sábado, 21 de fevereiro de 2009

Chororô básico

O blog é meu, então eu posso dar uma reclamadinha. Hoje é sábado, são 8h40, tá um dia lindo lá fora e eu estou tomando a segunda xícara de café preto forte adoçado com mascavo, dentro da bolha, ar-condicionado lá em cima e persianas baixas. Tenho um frila-monstro pra entregar na quarta-feira de cinzas. Tudo bem que eu não sou grandes carnavalescas, mas saber que a maioria das pessoas está curtindo uma folga me deixa meio tristinha, com a sensação de estar perdendo algo. Ainda mais pelo fato de que, sim, eu gostaria de estar anywhere else far far away with somebody else I love so much, mas a responsa me obriga a dar conta do trabalho (que é remunerado, afinal de contas). São só 50 laudas, Ana Paula. Força na peruca. E bom feriadão de Carnaval pra quem o tem.

[E vai aqui um beijo saudoso em todos os meus ex-colegas de redação que por 11 anos compartilharam comigo aquela chatice de necessariamente trabalhar nos feriados, sábados, domingos, natais, anos-novos - e carnavais. Pros que persistem bravamente nas redações e como eu estão de plantão, reproduzo o conselho da Giorgia em seu post de carnaval: "Pra quem vai trabalhar, que não se revolte... trabalhe com amor. Tempos melhores virão." Sábia Giorgia. Vou lá buscar a terceira xícara.]

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O samba que eu não fiz

Já que não adianta muito ficar ranhetando naquela conversa de "eu não gosto de Carnaval", porque nessa época ninguém tem muito pra onde correr, vai um som lindo do álbum "Labiata", do Lenine, que pode servir para embalar num samba mais lentinho os amores efêmeros e quiçá os duradouros que hão de se consolidar por esses dias.






foi na leveza
só sentimento
e me entregou suas palavras
como quem dava um pedaço
delicadeza foi
disse ao meu coração
e ela me deu a intenção
do samba que eu não fiz

ô, sambá
é o que eu quero sentir
ô, sambá
quando eu te ver sorrir
ô, sambá
coisa melhor que eu fiz
mundo caiu no samba
na hora que eu te vi

você me batucou
skindô meu coração
quando eu te vi
sambar assim
aqui neste lugar
onde este mesmo sol
costuma aparecer
e a lua vem ouvir
o som estéreo do mar

ô, sambá
venha me dar seu amor
ô, sambá
que eu sambo aonde for
ô, sambá
é o tempo certo de ser
e eu sambaria o mundo
só pra encontrar você

[Referência importante: a composição é do Lenine com o saudoso Chico Science. Ouça no Goear pra curtir a gravação de estúdio, cheia de percussões legais. E a gravação pirataça em vídeo que peguei no Youtube foi feita num show em Recife, em novembro de 2008.]

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Eu na minha época

Não, eu não queria viver num mundo sem Internet, sem carro bicombustível, sem telefone celular, sem laptop com muita memória RAM, sem rede sem fio e sem a liberdade de resolver onde vou, o que faço, com quem convivo, se compro ou não compro, se como ou não como, se bebo ou não bebo. Eu prefiro viver na minha época, suando a camisa pra pagar as minhas contas básicas de subsistência e também as minhas cervejinhas importadas e melhor ainda as pousadas no feriadão (que hão de vir). No cinema os séculos anteriores ao 20 parecem muito glamurosos com aquelas mulheres de vestidão e cabelos arrumados, lencinhos e sombrinhas, delicadas e femininas. Mas decidi que gosto mesmo é da minha época, no meu século, que me permite montar provisoriamente meu escritório na praça de alimentação do shopping, resolver um monte de coisas e ainda por cima dar uma atualizadinha básica no meu blog que eu amo tanto mas que tem andado um pouco relegado. O frila vai acabar, o prazo tá aí, mas eu volto. Prometo.

[Dálete, minha companheira de época, um beijo. E também para todas as mulheres que como eu se desdobram em múltiplas e conseguem dar conta do recado - inclusive de ser feliz.]

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Tá difícil, minha gente

Clarice Lispector que me redima: "Não tenho tempo para mais nada, ser feliz me consome muito."
.
.
.
Fui. Mas volto.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Bonde andando

Gostei muito da discussão levantada pelo Maurício nos últimos dias, espalhada por outros blogamigos, sobre as vicissitudes do trabalho freelancer na nossa profissão. Desde que me desliguei do jornal onde trabalhei durante 11 anos, em 2006, fiquei quase dois anos emendando um trabalho free no outro, sempre conciliando isso com as atividades acadêmicas decorrentes do mestrado. Foi um período bacana para fazer contatos e vivenciar diferentes jobs (frilei tanto para revistas da Editora Abril quanto pra pequenas editoras locais, além dos múltiplos trabalhos que fiz com os amigos da Quorum).

Não posso reclamar: talvez por sorte ou por estar disponível nos momentos certos, sempre me caiu trabalho no colo durante esse período. Mas no início do ano passado, durante a produção do livro do Besc (o maior trabalho que já fiz), comecei a sentir falta de um vínculo. Vislumbrei duas alternativas: ou me recolocava no mercado formal, ou abriria uma empresa. A sensação de ficar "solta" não estava muito confortável. Foi quando fiz três concursos públicos, todos para vagas na minha área, e passei em dois. Quem me chamou primeiro foi o Cefet-SC, onde comecei em setembro. Lá estou tendo a preciosa oportunidade de misturar no coditiano de trabalho as duas coisas que eu estudei - Comunicação e Educação -, com as atividades no setor de educação a distância. Está sendo uma experiência muito legal, apesar de todos os estranhamentos que alguém que sempre trabalhou na iniciativa privada acaba tendo ao ingressar no setor público. Sem falar nas externalidades decorrentes de trabalhar numa grande instituição de ensino, com novos contatos, novos amigos e muitas outras coisas novas e boas.

Mas mesmo de volta ao mercado formal, continuo sendo uma moça trabalhadeira, e moças trabalhadeiras, quando são jornalistas, não negam fogo para frilas (até porque tenho três bocas pra sustentar e a conta mensal da agropecuária é alta). No momento, nas horas livres, eu estou tocando dois trabalhos simultaneamente, ambos de bastante volume, e é por isso que o Certezas tem andado meio paradinho nos últimos dias. É por isso também que eu não consegui botar pitaco na conversa sobre a vida de frila. E é precisamente por isso que hoje, nesse lindo sábado de sol, com o mar ali a 500 metros, eu estou aqui dentro da bolha de ar-condicionado do meu escritório fazendo de conta que é terça-feira. Dependo de um bom rendimento hoje para poder ter um sábado à noite e um domingão sem culpas. Acho que vou conseguir.

[Detalhe sórdido: meu deadline para o trabalho maior é quarta-feira de cinzas. Que bom que não sou propriamente uma carnavalesca...]

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sobre a biodegradabilidade das certezas

Camões já escrevia sobre isso em 1595:

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança.
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto.
Que não se muda já como soía.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Tchibum


Peguei ontem com o Alan as imagens subaquáticas que ele e o Marcelo fizeram no dia do nosso dive no Arvoredo. Puxa o ar, prende e tchibum, minha gente.



[Na foto lá em cima, um belo registro que o Alan fez dos singelos marimbaus, tão comunzinhos mas tão bonitinhos. E nos dois videozinhos, feitos pelo Marcelo, a tartaruga que o Zé contratou pra deixar os turistas com cara de bobos.]



domingo, 8 de fevereiro de 2009

Thank you, Alanis

Alguns dropes sobre a experiência do show de ontem:

1) Alanis Morissette é uma fofa: extremamente simpática, interage com o público sem ser forçada e sem engrisar palavras decoradas em português. Ela sorri aquele sorriso enorme, gesticula e se comunica. Tem de fato aquela voz inacreditável e trabalha com uma excelente banda. Nos sons mais pesados, dança feito uma porra louca no palco, chacoalhando a cabeleira e denunciando algumas de suas melhores fontes de inspiração. Showzaço que valeu cada centavo, cada minuto de empenho e cada pingo de chuva que caiu em cima de mim. Isso me leva ao item 2;

2) começou a chover forte em Jurerê cerca de uma hora antes de o show começar. Mas eu e meu gentil acompanhante combinamos de não arredar pé do bom local que tínhamos conseguido na pista. E a chuva caiu batida nessa hora antes do show e nas duas horas seguintes, até Alanis despedir-se sugestivamente com "Thank you" e sair do palco. Eu nunca na minha vida tinha tomado tanta chuva na cabeça. Qualquer pessoa com um pouquinho de mau humor ficaria incomodada com isso. Mas nós achamos o máximo e rimos muito da situação. E isso me leva ao item 3;

3) a música que eu mais queria ouvir era "Head over feet", que postei logo ali embaixo, por todo um contexto particular. E foi uma das primeiras do show. Adorei e cantei junto, assim como outras mais conhecidas como "You oughta know", cuja letra a Ana Corina nos forneceu em comentário no post anterior. Entre uma música e outra refleti que a segunda já foi cheia de significados para mim, mas agora é apenas uma música legal. E a primeira, que antes era apenas uma música bonitinha, agora virou uma música especial. Nada como um dia após o outro. Nada como as voltas que o mundo dá. E isso me linka ao item 4;

4) sim, eu estava muito bem acompanhada no show por um cavalheiro que se esmerava para me proteger da chuva e me erguia nos braços sempre que Alanis vinha para nosso lado do palco. Vi Alanis bem de pertinho. E isso animava ainda mais a cantar, cantar e cantar gritado, porque cantar em show sem gritar não tem graça nenhuma. Isso, acrescentado ao contexto da chuva, me conduz ao item 5;

5) estou sem voz. Vou fazer um chá com mel e já volto.

[Como não levei câmera, tomei a liberdade de copiar uma fotinha beeem pequenininha do Guto Kuerten, do Diário Online. Ela e outras podem ser vistas em tamanho maior clicando aqui.]

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Tudo culpa sua

don't be surprised if I love you for all that you are
I couldn't help it
it's all your fault

[Hoje tem Alanis Morissette aqui do ladinho de casa. Uhu!]

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Mui honrada

Recebi da Dálete, do Bonecas e Bonecas, o selo Prêmio Dardos, concedido a blogs relevantes e belos. Considerando a despretensão total deste espaço e o fato de que aqui o principal assunto é o meu umbigo, fico muitésimo honrada por pelo menos divertir alguém (como ela) com meus devaneios. A tarefa agora seria indicar outros 15 blogs para o selo, mas vou me poupar esse trabalho, já que é muito simples saber quais os blogs que eu considero relevantes: são todos esses que estão aí ao lado, na coluna "Eu Recomendo".

[Sobre a Dálete: ela é minha colega de trabalho - servidora federal há alguns pares de anos, trabalhando na área da educação tecnológica. Mas eu sei que isso é apenas um disfarce. Na verdade, ela é uma boneca. Das mais raras.]

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Wordless

Já que ando meio sem palavras mesmo, vai mais um videozinho. Esse eu conheci através do blog da Cris Guerra. Já assisti umas 800 vezes. Adoro principalmente a parte em que a menina mergulha. É lindo demais.

Será que é tão difícil amanhecer?

De maneira geral eu acho a Fernanda Abreu cool, embora também ache a voz dela meio fraquinha. Quando ela se arriscou a gravar essa obra-prima do meu ídolo Chico Buarque, lembro que fiquei até meio ofendida. Mas agora estou achando bonitinho. De fato é bom poder mudar de idéia. Bom dia pra todo mundo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Sem autorização de uso de imagem

Adorei reencontrar na mesma mesa de boteco dois amigos que amo enormemente: André Gassen e Valéria Lages. Como santo de casa não faz milagre, claro que ninguém tinha uma câmera decente na bolsa. Mas fizemos o registrinho do encontro em 1.3 megapixels e sem flash mesmo. Hoje o Boulevard da Lagoa em nada lembra aquela época em que ficávamos no trapiche até o dia amanhecer e pedindo a "última saideira". Mas foi bom perceber que nós, quase 20 anos depois, continuamos firmes e fortes.

[Não costumo postar fotos de pessoas no blog sem pedir autorização, mas como a intimidade é uma merda resolvi romper a regra. Qualquer coisa, queridos, me processem.]

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Ouvindo "Labiata"

Mais uma do Lenine que entra pra minha vida: "É o que me interessa"

Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa

Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o teu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa

A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa

[E com essa, vai um beijo pra querida Angelita, tão longe e tão perto lá em Barcelona. E outro pro André, meu eficiente fornecedor de música boa.]

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

I cry for you on the kitchen floor

Para um dia nublado e friozinho em Maurília, um som lindésimo da diva junkie Amy Winehouse. Porque a melancolia também faz parte da vida.

[Quem nunca chorou por alguém no chão da cozinha? Eu já.]


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Boa explicação


Encontrei essa tirinha do Hagar, recortada de jornal, solta no meio da minha agenda do ano passado. Foi transferida para a galeria de honra do meu quadro do escritório.

Do Esquerda Festiva

Adorei este post do Ulysses. Moooooento filosófico.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O Arvoredo


Meu trabalho fica a cerca de 25 quilômetros da minha casa. E um dos lugares mais lindos que conheço - e que tem significados afetivos muito fortes para mim - fica a apenas 11 quilômetros do meu doce cafofo. Rumo norte. Só que uma imensidão de água nos separa, e isso aumenta deverasmente a distância. Justamente por essa distância alargada é que eu vou para lá muito menos do que gostaria. Já para o trabalho, eu vou todo dia. Sem escolha.

Pois no último sábado rolou: juntei cinco amigos sangue bom e lá fomos nós, a bordo da escuna Vento Sul, para um mergulho livre na Ilha do Arvoredo - na parte onde essa prática é permitida, já que lá é uma Reserva Biológica.

Fazia uns bons três ou quatro anos que não ia visitar essa minha vizinha tão delicada. A água estava meio fria, mas mais transparente do que a média. E foi nesse dia que nadei com a tartaruga-de-pente mais take it easy que já conheci. Nem em Abrolhos, onde elas se reúnem em grandes grupos para devorar suas algas no meio do arquipélago, encontrei exemplares tão mansinhos quanto aquela de sábado - carinhosamente batizada de Gertrudes por um dos risonhos integrantes de meu grupo.

Quem mergulha sabe a emoção de ver um animal como esses nadando tranqüilamente. E quem me conhece sabe que as tartarugas são meus bichinhos prediletos. Portanto, coração bombando, ficamos eu e ela - ela elegante e confortável, eu totalmente desengonçada e desfavorecida pela minha ausência de nadadeiras como as dela - deliciosamente passeando juntas e nos observando durante alguns longos minutos.

Um amigo meu outro dia definiu a sensação de mergulhar como aquela que se sente quando se volta para casa depois de muito tempo. Pois comigo não é totalmente assim. Eu sou muito pé no chão, sou de elemento terra, e tenho a perfeita noção de que na água eu sou visita. Mas posso dizer que sou o tipo de visita com liberdade para abrir a geladeira. Vou lá, abro a geladeira, vejo o que tem de bom e lindo e volto para a terra-casa feliz da vida. Definitivamente, preciso mergulhar mais. Bom projeto para 2009. E 2010, 2011, 2012...


[A foto foi feita pelo Alan quando estávamos chegando no Arvoredo. A fissura para pular na água era tanta que ninguém teve paciência para bater foto de ninguém com os paramentos típicos dos voyeurs subaquáticos. Mas tudo bem. Com esse post vão beijos para o Alanzinho, a Tati, o Douglas, o Marcelo e a Viviane, meus alegres companheiros de aventura, além de beijos mais que especiais para o querido capitão Zé Luís e seus gentis marinheiros, que nos conduziram e orientaram com toda segurança e conforto. Embora eu não tenha levado o bolo. Que há de vir.]

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Seis coisas sobre mim

Mui honrada, recebi da Marie a tarefa de contar aqui seis coisas sobre mim e de convidar seis blogamigos para fazerem o mesmo.

Vamos primeiro às regrinhas encaminhadas pela Marie, e que valem para meus convidados:

- Colocar o link de quem te indicou para o meme-selo;
- escrever essas 5 regras antes de seu meme para deixar a brincadeira mais clara;
- contar seis fatos aleatórios sobre você (essa é a proposta da brincadeira);
- indicar seis blogueiros para continuar a brincadeira;
- avisar esses blogueiros que eles foram indicados.


Então:


O link do blog da Marie: http://silvestregavinha.blogspot.com/. Não sei como a descobri, acho que na verdade foi ela quem me descobriu e viramos amigas-miojo (três minutos e já é). Ela escreve poemas, tem um filho grande e a linda profissão de fazer nascer nenéns. É uma comentarista assídua do meu blog. [Falastrona que sou, já extrapolei um pouquinho a tarefa, né, Marie?]


Seis fatos aleatórios sobre mim:

1) Eu adoro mergulhar. Sou uma negação como esportista: me equilibrar numa bicicleta é praticamente um milagre, sempre era a última escolhida nos times de vôlei da escola (eu não fazia questão nenhuma de ser escolhida) e sou uma péssima nadadora. Mas na primeira vez em que perdi o medo e olhei lá pra baixo com uma máscara de mergulho no rosto, minha vida mudou. Isso foi em 1996. Meses depois fiz um curso de mergulho autônomo, tirei meu brevet e fui pra Fernando de Noronha. Depois disso, minhas férias passaram a ser planejadas em função de possibilidades de passeios subaquáticos. É algo que eu não faço muito, mas amoooo quando faço.

2) Eu tenho alguma doença reumática ainda não devidamente identificada pelo meu médico. Faz cerca de um ano e meio que tive uma crise séria de travar totalmente: pés, joelhos, mãos e ombros. Nada mexia. Acordava de manhã sem saber como fazer para levantar. Mal conseguia pisar no chão. O ortopedista me mandou para um reumatologista, que me orientou a fazer um plano de previdência privada porque eu tinha artrite reumatóide e que aquilo só tendia a piorar. Não me conformei. Fui a outro reumato, a um homeopata-ortomolecular-acupunturista e a uma psicóloga. Aprendi que meu organismo estava passando por um processo auto-imune - ou seja, eu produzia (produzo ainda) anticorpos contra mim mesma. Isso me fez pensar em muitas coisas, mudar outras tantas, inclusive na alimentação, eliminando coisas que me fazem mal em todos os campos e aprendendo a me priorizar. Desinflamei, perdi 12 quilos em menos de um ano (sem dieta nem atividade física, apenas vivendo, sorrindo e respirando) e vez ou outra ainda inflama aqui ou ali. Continuo fazendo exames periodicamente e meu reumato, um fofo, continua dizendo que eu melhoro progressivamente. Numa das consultas ele me disse "Ana, você precisa fazer três coisas: desestressar, emagrecer e fazer atividade física leve regularmente". Sim senhor, doutor. As duas primeiras eu fiz direitinho, a terceira ainda estou devendo. =)

3) Quando eu era mais nova eu era bem quietinha, mas ultimamente tenho percebido que estou virando uma falastrona. Converso, converso, converso. Participava pra caramba das aulas no mestrado, apresentei trabalhos acadêmicos para platéias grandes (a banca, inclusive, foi super legal), converso com a faxineira do trabalho, com o menino do caixa da cantina, com meus colegas de fila no supermercado. Estou gostando de ser uma conversadeira contumaz. Isso é só mais um indício da suspeita maior: meu deus, eu estou me transformando na minha mãe.

4) Sou um bom garfo e um excelente copo. Como de tudo, com exceção das coisinhas que os exames ortomoleculares indicaram que me fazem mal - os principais são qualquer tipo de carne de porco, alho (infelizmente), leite e adoçantes em geral. Das bebidinhas, tenho predileção por cervejas boas, puro malte (as pielsen brasileiras são ruinzinhas). Minha diversão é experimentar novos rótulos. Mas também piro com líquidos singelos como água de coco (remédio pra tudo), suco de uva integral (sou viciada, compro litros e litros por mês) e água mineral (compro bombonas). Tenho prazer em comer bem, beber bem, celebrar, e acho que é por isso que eu nunca serei uma pessoa magra. Meu peso é saudável, mas pra magra não sirvo.

5) Sou um cão territorialista. Defendo minha família, meus amigos e meu território como um dobermann. Compro briga, me ofendo, dou tamancada se mexerem com alguém de quem gosto. Sou fiel e leal. Eu perdoo (sem acento), mas quem vacila comigo ou com alguém de quem gosto perde pontos e passa a ser proibido de cruzar a linha amarela.

6) Eu acho ótimo poder mudar de idéia. Essa é uma descoberta recente e me tornou uma pessoa muito mais leve. Ah, hoje eu acho isso. Tenho certeza. Amanhã o mundo deu mais uma voltinha e o contexto muda. E eu preciso ficar teimando? Nãããão! Isso não significa ser instável, nem volúvel. Significa ser flexível. Há uma linha tênue entre ser rigoroso e ser rígido. A manha é encontrar essa linha e ficar no lado do rigor. O rigor dá disciplina, firmeza. A rigidez dá inflamação nas articulações. Li num livro do Morin (ele estava discutindo as incertezas da ciência) que as certezas são biodegradáveis: não é que elas se acabem, mas elas perecem, se transformam em outra coisa. Tudo é dinâmico. Percebi que isso é muito legal. E batizei meu blog com essa idéia. Talvez um dia eu mude o nome dele para "Convicções irreversíveis", mas por enquanto prefiro ir flanando na biodegradabilidade.


Sem mais delongas, quero saber seis coisas dos seguintes amigos (que obviamente podem ser mais sucintos que eu):

2) Maurício (vidadefrila.blogspot.com);
3) Malu (hjeodia.blogspot.com);
4) Karla (dublinenses2008.blogspot.com);
5) Fiona (fionadebourbon.blogspot.com);
6) Rafa (cenasdorio.blogspot.com).


[Mission acomplished. Thanks for your attention.]

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O backup

Bem, segui a recomendação da Miriam e fui no Dicas Blogger em busca de orientações sobre como becapear o Certezas. Baixei aqui o programinha chamado Blogger Backup. O processo é bem facinho. O problema é que os arquivos ficam salvos em extensão .xml, e quando abro o texto aparece cheio de sujeira. One more little help, my friends: como faço pra resolver isso?

Gracias mais uma vez. =D

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Just go ahead, let your hair down

Um sonzinho cool e inspirador com a inglesa fofa Corinne Bailey Rae, sua vozinha de cristal e sua banda numa performance ao vivo. Hoje vou sair de cabelo solto, melissa e vestido novo. Bom dia pra todo mundo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Os deuses estranhos

Esse post do Ulysses me fez lembrar imediatamente de um texto do Italo Calvino em "As Cidades Invisíveis". Tão triste e lindo que me dou até ao trabalho de reproduzir aqui inteirinho.


Em Maurília, o viajante é convidado a visitar a cidade ao mesmo tempo em que observa uns velhos cartões-postais ilustrados que mostram como esta havia sido: a praça idêntica mas com uma galinha no lugar da estação de ônibus, o coreto no lugar do viaduto, duas moças com sombrinhas brancas no lugar da fábrica de explosivos. Para não decepcionar os habitantes, é necessário que o viajante louve a cidade dos cartões-postais e prefira-a à atual, tomando cuidado, porém, em conter seu pesar em relação às mudanças nos limites de regras bem precisas: reconhecendo que a magnificência e a prosperidade da Maurília metrópole, se comparada com a velha Maurília provinciana, não restituem uma certa graça perdida, a qual, todavia, só agora pode ser apreciada através dos velhos cartões-postais, enquanto antes, em presença da Maurília provinciana, não se via absolutamente nada de gracioso, e ver-se ia ainda menos hoje em dia, se Maurília tivesse permanecido como antes, e que, de qualquer modo, a metrópole tem este atrativo adicional - que mediante o que se tornou pode-se recordar com saudades de aquilo que se foi.

Evitem dizer que algumas cidades diferentes sucedem-se no mesmo solo e com o mesmo nome, nascem e morrem sem se conhecer, incomunicáveis entre si. Às vezes, os nomes dos habitantes permanecem iguais, e o sotaque das vozes, e até mesmo os traços dos rostos; mas os deuses que vivem com os nomes e nos solos foram embora sem avisar e em seus lugares acomodaram-se deuses estranhos. É inútil querer saber se estes são melhores que os antigos, dado que não existe nenhuma relação entre eles, da mesma forma que os velhos cartões-postais não representam a Maurília do passado mas uma outra cidade que por acaso também se chamava Maurília.



["As Cidades Invisíveis" foi escrito por Italo Calvino em 1972, ano em que eu nasci - e isso não tem a menor importância, é claro. Nos vários pequenos textos, Marco Polo descreve para o rei Kublai Khan o que viu em suas viagens pelo mundo, em cada cidade alegórica. A parte sobre Maurília tem o título "As Cidades e a Memória 5". Pra quem quiser ir atrás, a minha edição é da Cia. das Letras, de 2007, traduzida pelo Diogo Mainardi.]


[[Charge de Richard Wilson publicada na revista inglesa "The Ecologist" em 1971. Tirei do livro "The Doomsday Funbook", coletânea de editoriais e charges dessa revista, publicado pela editora Joe Carpenter em 2006. Não custa lembrar: clique na imagem para ampliar.]]

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A little help from my friends

Acabo de me dar conta de que já escrevi mais de 200 posts nesses poucos meses de blog. Acho que está na hora de fazer um backup. Pergunto pros amigos mais experientes: isso se usa ou é coisa de virginiano? Tem alguma ferramenta mágica com essa finalidade?

Gracias de antemão. =D

Diga-me o que carregas na bolsa e eu te direi quem és

Faz muito, muito tempo que tenho minhas tendinites, antes tratadas com ortopedistas, hoje acompanhadas por um excelente reumatologista (coisas da idade). Em todas as crises que me acometeram os ombros o peso das minhas bolsas foi apontado pelos zelosos profissionais como algo que eu deveria mudar. [Vale dizer que nunca consultei ortopedistas mulheres, só homens.] Não é coisa de agora, nem ocorre em função da moda das chamadas maxibolsas: eu sempre usei bolsas grandes, abarrotadas de coisas. Coisas indispensáveis, é claro.

Pois na minha última consulta, semana passada, o reumato me disse de novo: Ana, precisas carregar menos peso na bolsa. Comportada e disciplinada que sou, resolvi fazer uma vistoria para identificar o que poderia ser excluído do meu kit indispensável de sobrevivência. Afinal sou uma moça que mora longe, e por isso quando saio de casa é de uma só vez. Não rola de passar em casa rapidinho para um up no visual quando pinta aquele convite para uma happy hour depois do trabalho. Por isso que as nécessaires são talvez o elemento de peso mais indispensável da minha bolsa.

Senão, vejamos. Bolsa da Ana Paula nesta manhã de segunda-feira, 19 de janeiro de 2009. Nem vou tentar colocar as coisas em ordem de importância:

- carteira 1: com documentos pessoais, pouco dinheiro, cartões de crédito/débito/banco/lojas, talão de cheques (eu ainda uso isso) e milhares de papeizinhos de cartão de crédito/débito

- carteira 2: pequenininha, com os documentos do carro e o cartão do seguro

- nécessaire 1: escova de dentes, creme dental, fio dental, filtro solar para o rosto (embalagem mini), pó compacto (é importante principalmente por causa do espelhinho), batom cor de boca, rímel incolor, cartela de neosaldina (com 4, uma já consumida), gloss, corretivo, umidificante de lentes, lixa de unha pequena e três band-aids

- nécessaire 2: lenços umedecidos, desodorante em creme e bloqueador solar. Em certos períodos de cada mês essa nécessaire ganha itens para uma condição fisiológica específica, embalados um a um

- sombrinha: pequena, de alumínio, bem levinha. Indispensável pra quem mora em Frogville

- livro "Dom Casmurro", edição pocket, para ocasiões de espera

- agenda. A deste ano é bem pequena

- caixa de remédio: tenho que tomar na hora do almoço, e já que geralmente como fora de casa eu acabo carregando a caixa inteira junto

- celular

- estojo com canetas, lápis & afins

- escova de cabelo pequena

- dois elásticos de cabelo e uma presilha

Por enquanto, acho que apenas o estojo de canetas&lápis é o item que pode ser esvaziado. Do resto não consegui me desapegar. E lá vou eu de bolsão trabalhar de novo.


[A bolsa da foto não é minha: é um modelo que eu cheguei a encomendar pela Internet, com compartimento para notebook. No dia seguinte a Tati me aparece com uma idêntica. Nem foi por isso, mas eu acabei não pagando o boleto bancário e com isso a compra não se concretizou. Acho que foi bom, porque acrescentar o note aos meus itens indispensáveis poderia me conduzir à invalidez permanente.]

Curti

Ganhei um parzinho dessa cerveja austríaca no Natal, presente do André (não poderia ter sido de outra pessoa). Diz o rótulo que ela é feita com malte de uísque escocês. No gúgol descobri que a região de onde vem esse malte é próxima ao Lago Ness, e é daí que vem o nome do produto. Ontem, vendo filminho, bebi as duas (sorry, André). É avermelhada e bem amarguinha. Pra quem gosta de cerveja com gosto de cerveja é uma boa pedida.
.

[Bom tema para o primeiro post da semana, hã?]

sábado, 17 de janeiro de 2009

In the colors

Sempre fico feliz quando ouço essa música do Ben Harper. Combina com dias de chuva como hoje. Mas também com dias de sol.

when you again start hoping
with your arms wide open
come on, dance with me
dance with me
into the colors of the dusk

[Eu acho que o Ben Harper é um Chico Buarque. E sim, eu dançaria com ele.]


Mais uma manhã de sábado em Frogville

Acordei, tomei as três xícaras de café de praxe enquanto zapeava pela internet. Bati um papo com a Tati no msn. Fiz cafuné nos filhotes, que pelo terceiro sábado consecutivo escaparam do banho (estão uns sachês). Resolvi pensar no almoço - seremos quatro pessoas. Temperei o salmão com sal, limão, pimenta-do-reino e sálvia. Cobri com filme plástico e devolvi pra geladeira para marinar. Tirei o camarão do freezer. Tem comida suficiente. Bebida suficiente. Mas confesso que como hoje ninguém tem hora pra nada, vou voltar pra cama e dormir mais meia horinha porque excepcionalmente a chuva tá uma delíiiiiicia...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Regra de três simples

Se a poesia está para a prosa assim como o amor está para a amizade, temos:

poesia ------- prosa
amor ------- amizade

e, aplicando-se a regra de três, temos:

amor x prosa = poesia x amizade

amor = (poesia x amizade) : prosa

O que isso quer dizer, eu não sei. Nunca fui grandes coisas em matemática.

Mió

Pelo post anterior deve ter dado pra perceber que minha mãozinha melhorou sim, obrigada. Meu médico querido acertou em cheio no remedinho novo. E eu, moça responsável e comportada, estou seguindo todas as orientações dele bem direitinho. Na verdade minhas tendinites são algo um pouco além de meras tendinites. Durante o final de semana quem sabe eu me animo e conto.

[Oh my god, vou ter que voltar para a musculação. Que medo.]

Eu sou um ser de outro planeta

Nada contra a promoção de eventos de música durante a temporada. Mas, sorry pessoas que entram no esquema, eu acho o tal do Planeta Atlântida um saco. Primeiro por motivos totalmente egoístas: se no verão em geral já é extremamente complicado me deslocar e fazer uma série de coisas normais em função de tudo estar cheio e o trânsito ficar insuportável [eu moro no Norte da Ilha, lembram?], nos dias do evento tudo fica muito mais estressante. Sem falar que, embora minha casa fique a cerca de três quilômetros do terrenão baldio que eles chamam de "parque", eu escuto tudo. Ou seja, mesmo que eu queira ignorar o evento, que eu possa escolher não ir ao evento (essa é sempre a minha escolha) ou que não assista aos canais de televisão que vivem dizendo que o evento é do caraaaaaaaaaaalho, não tem como passar batido. Ana Paula 2009 resolveu que não se estressa por pouca coisa, mas saber que vou precisar encarar pelo menos duas horas de trânsito para chegar ao meu doce lar, em plena sexta-feira, já me dá uma consumição no estômago.

Ranhetices pessoais à parte, repito: bacana que tenha uma alternativa de lazer para o grande público durante a temporada. Mas convenhamos: todo ano é a lesmíssima lerda. Todo ano as mesmas carinhas arroz-de-festa estão naquele mesmo batlocal. E a emissora promotora, poderosa, única voz com ressonância em nosso pobre estado, repete à exaustão que este ano o evento está do caralho. Fala sério: este ano o evento está a mesma coisa que no ano passado. Com uma honrosa exceção: este ano não tem Ivete, o Paulo Coelho da música brasileira. O que poderia significar que sem Ivete o evento está melhor (pra mim a lógica é essa: quanto mais longe Ivete, melhor o mundo). Mas não. A grande atração dessa vez não é a rainha-embuste da música baiana de massa, e sim uma dupla representante do expoente gênero "sertanejo universitário". Oh my god. Leve-me, senhor.

Confesso: no ano passado ganhei convite para o camarote e aceitei. Resolvi ver de perto o que é que o tal Planeta tem e deixar de ser uma vizinha reclamona. Fui. Pra começar, concluí que de fato Florianópolis é uma cidade super vip. Tinha mais gente no camarote vip do que na pista. Até euzinha, vejam só, estava no camarote vip. Que parecia um ônibus lotado e não um camarote vip. Cheguei durante o show do Charlie Brown (irc) e procurei acompanhar o show do Benjor, que há uns 30 anos usa aquela mesma calça branca. Todo respeito ao Benjor, mas tipo, pra mim ele tá meio datado. Conseguir uma Nova Schin (única opção) mezzo gelada era um trabalho hercúleo. Circulei pelo evento durante umas duas horinhas e antes que Ivete subisse ao palco resolvi voltar ao meu doce lar. There's no better place than home. Mesmo quando home é vizinho do Planeta Atlântida. Graças a deus são só dois dias. Então que chegue logo o Carnaval.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

E o pulso ainda pulsa

Dói pacas, mas ainda pulsa. Tendinite nova, assunto recorrente. Médico. Remédio, gelo e repouso. Saco cheio disso. Mas fazer o quê. I'll be back.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Prevenindo o efeito "drink & dial"

Evoluindo um pouco nas reflexões importantes sobre o efeito drink & dial, resolvi escolher os telefones de emergência que eu manteria liberados no meu celular-bafômetro:

1) 193, bombeiros;
2) 190, polícia;
3) o telefone da minha mãe (tem coisa que só mãe resolve);
4) o telefone da Tati (tem coisa que só amiga resolve);
5) concordando com o Ogg, o telefone do mercadinho (tem coisa que só mais um engradado resolve).

domingo, 11 de janeiro de 2009

Mais reflexões de boteco

Além do botão "fodeu", para casos de e-mails estilo confessions, ontem entre amigas chegamos à conclusão de que deveriam inventar o celular com bafômetro. Dependendo da condição da criatura, ele simplesmente não completa ligações e muuuuuito menos envia mensagens. Não seria ótimo?

À noite todo gato é pardo

A conversa na mesa de boteco descambou para alguma coisa relacionada à mídia. Brinquei:

- Ah, não vamos ficar falando de trabalho a uma hora dessas (já era madrugada alta).

O ficante de uma das meninas da mesa perguntou:

- Por quê? Você faz Jornalismo?

- Aham. Estou na quinta fase. [cara de paaaaau]

- Na Federal? Conhece Tal Fulano?

Tudo bem, o menino pode até ter achado que eu sou uma daquelas balzacas que fazem faculdade mais tarde. E ele também já tinha bebido bastante. Mas pensando bem, até que foi uma massagenzinha no ego.

sábado, 10 de janeiro de 2009

E que o Chico Buarque de Hollanda e o Caetano Veloso nos resgatem

Essa conversa me fez lembrar aquela música do Caetano que eu adoooooro - "A língua":

Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar a criar confusões de prosódias
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores e furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E QUEM HÁ DE NEGAR QUE ESTA LHE É SUPERIOR??????
E deixa os portugais morrerem à míngua
Minha pátria é minha língua
Fala, Mangueira!! Fala!!

Flor do lácio sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer o que pode esta língua?

Vamos atentar para a sinxaxe dos paulistas
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas, cadê?
Sejamos imperialistas!
Vamos na velô da dicção choo-choo de Carmem Miranda
E que o Chico Buarque do Hollanda nos resgate
E xeque-mate
Explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homem
Lobo do lobo do lobo do homem
Adoro nomes
Nomes em ã
De coisas como rã e ímã, ímã, ímã, ímã
Ímã, ímã, ímã, ímã
Nomes de nomes
Como Scarlett Moon, De Chevalier
Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé e Maria da Fé e Arrigo Barnabé

Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer o que pode essa língua?

Incrível
É melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Se você tem uma idéia incrível
É melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Blitz quer dizer corisco
Hollywood quer dizer azevedo
E o recôncavo e o recôncavo e o recôncavo meu medo
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria, tenho mátria e quero frátria
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria, tenho mátria e quero frátria

Poesia concreta, prosa caótica
Ótica futura
Samba-rap, chic-left com banana
Será que ele está no pão de açúcar?
Tá crowd, brô
Você e tu
Lhe amo
Qué que eu te faço, nega?
Bate ligeiro!

Nós canto-falamos como quem inveja negros que sofrem horrores nos guetos do Harlem
Livros, discos, vídeos à mancheia
E deixa que digam, que pensem, que falem

Deixa os portugais morrerem à míngua

Não sei se é porque ando muito bem-humorada, ou porque é o ano do sol, ou porque estamos na era de aquário ou porque já faz um tempinho que passei dos 30. Não sei se ando take it easy demais ou se estou deixando de ser uma virginiana crítica e exigente. Mas não consigo me aborrecer com a reforma ortográfica. Juro que li Pollyanna e não gostei. Mas acho que o fato de todo mundo agora ter dúvidas pode ser uma coisa boa para a nossa língua. Pensa bem, gente: quem aqui tinha 100% de certeza sobre tudo antes da reforma? Será que boa parte da inteligência, ou do caminho para o aprendizado, não reside justamente na dúvida? Eu acho que sim. Acho que só é inteligente e só aprende quem sabe fazer perguntas. Vai fazer 14 anos que me formei em Jornalismo e há um pouco mais do que isso trabalho escrevendo meus próprios textos, lendo, lendo e lendo horrores. E também editando textos escritos por outros - o que é uma grande responsabilidade. E querem saber? Embora eu ache que conheço a língua portuguesa um pouco melhor que a média, eu sempre tive muitas dúvidas. Sempre trabalhei com manuais e gramáticas ao alcance da mão. E sempre que alguém me chama no msn pra perguntar se "assessor" é com dois esses duas vezes ou com cê na primeira vez, e faz isso com certa vergonha, eu repito: o problema é não ter dúvida. Ter certeza de tudo é meio chato. E a nossa língua também é uma metamorfose ambulante. Né, Regininha?

[Claro, quem quiser ficar indignado e reclamar, fique indignado e reclame. Mas eu não pretendo gastar energia com isso.]

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Dias melhores virão


A previsão é de mais um final de semana de chuva em Frogville. Com isso, Dauro [o não-organizador da parada] acaba de anunciar que nosso passeio para a Lagoinha será mais uma vez adiado. Vai então mais uma fotinha daquele lugar nojento - pra gente não esquecer como é um dia de sol.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Lola, Fidel, Sebastiana, Otto, Gisa, Basquiat, tantos outros... & Eu

Minha atitude inicial em relação ao filme "Marley & Eu" foi parecida com a daquelas pessoas amarguradas e racionais demais que dizem "ah, eu não quero ter cachorro porque a gente se apega ao bichinho e é muito triste quando ele morre". Relutei um pouco para encarar - como o filme é baseado no livro, todo mundo sabe que no final da história o cão-protagonista, o labrador Marley, morre de velho. Eu que sou mãe de três e irmã de um que já está velhinho achava que seria triste demais.

Pois ontem resolvi encarar. E percebi que a experiência de assistir a esse filme é muitíssimo semelhante à experiência existencial de quem escolhe ter cachorros como membros da família e amá-los como tal. Porque se de fato no final do filme a gente fica triste e chora quando Marley adoece e se vai (o cinema estava cheio e realmente a sala inteira fica fungando), durante 95% da projeção a gente dá gargalhadas com as traquinagens do fanfarrão e se enche de ternura com a doçura que transborda naquela relação humanos-canino. Minha relação com meu irmão-cão e meus filhotes é assim também, numa experiência dilatada. E felizmente ainda está na fase da alegria e da ternura.

Chorei, é verdade, mas não propriamente pelo Marley, e sim pensando no quanto vai ser difícil ter que resolver colocar os meus queridos para dormir, quando chegar a hora deles. Mas confio que isso vá acontecer só quando for a hora mesmo, e que será de maneira ética e confortável. Confio também - isso é o mais certo de tudo - que nossa família estará unida e se apoiando quando esse momento difícil chegar, assim como já aconteceu quando, anos atrás, tivemos que autorizar a eutanásia do nosso velho gato Giba - o monstro felino que aterrorizava as visitas e, assim como os atuais cachorros e a atual gata, nos trouxe verdadeiras caçambas de diversão enquanto nos deu o privilégio de sua companhia.

Quando voltava para casa, dirigindo sozinha pela SC-401, perto da meia-noite, a lua crescente brilhava e refletia nas nuvens fofas de algodão. Percebi que uma delas não era uma nuvem, e sim meu querido Basquiat, o mequetrefe dos mequetrefes, no céu dos cachorros, sorrindo para mim.


[Escolhi para este post uma linda foto do Otto, feita pelo André, em homenagem ao cãozinho mais idoso da minha família - ele já está com quase 10 anos e barbinhas brancas. E cada vez mais convicto de que, sim, ele é uma pessoa.]

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Good vibes

Barulho esquisito dentro de casa antes ainda de o despertador tocar. Fui averiguar achando que se trataria de alguma nova traquinagem canina. Um pardal pequenininho tinha entrado em casa e estava se esborrachando na janela do quarto do meio. Consegui encurralá-lo num cantinho da vidraça (meio difícil porque tem grade), segurei com cuidado em uma mão (ficou quietinho, o coraçãozinho tum-tum-tum), abri a porta da sala e soltei. Ele foi direto para a minha pitangueira predileta. Dizem que esse tipo de coisa é sinal de boa sorte. Tou achando que é mesmo.

[E já que acordei meia hora mais cedo, bom dia pra todo mundo. Partirei para mais um lindo dia de tarefas e de sol. Hoje, sem direito a prainha.]

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Uma quase não-venda

O infortúnio da Aline com seus óculos escuros - especificamente a situação em que o produto que ela quer está na loja, mas na caixa, e por isso inacessível - me fez lembrar um quase-infortúnio que passei na compra de uma Melissa. Eu provei alguns modelos e me apaixonei pela Doc Dog, que estava na vitrine. A 36 ficou apertada, a 37 ficou perfeita, quanto é, quero levar a verde. "Ah, mas eu não posso te vender essa porque ela ainda não está no sistema. Nem devia ter ido para a vitrine". Meu mundo caiu. Por sorte não sou do tipo barraqueira, olhei pra vendedora rindo e disse que estava me sentindo num filme do Woody Allen: um produto na vitrine, provado e aprovado, e ela não ia fazer a venda? Rapidinho se deu um jeito: ela registrou a venda com outro modelo do mesmo preço e depois, quando o modelo que eu levei estivesse no sistema, ela simularia uma troca. Que bom que a menina foi hábil - até porque no fim das contas eu levei duas Melissas. Acho que o vendedor da Aline podia tomar umas aulinhas com ela...

Matracas

Tati passou uma semana viajando.
Aproveitamos a manhã livre e combinamos uma praia.
Meu livro não saiu de dentro da bolsa.
E eu me atrasei pro trabalho.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Mais livros


Aproveitei a dica quentíssima da Adri e comprei hoje os Contos Completos da Virginia Woolf. O preço normal da edição (Cosac Naify), com capa dura e projeto caprichadíssimo, é de quase R$ 70, mas na Siciliano está por R$ 26. Eu namorei um monte esse livro na época do Natal, mas como estava meio caro deixei pra depois. Bola dentríssimo. Fiquei tão feliz que resolvi comemorar almoçando um combinado de salmão.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Nós e os livros

Prosseguindo com a brincadeira iniciada pelo Rogerinho e encaminhada pelo Maurício...

1. Livro que marcou sua infância: os infantis do Monteiro Lobato, como "Reinações de Narizinho", "A Chave do Tamanho" e todos os outros (que inclusive preciso resgatar na casa da minha mãe)
2. Livro que marcou sua adolescência: "1968 - O ano que não terminou", do Zuenir Ventura, que li no segundo ano do segundo grau.
3. Autor que mais admira: Virginia Woolf
4. Autor contemporâneo: José Saramago
5. Leu e não gostou: sofri uma decepção especial com "On The Road", do Jack Kerouac. Persisti até o fim e não entendi por que é tão incensado. Achei a história simplória e o texto, pobre. Mas ainda pretendo dar uma segunda chance a ele.
6. Lê e relê: "Rota 66" e "Abusado", do Caco Barcellos, e "A Sangue Frio", do Truman Capote.
7. Mania: sublinhar a lápis os trechos de que gosto mais.

Passo a bola pra frente: André, Marie e Aline.

Agora vai

Passados os festejos intensos, começo o ano planejando uma dieta de desintoxicação à base de arroz integral e suco de laranja. E o retorno à academia. E o firme propósito de só admitir chopinhos e happy hours nos dias de sexta a domingo.

[Dilema: se pintar um convite irrecusável, como recusar? Oh my god.]

Traquinagens caninas

Quando cheguei em casa ontem, depois da festa de aniver da mami, parecia que tinha nevado no meu quintal. Meus queridos filhotes resolveram antecipar o Dia de Reis e desmontar por conta deles a decoração de Natal. O alvo foi o fofo Papai Noel de pelúcia que era o enfeite da porta. Está morto e enterrado. Deus o tenha.

[Mas admito que é melhor isso do que gambá. Quando eu chego em casa e tem gambá morto, afe, é um horror.]

Lagoinha, a missão


Maurício deu uma insistida para que eu integre a expedição combinada para dia 10. Não sei se terei joelhos para tanto. De qualquer forma, aproveitando a insônia, vai mais uma fotinha feita no dia 27, pra animar a galera. Tomara que o tempo abra.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

...e o selo Mãe de Cachorro vai para...


...o Dauro, a Regininha, a Aline, a Giorgia, o Frank, a Marie e o Caio.
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Este é o selo Mãe de Cachorro!
Você o recebeu como homenagem por seu amor aos animais e ao usá-lo em seu site/blog, passará a fazer parte da família Mãe de Cachorro, uma confraria de pessoas do bem e que fazem a diferença para um mundo melhor para humanos e animais.

Nem todos são propriamente mães ou pais de cachorro, mas são amigos queridos que eu sei que amam os bichos!
.
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[Querem saber mais? Cliquem aqui.]


Quem disse que acabou?

Fim de ano sempre é uma comilança, uma bebelança e uma festança para a maioria das pessoas que conheço. Só que para a maioria das pessoas que conheço esse circuito termina depois do Réveillon. Aqui em casa não. Porque no dia 3 de janeiro é aniver da mami. E o aniver da mami sempre é comemorado com festa. Amanhã, portanto, lá vamos nós de novo. Haja fígado. E abraço. E gargalhada.

[A gente finge que reclama, mas é uma delícia. A foto foi feita em 2007, quando dona Conceição soprou 60 velinhas e a festa foi uma megaprodução que teve até camiseta.]

Familiares incompatíveis

Otto é o cãozinho dachshund da minha mãe. E Gisa é a gatinha do Mano e da Jaque, meu irmão mais velho e minha cunhada. Depois de passar alguns dias comigo e a mãe aqui em casa, hoje Otto voltou para seu apê, onde Mano, Jaque e Gisa continuam em férias até amanhã. Todos os cuidados para que o canino e a felina fiquem separados são tomados com rigor. Mas, há pouco, alguns segundos de descuido fizeram com que eles ficassem frente a frente. Furdunço. Otto ignorou a pata machucada e saiu correndo atrás da Gisa. Que, por sua vez, triplicou de tamanho e riscou uma caixa inteira de fósforos enquanto batia em ricochete com as quatro patas pelas paredes do apartamento. Sobrou pra mim a tarefa de segurar a Gisa (tenho talento para conter gatos ariscos) enquanto o Mano mandava o Otto sair do quarto. Juntei-a pelas axilas. Ela esperneou. Minha linha da vida da mão direita ganhou uns oito centímetros, atravessando o pulso. Espero que, em pleno 2 de janeiro, isso seja um bom sinal.

Back to Frogville

Primoroso.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

E foi-se 2008

Tou com uma preguiça danada de fazer balanço do ano que passou. Resumidamente: passei por uns perrengues brabos que me derrubaram, mas levantei sozinha ("esse remédio universal que é o trabalho", como diz o Saramago), reencontrei minha alegria e minha leveza e posso dizer que a maior parte do ano foi movida a coisas boas (apesar das ruins que sempre se permeiam com as boas). Muito boas. Gente nova, trabalho novo. As pessoas fundamentais que ficaram. O valor de tudo o que eu tenho. E a retomada dos projetos (eu não vivo sem projetos). O blog e as amizades bacanas que dele decorrem. A terapia (não, eu não quero alta). Depois de alguns anos me sentindo num marasmo, parece que em 2008 as coisas aconteceram de forma super acelerada. Cheguei a me assustar com isso algumas vezes. Mas adorei. Espero que 2009 tenha tanto movimento quanto 2008. E tantas surpresas. Boas, é claro.

Mania feia

Rangaceira boa, bebida idem, música idem. Vestido novo, galera bacana. Mas ontem aconteceu de novo: sono incontrolável e saída à francesa direto para o berço. Me disseram que a festa rolou até quase quatro da manhã e que as sobremesas estavam maravilhosas. Que bom que sobrou um pouquinho.

Dois pontinhos

Reza a lenda familiar que foi meu avô Zeca o primeiro da família a se casar com uma moça de origem não-alemã. Então ele era um Lückmann (com dos enes mesmo) que se uniu a uma Ferreira de Souza. E entre os primos do meu avô tem alguns Nienkötter, Lehmkul (nessa grafia tenho dúvida) e Loch. Já pelo lado da minha mãe, meu avô Martins, que morava na Lagoa, casou-se com minha avó Abreu, que morava no Rio Tavares. E pelo que minha mãe conta, há um ramo de parentes com sobrenome Veras. É uma misturança danada de nomes que revela uma misturança danada de sangues. Por isso é que eu digo que sou uma perfeita vira-latas, embora em função das normas patriarcais do registro civil eu carregue o sobrenome de origem alemã - que na verdade eu acho que é a minha menor parte. Herdei inclusive o erro de registro do meu pai - lá em 1944 o escrivão bobeou e seu Egídio, o primogênito do meu avô, virou um Lückman com um ene só. Ao longo do tempo teve outras diferenças de registro, como por exemplo o pessoal do tio Norberto, irmão do meu avô, que é Lüchmann. Lembro até que há na família quem defenda que o nome original é assim mesmo, com cê-agá, e que o cê-ká é que é equivocado. Anyway, meu nome ficou como ficou e mesmo não sendo propriamente complicado, na maioria das vezes preciso soletrá-lo - laranja, uva, caqui, kiwi, maçã, abacaxi, nêspera. Ok, nêspera é meio pesado, pode ser nectarina também. E com dois pontinhos em cima do u, por favor. Apesar da reforma ortográfica.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Som do Gil, voz da Gal

Não encontrei o áudio... se alguém tiver, me manda?

Quando a gente tá contente
Tanto faz o quente, tanto faz o frio, tanto faz
Que eu me esqueça do meu compromisso
Com isso ou aquilo que aconteceu dez minutos atrás
Dez minutos atrás de uma idéia já deu
Pra uma teia de aranha crescer e prender
Sua vida na cadeia do pensamento
Que de um momento pro outro começa a doer

Lááááááá
Lálálálá-lá-lá-lá
Lááááááá
Lálálálá-lá-lá-lá
Lááááááá
Lálálálá-lá-lá-lá
Lááááááá
Lálálálá-lá-lá-lá

Quando a gente tá contente
Gente é gente, gato é gato
Barata pode ser um barato total
Tudo que você disser deve fazer bem
Nada que você comer deve fazer mal
Quando a gente tá contente
Nem pensar que está contente
Nem pensar que está contente a gente quer
Nem pensar a gente quer, a gente quer
A gente quer, a gente quer é viver

[Feliz 2009 pra todo mundo!]

domingo, 28 de dezembro de 2008

Noronha? Não, Floripa mesmo

Faz bem mais de dez anos que estive pela primeira vez na Lagoinha do Leste. Mas dar de cara com esse visual depois de duas horas de caminhada difícil sempre dá um nozinho na garganta. É ou não é um sonho?

[Conheço cinco das dez praias classificadas como as melhores do Brasil pelo Guia de Praias 2009. Acho que sou uma privilegiada. E coloquei como meta conhecer pelo menos mais uma da lista até o final de 2009.]

sábado, 27 de dezembro de 2008

Destruída, mas feliz

Feriadão de Natal passado em família tem tido programação intensa, pecadinhos gastronômicos, biritas de crasse, horários desregulados, praião e muita gargalhada. Só tenho ligado o computador para botar as caixas de som a balançar. E hoje especificamente passei 12 horas na rua, numa caminhada pancadona até a Lagoinha do Leste - ida pelo Matadeiro, volta pelo Pântano do Sul, com direito a almojanta no Arante. Arrebentei meu joelho - escrevo este post com um saquinho de gelo em cima do pobrezinho tão maltratado. Mas sobrevivi. E dá licença que vou ligar o som.

[aguardem as fotos]

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Pensando bem

O problema não é errar. O erro em si. O problema é errar e persistir no erro. Quem tem grandeza e caráter também erra, mas tem humildade para admitir o erro e repará-lo. Pois eu soube que a pessoa que me aborreceu na sexta-feira também ficou muito triste depois do episódio infeliz. Hoje nos encontramos rapidamente na saída do trabalho e trocamos votos de feliz Natal. Acho que vamos poder voltar a sorrir um pro outro. A vida, afinal, é bela.

Que alívio

Peço licença à Andréa, super autoridade no assunto, para recomendar um produtinho que conquistou seu espaço na minha nécessaire de verão. Como não tinha em casa nenhum creme específico para usar depois da exposição ao sol, recorri a esse creminho de lavanda e camomila, da linha Softlotion da Johnson&Johnson, para manter hidratadas as minhas áreas-rosbife depois do torrão de sábado. Pois olha que melhorei bastante e não vou descascar. Mil vantagens: é cheiroso, baratinho, fácil de achar em qualquer supermercado e tem uma textura ótima. Adorei.

Amy às avessas

Tentaram mandar Amy Winehouse para a reabilitação e todo mundo sabe o que ela respondeu - e um dos resultados disso foi o incensadíssimo e premiado hit "Rehab", no não menos incensado e premiado álbum "Back to Black".

Pois comigo foi o contrário: minha psicoterapeuta quis me dar alta. I said no, no, no. E marquei a próxima sessão para a primeira semana de janeiro.

[Aliás, acho que dizer no, no, no foi um dos grandes aprendizados de 2008.]

domingo, 21 de dezembro de 2008

Lindos

Ou eu saía pra pegar o celular e tentava voltar a tempo de registrar a linda cena numa daquelas fotinhos ruinzinhas de 1.2 megapixel, ou ficava olhando e registrava a imagem só nas minhas retinas. Optei pela alternativa 2. Lola, Sebastiana e Fidel ficaram uns 3 minutos bebendo água juntos no pote amarelo. Quem tem cachorro em casa sabe que isso é raro. E lindo.

"O verão é a verdade do sol"

Achei o tal texto sobre o qual falo no post abaixo: é do Rubem Braga. Viva o gúgol, o oráculo dos nossos tempos.


Chegou o verão, e há o que sempre houve: casais que estremecem, confusões conjugais e extra, ansiedade esparsa, caju e abacaxi, viagens bruscas, suaves delírios, telefonemas esquisitos, noitadas vãs. Tudo isso é o verão, e o verão é a verdade do sol. Queimam-se as mulheres. Umas se fazem cor de cobre, outras se doiram, em outras repontam discretamente sardas ao longo do corpo, como estrelas ao crepúsculo. Reparem bem esta comparação: é obviamente ruim mas é tipicamente de verão, e o verão em si não é mau, nem bom. É a nossa profunda, verdadeira verdade.

Viva o verão

Fatos marcantes aconteceram na minha vida ao longo deste ano nas épocas de mudança de estação. Pois o verão acaba de chegar, e é muito bem-vindo. Lembro de um texto que li há muito tempo que dizia que o verão não é mau, nem bom, e sim a nossa mais verdadeira verdade. E hoje cedo enquanto passava hidratante nas minhas áreas-rosbife e lamentava não poder ir à praia, pensei em duas listas especiais sobre o verão.

Coisas que eu adoro nessa estação:

1) Ir à praia, é óbvio;
2) sandalinhas baixinhas e vestidinhos soltos;
3) os corpos mais visíveis;
3) dias longos e noites quentes;
5) a sensação de estar em férias mesmo não estando.

E as coisas que eu não gosto:

1) Congestionamentos no trânsito, na fila do pão, na escada rolante do xópin, no banheiro do bar, nos restaurantes (gente demais por tudo, em suma);
2) garçons se jogando na frente dos carros com o cardápio dos restaurantes, na avenida das Rendeiras (e a moda já pegou aqui no Norte da Ilha);
3) gente tosca que deixa lixo na praia (muita cara de pau);
4) turista que acha que só porque é turista pode tudo, como sair gritando pelado de madrugada, ouvir axé ou música gauchesca no último volume com o porta-malas do carro aberto ou fazer churrasco de fogo de chão no terreno em frente à minha casa (essa última cena surreal aconteceu no verão passado);
5) não estar em férias, mesmo tendo a sensação de que estou (snif).

sábado, 20 de dezembro de 2008

Sabedoria baiana

Meu querido tio Beto sempre me diz que banho de mar e água de coco curam qualquer coisa. E se ontem fiquei de mau humor por causa de uma palhaçada que fizeram comigo, devo dizer depois desse praião, desse marzão, de umas gargalhadas e de dois copos de água de coco: tou nova. A vida é bela.

[Apesar de eu estar parecendo um rosbife.]

Um post sem foto

Recomendação do tatuador: não pegar sol na tatuagem por um período de 20 a 30 dias após o procedimento. Hoje ela fez quatro semanas no meu ombro, e lá fui eu estreá-la à beira do mar de Jurerê. Nela, bloqueador 50. No corpo branquelo, sem nem vestígio da marca de biquíni do ano passado, filtro 15. Resultado, depois de quatro horas estatelada e fofocando na areia: pareço um rosbife. Mais uma vez recebi o atestado de colonice: pés rosa. Respeitável público, este post vai sem foto, ok? hahahah

Lições:

1) devia ter passado bloqueador 50 no corpo todo;
2) devia ter ido para a praia mais cedo e não ao meio-dia; ou
3) devia ter ido para a praia depois das 16h, e não ao meio-dia;
4) devia ter reaplicado o filtro solar mais vezes;
5) devia ter ficado embaixo do guarda-sol.

E viva o hidratante... ai ai ai. Mas fora as seqüelas leves, foi um excelente primeiro dia de praia da temporada. Que venham os outros. =D

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Palavrinha do dia: grandeza

Tem aquele ditado que diz algo tipo "quanto mais eu conheço as pessoas, mais eu gosto dos gatos". Permitam-me sutis adaptações: posso até não chegar a conhecer realmente uma pessoa até cair na real, mas quando caio na real isso me faz consolidar minha admiração por aquelas que realmente conheço. E, é claro, minha admiração e amor incondicional pelos meus cachorros. Minhas pessoas e meus cachorros jamais me darão sapatadas.
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puxa pelo nariz
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solta pela boca
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Pronto, passou. Bora dormir cedo pra ir pra praia amanhã.

[Tati, beijo!]

Aquelas coisas inexplicáveis que fazem todo sentido

Caco Barcellos esteve em Florianópolis lançando o livro-reportagem "Abusado" uns dias antes do meu aniversário, em setembro de 2003. Frank aproveitou bem o ensejo e me presenteou com um exemplar autografado do livro, no qual o mestre Caco escreveu algo como "Para Ana Paula, muito obrigado por apreciar o meu trabalho. Um abraço, Caco Barcellos". Mas nem precisava ser autografado para eu pirar tanto no livro, onde ele conta a história do traficante carioca Marcinho VP e com isso me ensinou muita coisa sobre uma realidade cheia de complexidades do país onde vivo. Devorei o calhamaço de quase 600 páginas em algumas viagens de ônibus entre casa e trabalho. E aquele mesmo exemplar foi lido por mais umas dez pessoas - da família, amigos e colegas do trabalho.

Eu tenho o hábito de passar pra frente livros que já me serviram e que podem ser úteis para outras pessoas. Mas alguns eu guardo embrulhados em papel dourado, e o do Caco era um desses. Só que um dia fui à minha estante procurá-lo, e... cadê? Sumiu. Imaginei que devia estar emprestado. Disparei telefonemas, e-mails e scraps de Orkut para todas as pessoas para quem possivelmente ou impossivelmente eu poderia tê-lo emprestado. Não tive o retorno que esperava. E foi assim que meu exemplar autografado do livro do Caco Barcellos misteriosamente sumiu, levado daqui da minha estante por mãos de alguém que não faço a mínima idéia de quem seja. Isso já faz uns três anos, no mínimo.

Enviuvei do livro. Estive com exemplares novos nas mãos em várias livrarias, mas nunca tive coragem de comprar. Já cheguei a anunciar, perto de datas festivas, que queria um novo de presente, mas nunca ninguém teve coragem de me dar. Cansei de espichar o olho para as novas edições expostas nas livrarias, mas nunca levei nenhuma pra casa. Era como se eu estivesse procurando um substituto para um bicho de estimação que morreu - considerando que os bichos de estimação são sempre insubstituíveis.

O mundo deu suas voltas, muitas voltas aceleradas inclusive, e eu entrei para o amigo secreto organizado pela Cris-Fiona entre 12 blogueiras de vários lugares do país, com a mediação do bem-sacado http://www.amigosecreto.com.br/. A querida Fi, com quem eu vinha trocando contatos pelos nossos blogs e pelo bazar dela, conseguiu reunir um grupo muito bacana. No site cada uma preenchia seu perfil e indicava uma lista de presentes que gostaria de ganhar. Eu fiz uma lista grandinha, versátil e com uma boa dose de cara de pau: pedi perfume de 300 reais, secador de cabelo com emissor de íons, cadeira de praia e uma chaleira vermelha. Pedi também alguns cds, alguns dvds e alguns livros... entre eles o do Caco. Mas não tornei pública a minha história triste com o livro perdido.

No fim das contas a minha amiga secreta era a própria Fiona - o que adorei, já que isso veio reforçar uma amizade que a distância está sendo construída de um jeito muito bacana. Fui ao correio buscar minha caixinha e quando senti o peso do pacote deu um frio na barriga. Pensei de cara "não acredito, a Fi me mandou o 'Abusado'." Entrei no carro e travei uma batalha com aqueles durex indescoláveis com que o pessoal dos correios veda as encomendas Sedex. Depois de esfaquear a caixa com a chave do carro, me deparei com uma caixinha de chocolates chamados "Gotas de Felicidade"; por cima, embrulhado em papel de seda branco, o dvd da Amy Winehouse gravado em Londres (uhú!); e por baixo, o lastro da caixa... ele. Um exemplar reluzente da 19a edição de "Abusado". No meio de tudo, uma cartinha manuscrita da Fiona, transbordante de bom humor, delicadeza e carinho.

Ela pensou em me mandar a felicidade em gotas, mas na verdade mandou felicidade em baldes. O autógrafo material do Caco não sei onde foi parar, mas ficou guardado no meu coração. E o meu exemplar novo vai ser novamente devorado, mas dessa vez não a caminho do trabalho. Meus planos para ele envolvem biquíni, cadeira de praia e guarda-sol. Adorei essas últimas voltas que o mundo deu.

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[Felicidade em baldes pra cá, felicidade em baldes pra lá: a minha amiga secreta era a Bárbara, que pediu um dos livros recém-lançados da Stephenie Meyer. Mandei-lhe logo os dois, com mais um par de ingressos para a pré-estréia, hoje, do filme "Crepúsculo", baseado em um dos livros. Todo dia a caminho do trabalho eu passo por uns três outdoors do filme e fico imaginando que lá em São Paulo a Bárbara também está feliz com o presente que eu mandei.]

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Um beijo pra Fiona



Balada diurna em Jurerê, com tempinho nubla-faz-sol-nubla-de-novo, sempre com muito vento. Cenário perfeito pra gente inaugurar os vestidos do Bazar da Fiona! Tati no modelo rosa outonal com folhinhas caindo e eu no rodadíssimo e confortabilíssimo e fofíssimo roxo com verde. Super dia. Fiona, ontem nós fomos assim. E a mulherada que estava conosco na festa vai invadir teu bazar...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Palavrinha do dia: preguiça

Acho que é por isso que esse bichinho é chamado de "preguiça": não propriamente por se mover devagar, mas por ter essa carinha fofa e sorridente. Porque eu acho que a preguiça sorri. Para mim, hoje, pelo menos, tá sorrindo demaaaaaaais...

Sempre que eu comento sobre essa dificuldade eventual de acordar de manhã - o que inevitavelmente dá uma certa culpinha - minha mãe fala que nessa época do ano está mesmo todo mundo cansado, e que meu problema é esse: cansaço, e não preguiça. Hoje ela não está aqui, mas certamente faria esse comentário. Até acho que ela não está errada - afinal, foi um ano intenso. E hoje enquanto tentava acordar e o colchão me puxava de volta comecei a fazer um balanço do ano pensando no que publicaria aqui no blog. Vou deixar a empreitada pra depois, não porque tenha muita coisa, mas porque hoje as mãos estão pesaaaaaaaaadas...
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[Bom, vou passar um café para o dia começar. E bom dia para todo mundo! =D]

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

...até descarregar o tambor

Acabo de ouvir Lenine e banda cantando a ótima "O Atirador", em transmissão ao vivo pelo celular do André, que está no show em Curitiba, no Teatro Guaíra. No ano passado, na turnê do álbum acústico, André e eu assistimos juntos ao show desse pernambucano que eu amo aqui no Floripa Music Hall, de camarote - num golpe de sorte do destino. Algumas coisas mudaram nas nossas vidas entre o ano passado e hoje, mas tanto eu quanto o André continuamos curtindo muito o cara. Tanto que hoje ele está lá, a duas quadras do novo endereço na nova cidade, assistindo ao novo show, e eu agora única humana aqui no mesmo endereço, mas igualmente cheia de novidades em comparação com um ano atrás. Estamos os dois mais felizes e o Lenine continua embalando nossas trilhas sonoras. Como infelizmente não poderei ir ao show de amanhã aqui em Floripa, posto a foto que tiramos no ano passado, gentilmente presenteada pelo querido Cris Prim, colega dos tempos da faculdade na UFSC.

[Nem sei se precisa legenda, mas o cara com camisa do Glenn Hughes é o André, meu irmão caçula, o do meio é o Lenine e a da direita com a lata em posição sou euzinha.]

Antídotos contra o tédio de congestionamento

1) Transporte solidário/carona para a amiga: garante boas risadas enquanto assuntamos e lemos o horóscopo da Marie Claire com as previsões para 2009, entre outros temas relevantes dessa prestigiosa publicação de origem francesa;

2) música: tem que ser animada e boa de cantar alto. Hoje foi Funk Como le Gusta. Mas não pode ter vergonha dos carros vizinhos e tem que cantaaaaaaar mesmo;

3) telefone celular: tá, é infração falar enquanto dirige, mas como a fila fica parada praticamente o tempo todo dá pra ligar pra mãe, pra amiga, marcar horário no salão ou avisar o chefe que vai atrasar por causa do trânsito;

4) observar o comportamento das pessoas: nessa minha recente experiência de filas e filas, tou juntando uma série de cases que talvez virem posts;

5) nutrientes: sempre é bom ter uma garrafinha de água e comidinhas como bombons Raffaello ou barrinhas Nutry de coco com chocolate. Distraindo as mandíbulas o tempo passa mais rápido.

Mas justiça seja feita: hoje gastei duas horas só na ida. Na volta, pista liberada. Antes da chuva, é claro.

E amanhã? Wish me luck.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Tudo continua a lesma lerda

George é um tartarugo ancião - tem cerca de 85 anos - que ao que tudo indica é o último de sua espécie. Ele vive sua vida solitária em Galápagos, o arquipélago do Pacífico onde Charles Darwin colheu as bases para sua Teoria da Evolução. Consta também que o tartarugo George move-se à estonteante velocidade de 30 metros por hora.

Pois eu senti uma incrível empatia com George, hoje, voltando do Centro para minha casa no Norte da Ilha - em cujo caminho tinha uma pedra. É, tinha uma pedra. Tiraram a tal da pedra e todos os seus caquinhos. Anunciaram que iam liberar a rodovia, parcialmente, monitorando o trânsito para evitar congestionamentos. Eu acreditei. Parei na ponta da fila às 20h55. Saí lá do outro lado às 22h25.

George, pelo menos, mora em Galápagos. Eu continuo morando em Frogville. Haja saco.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Minha irmã desgarrada

No meio do tumulto que foi minha volta pra casa no final de semana do dia 22, quando eu estava em Curitiba, deu enchente, a BR-101 ficou toda quebrada, não passava nada, etc, etc, etc, e eu consegui comprar uma passagem de avião na madruga, olha só com quem eu dei de cara na livraria Laselva do aeroporto de Curitiba: Janine, minha irmã desgarrada, que voltava de Belrizonte e estava em conexão. Foi ótimo porque o vôo atrasou e nós botamos a vida em dia entre alguns cappuccinos enormes e os cigarrinhos dela. Janie, nem te mandei a foto ainda, mas vai ela postada aqui junto com um beijo. E a patinha, tá melhor? hahaha

Hecatombes fashion

Fui ao shopping Iguatemi comprar um presentinho de amigo secreto e acabei almoçando por lá. A praça de alimentação estava bem cheia. Enquanto eu esperava pacientemente que chamassem a senha que me conduziria à minha picanha premium com brócolis e arroz à grega, fiquei dando uma sacada no estilo das pessoas. Especificamente no caso das mulheres, observei que a moda - pelo menos a moda das vitrines e confecções possíveis - impõe algumas aberrações estéticas. Que, no entanto, são usadas como se fossem bonitas. Alguns casos:

1) Calça fusô com vestido por cima: socorro. Mil vezes socorro. Esse modelo não fica bem em ninguém, nem em quem tem pernas estilo Ana Hickmann. Eu acho que as mulheres deviam fazer uma convenção e combinar para sempre que as calças desse tipo devem ficar restritas às academias e/ou outros ambientes onde se pratica atividade física. E sempre com tênis e complementos esportivos. Vestidinho com fusô e sapatilha deve ser confortável, mas é feio. Fusô de cor clara em perna grossa, então, é o fim da linha;

2) blusa curtinha e justinha em cinturinhas de ovo: óbvio que eu sou contra a ditadura da magreza. Mas uma blusa mais soltinha fica muito melhor em quem está com gordurinhas sobrando na barriga. E as batinhas estão na moda, poxa vida;

3) estampa de oncinha: não dá. Definitivamente não dá. Em qualquer peça, em qualquer cor e tamanho. Não rola;

4) tamanco lindo com salto de madeira e, sobre ele, uma juca que anda de joelho dobrado: amiga, você quer arrasar em cima do salto? Então treine em casa. Ou leve uma rasteirinha na bolsa pra quando cansar - porque sapato de salto sempre cansa. Mas andar de joelho dobrado nããããão dá;

5) tudo combinandinho demais: passou uma moça muito "bem apessoada" que, no entanto, de tão combinandinha, era o maior hecatombe de todos. Ela estava com um vestido azul-marinho, sapato de saltinho vermelho de verniz, cinto vermelho de verniz precisamente da cor do sapato, bolsa vermelha de verniz precisamente da cor do sapato e do cinto, e... óculos vermelhos idem! E unhas pintadas num tom que devia ser Gabrielle da Colorama - ou seja, vermelhíssimas. A alça da bolsa era... dourada!!! Azul com vermelho é ok, mas tudo tem limite, né?

domingo, 7 de dezembro de 2008

Um domingo de sol como há muito não fazia



Consegui ontem passar para o lado de cá da pedra. Não foi fácil. Mas estava com saudade de casa, da mãe e dos filhotes, então encarei as duas horinhas paradas no trânsito com uma paciência que geralmente não tenho. Hoje o dia ensolarado me inspirou a botar a cachorrada no chuveiro. Estão os três limpinhos e cheirosos, aproveitando o sol no gramado. Aproveitei para fazer umas fotos novas deles. Lá em cima, Fidel e Lola emparelhados, à espreita de alguma coisa na frente de casa. Embaixo, um sorriso da Sebastiana pra vocês, à sombra do pé de jaca.