segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Pequenas coisas de 2010

1) No dia a dia: academia três vezes por semana. Sem nhém nhém nhém.

2) No quintal: mudas de butiá, de graviola, de grumixama, de limão, de araçá roxo.

3) Na matilha: muitos pelos brancos no focinho de Linda Lô. Exames geriátricos com excelentes resultados. A dona do quintal ainda reina.

4) No coração: meu galego tomando conta geral. Acho que eu no dele também.

5) No trabalho: cronogramas cumpridos, qualidade reconhecida, contracheque que compensa. Amigos queridos entraram pra equipe. Boas perspectivas.

6) Na garagem: carro novinho comprado a prestações possíveis.

7) Na vida acadêmica: retorno à minha primeira escola, reencontro com o que realmente gosto, novos amigos. Muito a pensar e escrever.

8) No rosto: Active C XL da La Roche-Posay, ácido hialurônico manipulado e muito filtro solar. Sinais dos tempos, ainda sutis, mas inevitáveis quando sorrio. E sorrio!

9) Na agenda do celular: números antigos voltaram a ser acionados. Números que já foram frequentes e caíram no limbo foram apagados. De uns poucos tenho saudade.

10) Na geladeira: saiu a carne de porco. Saiu o refrigerante. Entrou muita água de coco de caixinha. Continua entrando muita cerveja de qualidade a compartilhar só com quem é merecedor.

11) No pulso: voltei a usar relógio. Ganhei um lindíssimo da Guess (coisa do moço do item 4). E comprei um monitor cardíaco pra incrementar as horas passadas sobre a esteira.

12) No armário: mais do que eu preciso, sem dúvida. Mas gosto de tudo. E passei pra frente muita coisa boa que já não usava.

13) Na estante do escritório: muita teoria do jornalismo, muita metodologia de pesquisa, Boaventura de Sousa Santos e Edgar Morin.

14) Nos pés: troquei a lixa pelo esfoliante. Enfeito-os com melissas e saltos que já consigo, de novo, usar.

15) No sangue: proteína C reativa inferior a 3. Isso explica muita coisa.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Tucanos são fofos

Fiz um bocado de coisas nos últimos dias, entre elas ir a um zoológico onde as aves, mansas e protegidas, circulam livremente entre os visitantes.
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O do bico verde, dengoso


E o do bico amarelo, mais arisco
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[Desnecessário dizer que este post não tem nenhuma conotação política.]

domingo, 5 de dezembro de 2010

Vai dar pitanga



Minha pitangueira predileta (entre as quatro do quintal) está carregada de botões. Três exibidas que resolveram crescer antes de todo mundo já foram devidamente colhidas e degustadas, ao lado da primeira acerolinha da árvore vizinha (que também está carregada). É o prenúncio de mais um verão pródigo em frutas. Na fila, as uvas, laranjas, jacas e - novidade - bananas.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Linda pitbull precisa de um lar



Tem gente que é baixa e desumana a ponto de abandonar um animal amarrado em uma árvore, à própria sorte.

Mas felizmente tem gente como o Charlie e a Lari, que não fazem de conta que não viram a cena e se dispõem a dedicar tempo, dinheiro e amor para ajudar a recuperar a cachorrinha e encaminhá-la para adoção. Isso tudo no meio de um feriadão.

Precisamos agora de alguém que tenha disponibilidade para dar um lar para a Mel. As informações estão no cartaz acima (clique para ampliar). E ajudar a divulgar já é uma boa!




sábado, 13 de novembro de 2010

Sinal dos tempos - ou: sim, eu uso ácido \m/

Consegui uma janela na agenda sempre corrida para uma consulta à dermatologista, para fazer uma revisão geral nas minhas incontáveis pintas do corpo e pedir um fortificante para as unhas, que andam esbranquiçadas - resultado do excesso de esmalte.

Saí de lá com a prescrição de uma base manipulada, fortificante, e sinal verde para continuar pintando as unhas, o que me deixou muito feliz.

Mas para o rosto ela trocou o tratamento com ácido retinoico por uma fórmula manipulada à base de ácido hialurônico. Uma breve consulta ao Google me fez concluir o óbvio: estou ficando velha.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Eu adoro a primavera

É o quarto ano que percebemos a presença deles aqui, sempre bem cedinho e nos finais de tarde, comendo as sementes do ipê-amarelo (como já registrei nesse, nesse e nesse posts). Mas só nos últimos meses é que constatei que, embora a presença dos adoráveis papagaios-brasileiros na árvore do meu quintal seja sazonal - é primavera, sementes maduras, lá estão eles, não tem erro - eles passam o ano todo sobrevoando essa área. Bem cedo eles vêm lá do lado do manguezal de Ratones, onde, imagino, tenham seus ninhos, e voltam pra casa final de tarde. Voam sempre em duplinhas e muitas vezes batendo o maior papo - tanto que aprendi a identificar o barulhinho deles durante seus trânsitos. Algumas vezes param para descansar ou discutir o melhor lugar pra ir (são barulhentos quando querem, afe), em três ou quatro pares, nos eucaliptos do terreno ao lado.

Este ano eu já os tinha visto algumas vezes, sempre avisada pela Sebastiana, que fica emputecida quando eles jogam os restos das vagens no chão e late ritmadamente aquele seu latido que só quem conhece pra saber o transtorno que é (mas é um latido que, incrível, eu aprendi a amar). Descabelada, de óculos, havaianas e pijama, fui para o meio da rua para fotografá-los em melhor ângulo, aproveitando a bela luz deste dia ensolarado. Vale a pena pagar esse mico. Um deles era mais exibicionista: estava lá no alto da árvore, totalmente exposto, e nem tchuns pra mim enquanto eu o fotografava. O outro era mais low profile e preferiu se manter camuflado, misturando sua cor com a das folhas da jaqueira, que fica atrás do ipê.

É ou não é pra ficar estranhamente otimista? Eu fico, confesso.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Tuito pouco, blogo menos ainda

Minha condição de ausência contingencial das redes sociais me fez hoje pensar em um poema bonitinho que me lembra os tempos de colégio:

Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.

"Neologismo", de Manuel Bandeira, está no livro "Estrela da Vida Inteira" (3.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1973). Para o Douglas, lá em Brasília, que eu beijo, com quem falo até demais e sempre conjugo o verbo teadorar.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A liberdade é azul



Baía de Canasvieiras, hoje de manhã. Lá longe, a Ilha do Arvoredo, um dos meus lugares prediletos, aonde continuo indo muito menos do que gostaria.
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Registros deliciosos da última vez em que mergulhei naquelas águas, aqui e aqui.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Leishmaniose: vamos prevenir!

Quem tem cachorro ou não, gosta deles ou não, não importa: todos devem estar atentos ao risco da leishmaniose visceral, doença que foi detectada recentemente em Florianópolis. É um foco isolado, mas isso não quer dizer que quem mora no outro lado da cidade esteja imune - muito pelo contrário.

Eu, como mãe de três cachorros, irmã de mais um e cunhada de outras duas, tenho me informado a respeito com meu veterinário, dr. David, e principalmente com o sempre responsável, sério e incansável trabalho da Ana Corina, do blog Mãe de Cachorro. Ela é tão caprichosa que inclusive elaborou um índice com os principais post sobre a doença, que você pode ler clicando aqui.

O cartaz ali em cima, que também peguei no Mãe de Cachorro, tem algumas informações básicas e importantes sobre essa doença. Lá em casa as medidas de prevenção já estão em vigor. Como diz a Ana, se você mora no planeta Terra, isso tem sim algo a ver com você. Previna!

[Clique na imagem para ampliar]

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ágape opíparo

Um de meus bordões prediletos é chegar para o Gastão e a Soninha, ao final de um daqueles jantares em que a gente se deleita da entradinha à sobremesa, e dizer "olha, pra variar comemos muito mal e fomos muito mal tratados, mas obrigada por tudo e até a próxima".

Nunca é mentira. Porque, de uma certa maneira, comer mal pode ser a tortura de degustar aquele arroz à piamontesa cheeeeeeeeio de creme de leite fresco que ele faz para acompanhar os filezinhos Wellington (leia-se mignon enrolado em massa folhada estaladinha). Ou aquele ossobuco uuuuuuultra gorduroso soltando a carne, com molho de tomate e servido com talharim e parmesão ralado na hora - em cima do teu prato. Ou a salada de microbatatinhas e ovos cozidos temperada com azeite extravirgem, pimenta calabresa e salsa fresquinha. Ou os tomates assados cujo último pedaço do pote eu sempre cometo a grosseria de pegar sem dividir com ninguém. Ou aqueles moranguinhos delicadamente cobertos com chocolate derretido, ou ainda as sobremesinhas de leite condensado preparadas em muitos copinhos individuais.

E ser mal tratado, de uma certa maneira, pode significar rir até doer as bochechas e ficar com uma preguiça absurda de dirigir de volta pra casa - a vontade é dividir a cama com o fofo Barthés, bassethound do casal.

Então é deveras pertinente que esses meu queridos amigos de longa data tenham colocado no ar, há uns poucos dias, o blog Cozinha a dois, onde generosamente compartilham suas receitinhas, desde aquelas mais especiais até as do dia a dia (como a carninha com cebola que me fez salivar ontem de manhã). Até a saladinha de alface com cenoura ralada e tomate fica uma graça quando feita e descrita por eles. Pra quem gosta de se aventurar na cozinha - preferencialmente com sua cara metade, tempo, papo e um bom vinho - é uma deliciosa fonte de inspiração. Vinda, aliás, de um casal que para mim é exemplo em tantas outras coisas.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Saudação à primavera

A querida amiga Marta Scherer, jornalista como eu, doutoranda em literatura, loura, linda, alta e poderosa, habilmente driblou a correria nossa de cada dia e cometeu a delicadeza de mandar bem cedinho este texto de Cecília Meireles, alertando para a importância de não esquecermos de saudar a primavera, "dona da vida". Não esqueçamos, pois!


Primavera
Cecília Meireles

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, p. 366.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Hoje *sou* assim

Hoje bem cedinho chegou a fazer 6 graus celsius em Curitibanos, cidade onde o destino fez com que eu viesse ao mundo, há exatos 38 anos. Minha mãe sempre conta que era uma madrugada muito fria, com geada, naquele finalzinho de inverno. Isso não mudou muito desde então - até que a primavera se estabeleça, serão ainda muitas manhãs de friozinho por lá.

Já eu, devidamente estabelecida no litoral - e na capital - há exatos 30 anos, mudei um pouco: desde aquela madrugada fria de 15 de setembro de 1972, cresci pouco mais de 1 metro e multipliquei meu peso original por 12. Mas não vou me perder em reminiscências acerca da passagem do tempo porque hoje tenho que dar conta de um monte de trabalho, aula à tarde, academia à noite, aquela correria de sempre - afinal, dia de aniversário também é dia útil, com o doce acréscimo dos paparicos que desde bem cedinho começaram a pipocar. Bom dia!

domingo, 29 de agosto de 2010

Toda trabalhada na renda


Já perdi a conta de quantas mãos cheias de physallis saíram da enorme planta em que se transformou aquela pequena mudinha (veja os posts anteriores a partir do link deste aqui). As frutas estão tão lindas e doces que hunny e eu tivemos a satisfação de levar um pacote cheio delas de presente para a querida Angelita (tão perfeitas e delicadas que parecem ter sido modeladas por uma scrapbooker de mão cheia como ela). Da colheita veio essa aqui, que resolveu ser diferente das demais e usar um modelito rendado. Não é linda?
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[Sei que isso não tem importância nenhuma, mas a mão é minha e o esmalte é o Clubber, da nova coleção da Colorama.]

Curitiba, sábado de sol




Eu e dois gatos de Rayban no belíssimo parque Barigui.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O sapo doidão

Depois de ter dado carona para uma perereca até o shopping, foi a experiência mais batraquiana da minha vida. E em plena época de seca, vejam só.

Chegando eu em casa, bem feliz, cumprindo aquele ritual de carregar as tranqueiras do carro pra dentro, agradar os cachorros com seus rabinhos felizes, tirar salto, etc. Sempre é bom chegar em casa nas segundas-feiras porque é nas segundas que Santa Claudete faz aquele faxinão e deixa tudo super cheiroso. Chego no meu quarto. No cantinho, perto da janela, um objeto escuro estranho. Acendo a luz, e lá está ele: um sapo.

Mas não era um sapinho, uma rãzinha, uma perereca dessas que grudam na parede e são simpaticíssimas (e vão ao shopping). Era, tipo, um SAPO. Simpático, até, mas um sapo.

Para sorte do próprio dito cujo, consegui despistar os cachorros de modo que eles não tomaram conhecimento da sua presença. Fechei a porta do quarto e fiquei olhando praquele bicho ali, grande, gordinho, sentado virado pra quina da parede, meio desconcertado, coitado, totalmente fora de seu lugar. Que estás fazendo aqui, criatura, perguntei, e como é que vais sair agora? Liguei - claro - para hunny, que me orientou a removê-lo usando um saquinho de supermercado como luva.

- Mas um saquinho de supermercado não dá. Não fazes ideia, é um sapo maior que a minha mão.

Talvez com um pouco daquela incredulidade masculina reativa a chiliques femininos, ele repetiu que era muito fácil fazer o traslado de qualquer sapo com uma sacolinha do Angeloni. Disse que ia estudar o caso e desliguei. Cachorros devidamente isolados, fui à área de serviço e destaquei do rolinho um saco de lixo daqueles azuis, de 50 litros.

Olha a foto ali, escura e desfocada mesmo (meu celular estava quase sem bateria e simplesmente não deu foco). Esse é o meu sapinho, dentro do saco azul de 50 litros.


Saco numa mão, vassoura na outra, voltei eu para o quarto e o meu triste invasor continuava lá, deslocado, desconcertado, envergonhado, imóvel olhando para a quina da parede. Abri bem a boca do saco de lixo e vapt! joguei por cima dele, que imediatamente pulou para dentro. Sapos urbanos devem receber treinamento para esse tipo de emergência. Com a vassoura, tampei a boca do saco e fui empurrando aquele monstrenguinho com cuidado para fora, arrastando no chão. Só quando estava na varanda tive coragem de juntá-lo do chão. Tinha, acho, uns 400 gramas e foi devidamente arremessado, saco e tudo, para o terreno vizinho.

Quando voltei para dentro de casa, identifiquei uma pista que talvez explique a invasão: no banheiro do meu quarto, o ralo do chuveiro estava fora do lugar. Imaginei que ele tivesse saído dali. Mas também pareceu estranho imaginar uma comunidade subterrânea de sapos cujo caminho para o mundo exterior seja o ralo do MEU chuveiro. Então desencanei e, na sexta-feira, segundo dia de expediente de Santa Claudete, contei a história a ela - que ficou atônita. Ela me contou que naquele dia, quando tirou a gradezinha do ralo para limpar, despejou água com bastante cloro para dentro do ralo.

- Provavelmente ele se intoxicou com a água sanitária e resolveu sair, dona Ana. Ou então era um príncipe.

Sim, tem toda lógica. Então vamos ao serviço de utilidade pública: se alguém aí ainda está em busca de seu príncipe e quiser conhecer o meu sapo, mande uma mensagem que eu indico o endereço de onde ele possa estar. Afinal, meu príncipe eu já encontrei. Pelo menos até agora ele não desvirou em sapo...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Só para cat lovers

Tenho muito orgulho de ser mãe (e irmã) de cachorro, mas também posso me considerar a cat person. Sempre que tenho a oportunidade me agarro em algum bichano - os mais próximos são minha linda sobrinha Gisa e os seis (ou sete?) adoráveis exemplares felinos cuidados com tanto zelo pela minha sogra, dona Zilma. Todos eles me ajudam a matar um pouco as saudades do velho e rabugento Giba, tirado das ruas de Canasvieiras para virar gatinho de apartamento entre a família Lückman. Giba era um vira-latas daquele padrão preto e branco, pesava cinco quilos, tinha pescoço de halterofilista e aterrorizava as visitas. Era um amor de gatinho, tanto quanto o gato do Simon, personagem de animação que eu adoro. O vídeo abaixo é meu predileto da série.

Quer ver mais? Digita "simon's cat" no Youtube e já é.

Viciei

Hunny pesquisou e achou que seria o produto ideal; André se ligou no eBay e conseguiu um preço bacana numa loja da Califórnia. Mandei vir do estrangeiro, então, o kit teclado+mouse sem fio da Microsoft que é top de linha. De cara viciei no mouse e ele passou a morar na minha nécessaire de bolsa - vai todos os dias comigo pro trabalho, pra universidade, onde quer que eu esteja usando computador. Comparando com o preço de kits de qualidade inferior no Brasil, o meu não saiu caro, mesmo com os impostos e etc. Há que se dar a mão à palmatória para a equipe do tio Bill: o formato todo curvado e aparentemente estranho do teclado permite que as mãos e antebraços fiquem numa posição super confortável, sem forçar tendões e ombros. O mouse é grande e esquisito, mas absurdamente confortável. Até tinham me alertado de que os kits sem fio da Microsoft "comem" pilha, mas desde que comprei o meu, em maio, estou usando as mesmas, sem prejuízo do sinal. Alô, você que como eu sofre de tendinites: faça musculação para fortalecer os braços, mas também invista num equipamentinho desses. Você tende a virar uma pessoa que, como eu, sofria de tendinites. o/

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Meninos

Estava eu fazendo as unhas na semana passada, hunny liga. No meio da conversa comentei que estava na função de automanicure, mas não sabia que cor passar.

- Quais as alternativas? ele perguntou.
- Um bem escuro puxando pro café, um rosa bem cheguei, um verdinho desses da moda e um branquinho natural.

Adivinha qual ele escolheu?

Bom dia, flor do dia!

Não tenho saído de casa sem olhar o site da estação de meteorologia da RBS. Tem informações detalhadas de temperatura, chuva e sensação térmica, o que é muito bom pra quem acorda ainda de noite e vai passar o dia todo na rua.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Acordando com as galinhas, mas bem feliz

E a novidade dos últimos dias é o início das atividades no curso de Mestrado em Jornalismo da UFSC, que me forçaram a uma mudança geral de rotina: meu expediente no Departamento de EaD do IF-SC agora é de manhã, o que nos primeiros dias está me fazendo sofrer um pouco para acordar às 5h45 e estar no Centro às 8h. Na segunda-feira peguei no sono na frente da televisão, antes das 21h e ainda montada de academia - cena patética. A primeira aula, na terça-feira, foi com o querido Francisco Karam, com quem já estive em sala nos tempos da graduação. Ele é querido mas pede leituras de livros de 500 páginas de uma semana pra outra - ou seja, vou camelar bastante nesse curso, muito mais aliás do que camelei na graduação. Hoje à tarde teremos a recepção aos "calouros" (engraçado ser calouro em curso de pós, mas tudo bem) e aula de metodologia com a Gislene, que é minha orientadora e que por coincidência foi da minha banca do outro mestrado (em Educação, que concluí em 2007). Tudo isso será conciliado ainda com inglês avançado duas vezes por semana (nos mesmos dias e um andar acima das aulas do mestrado, então tá arregado), a malhação obrigatória e da qual me torno cada vez mais dependente três vezes por semana e a dedicação de 20h ao trabalho como bolsista do programa UAB, produzindo material didático para cursos de pós-graduação lato sensu. Acho que vai ser cansativo, mas tudo há de dar pé, com diz Gil. Ou não.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O frio e o twitter


Outro dia um twit do @gastaocassel sobre o frio de renguear cusco - e minha dúvida sobre o significado da expressão - rendeu o tema de uma coluna na Zero Hora. Hoje a celebridade do dia é o @valdson, que está mostrando ao vivo a nevasca em São Joaquim - e até teve coragem de botar o nariz na rua, quando atingiu 5 mil espectadores, fato devidamente registrado pela antenadíssima @ABaldissarelli. É ou não é um barato esse Twitter?

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Boa causa

E eis que [em pleno final de expediente de mais um dia descascando abacaxis com tesourinha da Mônica] resolvo dar uma pausa no meu silêncio bloguístico para passar adiante o recado que recebi via Aline, do Pensamentos Públicos: o pessoal da Serte, entidade que atende crianças e idosos no Norte da Ilha, está precisando de doações de fraldas. Vejam o post da Aline com informações detalhadas aqui. A Serte é uma entidade antiga e idônea e realiza um trabalho assistencial admirável. Bora ajudar!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

He's back

Para marcar os novos movimentos migratórios familiares, um clássico do AC/DC pra animar esta segunda-feira de clima modorrento. Bota o fone, balouça o pescocinho discretamente e não canta muito alto pro chefe não estranhar. Welcome back, André. In black, of course. \m/

sábado, 17 de julho de 2010

Sábado, frio, chuvisco

Cama até depois das 11, preguiça, almoço sem horário. Namorado, preguiça. Aquecedor ligado, cachorros em seus edredons, cobertor nos joelhos. Meu casaco Kenny, always. Heineken, chandelle mousse. Zapping na tv a cabo. Manicure caseira, cor nova. Sopa, mais Heineken e mais chandelle mousse. "Orgulho e preconceito" pela 86a. vez. E ainda são apenas 10 da noite. Adoro esse friozinho. There's no place like home.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Eles merecem

Pois não é que existe mesmo o Dia do Homem? Confesso que quando vi referência a essa data na vitrine de uma loja de perfumes, achei que fosse uma invenção do comércio para ter um "dia" a comemorar em julho.

Pois não é. E mesmo que me digam que essas datas comemorativas são só balela, desculpa para o comércio vender, que todo dia é dia das mães, ou da mulher, ou das crianças, eu sempre acho que esse tipo de invenção social serve, sim, para que se discutam questões importantes relativas aos celebrados da vez. Hoje, os homens.

Eu defendo que os homens merecem, sim, um dia de homenagens. Porque apesar de, de fato, ainda vivermos numa sociedade majoritariamente machista no pior sentido que isso posso ter, eu aqui num décimo de segundo consigo pensar em um bocado de homens maravilhosos com quem tenho e tive o privilégio de conviver. Homens corretos e íntegros, dedicados às suas mulheres, namoradas e companheiras, amorosos com os filhos, integrados com suas famílias. Trabalhadores competentes, amigos leais, irmãos unidos, filhos presentes. Homens que conseguem fazer das inegáveis diferenças entre os gêneros uma soma, e não uma subtração. As famílias do século 21 são sem dúvida bem diferentes daquelas da época dos nossos pais e avós, e penso que se chegamos a isso é porque não só as mulheres, mas também os homens mudaram e estão mudando.

Então os homens merecem, sim, uma homenagem hoje, e grande parte da minha motivação vem da grande evidência que se está dando hoje na mídia a esses casos escabrosos de extrema violência cometida por homens (e garotos) contra mulheres. Torço para que a justiça seja feita nesses e em tantos outros casos que nós sequer tomamos conhecimento. Saber da existência de homens capazes de cometer esse tipo de atrocidade só me faz dar mais valor e querer abraçar os homens maravilhosos com quem tenho o privilégio de compartilhar a vida.

Há alguns anos, uma querida amiga anunciou que o bebê que esperava era um menino. Comentei: que bom! É ótimo que as mulheres de nossa geração eduquem meninos. Então mando uma singela homenagem também para todas as mulheres da minha geração que estão desempenhando com maestria esse papel de mães (e boadrastas) dos homens do futuro, em especial as do Lauro, do Xavier, do Miguel, do Bruno, do Lucas, do outro Lucas, do Mateus, do Theo, do Igor...

sábado, 10 de julho de 2010

Coisas que mudam, coisas que não mudam

O desktop do meu computador estava um caos absoluto e foi hoje o dia em que eu resolvi me irritar e gastar um tempo fazendo nele uma limpeza daquelas - o que significou, na prática, uma boa geral em todas as minhas pastas de trabalho, estudos, fotos, coisas domésticas, etc. Pois numa pasta de textos aleatórios encontrei o que escrevi há, imagino, uns dois anos e pouco para meu novo perfil do Orkut. Quando comecei o blog, resolvi deixar apenas o link lá no espaço destinado ao perfil, mas como gostava do que tinha escrito sobre mim mesma acabei guardando o texto - e esqueci. Hoje encontrei, reli e gostei de novo:

Já escrevi num "about me" antigo que eu era uma dona da verdade atormentada pelas dúvidas. Em outro escrevi que era uma virginiana típica que não acredita em horóscopo. Daí saí do Orkut, pensei um pouco na vida e voltei. Continuo, contudo, convencida de que as contradições e incertezas fazem parte da vida e dão uma certa graça a ela. Como li outro dia no livro de um francês porreta, as certezas são biodegradáveis. Ou seja, se tenho certeza de uma coisa hoje, amanhã tudo pode se transformar - aquela certeza antiga muda e vira outra coisa. Não que eu seja indecisa ou volúvel. Acho até que sou bem decidida e firme. Mas é que percebi que o movimento faz parte da vida. Li em outro francês porreta que a gente pode sim mudar de opinião, desde que mantenha os princípios. Legal isso. Acho que poder mudar é uma das grandes graças da condição humana. Esses são os pensamentos básicos que têm me norteado ultimamente. Fora isso, sou alguém bem convencional, que vai diariamente de casa pro trabalho, do trabalho pra casa, e que nos sábados se dá ao luxo de dormir até depois das nove. Tento almoçar diariamente com minha mãe e sempre saber como estão meus irmãos. Não tenho irmãs, mas tenho amigas leais que compensam qualquer falta que eu poderia sentir disso. Cuido bem dos meus cachorros e acho que o zelo que tenho com eles pode indicar que eu serei uma boa mãe, se um dia o for. Sei que à primeira vista passo a imagem de sisuda ou fechada - herdei isso de meu pai - mas também sei que geralmente sou fácil de conviver - embora em alguns casos haja uma linha amarela bem definida a não ser cruzada. Tenho defeitos como ser meio direta demais às vezes (muitas, talvez) e exigir demais das pessoas. Sou atrapalhada com chaves - a do carro sou capaz de perder dentro da minha própria bolsa, e isso também herdei do seu Egídio. Já não herdei dele a capacidade de arrumar direitinho as compras de supermercado no porta-malas. Todos os dias, aliás, penso no meu pai. E também tenho saudades do tempo em que só se bebia coca-cola aos domingos - era só 1 litro para cinco pessoas. Hoje não bebo mais coca-cola por opção minha, salvo com finalidades medicinais - ou seja, em casos de ressaca extrema, o que tem sido bem raro. Mas em compensação bebo muito café. Preto, forte e sem açúcar - no máximo com açúcar mascavo, quando é café coado. Tenho procurado andar mais de cabelo solto. Mas o comprimento me incomodou um pouco: passei a tesoura. O reumatologista sempre me diz que não devo usar salto, mas não consigo deixar minhas botas e meus tamancos de lado. Assim como raramente saio de casa sem meus três anéis de prata prediletos - um deles veio parar no meu dedo anular direito há 12 anos, num arquipélago do Atlântico. Adoro internet, vejo meus emails a cada três minutos e também passaria mal sem tv a cabo. Ainda quero voltar a Noronha e ir a Cuba, além de molhar os pés no Oceano Pacífico - o ponto exato ainda não decidi. Pretendo fazer doutorado e sei que preciso abandonar o sedentarismo - mas para ambos ando sem tempo. Meus hábitos saudáveis se restringem basicamente a comer arroz integral e beber bastante água - ando com garrafinha na bolsa. Acredito na ciência mas acho que ela não dá conta de explicar muitas coisas essenciais. Acho que o tempo é uma invenção humana. Outro dia um amigo me disse que eu fiquei melhor com o passar do tempo, essa entidade, mas confesso que fiquei pensando se ele estava sendo irônico - coisa de gente que tem problema de auto-estima. (Pensei em perguntar, e agora perguntei.) Quase sempre estou com fome e provavelmente a resposta será positiva quando me oferecerem uma boa cerveja - desde que o contexto seja favorável. Bom, eu sempre disse que não gostava de perfis enormes do tipo "livro aberto", mas agora estou aqui persistindo nessa verdadeira epístola sem fim. Sabe como é, mudar de opinião, rever conceitos, desmontar certezas, encontrar novos paradigmas... todas essas coisas nas quais eu tenho pensado me levaram a isso. Lembra?

[Vale observar que algumas coisas importantes de fato mudaram: abandonei o sedentarismo; tentei dois doutorados, não consegui, então resolvi esperar mais um pouco para dar esse passo e enquanto espero vou fazer outro mestrado; tenho bebido coca-cola mais do que deveria, mas em compensação nem mascavo uso mais no café - é só cowboy mesmo; tenho alternado os três anéis de prata antigos com os vários que ganhei de presente de hunny; não corto o cabelo desde aquela época, fiz luzes californianas e estou adorando minha cabeleira lisa e dourada.]

[Olhando bem de perto, dá pra dizer que esse textinho é a carta de Pero Vaz de Caminha do meu blog. ;) ]

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Quality sunday

Semana passada, num texto da aula de inglês, a turma ficou em dúvida quanto à expressão "quality time". O professor Aldy explicou que se trata de uma expressão que não tem uma tradição direta para o português - seria "tempo de qualidade", mas ninguém fala isso. Mas o sentido é fácil de entender: "quality time" é aquele tempo bem aproveitado que se passa ao lado de pessoas queridas ou consigo mesmo. Como na frase em questão: "We both have very demanding jobs, so weekends and holidays are the only times we can have some quality time together". É aquele tempo em que namorado e namorada, marido e mulher, pai e filho, filho e mãe, amigos, compadres, passam realmente juntos. Simples de entender.

Bom, então ontem eu voltei pra casa pensando que tive realmente um quality sunday: acordei às 5h da manhã para trabalhar na prova de ingresso da instituição onde trabalho; me apresentei às 7h10 e ao meio-dia estava saindo; busquei minha mãe em casa e botamos o assunto em dia durante um almoço delicioso e ensolarado no Ribeirão da Ilha, com direito a ostras, tainha, Heineken 600, sorvete Amoratto e café expresso; fizemos uma visita surpresa e igualmente deliciosa para os Fontinha Oliveira (intimidade é uma merda, tu liga e diz "oi, estão em casa?", "estamos", "ah, tou indo aí com a mãe"', "ótimo, vou passar um café!"), onde além do café tinha família reunida, bolo de cenoura, bruschettas do Maurício e até uma lavação grátis e inusitada do meu carro sempre sujo; mãe devidamente deixada em casa no fim da tarde, analisamos brevemente meu tricô (que foi aprovado por ela) e em seguida fui pra academia (sim, domingo), antecipando meu treino de segunda, já que de antemão eu sabia que teria que faltar em função do trabalho; durante a série de novos exercícios, telefonema de hunny dizendo que estava saindo do trabalho (ele também estava convocado para a prova de ingresso, mas em período integral); terminei meu treino, tomei um banhão e fui ao encontro de hunny, para botarmos o assunto em dia entre chopinhos e um ma-raaavilhoso hambúrguer de picanha. Na volta pra casa, uma lua cheia de dar nojo pendurada no céu e o prenúncio de uma semana cheia de tarefas. Tomara que todas deem tão certo quanto o meu domingo.

sábado, 26 de junho de 2010

Mais um revival dos anos 90

Podem falar mal da televisão em linhas gerais, mas eu adoro as boas surpresas que o zapping pode proporcionar. Explico.

Ontem, depois das nove da noite, lá estava eu aplicada na minha malhação. No treino novo tenho que fazer 35 minutos de atividade aeróbica com batimentos de até 145. Empolerei-me no transport (aqueles aparelhos que são meio uma bicicleta, meio uma corrida) e pluguei meus fones de ouvido ao monitor de tv (na minha academia cada equipamento de aeróbico tem sua própria tv, o que é muito legal).

Zapeando, tirei obviamente da novela da Globo e passei pelos principais canais de séries, entrevistas, etc. Na HBO2 me deparei com um programa do Elvis Costello, tipo uma Oprah do rock, no qual os entrevistados da vez eram Bono Vox (antes de se quebrar - hehe) e The Edge. Sou fã meio desnaturada, mas sou fã. Fiquei por ali. Algumas impressões:

1) Permitam-me ser tiete, mas adoro a voz do Bono either singing or talking. Tanto ele quanto Edge falam um inglês muito bonito - sem aquele forte acento dos irlandeses, mas classudo e bem pronunciado - a ponto de ser facilmente compreendido por quem estuda um pouco como eu.

2) Momento bonitinho: Bono comenta que começou a namorar a atual mulher, Ali, sua companheira há 30 anos e mãe de seus quatro filhos, no mesmo mês em que formou o U2 com os três amigos. "Foi um mês em que as coisas deram certo pra mim". Não é fofo?

3) Costello pergunta sobre alguma música da banda que eles julgam ter sido "injustiçada" pelo mercado (não foi bem esse o termo, mas a ideia é essa). Edge menciona "Faraway, so close", do álbum Zooropa, de 1993, feita para a trilha do filme de mesmo nome, de Wim Wenders - uma alegoria maluca de anjos que zelam pelas pessoas na Terra, até que um deles resolve "cair" e se tornar humano. Acho estranho que seja uma música pouco badalada, porque é uma das minhas prediletas. No clipe, Bono & cia. representam anjos tais como os do filme e chegam a se deparar com Natassja Kinski - a "anja" Raphaela do filme, no-jeeeeeenta de tão linda.

4) Àquela pergunta clichê "quais os segredos para ser uma grande banda por tanto tempo", The Edge apresenta uma resposta bem Edgar Morin: a soma dos quatro músicos em si não representa nada, é o que surge da relação que torna a banda uma grande banda. O todo é mais que a soma das partes. Isso vale pra tanta coisa. Parece óbvio, mas é legal pensar nisso depois de tanto tempo com a ciência cartesiana nos reafirmando que um mais um é dois e pronto.

5) No fim das contas fiquei um pouco além dos meus 35 minutos no exercício, para assistir ao programa até o final. Quando desliguei, observei que nas tvs em volta o pessoal estava assistindo à novela da Globo ou aos reprises dos jogos da Copa. Fiz meus alongamentos pensando que, claro, cada um sabe de si e nada contra quem prefere a novela ou o futebol. Mas saber usar o controle remoto também pode ser um ato de inteligência.


terça-feira, 22 de junho de 2010

Junho, 22



E hoje as homenagens vão para o piá berrão que há 32 anos chegou para ocupar o quinto assento na Brasília do seu Egídio e acabou ocupando também um pedaço enorme do meu coração. Cheers!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Lacrimejei



Saramago chorou quando assistiu à versão cinematográfica de "Ensaio sobre a cegueira", do diretor brasileiro Fernando Meirelles. E não foi de raiva...

Só reiterando...

... que o sistema de comentários do Blogger continua em pane. Aparecem comentários que não consigo publicar, e outros são publicados mas não estão no contador. Weird.

José Saramago

Soube da morte do Saramago por um telefonema de minha mãe, enquanto eu estava na academia hoje de manhã - em tempos dessa chatice de Copa do Mundo eu mal ligo a TV, e hoje excepcionalmente saí de casa sem nem ter ligado o computador. Well. Gostei muito da ideia expressa pelo Gustavo Gitti no blog Papo de Homem, sobre o polêmico escritor português de quem sou fã incondicional: "Ele mostrou que um ateu pode ser muito mais humanista que um religioso". Compartilho dessa opinião e mais uma vez tenho a cara de pau de fazer minhas as palavras do Gitti. Vejam o que ele diz sobre Saramago aqui.

Numa breve busca aqui no blog, percebi que falei em Saramago em quatro posts: este, este, este e este. Espero que o Caderno, linkado ali do lado, não seja tirado do ar pela família. Sempre gosto de voltar aos textos lúcidos, irônicos e muitas vezes doces do velhinho. Que, finalmente, vai ter que se entender com Deus! =)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Não tem milagre

Cinco meses e meio depois de voltar para a academia, chegou a hora da verdade: na última quinta-feira fiz a minha segunda avaliação física, daquelas que além de registrar o peso total mede também percentual de gordura, flexibilidade, condicionamento físico, etc. Eu estava com receio porque afinal de contas tinha passado quatro dias na serra, mergulhada em sopas de agnolini e capeletti, atolada em pães caseiros com natinha e geleias... enfim. E os tintos - ah, os tintos. Mas o resultado foi excelente: melhora na flexibilidade de modo geral - com exceção dos pés, afinal eu sou uma doente do pé; redução acima da meta do peso total; redução importante do percentual de gordura (foram três quilos só de banha perdidos); aumento da massa magra; manutenção do peso muscular; melhora importante do condicionamento físico. O melhor resultado não aparece explicitamente na avaliação: minhas tendinites se foram, o que meu médico associa diretamente à atividade física regular e orientada. Então pra quem diz que academia é caro, que é chato, que é perda de tempo, eu digo: vale a pena, dá resultado e pode, sim, ser divertido. Tem coisa mais divertida que se sentir bem?

[E faço a propaganda sem contrangimento nenhum: esta é a melhor academia que já frequentei. Ambiente excelente, equipamentos novos, profissionais competentes e atenciosos. Recomendo fortemente.]

sábado, 12 de junho de 2010

Junho, 12


E as homenagens de hoje vão para o moço bonito que há pouco mais de um ano me puxou pra dentro dos seus olhos de ressaca e desde então enche minha vida de alegria todos os dias.
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[Dá pra perceber que depois que publiquei o post linkado ali em cima a gente acabou se encontrando, né?]

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Friday I'm in love


Pra embalar uma véspera de dia dos namorados que começa com chuvinha e friozinho, um som do The Cure dos tempos em que eu flanava pelo campus da UFSC dentro de meus All Star - e não é que os anos 90 já são retrô?



I don't care if monday is blue
Tuesday is grey and wednesday too
Thursday I don't care about you
It's friday I'm in love

Monday you can fall apart
Tuesday, wednesday break my heart
Thursday doesn't even start
It's friday I'm in love

Saturday wait
And sunday always comes too late
But friday never hesitate

I don't care if monday is black
Tuesday, wednesday heart attack
Thursday never looking back
It's friday I'm in love

Monday you can hold your head
Tuesday, wednesday stay in bed
Oh thursday watch the walls instead
It's friday I'm in love

Saturday wait
And sunday always comes too late
But friday never hesitate

Dressed up to the eyes
It's a wonderful surprise
To see your shoes and your spirits rise
Throwing out your frown
And just smiling at the sound
And as sleek as a shriek
Spinning round and round
Always take a big bite
It's such a gorgeous sight
To see you eat in the middle of the night
You can never get enough
Enough of this stuff
It's friday I'm in love

I don't care if monday is blue
Tuesday is gray and wednesday too
Thursday I don't care about you
It's friday I'm in love

Mondays you can fall apart
Tuesdays wednesday break my heart
Thusrday doesn't even start
It's friday I'm in love

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Quando notares estás à beira do abismo (3)







Conhecemos também o canyon Índios Coroados (fotos abaixo), que é bem pequeno comparando com os outros. E literalmente dormimos na beira do canyon Malacara (acima), na fofíssima pousada Morada dos Canyons. Pra nossa sorte, o vento doido que bate por lá não levou nossa casinha para o reino de Oz.







E mesmo quando estava nublado o visual era impressionante - como nesse mirante aí, na Serra do Faxinal.

Quando notares estás à beira do abismo (2)




O canyon Itaimbezinho é o arroz de festa daquela região: belíssimo e consideravelmente acessível, além de ter em sua volta uma estrutura de parque razoavelmente montada. Quando chegamos estava super nublado e chovendo fino, mas pra nossa sorte o tempo abriu no meio da tarde e ficou liiiiindo!






Quando notares estás à beira do abismo



Na região dos canyons é assim: o vivente anda, anda, anda, e de repente se vê numa situação parecida com a da praga de Cartola. Só que aqueles abismos ninguém cavou com os próprios pés: eles foram formados com o trabalho lento e paciente da água dos rios e do vento, ao longo de anos e anos e anos. Sorte nossa e das nossas retinas.




E se até eu cheguei a refletir sobre o sentido da vida sentada na beira daquele buraco de 7,8 quilômetros de extensão e 900 metros de altura, me digam: o que teria pensado lá o Maurício?

[Confesso que eu estava pensando em como seria bom beber uma cerveja depois de subir aquela pirambeira toda...]

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Só uma palhinha


São mais de mil fotos do feriadão nos canyons do Sul do Estado. A semana começou corrida e ainda não tive aquele tempo pra editar imagens, reduzir e postar. Escolhi agora rapidinho essa aqui, no canyon Fortaleza, que sozinha responde às três principais perguntas sobre a viagem: 1) sim, estava frio mas tinha sol (e o que era esse céu azul?); 2) sim, é lindo; 3) sim, estava ótimo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Um feriado meio la vie en rose





Sensato como sempre, meu amigo Gastão ponderou: que graça tem passar o feriado numa casinha na beira de um buraco?

E, como sempre, levei em consideração o que ele diz. Então vou ver qual é, e na volta eu respondo.

[Esta foto é surrupiada do site da pousada - a casinha onde vamos ficar, com o cânion Malacara ao fundo.]

Programa legal nesta segunda

O blog Mãe de Cachorro, da querida Ana Corina, promove na próxima segunda-feira um evento bem legal para mães e pais de cachorros em geral - ou mesmo para quem não pode cuidar de um bichinho em casa, mas tem vontade de colaborar para seu bem-estar de outras maneiras criativas. É um workshop com o publicitário Tiago Ferigoli, mentor do projeto "Vira-latas: os verdadeiros cães de raça". Eu vou! Mais informações aqui.

sábado, 29 de maio de 2010

O bom filho à casa torna

A casa até mudou um pouco desde que passei por lá pela primeira vez, na graduação, entre 1990 e 1995.

Mas tudo bem. Eu também já não sou a mesma.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Não, não vou estar tendo interesse. Obrigada

Nos últimos três dias eu devo ter recebido umas seis ligações do banco Itaú me oferecendo cartão de crédito. A pobre criatura do outro lado da linha (sempre uma diferente) se esmera na simpatia, me chama de senhora Ana, começa a explicar que o cartão tem mil e uma vantagens. E eu canso de repetir que não tenho interesse em comprar o produto deles. Hoje de manhã tive que apelar e interrompi a ladainha da moça gerundista:

- Olha, desculpa te interromper, mas como é teu nome mesmo?
- Fulana, senhora Ana.
- Bom, Fulana, então eu vou aproveitar que esta ligação está sendo gravada e vou te explicar novamente o que eu já expliquei para teus outros cinco colegas esta semana: eu não tenho interesse em comprar esse produto, já tenho cartão de crédito e não tenho renda que justifique ter mais um. Eu gostaria que se possível você acrescentasse isso aí no sistema para que ninguém mais do Itaú me telefone oferecendo esse cartão, certo? Assim vamos poupar o meu tempo e o tempo de vocês.
- Mas senhora Ana, eu entendo, mas eu estou explicando para a senhora que além de todas as vantagens do cartão Itaú, ao aderir à nossa proposta a senhora vai estar recebendo totalmente de graça uma camiseta Nike oficial da seleção brasileira!

Emudeci. Sei que é grosseria, mas me flagrei estando desligando na cara da moça.

[E com isso, este post inaugura um novo tag: haja saco]

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Sobrevivente

E embora eu tenha tido a sorte de me incomodar pouquíssimo com o temporal medonhento de ontem, durante a madrugada de ventania foi impossível não lembrar o perrengue por que passei há pouco mais de um ano, quando outra chuva dessas que a gente ainda enquadra como fora do normal provocou, pela primeira vez em 30 anos, uma enchente na minha casa. Recorri ao arquivo do blog e confesso que consegui dar umas risadas com os posts - este e este. E vale dizer que não, eu não voltei pra terapia depois daquilo tudo.

Em outro planeta




Parece mentira, mas ontem à noite eu praticamente não vi chuva. Saí da UFSC às 19h30 abaixo de uma garoa muito fina, abasteci o carro num posto da Trindade e vim direto para o Norte da Ilha praticamente sem ligar o limpador de pára-brisa. O vento estava muito forte a ponto de balançar o carro, mas chuva, mesmo, era pouquíssima. Quando cheguei em casa dei de cara com um galho imenso caído bem em frente ao portão da garagem. Levei um susto, mas logo constatei que tanto a casa quanto os meus cachorros estavam inteiros - eles, tadinhos, juntinhos na caminha que preparei no fundo da garagem ao sair, imaginando que seria um dia de muito frio e umidade.

Ventava muito e pelo Twitter - que ferramenta maravilhosa! - eu ficava sabendo que a situação na região central ia se encaminhando para o caos. Muitos bairros ficaram sem luz, alagamentos, desabamentos, gente sem saber como voltar pra casa. As rajadas de vento eram muito fortes por aqui e minha preocupação, evidentemente, era com mais quedas de árvores, já que são muitas aqui ao meu redor. Mas felizmente meu transtorno ficou só naquele pedaço de galho no meio do caminho.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Tá ficando chato

Alô, experts: alguém tem ideia de como resolver o problema dos comentários do Blogger? O Painel me avisa que tem comentários a moderar, mas quando clico neles não aparece nada... =/

Se eu desativar a moderação será que isso se resolve?

domingo, 16 de maio de 2010

Meus bochechudos



Lola e Fidel curtiram a caminha que arrumei pra eles no escritório - ficamos todos juntos, eles na preguiça, eu estudando. Não são uns amores?

E lá vem elas



Elas demoram um monte a crescer, mas já posso dizer que tenho pequenas physalis no quintal - olha só a diferença entre o estágio das flores, um mês atrás, e agora. Vamos ver quando as casquinhas vão se abrir para mostrar as frutas amarelinhas.
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[O tag love ali embaixo se deve ao fato de as mudinhas terem sido presente que ganhei de hunny... sabe como é. Ah, l'amour... ]

quinta-feira, 13 de maio de 2010

E tudo acabou bem

São Francisco e São Longuinho resolveram conspirar a nosso favor. Explico.

Resolvi dar uma volta na vizinhança para saber se alguém poderia ter perdido uma pinscher (do post ali embaixo). Por sugestão da Silvana, minha vizinha mais próxima em todos os sentidos, fui ao mercadinho do Ronaldo para colocar um cartazinho informando que tinha encontrado a cachorrinha.

Nem precisei gastar o durex, porque o Guilherme, que mora a umas cinco quadras da minha casa e era o dono da fujona, tinha passado lá um pouco antes, aos prantos. Os pedreiros que estão fazendo obra na casa dele chegaram bem cedo para trabalhar e por descuido deixaram os cachorros fugir - além da pinscher, um pastor alemão e um labrador. Guilherme resgatou os grandes, mas a pequena safada pirulitou-se e resolveu se esconder no mato gelado e úmido da frente da minha casa.

Feitos os contatos, um Guilherme nervosíssimo, ofegante, aliviado e extremamente agradecido resgatou sua pequena fujona, que escapou ilesa de virar chiclete na boca dos meus boxers. E eu ganhei a amizade de mais um vizinho.
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E se alguém aí se emocionou com a hipótese de a pequenininha ter sido abandonada, como acontece com tanta frequência na nossa cidade, que tal adotar um amigo canino ou felino que realmente passou por maus bocados e hoje precisa de um lar? Neste final de semana tem duas boas oportunidades, organizadas por gente muito séria que se dedica com muito amor a cuidar dos bichinhos e encaminhá-los para donos responsáveis. Clique aqui para dar uma olhada.

Hóspede


Essa coisinha minúscula estava passando frio num terreno cheio de mato aqui perto de casa. É uma pinscher fêmea, extremamente dócil e aparentemente saudável. E miudinha: não pesa nem 2kg. Estou tendo algum trabalho para convencer Lola, Fidel e Sebastiana de que ela não é Fandangos, então preciso encontrar um novo lar urgente para minha hóspede. Quem quiser conhecer a mocinha, deixe um comentário aí ou escreva para ana.luckman@gmail.com. Passar o recado pra frente também já ajuda!


sábado, 8 de maio de 2010

Deu tilt

Faz alguns dias que tenho recebido notificações de comentários postados aqui no blog, mas quando venho no painel de controle para moderar não aparece nada. Provavelmente é urucubaca do Blogger. Então só pra avisar: se alguém comentou e depois não viu seu comentário publicado, não é nada pessoal, ok? Sugiro tentar de novo ou me mandar um e-mail. Gracias.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A tree called life


E já que o papo anda meio arbóreo, bom dia pra todo mundo com um poema de E.E. Cummings no qual tropecei hoje de manhã.
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I carry your heart with me

I carry your heart with me (I carry it in
my heart) I am never without it (anywhere
I go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)

I fear no fate (for you are my fate, my sweet) I want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

I carry your heart (I carry it in my heart)







[If you can't read this, tem uma tradução livre aqui. Sim, é o blog da série Brothers and Sisters, que eu a-doooooooro. A imagem é do www.sxc.hu.]

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Felicidade dá em árvore?



Apreciadora dedicada de plantinhas fofas e seus simbolismos, minha mãe não demorou muito a me presentear com um casalzinho de árvores da felicidade alguns dias depois que deixei de morar com ela, lá pros idos de... 2001. Eram as duas no mesmo vaso. Reza a lenda em torno dessas arvorezinhas que uma é o macho, outra a fêmea, e que elas devem ser cultivadas sempre juntas. Outro aspecto importante da superstição é que elas devem necessariamente ser ganhas de presente, como manifestação do desejo de boa sorte e felicidade da parte de quem presenteia.
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As minhas duas são essas aí (pessimamente fotografadas com o celular na luz baixa e alaranjada da sala da minha casa). A da direita é a remanescente do casalzinho original - de folhinhas compridas, não sei se macho ou fêmea. A da esquerda, de folhinhas redondas, está comigo há cerca de um ano. Sua similar original foi acometida por um surto de colchonilhas - um insetinho redondo que até é simpático na aparência, mas na verdade é um parasita que se alimenta da seiva da planta. E a minha arvorezinha pegou esse troço. Só a das folhas redondas. A outra, nem tchuns.
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Mãe fez de tudo para resolver: plantou em outro vaso, passou produtos para matar os bichinhos, nada deu certo. E finou-se a primeira arvorezinha. Mas reza a lenda que elas devem estar sempre em casal, e mãe persistiu, tentou me dar outras duas ou três desde então. Mas a das folhas compridas parecia estar destinada a ser uma árvore solteira: as das folhas redondas sempre morriam.
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Até que ela - a árvore das folhas compridas - ficou uma temporada sozinha na sala, em seu vaso. Crescendo, bonitinha, forte, mas sozinha. Ano passado mãe veio com uma mudinha nova, feita a partir de uma árvore da espécie das folhas redondas que tem no jardim do prédio dela - uma mudinha com história, portanto. Compramos vasos iguais para tentar um approach entre o novo casal - a mudinha nova em um, e a arvorezinha antiga no outro. Posicionei-as ao lado da minha TV, no aparador da sala, onde elas recebem claridade da rua mas não pegam sol direto.
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No início, a das folhas compridas estranhou: murchou, perdeu folhas, ficou meio pálida - acho que estava com medo do novo relacionamento. Enquanto a das folhas redondas se fixava na terrinha boa e botava mais e mais brotinhos novos.
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Mas foram só alguns dias assim. Hoje meu parzinho de árvores da felicidade é, posso dizer, um casal perfeito. Nada como encontrar a cara-metade, não é mesmo?
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[Observação: a tartaruga da coleção Procurando Nemo, em cima da TV, foi presente do querido Fred no meu aniversário, há três anos; já a da prateleira foi comprada no Projeto Tamar da Praia do Forte, na Bahia, a long long long time ago. Além de plantinhas, também curto tartarugas, sabia?]

terça-feira, 4 de maio de 2010

Matação

Meu mano Maurício admite hoje no Vida de Frila que desconfia que seu blog está em crise. Entendo, porque também não ando muito assídua no meu. Já comentei ali embaixo que muitas vezes começo a escrever um post, no meio do caminho acho sem graça e deleto. E não é só isso: ontem faltei à academia e hoje matei a aula de inglês na maior cara de pau. Deve ser alguma coisa na conjunção astral, Maurício...

[Vale observar que eu estava para deletar este post quando resolvi publicá-lo. É crise, é crise.]

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mais uma história escabrosa

Quase não consegui engolir meu delicioso café da manhã quando li no DC Online mais uma história repugnante de maus tratos contra cães logo aqui pertinho. E o pior: atrocidades cometidas dentro da corporação que tem por obrigação fazer cumprir a lei. Vergonhoso. Algumas observações:

1) Sem querer dar uma de Polyanna, o fato de a história vir a público significa que a consciência em relação a esses absurdos está, sim, aumentando. Porque foi um policial quem se encarregou de fazer a denúncia, em primeiro lugar. E também pelo espaço dado pelo jornal e pela TV para o assunto. Tomara, contudo, que as investigações caminhem e os desalmados sejam punidos com rigor.

2) Essencial, portanto, o papel das ONGs protetoras como fiscais desse processo. Muita gente acha esse povo meio enfadonho, mas eu tenho o maior respeito por quem se dedica a essa causa. Só lamento que muitas vezes haja tanta competição entre as próprias ONGs.

3) Não consigo entender como alguém consegue querer simplesmente "se livrar" de um cão, seja ele pastor, vira-lata ou extraterrestre. Quem convive com cães sabe o quanto eles são amoráveis. É muita falta de alma.

4) Cães são amoráveis, mas é claro que dão trabalho. Aqui em casa tenho meus três. Dois grandes e uma média - que nem por isso é menos traquinas (neste exato momento está ela lá, toda linda e cheirosa depois do banho, latindo compulsivamente no portão para sei lá o quê). Todo mês é ração (porque eu ainda não consegui entrar na onda da comida natural, já que não tenho feito comida nem pra mim...), banho, repelente de parasitas; periodicamente é vermífugo, vacina; veterinário sempre que necessário. E eu sou mãe solteira, ou seja, banco os três sozinha. Racionalmente eu não seria uma pessoa dona de três cães, mas a vida me conduziu a isso e cuido dos três com muito amor. O dinheiro e o tempo que eu gasto com eles é investimento. Digo mesmo que não consigo imaginar minha vida sem eles. Cada lambida no cotovelo que ganho da Lola me faz lembrar disso, todos os dias. E cada pelinho branco novo que percebo aparecer no focinho dela (Lola é uma boxer e já está com quase 8 anos) me deixa com o coração apertado porque isso me lembra que provavelmente ela já passou da metade da sua vida, e em mais alguns poucos anos teremos que nos separar. Então não consigo entender como diabos alguém consegue simplesmente mandar matar seu cachorro. Não consigo. E lacrimejo pensando nisso.

5) Também não consigo deixar de vislumbrar no binônio adoção responsável + castração a medida mais inteligente para evitar que esse tipo de problema se perpetue. Não sou militante de ONG, mas faço discurso pró-castração pra todo mundo que tem cachorro, seja de raça ou vira-latas. Meus três são castrados e entendo que fazer isso foi um bem para eles e para a espécie deles. Se alguém me fala em adotar um bichinho, logo recomendo procurar as ONGs que abrigam tantos e tantos que precisam de adoção. Acho que é no trabalho formiguinha que se vai conseguindo mudar. Bom, e quem sou eu pra falar disso? Muitas das minhas convicções a esse respeito surgiram a partir da leitura diária e da amizade com a Mãe de Cachorro Ana Corina, de quem falo de vez em quando aqui no blog. Acho o trabalho dela - independente, responsável , obstinado e educativo - digno de prêmio. Se você se importa com os bichinhos, mesmo não tendo um, vá lá: http://www.maedecachorro.com.br.

Pronto. Agora dá licença que vou lá ver por que a Sebastiana está latindo. =)

sábado, 24 de abril de 2010

Um quintal lá no fundo



Um sambinha preguiçoso para o decorrer de um sábado de chuva passado quase todo na horizontal. Chega quase a dar saudade da Bahia...

[Vale mencionar que a música é composição da MM com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown]

sábado, 17 de abril de 2010

E não é que pegou?



Minhas mudinhas de physalis mencionadas aqui não só pegaram bem, como também cresceram um monte e viraram lindas plantinhas. Já estão cheias de flores - ou seja, acho que muito em breve vou poder postar aqui as fotos da colheita.


[A flor não é uma graça? Parece bobagem, mas eu acho linda!]

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Tudo em menos de 15 segundos

Trânsito chutadinho pela SC-401, na altura do morro do Cacupé, num trecho com curva em S, descida, sem acostamento. O garoto que ia logo à minha frente numa CG, pela pista da esquerda, perdeu o controle da moto e começou a encostar os pés no chão, meio que pedalando desesperado, tentando estabilizar o guidon. Pneu dianteiro furado. Pelo retrovisor vi que o Audi com placas da Argentina que vinha logo atrás de mim estava a uma distância segura; liguei o pisca alerta e reduzi bastante a velocidade. O Audi entendeu o contexto, também reduziu e ligou o pisca, chamando a atenção dos carros que vinham em seguida. Com isso o garoto conseguiu controlar a moto até a descida do morro, indo primeiro para a pista da direita e parando, com segurança, no acostamento que começava alguns metros adiante. Pelo retrovisor pude confirmar que ele não tinha sido atropelado, nem caído. E lembrei dos dias difíceis que passamos em fevereiro, quando, numa derrapada besta com sua Suzuki Marauder, meu irmão levou uma pancada feia na cabeça. Ficou algumas horas desacordado e tantas outras desmemoriado. Já eu lembro muito bem de cada minuto daqueles dias. Tirei os olhos do retrovisor e segui meu caminho, olhando em frente e pedindo silenciosamente que São Cristóvão, São Francisco, Nossa Senhora das Dores, minha mãe Iemanjá e São Harley-Davidson protejam sempre o André, o menino da CG e todos os outros motoqueiros das estradas desse mundo. Amém.

domingo, 28 de março de 2010

Such a beautiful thing




Mal tive 15 diazinhos de férias forçadas e minha vida já voltou ao normal - ou seja, uma correria danada. Mas nem acho que seja por isso que este blog anda assim meio às traças. Ando tão focada em minhas coisas, preocupada em fazer tudo bem direitinho como sempre, que muitas vezes começo a escrever um post, acho bobagem e desisto. Talvez eu esteja numa fase meio introspectiva.

Mas para que o marasmo bloguístico não me domine por completo, vou sugerir aqui a leitura um texto muito legal do Gustavo Gitti - do blog Não 2, Não 1, linkado ali do lado. Ontem a Neidinha tuitou o link para esse texto, reli e de novo terminei o post com um sorrisinho bobo - e lembrando que, ao final na primeira leitura, fiz exatamente o que está escrito lá no final. Gosto especialmente do primeiro twit: "Antes de lhe contar que ela era sua namorada, ele perguntou pelo seu nome" (que me lembra muito aquela do Drummond: "Antes de te conhecer eu já te amava"). Coisas de quem está numa fase muito in love e reaprendendo - talvez aprendendo, na verdade - como é bom namorar, com todas as letras.



[Recomendo também uma navegada geral pelo blog do Gitti, cheio de textos inteligentes - e masculinos, que incrível! - sobre relacionamentos.]
[Imagem do sxc.hu]
[Sorry everybody, mas o título do post vem de uma música melosa dos Bee Gees]



sexta-feira, 12 de março de 2010

Ele me conhece

Eu aqui vagabundeando em Curitiba, de férias, enquanto meus dois irmãos tocam suas vidas em ritmo normal - Mano dando mil aulas de violino, viajando semanalmente a Campinas para uma aula de mestrado e com todos os compromissos com a orquestra, que incluem concertos fora da cidade durante o final de semana; André descascando um frila com deadline para domingo e trabalhando normalmente - ou seja, freneticamente - na editoria de economia da Gazeta.

Hoje à tarde dei mais uma boa pernada pelo centro da cidade e fui novamente ao shopping Estação, onde já tinha feito ontem umas comprinhas na Arezzo (promoção arrasadora) e na Levi's (para o namorado). Desta vez me dediquei a fuçar em alguns bons sebos que ficam pelo caminho e acabei voltando ao Estação, onde garimpei alguns itens legais e baratinhos de papelaria na Kalunga.

Chegando em casa, entrei no GTalk e me preocupei em avisar o André que tinha chegado. O diálogo:

mim: oi, cheguei
André: oi
André: e estavas onde mesmo?
mim: fui ao centro e no shopping estação de novo.
André: ah. quantos pares?

Hahaha

Pena que a grana é curta, e as malas, pequenas demais. Porque as promoções no comércio de Curitiba realmente são uma tentação...

Muitas perninhas, muitos bracinhos. Muita tristeza




Para nós, leitores e admiradores, a perda do Glauco é a súbita interrupção de um dos trabalhos mais inteligentes do cartunismo brasileiro. Eu, particularmente, sou fã incondicional do taradíssimo Geraldão, da não menos tarada dona Marta e dos dilemas matrimoniais do Casal Neuras (acima). Além do conteúdo hilário, também gosto muito do traço tosco que ele inventou, chego a chutar que meio inspirado no Henfil, com aquele monte de perninhas e bracinhos desenhados simulando o movimento das personagens.

A extensa obra do Glauco vai ficar perpetuada em tudo o que ele já tem publicado e nas prováveis muitas re-re-re-republicações que certamente já estão sendo organizadas, com todos os méritos que ele merece. Mas o que me entristece mais do que a perda intelectual é imaginar o tamanho do drama que a família dele vivenciou durante os momentos de violência a que foi submetida, e que teve um desfecho tão trágico. Glauco, cidadão brasileiro trabalhador e pai de família, e seu filho são mais duas vítimas dessa violência urbana cruel que ninguém consegue entender.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Lévy rocks! \m/

De férias forçadas, resolvi dar um pulo em Curitiba para uma xeretada básica nos meus dois irmãos. Fresca que sou, aproveitei a megapromo da TAM e comprei passagens de avião, ida e volta, mais barato do que ônibus. Mas o transporte aéreo nunca foi tão enrolado na história desse país: meu voo que deveria ir primeiro a Guarulhos e depois a Curitiba foi parcialmente cancelado porque o aeroporto de Brasília (sempre Brasília) ficou fechado algumas horas... daí me colocaram num voo Florianópolis-Congonhas para depois seguir à sempre elegante e agradável capital paranaense onde mora parte do meu coração. Com isso, é claro, passei algumas horinhas tomando chá de banco em aeroporto.

Mas, precavida que sou, tomei o cuidado de incluir um livro na bagagem de mão - o que me faria inclusive resistir à tentação de gastar dinheiro nas sempre caras livrarias de aeroporto. Fucei rapidamente na estante do escritório e vi meu exemplar novinho em folha de "Cibercultura", de Pierre Lévy, um livro que já não é tão novo (a primeira edição é de 1997), mas que ainda apresenta algumas reflexões extremamente instigantes a respeito de nosso mundo hiperconectado. Durante meu mestrado trabalhamos um pouco esse autor na disciplina Seminários de Pesquisa, mas eu só comprei o livro no ano passado e acabei injustamente deixando-o encostado na pilha de próximas leituras.

Um trechinho logo do início:

Aqueles que denunciam a cibercultura hoje têm uma estranha semelhança com aqueles que desprezavam o rock nos anos 50 ou 60. O rock era anglo-americano e tornou-se uma indústria. Isso não o impediu, contudo, de ser o porta-voz das aspirações de uma enorme parcela da juventude mundial. Também não impediu que muitos de nós nos divertíssemos ouvindo ou tocando juntos essa música. A música pop dos anos 70 deu uma consciência a uma ou duas gerações e contribuiu para o fim da Guerra do Vietnã. É bem verdade que nem o rock nem a música pop resolveram o problema da miséria ou da fome no mundo. Mas isso seria razão para "ser contra"?

Enquanto jornalista, roqueira, profissional da área de educação a distância, blogueira ocasional, tuiteira recém-deslumbrada e apaixonada por meu smartphone, imagino que essa leitura descompromissada do Lévy será bastante produtiva. Até porque, apesar de todos esses meus desvios de caráter, eu continuo uma apaixonada pelos livros - essa mídia tão antiquada, ainda insubstituível.

[Vale lembrar um efeito nefasto da cibercultura sobre meu corpicho: estou tratando outra crise ultrasevera de bursite com tendinite, desta vez no ombro esquerdo. E meu próximo sonho de consumo agora é o teclado ergonômico novo da Microsoft.]

quinta-feira, 4 de março de 2010

Na tendência



Sebastiana nunca fica mais do que meia hora com os enfeitinhos que a moça do banho insiste em colocar nela - ainda mais quando eles são do tipo maria chiquinha, que têm elástico e apertam os pelinhos das orelhas. Mas, antenada que é, desta vez ela curtiu os lacinhos verde flúor e já faz quase 24 horas que eles estão incólumes. Lola mantém seu laçarote rosa no pescoço e Fidel, sua gravata cinza clássica. Todos muito chics.