sábado, 18 de outubro de 2008

35 minutos de filme...


...e eu já lembrei que "Fale Com Ela" é meu Almodóvar predileto.

Vou buscar uma Heineken.

Hello-ow

Ok, vamos questionar se a amiga devia ter entrado de novo no apartamento ou não, se os negociadores falharam, se a polícia agiu corretamente ao invadir, se a mãe do guri devia ter ajudado na negociação, etc, etc, etc. Mas para mim ninguém comentou ainda o que me parece mais absurdo na história do seqüestro das duas meninas em Santo André. Porra, fala sério: um guri de 22 anos inconformado com o fim do 'relacionamento' de três anos com uma garota de... 15? Ele aos DEZENOVEEEEE começa a namorar uma garota de DOZEEEEEEE, o lance rola durante três anos, e o término vira um barraco trágico desses? Onde é que estão os namorinhos saudáveis da adolescência? Meu deus, não sei o que está acontecendo com essa molecada de hoje. Tudo fica grave demais tão cedo. Tão dramático e definitivo. É uma história tenebrosa atrás da outra. Fala sério. Uia.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Quando se parte rumo ao nada

Cansei do Dário e do Amin trocando farpas ontem e resolvi jantar assistindo aos videoclipes do Multishow - que providencialmente passam no horário dos programas eleitorais noturnos. Passou um clipe do Paulinho Moska que me fez lembrar de uma conversa que tive com um amigo meu meses atrás.

Nós estávamos voltando de carro da Lagoa e tocou a música "A seta e o alvo" no rádio. É uma letra forte que, como as próprias imagens do clipe reforçam, fala sobre quando duas pessoas que se relacionam têm suas almas separadas e passam a querer coisas diferentes. O que me fez lembrar da conversa foi que, na ocasião, esse meu amigo disse que para ele a letra batia diferente: ele entendia o poema do Moska como a descrição de um conflito interno, como se fossem ele e ele mesmo a querer coisas diferentes, aquelas contradições individuais e existenciais, de querer muito uma coisa mas saber que a escolha adequada é outra. É um jeito de pensar. E entendi muito bem o que meu amigo queria dizer. Passei a ouvir diferente a música do Moska e gostei de voltar a pensar nisso ontem, enquanto comia meu sanduíche de queijo, peito de peru e tomate, com suco de uva, na frente da tv.

Ainda não consegui fazer meu firewall aceitar download de vídeos, mas quem quiser curtir o som, clique aqui.

A questão que para mim ecoa é: qual é a graça de já saber o fim da estrada quando se parte rumo ao nada? Sei lá, seu Moska. Talvez a graça esteja no percurso...


Eu falo de amor à vida, você de medo da morte
Eu falo da força do acaso e você de azar ou sorte
Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa mas você só quer atingir sua meta
Sua meta é a seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera

Eu olho pro infinito e você de óculos escuros
Eu digo te amo e você só acredita quando eu juro
Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na terra
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era
E o que era era a seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera

Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade, você se preocupa em não se machucar
Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro e você se satisfaz com metade
É a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera

Então me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada quando se parte rumo ao nada

Frog feeling

Na boa: acho que nós aqui da velha Desterro já perdemos completamente a moral pra chamar aquela próspera cidade do Norte catarinense de "Chuville". Tempinho chato. =(

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Alegria de pobre

Uma das seqüelas mais marcantes dos meus 11 anos de trabalho em redação de jornal é a incapacidade de ficar feliz quando tem feriado. Porque em redação de jornal um feriado é um dia como outro qualquer. Nos tempos do AN algumas vezes até tinha escala de plantão, mas isso costumava valer só para o dia do feriado mesmo - não rolava de emendar quando a data em questão caía numa quinta, por exemplo. Uma vez fora da redação, fiquei dois anos e pouquinho como frila - e quem é frila sabe que se o trabalho tem deadline, feriado também não existe. Nos feriados do primeiro semestre deste ano, por exemplo, eu estava atolada de trabalho. Ou seja... feriado, quê que é isso, mesmo??

Daí eu voltei pro mercado formal como funcionária efetiva de uma instituição federal de ensino e hoje soube que dia 28 de outubro é dia do servidor público. Cai numa terça. Acordo lá das chefias: a segunda entra no rolo. A boa notícia é: Mano e André, me aguardem em Curitiba no final do mês!!! =D

Cretinice tá nos genes?


André sempre gostou do meu RayBan velho, do qual eu estava enjoada há tempos, e tem sua própria coleção de modelos aviador. Eu nunca consegui fazer coincidir o RayBan novo perfeito com um contexto de grana em caixa. Pois no último fim de semana simplesmente resolvemos trocar de óculos e ficamos os dois com essa cara de patetas fazendo foto de celular a caminho do surrasquinho de domingo. Xiiiiiiis!!

Sangue azul - e bom

Quem me conhece sabe da minha indiferença por futebol. Não estou nem aí pra quem é líder, pra quem perdeu pontos, pra quem entrou na zona de rebaixamento ou pra quem vai pra repescagem. Mas uma turma de amigos fofos - e gremistas - lançou um blog pra falar de sua paixão em comum. Dos onze, conheço sete: Gastão, que é meu amigo querido, repassador de crônicas do LFV, ex-professor de redação citado no post ali embaixo e conselheiro; Adri, Jefe e Marta, colegas da turma 90.1 do Jornalismo da UFSC; Emerson 'Tomate', mi compay; Andressa, colega da Quorum; e Upiara, ex-colega no jornal A Notícia. Como entre meus cinco ou seis leitores deve ter algum que goste de futebol - ou quiçá um gremista - vai o link ali pra listinha de recomendações.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Elas também não falam


Ter cachorros sempre foi a desculpa perfeita para uma pessoa que não sabe cuidar de plantas não cultivar uma hortinha nem flores no quintal. Pois dona Conceição, em suas temporadas alternadas por cá, já conseguiu fazer um canteirinho de salsa. A flor da hora é essa orquídea, que ela amarrou numa árvore a salvo dos monstrengos. E a mágoa da estação é com minha jabuticabeira, que este ano deu quase nada de frutas.

Haja maçã

Eu precisaria de um pomar maior do que o da Fazenda Renar para entregar hoje uma maçãzinha para todos os meus professores. Como essa possibilidade é absurda, e como a minha memória de elefante não é suficiente para lembrar rigorosamente o nome de todos aqueles que já me deram aula na vida, vai aqui uma homenagem para os mais marcantes. Primeiro para Dona Conceição, é claro, que me ensinou a ler entre tantas outras coisas. Seu Egídio, com quem aprendi o gosto pela escrita e que também me ensinou a essência de todo o resto que eu sou. Dona Ivanilda, da primeira série lá no Colégio Santa Terezinha, em Curitibanos. Dona Maria Ilse, de português, já na quinta série do Instituto. Pinho, de física, e Mário, de biologia, no segundo grau do Catarinense. Gilka, Regininha, Gastão, Karam, Scotto, Gatti e tantos outros no curso de jornalismo da UFSC. Genebaldo e Armando na especialização. A fada Gilka de novo no mestrado e para sempre. Marina no grupo de dança do Instituto. Zé Paulo e Aldy no Yázigi. Beijos carinhosos para todos vocês, que me ensinaram a não querer parar nunca de estudar e de aprender.

Não vi

Fiquei ontem lendo minha Marie Claire e esqueci de procurar o disco voador que vinha transmitir uma mensagem de paz para a humanidade. Alguém viu?

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Palavrinha nova: opalescência

- Tá, mas isso é bom ou ruim?

Foi a pergunta que me veio à cabeça quando a doutora Tatiana disse que na segunda semana do tratamento de clareamento, meus dentes já estavam com "opalescência".

Ela riu como sempre - nossas consultas são sempre muito divertidas - e me explicou que a opalescência é uma propriedade ótica do esmalte dental, que é a camada mais externa dos nossos dentes. Ao contrário do que a gente leigamente pensa, o esmalte não é branco, e sim transparente. O que determina a cor dos nossos dentes é a dentina, que é a parte mais interna. E é ela, a dentina, que muda de cor quando se faz um tratamento estético como o que estou fazendo. Quanto mais branquinha a dentina vai ficando, as propriedades do esmalte vão ficando mais perceptíveis - ou seja, os dentes ficam com uma aparência mais saudável e o esmalte reage à luz. Dentes com opalescência refletem luz, e no exame clínico isso é observado quando as bordinhas deles aparecem azuladas sob a lâmpada.

É importante ressaltar, prosseguiu a doutora Tatiana, que o processo de clareamento só tem bom resultado - ou seja, o esmalte só cria esse brilho bacana - quando os dentes são saudáveis.

- Se o dente tem canal, ou restauração, ou prótese, ou qualquer outro problema, essas propriedades ficam mascaradas. Não é que o esmalte "perca" sua propriedade, mas fica menos pronunciado. Sacou?

Saquei, doutora. E digo mais: acho que isso também se aplica às pessoas. Quando elas estão bem por dentro, naturalmente brilham mais por fora só com um pouquinho mais de cuidado. Se por dentro nada vai bem, de nada adianta ficar enfeitando. É mais ou menos isso, né, doutora Tatiana?

Pessoas amigas de dentes saudáveis, eu super recomendo o tratamento.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Estou aprendendo

Passadinha vapt-vupt no Imperatriz sábado ao meio-dia pra comprar uma caixinha de Heineken, já que afinal de contas o convidado para o almoço era o garoto que mais ama Heineken no mundo. Aproveitei também para repetir o pecado de comprar dois pacotinhos de salgadinhos de festa de criança pra ir comendo no caminho, já que a fome era grande e a SC-401 tem 20 quilômetros.

Cestinha na mão, fui direto no caixa que estava vazio. O operador usava aqueles coletinhos de pessoal em treinamento, vermelho com letras em amarelo: "Estou aprendendo".

Logo que o garoto registrou o primeiro pacote de salgadinhos, a cliente que ele tinha atendido antes voltou para reclamar, muito impaciente: olha, eu comprei só dois refrigerantes e na nota aparecem três. Ele parou de me atender para conferir a nota e, de fato, tinha dado vacilo. Só que ele não podia resolver o problema da cliente anterior antes de terminar de registrar as minhas compras. Ficou nitidamente sem saber o que fazer. Pediu à moça para esperar e voltou à minha cestinha. Passou o segundo pacote de salgadinhos e o pack de Heineken só com o código de barras externo - ou seja, registrou apenas uma lata, quando eu estava levando 12. Treze e setenta e cinco, moça. Estava apressado e nervoso, à mercê da mal-humorada dos refris fungando no cangote dele e esperando para reaver seus 3 reais.

Cada lata de Heineken era R$ 1,79. Evidente que o tansinho havia registrado só uma unidade. Grande oportunidade para ganhar 11 latinhas de presente do Imperatriz, passou pela minha cabeça num centésimo de segundo.

Olhei o nome dele no crachá e disse com bastante calma: olha, Fulano, eu estou levando 12 cervejas e tu estás me cobrando só uma. Ele percebeu que estava cometendo o segundo vacilo do dia e registrou as outras 11. Cartão de débito, pode digitar sua senha, coisa e tal. Cortou a notinha da impressora e agradeceu me olhando nos olhos: moça, boa tarde, muito obrigado, desculpa, viu, muito obrigado!

Enquanto comia meus salgadinhos de frango SC-401 afora, fiquei imaginando que talvez o Fulano não tenha a mínima competência para ser operador de caixa, mas também pode ser que ele estivesse só num mau dia. E que se eu tivesse dado o migué de levar as compras com valor abaixo, isso poderia ser um dos motivos para que a avaliação dele pelos superiores fosse negativa e ele acabasse não ficando no emprego.

O Fulano não sabe, mas eu também estou usando um colete daqueles. Faz tempo. E acho que nunca vou tirar.

Mania sem graça


Um dos meus pequenos desvios de caráter é essa mania de bater autofotos no retrovisor do carro. Ainda quero ter paciência pra fazer um álbum no Orkut com todas que tenho, feitas por todas as estradas pelas quais tive a felicidade de passar. Essa aqui foi feita no domingo: o carro é outro, o espelho é outro, os óculos são outros, a câmera é outra, o caminho é outro. Mas a estúpida é rigorosamente a mesma.

Tá certo mesmo é o Chico Buarque

talvez o mundo não seja pequeno
nem seja a vida um fato consumado

Falou e disse, mestre Chico.

domingo, 12 de outubro de 2008

Mestre Cartola

Ouça-me bem amor, preste atenção
O mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés

Forte pacas. Cartola rocks.

Under my skin

Periga os caras consertarem o acelerador de partículas, botarem o troço pra funcionar de novo e o mundo explodir sem que eu tenha realizado algumas coisas na vida, como pular de pára-quedas, ter um filho, pisar no Velho Mundo ou fazer uma tatuagem. Pois resolvi tentar garantir ao menos um dos itens. Estou aceitando indicações de bons estúdios de tatoo em Florianópolis ou Curitiba, onde eu possa encontrar o profissional que vai tirar a idéia de desenho da minha cabeça e passar para o meu ombro esquerdo. Ontem eu, o André e a Tati fizemos uma busca na Internet mas não encontrei nada muito parecido com o que eu quero - ou seja, o que eu quero só existe mesmo na minha cabeça. Aceito, portanto, dicas e sugestões de bons profissionais. Gracias.

Beijo nos meus filhotes

Falou e disse a Ana Corina: meus cachorros são as minhas crianças, e para eles vão as homenagens de hoje. É para eles que eu volto pra casa; é por eles que eu sigo morando numa casa bem maior do que eu precisaria e longe de tudo; é a eles que me refiro, sem ironia, quando digo que sou uma moça solteira e trabalhadora com três bocas para sustentar. Eles não sabem, mas o amor que eles me devolvem vem acompanhado de muitas lições a partir daquela atitude generosa canina típica, que festeja efusivamente tanto as pessoas de sempre quanto as novas. Com isso e com outras coisas venho aprendendo muito nesses meus anos de cachorreira. Lola, Fidel e Sebastiana, vocês alegram a minha vida e são meus amores.

Homenagens estendidas ao Otto, que é o cachorrinho de minha mãe e portanto meu irmão, e portanto também, como filho da dona Conceição, o mais mimado de todos; à Gisa, minha sobrinha gata que apareceu do nada para alegrar a vida do Mano e da Jaque - e a do resto da família, por extensão; e aos queridos Basquiat, Giba, Luck, Greg, Bambi, Totó e Cacá, que passaram por nossas vidas e já foram cavar, latir, ronronar e brincar no céu dos bichinhos.