Cansei do Dário e do Amin trocando farpas ontem e resolvi jantar assistindo aos videoclipes do Multishow - que providencialmente passam no horário dos programas eleitorais noturnos. Passou um clipe do Paulinho Moska que me fez lembrar de uma conversa que tive com um amigo meu meses atrás.
Nós estávamos voltando de carro da Lagoa e tocou a música "A seta e o alvo" no rádio. É uma letra forte que, como as próprias imagens do clipe reforçam, fala sobre quando duas pessoas que se relacionam têm suas almas separadas e passam a querer coisas diferentes. O que me fez lembrar da conversa foi que, na ocasião, esse meu amigo disse que para ele a letra batia diferente: ele entendia o poema do Moska como a descrição de um conflito interno, como se fossem ele e ele mesmo a querer coisas diferentes, aquelas contradições individuais e existenciais, de querer muito uma coisa mas saber que a escolha adequada é outra. É um jeito de pensar. E entendi muito bem o que meu amigo queria dizer. Passei a ouvir diferente a música do Moska e gostei de voltar a pensar nisso ontem, enquanto comia meu sanduíche de queijo, peito de peru e tomate, com suco de uva, na frente da tv.
Ainda não consegui fazer meu firewall aceitar download de vídeos, mas quem quiser curtir o som, clique aqui.
A questão que para mim ecoa é: qual é a graça de já saber o fim da estrada quando se parte rumo ao nada? Sei lá, seu Moska. Talvez a graça esteja no percurso...
Eu falo de amor à vida, você de medo da morte
Eu falo da força do acaso e você de azar ou sorte
Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa mas você só quer atingir sua meta
Sua meta é a seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera
Eu olho pro infinito e você de óculos escuros
Eu digo te amo e você só acredita quando eu juro
Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na terra
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era
E o que era era a seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera
Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade, você se preocupa em não se machucar
Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro e você se satisfaz com metade
É a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera
Então me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada quando se parte rumo ao nada
Um comentário:
O meu nome é Aline e descúlpinhas se invadi seu espaço...mas sempre passo por isso as coisas sempre tem outro sentido pras pessoas ...oh legal é aprender cada vez mais né? rsr e sentir sensaçõpes diferentes !!
Postar um comentário