terça-feira, 29 de dezembro de 2009

É isso aí


Um 2010 com muita paz, amor, alegria, saúde e prosperidade para todos nós!


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Um calor da peste há três dias

E agora, finalmente, choveu.

[Estranho imaginar que eu ficaria feliz com chuva, mas fiquei.]

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Um Papai Noel sem rosto

Não se preocupem, porque o título do post não anuncia nenhum texto crítico ao consumismo mordaz desta época. A ideia é só contar que o enfeite de porta fofo, barato e novinho que eu comprei para este ano - uma meia de feltro com um bonequinho de Papai Noel de cara bem rechonchuda - foi devidamente transformado em brinquedo pelos meus três amados cachorrinhos no mesmo dia em que foi pendurado. Isso foi antes de eu viajar, e o extermínio de mais este enfeite de porta me fez perder o pique com decorações de Natal este ano.

Mas ontem me curei. Depois de um dia ultrasobrecarregado, que envolveu reunião de trabalho bem cedo, saída com a família, supermercado, salão (eu também mereço uma pet shop) e até batida de carro (nada grave), isso tudo abaaaaixo de uma chuuuuuuva chatééééésima, entrei no clima total: passava um pouco das 22h quando fui para a cozinha fazer pudim de leite. Enquanto o dito cujo assava, embrulhei os presentinhos que vou levar hoje para a family na casa de mamy, desencaixotei os enfeites de Natal e coloquei todos em seus devidos lugares. O que sobrou do enfeite estraçalhado - só a meia - ficou no corredor. Montei minha mini-árvore de moça solteira (daquelas de 50cm de altura) com bolinhas e laços vermelhos, outros enfeitinhos dourados, ao lado do menino Jesus (não é exatamente um presépio, mas é a intenção), com muitas luzinhas, tudo sobre a mesinha antiga de madeira que pertenceu a minha bisavó. E pronto, como num passe de mágica minha casinha ficou com cara de Natal e cheiro de pudim assando.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Vênus precisa de um lar!


Ana Corina é uma pessoa tão absolutamente fantástica e generosa que, mesmo no turbilhão familiar dessa perda tão sofrida, ainda consegue manter a lucidez e iniciar campanha em busca de uma nova família para a Vênus. Chorei muito hoje por essa amiga querida. E, se posso ajudar remotamente de alguma maneira, é mandando o recado pra frente: Vênus é uma cachorra maravilhosa, mestiça de dobermann, portanto ótima para guarda, e merece/precisa de um novo lar amoroso - de preferência, onde possa reinar absoluta no quintal. Os contatos da Ana estão ali no cartazinho.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Pode me dar os parabéns

Dois anos depois da primeira crise de artrite reumatoide, finalmente voltei a malhar. Agora, aqui.

[E é esse o retorno possível à academia, já que as tentativas em outro sentido - o doutorado - não deram certo. Em 2010 tem mais.]

Vale a pena reclamar? Claro que vale!

Foi borrifar a amostrinha no antebraço, esperar uns segundinhos, sentir a fragrância e decretar: Be Delicious, da marca Donna Karan, seria meu próximo must have perfumístico. E aproveitando uma providencial viagem de hunny à hidrelétrica de Itaipu, a trabalho, no final de novembro, pedi que ele procurasse tanto o Be Delicious quanto o Romance, da Ralph Lauren, lá pros lados da tríplice fronteira, onde o comércio desse tipo de coisa sempre bomba. Bola dentríssimo: ele encontrou os dois, em vidros de 100 ml, a preços excelentes, no Free Shop da Argentina. Eba!

Mas ao abrir as caixas, uma frustração: o Ralph Lauren estava perfeitinho, mas o Donna Karan tinha vazado. Hunny ficou hiper aborrecido, pois tinha tomado muito cuidado no transporte e mesmo assim aconteceu uma coisa dessas. Abrimos a embalagem e percebemos que, além de cerca de 30% do líquido ter se perdido, a válvula vaporizadora estava travada. Ou seja, mesmo que eu quisesse usar o perfume que sobrou, não conseguiria. Oh my god.

A perspectiva mais próxima de retorno de hunny a Itaipu é o final do próximo semestre letivo. Esperar até lá seria inviável. Então entrei no site da Donna Karan e, como empresa séria que se preze, encontrei lá um formulário no link Contact us. Agradeci ao cosmos por ter viabilizado meu retorno aos estudos de inglês, com ênfase em redação, e contei o que tinha acontecido, pedindo orientações sobre como proceder. Uma hora depois recebi por e-mail uma mensagem pedindo desculpas pelos transtornos e orientando que eu mandasse um e-mail e a cópia da nota fiscal de compra do produto para um determinado endereço eletrônico, ainda da empresa em Nova York. Foi o que fiz. Estava meio cética quanto a receber um perfume novo, mas fiquei impressionada com a agilidade nos retornos.
.
Mais uns dias depois, eu estava verificando o e-mail no netbook de hunny, lá na sacadinha da minha pousada na Bahia, quando recebi outra mensagem, desta vez de uma empresa do Rio de Janeiro, que representa a marca Donna Karan no Brasil. Pediram que eu encaminhasse o produto com defeito por Sedex, com uma carta relatando os problemas ocorridos. Pediram também que eu enviasse a nota do Sedex para eles reembolsarem a despesa de envio. No pé do e-mail estavam copiados todos os e-mails encaminhados por mim e também as mensagens enviadas dentro da empresa organizando as providências.

Mandei o pacote com tudo o que eles pediram na sexta-feira da semana passada. E hoje, uma semana depois, o perfume novo chegou, perfeito e intacto. Estou me sentindo a cliente mais respeitada do mundo - mesmo sabendo, e eles também sabem, que absolutamente não sou uma potencial consumidora do imenso leque de produtos chiques da marca Donna Karan. Pro meu bico, só o perfume mesmo, e comprado no Free Shop. Mas, pelo menos em relação a ele, conseguiram me fidelizar.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Encontro com uma querida conterrânea

Hunny e eu gostamos muito de cerveja e, sempre que podemos, experimentamos novidades. Pois lá na Bahia, desta vez, a única diferente com que nos deparamos foi uma tal de Nobel - bem meia-boca, padrãozinho pielsen daquelas que fazem o estilo gosto-da-maioria (aguadinha e clarinha). Ficamos felizes, portanto, quando num boteco mais bacana encontramos nossa amiga de Blumenau no cardápio. É bom ver bons produtos de Santa Catarina ganhando as boas mesas país afora. Prosit!

Mais do meu bichim











Diz aí se ele não está sorrindo?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Tina, a fera fofa

Uma personagem especial desses nove dias na Bahia foi a Tina, essa linda gatinha amarela da foto, que é a mascote da pousada onde ficamos. Quando chegamos ela estava esperando filhotinhos, e o pessoal da pousada já estava preocupado com a demora no nascimento. No segundo dia ela foi operada - os quatro bebês estavam mortos. Responsavelmente, os donos aproveitaram a cirurgia para castrá-la. E no dia seguinte ao procedimento ela voltou à sua rotina de pegar sol no jardim, estatelar-se nas poltroninhas da recepção e fazer dengo com os hóspedes.

E então a equipe da pousada passou a ter mais uma importante tarefa na sua rotina diária: dar antibiótico e anti-inflamatório para a Tina, procedimento normal em qualquer pós-cirúrgico. O problema é que a Tina é um gato, e gatos parecem recorrer aos seus antepassados mais selvagens e indomáveis quando se veem forçados a fazer algo que não querem - como engolir uma seringa com leite misturado a gotinhas amargas.

Eis que um belo dia estávamos hunny e eu indo tomar café quando o Flávio - um dos funcionários, suíço engraçadaço e gente boa - comentou que eles estavam tendo dificuldades para dar a medicação para a Tina. Hunny se ofereceu para ajudar e não teve outra: ela tomou o remédio todinho, sem desperdício, graças ao eficiente método de imobilização de felinas ariscas (hehe) especialmente desenvolvido por ele. E então, sempre pela manhã e no início da noite, quem estivesse de plantão na pousada - e nos cuidados com a Tina - nos esperava chegar para dar o remédio a ela.

Na manhã em que fomos embora, Virgínia, outra das donas, confessou: agora não sabemos como vamos fazer para ela continuar tomando o remédio. Bom, se ela oferecesse mais uma semaninha de estadia na faixa, eu ajudaria a medicar todos os gatos do Arraial. Facinho, facinho.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

No Sul da Bahia


Diária de um paliozinho com ar-condicionado e autorização da locadora pra ir um pouco além da civilização: 60 reais.

Garrafinha de água mineral sem gás na vendinha da aldeia pataxó a caminho de Caraíva: 2 reais.

O abraço do bichinho mais fofo do mundo: não tem preço.

[Tenho outras mais de 30 fotos com ela, mas até reduzir tudo pra postar... oxe. Deu preguiça.]

domingo, 29 de novembro de 2009

Chuchu, vou me mandar


...ah, eu vou pra bahia
talvez volte qualquer dia...
.
[Esta pessoa está de férias. O notebook também. Então, o blog também. See ya.]

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Eu acredito

Os duendes têm brincado muito comigo ultimamente. Explico.

1) Quando já tinha dado minha lapiseira Pentel por perdida, depois de procurá-la em todas as bolsas e até perguntado pros colegas de inglês se eu por acaso não a teria esquecido na sala e alguém encontrado, deparei-me com a dita cuja no meio da minha agenda. Andei agarrada nela durante dias e nem notei (ninguém manda andar com agenda gorda).

2) Outro dia, saindo de casa, eu andava feito uma barata tonta por todos os cômodos da casa procurando a chave do carro. Até que Santa Claudete perguntou "dona Ana, não é essa chave que está no seu bolso de trás?" Se bem que perder chave do carro, convenhamos, não é novidade pra mim.

3) Essa semana fui ao Floripa Shopping fazer as unhas e almoçar. Saí meio em cima da hora e simplesmente não encontrava o carro. Achei que tinha ficado então no piso de baixo. Desci. Não achei. Voltei pro piso onde eu estava antes e lá estava ele, no exaaaaato lugar onde eu tinha estacionado. Socorro.

4) Hoje cedo, na aula, busquei na bolsa um prendedor de cabelo, que sempre guardo no mesmo bolsinho onde ficam os documentos do carro. Achei o prendedor, mas os documentos não estavam lá. Eu lembrava nitidamente de ter pego a carteirinha de couro de manhã, ao fazer a transferência dos cacarecos de uma bolsa pra outra. Revirei a bolsa inteira, e nada dos documentos. Desencanei e pensei positivo pra que não acontecesse nada nos trajetos que ainda deveria fazer ao longo do dia, até que chegasse em casa. Depois do almoço, fui escovar os dentes e - tcharam! - estavam eles lá, os documentos do carro, lindamente arrumadinhos na carteirinha de couro, dentro da minha nécessaire.

5) Em compensação, às vezes o que eles aprontam é legal: encontrei duas notas de R$ 20 dobradinhas no canto da carteira, esquecidas ali desde não sei quando.

De qualquer maneira, vou perguntar ao homeopata se não é o caso de aumentar a dose de Nux vomica.

domingo, 22 de novembro de 2009

Antes do sol

Não tenho saudades da época em que fiquei com dois empregos e por isso precisava acordar todos os dias às 5h30 - não por causa dos trabalhos em si, que eram realmente ótimos, mas porque, para uma pessoa dorminhoca como eu, madrugar é algo muito difícil.

Hoje, em pleno domingo, acordei na hora em que muita gente deve estar chegando em casa porque vou passar o dia inteiro no vestibular da instituição onde trabalho. De antemão sei que vai ser um dia cansativo, mas a única coisa importante mesmo é que já comprei minhas havaianas e fiz estoque de filtro solar a um bom preço. Em 9 dias estarei matando um pouquinho dessa saudade da Bahia que me deixa tronxa. Oxe!

Bom domingo pra todo mundo!

[Parece que o dia vai ser cinzento, mas se alguém quiser ver um sol lindo nos olhinhos do Otávio, clica aqui.]

sábado, 21 de novembro de 2009

Tomara que pegue

Hunny conseguiu mudinhas de physalis e me deu de presente. Mãe plantou num vasinho. Em dois dias já cresceram um monte. Quando estiverem com uns 20 cm, podem ser transferidas para o chão - aprendemos que essa planta é parente do tomate, então deve-se cultivá-la numa espécie de parreira, como fazem com os tomateiros lá de Santo Amaro. Parece bobagem, mas estou achando lindo!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ainda não bateu

Tentei, mas ainda não consegui pirar no Twitter. Quando voltar das férias, quem sabe.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Always on the run

Recentemente, my mama said que meu café da manhã andava muito pobrinho e apressado. Obediente que sou, comprei frutas e granola para dar um up nutricional.

[Até achei um videozinho bem anos 90 com Lenny Kravitz e Guns N'Roses tocando "Always on the run" em Paris. Mas precisei sair correndo e não deu tempo de esperar o upload. Se alguém quiser curtir, tá aqui.]

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Texto interessantíssimo sobre os homens

Achei bem esclarecedora esta matéria (ilustrada com a foto ao lado) sobre comportamento masculino, publicada no blog Mulher 7x7, da Revista Época. Ahm... mas a matéria fala do quê, mesmo?

Às vezes a natureza enche o saco

No trabalho, estacionei o carro - branco - embaixo de uma pitangueira carregada de frutas maduras.

Agora sou a única moça da cidade que circula num Clio estampado com bolinhas vermelhas.

[Comentário da Fabi, para quem eu dava uma carona: teria sido bem pior se eu tivesse estacionado embaixo de uma jaqueira. Ok.]

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Quase de férias

O desafio tem sido dar conta de tudo pra conseguir "terminar o ano" até 30 de novembro, o que envolve uma tonelada e meia de coisas no trabalho, seleção pra doutorado, trabalho de aula na pós, fim de semestre no inglês (com prova que vou precisar antecipar) e mais as coisas todas normais da vida. Haja tempo, energia e paciência. E meu único real interesse a essa altura do campeonato é resolver o que é que vou colocar na mala...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Detalhes das minhas mesas de trabalho (2)

No trabalho, onde ralo para bancar o pão ali de baixo: a webcam e a porquinha Rosa agora têm a companhia do cachorrinho Brown.

Detalhes das minhas mesas de trabalho (1)

Em casa, no home office, esta manhã: pãezinhos doces com manteiga e café recém-passado, tudo posicionado sobre a lista de possíveis destinos para a viagem de férias. A vida é bela.



segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Devolve logo, Pedro

Todo mundo já viu o vídeo da maluca gritando pro coitado do Pedro devolver o chip dela. [Se você estava em outro planeta e ainda não viu, clique aqui.]

Já para quem como eu prefere transitar por outras galáxias far far away, o vídeo aí de baixo é impagável. Afe, eu não queria estar na pele do Pedro...

domingo, 25 de outubro de 2009

Meus backyardigans (4)

Otto: dachshund, 15 kg, 10 anos. Seria a inteligência superior da matilha, se cachorro fosse - ele tem certeza de que é uma pessoa. Especialidades: jogar bola, levar a mãe dele para passear (que é a minha mãe - sim, ele é meu irmão), fazer RP na vizinhança e pegar sol na sacada.

Meus backyardigans (3)

Sebastiana: vira-latas, também chamada de schnoodle, 18kg, 3 anos. Sobrevivente de abandono e maus-tratos, é a inteligência superior da matilha (ela me ganhou no xadrez outro dia). Especialidades: caçar aves e outros bichos pequenos (pobres sanhaçus e lagartixas), abrir a cerquinha da cozinha, latir esganiçado a cada coisa estranha que passa na frente da casa e jogar as patinhas para as visitas com cara de "me adota" (eu sempre explico que ela já foi adotada, mas está nos genes). Por causa dela, todos têm acesso às poltroninhas da sala. Ah, ela também é boa no xadrez.

Meus backyardigans (2)

Fidel: boxer, 5 anos, 40kg. Cara de bebê pidão. Especialidades: identificar gambás no alto da pitangueira, implorar que caia alguma coisa da mesa (principalmente quando a avó dele está aqui), limpar as remelas no meu pijama e cuidar de mim. Sempre, todo dia, incondicionalmente.

Meus backyardigans (1)

Lola: boxer, 7 anos, 35kg. Olhos de mel. Especialidades: vigiar a casa, afugentar gatos, gambás, cobras & afins, lamber cotovelos e a parte de trás dos joelhos (dos humanos), perseguir raios de sol ("she's only happy in the sun" é seu jingle) e jogar charme para ganhar o final do pote de iogurte.

Mais uma

Agora com uma luz um pouco melhor. O bonitinho é que ele segura a vagem com a patinha e tira as sementes de dentro com o bico.

[Todo mundo já sabe, mas não custa lembrar: clique sobre a foto que ela amplia. =) ]

E viva a primavera

Aqui em casa a estação das flores também é das jabuticabas e dos... papagaios. É o terceiro ano consecutivo que percebemos a presença deles, que vêm sempre em dupla (imaginamos que sejam um casal) para comer as sementes do ipê, que ficam maduras depois que as flores amarelas caem. É bem difícil fotografar esses bichos, que são super ariscos. Hoje bem cedinho hunny conseguiu fazer algumas fotos em que eles aparecem bem, apesar da luz ruim. É ou não é um luxo ter esse tipo de visita no quintal?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Que silenciem todos os tambores do céu

Porque o Lucas, nosso Sky, o percussionista-octopus, está chegando por lá.
Vai em paz, menino querido!
.
.
.
[Na foto, Sky, Fred, eu, André e Daniels - eu infiltrada no adorável grupo de melhores amigos do meu irmão, no dia dos 60 anos da minha mãe. Sky misteriosamente nos deixou há algumas horas e estamos todos ainda de cara.]


sábado, 17 de outubro de 2009

Blue sky

Eu e minha bike Naomi na praia da Lagoinha, no sábado passado - um lindo dia de céu azul. Estamos, ela e eu, tentando voltar à ativa. De leve.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Um novo personagem em minha vida

Além de Edgar, Wallace e Christine - meus três neurônios, que ultimamente andam assoberbados com a participação em duas seleções-pedreira para doutorado -, outro personagem tem favorecido meu afastamento do blog. Trata-se de Bronson, o nozinho muscular provocado por tensão no trapézio direito, que está sendo devidamente tratado nas sessões de fisioterapia com a amada-idolatrada-salve-salve Doutora Carin.

Segundo ela, o termo técnico para esse tipo de coisa é trigger point (ponto gatilho, em inglês), o que inspirou o batismo dele. Bronson sempre dá o ar de sua dolorida graça após períodos de muitas horas ao teclado. Caso meus cinco ou seis leitores não lembrem, eu trabalho com edição de livros didáticos e, portanto, fico necessariamente horas ao teclado. E isso não se restringe aos dias úteis: na última segunda-feira, por exemplo, "aproveitei" o feriado para uma revisão de emergência do livro de um querido amigo - com 240 páginas.

E como eu não sei viver de outro jeito, tenho sido forçada a otimizar repouso - ou seja, só teclar o que realmente sou obrigada. Com isso, o blog vai ficando sempre pra depois - o que eu mesma estou achando um saco. Mas meu lado Pollyanna, que eu muitas vezes renego mas por outras acabo assumindo, tem certeza de que tudo vai dar certo e que quando acabarem as sessões de fisioterapia (já foram 22, faltam só 8) eu vou virar uma moça praticante assídua de Pilates. Dona Canô Velloso o é aos 102 - por que eu não conseguiria com apenas 37?

[Por enquanto, a única academia que tenho conseguido frequentar é essa aqui.]

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Para refletir numa tarde chuvosa de quinta

"Tenha preferências, mas não seja obstinado nas escolhas."

Robert Bogdan e Sari Bliken, no livro "Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos" (Porto Editora, 1994)

[Citação feita pelo autor de um livro que estou editando. Gostei.]

domingo, 27 de setembro de 2009

Uma carona em Frogville

Não são só os cachorros que gostam de passear de carro. Explico.

No trânsito da SC-401, ontem, em torno das 20h15. Mó chuva. Jogo pra pista da direita, pego o celular e ligo para hunny:

- Oi. Já estás no shopping?

- Oi. Estou quase chegando...

- Hum. É que eu estou com um problema ridículo. Tem uma perereca grudada no vidro do carro, no meu lado, e quando eu for abrir o vidro pra entrar no estacionamento do shopping ela vai pular aqui pra dentro.

- Tá. Me espera na entrada então.

Eu havia notado a presença da minha inusitada caroneira logo que tirei o carro da garagem. A cena é engraçada e aproveitei para tirar umas fotos da maria gasolina. E segui meu caminho, imaginando que com a chuva e o vento ela resolveria sozinha pular fora dali. Mas descobri que as pererecas têm inteligência superior: logo que o carro ganhou velocidade, ela se acomodou quietinha sob a calha da porta do carro, bem no alto do vidro, e ficou ali até chegarmos no Floripa Shopping, onde hunny e eu nos encontraríamos para um filminho de domingo.

Como bom mané da gema, hunny é hábil na lida com esse tipo de bichinho. Catou um saco plástico no carro e tentou convencer a viajante a desgrudar do vidro. Ela relutou um pouco, mas logo se rendeu e foi transportada com segurança para o jardim do shopping. Espero que ela faça novos amiguinhos e seja feliz em sua nova casa.




[Na foto de cima, minha caroneira logo que estacionei na frente do shopping. Na de baixo, o resgate.]

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Cheers!


Hoje a Guinness faz 250 anos. Perfeito para uma sexta-feira!

Too sexy

Achei um barato a repaginada que deram no videoclipe desse som tããããão anos 90 (oh my god, os anos 90 já são retrô). Boa pedida pra aumentar o som e dar uma sacodidela básica no esqueleto enquanto termino de me arrumar para encarar mais uma sexta-feira. Que, as always, fortunately, precede um sábado.

[A inspiração veio da conversa que tive agora há pouco, pelo MSN, com o queridão André Guillamelau, que agora é veramente italiano e provou ser um especialista em repaginar-se para melhor. Um beijo grande praquela pessoa fina, que está a caminho da Oktoberfest de Munique!]

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Admito: um post meio antipático

Não sei se é a idade, a maturidade, a intuição desenvolvida ou apenas sinais da esperteza que só tem quem tá cansado de apanhar, mas ultimamente parece que as pessoas vêm com carimbos na testa: "confiável" ou "não confiável". Perfeitamente legíveis. Até agora pelo menos não me enganei.

domingo, 20 de setembro de 2009

Olha eles aí


Numa tacada só, o RB e o smartphone. Talvez fazer autofoto no retrovisor do carro em plena rodovia estadual seja infração de trânsito, but... Ah, o anelão lindo foi presente de hunny, assim como as argolas que pouco aparecem.

Meus pecadinhos

Eu praticamente me convidei, e como ela é muito mais elegante que eu, Fiona me convidou para responder ao meme dos sete pecados. Bora lá:

1) Gula: pratico muito. Tenho ciência de que como muito mais do que o corpicho precisaria. Gosto de tudo, desde comida da roça até coisas finas. O que eu não provei, certamente provaria. O que me tira do sério é salmão cru com shoyo e cebolinha verde. Na categoria comidinha de mãe, a galinha ensopada com polenta mata a pau.

2) Avareza: já fui pior. Tenho tentado exercitar mais o desapego, principalmente no que se refere a roupas e coisas que não uso. Mas ainda tenho no armário algumas peças que estão na terceira ou quarta chances. Coisa pouca. Acho que não sou avarenta porque detesto pessoas que regulam migalhas. Na verdade sou mais gastadeira do que avarenta. O que também pode ser um problema.

3) Inveja: de gente magra. De quem não precisa se preocupar com dinheiro. De quem tem dinheiro e sabe gastá-lo bem. Mas são invejinhas genéricas. Inveja de alguém diretamente, com maldade, não tenho não.

4) Ira: outro dia meu computador do trabalho, que é uma máquina nova e super boa, começou inexplicavelmente a dar pau. Fiquei puta da vida. Minha coordenadora chegou a comentar que foi a primeira vez que ela me viu de mau humor - e nós trabalhamos na mesma sala desde fevereiro. Então fico irada em situações assim: quando a Internet não funciona, quando o robozinho da Net não te transfere pro lugar certo pra reclamar. No trânsito também fico meio p da vida de vez em quando, como outro dia, quando um babaca colou na minha traseira me empurrando pra outra pista - e eu estava a 110 por hora. Mas daí eu mando um xingamento light - tipo, tá, seu p** mole, passa logo, seu imbecil - e pronto, a ira passa. No geral, tenho tentado ser mais light para evitar pés de galinha e radicais livres.

5) Soberba: eu digo que sou humilde, mas secretamente me acho melhor que todo mundo. Com meu RayBan novo, mesmo, eu me acho demais. Rá!

6) Luxúria: yes, I've been practicing. Frequently, efficiently, passionately and safely. E fala sério, não acho que isso é errado.

7) Preguiça: de malhar, sempre. Assunto recorrente: consigo horário pra fazer fisioterapia quando o médico manda, mas pra ir pra academia três vezes por semana não consigo nunca. Contra esse aspecto eu realmente tenho que lutar. Mas tem umas preguicinhas inofensivas, como dormir à tarde em sábados ou domingos chuvosos. É bom demais!



Manda a regra que eu indique outros oito blogueiros para responder, mas como geralmente quem recebe esse tipo de tarefa acaba reclamandinho, vou só dizer de quem são as respostas que eu gostaria de ler, embora os desobrigue de escrever de fato (muitas vezes só pensar sobre nossos pecados já é suficiente): Malu, Maurício, Cris, Cibele, Aline, Marie e Magoo. Mas sem pressão, ok?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Facing the music and dancing

Bye, bye, inferno astral: mas nem posso reclamar que ele tenha sido infernal, porque os dias que antecederam minha passagem aos 37 foram alegres, divertidos e tranquilos - apesar de todas as complicaçõezinhas cotidianas da vida, que incluem os cuidados com o ombrinho. Já estou autorizada a trabalhar há alguns dias, mas tenho seguido à risca a recomendação de evitar sobrecarga no braço direito até que tudo esteja bem saradinho, então carrego a bolsa no ombro esquerdo (dificílimo), vou às sessões de fisioterapia com assiduidade e só tenho teclado o absolutamente indispensável - no trabalho. O mouse fica na mão esquerda (e com isso eu me embanano um pouco para usar o InDesign, mas vamos indo). E nessa o blog continua meio que num limbo, mas alive and kicking. Ah, sim, estou devendo para a Fiona e para as torcidas do Flamengo e do Botafogo juntas uma foto minha com o RayBan novo, mas ainda não consegui produzir alguma que preste. Mas ela virá. Por enquanto, let's face the music and dance - ouvi esse som outro dia na voz de travesseiro da Diana Krall, mas pra postar aqui achei uma gravação com a voz de além do Renato Russo. Ouçam, encarem e, quem for capaz, dance.





there may be trouble ahead
but while there's moonlight and music
and love and romance
let's face the music and dance
before the fiddlers have fled

before they ask us to pay the bill
and while we still have a chance
let's face the music & dance
soon, we'll be without the moon
humming a different tune
and then there may be teardrops to shed
but while there's moonlight and music

and love & romance
let's face the music and dance, dance
let's face the music and dance

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sobre os meus muitos dias sem postar

Depois de QUINZE dias com recomendação de repouso (que tragicamente significa ficar longe do teclado... ai ai ai), finalmente ontem voltei à ativa, tendo que dar conta das toneladas de trabalho acumulado e ainda assim pegando de leve com o ombro, que ainda está sob cuidados médicos. Por isso não vou conseguir extravazar todos os posts que acumularam na cabeça nesses dias. Vamos então, como editora que ainda sou, recorrer a drops pra ver se dou conta da maioria dos temas.

Então, nesses 15 dias de atestado:

1) Fiz fisioterapia todo dia. Todo-santo-dia. E é ótimo. Adoro os choquinhos;

2) Hunny, em mais um acesso de insanidade e fofura extremas, me deu de presente de aniversário o Rayban mais lindo do mundo (igualzinho a esse da foto). Claro que eu quis matá-lo. Mas claaaaaaaro que fiquei muito mais besta do que já sou. Sim, a armação é lilás. Não tenho foto com ele ainda por pura desorganização minha, mas juro que terei e aqui postarei;

3) Ganhei uma festa de aniversário surpresa, também bem adiantada. E adorei! Infelizmente a Tati, uma das mentoras, não pôde vir por causa do falecimento de alguém bem próximo da família dela. Mas adorei passar o domingo cercada de pessoas queridas - ainda mais ganhando presentinhos -, que incluíram meus dois irmãos, minha mami e minha cunhada - num raro momento em que estamos todos juntos;
4) Renovei a escova progressiva e, pela primeira vez na vida, fiz uma limpeza de pele profissional. Minha pele, que já andava numa fase boa (hehe), tá óóóóótema agora;

5) Aproveitei o ótimo bazar do Beiramar Shopping e me fiz de louca comprando DUAS bolsas da M.Officer que estavam num preço fantástico. Foi meu autopresente de aniversário adiantado;

6) Ganhei da TIM, de mão beijada, um smartphone. Fiquei um pouquinho só mais besta;

7) Para evitar um possível entrevero com o Fidel, acabei levando uma mordida do Otto. Nada grave, só tirou um pedaço da pelinha do dedo indicador esquerdo. Estamos estremecidos mas acho que logo ele volta a falar comigo;

8) Assisti muuuuuita televisão. Me encarnei naquela novelinha das seis, uma graça. Pena que agora não posso mais assistir porque naquele horário estou sempre no batente;

9) Renovei minha carteira de motorista. Errei três questões estúpidas da provinha de 30, mas tudo bem. Só que ainda não consegui atravessar a ponte para buscar o documento novo;

10) Pensei bastante na vida e cheguei à conclusão de que sou uma moça de muita sorte.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Um beijo para a torcida

É só uma crise forte de tendinite. Não, não é gripe A. Uma infiltração de corticoide e só mais uns dias no estaleiro. E chega de teclar por hoje. =(

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Linhas de fuga

Dois belíssimos textos que li hoje em blogs femininos:

primeiro, este da Silmara Franco, em cujo blog cheguei através da Cris Guerra;

depois, este da Diana Corso, originalmente publicado na Revista TPM e reproduzido pela querida Malu.

E viva os links: economizo digitação, compartilho coisas boas e poupo meu ombro mais uma vez avariado...

sábado, 22 de agosto de 2009

Toca Raul!

Já que ontem fez 20 anos que ele morreu, vamos hoje de Raul, com um som que poderia ser a música-tema do Certezas. Dedicada a todo mundo que tem coragem pra mudar o que precisa ser mudado e não fica depois de nhém nhém nhém chorando pitanga. Porque mudar de idéia, rever paradigmas, repensar certezas e reorientar convicções também é uma atitude rock and roll.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Tenho algo a dizer sobre a gripe A

Não, gripe A não é brincadeira. Podem dizer que tem sensacionalismo pra mais ou pra menos, exagero pra mais ou pra menos, sonegação de informações ou teoria da conspiração. Só o que sei com certeza é o que presencio. Desde segunda-feira passada hunny está com a maledeta, e devo dizer que pra derrubar alguém como ele tem que ser um bichinho muito power. A febre constante de 38-39 graus só deu trégua ontem. O tratamento indicado pelo médico, para casos sem complicações maiores como o dele, foi simples: repouso, paracetamol 750 para controlar a febre, isolamento para evitar contágio de outras pessoas, boa alimentação e ingestão de líquido. Ninguém nem mencionou o tal Tamiflu, ou seja, pelo menos com a gripe de hunny a empresa do Donald Rumsfeld não lucrou nem um centavo de dólar ou de real. Testemunhando como ele ficou debilitado, imagino que para crianças, idosos e pessoas com a saúde frágil realmente os efeitos do viruzinho safado sejam bem perigosos. Felizmente não foi aqui o caso. Mas agora está tudo bem e logo ele já vai estar gastando as solas de seus Mizuno nas corridas de 10-15km baía sul afora. E nosso e-dating compulsório vai poder voltar à modalidade presencial... enfim.

sábado, 15 de agosto de 2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Incubando, talvez...

Kurt Cobain suicidou, Nietszche enlouqueceu, hunny gripou e eeeeeeeeeunãovounadabeeeeeeeem........

[Ah, sim: Ana Carolina é até ok, mas eu gosto mesmo é do vozeirão do Seu Jorge.]

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Um não-post

Acho que é a primeira vez em quase um ano de blog que fico mais de uma semana sem postar nadica. Não é crise existencial nem desencanto. É que ultimamente Wallace, Edgar e Christine (meus três neurônios) estão focados em um projeto acadêmico, formulando perguntas e elucubrando sobre teorias. Talvez em função disso eles não estejam pensando muito nas bobagens cotidianas que alimentam esse modesto espaço. Mas esperamos - eles e eu - que logo a coisa normalize. Até porque o deadline está perto.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Demasiado desumano

Aquele senhor alemão não se revire na sepultura com essa malfeita paródia. Mas acordar às 6h pra mim é algo que se tornou desumano, demasiado desumano. Deve ser a idade. Bom dia.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Minha sopa de letrinhas

Saindo do trabalho depois desse dia modorrento de tão frio, resolvi dar um pulo no supermercado que fica do ladinho da escola pensando em me aventurar numa sopa como aquelas que mamy faz, com carne e legumes. Claro que eu não consigo fazer assim i-guaaaaaaalzinha à dela, mas estou chegando perto. Cestinha na mão, fui ao açougue e pedi uma pecinha de músculo, bem limpinha. Deu 1kg, o que é bastante, mas congelei metade. Lavar, descascar e cortar legumes é demorado e chato, ainda mais lidar com água nesse tempo frio, então comprei um pacotinho daqueles legumes orgânicos embalados a vácuo. Precisava ainda de um carboidrato, e não tenho mais arroz integral pronto (pra cozinhar junto com o restante das coisas ia demorar pacas). Investiguei a prateleira de massas e escolhi um macarrão de letrinhas. Yes!

Foi assim: panela de pressão. Caminha de cebola picadinha, frita no óleo de canola. Carne cortada em cubos grandes para uma primeira selada. Sal marinho, pimenta moída na hora (comprei um mix de cinco pimentas que é da hora). Refogada geral. Água fervendo, acho que mais ou menos um litro e meio. Panela fechada, pressão por 20 minutos. Medinho. Tira a pressão da panela. Alívio. Panela no fogo de novo, agora aberta. Legumes primeiro. Quando a cenoura está quase no ponto, entram as letrinhas. Vou dizer, minha gente: ficou demais. E é tão simples!

As voltas que o mundo dá

Perdida entre diversas papeladas e providências no escritório de casa esta manhã, precisei buscar uma informação que tinha certeza estar anotada em algum dia de abril ou maio da agenda de 2008 (sim, eu anoto tudo, e também tenho mania de guardar as agendas dos anos anteriores, porque sei que sempre acabo recorrendo a algum registro delas, como ocorreu hoje).

Peguei a agenda de capa vermelha na estante e fui folheando nas imediações de abril-maio. Encontrei a informação de que precisava e muito mais. No dia 26 de maio, uma segunda-feira, a anotação principal, feita com caneta hidrocor azul clarinha, dizia o seguinte:

"ESTA SEMANA: resolver sobre concurso Cefet. Inscrição até 01/06 - prova 08/06"

No dia seguinte, a anotação é:

"Concurso Cefet - R$ 40,00 - OK"

Sabe aquelas decisões acertadas que a gente toma na vida? Essa, sem dúvida, foi uma. Fiquei até de bom humor.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Surreal

Estava eu na fila das cestinhas do Angeloni com minhas microcompras para o fim de semana - nada grandioso, pelo contrário, muito básico, já que de antemão eu sei que não almoço em casa nem sábado nem domingo, portanto as compras deveriam se resumir à ração básica de cafés e sanduíches.

Eu gosto muito de sanduíche com tomate e rúcula, e tomates já tinha em casa, então comprei um daqueles pacotinhos ótimos para pessoas que moram sozinhas, com apenas 80g de rúcula. Várias marcas têm essa opção. No caso a que eu estava levando hoje por estar mais fresquinha era a "Solteirinha". Também compunham minha cesta um pacote de café Melitta (até tinha em casa, mas o preço estava muito bom), uma dúzia de ovos, dois potes do iogurte de que hunny gosta e um pacote de torradas Bauducco do tipo levemente doce (são ótimas com manteiga e acompanhadas de café preto). Pronto, fim de semana garantido. [Vale lembrar que cerveja já tinha em casa.]

Mas então eu estava na fila e na minha frente tinha um zé ruela que me olhou da cabeça aos pés quando cheguei na fila. Não chegava a ser um cara propriamente bem-apessoado, mas era digamos assim medianamente apessoado. Carregava em sua cestinha duas garrafas de vinho cuja qualidade desconheço e uns pedaços de queijo daqueles com coisinhas verdes. Não sei se ele reparou que eu olhei para as compras dele (maldita mania), mas de cara ele olhou para as minhas:

- Puxa, que interessante essa salada individual. Bem prático para quem mora sozinho, né?

Oh my god. E eu totalmente sem paciência para conversinhas casuais com pessoas desconhecidas. Já imaginei que ia rolar um xaveco e que eu iria colaborar com uma historinha para o blog Homem é Tudo Palhaço.

- É.

Silêncio. Ele virado pra trás me olhando.

- Tem outras também? Ou só rúcula?

- Olha, eu só como rúcula. Mas deve ter alface, agrião.

- Ah, tá. Você é solteira?

Ohhhhhhhhh my god.

- Sou. Mas tenho namorado. [Achei que isso estaria óbvio por causa dos dois potões de iogurte, mas enfim.]

- Ah, tá. Olha, eu sou corretor de imóveis, pega aqui o meu cartão, se precisar de alguma coisa, comprar imóvel, alugar, é só me ligar.

Oh my god again. Eu achando que o cara ia me paquerar, já predisposta a achar isso um saco. Mas ele só estava fazendo um comercial...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Três décimos de segundo de sofrimento

Hunny e eu temos em comum algo que pode ser sintoma de transtorno obsessivo-compulsivo: nos bares, botecos e afins que frequentamos, gostamos de ocupar sempre a "nossa" mesa. É assim no Botequim, onde foi nosso primeiro papinho com chope, quando ainda éramos colegas de instituição que se conheciam de vista e só trocavam "ois" meio envergonhados no corredor; é assim no Sushiyama, onde sempre reservamos a mesma mesa baixinha e passamos horas recostados nas almofadas, nos empapuçando de salmão jungle (receita nossa feita com sashimi de salmão, raiz forte, shoyo e cebolinha verde); e tem sido também assim no Iega, o pé-limpo-familiar tradicionalíssimo da Carvoeira que fica na esquina da rua da minha mãe, onde costumamos fazer balanços parciais da semana comendo aquele pastelzinho de camarão dilíça com Original geladinha servida pelo Ferreira.

Pois no Iega a "nossa" mesa tem sido uma na área interna do bar, lá no cantinho, na janela, onde ficamos abrigados do vento e apreciando os carros que voam a lombada da frente da padaria, na Romualdo de Barros. Quando a gente chega juntos o Ferreira já vai indo até aquela mesa com o cardápio, mesmo sabendo que o pedido será sempre rigorosamente o mesmo (será que isso também é TOC?).

Normalmente levamos sorte e encontramos a tal mesa desocupada, por mais cheio que o bar esteja. Mas ontem foi diferente. Combinamos de nos encontrar lá - ele estava em casa e eu, na minha mãe. Cheguei primeiro e notei que, embora o bar estivesse vazio, tinha um casal na nossa mesa - os dois lado a lado, ela na janela. Como não estava chovendo nem muuuito frio, resolvi esperá-lo numa mesinha na área externa, apreciando o movimento do entorno das 19h. Minutos depois ele me encontra, com uma expressão de espanto misturada com alívio e humor (sim, isso é possível). Eu nem tinha reparado: a moça do casal que ontem resolveu ocupar a "nossa" mesa estava com um casaco rosa da Adidas, idêntico ao que hunny me deu no dia dos namorados. Quando ele chegou no bar, olhou para a "nossa" mesa à minha procura e se deparou com a moça, de cabelo liso-comprido-escuro como o meu, com um casaco igualzinho ao meu, tascando um beijaço no cara.

Três décimos de segundo depois um dos garçons mais novos disse a ele que eu o estava esperando na mesa da rua. Quando me encontrou, ele ainda estava um pouco vermelho, mas felizmente já estava dando aquele sorriso bonito que nunca aparece nas fotos.


[Taí o casaco. Mas essa sou eu.]

terça-feira, 14 de julho de 2009

Nada es más simple




Sim, fiquei bestinha: é essa música que toca no celular de hunny quando eu telefono. Nada é mais simples.

Tu beso se hizo calor,
Luego el calor, movimiento,
Luego gota de sudor
Que se hizo vapor, luego viento
Que en un rincón de la rioja
Movió el aspa de un molino
Mientras se pisaba el vino
Que bebió tu boca roja.

Tu boca roja en la mía,
La copa que gira en mi mano,
Y mientras el vino caía
Supe que de algún lejano
Rincón de otra galaxia,
El amor que me darías,
Transformado, volvería
Un día a darte las gracias.

Cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da,
Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma.

El vino que pagué yo,
Con aquel euro italiano
Que había estado en un vagón
Antes de estar en mi mano,
Y antes de eso en torino,
Y antes de torino, en prato,
Donde hicieron mi zapato
Sobre el que caería el vino.

Zapato que en unas horas
Buscaré bajo tu cama
Con las luces de la aurora,
Junto a tus sandalias planas
Que compraste aquella vez
En salvador de bahía,
Donde a otro diste el amor
Que hoy yo te devolvería

Cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da,
Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma.


[Seria Jorge Drexler um novo Chico Buarque?]

domingo, 12 de julho de 2009

Reencontrando Nietszche e Woody Allen

Tudo bem que era um dia ensolarado, mas a arrumação no escritório era urgente. O problema de arrumar escritório e mexer com papeladas antigas é o tempo que a gente leva lendo coisas legais e rasgando o que já não presta. No meio de um bolo de revistas achei alguns exemplares da Piauí, um oásis de excelentes textos no mercado editorial nacional. Um de meus prediletos é este do Woody Allen, uma inteligentíssima alegoria a respeito de hipotéticas teorias culinárias nietszcheanas. Como é bom reeditar gargalhadas depois de tanto tempo.





Assim comia Zaratustra

Descoberto o livro de dieta do autor de “Além do bem e do mal passado” e “A vontade de poder encher a pança”

Nada como a descoberta de uma obra desconhecida de um grande pensador para deixar a comunidade intelectual alvoroçada e fazer os acadêmicos correrem para todos os lados, como aquelas coisinhas que a gente vê quando examina uma gota d'água num microscópio. Durante uma recente viagem a Heidelberg, feita com o intuito de conseguir algumas raras cicatrizes de duelo do século XIX, calhou de eu esbarrar justamente com um tesouro desse tipo. Quem poderia imaginar que existia um Livro da dieta de Friedrich Nietzsche? Embora sua autenticidade possa parecer temerária para os que se deixam tolher por ninharias, a maior parte dos que estudaram a obra concorda em que nenhum outro pensador ocidental chegou tão perto de conciliar Platão com Dr. Atkins. A seguir, trechos seletos.

***

A gordura propriamente dita é uma substância ou a essência de uma substância ou um modo de tal essência. O grande problema tem início quando ela se acumula nos quadris. Entre os pré-socráticos, foi Zenão quem preconizou que o peso era uma ilusão, e que, por mais que um homem comesse, ele sempre engordaria apenas a metade do que engorda um homem que nunca faz flexões de braço. A busca de um corpo ideal obcecava os atenienses e, numa peça perdida de Ésquilo, Clitemnestra quebra seu juramento de nunca mais fazer boquinhas entre as refeições e arranca os olhos quando se dá conta de que não cabe mais em seus trajes de banho.

Foi necessária a mente de Aristóteles para assentar o problema do peso em termos científicos. Num fragmento inicial da Ética, ele afirma que a circunferência de qualquer homem é igual à medida da sua cintura multiplicada por pi. Isso foi o bastante até a Idade Média, quando Tomás de Aquino traduziu uma série de cardápios para o latim e foram inaugurados os primeiros bons restaurantes de frutos do mar. Jantar fora de casa ainda era malvisto pela igreja e o uso de manobristas na porta era um pecado venial.

Como se sabe, durante séculos, Roma encarou o Sanduíche Quente e Aberto de Peru como o máximo da libertinagem. Vários sanduíches foram obrigados a ficar fechados, e só reabriram depois da Reforma. Pinturas religiosas do século XIV foram as primeiras a retratar cenas de condenação eterna em que pessoas com excesso de peso vagavam pelo Inferno, condenadas a saladas e iogurte. Os espanhóis foram especialmente cruéis: durante a Inquisição, um homem podia ser levado à pena de morte por rechear um abacate com carne de siri.

Nenhum filósofo chegou perto de solucionar o problema da culpa e do peso até que Descartes separou mente e corpo, de tal modo que o corpo podia se empanturrar à vontade, enquanto a mente pensava: "E daí? Não sou eu". A grande questão da filosofia perdura: se a vida não tem sentido, o que se pode fazer com a sopa de letrinhas? Foi Leibniz quem primeiro disse que a gordura consistia em mônadas. Leibniz fazia dieta e exercícios, mas nunca chegou realmente a se livrar de suas mônadas - ou, pelo menos, não daquelas que aderiram às suas coxas. Spinoza, por outro lado, jantava frugalmente porque acreditava que Deus existia em tudo, e é intimidador abocanhar um pãozinho judaico se a gente acha que está lambuzando de mostarda a Causa Primeira de Todas as Coisas.

Existe uma relação entre uma dieta saudável e o gênio criativo? Basta observar o caso do compositor Richard Wagner e verificar o que ele manda para a bucho. Batatinhas fritas, queijo grelhado, nachos - Santo Deus, não há limite para o apetite do sujeito, e mesmo assim sua música é sublime. Cosima, sua esposa, também não fazia feio, mas pelo menos ela corria todos os dias. Numa cena cortada do ciclo dos Anéis, Siegfried resolve ir jantar fora com as donzelas do Reno e, num estilo heróico, consome um boi, duas dúzias de galinhas, diversos cilindros de queijo e quinze barriletes de cerveja. Em seguida, vem a conta e ele está duro. A questão aqui é que, na vida, a pessoa tem direito a um acompanhamento de salada de repolho ou de batata, e a escolha tem de ser feita sob o terror, com a consciência de que não só o nosso tempo na terra é limitado, como também a maioria das cozinhas fecha às dez horas.

A catástrofe existencial para Schopenhauer não era tanto comer, mas sim beliscar. Ele se exasperava com o inútil ato de mascar amendoins e batatinhas fritas enquanto se cumpriam outras atividades. Assim que se começa a beliscar, assegurava Schopenhauer, a vontade humana não consegue resistir ao impulso de beliscar mais ainda, e o resultado é um universo com migalhas espalhadas por toda parte. Não menos desnorteado se mostrava Kant, que sugeria que pedíssemos o almoço de tal modo que, se todos pedissem a mesma coisa, o mundo iria funcionar de maneira moral. O problema que Kant não previu é que, se todos pedirem o mesmo prato, vai sair briga na cozinha para ver quem fica com o último robalo. "Faça o seu pedido como se o fizesse para todos os seres humanos da terra", recomenda Kant, mas o que acontece se o homem que está ao nosso lado não come guacamole? No fim, é claro, não existem comidas morais - a menos que levemos em conta os ovos quentes.

Em resumo: exceto os meus próprios Além do bem e do mal passado e A vontade de poder encher a pança, entre as receitas de fato importantes que modificaram as idéias ocidentais, a Torta Cremosa de Frango, de Hegel, foi a primeira a utilizar as sobras com implicações políticas relevantes. O Mexidinho de Camarões Fritos com Legumes, de Spinoza, pode ser desfrutado igualmente por ateus e agnósticos, ao passo que uma receita pouco difundida de Hobbes, Costelinhas de Leitão Assadas na Grelha, permanece como um enigma filosófico. O grande lance da Dieta de Nietzsche é que, uma vez que osquilos são perdidos, eles continuam longe de nós - o que não é o caso do Tratado sobre o amido, de Kant.

Café-da-manhã
Suco de laranja
2 fatias de toucinho
Profiteroles
Mariscos assados
Torrada, chá de ervas

O suco da laranja é o próprio ser da laranja manifesto e com isso quero dizer que é a sua natureza genuína, aquilo que lhe confere a sua "laranjidade" e impede que tenha o paladar de, digamos, salmão escaldado ou cereais moídos. Para os devotos, a idéia de qualquer outra coisa que não cereal no café-da-manhã gera sobressalto e pavor, mas com a morte de Deus tudo é permitido, e profiteroles e mariscos podem ser comidos à vontade, e até asinhas de galinha fritas com molho picante e queijo.

Almoço
1 tigela de espaguete, com tomate e manjericão
Pão branco
Purê de batatas
Torta de chocolate com recheio de geléia de damasco e cobertura de chocolate

Os poderosos sempre almoçam comidas gordurosas, bem condimentadas, com molhos pesados, enquanto os fracos ficam beliscando germe de trigo e tofu, convictos de que seu sofrimento lhes renderá uma recompensa na vida após a morte, onde costeletas de cordeiro na grelha fazem o maior sucesso. Mas se a vida após a morte é, como eu sustento, uma eterna recorrência desta vida, então os mansos terão de jantar eternamente pratos de baixas calorias e frango grelhado sem pele.

Jantar
Bife ou salsichas
Batatas douradas
Lagosta à Termidor
Sorvete com creme batido ou bolo em camadas

Esta é uma refeição para o Super-Homem. Deixe que os encucados com a angústia dos altos triglicerídios e da gordura trans comam para agradar ao seu pastor ou nutricionista, mas o Super-Homem sabe que a carne marmorizada e queijos cremosos com sobremesas gordurosas e, ah, sim, muita, muita fritura, é aquilo que Dioniso comeria - se não fosse o seu problema de refluxo.

Aforismos

A epistemologia torna a dieta algo discutível. Se nada existe a não ser dentro da minha mente, não só posso pedir o prato que quiser, como também o serviço será impecável.

O homem é a única criatura capaz de não dar gorjeta para um garçom.


[Originalmente publicado na revista New Yorker e republicado no Brasil na Piauí de fevereiro de 2007]

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Juro que vi

Não, não me filiei a nenhum partido político. Mas foi um bichinho muito parecido com esse aí da foto que eu vi hoje, lindo, voando livremente seu voo desengonçado (o bico verde enorme é desproporcional e parece deixá-lo desequilibrado) em direção à unidade de conservação da UFSC, em Cacupé. Era pouco depois das 9 horas e eu estava dirigindo para o Centro, rumo ao primeiro compromisso do dia. Eu sempre observo as aves durante o percurso, já que a SC-401 passa por vários rios, dois manguezais e muitas áreas ainda verdes da cidade. Mas foi a primeira vez que vi um tucano por ali. Muita gente pode achar bobagem, mas eu achei o máximo.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Luva de pelica

Eita diazinho chato. Dormi demais e perdi a hora de botar o lixo na rua. O-deeeeio lixo acumulado em casa e agora só quarta-feira. Saindo de casa, banho tomado e schedule devidamente planejado, percebo um esguicho brotando do chão do quintal, perto do pé de acerola e do registro da Casan. Vazamento. Oh my god. Um lindo chafariz no jardim que no entanto eu nããããão projetei. Mudei todo o planejamento do dia e ganhei ok dos meus coordenadores para trabalhar em casa por hoje - fazendo plantão à espera do sempre atencioso seu Luís com uma solução para o vazamento. Que, no entanto, só poderá ser efetivamente consertado amanhã, se parar de chover - porque consertar o cano exige o uso de cola, e a cola não seca na chuva. Oh my god de novo. Daí aqui estou eu, com o registro fechado e economizando cada gota de água dentro de casa. Tenho reservatórios, ok, mas é chato. Com o tempo úmido os cachorros ficam fedorentinhos e dormem mais que o normal. Cheguei a pensar que minha vida seria muito mais simples morando sozinha, sem cachorro nem gato nem árvore nem peixe, sozinha mesmo, num apartamento kinder ovo no centro, alugado, sobre o qual eu não teria a mínima responsabilidade em caso de vazamento ou raio que o parta. Passei o dia nessa bad vibe até que hunny me liga para saber como tinha sido meu dia no home office e entre uma coisa e outra pergunta se o pé de abacate já está brotando. Foi o suficiente pra eu me sentir ridícula por reclamar de coisas tão bobas e por me sentir tão vitimada por um simples vazamentinho, que é algo que acontece. A vida é bela. Mesmo em dias de chuva.

Palavrinha do dia: desapego

Resolvi aproveitar a tarde de sábado para dar uma ajeitada no armário. Tive um surto de desapego e resolvi tirar de lá as roupas que não uso - muitas delas eu até gosto, mas não uso sabe-se lá por quê. Nessa onda, resolvi passar pra frente nada menos que nove calças, algumas blusas de lã e a minha linda jaqueta de couro dos tempos da faculdade. Tudo em perfeitas condições de uso, mas todas peças que estavam paradas no armário havia muito muito tempo. Assim abri espaço para colocar coisas novas. Ou simplesmente para guardar melhor as coisas que tenho e que realmente uso - essas é que são as importantes. Não é mesmo?

Cinco coisas que eu não sou

Meus amigos blogueiros sempre dão uma reclamadinha quando tem um meme rolando. Pois eu não me importo em respondê-los - acho que são uma boa oportunidade pra pensar um pouquinho sobre mim mesma (coisas publicáveis, é lógico hehehe). O Maurício me passou a tarefa de falar sobre cinco coisas que eu não sou e gostaria de ser. Então tá:

1) Praticante regular e disciplinada de atividades físicas: é aquela velha história freireana da diferença entre a consciência mágica e a consciência crítica. Eu sei que preciso fazer exercícios, não só por motivos estéticos mas sobretudo por questão de saúde - além de pertencer a uma família de cardiopatas, tenho os problemas articulares. No entanto, a inscrição na academia fica sempre pro mês que vem. Isso há uns... hm... cinco anos pelo menos.

2) Quatro ou cinco quilos mais magra: desde que fiz um tratamento ortomolecular eu perdi 12 quilos com certa facilidade e não os recuperei. Mas pra voltar ao meu corpo razoável eu ainda precisaria emagrecer uns quatro quilinhos. O que não acontece principalmente em função do item 1 e também porque eu não abro mão de comer as coisinhas de que gosto - que, além de rúcula e tomates-cereja, incluem itens mais calóricos como os dois pãezinhos doces com manteiga que estou traçando neste exato momento, com minha segunda xícara de café preto.

3) Autodidata: eu adoro estudar, mas não tenho disciplina para fazer isso sozinha. Para a coisa render eu preciso de um vínculo formal, calendário, prazos e tarefas. Aliás, preciso de prazo para quase tudo, senão vou deixando.

4) Uma baita escritora: tenho uma inveja branca de todos os cronistas, romancistas, poetas e demais escritores que derramam palavras na tela como quem respira. Jamais consegui fazer uma poesia. Acho que enxergo as coisas de maneira muito concreta e abstrair é algo muito difícil pra mim.

5) Violoncelista: até tive oportunidade de estudar esse instrumento, mas eu já estava na faculdade e logo foram surgindo outras tantas prioridades. Além disso, não adianta: eu não tenho o mínimo talento para a música.

Não reclamem, por favor: Ana Corina, Dálete, Rafa, Marie e Fiona.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

I die a little

Jazzinho do Cole Porter no vozeirão da Diana Krall para o final de uma quinta-feira cansativa e um pouco melancólica.



Every time we say goodbye
I die a little
Every time we say goodbye
I wonder why a little
Why the gods above me
Who must be in the know
Think so little of me
They allow you to go
When you're near
there's such an air
of spring about it
I can hear a lark somewhere
begin to sing about it
There's no love song finer
But how strange the change
From major to minor
Every time we say goodbye

[Vou abrir uma Heineken.]

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Milagres acontecem

Eu até estava disposta a pagar o preço que essas boas marcas costumam pedir por um jeans se encontrasse exatamente aquilo que buscava: um modelo básico, reto, sem ser skinny, five pockets sem firula e com lavagem azul escura, sem desbotamentos, rasgos ou manchas. Coisa que tenho procurado há tempos, sem êxito. Entrei na loja inicialmente interessada num vestidinho vermelho que tinha visto dias antes, e quando cheguei lá só tinha um do mesmo modelo, na cor azul. Pois entrei no provador com o dito cujo e com calças de três modelos que se enquadravam no briefing. O vestido ficou perfeito e como o preço estava bom resolvi levar de cara (Fiona, sempre que compro vestidos lembro da Fiona).

Provei as três calças, as três ficaram muito boas, mas uma delas ficou realmente nos trinques. Como ninguém acha dinheiro em árvore, saí do provador pensando em levar a que tivesse melhor preço, já que eu estava numa loja das bacanudas, e nas lojas bacanudas mesmo a calça mais em conta poderia ter um preço bem salgado para uma mãe solteira de três filhos. Pasmei: a linda-perfeita estava por R$ 79. Manequim 38. Oh my god. Tem câmeras aqui, eu disse pro menino que me atendia, já me imaginando nas pegadinhas do Faustão. Um jeans perfeito, que serve lindamente, e ainda por cima é manequim 38? É mentira, conta aí que é 44 e que custa R$ 299. O garoto ficou rindo e explicou que naquele modelo o padrão de numeração é maior. Mas o preço era aquele mesmo.

Bom, o fato é que saí da loja feliz anyway por entrar num jeans perfeito manequim 38, levando ainda a calça número 2 da lista (R$ 89, vejam só), o vestido fofo azul e mais um casaquinho. E a conta do cartão de crédito nem ficou salgada. A ração dos filhotes para este mês está garantida.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Viva a Soninha

Novidade boa demais: a querida Soninha Vill, recém-mestre em Educação (não chegamos a ser colegas de curso mas trocamos umas figurinhas) e überfotógrafa, inaugurou seu blog. Já está linkado ali do lado. Material finíssimo - onde, desconfio, tem um ou dez dedinhos do não menos querido Gastão, meu ex-chefe, eterno professor, guru e amigão. Vida longa!



[Soninha, vou aproveitar o ensejo para anunciar publicamente, na maior cara de pau: tou com saudade das tuas sobremesas. Sim, gente, a Soninha também é doceira de mão cheia.]

domingo, 28 de junho de 2009

Imperdível

Fui assistir ontem à sessão 3D de "A Era do Gelo 3". A história não é tão boa quanto às dos dois primeiros, mas igualmente divertida. A preguiça Sid entra em crise existencial ao ver Manny e Ellie formando família e resolve adotar três ovos de um tiranossauro. Os bichinhos nascem, a mãe vem à superfície para buscá-los (o mundo dos dinossauros, na licença poética do filme, é subterrâneo) e acaba levando o Sid junto. O resto do bando resolve descer para resgatá-lo e se passa toda a história. A experiência sensorial de ver na telona as imagens tão cheias de detalhes, e em três dimensões, é inigualável. Infelizmente a sessão foi dublada, mas até que eu gosto das interpretações dos atores nacionais. E uma piada à parte é o público com aqueles impagáveis óculos meio Man In Black - claro que hunny e eu batemos fotos com eles, mas essas são impublicáveis.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

So take my strong advice

...just remember to always think twice...

[A-dooooro essa versão cool do Chris Cornell. Tks, André!]

So long, Michael

Sim, ele morreu. Mas, sinceramente, estranho mesmo era estar ainda vivo. Porque sua existência, pelo menos aquela que nos chegava pela mídia que nunca largava de seu pé, parecia algo indigno de chamar de vida. Culpa nossa, seus fãs afoitos e público ávido por fofocas e escândalos, que não assimilam o fato de que um artista também é gente? Perhaps. Como apreciadora de seu trabalho (dancei muito as músicas dele na época em que a extinta Chandon era reduto de adolescentes), acho lamentável que esse grande artista tenha se transformado numa coisa freak. Então vá em paz, Michael, e desculpe alguma coisa. Em noites de lua cheia estaremos todos te procurando no céu para ver quem finalmente aprende aquele passo impossível.

[Billie Jean é a minha música preferida do Michael Jackson - altas sonzera que canta em grande estilo uma velha história verdadeira que não cansa de se repetir...]

sexta-feira, 19 de junho de 2009

So far, so good


Lembro bem que quando a segunda-feira começou eu estava com certo medo dessa semana - tantas tarefas, será que vou conseguir??

Pois hoje, quinta-feira recém-terminada, fico sabendo que domingo trabalho o dia todo. Ok.

Bebi uns chopes em excelentíssima companhia (amicíssima e hunny). Cheguei em casa. Comida para os cachorros, água para as gérberas, chuveiro e berço.

O mais importante? Não sei. O mais fofo? As gérberas, of course.
.
.
Buenas noches para todos.
[Foto Valdir Piva Duarte]

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Uma causa pra lá de bacana



Estou convencida de que o binômio adoção responsável + castração é a melhor saída para o problema grave do abandono de animais na nossa cidade. Claro que nem todo mundo tem tempo/espaço/saco/grana para adotar um bichinho, mas mesmo assim todos podem contribuir, ajudando a manter o trabalho de quem se dedica à causa. Estou passando pra frente então o recado que recebi da Ana Corina, divulgando essa campanha aí (clique sobre o cartaz para ampliar). Os produtos são super fofos.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Bloomsday

Vejo no blog da professora Regina que hoje é dia de James Joyce, o escritor irlandês talvez mais aclamado do mundo - e o clima adivinhou, porque com essa chuvinha até parece mesmo estarmos na Irlanda. Enquanto bebo meu brazilian coffee (é cedo demais para um irish) e observo na lista de e-mails a quantidade de abacaxis que terei que descascar no trabalho, lembro que foi "Ulisses", a obra-prima de Joyce, o último presente que dei a meu pai. É a oitava edição publicada pela editora Civilização Brasileira, traduzida pelo Antônio Houaiss (o cara do dicionário?!).

Pai e eu conversamos uma vez sobre esse livro e ele comentou ter vontade de ler - sabia que era um texto árido, mas ele, bom escritor e bom leitor que era, gostaria de encarar. Na época não tinha essa de comprar pela Internet (e obviamente Estante Virtual ainda era idéia de ficção científica), então eu fui a pezito mesmo com minha bolsa de pesquisa na carteira procurar o livro para ele. Rodei bastante, me estressei com um livreiro famoso local, também já falecido, que queria cobrar praticamente o valor da minha bolsa por um exemplar velho e fedorento esquecido no sótão da livraria. Persisti mais um pouco na busca e achei o tal exemplar da Civilização Brasileira, novinho e a um preço possível para uma estudante, na Livros & Livros. Levei para seu Egídio como presente de aniversário, naquele dia primeiro de setembro de 1994. Dois meses depois ele se foi. O livro ficou comigo, marcado na página 19.

Espero hoje à noite poder fazer um brinde de Guinness a Joyce e a seu Egídio. Mas antes tenho que sair de dentro das pantufas, passar pelo chuveiro e encarar Frogville, que hoje tem muito de Dublin. Bom dia pra todo mundo.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

"Agora mandando beijo"


Se é verdade que pra cada pé tem um chinelo certo, acho que posso dizer que encontrei um raro exemplar número 36,5.


[Fotinho de celular feita durante um almoço em Ponta das Canas.]

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Conserta uma coisa, escangalha outra

Oh my god. O problema do notebook era relativamente simples: uma pecinha chamada flat cable foi trocada e com isso as piscadas da tela acabaram. Só que agora o computador custa a ligar. Quer dizer, ele até liga, mas fica uma eternidade na tela "Toshiba - Leading inovation" e a coisa não evolui. Daí aperto um F12, para um pouquinho, descansa um pouquinho, dá uma voltinha e finalmente o rWindows entra. Saco. Lá vou eu de novo com ele a tiracolo pra assistência técnica.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Como poderei viver?

Meu notebook estava dando umas piscadas esquisitas na tela. Como ele ainda está na garantia, resolvi levá-lo para a assistência técnica. Tinha um fiozinho de esperança de que o técnico dissesse "ah, é coisa muito simples, resolvo agora mesmo". Mas não. Tive que deixá-lo lá. Oh my god. Preenchido cadastro, ordem de serviço e tals, a moça que me atendeu disse que até amanhã eles devem ter um diagnóstico. Eu olhei pra ela bem séria e disse "tudo bem, mas vocês têm noção de que quem deixa seu notebook aqui está necessariamente sofrendo, né?" Ela riu e disse que sim. Minhas próximas horas pelo jeito serão um exercício de desapego.

Não entendi

"A quinta-feira será fria e ensolarada nos próximos dias em Santa Catarina", acabo de ler em um jornal local online. Quer dizer que as próximas quintas-feiras serão frias e ensolaradas? Dã.

Outra:

"Tal fulana viajava sozinha para conhecer a Europa pela primeira vez", dizia uma das matérias sobre as vítimas do voo da AirFrance - dessa vez, num site nacional. Então a moça talvez pretendesse ainda conhecer a Europa pela segunda, terceira e quarta vezes. Mas não conseguiu conhecer nem pela primeira.

[Regina, Gilka e Scotto: SOCORRO!!!]

domingo, 31 de maio de 2009

Os homens e mulheres de ferro

Eles nadam 3.800, pedalam 180.000 e correm 42.000. Caem na água às 7 da manhã. Os primeiros colocados começam a concluir a prova em torno das 16h. Os outros têm até meia-noite para terminar todo o percurso exaustivo. Não é pra qualquer um. Pois hoje de manhã me solidarizei com eles. Acordei pouco antes das 7h. Deasfio: soltar e alimentar os cachorros em rodízio, de forma que Otto e Fidel não fiquem no mesmo ambiente, senão dá briga. Abre cerquinha daqui, fecha porta de lá, manobras planejadas e cumpridas com rigor. Em 10 minutos, todos estavam aliviados e alimentados. Mission accomplished. E eu pude então correr de volta para o quarto e mergulhar sob o edredom, que esta manhã era o melhor e mais quentinho lugar do mundo. Cada atleta tem o Ironman que merece.

Parabéns pra ela


Há exatos sete anos chegava ao mundo numa ninhada com mais sete irmãozinhos a boxer dona de toda a doçura transbordante dos olhos de mel. Três meses depois passei a ter o privilégio da convivência diária com essa adorável criaturinha, que certamente tem me tornado uma humana melhor e mais afetuosa.
Feliz aniversário, minha linda Lô!!
[Dois fatos relevantes acerca da foto: 1) ela conseguiu me dobrar e conquistou o direito de usar a poltroninha da sala; 2) eu sou uma negação em Fotoxop e os olhos dela ficaram assim com o flash estourado.]

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Adoravelmente biodegradáveis

Eu, que sempre:

1) soube que vou voltar pra Comunicação na minha próxima formação acadêmica;
2) usei camisetas pretas-ou-brancas-básicas-lisas;
3) preferi homens morenos;
4) me disse fã de carteirinha do U2;
5) achei frescura carro com ar-condicionado e vidro elétrico...

... agora:

1) estou começando a estruturar um projeto pra tentar o doutorado na Educação;
2) comprei duas camisetas polo coloridas e listradinhas;
3) estou namorando [e muito feliz com] um galego bem clarinho;
4) nunca ouvi nenhuma música do álbum novo do U2;
5) uso ar-condicionado ligado no frio [até no outono], acho vidro elétrico indispensável e adoooooooro o comando satélite do carro.

E quer saber? Tá tudo ótemo.

Addicted

Nunca acontece. Mas hoje esqueci o celular em casa. Passei o dia todo fora, cumpri todas as tarefas da agenda. E sobrevivi!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Onze drops sobre o fim de semana que passou

1) A colheita das laranjas acabou. Hunny e eu surrupiamos um bambu (e o bambu? hehe) da beira do rio do Brás e com isso pudemos apanhar as frutas láááá de cima, que, por pegarem mais sol, suponho, eram as mais bonitas.

2) Aproveitando o clima bucólico, plantamos um pé de abacate. Aguardaremos brincaremos no regato até que nos tragam frutos teu amor teu coração. [Na verdade quem plantou foi hunny, eu só indiquei o local no terreno e fiquei olhando enquanto ele colocava com cuidado a semente germinada na caminha de terra.]

3) Almoçamos tainha no restaurantezinho simples que frequento em Ponta das Canas há quase 20 anos. Estava um dia lindo. No mar, um cardume enorme de golfinhos [golfinhos juntos são um cardume??] deu show.

4) Lavei roupa, passei roupa. Como é bom fazer esse tipo de coisa com calma, caprichando nas borrifadas de Pass Comfort e nas dobraduras dos lençois.

5) Com o frio, ressuscitei minhas pantufas e o aquecedor elétrico [meu R2D2] voltou à ativa. Os cachorros a-dooooooram!

6) Não fui ao show do Roberto, mas ouvi aquela canção: "quero que você me aqueça neste inverno / e que tudo o mais vá pro inferno". Minha predileta do Rei.

7) Testei um site de backup de blogs que o André me indicou há um tempão. Me loguei e tals, mas sempre que mando fazer o backup dos posts mais antigos ele dá um tilt. E no meu blog apareceu de novo, com data atual, meu primeiro post [a Regina chegou até a fazer um comentário... desculpa aê, fessora!]. Desisti por enquanto.

8) Fiz na sexta-feira a primeira sopa de queijo do ano. Com vinho tinto, é o que há. Outra hora posto a receita, muito facinha.

9) Lola saiu do repouso. Voltou a seu observatório e a perseguir os raios de sol. She's only happy in the sun. Mas ainda manca um pouco de vez em quando, e eu mantenho vigilância. Provavelmente vai ter que ir no vet de novo.

10) Assisti a quatro bons filmes na tv a cabo. Isso sempre acontece quando eu me convenço de que, para cortar despesas, devo deixar esse luxinho de lado. Oh my god.

11) Retomei a leitura dos contos da Virginia Woolf. Do começo.

sábado, 16 de maio de 2009

Mannah Mannah

Um crássico do Muppet Show que combina com manhãs ensolaradas de sábado. Para crianças de todas as idades.