sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Familiares incompatíveis

Otto é o cãozinho dachshund da minha mãe. E Gisa é a gatinha do Mano e da Jaque, meu irmão mais velho e minha cunhada. Depois de passar alguns dias comigo e a mãe aqui em casa, hoje Otto voltou para seu apê, onde Mano, Jaque e Gisa continuam em férias até amanhã. Todos os cuidados para que o canino e a felina fiquem separados são tomados com rigor. Mas, há pouco, alguns segundos de descuido fizeram com que eles ficassem frente a frente. Furdunço. Otto ignorou a pata machucada e saiu correndo atrás da Gisa. Que, por sua vez, triplicou de tamanho e riscou uma caixa inteira de fósforos enquanto batia em ricochete com as quatro patas pelas paredes do apartamento. Sobrou pra mim a tarefa de segurar a Gisa (tenho talento para conter gatos ariscos) enquanto o Mano mandava o Otto sair do quarto. Juntei-a pelas axilas. Ela esperneou. Minha linha da vida da mão direita ganhou uns oito centímetros, atravessando o pulso. Espero que, em pleno 2 de janeiro, isso seja um bom sinal.

2 comentários:

Silvestre Gavinha disse...

Hehehe. Viva a Gisa, gata gata. A Sophia faria isso com outro gato. Se chegasse perto em qualquer outro lugar que não a minha casa, suportava com superioridade, mas se em casa (mais dela que minha) dava um xispa igual a esse. Ela pensava que era cachorro. Namorava o Schnauzer da vizinha, o Conan. Ela partiu em outubro e ainda hoje ele vai latir e cheirar a porta do meu apê.
Adorei a narrativa do furdunço. Desculpa lá. Mas deve ter sido engraçado depois de passado o susto.
E tua linha da vida, afinal deu uma considerável crescida. Vai que ela te passou uma das dela.
Beijão

Aline Cabral Vaz disse...

AHAHAHAHA, muito bom, Gisa! Com certeza é um ótimo sinal!