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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Felicidade dá em árvore?



Apreciadora dedicada de plantinhas fofas e seus simbolismos, minha mãe não demorou muito a me presentear com um casalzinho de árvores da felicidade alguns dias depois que deixei de morar com ela, lá pros idos de... 2001. Eram as duas no mesmo vaso. Reza a lenda em torno dessas arvorezinhas que uma é o macho, outra a fêmea, e que elas devem ser cultivadas sempre juntas. Outro aspecto importante da superstição é que elas devem necessariamente ser ganhas de presente, como manifestação do desejo de boa sorte e felicidade da parte de quem presenteia.
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As minhas duas são essas aí (pessimamente fotografadas com o celular na luz baixa e alaranjada da sala da minha casa). A da direita é a remanescente do casalzinho original - de folhinhas compridas, não sei se macho ou fêmea. A da esquerda, de folhinhas redondas, está comigo há cerca de um ano. Sua similar original foi acometida por um surto de colchonilhas - um insetinho redondo que até é simpático na aparência, mas na verdade é um parasita que se alimenta da seiva da planta. E a minha arvorezinha pegou esse troço. Só a das folhas redondas. A outra, nem tchuns.
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Mãe fez de tudo para resolver: plantou em outro vaso, passou produtos para matar os bichinhos, nada deu certo. E finou-se a primeira arvorezinha. Mas reza a lenda que elas devem estar sempre em casal, e mãe persistiu, tentou me dar outras duas ou três desde então. Mas a das folhas compridas parecia estar destinada a ser uma árvore solteira: as das folhas redondas sempre morriam.
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Até que ela - a árvore das folhas compridas - ficou uma temporada sozinha na sala, em seu vaso. Crescendo, bonitinha, forte, mas sozinha. Ano passado mãe veio com uma mudinha nova, feita a partir de uma árvore da espécie das folhas redondas que tem no jardim do prédio dela - uma mudinha com história, portanto. Compramos vasos iguais para tentar um approach entre o novo casal - a mudinha nova em um, e a arvorezinha antiga no outro. Posicionei-as ao lado da minha TV, no aparador da sala, onde elas recebem claridade da rua mas não pegam sol direto.
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No início, a das folhas compridas estranhou: murchou, perdeu folhas, ficou meio pálida - acho que estava com medo do novo relacionamento. Enquanto a das folhas redondas se fixava na terrinha boa e botava mais e mais brotinhos novos.
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Mas foram só alguns dias assim. Hoje meu parzinho de árvores da felicidade é, posso dizer, um casal perfeito. Nada como encontrar a cara-metade, não é mesmo?
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[Observação: a tartaruga da coleção Procurando Nemo, em cima da TV, foi presente do querido Fred no meu aniversário, há três anos; já a da prateleira foi comprada no Projeto Tamar da Praia do Forte, na Bahia, a long long long time ago. Além de plantinhas, também curto tartarugas, sabia?]

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Um Papai Noel sem rosto

Não se preocupem, porque o título do post não anuncia nenhum texto crítico ao consumismo mordaz desta época. A ideia é só contar que o enfeite de porta fofo, barato e novinho que eu comprei para este ano - uma meia de feltro com um bonequinho de Papai Noel de cara bem rechonchuda - foi devidamente transformado em brinquedo pelos meus três amados cachorrinhos no mesmo dia em que foi pendurado. Isso foi antes de eu viajar, e o extermínio de mais este enfeite de porta me fez perder o pique com decorações de Natal este ano.

Mas ontem me curei. Depois de um dia ultrasobrecarregado, que envolveu reunião de trabalho bem cedo, saída com a família, supermercado, salão (eu também mereço uma pet shop) e até batida de carro (nada grave), isso tudo abaaaaixo de uma chuuuuuuva chatééééésima, entrei no clima total: passava um pouco das 22h quando fui para a cozinha fazer pudim de leite. Enquanto o dito cujo assava, embrulhei os presentinhos que vou levar hoje para a family na casa de mamy, desencaixotei os enfeites de Natal e coloquei todos em seus devidos lugares. O que sobrou do enfeite estraçalhado - só a meia - ficou no corredor. Montei minha mini-árvore de moça solteira (daquelas de 50cm de altura) com bolinhas e laços vermelhos, outros enfeitinhos dourados, ao lado do menino Jesus (não é exatamente um presépio, mas é a intenção), com muitas luzinhas, tudo sobre a mesinha antiga de madeira que pertenceu a minha bisavó. E pronto, como num passe de mágica minha casinha ficou com cara de Natal e cheiro de pudim assando.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Luva de pelica

Eita diazinho chato. Dormi demais e perdi a hora de botar o lixo na rua. O-deeeeio lixo acumulado em casa e agora só quarta-feira. Saindo de casa, banho tomado e schedule devidamente planejado, percebo um esguicho brotando do chão do quintal, perto do pé de acerola e do registro da Casan. Vazamento. Oh my god. Um lindo chafariz no jardim que no entanto eu nããããão projetei. Mudei todo o planejamento do dia e ganhei ok dos meus coordenadores para trabalhar em casa por hoje - fazendo plantão à espera do sempre atencioso seu Luís com uma solução para o vazamento. Que, no entanto, só poderá ser efetivamente consertado amanhã, se parar de chover - porque consertar o cano exige o uso de cola, e a cola não seca na chuva. Oh my god de novo. Daí aqui estou eu, com o registro fechado e economizando cada gota de água dentro de casa. Tenho reservatórios, ok, mas é chato. Com o tempo úmido os cachorros ficam fedorentinhos e dormem mais que o normal. Cheguei a pensar que minha vida seria muito mais simples morando sozinha, sem cachorro nem gato nem árvore nem peixe, sozinha mesmo, num apartamento kinder ovo no centro, alugado, sobre o qual eu não teria a mínima responsabilidade em caso de vazamento ou raio que o parta. Passei o dia nessa bad vibe até que hunny me liga para saber como tinha sido meu dia no home office e entre uma coisa e outra pergunta se o pé de abacate já está brotando. Foi o suficiente pra eu me sentir ridícula por reclamar de coisas tão bobas e por me sentir tão vitimada por um simples vazamentinho, que é algo que acontece. A vida é bela. Mesmo em dias de chuva.

Palavrinha do dia: desapego

Resolvi aproveitar a tarde de sábado para dar uma ajeitada no armário. Tive um surto de desapego e resolvi tirar de lá as roupas que não uso - muitas delas eu até gosto, mas não uso sabe-se lá por quê. Nessa onda, resolvi passar pra frente nada menos que nove calças, algumas blusas de lã e a minha linda jaqueta de couro dos tempos da faculdade. Tudo em perfeitas condições de uso, mas todas peças que estavam paradas no armário havia muito muito tempo. Assim abri espaço para colocar coisas novas. Ou simplesmente para guardar melhor as coisas que tenho e que realmente uso - essas é que são as importantes. Não é mesmo?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Onze drops sobre o fim de semana que passou

1) A colheita das laranjas acabou. Hunny e eu surrupiamos um bambu (e o bambu? hehe) da beira do rio do Brás e com isso pudemos apanhar as frutas láááá de cima, que, por pegarem mais sol, suponho, eram as mais bonitas.

2) Aproveitando o clima bucólico, plantamos um pé de abacate. Aguardaremos brincaremos no regato até que nos tragam frutos teu amor teu coração. [Na verdade quem plantou foi hunny, eu só indiquei o local no terreno e fiquei olhando enquanto ele colocava com cuidado a semente germinada na caminha de terra.]

3) Almoçamos tainha no restaurantezinho simples que frequento em Ponta das Canas há quase 20 anos. Estava um dia lindo. No mar, um cardume enorme de golfinhos [golfinhos juntos são um cardume??] deu show.

4) Lavei roupa, passei roupa. Como é bom fazer esse tipo de coisa com calma, caprichando nas borrifadas de Pass Comfort e nas dobraduras dos lençois.

5) Com o frio, ressuscitei minhas pantufas e o aquecedor elétrico [meu R2D2] voltou à ativa. Os cachorros a-dooooooram!

6) Não fui ao show do Roberto, mas ouvi aquela canção: "quero que você me aqueça neste inverno / e que tudo o mais vá pro inferno". Minha predileta do Rei.

7) Testei um site de backup de blogs que o André me indicou há um tempão. Me loguei e tals, mas sempre que mando fazer o backup dos posts mais antigos ele dá um tilt. E no meu blog apareceu de novo, com data atual, meu primeiro post [a Regina chegou até a fazer um comentário... desculpa aê, fessora!]. Desisti por enquanto.

8) Fiz na sexta-feira a primeira sopa de queijo do ano. Com vinho tinto, é o que há. Outra hora posto a receita, muito facinha.

9) Lola saiu do repouso. Voltou a seu observatório e a perseguir os raios de sol. She's only happy in the sun. Mas ainda manca um pouco de vez em quando, e eu mantenho vigilância. Provavelmente vai ter que ir no vet de novo.

10) Assisti a quatro bons filmes na tv a cabo. Isso sempre acontece quando eu me convenço de que, para cortar despesas, devo deixar esse luxinho de lado. Oh my god.

11) Retomei a leitura dos contos da Virginia Woolf. Do começo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Finalmente

Chegou ontem, por Sedex, minha encomenda. Depois de descobrir que a caixa havia sido extraviada, o atendimento ao cliente do Shoptime se comprometeu a entregar os produtos até amanhã. Pelo menos isso foi cumprido. E menos mal: de fato as peças são muuuuuito bonitas e saíram por um preço muito bom em relação à média nas lojas presenciais, pelo que andei pesquisando. Pronto, passou o stress. Agora dá licença que vou lá tomar um banho relaxante. E me enxugar com uma das toalhas brancas novas. =)

sábado, 9 de maio de 2009

Adorei

Sou conhecida internacionalmente por minha dependência de café. Pra chocolate, não dou muita bola. Atenta a essa equação, mamy me deu uma cafeteira de presente de Páscoa. Eu sempre defendi que café de cafeteira não é grande coisa. Pois olha que mordi a língua. A nova maquininha já está perfeitamente integrada à minha cozinha e à minha rotina - já estreou, inclusive, na churrasqueira, para a hora do fireball regado a café com sorvete. E tornou-se um dos meus itens domésticos indispensáveis, ao lado da lavadora de louça, da lava-roupa, do micro-ondas e do geladeirão frost free.

[Feitos os elogios, dá licença que vou lá buscar mais uma xícara.]

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Como assim, Bottini??!!

Zapeava eu descompromissadamente pela TV a cabo outro dia. Parei no Shoptime, onde uma moça escovada e muuuuuito alegre mostrava uns jogos de toalhas felpudas a um preço de fato muito bom. Resolvi dar uma olhada no site e, além de encomendar dois jogos das tais toalhas - um branco, porque eu não sou estrela pop mas adoro toalhas brancas, e outro rosa - pedi ainda um jogo de cama em algodão hiper-ultra-mega-um-milhão-e-meio-de-fios que estava, também, num preço bom. Calcula o frete, tudo parcelado sem juros no cartão. Ok, fiz uma boa compra!

Ledo engano. O prazo para entrega previsto era de cinco dias úteis. Já se passaram quase 15 dias úteis e nada das minhas lindas toalhas chegarem na minha casa. Reclamei por telefone e disseram que a encomenda seria entregue até dia 5. Não foi. Desde então já liguei várias vezes para a central de atendimento e sempre fico pendurada esperando para ser atendida. Mandei um e-mail e recebi uma resposta automática prometendo um contato em até três dias úteis. O atendimento online está sempre com todos os "consultores" ocupados (não sei por que hoje em dia atendente e vendedor viraram "consultores"). Well. Certamente esta terá sido a primeira e última vez que fiz comprinhas no Shoptime. Quer toalhinha nova, minha filha? Toca pra Havan.

[Espero que quando minha encomenda chegar eles mandem junto um narizinho de palhaço.]

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Pensa que acabou??? Nããão, não acabou!!!

Professora Regina que me desculpe, eu até acho os batráquios uns bichinhos simpáticos, mas a sensação de acordar de madrugada e atochar os pezinhos recém-saídos do edredom numa poça de água ge-laaaaaaada é deveras desagradável. Não era sonho: a poça era no meu quarto, tinha uns 15cm de profundidade e o diâmetro da lâmina d'água devia ter uns... hm... 5 mil metros quadrados. Oh my god. Meu saudoso pai comprou esta casa que hoje chamo de lar há quase 30 anos, e olha que nesses 30 anos já choveu horrores em Frogville, mas pela primeiríssima vez a água invadiu o lado de cá da porta da sala. Depois de três segundos atônita, catei o celular e liguei pra quem? Pra quem? Pra hunny, of course. Pergunta estúpida: "quê que eu faço? Tou com medo de acender a luz". Sim, porque afinal de contas eu sou uma sequelada de choques elétricos. Hunny disse para eu não acender luz nenhuma, desligar os disjuntores e esperá-lo. Passei pela sala. Filhotes empoleirados nos sofás, tadinhos, assustadésimos. Foram inclusive os latidos do Fidel que me despertaram - com meu soninho pesado era capaz de eu acordar boiando no colchão de mola, embaixo do pé de jaca.

Atendendo a pedidos, vou abrir um parágrafo.

Com a água na altura dos tornozelos - e olha que o único par de calçados que eu consegui juntar entre todos os que boiavam pela casa foi um tamanco Arezzo anabela com 10cm de plataforma - juntei-me aos filhotes no sofá empapado e fiquei aguardando hunny, com medo de transitar no meio do brejo do quintal com os pezinhos assim expostos a bichos & nojeiras. Lembrei então de uns tênis Adidas que eu ganhei há um tempo, de um modelo feito para praticantes de rafting, todo emborrachado e com um sistema de drenagem na sola. Perfect. Localizei os ditos cujos, calcei-os mas não precisei ir até o portão a pé quando hunny chegou, já que por pura sorte eu tinha deixado acionado o disjuntor exclusivo do portão. Yes. We can.

- Ana, é muita água. Três ruas pra lá, tá tudo embaixo d'água. Não tem o que fazer.

Oh my god. Ele tinha deixado o carro na esquina e caminhado até o portão com a água na metade da canela (não são canelas pequenas). Eu já estava avaliando a possibilidade de catar computador, uma muda de roupas e os filhotes e fugir pra casa da minha mãe quando observamos um pé das minhas havaianas novas boiando porta afora. Sinal de que, apesar de a chuva continuar, a água estava baixando. Hunny trouxe então o carro para dentro do pátio-brejo e sentamos na porta de casa, bebendo um vinho tinto, à luz de velas, para esperar a água baixar. Há circunstâncias mais favoráveis para se beber um vinho tinto à luz de velas com esse tipo de ser, mas tudo bem. E a água foi baixando. Depois de mandar pra fora grande parte do que estava acumulado dentro de casa, conseguimos dormir um pouco. Oito horas da manhã e hunny partiu, pobrezinho, meu heroi, para um dia cheio de compromissos profissionais e familiares. Eu já avisei no trabalho que virei uma flagelada e estou apenas no início de um dia repleto de rodos, esfregões e muuuuuuuuita água sanitária.

Graças a deus o modem da NET não molhou.

E estou pensando seriamente em ligar pra Vanessa para pedir mais uma sessão.

sábado, 18 de abril de 2009

Minha vidinha bucólica

A temporada das acerolas acabou: restaram dois potinhos congelados no freezer. As pitangas também já estão esparsas. Em compensação, a laranjeira tá uma coisa de doido: hoje colhemos três sacolas cheinhas, só pegando o que estava ao alcance da mão do galego de quase 1,90m (se eu fosse contar só com a minha altura, talvez tivesse conseguido duas ou três... laranjinhas). Temos agora que providenciar alguma geringonça que nos dê acesso às frutas mais altas. Taí algo realmente importante para se preocupar.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Um pequeno delito

Meu vidrinho novinho de pimenta Tabasco teve a tampinha misteriosamente perdida na noite de Réveillon. Ela foi então substituída de improviso por um pedacinho de papel alumínio todo amarrotado. Que, além de ter um aspecto feio, precisa ser substituído toda hora porque alguém sempre amassa aquele papelzinho e joga fora. Esse pequeno problema foi resolvido com um pouquinho de cara de pau durante uma pausa na caminhada de domingo na Ilha do Mel. Eu, que nunca consegui roubar chocolate nas Americanas e nem copo em bar lotado, deleguei a tarefa delituosa ao Douglas, que a executou prontamente e na maior elegância. Terminada a deliciosa porção de iscas de pescada (que foi o motivo para virem à mesa dois vidrinhos de Tabasco, um da Garlic e outro da tradicional), pedimos a saideira e a conta. A tampinha de um dos vidros foi sutilmente colocada num canto da mesa entre nossos bonés e óculos. Quando a garçonete veio recolher as coisas, levou os dois vidrinhos sem notar que um deles estava sem tampa. Bingo. Meu vidrinho de pimenta já está pela metade, mas já não faz feio quando vai à mesa. Será que vou ser cobrada por isso no juízo final?

[Lição: a partir de agora, além dos araminhos de saco de pão, vou também começar a colecionar tampinhas de pimenta Tabasco. Pra garantir.]

quarta-feira, 25 de março de 2009

Semana curta

Fim de semana prolongado é uma delícia, ainda mais quando se dá um jeito de esticar o feriadão que iria só até segunda para a terça-feira de manhã. Mas o efeito inverso disso (não vamos dizer que é um efeito negativo, mas apenas uma consequência inevitável de três dias e meio sem se preocupar com porra nenhuma) é a semana curta que vem em seguida. Cair na real de novo é um processo quase doloroso - daquelas dores que se sente com um sorrisinho nos lábios, já que a preocupação com o volume de tarefas acumuladas e coisas para dar conta nos âmbitos profissional e doméstico vem junto com a recordação de outras coisas como o edredom branquinho e cheiroso da pousada. Enfim. Mas o que eu queria dizer mesmo por enquanto é que só vou poder contar da caminhada de mais de 10 quilômetros entre praias e costões (sim, eu consegui transpor costões!!), da pousadinha fofa, da comida maravilhosa, da reposição da tampinha do meu vidro de pimenta, das ampolas de Original pelas quais pagávamos R$ 7 achando tudo lindo, dos belos dias de sol, das noites de céu cintilante cheias de estrelas cadentes e do encerramento disso tudo ao lado dos meus dois queridos irmãos quando eu receber o cd com as 417 fotos desses três dias e meio. Porque nem tudo é assim tão fácil: a câmera e o cartão de memória ficaram em Curitiba com seu legítimo dono, que está providenciando o envio daqueles mais de 500 mega por Sedex. É um deja vu de tempos atrás, quando tínhamos que mandar revelar filmes nos laboratórios fotográficos. Oh my god, que ansiedade...

segunda-feira, 16 de março de 2009

O lado doce da vida rural

Jardineiro a cada três semanas para manter limpos os 1000 metros quadrados de terreno gramado: 100 reais.

Cinco tanques de álcool por mês para garantir o deslocamento diário médio de 50 quilômetros entre casa e trabalho: 350 reais.

Colher acerolas gigantes no pé e preparar um suco fresquinho para o café da manhã de sábado com o namorado: não tem preço.

sábado, 7 de março de 2009

Coisinhas domésticas

Já perdi as contas de quantas chaleiras eu destruí ao esquecê-las no fogão acesso até a água evaporar completamente e o metal ficar incandescente e deformado. Dizem que isso é perigoso, mas nunca houve danos graves aqui em casa - fora, é claro, o preju das ditas cujas, algumas vezes de inox, outras vezes simplinhas de alumínio mesmo, descartadas no lixo reciclável.

A solução para esse meu pequeno desvio de caráter veio pelas mãos da querida tia Wilma, minha madrinha, que me presenteou com uma linda chaleira de inox com detalhes em esmalte, daquele tipo que apita quando a água ferve. Até agora, tudo bem.