Gostei muito da discussão levantada pelo Maurício nos últimos dias, espalhada por outros blogamigos, sobre as vicissitudes do trabalho freelancer na nossa profissão. Desde que me desliguei do jornal onde trabalhei durante 11 anos, em 2006, fiquei quase dois anos emendando um trabalho free no outro, sempre conciliando isso com as atividades acadêmicas decorrentes do mestrado. Foi um período bacana para fazer contatos e vivenciar diferentes jobs (frilei tanto para revistas da Editora Abril quanto pra pequenas editoras locais, além dos múltiplos trabalhos que fiz com os amigos da Quorum).
Não posso reclamar: talvez por sorte ou por estar disponível nos momentos certos, sempre me caiu trabalho no colo durante esse período. Mas no início do ano passado, durante a produção do livro do Besc (o maior trabalho que já fiz), comecei a sentir falta de um vínculo. Vislumbrei duas alternativas: ou me recolocava no mercado formal, ou abriria uma empresa. A sensação de ficar "solta" não estava muito confortável. Foi quando fiz três concursos públicos, todos para vagas na minha área, e passei em dois. Quem me chamou primeiro foi o Cefet-SC, onde comecei em setembro. Lá estou tendo a preciosa oportunidade de misturar no coditiano de trabalho as duas coisas que eu estudei - Comunicação e Educação -, com as atividades no setor de educação a distância. Está sendo uma experiência muito legal, apesar de todos os estranhamentos que alguém que sempre trabalhou na iniciativa privada acaba tendo ao ingressar no setor público. Sem falar nas externalidades decorrentes de trabalhar numa grande instituição de ensino, com novos contatos, novos amigos e muitas outras coisas novas e boas.
Mas mesmo de volta ao mercado formal, continuo sendo uma moça trabalhadeira, e moças trabalhadeiras, quando são jornalistas, não negam fogo para frilas (até porque tenho três bocas pra sustentar e a conta mensal da agropecuária é alta). No momento, nas horas livres, eu estou tocando dois trabalhos simultaneamente, ambos de bastante volume, e é por isso que o Certezas tem andado meio paradinho nos últimos dias. É por isso também que eu não consegui botar pitaco na conversa sobre a vida de frila. E é precisamente por isso que hoje, nesse lindo sábado de sol, com o mar ali a 500 metros, eu estou aqui dentro da bolha de ar-condicionado do meu escritório fazendo de conta que é terça-feira. Dependo de um bom rendimento hoje para poder ter um sábado à noite e um domingão sem culpas. Acho que vou conseguir.
[Detalhe sórdido: meu deadline para o trabalho maior é quarta-feira de cinzas. Que bom que não sou propriamente uma carnavalesca...]
3 comentários:
Devido ao domingo cheio de sol e por isso passeios, já! Vou colocar o básico sobre a tua entrada no CEFET-SC, atual IFFFFFFFFF-SC:
Bom te ter lá, bom mesmo!!!!
Bom domingo!!! Sai da bolha.
Tu és uma uorca-rólique.
mais pra 'orca', né, mau? hahaha
beijos
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