Minha condição de ausência contingencial das redes sociais me fez hoje pensar em um poema bonitinho que me lembra os tempos de colégio:
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
"Neologismo", de Manuel Bandeira, está no livro "Estrela da Vida Inteira" (3.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1973). Para o Douglas, lá em Brasília, que eu beijo, com quem falo até demais e sempre conjugo o verbo teadorar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário