Era um domingo daqueles de almoço em família. Quando fui fechar o portão, vi aquela coisinha pequena andando sozinha, lá longe. Fiquei olhando. São Francisco deve ter cochichado no ouvido dela: é aquela moça lá, vai logo. Ela era um filhote humilde, uma mendiguinha, com o pêlo de arame repleto de carrapichos e a pobre pele maltratada pelos carrapatos. Depois do banho de emergência dado pela tia Christina, fizemos a foto aí do lado para a propaganda da adoção. Mas ela estava doentinha. Tinha febre, não comia nem carne, não bebia água. Dr. David fechou o diagnóstico rapidamente: erliquiose. Duas semanas com medicação. No segundo dia de remédio ela voltou a comer e parou de se esconder entre as plantas para esperar a morte. Fizemos reunião de família para discutir a permanência dela: eu fui a favor, Lola idem; Frank foi contra e Fidel não entendeu nada. Ela ficou. Os candidatos a dono foram elegantemente dispensados. E hoje Sebastiana é a vira-latas mais alegre que eu conheço.
[Só um esclarecimento: a história ocorreu há dois anos. Ela é o terceiro e último membro da minha matilha, é bom que isso conste em ata. Haja Royal Canin...]
4 comentários:
É verdade, fui contra. Mas ela voltou a comer foi na minha mão, com muita paciência e carinho, ok?
Mas realmente, se não fosse vc, Sebastiana não seria essa coisa preta, redonda,peluda e folgada q é hj.
Ai que fofa que ela é, Ana!! Quase chorei com o relato..juro! E o nome é demais..heheh
Um beijo, Tati.
Frank: de fato, a gente sabe disso. Eu estava na aula, e na aula deixava o telefone no vibracall; tu ligou insistentemente muitas vezes, eu pensei: a cachorrinha morreu; saí da sala, liguei e a notícia era: a cachorrinha comeeeeeeeeeu!!! =D
Tati: tens q ver como hoje ela é gorducha e safada. Muito linda!!
beijos pros 2
Essa foto da Babá tá ótima!! Mas vamos combinar q ela já tá beeeeeeeem mais gorducha. Hahahahahah
Beijos pra vc e pra matilha.
;D
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