindo ou tocando juntos essa música. A música pop dos anos 70 deu uma consciência a uma ou duas gerações e contribuiu para o fim da Guerra do Vietnã. É bem verdade que nem o rock nem a música pop resolveram o problema da miséria ou da fome no mundo. Mas isso seria razão para "ser contra"?
Enquanto jornalista, roqueira, profissional da área de educação a distância, blogueira ocasional, tuiteira recém-deslumbrada e apaixonada por meu smartphone, imagino que essa leitura descompromissada do Lévy será bastante produtiva. Até porque, apesar de todos esses meus desvios de caráter, eu continuo uma apaixonada pelos livros - essa mídia tão antiquada, ainda insubstituível.
[Vale lembrar um efeito nefasto da cibercultura sobre meu corpicho: estou tratando outra crise ultrasevera de bursite com tendinite, desta vez no ombro esquerdo. E meu próximo sonho de consumo agora é o teclado ergonômico novo da Microsoft.]
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Vênus foi adotada!
A boa notícia da semana é a adoção super bem-sucedida da Vênus. A Ana Corina conta aqui como foi. Best wishes!
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Campanha
Lendo hoje o blog da Regina e suas impressões sobre a Paraíba, ainda antes de tomar café, lembrei de uma das (muitas) coisas que sempre como na Bahia e que aqui no Sul não tem nem pra remédio: sorvete de cajá. Oxe, afe maria, se a Kibon faz sorvete de cajá e vende no Nordeste, porque os pobrezinhos mortais do Sul não podem desfrutar dessa delícia? Quando
estive no sul da Bahia, no início de dezembro, era de lei: sorvetinho de cajá artesanal, duas bolas bem servidas num cascão, era o que arrematava as aventuras e comilanças do dia antes de voltar pra pousada. Hunny não conhecia, mas amou e aderiu. Acho que será ele o primeiro signatário da minha campanha: ô, dona Kibon, manda sorvete de cajá pra nós!domingo, 20 de dezembro de 2009
Vênus precisa de um lar!

Ana Corina é uma pessoa tão absolutamente fantástica e generosa que, mesmo no turbilhão familiar dessa perda tão sofrida, ainda consegue manter a lucidez e iniciar campanha em busca de uma nova família para a Vênus. Chorei muito hoje por essa amiga querida. E, se posso ajudar remotamente de alguma maneira, é mandando o recado pra frente: Vênus é uma cachorra maravilhosa, mestiça de dobermann, portanto ótima para guarda, e merece/precisa de um novo lar amoroso - de preferência, onde possa reinar absoluta no quintal. Os contatos da Ana estão ali no cartazinho.
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