Não tem razão prática nenhuma, mas eu adoraria ter:
1) Um grampeador de talão de cheques que nem aqueles do Banco do Brasil (que não têm utilidade nenhuma a não ser grampear talões de cheques);
2) um isqueiro Zippo (eu não fumo);
3) uma máquina de choquinhos de fisioterapia (eu tenho medo de choque mas um lado meu adora aqueles choquinhos);
4) uma maquininha de babyliss (eu prefiro meu cabelo liso);
5) um cortador de lacres de vinho (utensílio totalmente dispensável, mas eu acho legal).
...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã
sábado, 1 de novembro de 2008
Não são só os cachorros

Gatos também são tudo de bom. Essa é a Gisa numa sacola da Luigi Bertolli.
Recado para quem ama gatos e quer/conheça alguém que queira adotar um: a Aline e o Gu estão procurando dono para um fofucho bebê que eles salvaram da morte há uns dias. Com delivery para a Grande Florianópolis e castração garantida. Conviver com gatos é uma experiência memorável. Eu recomendo.
Lindona da tia

Gisa apareceu de sopetão na porta do apê do Mano e da Jaque, em Curitiba, há pouco mais de um ano. Envolta numa aura de mistério e com o charme característico dos felinos. Ficou para nos alegrar. Eu e ela nos divertimos bastante durante os quatro dias em que estive por lá. Na foto [de celular] ela está fazendo gracinha entre o meu colchão e o canto da parede onde esconde seus ratinhos de pelúcia.
Esses moços, pobres moços

Alguém precisa explicar para esses moços que três amigas juntas numa casa noturna movida a rock and roll podem estar apenas querendo curtir o som, dançar, conversar, rir e beber umas Heinekens de leve. Três amigas juntas numa casa noturna movida a rock and roll não necessariamente são moças em ritual de caça. São moças que trabalham, têm seus compromissos, pagam suas contas e numa noite de sexta-feira podem estar querendo apenas comemorar a vida. Eu, Tati e Pam nos divertimos pra valer ontem. E foi muito engraçado ter que traçar estratégias para fugir das malas que se apresentavam com aquele papinho sem graça. Carismáticos como uma unha encravada. A imagem clichê é que as mulheres solteiras são desesperadas. O que eu vi ontem foi um monte, mas um monte de homens solteiros, sem graça e sem atitude matando cachorro a grito. Deuzolivre.
Tati e Pam, super companheiras: que a força esteja conosco! =D
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Meus guris
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Um estar em mim
Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e canto e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
(Carlos Drummond de Andrade)
Para seu Egídio, que há 14 anos se ausentou de nossas vidas. E mesmo assim continua sempre conosco.
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e canto e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
(Carlos Drummond de Andrade)
Para seu Egídio, que há 14 anos se ausentou de nossas vidas. E mesmo assim continua sempre conosco.
Dropes sobre o feriado*
Quatro dias passeando à toa e dando risada com meus irmãos em Curitiba. Alguns devaneios sobre esse período:
Estranho pacas - No domingo depois do almoço, Mano sentiu um mal-estar e foi ao médico. Acabou passando a noite internado porque a dor que ele estava sentindo, desconfiaram os médicos, poderia ser uma apendicite. Como esse tipo de problema demanda uma cirurgia feita às pressas, decidiu-se pela internação por precaução. Mas no fim não era nada e segunda cedo ele estava novinho em folha. Mas o esquisito foi que na segunda de manhã recebi uma ligação, no celular, de uma queridíssima ex-colega do Besc perguntando se eu estava bem de saúde. Ela não disse, mas imagino que tenha sonhado algo ruim comigo. E o André, no mesmo dia, recebeu um e-mail de uma amiga de São Paulo dizendo que tinha sonhado com ele e perguntando se estava tudo bem. Well. Felizmente estávamos todos bem. Mas por via das dúvidas, enquanto saracoteava pelo comércio do Centro eu olhava até pra cima antes de atravessar aqueles cruzamentos malucos.
Hecatombe - Curitiba é conhecida por suas calçadas irregulares, esburacadas, com pisos despadronizados - a despeito de ser uma cidade planejada e arquitetonicamente interessante. Curitiba é conhecida também por ser um lugar onde as pessoas se vestem de maneira bastante formal. Mas alguém tinha que dizer pras moças de Curitiba que os saltos finos são absolutamente incompatíveis com as calçadas irregulares. Vai andar pelo centro, moça? Please, usa uma rasteirinha ou um salto anabela médio. As moças de Curitiba parecem ter feito uma convenção onde combinaram que passa a ser elegante andar de salto com o joelho dobrado. Coisa horrorosa. Nunca vi tantas.
10 centímetros - Resolvi provar um vestido indiano vermelho que estava numa vitrine. Lindo, mas comprido demais. A moça da loja se esmerou: dá pra diminuir a alça, dá pra tirar o último babado... Não, moça, o vestido é perfeito. Eu é que devia ter uns 10 centímetros a mais de perna. Provei outro. Comprimento legal, um pouco acima do joelho. Suuuuuper rodado. Rodado a ponto de eu me sentir um bujãozinho de gás com sainha. Ficou lindo!, disse a moça. Discordei: moça, pra esse vestido ficar perfeito eu devia ter uns 10 centímetros a menos de quadril. Provei o terceiro. Colorido e lindo. Com um decote no melhor estilo dressed to kill. Ah, ficou perfeito, disse a moça. Não, moça. Faltaram uns 10 centímetros a mais de peito. Mas no fim logrei êxito e comprei dois vestidinhos de verão compatíveis com meu corpicho ombro-estreito-peito-pequeno-cintura-fina-bunda-grande-perna-grossa-e-curta. Afinal, havia vestidos imperfeitos na loja.
Coisa triste - Meus dois irmãos moram (cada um no seu apê) no centrão-centrão da cidade, a alguns passos do Teatro Guaíra (onde o Mano trabalha) e do Passeio Público. Ontem de manhã resolvi ver se esse último lugar fazia jus ao nome para um passeio. Morri de pena da quantidade de aves nativas e exóticas presas nos viveiros. Que não são pequenos, é verdade. Mas pra uma ave que pode voar qualquer viveiro é sempre pequeno. E a tela é uma linha tênue demais as separando da vida livre. Fiquei triste especialmente com as gaivotas (gaivotas!!!) presas e com um casal de gralhas azuis. Nunca mais vou reclamar das gralhas que me acordam ao nascer do sol para comer as frutas aqui de casa.
Coisa linda - Todas as regiões da cidade são cheias de canteiros de flores. Com amores-perfeitos, petúnias, lírios, prímulas, cravinhos. Isso e os parques de Curitiba são um show de civilidade. Como estava um final de semana incrivelmente quente - e sem chuva, sim, sem chuva! - no domingo à tarde os parques estavam cheios de gente andando de bike, caminhando, correndo ou simplesmente batendo papo e namorando.
*Inspirados nos "Dropes da semana" da Regininha.
Estranho pacas - No domingo depois do almoço, Mano sentiu um mal-estar e foi ao médico. Acabou passando a noite internado porque a dor que ele estava sentindo, desconfiaram os médicos, poderia ser uma apendicite. Como esse tipo de problema demanda uma cirurgia feita às pressas, decidiu-se pela internação por precaução. Mas no fim não era nada e segunda cedo ele estava novinho em folha. Mas o esquisito foi que na segunda de manhã recebi uma ligação, no celular, de uma queridíssima ex-colega do Besc perguntando se eu estava bem de saúde. Ela não disse, mas imagino que tenha sonhado algo ruim comigo. E o André, no mesmo dia, recebeu um e-mail de uma amiga de São Paulo dizendo que tinha sonhado com ele e perguntando se estava tudo bem. Well. Felizmente estávamos todos bem. Mas por via das dúvidas, enquanto saracoteava pelo comércio do Centro eu olhava até pra cima antes de atravessar aqueles cruzamentos malucos.
Hecatombe - Curitiba é conhecida por suas calçadas irregulares, esburacadas, com pisos despadronizados - a despeito de ser uma cidade planejada e arquitetonicamente interessante. Curitiba é conhecida também por ser um lugar onde as pessoas se vestem de maneira bastante formal. Mas alguém tinha que dizer pras moças de Curitiba que os saltos finos são absolutamente incompatíveis com as calçadas irregulares. Vai andar pelo centro, moça? Please, usa uma rasteirinha ou um salto anabela médio. As moças de Curitiba parecem ter feito uma convenção onde combinaram que passa a ser elegante andar de salto com o joelho dobrado. Coisa horrorosa. Nunca vi tantas.
10 centímetros - Resolvi provar um vestido indiano vermelho que estava numa vitrine. Lindo, mas comprido demais. A moça da loja se esmerou: dá pra diminuir a alça, dá pra tirar o último babado... Não, moça, o vestido é perfeito. Eu é que devia ter uns 10 centímetros a mais de perna. Provei outro. Comprimento legal, um pouco acima do joelho. Suuuuuper rodado. Rodado a ponto de eu me sentir um bujãozinho de gás com sainha. Ficou lindo!, disse a moça. Discordei: moça, pra esse vestido ficar perfeito eu devia ter uns 10 centímetros a menos de quadril. Provei o terceiro. Colorido e lindo. Com um decote no melhor estilo dressed to kill. Ah, ficou perfeito, disse a moça. Não, moça. Faltaram uns 10 centímetros a mais de peito. Mas no fim logrei êxito e comprei dois vestidinhos de verão compatíveis com meu corpicho ombro-estreito-peito-pequeno-cintura-fina-bunda-grande-perna-grossa-e-curta. Afinal, havia vestidos imperfeitos na loja.
Coisa triste - Meus dois irmãos moram (cada um no seu apê) no centrão-centrão da cidade, a alguns passos do Teatro Guaíra (onde o Mano trabalha) e do Passeio Público. Ontem de manhã resolvi ver se esse último lugar fazia jus ao nome para um passeio. Morri de pena da quantidade de aves nativas e exóticas presas nos viveiros. Que não são pequenos, é verdade. Mas pra uma ave que pode voar qualquer viveiro é sempre pequeno. E a tela é uma linha tênue demais as separando da vida livre. Fiquei triste especialmente com as gaivotas (gaivotas!!!) presas e com um casal de gralhas azuis. Nunca mais vou reclamar das gralhas que me acordam ao nascer do sol para comer as frutas aqui de casa.
Coisa linda - Todas as regiões da cidade são cheias de canteiros de flores. Com amores-perfeitos, petúnias, lírios, prímulas, cravinhos. Isso e os parques de Curitiba são um show de civilidade. Como estava um final de semana incrivelmente quente - e sem chuva, sim, sem chuva! - no domingo à tarde os parques estavam cheios de gente andando de bike, caminhando, correndo ou simplesmente batendo papo e namorando.
*Inspirados nos "Dropes da semana" da Regininha.
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De volta a Frogville...
...essa terra onde as pessoas estão criando guelras entre os dedos. Saco. =(
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Não é rave - é arte contemporânea
Pra mim essa é a obra mais legal da exposição dOsgêmeos, que visitamos ontem no Museu Oscar Niemeyer.
domingo, 26 de outubro de 2008
Meus ursinhos
As minhas lembranças mais remotas da infância têm necessariamente a presença de um, ou do outro, ou dos dois. Com isso percebo que foi a partir da relação com meus dois irmãos que passei a tomar consciência da minha própria existência. Estou desde ontem de manhã em Curitiba, essa cidade cosmopolita que os dois escolheram para viver. Se, como diz o Bono Vox, home is where the heart is, hoje eu posso dizer que tenho duas cidades para chamar de lar. Porque quando estou em Floripa, meu coração fica aqui um pouquinho também com eles. E enquanto estou aqui, tudo o que eu quero é esse clima de aconchego, cosquinha e gargalhada. Como quando éramos crianças.
Nando Reis e a alma feminina
Não sou fã do Nando Reis a ponto de comprar cds ou baixar músicas, mas acho algumas letras dele super delicadas. Outro dia no congestionamento da saída do xópin Beiramar (sexta-feira...) tocou no rádio "Dentro do mesmo time", uma gracinha. Lembrei de um dos meus primeiros posts...
Escolhe o esmalte meticulosamente
Por ver razões na cor, que irão se explicar
Pra tudo funcionar simplesmente
Como gesto espontâneo, invulgar
E depois da cor
O que virá?
Escolhe o esmalte meticulosamente
Por ver razões na cor, que irão se explicar
Pra tudo funcionar simplesmente
Como gesto espontâneo, invulgar
E depois da cor
O que virá?
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