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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Tucanos são fofos

Fiz um bocado de coisas nos últimos dias, entre elas ir a um zoológico onde as aves, mansas e protegidas, circulam livremente entre os visitantes.
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O do bico verde, dengoso


E o do bico amarelo, mais arisco
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[Desnecessário dizer que este post não tem nenhuma conotação política.]

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Linda pitbull precisa de um lar



Tem gente que é baixa e desumana a ponto de abandonar um animal amarrado em uma árvore, à própria sorte.

Mas felizmente tem gente como o Charlie e a Lari, que não fazem de conta que não viram a cena e se dispõem a dedicar tempo, dinheiro e amor para ajudar a recuperar a cachorrinha e encaminhá-la para adoção. Isso tudo no meio de um feriadão.

Precisamos agora de alguém que tenha disponibilidade para dar um lar para a Mel. As informações estão no cartaz acima (clique para ampliar). E ajudar a divulgar já é uma boa!




segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Eu adoro a primavera

É o quarto ano que percebemos a presença deles aqui, sempre bem cedinho e nos finais de tarde, comendo as sementes do ipê-amarelo (como já registrei nesse, nesse e nesse posts). Mas só nos últimos meses é que constatei que, embora a presença dos adoráveis papagaios-brasileiros na árvore do meu quintal seja sazonal - é primavera, sementes maduras, lá estão eles, não tem erro - eles passam o ano todo sobrevoando essa área. Bem cedo eles vêm lá do lado do manguezal de Ratones, onde, imagino, tenham seus ninhos, e voltam pra casa final de tarde. Voam sempre em duplinhas e muitas vezes batendo o maior papo - tanto que aprendi a identificar o barulhinho deles durante seus trânsitos. Algumas vezes param para descansar ou discutir o melhor lugar pra ir (são barulhentos quando querem, afe), em três ou quatro pares, nos eucaliptos do terreno ao lado.

Este ano eu já os tinha visto algumas vezes, sempre avisada pela Sebastiana, que fica emputecida quando eles jogam os restos das vagens no chão e late ritmadamente aquele seu latido que só quem conhece pra saber o transtorno que é (mas é um latido que, incrível, eu aprendi a amar). Descabelada, de óculos, havaianas e pijama, fui para o meio da rua para fotografá-los em melhor ângulo, aproveitando a bela luz deste dia ensolarado. Vale a pena pagar esse mico. Um deles era mais exibicionista: estava lá no alto da árvore, totalmente exposto, e nem tchuns pra mim enquanto eu o fotografava. O outro era mais low profile e preferiu se manter camuflado, misturando sua cor com a das folhas da jaqueira, que fica atrás do ipê.

É ou não é pra ficar estranhamente otimista? Eu fico, confesso.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Leishmaniose: vamos prevenir!

Quem tem cachorro ou não, gosta deles ou não, não importa: todos devem estar atentos ao risco da leishmaniose visceral, doença que foi detectada recentemente em Florianópolis. É um foco isolado, mas isso não quer dizer que quem mora no outro lado da cidade esteja imune - muito pelo contrário.

Eu, como mãe de três cachorros, irmã de mais um e cunhada de outras duas, tenho me informado a respeito com meu veterinário, dr. David, e principalmente com o sempre responsável, sério e incansável trabalho da Ana Corina, do blog Mãe de Cachorro. Ela é tão caprichosa que inclusive elaborou um índice com os principais post sobre a doença, que você pode ler clicando aqui.

O cartaz ali em cima, que também peguei no Mãe de Cachorro, tem algumas informações básicas e importantes sobre essa doença. Lá em casa as medidas de prevenção já estão em vigor. Como diz a Ana, se você mora no planeta Terra, isso tem sim algo a ver com você. Previna!

[Clique na imagem para ampliar]

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O sapo doidão

Depois de ter dado carona para uma perereca até o shopping, foi a experiência mais batraquiana da minha vida. E em plena época de seca, vejam só.

Chegando eu em casa, bem feliz, cumprindo aquele ritual de carregar as tranqueiras do carro pra dentro, agradar os cachorros com seus rabinhos felizes, tirar salto, etc. Sempre é bom chegar em casa nas segundas-feiras porque é nas segundas que Santa Claudete faz aquele faxinão e deixa tudo super cheiroso. Chego no meu quarto. No cantinho, perto da janela, um objeto escuro estranho. Acendo a luz, e lá está ele: um sapo.

Mas não era um sapinho, uma rãzinha, uma perereca dessas que grudam na parede e são simpaticíssimas (e vão ao shopping). Era, tipo, um SAPO. Simpático, até, mas um sapo.

Para sorte do próprio dito cujo, consegui despistar os cachorros de modo que eles não tomaram conhecimento da sua presença. Fechei a porta do quarto e fiquei olhando praquele bicho ali, grande, gordinho, sentado virado pra quina da parede, meio desconcertado, coitado, totalmente fora de seu lugar. Que estás fazendo aqui, criatura, perguntei, e como é que vais sair agora? Liguei - claro - para hunny, que me orientou a removê-lo usando um saquinho de supermercado como luva.

- Mas um saquinho de supermercado não dá. Não fazes ideia, é um sapo maior que a minha mão.

Talvez com um pouco daquela incredulidade masculina reativa a chiliques femininos, ele repetiu que era muito fácil fazer o traslado de qualquer sapo com uma sacolinha do Angeloni. Disse que ia estudar o caso e desliguei. Cachorros devidamente isolados, fui à área de serviço e destaquei do rolinho um saco de lixo daqueles azuis, de 50 litros.

Olha a foto ali, escura e desfocada mesmo (meu celular estava quase sem bateria e simplesmente não deu foco). Esse é o meu sapinho, dentro do saco azul de 50 litros.


Saco numa mão, vassoura na outra, voltei eu para o quarto e o meu triste invasor continuava lá, deslocado, desconcertado, envergonhado, imóvel olhando para a quina da parede. Abri bem a boca do saco de lixo e vapt! joguei por cima dele, que imediatamente pulou para dentro. Sapos urbanos devem receber treinamento para esse tipo de emergência. Com a vassoura, tampei a boca do saco e fui empurrando aquele monstrenguinho com cuidado para fora, arrastando no chão. Só quando estava na varanda tive coragem de juntá-lo do chão. Tinha, acho, uns 400 gramas e foi devidamente arremessado, saco e tudo, para o terreno vizinho.

Quando voltei para dentro de casa, identifiquei uma pista que talvez explique a invasão: no banheiro do meu quarto, o ralo do chuveiro estava fora do lugar. Imaginei que ele tivesse saído dali. Mas também pareceu estranho imaginar uma comunidade subterrânea de sapos cujo caminho para o mundo exterior seja o ralo do MEU chuveiro. Então desencanei e, na sexta-feira, segundo dia de expediente de Santa Claudete, contei a história a ela - que ficou atônita. Ela me contou que naquele dia, quando tirou a gradezinha do ralo para limpar, despejou água com bastante cloro para dentro do ralo.

- Provavelmente ele se intoxicou com a água sanitária e resolveu sair, dona Ana. Ou então era um príncipe.

Sim, tem toda lógica. Então vamos ao serviço de utilidade pública: se alguém aí ainda está em busca de seu príncipe e quiser conhecer o meu sapo, mande uma mensagem que eu indico o endereço de onde ele possa estar. Afinal, meu príncipe eu já encontrei. Pelo menos até agora ele não desvirou em sapo...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Programa legal nesta segunda

O blog Mãe de Cachorro, da querida Ana Corina, promove na próxima segunda-feira um evento bem legal para mães e pais de cachorros em geral - ou mesmo para quem não pode cuidar de um bichinho em casa, mas tem vontade de colaborar para seu bem-estar de outras maneiras criativas. É um workshop com o publicitário Tiago Ferigoli, mentor do projeto "Vira-latas: os verdadeiros cães de raça". Eu vou! Mais informações aqui.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

E tudo acabou bem

São Francisco e São Longuinho resolveram conspirar a nosso favor. Explico.

Resolvi dar uma volta na vizinhança para saber se alguém poderia ter perdido uma pinscher (do post ali embaixo). Por sugestão da Silvana, minha vizinha mais próxima em todos os sentidos, fui ao mercadinho do Ronaldo para colocar um cartazinho informando que tinha encontrado a cachorrinha.

Nem precisei gastar o durex, porque o Guilherme, que mora a umas cinco quadras da minha casa e era o dono da fujona, tinha passado lá um pouco antes, aos prantos. Os pedreiros que estão fazendo obra na casa dele chegaram bem cedo para trabalhar e por descuido deixaram os cachorros fugir - além da pinscher, um pastor alemão e um labrador. Guilherme resgatou os grandes, mas a pequena safada pirulitou-se e resolveu se esconder no mato gelado e úmido da frente da minha casa.

Feitos os contatos, um Guilherme nervosíssimo, ofegante, aliviado e extremamente agradecido resgatou sua pequena fujona, que escapou ilesa de virar chiclete na boca dos meus boxers. E eu ganhei a amizade de mais um vizinho.
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E se alguém aí se emocionou com a hipótese de a pequenininha ter sido abandonada, como acontece com tanta frequência na nossa cidade, que tal adotar um amigo canino ou felino que realmente passou por maus bocados e hoje precisa de um lar? Neste final de semana tem duas boas oportunidades, organizadas por gente muito séria que se dedica com muito amor a cuidar dos bichinhos e encaminhá-los para donos responsáveis. Clique aqui para dar uma olhada.

Hóspede


Essa coisinha minúscula estava passando frio num terreno cheio de mato aqui perto de casa. É uma pinscher fêmea, extremamente dócil e aparentemente saudável. E miudinha: não pesa nem 2kg. Estou tendo algum trabalho para convencer Lola, Fidel e Sebastiana de que ela não é Fandangos, então preciso encontrar um novo lar urgente para minha hóspede. Quem quiser conhecer a mocinha, deixe um comentário aí ou escreva para ana.luckman@gmail.com. Passar o recado pra frente também já ajuda!