Uma das melhores coisas de ter frutas no quintal é compartilhá-las com quem lhes dá o devido valor. E compreende sua delicadeza.
Soninha, querida, disponha sempre!
...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
domingo, 5 de dezembro de 2010
Vai dar pitanga

Minha pitangueira predileta (entre as quatro do quintal) está carregada de botões. Três exibidas que resolveram crescer antes de todo mundo já foram devidamente colhidas e degustadas, ao lado da primeira acerolinha da árvore vizinha (que também está carregada). É o prenúncio de mais um verão pródigo em frutas. Na fila, as uvas, laranjas, jacas e - novidade - bananas.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Ágape opíparo
Um de meus bordões prediletos é chegar para o Gastão e a Soninha, ao final de um daqueles jantares em que a gente se deleita da entradinha à sobremesa, e dizer "olha, pra variar comemos muito mal e fomos muito mal tratados, mas obrigada por tudo e até a próxima".
Nunca é mentira. Porque, de uma certa maneira, comer mal pode ser a tortura de degustar aquele arroz à piamontesa cheeeeeeeeio de creme de leite fresco que ele faz para acompanhar os filezinhos Wellington (leia-se mignon enrolado em massa folhada estaladinha). Ou aquele ossobuco uuuuuuultra gorduroso soltando a carne, com molho de tomate e servido com talharim e parmesão ralado na hora - em cima do teu prato. Ou a salada de microbatatinhas e ovos cozidos temperada com azeite extravirgem, pimenta calabresa e salsa fresquinha. Ou os tomates assados cujo último pedaço do pote eu sempre cometo a grosseria de pegar sem dividir com ninguém. Ou aqueles moranguinhos delicadamente cobertos com chocolate derretido, ou ainda as sobremesinhas de leite condensado preparadas em muitos copinhos individuais.
E ser mal tratado, de uma certa maneira, pode significar rir até doer as bochechas e ficar com uma preguiça absurda de dirigir de volta pra casa - a vontade é dividir a cama com o fofo Barthés, bassethound do casal.
Então é deveras pertinente que esses meu queridos amigos de longa data tenham colocado no ar, há uns poucos dias, o blog Cozinha a dois, onde generosamente compartilham suas receitinhas, desde aquelas mais especiais até as do dia a dia (como a carninha com cebola que me fez salivar ontem de manhã). Até a saladinha de alface com cenoura ralada e tomate fica uma graça quando feita e descrita por eles. Pra quem gosta de se aventurar na cozinha - preferencialmente com sua cara metade, tempo, papo e um bom vinho - é uma deliciosa fonte de inspiração. Vinda, aliás, de um casal que para mim é exemplo em tantas outras coisas.
Nunca é mentira. Porque, de uma certa maneira, comer mal pode ser a tortura de degustar aquele arroz à piamontesa cheeeeeeeeio de creme de leite fresco que ele faz para acompanhar os filezinhos Wellington (leia-se mignon enrolado em massa folhada estaladinha). Ou aquele ossobuco uuuuuuultra gorduroso soltando a carne, com molho de tomate e servido com talharim e parmesão ralado na hora - em cima do teu prato. Ou a salada de microbatatinhas e ovos cozidos temperada com azeite extravirgem, pimenta calabresa e salsa fresquinha. Ou os tomates assados cujo último pedaço do pote eu sempre cometo a grosseria de pegar sem dividir com ninguém. Ou aqueles moranguinhos delicadamente cobertos com chocolate derretido, ou ainda as sobremesinhas de leite condensado preparadas em muitos copinhos individuais.
E ser mal tratado, de uma certa maneira, pode significar rir até doer as bochechas e ficar com uma preguiça absurda de dirigir de volta pra casa - a vontade é dividir a cama com o fofo Barthés, bassethound do casal.
Então é deveras pertinente que esses meu queridos amigos de longa data tenham colocado no ar, há uns poucos dias, o blog Cozinha a dois, onde generosamente compartilham suas receitinhas, desde aquelas mais especiais até as do dia a dia (como a carninha com cebola que me fez salivar ontem de manhã). Até a saladinha de alface com cenoura ralada e tomate fica uma graça quando feita e descrita por eles. Pra quem gosta de se aventurar na cozinha - preferencialmente com sua cara metade, tempo, papo e um bom vinho - é uma deliciosa fonte de inspiração. Vinda, aliás, de um casal que para mim é exemplo em tantas outras coisas.
sábado, 17 de julho de 2010
Sábado, frio, chuvisco
Cama até depois das 11, preguiça, almoço sem horário. Namorado, preguiça. Aquecedor ligado, cachorros em seus edredons, cobertor nos joelhos. Meu casaco Kenny, always. Heineken, chandelle mousse. Zapping na tv a cabo. Manicure caseira, cor nova. Sopa, mais Heineken e mais chandelle mousse. "Orgulho e preconceito" pela 86a. vez. E ainda são apenas 10 da noite. Adoro esse friozinho. There's no place like home.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Quality sunday
Semana passada, num texto da aula de inglês, a turma ficou em dúvida quanto à expressão "quality time". O professor Aldy explicou que se trata de uma expressão que não tem uma tradição direta para o português - seria "tempo de qualidade", mas ninguém fala isso. Mas o sentido é fácil de entender: "quality time" é aquele tempo bem aproveitado que se passa ao lado de pessoas queridas ou consigo mesmo. Como na frase em questão: "We both have very demanding jobs, so weekends and holidays are the only times we can have some quality time together". É aquele tempo em que namorado e namorada, marido e mulher, pai e filho, filho e mãe, amigos, compadres, passam realmente juntos. Simples de entender.
Bom, então ontem eu voltei pra casa pensando que tive realmente um quality sunday: acordei às 5h da manhã para trabalhar na prova de ingresso da instituição onde trabalho; me apresentei às 7h10 e ao meio-dia estava saindo; busquei minha mãe em casa e botamos o assunto em dia durante um almoço delicioso e ensolarado no Ribeirão da Ilha, com direito a ostras, tainha, Heineken 600, sorvete Amoratto e café expresso; fizemos uma visita surpresa e igualmente deliciosa para os Fontinha Oliveira (intimidade é uma merda, tu liga e diz "oi, estão em casa?", "estamos", "ah, tou indo aí com a mãe"', "ótimo, vou passar um café!"), onde além do café tinha família reunida, bolo de cenoura, bruschettas do Maurício e até uma lavação grátis e inusitada do meu carro sempre sujo; mãe devidamente deixada em casa no fim da tarde, analisamos brevemente meu tricô (que foi aprovado por ela) e em seguida fui pra academia (sim, domingo), antecipando meu treino de segunda, já que de antemão eu sabia que teria que faltar em função do trabalho; durante a série de novos exercícios, telefonema de hunny dizendo que estava saindo do trabalho (ele também estava convocado para a prova de ingresso, mas em período integral); terminei meu treino, tomei um banhão e fui ao encontro de hunny, para botarmos o assunto em dia entre chopinhos e um ma-raaavilhoso hambúrguer de picanha. Na volta pra casa, uma lua cheia de dar nojo pendurada no céu e o prenúncio de uma semana cheia de tarefas. Tomara que todas deem tão certo quanto o meu domingo.
Bom, então ontem eu voltei pra casa pensando que tive realmente um quality sunday: acordei às 5h da manhã para trabalhar na prova de ingresso da instituição onde trabalho; me apresentei às 7h10 e ao meio-dia estava saindo; busquei minha mãe em casa e botamos o assunto em dia durante um almoço delicioso e ensolarado no Ribeirão da Ilha, com direito a ostras, tainha, Heineken 600, sorvete Amoratto e café expresso; fizemos uma visita surpresa e igualmente deliciosa para os Fontinha Oliveira (intimidade é uma merda, tu liga e diz "oi, estão em casa?", "estamos", "ah, tou indo aí com a mãe"', "ótimo, vou passar um café!"), onde além do café tinha família reunida, bolo de cenoura, bruschettas do Maurício e até uma lavação grátis e inusitada do meu carro sempre sujo; mãe devidamente deixada em casa no fim da tarde, analisamos brevemente meu tricô (que foi aprovado por ela) e em seguida fui pra academia (sim, domingo), antecipando meu treino de segunda, já que de antemão eu sabia que teria que faltar em função do trabalho; durante a série de novos exercícios, telefonema de hunny dizendo que estava saindo do trabalho (ele também estava convocado para a prova de ingresso, mas em período integral); terminei meu treino, tomei um banhão e fui ao encontro de hunny, para botarmos o assunto em dia entre chopinhos e um ma-raaavilhoso hambúrguer de picanha. Na volta pra casa, uma lua cheia de dar nojo pendurada no céu e o prenúncio de uma semana cheia de tarefas. Tomara que todas deem tão certo quanto o meu domingo.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Pecadinho da semana
Estava no supermercado na segunda à noite e o potinho piscou pra mim. Foi do freezer pra minha cestinha, pra sacola, pro porta-malas do carro e, finalmente, pro meu freezer. Só na terça à noite lembrei dele. Oh my god. Nem comi inteiro, só umas colheradas. E já sei que hoje vou ter que duplicar o tempo de esteira na academia...
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Campanha
Lendo hoje o blog da Regina e suas impressões sobre a Paraíba, ainda antes de tomar café, lembrei de uma das (muitas) coisas que sempre como na Bahia e que aqui no Sul não tem nem pra remédio: sorvete de cajá. Oxe, afe maria, se a Kibon faz sorvete de cajá e vende no Nordeste, porque os pobrezinhos mortais do Sul não podem desfrutar dessa delícia? Quando
estive no sul da Bahia, no início de dezembro, era de lei: sorvetinho de cajá artesanal, duas bolas bem servidas num cascão, era o que arrematava as aventuras e comilanças do dia antes de voltar pra pousada. Hunny não conhecia, mas amou e aderiu. Acho que será ele o primeiro signatário da minha campanha: ô, dona Kibon, manda sorvete de cajá pra nós!quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Um Papai Noel sem rosto
Não se preocupem, porque o título do post não anuncia nenhum texto crítico ao consumismo mordaz desta época. A ideia é só contar que o enfeite de porta fofo, barato e novinho que eu comprei para este ano - uma meia de feltro com um bonequinho de Papai Noel de cara bem rechonchuda - foi devidamente transformado em brinquedo pelos meus três amados cachorrinhos no mesmo dia em que foi pendurado. Isso foi antes de eu viajar, e o extermínio de mais este enfeite de porta me fez perder o pique com decorações de Natal este ano.
Mas ontem me curei. Depois de um dia ultrasobrecarregado, que envolveu reunião de trabalho bem cedo, saída com a família, supermercado, salão (eu também mereço uma pet shop) e até batida de carro (nada grave), isso tudo abaaaaixo de uma chuuuuuuva chatééééésima, entrei no clima total: passava um pouco das 22h quando fui para a cozinha fazer pudim de leite. Enquanto o dito cujo assava, embrulhei os presentinhos que vou levar hoje para a family na casa de mamy, desencaixotei os enfeites de Natal e coloquei todos em seus devidos lugares. O que sobrou do enfeite estraçalhado - só a meia - ficou no corredor. Montei minha mini-árvore de moça solteira (daquelas de 50cm de altura) com bolinhas e laços vermelhos, outros enfeitinhos dourados, ao lado do menino Jesus (não é exatamente um presépio, mas é a intenção), com muitas luzinhas, tudo sobre a mesinha antiga de madeira que pertenceu a minha bisavó. E pronto, como num passe de mágica minha casinha ficou com cara de Natal e cheiro de pudim assando.
Mas ontem me curei. Depois de um dia ultrasobrecarregado, que envolveu reunião de trabalho bem cedo, saída com a família, supermercado, salão (eu também mereço uma pet shop) e até batida de carro (nada grave), isso tudo abaaaaixo de uma chuuuuuuva chatééééésima, entrei no clima total: passava um pouco das 22h quando fui para a cozinha fazer pudim de leite. Enquanto o dito cujo assava, embrulhei os presentinhos que vou levar hoje para a family na casa de mamy, desencaixotei os enfeites de Natal e coloquei todos em seus devidos lugares. O que sobrou do enfeite estraçalhado - só a meia - ficou no corredor. Montei minha mini-árvore de moça solteira (daquelas de 50cm de altura) com bolinhas e laços vermelhos, outros enfeitinhos dourados, ao lado do menino Jesus (não é exatamente um presépio, mas é a intenção), com muitas luzinhas, tudo sobre a mesinha antiga de madeira que pertenceu a minha bisavó. E pronto, como num passe de mágica minha casinha ficou com cara de Natal e cheiro de pudim assando.
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Detalhes das minhas mesas de trabalho (1)
domingo, 20 de setembro de 2009
Meus pecadinhos
Eu praticamente me convidei, e como ela é muito mais elegante que eu, Fiona me convidou para responder ao meme dos sete pecados. Bora lá:
1) Gula: pratico muito. Tenho ciência de que como muito mais do que o corpicho precisaria. Gosto de tudo, desde comida da roça até coisas finas. O que eu não provei, certamente provaria. O que me tira do sério é salmão cru com shoyo e cebolinha verde. Na categoria comidinha de mãe, a galinha ensopada com polenta mata a pau.
2) Avareza: já fui pior. Tenho tentado exercitar mais o desapego, principalmente no que se refere a roupas e coisas que não uso. Mas ainda tenho no armário algumas peças que estão na terceira ou quarta chances. Coisa pouca. Acho que não sou avarenta porque detesto pessoas que regulam migalhas. Na verdade sou mais gastadeira do que avarenta. O que também pode ser um problema.
3) Inveja: de gente magra. De quem não precisa se preocupar com dinheiro. De quem tem dinheiro e sabe gastá-lo bem. Mas são invejinhas genéricas. Inveja de alguém diretamente, com maldade, não tenho não.
4) Ira: outro dia meu computador do trabalho, que é uma máquina nova e super boa, começou inexplicavelmente a dar pau. Fiquei puta da vida. Minha coordenadora chegou a comentar que foi a primeira vez que ela me viu de mau humor - e nós trabalhamos na mesma sala desde fevereiro. Então fico irada em situações assim: quando a Internet não funciona, quando o robozinho da Net não te transfere pro lugar certo pra reclamar. No trânsito também fico meio p da vida de vez em quando, como outro dia, quando um babaca colou na minha traseira me empurrando pra outra pista - e eu estava a 110 por hora. Mas daí eu mando um xingamento light - tipo, tá, seu p** mole, passa logo, seu imbecil - e pronto, a ira passa. No geral, tenho tentado ser mais light para evitar pés de galinha e radicais livres.
5) Soberba: eu digo que sou humilde, mas secretamente me acho melhor que todo mundo. Com meu RayBan novo, mesmo, eu me acho demais. Rá!
6) Luxúria: yes, I've been practicing. Frequently, efficiently, passionately and safely. E fala sério, não acho que isso é errado.
7) Preguiça: de malhar, sempre. Assunto recorrente: consigo horário pra fazer fisioterapia quando o médico manda, mas pra ir pra academia três vezes por semana não consigo nunca. Contra esse aspecto eu realmente tenho que lutar. Mas tem umas preguicinhas inofensivas, como dormir à tarde em sábados ou domingos chuvosos. É bom demais!
Manda a regra que eu indique outros oito blogueiros para responder, mas como geralmente quem recebe esse tipo de tarefa acaba reclamandinho, vou só dizer de quem são as respostas que eu gostaria de ler, embora os desobrigue de escrever de fato (muitas vezes só pensar sobre nossos pecados já é suficiente): Malu, Maurício, Cris, Cibele, Aline, Marie e Magoo. Mas sem pressão, ok?
1) Gula: pratico muito. Tenho ciência de que como muito mais do que o corpicho precisaria. Gosto de tudo, desde comida da roça até coisas finas. O que eu não provei, certamente provaria. O que me tira do sério é salmão cru com shoyo e cebolinha verde. Na categoria comidinha de mãe, a galinha ensopada com polenta mata a pau.
2) Avareza: já fui pior. Tenho tentado exercitar mais o desapego, principalmente no que se refere a roupas e coisas que não uso. Mas ainda tenho no armário algumas peças que estão na terceira ou quarta chances. Coisa pouca. Acho que não sou avarenta porque detesto pessoas que regulam migalhas. Na verdade sou mais gastadeira do que avarenta. O que também pode ser um problema.
3) Inveja: de gente magra. De quem não precisa se preocupar com dinheiro. De quem tem dinheiro e sabe gastá-lo bem. Mas são invejinhas genéricas. Inveja de alguém diretamente, com maldade, não tenho não.
4) Ira: outro dia meu computador do trabalho, que é uma máquina nova e super boa, começou inexplicavelmente a dar pau. Fiquei puta da vida. Minha coordenadora chegou a comentar que foi a primeira vez que ela me viu de mau humor - e nós trabalhamos na mesma sala desde fevereiro. Então fico irada em situações assim: quando a Internet não funciona, quando o robozinho da Net não te transfere pro lugar certo pra reclamar. No trânsito também fico meio p da vida de vez em quando, como outro dia, quando um babaca colou na minha traseira me empurrando pra outra pista - e eu estava a 110 por hora. Mas daí eu mando um xingamento light - tipo, tá, seu p** mole, passa logo, seu imbecil - e pronto, a ira passa. No geral, tenho tentado ser mais light para evitar pés de galinha e radicais livres.
5) Soberba: eu digo que sou humilde, mas secretamente me acho melhor que todo mundo. Com meu RayBan novo, mesmo, eu me acho demais. Rá!
6) Luxúria: yes, I've been practicing. Frequently, efficiently, passionately and safely. E fala sério, não acho que isso é errado.
7) Preguiça: de malhar, sempre. Assunto recorrente: consigo horário pra fazer fisioterapia quando o médico manda, mas pra ir pra academia três vezes por semana não consigo nunca. Contra esse aspecto eu realmente tenho que lutar. Mas tem umas preguicinhas inofensivas, como dormir à tarde em sábados ou domingos chuvosos. É bom demais!
Manda a regra que eu indique outros oito blogueiros para responder, mas como geralmente quem recebe esse tipo de tarefa acaba reclamandinho, vou só dizer de quem são as respostas que eu gostaria de ler, embora os desobrigue de escrever de fato (muitas vezes só pensar sobre nossos pecados já é suficiente): Malu, Maurício, Cris, Cibele, Aline, Marie e Magoo. Mas sem pressão, ok?
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quinta-feira, 23 de julho de 2009
Minha sopa de letrinhas
Saindo do trabalho depois desse dia modorrento de tão frio, resolvi dar um pulo no supermercado que fica do ladinho da escola pensando em me aventurar numa sopa como aquelas que mamy faz, com carne e legumes. Claro que eu não consigo fazer assim i-guaaaaaaalzinha à dela, mas estou chegando perto. Cestinha na mão, fui ao açougue e pedi uma pecinha de músculo, bem limpinha. Deu 1kg, o que é bastante, mas congelei metade. Lavar, descascar e cortar legumes é demorado e chato, ainda mais lidar com água nesse tempo frio, então comprei um pacotinho daqueles legumes orgânicos embalados a vácuo. Precisava ainda de um carboidrato, e não tenho mais arroz integral pronto (pra cozinhar junto com o restante das coisas ia demorar pacas). Investiguei a prateleira de massas e escolhi um macarrão de letrinhas. Yes!
Foi assim: panela de pressão. Caminha de cebola picadinha, frita no óleo de canola. Carne cortada em cubos grandes para uma primeira selada. Sal marinho, pimenta moída na hora (comprei um mix de cinco pimentas que é da hora). Refogada geral. Água fervendo, acho que mais ou menos um litro e meio. Panela fechada, pressão por 20 minutos. Medinho. Tira a pressão da panela. Alívio. Panela no fogo de novo, agora aberta. Legumes primeiro. Quando a cenoura está quase no ponto, entram as letrinhas. Vou dizer, minha gente: ficou demais. E é tão simples!
Foi assim: panela de pressão. Caminha de cebola picadinha, frita no óleo de canola. Carne cortada em cubos grandes para uma primeira selada. Sal marinho, pimenta moída na hora (comprei um mix de cinco pimentas que é da hora). Refogada geral. Água fervendo, acho que mais ou menos um litro e meio. Panela fechada, pressão por 20 minutos. Medinho. Tira a pressão da panela. Alívio. Panela no fogo de novo, agora aberta. Legumes primeiro. Quando a cenoura está quase no ponto, entram as letrinhas. Vou dizer, minha gente: ficou demais. E é tão simples!
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Três décimos de segundo de sofrimento
Hunny e eu temos em comum algo que pode ser sintoma de transtorno obsessivo-compulsivo: nos bares, botecos e afins que frequentamos, gostamos de ocupar sempre a "nossa" mesa. É assim no Botequim, onde foi nosso primeiro papinho com chope, quando ainda éramos colegas de instituição que se conheciam de vista e só trocavam "ois" meio envergonhados no corredor; é assim no Sushiyama, onde sempre reservamos a mesma mesa baixinha e passamos horas recostados nas almofadas, nos empapuçando de salmão jungle (receita nossa feita com sashimi de salmão, raiz forte, shoyo e cebolinha verde); e tem sido também assim no Iega, o pé-limpo-familiar tradicionalíssimo da Carvoeira que fica na esquina da rua da minha mãe, onde costumamos fazer balanços parciais da semana comendo aquele pastelzinho de camarão dilíça com Original geladinha servida pelo Ferreira.
Pois no Iega a "nossa" mesa tem sido uma na área interna do bar, lá no cantinho, na janela, onde ficamos abrigados do vento e apreciando os carros que voam a lombada da frente da padaria, na Romualdo de Barros. Quando a gente chega juntos o Ferreira já vai indo até aquela mesa com o cardápio, mesmo sabendo que o pedido será sempre rigorosamente o mesmo (será que isso também é TOC?).
Normalmente levamos sorte e encontramos a tal mesa desocupada, por mais cheio que o bar esteja. Mas ontem foi diferente. Combinamos de nos encontrar lá - ele estava em casa e eu, na minha mãe. Cheguei primeiro e notei que, embora o bar estivesse vazio, tinha um casal na nossa mesa - os dois lado a lado, ela na janela. Como não estava chovendo nem muuuito frio, resolvi esperá-lo numa mesinha na área externa, apreciando o movimento do entorno das 19h. Minutos depois ele me encontra, com uma expressão de espanto misturada com alívio e humor (sim, isso é possível). Eu nem tinha reparado: a moça do casal que ontem resolveu ocupar a "nossa" mesa estava com um casaco rosa da Adidas, idêntico ao que hunny me deu no dia dos namorados. Quando ele chegou no bar, olhou para a "nossa" mesa à minha procura e se deparou com a moça, de cabelo liso-comprido-escuro como o meu, com um casaco igualzinho ao meu, tascando um beijaço no cara.
Três décimos de segundo depois um dos garçons mais novos disse a ele que eu o estava esperando na mesa da rua. Quando me encontrou, ele ainda estava um pouco vermelho, mas felizmente já estava dando aquele sorriso bonito que nunca aparece nas fotos.
Pois no Iega a "nossa" mesa tem sido uma na área interna do bar, lá no cantinho, na janela, onde ficamos abrigados do vento e apreciando os carros que voam a lombada da frente da padaria, na Romualdo de Barros. Quando a gente chega juntos o Ferreira já vai indo até aquela mesa com o cardápio, mesmo sabendo que o pedido será sempre rigorosamente o mesmo (será que isso também é TOC?).
Normalmente levamos sorte e encontramos a tal mesa desocupada, por mais cheio que o bar esteja. Mas ontem foi diferente. Combinamos de nos encontrar lá - ele estava em casa e eu, na minha mãe. Cheguei primeiro e notei que, embora o bar estivesse vazio, tinha um casal na nossa mesa - os dois lado a lado, ela na janela. Como não estava chovendo nem muuuito frio, resolvi esperá-lo numa mesinha na área externa, apreciando o movimento do entorno das 19h. Minutos depois ele me encontra, com uma expressão de espanto misturada com alívio e humor (sim, isso é possível). Eu nem tinha reparado: a moça do casal que ontem resolveu ocupar a "nossa" mesa estava com um casaco rosa da Adidas, idêntico ao que hunny me deu no dia dos namorados. Quando ele chegou no bar, olhou para a "nossa" mesa à minha procura e se deparou com a moça, de cabelo liso-comprido-escuro como o meu, com um casaco igualzinho ao meu, tascando um beijaço no cara.
Três décimos de segundo depois um dos garçons mais novos disse a ele que eu o estava esperando na mesa da rua. Quando me encontrou, ele ainda estava um pouco vermelho, mas felizmente já estava dando aquele sorriso bonito que nunca aparece nas fotos.
[Taí o casaco. Mas essa sou eu.]
terça-feira, 23 de junho de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Onze drops sobre o fim de semana que passou
1) A colheita das laranjas acabou. Hunny e eu surrupiamos um bambu (e o bambu? hehe) da beira do rio do Brás e com isso pudemos apanhar as frutas láááá de cima, que, por pegarem mais sol, suponho, eram as mais bonitas.
2) Aproveitando o clima bucólico, plantamos um pé de abacate. Aguardaremos brincaremos no regato até que nos tragam frutos teu amor teu coração. [Na verdade quem plantou foi hunny, eu só indiquei o local no terreno e fiquei olhando enquanto ele colocava com cuidado a semente germinada na caminha de terra.]
3) Almoçamos tainha no restaurantezinho simples que frequento em Ponta das Canas há quase 20 anos. Estava um dia lindo. No mar, um cardume enorme de golfinhos [golfinhos juntos são um cardume??] deu show.
4) Lavei roupa, passei roupa. Como é bom fazer esse tipo de coisa com calma, caprichando nas borrifadas de Pass Comfort e nas dobraduras dos lençois.
5) Com o frio, ressuscitei minhas pantufas e o aquecedor elétrico [meu R2D2] voltou à ativa. Os cachorros a-dooooooram!
6) Não fui ao show do Roberto, mas ouvi aquela canção: "quero que você me aqueça neste inverno / e que tudo o mais vá pro inferno". Minha predileta do Rei.
7) Testei um site de backup de blogs que o André me indicou há um tempão. Me loguei e tals, mas sempre que mando fazer o backup dos posts mais antigos ele dá um tilt. E no meu blog apareceu de novo, com data atual, meu primeiro post [a Regina chegou até a fazer um comentário... desculpa aê, fessora!]. Desisti por enquanto.
8) Fiz na sexta-feira a primeira sopa de queijo do ano. Com vinho tinto, é o que há. Outra hora posto a receita, muito facinha.
9) Lola saiu do repouso. Voltou a seu observatório e a perseguir os raios de sol. She's only happy in the sun. Mas ainda manca um pouco de vez em quando, e eu mantenho vigilância. Provavelmente vai ter que ir no vet de novo.
10) Assisti a quatro bons filmes na tv a cabo. Isso sempre acontece quando eu me convenço de que, para cortar despesas, devo deixar esse luxinho de lado. Oh my god.
11) Retomei a leitura dos contos da Virginia Woolf. Do começo.
2) Aproveitando o clima bucólico, plantamos um pé de abacate. Aguardaremos brincaremos no regato até que nos tragam frutos teu amor teu coração. [Na verdade quem plantou foi hunny, eu só indiquei o local no terreno e fiquei olhando enquanto ele colocava com cuidado a semente germinada na caminha de terra.]
3) Almoçamos tainha no restaurantezinho simples que frequento em Ponta das Canas há quase 20 anos. Estava um dia lindo. No mar, um cardume enorme de golfinhos [golfinhos juntos são um cardume??] deu show.
4) Lavei roupa, passei roupa. Como é bom fazer esse tipo de coisa com calma, caprichando nas borrifadas de Pass Comfort e nas dobraduras dos lençois.
5) Com o frio, ressuscitei minhas pantufas e o aquecedor elétrico [meu R2D2] voltou à ativa. Os cachorros a-dooooooram!
6) Não fui ao show do Roberto, mas ouvi aquela canção: "quero que você me aqueça neste inverno / e que tudo o mais vá pro inferno". Minha predileta do Rei.
7) Testei um site de backup de blogs que o André me indicou há um tempão. Me loguei e tals, mas sempre que mando fazer o backup dos posts mais antigos ele dá um tilt. E no meu blog apareceu de novo, com data atual, meu primeiro post [a Regina chegou até a fazer um comentário... desculpa aê, fessora!]. Desisti por enquanto.
8) Fiz na sexta-feira a primeira sopa de queijo do ano. Com vinho tinto, é o que há. Outra hora posto a receita, muito facinha.
9) Lola saiu do repouso. Voltou a seu observatório e a perseguir os raios de sol. She's only happy in the sun. Mas ainda manca um pouco de vez em quando, e eu mantenho vigilância. Provavelmente vai ter que ir no vet de novo.
10) Assisti a quatro bons filmes na tv a cabo. Isso sempre acontece quando eu me convenço de que, para cortar despesas, devo deixar esse luxinho de lado. Oh my god.
11) Retomei a leitura dos contos da Virginia Woolf. Do começo.
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sábado, 9 de maio de 2009
Adorei
Sou conhecida internacionalmente por minha dependência de café. Pra chocolate, não dou muita bola. Atenta a essa equação, mamy me deu uma cafeteira de presente de Páscoa. Eu sempre defendi que café de cafeteira não é grande coisa. Pois olha que mordi a língua. A nova maquininha já está perfeitamente integrada à minha cozinha e à minha rotina - já estreou, inclusive, na churrasqueira, para a hora do fireball regado a café com sorvete. E tornou-se um dos meus itens domésticos indispensáveis, ao lado da lavadora de louça, da lava-roupa, do micro-ondas e do geladeirão frost free. [Feitos os elogios, dá licença que vou lá buscar mais uma xícara.]
segunda-feira, 30 de março de 2009
Um pequeno delito
Meu vidrinho novinho de pimenta Tabasco teve a tampinha misteriosamente perdida na noite de Réveillon. Ela foi então substituída de improviso por um pedacinho de papel alumínio todo amarrotado. Que, além de ter um aspecto feio, precisa ser substituído toda hora porque alguém sempre amassa aquele papelzinho e joga fora. Esse pequeno problema foi resolvido com um pouquinho de cara de pau durante uma pausa na caminhada de domingo na Ilha do Mel. Eu, que nunca consegui roubar chocolate nas Americanas e nem copo em bar lotado, deleguei a tarefa delituosa ao Douglas, que a executou prontamente e na maior elegância. Terminada a deliciosa porção de iscas de pescada (que foi o motivo para virem à mesa dois vidrinhos de Tabasco, um da Garlic e outro da tradicional), pedimos a saideira e a conta. A tampinha de um dos vidros foi sutilmente colocada num canto da mesa entre nossos bonés e óculos. Quando a garçonete veio recolher as coisas, levou os dois vidrinhos sem notar que um deles estava sem tampa. Bingo. Meu vidrinho de pimenta já está pela metade, mas já não faz feio quando vai à mesa. Será que vou ser cobrada por isso no juízo final?[Lição: a partir de agora, além dos araminhos de saco de pão, vou também começar a colecionar tampinhas de pimenta Tabasco. Pra garantir.]
quarta-feira, 25 de março de 2009
Semana curta
Fim de semana prolongado é uma delícia, ainda mais quando se dá um jeito de esticar o feriadão que iria só até segunda para a terça-feira de manhã. Mas o efeito inverso disso (não vamos dizer que é um efeito negativo, mas apenas uma consequência inevitável de três dias e meio sem se preocupar com porra nenhuma) é a semana curta que vem em seguida. Cair na real de novo é um processo quase doloroso - daquelas dores que se sente com um sorrisinho nos lábios, já que a preocupação com o volume de tarefas acumuladas e coisas para dar conta nos âmbitos profissional e doméstico vem junto com a recordação de outras coisas como o edredom branquinho e cheiroso da pousada. Enfim. Mas o que eu queria dizer mesmo por enquanto é que só vou poder contar da caminhada de mais de 10 quilômetros entre praias e costões (sim, eu consegui transpor costões!!), da pousadinha fofa, da comida maravilhosa, da reposição da tampinha do meu vidro de pimenta, das ampolas de Original pelas quais pagávamos R$ 7 achando tudo lindo, dos belos dias de sol, das noites de céu cintilante cheias de estrelas cadentes e do encerramento disso tudo ao lado dos meus dois queridos irmãos quando eu receber o cd com as 417 fotos desses três dias e meio. Porque nem tudo é assim tão fácil: a câmera e o cartão de memória ficaram em Curitiba com seu legítimo dono, que está providenciando o envio daqueles mais de 500 mega por Sedex. É um deja vu de tempos atrás, quando tínhamos que mandar revelar filmes nos laboratórios fotográficos. Oh my god, que ansiedade...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Seis coisas sobre mim
Vamos primeiro às regrinhas encaminhadas pela Marie, e que valem para meus convidados:
- Colocar o link de quem te indicou para o meme-selo;
- escrever essas 5 regras antes de seu meme para deixar a brincadeira mais clara;
- contar seis fatos aleatórios sobre você (essa é a proposta da brincadeira);
- indicar seis blogueiros para continuar a brincadeira;
- avisar esses blogueiros que eles foram indicados.
- escrever essas 5 regras antes de seu meme para deixar a brincadeira mais clara;
- contar seis fatos aleatórios sobre você (essa é a proposta da brincadeira);
- indicar seis blogueiros para continuar a brincadeira;
- avisar esses blogueiros que eles foram indicados.
Então:
O link do blog da Marie: http://silvestregavinha.blogspot.com/. Não sei como a descobri, acho que na verdade foi ela quem me descobriu e viramos amigas-miojo (três minutos e já é). Ela escreve poemas, tem um filho grande e a linda profissão de fazer nascer nenéns. É uma comentarista assídua do meu blog. [Falastrona que sou, já extrapolei um pouquinho a tarefa, né, Marie?]
Seis fatos aleatórios sobre mim:
1) Eu adoro mergulhar. Sou uma negação como esportista: me equilibrar numa bicicleta é praticamente um milagre, sempre era a última escolhida nos times de vôlei da escola (eu não fazia questão nenhuma de ser escolhida) e sou uma péssima nadadora. Mas na primeira vez em que perdi o medo e olhei lá pra baixo com uma máscara de mergulho no rosto, minha vida mudou. Isso foi em 1996. Meses depois fiz um curso de mergulho autônomo, tirei meu brevet e fui pra Fernando de Noronha. Depois disso, minhas férias passaram a ser planejadas em função de possibilidades de passeios subaquáticos. É algo que eu não faço muito, mas amoooo quando faço.
2) Eu tenho alguma doença reumática ainda não devidamente identificada pelo meu médico. Faz cerca de um ano e meio que tive uma crise séria de travar totalmente: pés, joelhos, mãos e ombros. Nada mexia. Acordava de manhã sem saber como fazer para levantar. Mal conseguia pisar no chão. O ortopedista me mandou para um reumatologista, que me orientou a fazer um plano de previdência privada porque eu tinha artrite reumatóide e que aquilo só tendia a piorar. Não me conformei. Fui a outro reumato, a um homeopata-ortomolecular-acupunturista e a uma psicóloga. Aprendi que meu organismo estava passando por um processo auto-imune - ou seja, eu produzia (produzo ainda) anticorpos contra mim mesma. Isso me fez pensar em muitas coisas, mudar outras tantas, inclusive na alimentação, eliminando coisas que me fazem mal em todos os campos e aprendendo a me priorizar. Desinflamei, perdi 12 quilos em menos de um ano (sem dieta nem atividade física, apenas vivendo, sorrindo e respirando) e vez ou outra ainda inflama aqui ou ali. Continuo fazendo exames periodicamente e meu reumato, um fofo, continua dizendo que eu melhoro progressivamente. Numa das consultas ele me disse "Ana, você precisa fazer três coisas: desestressar, emagrecer e fazer atividade física leve regularmente". Sim senhor, doutor. As duas primeiras eu fiz direitinho, a terceira ainda estou devendo. =)
3) Quando eu era mais nova eu era bem quietinha, mas ultimamente tenho percebido que estou virando uma falastrona. Converso, converso, converso. Participava pra caramba das aulas no mestrado, apresentei trabalhos acadêmicos para platéias grandes (a banca, inclusive, foi super legal), converso com a faxineira do trabalho, com o menino do caixa da cantina, com meus colegas de fila no supermercado. Estou gostando de ser uma conversadeira contumaz. Isso é só mais um indício da suspeita maior: meu deus, eu estou me transformando na minha mãe.
4) Sou um bom garfo e um excelente copo. Como de tudo, com exceção das coisinhas que os exames ortomoleculares indicaram que me fazem mal - os principais são qualquer tipo de carne de porco, alho (infelizmente), leite e adoçantes em geral. Das bebidinhas, tenho predileção por cervejas boas, puro malte (as pielsen brasileiras são ruinzinhas). Minha diversão é experimentar novos rótulos. Mas também piro com líquidos singelos como água de coco (remédio pra tudo), suco de uva integral (sou viciada, compro litros e litros por mês) e água mineral (compro bombonas). Tenho prazer em comer bem, beber bem, celebrar, e acho que é por isso que eu nunca serei uma pessoa magra. Meu peso é saudável, mas pra magra não sirvo.
5) Sou um cão territorialista. Defendo minha família, meus amigos e meu território como um dobermann. Compro briga, me ofendo, dou tamancada se mexerem com alguém de quem gosto. Sou fiel e leal. Eu perdoo (sem acento), mas quem vacila comigo ou com alguém de quem gosto perde pontos e passa a ser proibido de cruzar a linha amarela.
6) Eu acho ótimo poder mudar de idéia. Essa é uma descoberta recente e me tornou uma pessoa muito mais leve. Ah, hoje eu acho isso. Tenho certeza. Amanhã o mundo deu mais uma voltinha e o contexto muda. E eu preciso ficar teimando? Nãããão! Isso não significa ser instável, nem volúvel. Significa ser flexível. Há uma linha tênue entre ser rigoroso e ser rígido. A manha é encontrar essa linha e ficar no lado do rigor. O rigor dá disciplina, firmeza. A rigidez dá inflamação nas articulações. Li num livro do Morin (ele estava discutindo as incertezas da ciência) que as certezas são biodegradáveis: não é que elas se acabem, mas elas perecem, se transformam em outra coisa. Tudo é dinâmico. Percebi que isso é muito legal. E batizei meu blog com essa idéia. Talvez um dia eu mude o nome dele para "Convicções irreversíveis", mas por enquanto prefiro ir flanando na biodegradabilidade.
Sem mais delongas, quero saber seis coisas dos seguintes amigos (que obviamente podem ser mais sucintos que eu):
1) Ana Corina (http://www.anacorina.com.br/);
2) Maurício (vidadefrila.blogspot.com);
3) Malu (hjeodia.blogspot.com);
4) Karla (dublinenses2008.blogspot.com);
5) Fiona (fionadebourbon.blogspot.com);
6) Rafa (cenasdorio.blogspot.com).
[Mission acomplished. Thanks for your attention.]
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sábado, 17 de janeiro de 2009
Mais uma manhã de sábado em Frogville
Acordei, tomei as três xícaras de café de praxe enquanto zapeava pela internet. Bati um papo com a Tati no msn. Fiz cafuné nos filhotes, que pelo terceiro sábado consecutivo escaparam do banho (estão uns sachês). Resolvi pensar no almoço - seremos quatro pessoas. Temperei o salmão com sal, limão, pimenta-do-reino e sálvia. Cobri com filme plástico e devolvi pra geladeira para marinar. Tirei o camarão do freezer. Tem comida suficiente. Bebida suficiente. Mas confesso que como hoje ninguém tem hora pra nada, vou voltar pra cama e dormir mais meia horinha porque excepcionalmente a chuva tá uma delíiiiiicia...
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Mais livros

Aproveitei a dica quentíssima da Adri e comprei hoje os Contos Completos da Virginia Woolf. O preço normal da edição (Cosac Naify), com capa dura e projeto caprichadíssimo, é de quase R$ 70, mas na Siciliano está por R$ 26. Eu namorei um monte esse livro na época do Natal, mas como estava meio caro deixei pra depois. Bola dentríssimo. Fiquei tão feliz que resolvi comemorar almoçando um combinado de salmão.
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