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quinta-feira, 3 de março de 2011

Dores e delícias de se fazer pós

Pós-graduação foi um tema recorrente ontem, envolvendo três amigas.

De manhã, a amiga 1 manifestava seu desânimo por não ter sido aprovada numa seleção de mestrado. Mais do que isso, estava indignada em função das evidências de que teria havido favorecimento na seleção.

No início da tarde, a amiga 2 apresentava sua dissertação, resultado de um período de três anos de muita aula e muita pesquisa.

No início da noite, a amiga 3 celebrava sua aprovação em um programa de mestrado muito concorrido em sua área, que vai envolver inclusive o cumprimento de alguns créditos numa instituição europeia.

Apesar da experiência frustrante, digo à amiga 1 que não desista: se esse programa adota critérios questionáveis para seleção, encontre um outro que seja idôneo e tente de novo. Se não conseguir mesmo assim, tente de novo.

À amiga 2, digo que em alguns dias estarás com uma espécie de síndrome do ninho vazio - saudade do stress, da tensão com a escrita, do cuidado com as amostras, enfim, da função toda. Mas tenho certeza de que logo isso vai passar. E o aprendizado - todo ele - será teu pra sempre. Quem conclui com êxito e seriedade um processo desse amadurece muito.

À amiga 3, reitero os parabéns. E aviso que, se entrar no curso é difícil, sair certamente será mais ainda. =)

[Aqui quem fala é alguém que ainda tem que comer muito arroz com feijão, mas que já fez uma especialização e um mestrado, está fazendo outro mestrado (sim) e namora um mestrando. E que acredita na filosofia macaquística de que quem fica parado é poste.]

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Barulhinho bom

Fuçando em imagens do computador, achei o videozinho feito pelo Marcelo no dia 24 de janeiro de 2009, num passeio ultra divertido para o Arvoredo (com Douglas a dois dias de ser meu namorado, Tati, Alan, Marcelo e Viviane, no barco do sempre querido capitão Zé). Saudade do mar, saudade da Bahia, saudade de mergulhar pra ver tartarugas placidamente nadando em sua liberdade azul.


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Como matar a academia, em uma lição

MSN, meio da tarde:

amiga 1 - oi. que horas vc vai pra academia?
amiga 2 - saio daqui às 19h e vou direto.
amiga 1 - vou por esse horário tb. nos vemos lá.
amiga 2 - falow, bj
amiga 1 - bj

No vestiário da academia, início da noite:
amiga 1 - ixi, acho que esqueci de trazer meu top.
amiga 2 - pera que vou ver se tenho dois, geralmente trago tudo duplicado (remexendo na bolsa). Ó: dois pares de meia, duas bermudas, duas camisetas... um top só.
amiga 1 - ah, tranquilo, eu vou lá embaixo rapidinho e compro um. tou precisando mesmo. vamos lá comigo?
amiga 2 - bora.

Na loja bacana de artigos esportivos do shopping, 15 minutos depois:
amiga 1 - ah, tou mesmo precisando de top... vou provar esse, esse e esse. esse tb tá legal. mas tem q ser M.
amiga 2 - ai, mas branco não é legal... melhor de cores escuras, né?
amiga 1 - ah, pois é. olha, tem esse aqui.
amiga 2 - vai pro provador.

[Detalhes do provador não precisam ser abordados]

No caixa da loja bacana de artigos esportivos do shopping, 20 minutos depois:
amiga 1 -poxa, eu tava mesmo precisando comprar top. e na real tou precisando de sutiã...
amiga 2 - outro dia comprei uns ótimos ali na [loja de departamentos do shopping]. bora ali dar uma olhada antes de subir.
amiga 1 - bora.

No caixa da loja de departamentos do shopping, 20 minutos depois:
amiga 1 - bem legal, cara, tava precisando comprar sutiã e calcinha. pena que aqui tá mal de pijama.
amiga 2 - na [outra loja de departamentos do shopping] tem uns bem fofos, sempre compro lá. vamos ali dar uma olhada rapidinho.

No provador da outra loja de departamentos do shopping, 20 minutos depois:
amiga 2 - cara, a aula de abdominal que eu ia fazer está começando in this very moment.
amiga 1 - ah, mas calma, a gente termina aqui e vai malhar.
amiga 2 - tá ficando meio tarde pra mim... moro longe, né?

De volta ao vestiário da academia:
amiga 2 - cara, na boa: vou pra casa
amiga 1 - nãããão, poxa, fiquei te alugando e vais perder a academia agora? faz só o aeróbico pelo menos!
amiga 2 - ah, não rola, deu preguiça. e adorei ficar fofocando e fazendo compras contigo. vou nessa!

E o detalhe ridículo é que eu podia ter emprestado meu único top da bolsa pra ela desde o começo. E teria chegado em casa duas horas mais cedo.

Mas as compras com fofoca foram ótimas!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Pequenas coisas de 2010

1) No dia a dia: academia três vezes por semana. Sem nhém nhém nhém.

2) No quintal: mudas de butiá, de graviola, de grumixama, de limão, de araçá roxo.

3) Na matilha: muitos pelos brancos no focinho de Linda Lô. Exames geriátricos com excelentes resultados. A dona do quintal ainda reina.

4) No coração: meu galego tomando conta geral. Acho que eu no dele também.

5) No trabalho: cronogramas cumpridos, qualidade reconhecida, contracheque que compensa. Amigos queridos entraram pra equipe. Boas perspectivas.

6) Na garagem: carro novinho comprado a prestações possíveis.

7) Na vida acadêmica: retorno à minha primeira escola, reencontro com o que realmente gosto, novos amigos. Muito a pensar e escrever.

8) No rosto: Active C XL da La Roche-Posay, ácido hialurônico manipulado e muito filtro solar. Sinais dos tempos, ainda sutis, mas inevitáveis quando sorrio. E sorrio!

9) Na agenda do celular: números antigos voltaram a ser acionados. Números que já foram frequentes e caíram no limbo foram apagados. De uns poucos tenho saudade.

10) Na geladeira: saiu a carne de porco. Saiu o refrigerante. Entrou muita água de coco de caixinha. Continua entrando muita cerveja de qualidade a compartilhar só com quem é merecedor.

11) No pulso: voltei a usar relógio. Ganhei um lindíssimo da Guess (coisa do moço do item 4). E comprei um monitor cardíaco pra incrementar as horas passadas sobre a esteira.

12) No armário: mais do que eu preciso, sem dúvida. Mas gosto de tudo. E passei pra frente muita coisa boa que já não usava.

13) Na estante do escritório: muita teoria do jornalismo, muita metodologia de pesquisa, Boaventura de Sousa Santos e Edgar Morin.

14) Nos pés: troquei a lixa pelo esfoliante. Enfeito-os com melissas e saltos que já consigo, de novo, usar.

15) No sangue: proteína C reativa inferior a 3. Isso explica muita coisa.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ágape opíparo

Um de meus bordões prediletos é chegar para o Gastão e a Soninha, ao final de um daqueles jantares em que a gente se deleita da entradinha à sobremesa, e dizer "olha, pra variar comemos muito mal e fomos muito mal tratados, mas obrigada por tudo e até a próxima".

Nunca é mentira. Porque, de uma certa maneira, comer mal pode ser a tortura de degustar aquele arroz à piamontesa cheeeeeeeeio de creme de leite fresco que ele faz para acompanhar os filezinhos Wellington (leia-se mignon enrolado em massa folhada estaladinha). Ou aquele ossobuco uuuuuuultra gorduroso soltando a carne, com molho de tomate e servido com talharim e parmesão ralado na hora - em cima do teu prato. Ou a salada de microbatatinhas e ovos cozidos temperada com azeite extravirgem, pimenta calabresa e salsa fresquinha. Ou os tomates assados cujo último pedaço do pote eu sempre cometo a grosseria de pegar sem dividir com ninguém. Ou aqueles moranguinhos delicadamente cobertos com chocolate derretido, ou ainda as sobremesinhas de leite condensado preparadas em muitos copinhos individuais.

E ser mal tratado, de uma certa maneira, pode significar rir até doer as bochechas e ficar com uma preguiça absurda de dirigir de volta pra casa - a vontade é dividir a cama com o fofo Barthés, bassethound do casal.

Então é deveras pertinente que esses meu queridos amigos de longa data tenham colocado no ar, há uns poucos dias, o blog Cozinha a dois, onde generosamente compartilham suas receitinhas, desde aquelas mais especiais até as do dia a dia (como a carninha com cebola que me fez salivar ontem de manhã). Até a saladinha de alface com cenoura ralada e tomate fica uma graça quando feita e descrita por eles. Pra quem gosta de se aventurar na cozinha - preferencialmente com sua cara metade, tempo, papo e um bom vinho - é uma deliciosa fonte de inspiração. Vinda, aliás, de um casal que para mim é exemplo em tantas outras coisas.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Saudação à primavera

A querida amiga Marta Scherer, jornalista como eu, doutoranda em literatura, loura, linda, alta e poderosa, habilmente driblou a correria nossa de cada dia e cometeu a delicadeza de mandar bem cedinho este texto de Cecília Meireles, alertando para a importância de não esquecermos de saudar a primavera, "dona da vida". Não esqueçamos, pois!


Primavera
Cecília Meireles

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, p. 366.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Hoje *sou* assim

Hoje bem cedinho chegou a fazer 6 graus celsius em Curitibanos, cidade onde o destino fez com que eu viesse ao mundo, há exatos 38 anos. Minha mãe sempre conta que era uma madrugada muito fria, com geada, naquele finalzinho de inverno. Isso não mudou muito desde então - até que a primavera se estabeleça, serão ainda muitas manhãs de friozinho por lá.

Já eu, devidamente estabelecida no litoral - e na capital - há exatos 30 anos, mudei um pouco: desde aquela madrugada fria de 15 de setembro de 1972, cresci pouco mais de 1 metro e multipliquei meu peso original por 12. Mas não vou me perder em reminiscências acerca da passagem do tempo porque hoje tenho que dar conta de um monte de trabalho, aula à tarde, academia à noite, aquela correria de sempre - afinal, dia de aniversário também é dia útil, com o doce acréscimo dos paparicos que desde bem cedinho começaram a pipocar. Bom dia!

domingo, 29 de agosto de 2010

Toda trabalhada na renda


Já perdi a conta de quantas mãos cheias de physallis saíram da enorme planta em que se transformou aquela pequena mudinha (veja os posts anteriores a partir do link deste aqui). As frutas estão tão lindas e doces que hunny e eu tivemos a satisfação de levar um pacote cheio delas de presente para a querida Angelita (tão perfeitas e delicadas que parecem ter sido modeladas por uma scrapbooker de mão cheia como ela). Da colheita veio essa aqui, que resolveu ser diferente das demais e usar um modelito rendado. Não é linda?
.
[Sei que isso não tem importância nenhuma, mas a mão é minha e o esmalte é o Clubber, da nova coleção da Colorama.]

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Eles merecem

Pois não é que existe mesmo o Dia do Homem? Confesso que quando vi referência a essa data na vitrine de uma loja de perfumes, achei que fosse uma invenção do comércio para ter um "dia" a comemorar em julho.

Pois não é. E mesmo que me digam que essas datas comemorativas são só balela, desculpa para o comércio vender, que todo dia é dia das mães, ou da mulher, ou das crianças, eu sempre acho que esse tipo de invenção social serve, sim, para que se discutam questões importantes relativas aos celebrados da vez. Hoje, os homens.

Eu defendo que os homens merecem, sim, um dia de homenagens. Porque apesar de, de fato, ainda vivermos numa sociedade majoritariamente machista no pior sentido que isso posso ter, eu aqui num décimo de segundo consigo pensar em um bocado de homens maravilhosos com quem tenho e tive o privilégio de conviver. Homens corretos e íntegros, dedicados às suas mulheres, namoradas e companheiras, amorosos com os filhos, integrados com suas famílias. Trabalhadores competentes, amigos leais, irmãos unidos, filhos presentes. Homens que conseguem fazer das inegáveis diferenças entre os gêneros uma soma, e não uma subtração. As famílias do século 21 são sem dúvida bem diferentes daquelas da época dos nossos pais e avós, e penso que se chegamos a isso é porque não só as mulheres, mas também os homens mudaram e estão mudando.

Então os homens merecem, sim, uma homenagem hoje, e grande parte da minha motivação vem da grande evidência que se está dando hoje na mídia a esses casos escabrosos de extrema violência cometida por homens (e garotos) contra mulheres. Torço para que a justiça seja feita nesses e em tantos outros casos que nós sequer tomamos conhecimento. Saber da existência de homens capazes de cometer esse tipo de atrocidade só me faz dar mais valor e querer abraçar os homens maravilhosos com quem tenho o privilégio de compartilhar a vida.

Há alguns anos, uma querida amiga anunciou que o bebê que esperava era um menino. Comentei: que bom! É ótimo que as mulheres de nossa geração eduquem meninos. Então mando uma singela homenagem também para todas as mulheres da minha geração que estão desempenhando com maestria esse papel de mães (e boadrastas) dos homens do futuro, em especial as do Lauro, do Xavier, do Miguel, do Bruno, do Lucas, do outro Lucas, do Mateus, do Theo, do Igor...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Quality sunday

Semana passada, num texto da aula de inglês, a turma ficou em dúvida quanto à expressão "quality time". O professor Aldy explicou que se trata de uma expressão que não tem uma tradição direta para o português - seria "tempo de qualidade", mas ninguém fala isso. Mas o sentido é fácil de entender: "quality time" é aquele tempo bem aproveitado que se passa ao lado de pessoas queridas ou consigo mesmo. Como na frase em questão: "We both have very demanding jobs, so weekends and holidays are the only times we can have some quality time together". É aquele tempo em que namorado e namorada, marido e mulher, pai e filho, filho e mãe, amigos, compadres, passam realmente juntos. Simples de entender.

Bom, então ontem eu voltei pra casa pensando que tive realmente um quality sunday: acordei às 5h da manhã para trabalhar na prova de ingresso da instituição onde trabalho; me apresentei às 7h10 e ao meio-dia estava saindo; busquei minha mãe em casa e botamos o assunto em dia durante um almoço delicioso e ensolarado no Ribeirão da Ilha, com direito a ostras, tainha, Heineken 600, sorvete Amoratto e café expresso; fizemos uma visita surpresa e igualmente deliciosa para os Fontinha Oliveira (intimidade é uma merda, tu liga e diz "oi, estão em casa?", "estamos", "ah, tou indo aí com a mãe"', "ótimo, vou passar um café!"), onde além do café tinha família reunida, bolo de cenoura, bruschettas do Maurício e até uma lavação grátis e inusitada do meu carro sempre sujo; mãe devidamente deixada em casa no fim da tarde, analisamos brevemente meu tricô (que foi aprovado por ela) e em seguida fui pra academia (sim, domingo), antecipando meu treino de segunda, já que de antemão eu sabia que teria que faltar em função do trabalho; durante a série de novos exercícios, telefonema de hunny dizendo que estava saindo do trabalho (ele também estava convocado para a prova de ingresso, mas em período integral); terminei meu treino, tomei um banhão e fui ao encontro de hunny, para botarmos o assunto em dia entre chopinhos e um ma-raaavilhoso hambúrguer de picanha. Na volta pra casa, uma lua cheia de dar nojo pendurada no céu e o prenúncio de uma semana cheia de tarefas. Tomara que todas deem tão certo quanto o meu domingo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Um feriado meio la vie en rose





Sensato como sempre, meu amigo Gastão ponderou: que graça tem passar o feriado numa casinha na beira de um buraco?

E, como sempre, levei em consideração o que ele diz. Então vou ver qual é, e na volta eu respondo.

[Esta foto é surrupiada do site da pousada - a casinha onde vamos ficar, com o cânion Malacara ao fundo.]

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Vênus foi adotada!

A boa notícia da semana é a adoção super bem-sucedida da Vênus. A Ana Corina conta aqui como foi. Best wishes!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Isso é glamour?

E por falar na invasão de celebridades a Florianópolis, em especial a Jurerê Internacional - que, para quem não sabe, fica aqui do ladinho de onde eu moro -, uma amiga que se encorajou a passar o réveillon numa daquelas festas autoproclamadas chics sofreu uma grande decepção. Ela - bonitona como sempre - e um grupo de amigas se organizaram em setembro para comprar convites para a tal festa, que ia ter ceia, DJ, champã, fogos e tudo o mais. Olhando o valor absoluto dá até pra dizer que pagaram meio carinho, mas muito pouco comparando o preço com o valor pelo qual os convites estavam sendo vendidos na véspera do ano novo, algo em torno de seis vezes mais.

Well. E no meio daquele furdunço todo que virou o outrora aprazível balneário de Jurerê horas antes da virada do ano, lá foi ela e seu grupo de amigas para a festa. Pra estacionar, cinquentão - em cima da areia. E todas elas de salto. Alguma mulher sobre a face da terra vai a uma festa bacana sem salto? Então por que diabos o peão mandou as moças estacionarem na puta que o pariu, em cima da areia? As pobres meninas passaram os últimos minutos de 2009 fazendo exercício para panturrilha na areia. Não, ninguém merece.

Na entrada, os paparazzi de plantão à espera de celebridades armaram seus equipamentos quando viram o grupo de moças bonitas e de branco se aproximando da porta de entrada. Como nenhuma era atriz da globo, algum grosseirão disse "não, não é ninguém". Como assim, não é ninguém?

Resumindo a ópera, de acordo com o relato da minha amiga a festa até estava bacana, com exceção da comida horrível - lentilha crua e carne dura -, da falta de infraestrutura para quem afirmou que iria servir uma ceia - elas tiveram que comer num balcão, em pé, e só com garfos, porque facas eram proibidas no recinto - e dos vândalos chics que resolveram brigar, lançando champanhe uns sobre os outros, numa espécie de batalha entre camarotes. Sorry, pessoas chics, mas isso não é glamour.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Vênus precisa de um lar!


Ana Corina é uma pessoa tão absolutamente fantástica e generosa que, mesmo no turbilhão familiar dessa perda tão sofrida, ainda consegue manter a lucidez e iniciar campanha em busca de uma nova família para a Vênus. Chorei muito hoje por essa amiga querida. E, se posso ajudar remotamente de alguma maneira, é mandando o recado pra frente: Vênus é uma cachorra maravilhosa, mestiça de dobermann, portanto ótima para guarda, e merece/precisa de um novo lar amoroso - de preferência, onde possa reinar absoluta no quintal. Os contatos da Ana estão ali no cartazinho.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Que silenciem todos os tambores do céu

Porque o Lucas, nosso Sky, o percussionista-octopus, está chegando por lá.
Vai em paz, menino querido!
.
.
.
[Na foto, Sky, Fred, eu, André e Daniels - eu infiltrada no adorável grupo de melhores amigos do meu irmão, no dia dos 60 anos da minha mãe. Sky misteriosamente nos deixou há algumas horas e estamos todos ainda de cara.]


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Too sexy

Achei um barato a repaginada que deram no videoclipe desse som tããããão anos 90 (oh my god, os anos 90 já são retrô). Boa pedida pra aumentar o som e dar uma sacodidela básica no esqueleto enquanto termino de me arrumar para encarar mais uma sexta-feira. Que, as always, fortunately, precede um sábado.

[A inspiração veio da conversa que tive agora há pouco, pelo MSN, com o queridão André Guillamelau, que agora é veramente italiano e provou ser um especialista em repaginar-se para melhor. Um beijo grande praquela pessoa fina, que está a caminho da Oktoberfest de Munique!]

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Facing the music and dancing

Bye, bye, inferno astral: mas nem posso reclamar que ele tenha sido infernal, porque os dias que antecederam minha passagem aos 37 foram alegres, divertidos e tranquilos - apesar de todas as complicaçõezinhas cotidianas da vida, que incluem os cuidados com o ombrinho. Já estou autorizada a trabalhar há alguns dias, mas tenho seguido à risca a recomendação de evitar sobrecarga no braço direito até que tudo esteja bem saradinho, então carrego a bolsa no ombro esquerdo (dificílimo), vou às sessões de fisioterapia com assiduidade e só tenho teclado o absolutamente indispensável - no trabalho. O mouse fica na mão esquerda (e com isso eu me embanano um pouco para usar o InDesign, mas vamos indo). E nessa o blog continua meio que num limbo, mas alive and kicking. Ah, sim, estou devendo para a Fiona e para as torcidas do Flamengo e do Botafogo juntas uma foto minha com o RayBan novo, mas ainda não consegui produzir alguma que preste. Mas ela virá. Por enquanto, let's face the music and dance - ouvi esse som outro dia na voz de travesseiro da Diana Krall, mas pra postar aqui achei uma gravação com a voz de além do Renato Russo. Ouçam, encarem e, quem for capaz, dance.





there may be trouble ahead
but while there's moonlight and music
and love and romance
let's face the music and dance
before the fiddlers have fled

before they ask us to pay the bill
and while we still have a chance
let's face the music & dance
soon, we'll be without the moon
humming a different tune
and then there may be teardrops to shed
but while there's moonlight and music

and love & romance
let's face the music and dance, dance
let's face the music and dance

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sobre os meus muitos dias sem postar

Depois de QUINZE dias com recomendação de repouso (que tragicamente significa ficar longe do teclado... ai ai ai), finalmente ontem voltei à ativa, tendo que dar conta das toneladas de trabalho acumulado e ainda assim pegando de leve com o ombro, que ainda está sob cuidados médicos. Por isso não vou conseguir extravazar todos os posts que acumularam na cabeça nesses dias. Vamos então, como editora que ainda sou, recorrer a drops pra ver se dou conta da maioria dos temas.

Então, nesses 15 dias de atestado:

1) Fiz fisioterapia todo dia. Todo-santo-dia. E é ótimo. Adoro os choquinhos;

2) Hunny, em mais um acesso de insanidade e fofura extremas, me deu de presente de aniversário o Rayban mais lindo do mundo (igualzinho a esse da foto). Claro que eu quis matá-lo. Mas claaaaaaaro que fiquei muito mais besta do que já sou. Sim, a armação é lilás. Não tenho foto com ele ainda por pura desorganização minha, mas juro que terei e aqui postarei;

3) Ganhei uma festa de aniversário surpresa, também bem adiantada. E adorei! Infelizmente a Tati, uma das mentoras, não pôde vir por causa do falecimento de alguém bem próximo da família dela. Mas adorei passar o domingo cercada de pessoas queridas - ainda mais ganhando presentinhos -, que incluíram meus dois irmãos, minha mami e minha cunhada - num raro momento em que estamos todos juntos;
4) Renovei a escova progressiva e, pela primeira vez na vida, fiz uma limpeza de pele profissional. Minha pele, que já andava numa fase boa (hehe), tá óóóóótema agora;

5) Aproveitei o ótimo bazar do Beiramar Shopping e me fiz de louca comprando DUAS bolsas da M.Officer que estavam num preço fantástico. Foi meu autopresente de aniversário adiantado;

6) Ganhei da TIM, de mão beijada, um smartphone. Fiquei um pouquinho só mais besta;

7) Para evitar um possível entrevero com o Fidel, acabei levando uma mordida do Otto. Nada grave, só tirou um pedaço da pelinha do dedo indicador esquerdo. Estamos estremecidos mas acho que logo ele volta a falar comigo;

8) Assisti muuuuuita televisão. Me encarnei naquela novelinha das seis, uma graça. Pena que agora não posso mais assistir porque naquele horário estou sempre no batente;

9) Renovei minha carteira de motorista. Errei três questões estúpidas da provinha de 30, mas tudo bem. Só que ainda não consegui atravessar a ponte para buscar o documento novo;

10) Pensei bastante na vida e cheguei à conclusão de que sou uma moça de muita sorte.