...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Luva de pelica
Palavrinha do dia: desapego
Cinco coisas que eu não sou
1) Praticante regular e disciplinada de atividades físicas: é aquela velha história freireana da diferença entre a consciência mágica e a consciência crítica. Eu sei que preciso fazer exercícios, não só por motivos estéticos mas sobretudo por questão de saúde - além de pertencer a uma família de cardiopatas, tenho os problemas articulares. No entanto, a inscrição na academia fica sempre pro mês que vem. Isso há uns... hm... cinco anos pelo menos.
2) Quatro ou cinco quilos mais magra: desde que fiz um tratamento ortomolecular eu perdi 12 quilos com certa facilidade e não os recuperei. Mas pra voltar ao meu corpo razoável eu ainda precisaria emagrecer uns quatro quilinhos. O que não acontece principalmente em função do item 1 e também porque eu não abro mão de comer as coisinhas de que gosto - que, além de rúcula e tomates-cereja, incluem itens mais calóricos como os dois pãezinhos doces com manteiga que estou traçando neste exato momento, com minha segunda xícara de café preto.
3) Autodidata: eu adoro estudar, mas não tenho disciplina para fazer isso sozinha. Para a coisa render eu preciso de um vínculo formal, calendário, prazos e tarefas. Aliás, preciso de prazo para quase tudo, senão vou deixando.
4) Uma baita escritora: tenho uma inveja branca de todos os cronistas, romancistas, poetas e demais escritores que derramam palavras na tela como quem respira. Jamais consegui fazer uma poesia. Acho que enxergo as coisas de maneira muito concreta e abstrair é algo muito difícil pra mim.
5) Violoncelista: até tive oportunidade de estudar esse instrumento, mas eu já estava na faculdade e logo foram surgindo outras tantas prioridades. Além disso, não adianta: eu não tenho o mínimo talento para a música.
Não reclamem, por favor: Ana Corina, Dálete, Rafa, Marie e Fiona.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
I die a little
Every time we say goodbye
I die a little
Every time we say goodbye
I wonder why a little
Why the gods above me
Who must be in the know
Think so little of me
They allow you to go
When you're near
there's such an air
of spring about it
I can hear a lark somewhere
begin to sing about it
There's no love song finer
But how strange the change
From major to minor
Every time we say goodbye
[Vou abrir uma Heineken.]
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Milagres acontecem
Provei as três calças, as três ficaram muito boas, mas uma delas ficou realmente nos trinques. Como ninguém acha dinheiro em árvore, saí do provador pensando em levar a que tivesse melhor preço, já que eu estava numa loja das bacanudas, e nas lojas bacanudas mesmo a calça mais em conta poderia ter um preço bem salgado para uma mãe solteira de três filhos. Pasmei: a linda-perfeita estava por R$ 79. Manequim 38. Oh my god. Tem câmeras aqui, eu disse pro menino que me atendia, já me imaginando nas pegadinhas do Faustão. Um jeans perfeito, que serve lindamente, e ainda por cima é manequim 38? É mentira, conta aí que é 44 e que custa R$ 299. O garoto ficou rindo e explicou que naquele modelo o padrão de numeração é maior. Mas o preço era aquele mesmo.
Bom, o fato é que saí da loja feliz anyway por entrar num jeans perfeito manequim 38, levando ainda a calça número 2 da lista (R$ 89, vejam só), o vestido fofo azul e mais um casaquinho. E a conta do cartão de crédito nem ficou salgada. A ração dos filhotes para este mês está garantida.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Viva a Soninha
[Soninha, vou aproveitar o ensejo para anunciar publicamente, na maior cara de pau: tou com saudade das tuas sobremesas. Sim, gente, a Soninha também é doceira de mão cheia.]
domingo, 28 de junho de 2009
Imperdível
Fui assistir ontem à sessão 3D de "A Era do Gelo 3". A história não é tão boa quanto às dos dois primeiros, mas igualmente divertida. A preguiça Sid entra em crise existencial ao ver Manny e Ellie formando família e resolve adotar três ovos de um tiranossauro. Os bichinhos nascem, a mãe vem à superfície para buscá-los (o mundo dos dinossauros, na licença poética do filme, é subterrâneo) e acaba levando o Sid junto. O resto do bando resolve descer para resgatá-lo e se passa toda a história. A experiência sensorial de ver na telona as imagens tão cheias de detalhes, e em três dimensões, é inigualável. Infelizmente a sessão foi dublada, mas até que eu gosto das interpretações dos atores nacionais. E uma piada à parte é o público com aqueles impagáveis óculos meio Man In Black - claro que hunny e eu batemos fotos com eles, mas essas são impublicáveis.sexta-feira, 26 de junho de 2009
So take my strong advice
...just remember to always think twice...
[A-dooooro essa versão cool do Chris Cornell. Tks, André!]
So long, Michael
[Billie Jean é a minha música preferida do Michael Jackson - altas sonzera que canta em grande estilo uma velha história verdadeira que não cansa de se repetir...]
terça-feira, 23 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
So far, so good

quarta-feira, 17 de junho de 2009
Uma causa pra lá de bacana

Estou convencida de que o binômio adoção responsável + castração é a melhor saída para o problema grave do abandono de animais na nossa cidade. Claro que nem todo mundo tem tempo/espaço/saco/grana para adotar um bichinho, mas mesmo assim todos podem contribuir, ajudando a manter o trabalho de quem se dedica à causa. Estou passando pra frente então o recado que recebi da Ana Corina, divulgando essa campanha aí (clique sobre o cartaz para ampliar). Os produtos são super fofos.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Bloomsday
Pai e eu conversamos uma vez sobre esse livro e ele comentou ter vontade de ler - sabia que era um texto árido, mas ele, bom escritor e bom leitor que era, gostaria de encarar. Na época não tinha essa de comprar pela Internet (e obviamente Estante Virtual ainda era idéia de ficção científica), então eu fui a pezito mesmo com minha bolsa de pesquisa na carteira procurar o livro para ele. Rodei bastante, me estressei com um livreiro famoso local, também já falecido, que queria cobrar praticamente o valor da minha bolsa por um exemplar velho e fedorento esquecido no sótão da livraria. Persisti mais um pouco na busca e achei o tal exemplar da Civilização Brasileira, novinho e a um preço possível para uma estudante, na Livros & Livros. Levei para seu Egídio como presente de aniversário, naquele dia primeiro de setembro de 1994. Dois meses depois ele se foi. O livro ficou comigo, marcado na página 19.
Espero hoje à noite poder fazer um brinde de Guinness a Joyce e a seu Egídio. Mas antes tenho que sair de dentro das pantufas, passar pelo chuveiro e encarar Frogville, que hoje tem muito de Dublin. Bom dia pra todo mundo.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Conserta uma coisa, escangalha outra
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Como poderei viver?
Não entendi
Outra:
"Tal fulana viajava sozinha para conhecer a Europa pela primeira vez", dizia uma das matérias sobre as vítimas do voo da AirFrance - dessa vez, num site nacional. Então a moça talvez pretendesse ainda conhecer a Europa pela segunda, terceira e quarta vezes. Mas não conseguiu conhecer nem pela primeira.
[Regina, Gilka e Scotto: SOCORRO!!!]
domingo, 31 de maio de 2009
Os homens e mulheres de ferro
Parabéns pra ela

segunda-feira, 25 de maio de 2009
Adoravelmente biodegradáveis
1) soube que vou voltar pra Comunicação na minha próxima formação acadêmica;
2) usei camisetas pretas-ou-brancas-básicas-lisas;
3) preferi homens morenos;
4) me disse fã de carteirinha do U2;
5) achei frescura carro com ar-condicionado e vidro elétrico...
... agora:
1) estou começando a estruturar um projeto pra tentar o doutorado na Educação;
2) comprei duas camisetas polo coloridas e listradinhas;
3) estou namorando [e muito feliz com] um galego bem clarinho;
4) nunca ouvi nenhuma música do álbum novo do U2;
5) uso ar-condicionado ligado no frio [até no outono], acho vidro elétrico indispensável e adoooooooro o comando satélite do carro.
E quer saber? Tá tudo ótemo.
Addicted
quarta-feira, 20 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Onze drops sobre o fim de semana que passou
2) Aproveitando o clima bucólico, plantamos um pé de abacate. Aguardaremos brincaremos no regato até que nos tragam frutos teu amor teu coração. [Na verdade quem plantou foi hunny, eu só indiquei o local no terreno e fiquei olhando enquanto ele colocava com cuidado a semente germinada na caminha de terra.]
3) Almoçamos tainha no restaurantezinho simples que frequento em Ponta das Canas há quase 20 anos. Estava um dia lindo. No mar, um cardume enorme de golfinhos [golfinhos juntos são um cardume??] deu show.
4) Lavei roupa, passei roupa. Como é bom fazer esse tipo de coisa com calma, caprichando nas borrifadas de Pass Comfort e nas dobraduras dos lençois.
5) Com o frio, ressuscitei minhas pantufas e o aquecedor elétrico [meu R2D2] voltou à ativa. Os cachorros a-dooooooram!
6) Não fui ao show do Roberto, mas ouvi aquela canção: "quero que você me aqueça neste inverno / e que tudo o mais vá pro inferno". Minha predileta do Rei.
7) Testei um site de backup de blogs que o André me indicou há um tempão. Me loguei e tals, mas sempre que mando fazer o backup dos posts mais antigos ele dá um tilt. E no meu blog apareceu de novo, com data atual, meu primeiro post [a Regina chegou até a fazer um comentário... desculpa aê, fessora!]. Desisti por enquanto.
8) Fiz na sexta-feira a primeira sopa de queijo do ano. Com vinho tinto, é o que há. Outra hora posto a receita, muito facinha.
9) Lola saiu do repouso. Voltou a seu observatório e a perseguir os raios de sol. She's only happy in the sun. Mas ainda manca um pouco de vez em quando, e eu mantenho vigilância. Provavelmente vai ter que ir no vet de novo.
10) Assisti a quatro bons filmes na tv a cabo. Isso sempre acontece quando eu me convenço de que, para cortar despesas, devo deixar esse luxinho de lado. Oh my god.
11) Retomei a leitura dos contos da Virginia Woolf. Do começo.
sábado, 16 de maio de 2009
Mannah Mannah
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Finalmente
terça-feira, 12 de maio de 2009
Ele se remexe muito
Gracinha. É um lêmure miniatura, espécie ameaçada de extinção, que está em tratamento na Austrália. Não parece um bichinho de pelúcia? E o que são esses olhos??
E já que eu gosto muito de lêmures... aumenta o som!!
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Para [rir com] hunny (2)
Quando a gente gosta, é claro que a gente cuida.
Uma música bonitinha pra começar a semana. Tão bonitinha.
domingo, 10 de maio de 2009
Viva ela
sábado, 9 de maio de 2009
A saga das toalhas
Adorei
Sou conhecida internacionalmente por minha dependência de café. Pra chocolate, não dou muita bola. Atenta a essa equação, mamy me deu uma cafeteira de presente de Páscoa. Eu sempre defendi que café de cafeteira não é grande coisa. Pois olha que mordi a língua. A nova maquininha já está perfeitamente integrada à minha cozinha e à minha rotina - já estreou, inclusive, na churrasqueira, para a hora do fireball regado a café com sorvete. E tornou-se um dos meus itens domésticos indispensáveis, ao lado da lavadora de louça, da lava-roupa, do micro-ondas e do geladeirão frost free. sexta-feira, 8 de maio de 2009
De atestado
- Ana, então vamos fazer o seguinte: 10 dias de anti-inflamatório. Essa é a parte fácil. A parte difícil é o repouso. Mas é muito importante que ela faça 10 dias de repouso rigoroso pra poder curar bem essa inflamação. A pergunta que não quer calar

quinta-feira, 7 de maio de 2009
Como assim, Bottini??!!
Ledo engano. O prazo para entrega previsto era de cinco dias úteis. Já se passaram quase 15 dias úteis e nada das minhas lindas toalhas chegarem na minha casa. Reclamei por telefone e disseram que a encomenda seria entregue até dia 5. Não foi. Desde então já liguei várias vezes para a central de atendimento e sempre fico pendurada esperando para ser atendida. Mandei um e-mail e recebi uma resposta automática prometendo um contato em até três dias úteis. O atendimento online está sempre com todos os "consultores" ocupados (não sei por que hoje em dia atendente e vendedor viraram "consultores"). Well. Certamente esta terá sido a primeira e última vez que fiz comprinhas no Shoptime. Quer toalhinha nova, minha filha? Toca pra Havan.
[Espero que quando minha encomenda chegar eles mandem junto um narizinho de palhaço.]
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Meu pé esquerdo
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Eu e meus vacilos
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Bom dia
Fim da tarde a terra cora e a gente chora porque finda a tarde
Quando à noite a lua amansa a gente dança venerando a noite
["Canto do Povo de um Lugar", do Caetano, no LP "Jóia". Sorry, não localizei o áudio. Mas acordei hoje com essa música na cabeça.]
domingo, 26 de abril de 2009
Vai em paz, colega
Soube há poucos minutos que o Mega não resistiu. É lamentável e estranho ver alguém da minha idade, com quem convivi tanto tempo, partir assim. Só resta agora torcer para que sua família tenha conforto. E que ele possa reencontrar em outra dimensão todas as pessoas e bichos que amou em vida e que também partiram.sexta-feira, 24 de abril de 2009
Poderosa.com
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Nem desabrigada, nem desalojada
Pensa que acabou??? Nããão, não acabou!!!
Atendendo a pedidos, vou abrir um parágrafo.
Com a água na altura dos tornozelos - e olha que o único par de calçados que eu consegui juntar entre todos os que boiavam pela casa foi um tamanco Arezzo anabela com 10cm de plataforma - juntei-me aos filhotes no sofá empapado e fiquei aguardando hunny, com medo de transitar no meio do brejo do quintal com os pezinhos assim expostos a bichos & nojeiras. Lembrei então de uns tênis Adidas que eu ganhei há um tempo, de um modelo feito para praticantes de rafting, todo emborrachado e com um sistema de drenagem na sola. Perfect. Localizei os ditos cujos, calcei-os mas não precisei ir até o portão a pé quando hunny chegou, já que por pura sorte eu tinha deixado acionado o disjuntor exclusivo do portão. Yes. We can.
- Ana, é muita água. Três ruas pra lá, tá tudo embaixo d'água. Não tem o que fazer.
Oh my god. Ele tinha deixado o carro na esquina e caminhado até o portão com a água na metade da canela (não são canelas pequenas). Eu já estava avaliando a possibilidade de catar computador, uma muda de roupas e os filhotes e fugir pra casa da minha mãe quando observamos um pé das minhas havaianas novas boiando porta afora. Sinal de que, apesar de a chuva continuar, a água estava baixando. Hunny trouxe então o carro para dentro do pátio-brejo e sentamos na porta de casa, bebendo um vinho tinto, à luz de velas, para esperar a água baixar. Há circunstâncias mais favoráveis para se beber um vinho tinto à luz de velas com esse tipo de ser, mas tudo bem. E a água foi baixando. Depois de mandar pra fora grande parte do que estava acumulado dentro de casa, conseguimos dormir um pouco. Oito horas da manhã e hunny partiu, pobrezinho, meu heroi, para um dia cheio de compromissos profissionais e familiares. Eu já avisei no trabalho que virei uma flagelada e estou apenas no início de um dia repleto de rodos, esfregões e muuuuuuuuita água sanitária.
Graças a deus o modem da NET não molhou.
E estou pensando seriamente em ligar pra Vanessa para pedir mais uma sessão.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Uma quarta com cara de segunda que bem poderia ser sexta
Pronto, passou. Agora vou dormir.
Perdi
sábado, 18 de abril de 2009
Minha vidinha bucólica
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Oxitocina e ciberterapia
FALA QUE ALGUÉM TE ESCUTA
O fala-fala feminino invade a web e engrossa o caldo das intimidades para consumo imediato
POR DENISE GALLO*
As mulheres falam. Certo. Os homens também falam. Crianças, animais, até as plantas falam. Tudo fala neste mundo eloqüente. Mas dizem que as mulheres falam mais. Entre mulheres, então, muito mais.
A medicina explica que o centro da fala é mais desenvolvido no cérebro feminino. As meninas, em geral, falam mais cedo do que os meninos. O talento para a conexão pessoal aparece logo: com apenas três dias, as meninas sustentam o olhar em direção a um adulto pelo dobro do tempo dos meninos. Há, também, a oxitocina, hormônio que tornaria as mulheres mais inclinadas a amizades e parcerias (ai!, que medo dessas explicações que enquadram a “natureza feminina”).
As influências culturais (ufa!, agora sim) deram seu empurrãozinho nessa solidariedade. Com pouco espaço para se expressar, a amizade entre mulheres foi, por muito tempo, um oásis em suas vidas. E incutiram tanto romance açucarado em suas cabeças, que esta máxima pega até hoje: mulheres gostam de falar de relacionamentos, de gente, de amor. Tudo isso para explicar aquilo que qualquer um que esteja esperando para usar o telefone já sabe há muito tempo: a gente fala pelos cotovelos!
Na passagem para o mundo virtual, a oxitocina escorre pelos teclados. Estudos americanos constatam que as garotas publicam mais conteúdo, têm mais blogs, cultivam mais as amizades on-line. No Brasil, o aumento do número de mulheres na web e o crescimento das redes sociais femininas indicam que estamos indo para o mesmo caminho. Que caminho?
Publico, logo existo
Entre os muitos usos, uns maravilhosos e outros desastrosos, a que se presta essa hiperconectividade, a exposição da intimidade parece ser um dos mais populares. Os desabafos, assim como o cotidiano sem graça, que antes ocupavam páginas de diários secretos, ganham dimensão pública, numa ciberterapia curiosa.
A vida íntima precisa de platéia para ganhar sentido. Publico, logo existo. Assim, todo mundo pode ter o seu momento “pinguepongue com a Gabi”, se autoperseguir como um paparazzo e jamais dar um passo sem avisar ao público invisível que sua vida não é nem mais nem menos banal do que a de qualquer um.
*Denise Gallo, 38, é sócia de Uma a Uma, empresa de inteligência de mercado especializada em comportamento feminino: blog.umaauma.com.br. Seu e-mail: denise@umaauma.com.br
[E com este texto que não é de minha autoria vai um beijo pra Fi, pra Marie, pra Aline, pra Karlinha, pra Cris, pra Cris Mohr, pra Malu, pra Adri, pra Rafa, pra Regininha, pra Ana Corina e pra Dálete, minhas amigas blogueiras mais presentes.]
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Antes tarde do que nunca
Sempre implacavelmente relativo
És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...
Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...
O que usaremos pra isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...
Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Ricardo Mega
Dificilmente alguém diria que aquele cara com jeitão marrento, sotaque carioca, criador e adestrador de pitbulls, é um franciscano da melhor estirpe. Aliás, dificilmente alguém diria que os pitbulls do Mega são aqueles anjos dóceis e educados. Lembro bem de um plantão de sábado que eu estava coordenando. Quando voltou da pauta, antes de identificar o material, Mega chegou para mim discretamente: "Ana, estou com o Iron lá dentro do carro. Tudo bem se eu trouxer ele aqui pra dentro, só enquanto eu baixo meu material?" Respondi que por mim tudo bem, já que eu sabia que o Iron é adestrado e muito obediente. Consultamos as outras poucas pessoas do plantão, e o Iron ganhou passe livre. Ainda lembro da cena surreal: o Mega trabalhando num iMac colorido, na mesa dos fotógrafos, com aquele pitbull gigante (os cachorros dele são muito bem-cuidados) deitado aos seus pés, em cima de um tapetinho.
Já em outra ocasião, estou eu chegando para mais um dia de expediente normal de meio de semana. Passando pela mesa dos fotógrafos, Mega me chamou para contar que ele e o Vilmar (o motorista cujas histórias renderiam um livro) tinham presenciado o atropelamento de uma cachorrinha vira-latas na Via Expressa, a caminho de uma pauta. Quem atropelou não fez nada, mas eles pararam o carro e o Mega foi para o meio da rodovia resgatar a pobrezinha, que estava machucada e assustada, mas sem fraturas aparentes. Eles a deixaram na casa de uma senhora que morava nas redondezas e foram para a pauta. Pois quando ele me chamou, depois de contar a história, ele disse "Ana, eu não consigo parar de pensar naquela cachorrinha. Acho que vou lá buscar". Ele só precisava verbalizar isso. Terminou de identificar suas fotos, entrou no carro e foi ao encontro daquele serzinho esquálido preto-e-branco. Voltou todo empolgado com o quinto elemento de sua matilha - que já era composta por quatro pitbulls - no porta-malas. Depois de receber os cuidados necessários e o carinho dele e da mulher, Isabelle (também, obviamente, cachorreira de carteirinha), a Nina se transformou numa vira-latas saudável e encorpada, bem parecida com os irmãos de raça. Sempre que perguntava sobre como ela estava, ele me respondia: "Ana, aquela cachorra me ama". Claro, né? Óbvio que ama.
Durante o período em que convivemos profissionalmente, os cachorros sempre eram assunto. Ele é bom adestrador e me deu um monte de toques legais sobre como botar um pouco de disciplina na minha matilha mimada. Lembro de como estava triste ao contar que uma das pitbulls tinha morrido. E quando nos revimos muito rapidamente naquele dia de Ironman, nossas matilhas continuaram sendo a razão de nossa empatia - mais do que a profissão em comum.
Então é estranho lembrar dessas e de outras histórias e imaginar que hoje esse cara de coração grande, apenas dois anos mais velho que eu, está sofrendo as sérias conseqüências de um AVC, numa UTI de hospital. Como bem disse o Magoo em algum lugar, tomara que essa esteja sendo apenas mais uma das brincadeiras do Mega. E que logo ele possa estar de novo brincando com seus cachorros no quintal da casa que ele construiu para viver perto do mar, ao lado da sua Isabelle.
domingo, 5 de abril de 2009
Eu florida alegre e faceira. E daí??
Adorei esse texto da Cris Guerra. Desnecessário dizer que deve ser lido com bom humor, ok?quinta-feira, 2 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Era uma vez um carinha sorumbático
Descobri essa gracinha de vídeo nos favoritos do Orkut de dois amigos. Impossível não ficar com um sorrisinho bobo no final.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Um pequeno delito
Meu vidrinho novinho de pimenta Tabasco teve a tampinha misteriosamente perdida na noite de Réveillon. Ela foi então substituída de improviso por um pedacinho de papel alumínio todo amarrotado. Que, além de ter um aspecto feio, precisa ser substituído toda hora porque alguém sempre amassa aquele papelzinho e joga fora. Esse pequeno problema foi resolvido com um pouquinho de cara de pau durante uma pausa na caminhada de domingo na Ilha do Mel. Eu, que nunca consegui roubar chocolate nas Americanas e nem copo em bar lotado, deleguei a tarefa delituosa ao Douglas, que a executou prontamente e na maior elegância. Terminada a deliciosa porção de iscas de pescada (que foi o motivo para virem à mesa dois vidrinhos de Tabasco, um da Garlic e outro da tradicional), pedimos a saideira e a conta. A tampinha de um dos vidros foi sutilmente colocada num canto da mesa entre nossos bonés e óculos. Quando a garçonete veio recolher as coisas, levou os dois vidrinhos sem notar que um deles estava sem tampa. Bingo. Meu vidrinho de pimenta já está pela metade, mas já não faz feio quando vai à mesa. Será que vou ser cobrada por isso no juízo final?[Lição: a partir de agora, além dos araminhos de saco de pão, vou também começar a colecionar tampinhas de pimenta Tabasco. Pra garantir.]
domingo, 29 de março de 2009
And the world goes round
I don't know, I don't know
you stick around now it may show
I don't know, I don't know
[Pode parecer incrível, e peço perdão por isso a todos os meus amigos músicos, mas só agora, com quase 37 anos, descobri "Abbey Road", que passou a semana inteira no cd do carro. Antes tarde do que nunca.]
quinta-feira, 26 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
Semana curta
sexta-feira, 20 de março de 2009
Um post saideiro
Nesse tempo entraram na clínica várias mamães a caminho de dar à luz seus pimpolhos - um baita movimento, tanto de algumas em trabalho de parto natural quanto de outras com internação marcada para cesariana. Uma das que estavam esperando para cesária chegou com o marido, a mãe e a irmã; esperou um pouco até ser internada, foi internada, ganhou o bebê. O pai desceu todo orgulhoso mostrando fotos e videozinhos na máquina digital. E minha mãe continuava lá dentro.
Comecei a ficar meio preocupada, porque afinal de contas dona Conceição já teve problemas com anestesia. Fui me informar no balcão e disseram que estava tudo bem, ela já iria para o quarto.
Aliviada, comecei a achar graça do inusitado da situação: enquanto a maior parte das mulheres naquela recepção eram mães esperando seus bebês, eu era o único bebê esperando sua mamãe. Coisas da vida.
A propósito, estamos aqui eu e ela agora no apartamento da clínica. Correu tudo bem e logo vamos pra casa. Agora sim, este é o último post antes da minha sonhada folga no feriado. Inté!
Que venha o feriado, então
É fácil chegar lá: saindo de Floripa, segue-se pela BR-101 no sentido Norte até Garuva, onde se entra à direita na direção de Guaratuba, já no Paraná; de Guaratuba pega-se a balsa até Caiobá (onde meu tio Beto já teve um apê) e de lá segue-se de carro costeando o litoral até o Pontal do Paraná, onde fica o carro. Daí é só pegar o barquinho e seguir para a ilha pela baía de Paranaguá, numa travessia que geralmente permite o avistamento de enormes navios entrando e saindo do porto lá longe. Meia horinha e pronto.quarta-feira, 18 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
O lado doce da vida rural
Cinco tanques de álcool por mês para garantir o deslocamento diário médio de 50 quilômetros entre casa e trabalho: 350 reais.
Colher acerolas gigantes no pé e preparar um suco fresquinho para o café da manhã de sábado com o namorado: não tem preço.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Seis de miopia, dois de astigmatismo
No meio do corre-corre treslouquecido da semana que enfim vai terminando (assim como o verão...), uma notícia que me deixou deveras felizinha: meu oftalmologista constatou hoje que meus graus de miopia e astigmatismo têm se mostrado estáveis nos últimos dois exames. Com isso, eu posso colocar nos planos para 2010 a cirurgia corretiva. Acho que acordar de manhã e conseguir ler os números do rádio relógio sem precisar catar os óculos antes deve ser algo que não tem preço.[Eu não nasci de óculos e detesto usá-los. Uso lentes de contato desde os 15 anos. Mas eu até apareço em público lá uma ve z ou outra com meus óculos indie de acetato.]
segunda-feira, 9 de março de 2009
Quando entrar setembro
sábado, 7 de março de 2009
Coisinhas domésticas
A solução para esse meu pequeno desvio de caráter veio pelas mãos da querida tia Wilma, minha madrinha, que me presenteou com uma linda chaleira de inox com detalhes em esmalte, daquele tipo que apita quando a água ferve. Até agora, tudo bem.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Meus queridos traquinas
Mas logo em seguida veio outra: já devidamente de pazes feitas, os monstros resolveram ontem à noite torturar até a morte um pobre gambá que se aventurou no meu pomar para comer pitangas. Cheguei em casa meio tarde e não vi o cadáver no quintal. Hoje cedo, já de banho tomado, tive que providenciar um funeral digno para a pobre criatura, que jazia perto do relógio da água, no pé da pitangueira cujas frutas ele muito pouco deve ter saboreado.
Moral da história: não dá pra ser muito mulherzinha com esses meus filhotes. Tem que apartar briga, enterrar bicho morto e não descuidar da disciplina - senão eles tomam conta. Mas não consigo imaginar minha vida sem eles. Assunto pra terapia, talvez.
terça-feira, 3 de março de 2009
Surpreendendo o sol antes de o sol raiar
domingo, 1 de março de 2009
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Eu, minha amiga e nossos fantasmas
- Oi, Ana. Estás em casa?
- Oi, querida. Estou sim, pode ligar aqui.
- Não, eu estou na rua, aqui perto. Posso ir aí?
Minutos depois chegou minha amiga, linda como sempre, mas emocionalmente destruída, extravazando uma profunda tristeza. Tremia e chorava. Dei um abração, disse para ela se acalmar e me contar o que tinha acontecido. Ela sentou na poltroninha colorida do canto da sala, ao lado da luminária maior. Ofereci água, cerveja e uma tigelinha de porcelana como cinzeiro (não tenho mais cinzeiros em casa). De blusa laranja e calça estampada, no contraste com a poltrona e a luminária coloridas, ela parecia uma pintura de Frida Kahlo. Sentei no sofá preto com as pernas cruzadas e comecei a ouvi-la.
Ela falou, falou, falou. Resgatou assuntos de dez anos atrás que ainda incomodavam. Admitiu medos, conseguiu rir de algumas coisas e também ouviu outras que eu tinha a falar. Não deixei que fosse embora porque o caminho até sua casa seria longo demais. Fomos dormir perto das 4 horas, com o despertador programado para tocar às 7. Apesar de isso ter comprometido a produtividade do meu dia, tenho certeza de que fiz a coisa certa ao oferecer ombro e ouvidos para ela.
O dano emocional, na verdade, foi estabelecer paralelos entre a história atual dela e a minha própria história recente. Embora eu esteja alegre e faceira, vivendo mil coisas novas e cheia de projetos, abrir a caixinha das tristezas, raivas e mágoas passadas foi um abalo emocional considerável. Isso somado a outras coisas me fez voltar a ser, nos dois últimos dias, a chorona do trânsito. É tiro e queda: entro no carro, ligo o som e desando a chorar até chegar ao meu destino. Mas assim como na época da vivência das emoções originais, tenho certeza de que isso também vai passar.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Duas horas de trânsito na volta do trabalho
desta cidade um dia só restará
o vento que levou meu verso embora
[Será que essa gente não vai embora nunca???]
Quarta-feira de Cinzas
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Nana, neném
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Já que é noite de Oscar...
...lembrei dos filmes que me comovem todas as células e me arrancam lágrimas:1) "O filho da noiva";
2) "E.T." (é sério);
3) "Fale com ela" (que estou vendo agora *snif*)
4) "Marley & eu";
5) "Brilho eterno de uma mente sem lembranças".
[Vale dizer que não assisti a todos os que concorrem a melhor filme, mas torço por Benjamin Button. "Good night, Benjamin." "Good night, Daisy."]
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Parabéns
[Na foto, eu e a dita cuja numa fexteenha sunset no P12, dando uma de importantes nas almofadas rosa da Veuve Cliquot. O flash da máquina estava desligado, mas o efeito na luz de fim de tarde até que ficou legal.]
Chororô básico
[E vai aqui um beijo saudoso em todos os meus ex-colegas de redação que por 11 anos compartilharam comigo aquela chatice de necessariamente trabalhar nos feriados, sábados, domingos, natais, anos-novos - e carnavais. Pros que persistem bravamente nas redações e como eu estão de plantão, reproduzo o conselho da Giorgia em seu post de carnaval: "Pra quem vai trabalhar, que não se revolte... trabalhe com amor. Tempos melhores virão." Sábia Giorgia. Vou lá buscar a terceira xícara.]
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
O samba que eu não fiz
foi na leveza
só sentimento
e me entregou suas palavras
como quem dava um pedaço
delicadeza foi
disse ao meu coração
e ela me deu a intenção
do samba que eu não fiz
ô, sambá
é o que eu quero sentir
ô, sambá
quando eu te ver sorrir
ô, sambá
coisa melhor que eu fiz
mundo caiu no samba
na hora que eu te vi
você me batucou
skindô meu coração
quando eu te vi
sambar assim
aqui neste lugar
onde este mesmo sol
costuma aparecer
e a lua vem ouvir
o som estéreo do mar
ô, sambá
venha me dar seu amor
ô, sambá
que eu sambo aonde for
ô, sambá
é o tempo certo de ser
e eu sambaria o mundo
só pra encontrar você
[Referência importante: a composição é do Lenine com o saudoso Chico Science. Ouça no Goear pra curtir a gravação de estúdio, cheia de percussões legais. E a gravação pirataça em vídeo que peguei no Youtube foi feita num show em Recife, em novembro de 2008.]
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Eu na minha época
[Dálete, minha companheira de época, um beijo. E também para todas as mulheres que como eu se desdobram em múltiplas e conseguem dar conta do recado - inclusive de ser feliz.]
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Tá difícil, minha gente
.
.
.
Fui. Mas volto.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Bonde andando
Não posso reclamar: talvez por sorte ou por estar disponível nos momentos certos, sempre me caiu trabalho no colo durante esse período. Mas no início do ano passado, durante a produção do livro do Besc (o maior trabalho que já fiz), comecei a sentir falta de um vínculo. Vislumbrei duas alternativas: ou me recolocava no mercado formal, ou abriria uma empresa. A sensação de ficar "solta" não estava muito confortável. Foi quando fiz três concursos públicos, todos para vagas na minha área, e passei em dois. Quem me chamou primeiro foi o Cefet-SC, onde comecei em setembro. Lá estou tendo a preciosa oportunidade de misturar no coditiano de trabalho as duas coisas que eu estudei - Comunicação e Educação -, com as atividades no setor de educação a distância. Está sendo uma experiência muito legal, apesar de todos os estranhamentos que alguém que sempre trabalhou na iniciativa privada acaba tendo ao ingressar no setor público. Sem falar nas externalidades decorrentes de trabalhar numa grande instituição de ensino, com novos contatos, novos amigos e muitas outras coisas novas e boas.
Mas mesmo de volta ao mercado formal, continuo sendo uma moça trabalhadeira, e moças trabalhadeiras, quando são jornalistas, não negam fogo para frilas (até porque tenho três bocas pra sustentar e a conta mensal da agropecuária é alta). No momento, nas horas livres, eu estou tocando dois trabalhos simultaneamente, ambos de bastante volume, e é por isso que o Certezas tem andado meio paradinho nos últimos dias. É por isso também que eu não consegui botar pitaco na conversa sobre a vida de frila. E é precisamente por isso que hoje, nesse lindo sábado de sol, com o mar ali a 500 metros, eu estou aqui dentro da bolha de ar-condicionado do meu escritório fazendo de conta que é terça-feira. Dependo de um bom rendimento hoje para poder ter um sábado à noite e um domingão sem culpas. Acho que vou conseguir.
[Detalhe sórdido: meu deadline para o trabalho maior é quarta-feira de cinzas. Que bom que não sou propriamente uma carnavalesca...]
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Sobre a biodegradabilidade das certezas
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança.
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto.
Que não se muda já como soía.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Tchibum
[Na foto lá em cima, um belo registro que o Alan fez dos singelos marimbaus, tão comunzinhos mas tão bonitinhos. E nos dois videozinhos, feitos pelo Marcelo, a tartaruga que o Zé contratou pra deixar os turistas com cara de bobos.]
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Thank you, Alanis
Alguns dropes sobre a experiência do show de ontem:1) Alanis Morissette é uma fofa: extremamente simpática, interage com o público sem ser forçada e sem engrisar palavras decoradas em português. Ela sorri aquele sorriso enorme, gesticula e se comunica. Tem de fato aquela voz inacreditável e trabalha com uma excelente banda. Nos sons mais pesados, dança feito uma porra louca no palco, chacoalhando a cabeleira e denunciando algumas de suas melhores fontes de inspiração. Showzaço que valeu cada centavo, cada minuto de empenho e cada pingo de chuva que caiu em cima de mim. Isso me leva ao item 2;
2) começou a chover forte em Jurerê cerca de uma hora antes de o show começar. Mas eu e meu gentil acompanhante combinamos de não arredar pé do bom local que tínhamos conseguido na pista. E a chuva caiu batida nessa hora antes do show e nas duas horas seguintes, até Alanis despedir-se sugestivamente com "Thank you" e sair do palco. Eu nunca na minha vida tinha tomado tanta chuva na cabeça. Qualquer pessoa com um pouquinho de mau humor ficaria incomodada com isso. Mas nós achamos o máximo e rimos muito da situação. E isso me leva ao item 3;
3) a música que eu mais queria ouvir era "Head over feet", que postei logo ali embaixo, por todo um contexto particular. E foi uma das primeiras do show. Adorei e cantei junto, assim como outras mais conhecidas como "You oughta know", cuja letra a Ana Corina nos forneceu em comentário no post anterior. Entre uma música e outra refleti que a segunda já foi cheia de significados para mim, mas agora é apenas uma música legal. E a primeira, que antes era apenas uma música bonitinha, agora virou uma música especial. Nada como um dia após o outro. Nada como as voltas que o mundo dá. E isso me linka ao item 4;
4) sim, eu estava muito bem acompanhada no show por um cavalheiro que se esmerava para me proteger da chuva e me erguia nos braços sempre que Alanis vinha para nosso lado do palco. Vi Alanis bem de pertinho. E isso animava ainda mais a cantar, cantar e cantar gritado, porque cantar em show sem gritar não tem graça nenhuma. Isso, acrescentado ao contexto da chuva, me conduz ao item 5;
5) estou sem voz. Vou fazer um chá com mel e já volto.
[Como não levei câmera, tomei a liberdade de copiar uma fotinha beeem pequenininha do Guto Kuerten, do Diário Online. Ela e outras podem ser vistas em tamanho maior clicando aqui.]



