segunda-feira, 6 de julho de 2009

Cinco coisas que eu não sou

Meus amigos blogueiros sempre dão uma reclamadinha quando tem um meme rolando. Pois eu não me importo em respondê-los - acho que são uma boa oportunidade pra pensar um pouquinho sobre mim mesma (coisas publicáveis, é lógico hehehe). O Maurício me passou a tarefa de falar sobre cinco coisas que eu não sou e gostaria de ser. Então tá:

1) Praticante regular e disciplinada de atividades físicas: é aquela velha história freireana da diferença entre a consciência mágica e a consciência crítica. Eu sei que preciso fazer exercícios, não só por motivos estéticos mas sobretudo por questão de saúde - além de pertencer a uma família de cardiopatas, tenho os problemas articulares. No entanto, a inscrição na academia fica sempre pro mês que vem. Isso há uns... hm... cinco anos pelo menos.

2) Quatro ou cinco quilos mais magra: desde que fiz um tratamento ortomolecular eu perdi 12 quilos com certa facilidade e não os recuperei. Mas pra voltar ao meu corpo razoável eu ainda precisaria emagrecer uns quatro quilinhos. O que não acontece principalmente em função do item 1 e também porque eu não abro mão de comer as coisinhas de que gosto - que, além de rúcula e tomates-cereja, incluem itens mais calóricos como os dois pãezinhos doces com manteiga que estou traçando neste exato momento, com minha segunda xícara de café preto.

3) Autodidata: eu adoro estudar, mas não tenho disciplina para fazer isso sozinha. Para a coisa render eu preciso de um vínculo formal, calendário, prazos e tarefas. Aliás, preciso de prazo para quase tudo, senão vou deixando.

4) Uma baita escritora: tenho uma inveja branca de todos os cronistas, romancistas, poetas e demais escritores que derramam palavras na tela como quem respira. Jamais consegui fazer uma poesia. Acho que enxergo as coisas de maneira muito concreta e abstrair é algo muito difícil pra mim.

5) Violoncelista: até tive oportunidade de estudar esse instrumento, mas eu já estava na faculdade e logo foram surgindo outras tantas prioridades. Além disso, não adianta: eu não tenho o mínimo talento para a música.

Não reclamem, por favor: Ana Corina, Dálete, Rafa, Marie e Fiona.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

I die a little

Jazzinho do Cole Porter no vozeirão da Diana Krall para o final de uma quinta-feira cansativa e um pouco melancólica.



Every time we say goodbye
I die a little
Every time we say goodbye
I wonder why a little
Why the gods above me
Who must be in the know
Think so little of me
They allow you to go
When you're near
there's such an air
of spring about it
I can hear a lark somewhere
begin to sing about it
There's no love song finer
But how strange the change
From major to minor
Every time we say goodbye

[Vou abrir uma Heineken.]

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Milagres acontecem

Eu até estava disposta a pagar o preço que essas boas marcas costumam pedir por um jeans se encontrasse exatamente aquilo que buscava: um modelo básico, reto, sem ser skinny, five pockets sem firula e com lavagem azul escura, sem desbotamentos, rasgos ou manchas. Coisa que tenho procurado há tempos, sem êxito. Entrei na loja inicialmente interessada num vestidinho vermelho que tinha visto dias antes, e quando cheguei lá só tinha um do mesmo modelo, na cor azul. Pois entrei no provador com o dito cujo e com calças de três modelos que se enquadravam no briefing. O vestido ficou perfeito e como o preço estava bom resolvi levar de cara (Fiona, sempre que compro vestidos lembro da Fiona).

Provei as três calças, as três ficaram muito boas, mas uma delas ficou realmente nos trinques. Como ninguém acha dinheiro em árvore, saí do provador pensando em levar a que tivesse melhor preço, já que eu estava numa loja das bacanudas, e nas lojas bacanudas mesmo a calça mais em conta poderia ter um preço bem salgado para uma mãe solteira de três filhos. Pasmei: a linda-perfeita estava por R$ 79. Manequim 38. Oh my god. Tem câmeras aqui, eu disse pro menino que me atendia, já me imaginando nas pegadinhas do Faustão. Um jeans perfeito, que serve lindamente, e ainda por cima é manequim 38? É mentira, conta aí que é 44 e que custa R$ 299. O garoto ficou rindo e explicou que naquele modelo o padrão de numeração é maior. Mas o preço era aquele mesmo.

Bom, o fato é que saí da loja feliz anyway por entrar num jeans perfeito manequim 38, levando ainda a calça número 2 da lista (R$ 89, vejam só), o vestido fofo azul e mais um casaquinho. E a conta do cartão de crédito nem ficou salgada. A ração dos filhotes para este mês está garantida.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Viva a Soninha

Novidade boa demais: a querida Soninha Vill, recém-mestre em Educação (não chegamos a ser colegas de curso mas trocamos umas figurinhas) e überfotógrafa, inaugurou seu blog. Já está linkado ali do lado. Material finíssimo - onde, desconfio, tem um ou dez dedinhos do não menos querido Gastão, meu ex-chefe, eterno professor, guru e amigão. Vida longa!



[Soninha, vou aproveitar o ensejo para anunciar publicamente, na maior cara de pau: tou com saudade das tuas sobremesas. Sim, gente, a Soninha também é doceira de mão cheia.]

domingo, 28 de junho de 2009

Imperdível

Fui assistir ontem à sessão 3D de "A Era do Gelo 3". A história não é tão boa quanto às dos dois primeiros, mas igualmente divertida. A preguiça Sid entra em crise existencial ao ver Manny e Ellie formando família e resolve adotar três ovos de um tiranossauro. Os bichinhos nascem, a mãe vem à superfície para buscá-los (o mundo dos dinossauros, na licença poética do filme, é subterrâneo) e acaba levando o Sid junto. O resto do bando resolve descer para resgatá-lo e se passa toda a história. A experiência sensorial de ver na telona as imagens tão cheias de detalhes, e em três dimensões, é inigualável. Infelizmente a sessão foi dublada, mas até que eu gosto das interpretações dos atores nacionais. E uma piada à parte é o público com aqueles impagáveis óculos meio Man In Black - claro que hunny e eu batemos fotos com eles, mas essas são impublicáveis.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

So take my strong advice

...just remember to always think twice...

[A-dooooro essa versão cool do Chris Cornell. Tks, André!]

So long, Michael

Sim, ele morreu. Mas, sinceramente, estranho mesmo era estar ainda vivo. Porque sua existência, pelo menos aquela que nos chegava pela mídia que nunca largava de seu pé, parecia algo indigno de chamar de vida. Culpa nossa, seus fãs afoitos e público ávido por fofocas e escândalos, que não assimilam o fato de que um artista também é gente? Perhaps. Como apreciadora de seu trabalho (dancei muito as músicas dele na época em que a extinta Chandon era reduto de adolescentes), acho lamentável que esse grande artista tenha se transformado numa coisa freak. Então vá em paz, Michael, e desculpe alguma coisa. Em noites de lua cheia estaremos todos te procurando no céu para ver quem finalmente aprende aquele passo impossível.

[Billie Jean é a minha música preferida do Michael Jackson - altas sonzera que canta em grande estilo uma velha história verdadeira que não cansa de se repetir...]

sexta-feira, 19 de junho de 2009

So far, so good


Lembro bem que quando a segunda-feira começou eu estava com certo medo dessa semana - tantas tarefas, será que vou conseguir??

Pois hoje, quinta-feira recém-terminada, fico sabendo que domingo trabalho o dia todo. Ok.

Bebi uns chopes em excelentíssima companhia (amicíssima e hunny). Cheguei em casa. Comida para os cachorros, água para as gérberas, chuveiro e berço.

O mais importante? Não sei. O mais fofo? As gérberas, of course.
.
.
Buenas noches para todos.
[Foto Valdir Piva Duarte]

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Uma causa pra lá de bacana



Estou convencida de que o binômio adoção responsável + castração é a melhor saída para o problema grave do abandono de animais na nossa cidade. Claro que nem todo mundo tem tempo/espaço/saco/grana para adotar um bichinho, mas mesmo assim todos podem contribuir, ajudando a manter o trabalho de quem se dedica à causa. Estou passando pra frente então o recado que recebi da Ana Corina, divulgando essa campanha aí (clique sobre o cartaz para ampliar). Os produtos são super fofos.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Bloomsday

Vejo no blog da professora Regina que hoje é dia de James Joyce, o escritor irlandês talvez mais aclamado do mundo - e o clima adivinhou, porque com essa chuvinha até parece mesmo estarmos na Irlanda. Enquanto bebo meu brazilian coffee (é cedo demais para um irish) e observo na lista de e-mails a quantidade de abacaxis que terei que descascar no trabalho, lembro que foi "Ulisses", a obra-prima de Joyce, o último presente que dei a meu pai. É a oitava edição publicada pela editora Civilização Brasileira, traduzida pelo Antônio Houaiss (o cara do dicionário?!).

Pai e eu conversamos uma vez sobre esse livro e ele comentou ter vontade de ler - sabia que era um texto árido, mas ele, bom escritor e bom leitor que era, gostaria de encarar. Na época não tinha essa de comprar pela Internet (e obviamente Estante Virtual ainda era idéia de ficção científica), então eu fui a pezito mesmo com minha bolsa de pesquisa na carteira procurar o livro para ele. Rodei bastante, me estressei com um livreiro famoso local, também já falecido, que queria cobrar praticamente o valor da minha bolsa por um exemplar velho e fedorento esquecido no sótão da livraria. Persisti mais um pouco na busca e achei o tal exemplar da Civilização Brasileira, novinho e a um preço possível para uma estudante, na Livros & Livros. Levei para seu Egídio como presente de aniversário, naquele dia primeiro de setembro de 1994. Dois meses depois ele se foi. O livro ficou comigo, marcado na página 19.

Espero hoje à noite poder fazer um brinde de Guinness a Joyce e a seu Egídio. Mas antes tenho que sair de dentro das pantufas, passar pelo chuveiro e encarar Frogville, que hoje tem muito de Dublin. Bom dia pra todo mundo.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

"Agora mandando beijo"


Se é verdade que pra cada pé tem um chinelo certo, acho que posso dizer que encontrei um raro exemplar número 36,5.


[Fotinho de celular feita durante um almoço em Ponta das Canas.]

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Conserta uma coisa, escangalha outra

Oh my god. O problema do notebook era relativamente simples: uma pecinha chamada flat cable foi trocada e com isso as piscadas da tela acabaram. Só que agora o computador custa a ligar. Quer dizer, ele até liga, mas fica uma eternidade na tela "Toshiba - Leading inovation" e a coisa não evolui. Daí aperto um F12, para um pouquinho, descansa um pouquinho, dá uma voltinha e finalmente o rWindows entra. Saco. Lá vou eu de novo com ele a tiracolo pra assistência técnica.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Como poderei viver?

Meu notebook estava dando umas piscadas esquisitas na tela. Como ele ainda está na garantia, resolvi levá-lo para a assistência técnica. Tinha um fiozinho de esperança de que o técnico dissesse "ah, é coisa muito simples, resolvo agora mesmo". Mas não. Tive que deixá-lo lá. Oh my god. Preenchido cadastro, ordem de serviço e tals, a moça que me atendeu disse que até amanhã eles devem ter um diagnóstico. Eu olhei pra ela bem séria e disse "tudo bem, mas vocês têm noção de que quem deixa seu notebook aqui está necessariamente sofrendo, né?" Ela riu e disse que sim. Minhas próximas horas pelo jeito serão um exercício de desapego.

Não entendi

"A quinta-feira será fria e ensolarada nos próximos dias em Santa Catarina", acabo de ler em um jornal local online. Quer dizer que as próximas quintas-feiras serão frias e ensolaradas? Dã.

Outra:

"Tal fulana viajava sozinha para conhecer a Europa pela primeira vez", dizia uma das matérias sobre as vítimas do voo da AirFrance - dessa vez, num site nacional. Então a moça talvez pretendesse ainda conhecer a Europa pela segunda, terceira e quarta vezes. Mas não conseguiu conhecer nem pela primeira.

[Regina, Gilka e Scotto: SOCORRO!!!]

domingo, 31 de maio de 2009

Os homens e mulheres de ferro

Eles nadam 3.800, pedalam 180.000 e correm 42.000. Caem na água às 7 da manhã. Os primeiros colocados começam a concluir a prova em torno das 16h. Os outros têm até meia-noite para terminar todo o percurso exaustivo. Não é pra qualquer um. Pois hoje de manhã me solidarizei com eles. Acordei pouco antes das 7h. Deasfio: soltar e alimentar os cachorros em rodízio, de forma que Otto e Fidel não fiquem no mesmo ambiente, senão dá briga. Abre cerquinha daqui, fecha porta de lá, manobras planejadas e cumpridas com rigor. Em 10 minutos, todos estavam aliviados e alimentados. Mission accomplished. E eu pude então correr de volta para o quarto e mergulhar sob o edredom, que esta manhã era o melhor e mais quentinho lugar do mundo. Cada atleta tem o Ironman que merece.

Parabéns pra ela


Há exatos sete anos chegava ao mundo numa ninhada com mais sete irmãozinhos a boxer dona de toda a doçura transbordante dos olhos de mel. Três meses depois passei a ter o privilégio da convivência diária com essa adorável criaturinha, que certamente tem me tornado uma humana melhor e mais afetuosa.
Feliz aniversário, minha linda Lô!!
[Dois fatos relevantes acerca da foto: 1) ela conseguiu me dobrar e conquistou o direito de usar a poltroninha da sala; 2) eu sou uma negação em Fotoxop e os olhos dela ficaram assim com o flash estourado.]

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Adoravelmente biodegradáveis

Eu, que sempre:

1) soube que vou voltar pra Comunicação na minha próxima formação acadêmica;
2) usei camisetas pretas-ou-brancas-básicas-lisas;
3) preferi homens morenos;
4) me disse fã de carteirinha do U2;
5) achei frescura carro com ar-condicionado e vidro elétrico...

... agora:

1) estou começando a estruturar um projeto pra tentar o doutorado na Educação;
2) comprei duas camisetas polo coloridas e listradinhas;
3) estou namorando [e muito feliz com] um galego bem clarinho;
4) nunca ouvi nenhuma música do álbum novo do U2;
5) uso ar-condicionado ligado no frio [até no outono], acho vidro elétrico indispensável e adoooooooro o comando satélite do carro.

E quer saber? Tá tudo ótemo.

Addicted

Nunca acontece. Mas hoje esqueci o celular em casa. Passei o dia todo fora, cumpri todas as tarefas da agenda. E sobrevivi!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Onze drops sobre o fim de semana que passou

1) A colheita das laranjas acabou. Hunny e eu surrupiamos um bambu (e o bambu? hehe) da beira do rio do Brás e com isso pudemos apanhar as frutas láááá de cima, que, por pegarem mais sol, suponho, eram as mais bonitas.

2) Aproveitando o clima bucólico, plantamos um pé de abacate. Aguardaremos brincaremos no regato até que nos tragam frutos teu amor teu coração. [Na verdade quem plantou foi hunny, eu só indiquei o local no terreno e fiquei olhando enquanto ele colocava com cuidado a semente germinada na caminha de terra.]

3) Almoçamos tainha no restaurantezinho simples que frequento em Ponta das Canas há quase 20 anos. Estava um dia lindo. No mar, um cardume enorme de golfinhos [golfinhos juntos são um cardume??] deu show.

4) Lavei roupa, passei roupa. Como é bom fazer esse tipo de coisa com calma, caprichando nas borrifadas de Pass Comfort e nas dobraduras dos lençois.

5) Com o frio, ressuscitei minhas pantufas e o aquecedor elétrico [meu R2D2] voltou à ativa. Os cachorros a-dooooooram!

6) Não fui ao show do Roberto, mas ouvi aquela canção: "quero que você me aqueça neste inverno / e que tudo o mais vá pro inferno". Minha predileta do Rei.

7) Testei um site de backup de blogs que o André me indicou há um tempão. Me loguei e tals, mas sempre que mando fazer o backup dos posts mais antigos ele dá um tilt. E no meu blog apareceu de novo, com data atual, meu primeiro post [a Regina chegou até a fazer um comentário... desculpa aê, fessora!]. Desisti por enquanto.

8) Fiz na sexta-feira a primeira sopa de queijo do ano. Com vinho tinto, é o que há. Outra hora posto a receita, muito facinha.

9) Lola saiu do repouso. Voltou a seu observatório e a perseguir os raios de sol. She's only happy in the sun. Mas ainda manca um pouco de vez em quando, e eu mantenho vigilância. Provavelmente vai ter que ir no vet de novo.

10) Assisti a quatro bons filmes na tv a cabo. Isso sempre acontece quando eu me convenço de que, para cortar despesas, devo deixar esse luxinho de lado. Oh my god.

11) Retomei a leitura dos contos da Virginia Woolf. Do começo.

sábado, 16 de maio de 2009

Mannah Mannah

Um crássico do Muppet Show que combina com manhãs ensolaradas de sábado. Para crianças de todas as idades.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Finalmente

Chegou ontem, por Sedex, minha encomenda. Depois de descobrir que a caixa havia sido extraviada, o atendimento ao cliente do Shoptime se comprometeu a entregar os produtos até amanhã. Pelo menos isso foi cumprido. E menos mal: de fato as peças são muuuuuito bonitas e saíram por um preço muito bom em relação à média nas lojas presenciais, pelo que andei pesquisando. Pronto, passou o stress. Agora dá licença que vou lá tomar um banho relaxante. E me enxugar com uma das toalhas brancas novas. =)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Ele se remexe muito

Gracinha. É um lêmure miniatura, espécie ameaçada de extinção, que está em tratamento na Austrália. Não parece um bichinho de pelúcia? E o que são esses olhos??

E já que eu gosto muito de lêmures... aumenta o som!!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Para [rir com] hunny (2)

Quando a gente gosta, é claro que a gente cuida.

Uma música bonitinha pra começar a semana. Tão bonitinha.

domingo, 10 de maio de 2009

Viva ela

Eu até acho que ela poderia reclamar e jamais reclama. Mas o fato é que os três filhos de Dona Conceição escolheram seguir profissões que têm rotinas e horários um pouco diferentes das normais: André e eu somos jornalistas, Mano é músico (e de orquestra!). Eu já passei um bom período nas redações, entre plantões e pescoções, e hoje, como servidora federal, meus horários até que estão regradinhos - sábado é sábado, domingo é domingo e feriado é feriado. Já Mano e André, além de continuarem em seus trabalhos com plantões rotineiros, pra piorar ainda se estabeleceram os dois em Curitiba. O resultado: acho que pela primeira vez, Dona Conceição precisou passar o Dia das Mães com apenas um pintinho embaixo de suas asas - no caso, euzinha. Nesse contexto complicado a gente rebola pra que a ausência não seja grave: na semana passada, André pegou uma folga na segunda-feira e veio pra cá. Aproveitamos para fazer um "almoço oficial" de Dia das Mães antecipado, ainda que sem o Mano. E provavelmente no próximo final de semana quem vem é o Mano com a Jaque dar seu beijabraço oficial na nossa véia. Enquanto filha de plantão, quem se dá bem sou eu, que no fim das contas vou acabar festejando três domingos seguidos. Hoje, em vez de fazer comida em casa, aproveitamos o ensolarado dia de outono e fomos eu e ela almoçar uma moqueca de polvo em Santo Antônio de Lisboa, com direito a passeio depois na Feira das Alfaias. Os guris se fizeram presentes por telefone e assim passamos o dia. Que foi ótimo!

sábado, 9 de maio de 2009

A saga das toalhas

Bem, isso é digno de registro: dois dias depois de reclamar em e-mails educados porém contundentes sobre o atraso na entrega da minha compra - um para o SAC e outro para o Ombusdman - recebo, também por e-mail, uma resposta: meus produtos foram extraviados (!!) e a entrega agora é prevista para o dia 15. Oh my god. Bem que o Bottini podia vir pessoalmente fazer a entrega, só pra eu ter o gosto de dar um peteleco na orelha daquele chato.

Adorei

Sou conhecida internacionalmente por minha dependência de café. Pra chocolate, não dou muita bola. Atenta a essa equação, mamy me deu uma cafeteira de presente de Páscoa. Eu sempre defendi que café de cafeteira não é grande coisa. Pois olha que mordi a língua. A nova maquininha já está perfeitamente integrada à minha cozinha e à minha rotina - já estreou, inclusive, na churrasqueira, para a hora do fireball regado a café com sorvete. E tornou-se um dos meus itens domésticos indispensáveis, ao lado da lavadora de louça, da lava-roupa, do micro-ondas e do geladeirão frost free.

[Feitos os elogios, dá licença que vou lá buscar mais uma xícara.]

sexta-feira, 8 de maio de 2009

De atestado

- Ana, então vamos fazer o seguinte: 10 dias de anti-inflamatório. Essa é a parte fácil. A parte difícil é o repouso. Mas é muito importante que ela faça 10 dias de repouso rigoroso pra poder curar bem essa inflamação.

Quem me disse isso após uma consulta de cerca de 30 minutos, na quarta de manhã, foi o Dr. David. E "ela", no caso, é minha Lola, a linda boxer perfeita dos mais doces olhos de mel. Que, da tarde pra noite, começou a mancar da pata dianteira esquerda. Notei isso quando cheguei em casa, na quinta-feira passada. Ela demorou a ir ao meu encontro no portão e, quando foi, aparentava estar realmente sentindo dor. Imaginei que ela pudesse ter dado algum mau jeito na pata, afinal as correrias diárias pelo quintal são intensas e Linda Lô já está com quase sete anos. Passou o final de semana e ela seguia com dor. Até que na quarta-feira fomos ao veterinário, que constatou que Linda Lô está com uma tendinite no ombro esquerdo. [Puxou à mãe, pelo jeito, que vive tratando inflamações articulares aqui e ali]. E prescreveu a dupla infalível anti-inflamatório + repouso.

A questão é: como conseguir com que Linda Lô, a guardiã de seu quintal, faça repouso?

Resposta: não é fácil, mas até que é possível. Só sendo uma mãe de cachorro muito dedicada. Durante seus 10 dias de atestado, Linda Lô não pode dar seus corridões até o portão sempre que passa algo na frente de casa, ou seus pulos quase da altura do muro quando seres alados ameaçadores sobrevoam seu território. Está, portanto, confinada dentro de casa e só dá passeios eventuais no quintal, monitorados, para espairecer e fazer seus números 1 e 2. Vai ser assim até sexta-feira. Mas sobreviveremos. Eu e ela.

A pergunta que não quer calar


Por que os dentes do Wolverine não viraram metal depois da experiência com adamantium?


[Bem , trata-se obviamente de uma pergunta sem importância, porque nem eu e nem as torcidas femininas do flamengo, do botafogo, do fluminense e do vasco juntas e sem conflito estamos realmente preocupadas com isso. Até porque durante o filme ele ri muito pouco...]

Para hunny

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Como assim, Bottini??!!

Zapeava eu descompromissadamente pela TV a cabo outro dia. Parei no Shoptime, onde uma moça escovada e muuuuuito alegre mostrava uns jogos de toalhas felpudas a um preço de fato muito bom. Resolvi dar uma olhada no site e, além de encomendar dois jogos das tais toalhas - um branco, porque eu não sou estrela pop mas adoro toalhas brancas, e outro rosa - pedi ainda um jogo de cama em algodão hiper-ultra-mega-um-milhão-e-meio-de-fios que estava, também, num preço bom. Calcula o frete, tudo parcelado sem juros no cartão. Ok, fiz uma boa compra!

Ledo engano. O prazo para entrega previsto era de cinco dias úteis. Já se passaram quase 15 dias úteis e nada das minhas lindas toalhas chegarem na minha casa. Reclamei por telefone e disseram que a encomenda seria entregue até dia 5. Não foi. Desde então já liguei várias vezes para a central de atendimento e sempre fico pendurada esperando para ser atendida. Mandei um e-mail e recebi uma resposta automática prometendo um contato em até três dias úteis. O atendimento online está sempre com todos os "consultores" ocupados (não sei por que hoje em dia atendente e vendedor viraram "consultores"). Well. Certamente esta terá sido a primeira e última vez que fiz comprinhas no Shoptime. Quer toalhinha nova, minha filha? Toca pra Havan.

[Espero que quando minha encomenda chegar eles mandem junto um narizinho de palhaço.]

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Meu pé esquerdo

Não sei se é excesso de cálcio, ou se meus dedos têm um formato errado, ou se é mais um efeito do meu sistema imunológico descontrolado (firewall alto). Mas minha unha do dedão esquerdo inflamou de novo. É um saco. Passei a adolescência inteeeeira me incomodando com unhas dos pés encravadas. Nunca nenhum dermatologista deu jeito. Imagino que a tendência natural tenha sido favorecida, naquela época, aos All Star e seus bicos borrachudos apertados, que espremiam os dedinhos. Mas agora, total adepta das sandalinhas abertas, não entendo por que isso continua acontecendo. Já tentei todas as receitas possíveis e até hoje a que deu mais certo foi benzedura. Desde que benzi essa unha problemática, há três anos (lembro bem que estava em processo de escrita da dissertação), o problema reduziu bastante - mas mantive, é óbvio, cuidados básicos como cortar a unha bem certinho e jamais tirar muito as pelezinhas dos cantinhos quando faço o pé. Mas quarta-feira, minha pedicure deu um vacilo e beliscou o cantinho da tal unha um pouco além da conta. Oh my god. Ontem à noite o dedão começou a ficar vermelho e a doer. Latejou a noite toda. E hoje está inchado e sensível. Resultado: a caminhada planejada para hoje teve que ser adiada porque é impraticável usar qualquer calçado fechado. Vou apelar para o permanganato de potássio. E torcer para que a beliscada não tenha ressuscitado esse meu velho pesadelo de adolescente.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Eu e meus vacilos

Que, felizmente, corrijo. Está devidamente linkado ali do lado o blog do Celso, repórter veterano com quem aprendi muito nos vários anos em que trabalhamos juntos. E de quem, é claro, sou fã. Lembro que no dia em que o Celso foi trabalhar na sucursal do AN aqui em Florianópolis, eu, fedelha saída da faculdade há pouco tempo e com pouquíssima experiência em edição, comentei com alguém: "O quê, o Celso Martins vai ser meu repórter na Geral? Bom, então chegou o dia em que o poste vai fazer xixi no cachorro". Hoje estamos ambos afastados das redações. Mas ele continua hiper-repórter, atuando de Sambaqui para o mundo. Abração, Celso!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Bom dia

Todo dia o sol levanta e a gente canta o sol de todo dia

Fim da tarde a terra cora e a gente chora porque finda a tarde

Quando à noite a lua amansa a gente dança venerando a noite

["Canto do Povo de um Lugar", do Caetano, no LP "Jóia". Sorry, não localizei o áudio. Mas acordei hoje com essa música na cabeça.]

domingo, 26 de abril de 2009

Vai em paz, colega

Soube há poucos minutos que o Mega não resistiu. É lamentável e estranho ver alguém da minha idade, com quem convivi tanto tempo, partir assim. Só resta agora torcer para que sua família tenha conforto. E que ele possa reencontrar em outra dimensão todas as pessoas e bichos que amou em vida e que também partiram.

Olha, Mega, eu sempre pensei que o céu dos cachorros e o dos humanos é o mesmo. Então por favor manda um beijo pro meu querido Basquiat. Espero que vocês se encontrem. Aproveita pra dar um jeito no comportamento daquele mequetrefe... que certamente está cavando muito buraco, se esfregando em resto de peixe e pulando cerca no céu.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Nem desabrigada, nem desalojada

E nem desamparada. Só exausta. Mas feliz por ter podido tomar um banhão quente depois da faxina. E de novo me sentindo privilegiada porque o que me aconteceu, comparando com tantas outras pessoas, não foi tão ruim assim. E com esperança de que agora pare de chover.

Pensa que acabou??? Nããão, não acabou!!!

Professora Regina que me desculpe, eu até acho os batráquios uns bichinhos simpáticos, mas a sensação de acordar de madrugada e atochar os pezinhos recém-saídos do edredom numa poça de água ge-laaaaaaada é deveras desagradável. Não era sonho: a poça era no meu quarto, tinha uns 15cm de profundidade e o diâmetro da lâmina d'água devia ter uns... hm... 5 mil metros quadrados. Oh my god. Meu saudoso pai comprou esta casa que hoje chamo de lar há quase 30 anos, e olha que nesses 30 anos já choveu horrores em Frogville, mas pela primeiríssima vez a água invadiu o lado de cá da porta da sala. Depois de três segundos atônita, catei o celular e liguei pra quem? Pra quem? Pra hunny, of course. Pergunta estúpida: "quê que eu faço? Tou com medo de acender a luz". Sim, porque afinal de contas eu sou uma sequelada de choques elétricos. Hunny disse para eu não acender luz nenhuma, desligar os disjuntores e esperá-lo. Passei pela sala. Filhotes empoleirados nos sofás, tadinhos, assustadésimos. Foram inclusive os latidos do Fidel que me despertaram - com meu soninho pesado era capaz de eu acordar boiando no colchão de mola, embaixo do pé de jaca.

Atendendo a pedidos, vou abrir um parágrafo.

Com a água na altura dos tornozelos - e olha que o único par de calçados que eu consegui juntar entre todos os que boiavam pela casa foi um tamanco Arezzo anabela com 10cm de plataforma - juntei-me aos filhotes no sofá empapado e fiquei aguardando hunny, com medo de transitar no meio do brejo do quintal com os pezinhos assim expostos a bichos & nojeiras. Lembrei então de uns tênis Adidas que eu ganhei há um tempo, de um modelo feito para praticantes de rafting, todo emborrachado e com um sistema de drenagem na sola. Perfect. Localizei os ditos cujos, calcei-os mas não precisei ir até o portão a pé quando hunny chegou, já que por pura sorte eu tinha deixado acionado o disjuntor exclusivo do portão. Yes. We can.

- Ana, é muita água. Três ruas pra lá, tá tudo embaixo d'água. Não tem o que fazer.

Oh my god. Ele tinha deixado o carro na esquina e caminhado até o portão com a água na metade da canela (não são canelas pequenas). Eu já estava avaliando a possibilidade de catar computador, uma muda de roupas e os filhotes e fugir pra casa da minha mãe quando observamos um pé das minhas havaianas novas boiando porta afora. Sinal de que, apesar de a chuva continuar, a água estava baixando. Hunny trouxe então o carro para dentro do pátio-brejo e sentamos na porta de casa, bebendo um vinho tinto, à luz de velas, para esperar a água baixar. Há circunstâncias mais favoráveis para se beber um vinho tinto à luz de velas com esse tipo de ser, mas tudo bem. E a água foi baixando. Depois de mandar pra fora grande parte do que estava acumulado dentro de casa, conseguimos dormir um pouco. Oito horas da manhã e hunny partiu, pobrezinho, meu heroi, para um dia cheio de compromissos profissionais e familiares. Eu já avisei no trabalho que virei uma flagelada e estou apenas no início de um dia repleto de rodos, esfregões e muuuuuuuuita água sanitária.

Graças a deus o modem da NET não molhou.

E estou pensando seriamente em ligar pra Vanessa para pedir mais uma sessão.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Uma quarta com cara de segunda que bem poderia ser sexta

Amanheceu chovendo. Desmarquei meu compromisso no Centro por total preguiça de encarar trânsito caótico. Fiz almoço, mas deixei o arroz pegar no fundo. Tudo bem. Saí de casa em cimíssima da hora, sem secar o cabelo, com o tanque do carro no mico. Parei no meio do caminho e mandei encher o tanque. Na hora de pagar, a maquininha do cartão encrencou. Ninguém sabia como fazer para achar o meu abastecimento no sistema e muito menos como emitir minha nota. Os dez minutos de imbroglio foram suficientes para me passar ao status de "atrasada", que passou a ser escrito em bold quando parei na avenida Beira-mar congestionada. Depois de 30 minutos para cumprir o percurso praça Celso Ramos - IFSC, consegui entrar no estacionamento pensando que enfim tinha chegado. Ledo engano. Nunca tinha visto o pátio daquela escola tão cheio. E nunca tinha conseguido uma vaga mais na putaqueopariu. Choviam cântaros. Peguei carona no guardachuvão do meu colega Oscar, que estava chegando na mesma hora e tinha estacionado duas vagas antes de putaqueopariu. Ele me deixou mais ou menos seca no corredor que me conduziria ao relógio ponto para registrar minha chegada - atrasada em bold. Quando finalmente cheguei no meu setor, comecei a baixar uns arquivos pesados de um professor que enfim mandava seu material após uns 10 dias de atraso. No bom do processo, puf. Faltou luz. Oh my god. Cerca de uma hora depois a energia voltou, mas até entrar o servidor (onde está absolutamente TUDO indispensável) e até a conexão à Internet ser restabelecida, já eram mais de 16h e eu morrendo de fome. Fui à cantina e pedi um queijo quente. Estavam limpando a chapa, ia demorar. Tudo bem. Comi um salgado assado péssimo, com um suco de laranja ok. Pelo menos a companhia de hunny, como sempre, era excelente. De volta ao meu setor, consegui imprimir o material necessário para a reunião das 17h. Daí em diante as coisas aparentemente voltariam ao prumo. Ledo engano. Saí do meu setor às 19h05 para encontrar hunny, que me daria uma carona em seu carro até a distante vaga na putaqueopariu onde estava meu carro. Mas hunny tinha acabado de saber que o cara que cumpre sua função no período noturno não iria trabalhar. Ou seja, ele teria que ficar de plantão até as 23h. Oh my god. Despedi-me de hunny, registrei minha saída no maledeto relógio do ponto eletrônico e, guarda-chuva na mão, caminhei até a vaga na putaqueopariu. Não sabia se chorava ou se gritava quando vi que um bostinha de um Corsa verde tinha me trancado. E minha terapia marcada para dali a 10 minutos. Recorri novamente a hunny, que entregou a chave de seu carro na minha mão e disse "vai". Fui. Depois da sessão, voltei à escola para devolver o carro de hunny, que já tinha descoberto quem era o mala do Corsa verde e solicitado elegantemente que o dito cujo NUNCA MAIS FAÇA ISSO, principalmente quando o carro trancado for o da namorada dele. Senti-me o máximo da pessoa protegida. Encarei, agora em meu próprio carrinho, um trânsito ainda pesado na SC-401 cheia de trechos de aquaplanagem. Cheguei em casa, recolhi os filhotes friorentos ao aconchego do lar. Enquanto falava no telefone com minha mãe, puf. Faltou luz de novo. Oh my god. Juntei todas as velas que consegui encontrar, fiz um sanduíche e comecei a me amorcegar para dormir. Mas quando a luz voltou, tive que vir para o computador para contar essa epopéia. Não pela lengalenga toda, mas pelo fato do dia: Vanessa conseguiu me convencer de que estou bem, obrigada. E me deu alta da terapia.

Pronto, passou. Agora vou dormir.

Perdi

O friozinho y otras cositas más me desestimularam totalmente e não consegui sair debaixo do edredom para encontrar o grupo (mais uma vez organizado pelo nosso guru Dauro) que fez no feriado uma caminhada até a Lagoinha do Leste pelo Matadeiro. Repórter eficiente, o Carlito já publicou um post sobre a aventura no blog dele - que, inclusive, ainda não estava linkado ali do lado por mero descuido. Maurício, valeu o estímulo, mas realmente não consegui. Eu adoraria ter acompanhado vocês, ainda mais com a participação ilustre do querido Lauro (ele já não é mais uma criancinha, oh céus!). Na próxima vez, se tiver sol, quem sabe eu não amarelo.

sábado, 18 de abril de 2009

Minha vidinha bucólica

A temporada das acerolas acabou: restaram dois potinhos congelados no freezer. As pitangas também já estão esparsas. Em compensação, a laranjeira tá uma coisa de doido: hoje colhemos três sacolas cheinhas, só pegando o que estava ao alcance da mão do galego de quase 1,90m (se eu fosse contar só com a minha altura, talvez tivesse conseguido duas ou três... laranjinhas). Temos agora que providenciar alguma geringonça que nos dê acesso às frutas mais altas. Taí algo realmente importante para se preocupar.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Oxitocina e ciberterapia

Da revista TPM de dezembro/janeiro:


FALA QUE ALGUÉM TE ESCUTA

O fala-fala feminino invade a web e engrossa o caldo das intimidades para consumo imediato

POR DENISE GALLO*

As mulheres falam. Certo. Os homens também falam. Crianças, animais, até as plantas falam. Tudo fala neste mundo eloqüente. Mas dizem que as mulheres falam mais. Entre mulheres, então, muito mais.

A medicina explica que o centro da fala é mais desenvolvido no cérebro feminino. As meninas, em geral, falam mais cedo do que os meninos. O talento para a conexão pessoal aparece logo: com apenas três dias, as meninas sustentam o olhar em direção a um adulto pelo dobro do tempo dos meninos. Há, também, a oxitocina, hormônio que tornaria as mulheres mais inclinadas a amizades e parcerias (ai!, que medo dessas explicações que enquadram a “natureza feminina”).

As influências culturais (ufa!, agora sim) deram seu empurrãozinho nessa solidariedade. Com pouco espaço para se expressar, a amizade entre mulheres foi, por muito tempo, um oásis em suas vidas. E incutiram tanto romance açucarado em suas cabeças, que esta máxima pega até hoje: mulheres gostam de falar de relacionamentos, de gente, de amor. Tudo isso para explicar aquilo que qualquer um que esteja esperando para usar o telefone já sabe há muito tempo: a gente fala pelos cotovelos!

Na passagem para o mundo virtual, a oxitocina escorre pelos teclados. Estudos americanos constatam que as garotas publicam mais conteúdo, têm mais blogs, cultivam mais as amizades on-line. No Brasil, o aumento do número de mulheres na web e o crescimento das redes sociais femininas indicam que estamos indo para o mesmo caminho. Que caminho?

Publico, logo existo

Entre os muitos usos, uns maravilhosos e outros desastrosos, a que se presta essa hiperconectividade, a exposição da intimidade parece ser um dos mais populares. Os desabafos, assim como o cotidiano sem graça, que antes ocupavam páginas de diários secretos, ganham dimensão pública, numa ciberterapia curiosa.

A vida íntima precisa de platéia para ganhar sentido. Publico, logo existo. Assim, todo mundo pode ter o seu momento “pinguepongue com a Gabi”, se autoperseguir como um paparazzo e jamais dar um passo sem avisar ao público invisível que sua vida não é nem mais nem menos banal do que a de qualquer um.

*Denise Gallo, 38, é sócia de Uma a Uma, empresa de inteligência de mercado especializada em comportamento feminino: blog.umaauma.com.br. Seu e-mail: denise@umaauma.com.br

[E com este texto que não é de minha autoria vai um beijo pra Fi, pra Marie, pra Aline, pra Karlinha, pra Cris, pra Cris Mohr, pra Malu, pra Adri, pra Rafa, pra Regininha, pra Ana Corina e pra Dálete, minhas amigas blogueiras mais presentes.]

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Antes tarde do que nunca

Finalmente criei vergonha na cara e linkei aí do lado o blog novo da minha ídola e eterna p'ssora Regina Carvalho. Aprendi muito com essa mulher na faculdade de Jornalismo e ainda hoje aprendo. Beijão, fessora!! Agora também tou te seguindo...

Sempre implacavelmente relativo

Não é de hoje que eu tento fazer um acordo com o tempo. E ultimamente algumas horas correm tanto, voam, se esvaem pelos dedos... socorro, Caetano. E boa semana pra todo mundo.





És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...

Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...

O que usaremos pra isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Ricardo Mega

A última vez em que o encontrei pessoalmente foi no ano passado, durante a prova do Ironman Brasil em Jurerê. Eu passeando, ele trabalhando como sempre, com o inseparável colete de fotógrafo e uma tonelada de equipamentos. Tínhamos deixado de conviver diariamente quando me desliguei do jornal, em abril de 2006, e nessa ocasião em que nos vimos rapidamente ele também tinha recém-saído da empresa, que estava em processo de aquisição pela RBS. Então nos esbarramos e nesses poucos segundos de contato, além das perguntas de praxe que trocam dois ex-colegas que não têm grande intimidade - onde estás trabalhando, como vai a vida, etc. -, ele lembrou de abordar um assunto que era recorrente em nossas conversas de redação: os cachorros.

Dificilmente alguém diria que aquele cara com jeitão marrento, sotaque carioca, criador e adestrador de pitbulls, é um franciscano da melhor estirpe. Aliás, dificilmente alguém diria que os pitbulls do Mega são aqueles anjos dóceis e educados. Lembro bem de um plantão de sábado que eu estava coordenando. Quando voltou da pauta, antes de identificar o material, Mega chegou para mim discretamente: "Ana, estou com o Iron lá dentro do carro. Tudo bem se eu trouxer ele aqui pra dentro, só enquanto eu baixo meu material?" Respondi que por mim tudo bem, já que eu sabia que o Iron é adestrado e muito obediente. Consultamos as outras poucas pessoas do plantão, e o Iron ganhou passe livre. Ainda lembro da cena surreal: o Mega trabalhando num iMac colorido, na mesa dos fotógrafos, com aquele pitbull gigante (os cachorros dele são muito bem-cuidados) deitado aos seus pés, em cima de um tapetinho.

Já em outra ocasião, estou eu chegando para mais um dia de expediente normal de meio de semana. Passando pela mesa dos fotógrafos, Mega me chamou para contar que ele e o Vilmar (o motorista cujas histórias renderiam um livro) tinham presenciado o atropelamento de uma cachorrinha vira-latas na Via Expressa, a caminho de uma pauta. Quem atropelou não fez nada, mas eles pararam o carro e o Mega foi para o meio da rodovia resgatar a pobrezinha, que estava machucada e assustada, mas sem fraturas aparentes. Eles a deixaram na casa de uma senhora que morava nas redondezas e foram para a pauta. Pois quando ele me chamou, depois de contar a história, ele disse "Ana, eu não consigo parar de pensar naquela cachorrinha. Acho que vou lá buscar". Ele só precisava verbalizar isso. Terminou de identificar suas fotos, entrou no carro e foi ao encontro daquele serzinho esquálido preto-e-branco. Voltou todo empolgado com o quinto elemento de sua matilha - que já era composta por quatro pitbulls - no porta-malas. Depois de receber os cuidados necessários e o carinho dele e da mulher, Isabelle (também, obviamente, cachorreira de carteirinha), a Nina se transformou numa vira-latas saudável e encorpada, bem parecida com os irmãos de raça. Sempre que perguntava sobre como ela estava, ele me respondia: "Ana, aquela cachorra me ama". Claro, né? Óbvio que ama.

Durante o período em que convivemos profissionalmente, os cachorros sempre eram assunto. Ele é bom adestrador e me deu um monte de toques legais sobre como botar um pouco de disciplina na minha matilha mimada. Lembro de como estava triste ao contar que uma das pitbulls tinha morrido. E quando nos revimos muito rapidamente naquele dia de Ironman, nossas matilhas continuaram sendo a razão de nossa empatia - mais do que a profissão em comum.

Então é estranho lembrar dessas e de outras histórias e imaginar que hoje esse cara de coração grande, apenas dois anos mais velho que eu, está sofrendo as sérias conseqüências de um AVC, numa UTI de hospital. Como bem disse o Magoo em algum lugar, tomara que essa esteja sendo apenas mais uma das brincadeiras do Mega. E que logo ele possa estar de novo brincando com seus cachorros no quintal da casa que ele construiu para viver perto do mar, ao lado da sua Isabelle.

domingo, 5 de abril de 2009

Eu florida alegre e faceira. E daí??

Adorei esse texto da Cris Guerra. Desnecessário dizer que deve ser lido com bom humor, ok?


16 ou 17 coisas que você precisa saber sobre uma pessoa tatuada.

1. Não, ela não quer falar sobre isso.

2. Sim, ela teve coragem. Ao contrário de você, que está pensando em fazer uma tatuagem há 14 anos.

3. Não, ela não se arrependeu.

4. Ela é tatuada, não tatuadora. E não quer dar a você todas as dicas de como, onde, quando e que desenho tatuar.

5. Cuidado com perguntas do tipo “Você trabalha com tatuagem?” se não quiser ouvir respostas do tipo “Sim, eu não tiro a tatuagem para trabalhar”.

6. A não ser que pinte um clima, não saia botando a mão.

7. Não, ela não é um outdoor, nem um pássaro, nem um avião. Pessoas tatuadas não gostam de ser assistidas como se fossem um filme. Nem de ser observadas e avaliadas como num programa de calouros. Evite dar voltas em volta dela, olhando de cima a baixo.

8. Pode parecer estranho, mas, não, ela não quer chamar atenção. Pode parecer ainda mais estranho, mas as tatuagens são desenhos dela para si mesma, não para os outros. E têm muito mais a ver com o que ela quer dizer para si mesma do que para o mundo.

9. Perguntas do tipo “E essa aqui, o que significa?” só significam uma coisa: você é um chato. Gostaria de ouvir perguntas do tipo “O que significa o seu cabelo chanel?”

10. Proibido fotografar, filmar, tocar ou comer no recinto.

11. Não, ela não quer pensar em um desenho para você tatuar.

12. Sim, ela respeita se você achar ridículo. Mas nem tudo precisa ser dito. Ou ela será obrigada a opinar sobre o seu enorme brinco de pena.

13. Doeu, sim. Mas o que dói mesmo é esse seu olhar de turista.

14. Sim, ela já sabe que você é louco pra fazer uma, mas nunca teve coragem. A pergunta é: “E daí?”

15. Não, ela não tem tatuagem onde você está imaginando.

16. Sim, ela trabalha num lugar muito democrático. Ou usa terno e gravata.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Twitter

Me inscrevi hoje no Twitter, mas ainda não fraguei direito qual é a dele. Dã. =D

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Era uma vez um carinha sorumbático

Descobri essa gracinha de vídeo nos favoritos do Orkut de dois amigos. Impossível não ficar com um sorrisinho bobo no final.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Um pequeno delito

Meu vidrinho novinho de pimenta Tabasco teve a tampinha misteriosamente perdida na noite de Réveillon. Ela foi então substituída de improviso por um pedacinho de papel alumínio todo amarrotado. Que, além de ter um aspecto feio, precisa ser substituído toda hora porque alguém sempre amassa aquele papelzinho e joga fora. Esse pequeno problema foi resolvido com um pouquinho de cara de pau durante uma pausa na caminhada de domingo na Ilha do Mel. Eu, que nunca consegui roubar chocolate nas Americanas e nem copo em bar lotado, deleguei a tarefa delituosa ao Douglas, que a executou prontamente e na maior elegância. Terminada a deliciosa porção de iscas de pescada (que foi o motivo para virem à mesa dois vidrinhos de Tabasco, um da Garlic e outro da tradicional), pedimos a saideira e a conta. A tampinha de um dos vidros foi sutilmente colocada num canto da mesa entre nossos bonés e óculos. Quando a garçonete veio recolher as coisas, levou os dois vidrinhos sem notar que um deles estava sem tampa. Bingo. Meu vidrinho de pimenta já está pela metade, mas já não faz feio quando vai à mesa. Será que vou ser cobrada por isso no juízo final?

[Lição: a partir de agora, além dos araminhos de saco de pão, vou também começar a colecionar tampinhas de pimenta Tabasco. Pra garantir.]

domingo, 29 de março de 2009

And the world goes round

you're asking me will my love grow
I don't know, I don't know
you stick around now it may show
I don't know, I don't know


[Pode parecer incrível, e peço perdão por isso a todos os meus amigos músicos, mas só agora, com quase 37 anos, descobri "Abbey Road", que passou a semana inteira no cd do carro. Antes tarde do que nunca.]

quinta-feira, 26 de março de 2009

because the world is round it turns me on

[Pequena seleção de imagens captadas durante um feriado estressante na Ilha do Mel - PR.]

because... the world... is... round


because the wind is high it blows my mind


because... the wind... is... high


love is old, love is new



love is all, love is you

[...]

because the sky is blue it makes me cry

[O "teto"do gazebo no jardim da pousada.]

because... the sky... is... bluuuuuue

[Special thanks to André, Mano, Jaque, Gisa, Lennon & McCartney.]

quarta-feira, 25 de março de 2009

Semana curta

Fim de semana prolongado é uma delícia, ainda mais quando se dá um jeito de esticar o feriadão que iria só até segunda para a terça-feira de manhã. Mas o efeito inverso disso (não vamos dizer que é um efeito negativo, mas apenas uma consequência inevitável de três dias e meio sem se preocupar com porra nenhuma) é a semana curta que vem em seguida. Cair na real de novo é um processo quase doloroso - daquelas dores que se sente com um sorrisinho nos lábios, já que a preocupação com o volume de tarefas acumuladas e coisas para dar conta nos âmbitos profissional e doméstico vem junto com a recordação de outras coisas como o edredom branquinho e cheiroso da pousada. Enfim. Mas o que eu queria dizer mesmo por enquanto é que só vou poder contar da caminhada de mais de 10 quilômetros entre praias e costões (sim, eu consegui transpor costões!!), da pousadinha fofa, da comida maravilhosa, da reposição da tampinha do meu vidro de pimenta, das ampolas de Original pelas quais pagávamos R$ 7 achando tudo lindo, dos belos dias de sol, das noites de céu cintilante cheias de estrelas cadentes e do encerramento disso tudo ao lado dos meus dois queridos irmãos quando eu receber o cd com as 417 fotos desses três dias e meio. Porque nem tudo é assim tão fácil: a câmera e o cartão de memória ficaram em Curitiba com seu legítimo dono, que está providenciando o envio daqueles mais de 500 mega por Sedex. É um deja vu de tempos atrás, quando tínhamos que mandar revelar filmes nos laboratórios fotográficos. Oh my god, que ansiedade...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Um post saideiro

Quando escrevi o post abaixo eu estava na recepção da Clínica Santa Helena, como acompanhante da minha mãe - que precisou fazer um procedimento meio chatinho que demandou internação-dia. Chegamos na clínica hiper cedo para a internação e em torno das 8h ela entrou. Ficamos lá na cadeirinha da recepção eu e o note, fuçando na Internet e rabiscando coisas (inclusive o post sobre a Ilha do Mel).

Nesse tempo entraram na clínica várias mamães a caminho de dar à luz seus pimpolhos - um baita movimento, tanto de algumas em trabalho de parto natural quanto de outras com internação marcada para cesariana. Uma das que estavam esperando para cesária chegou com o marido, a mãe e a irmã; esperou um pouco até ser internada, foi internada, ganhou o bebê. O pai desceu todo orgulhoso mostrando fotos e videozinhos na máquina digital. E minha mãe continuava lá dentro.

Comecei a ficar meio preocupada, porque afinal de contas dona Conceição já teve problemas com anestesia. Fui me informar no balcão e disseram que estava tudo bem, ela já iria para o quarto.

Aliviada, comecei a achar graça do inusitado da situação: enquanto a maior parte das mulheres naquela recepção eram mães esperando seus bebês, eu era o único bebê esperando sua mamãe. Coisas da vida.

A propósito, estamos aqui eu e ela agora no apartamento da clínica. Correu tudo bem e logo vamos pra casa. Agora sim, este é o último post antes da minha sonhada folga no feriado. Inté!

Que venha o feriado, então

É fácil chegar lá: saindo de Floripa, segue-se pela BR-101 no sentido Norte até Garuva, onde se entra à direita na direção de Guaratuba, já no Paraná; de Guaratuba pega-se a balsa até Caiobá (onde meu tio Beto já teve um apê) e de lá segue-se de carro costeando o litoral até o Pontal do Paraná, onde fica o carro. Daí é só pegar o barquinho e seguir para a ilha pela baía de Paranaguá, numa travessia que geralmente permite o avistamento de enormes navios entrando e saindo do porto lá longe. Meia horinha e pronto.

Uma das recomendações para quem quer passar alguns dias descansando e curtindo as praias bacanas da Ilha do Mel, onde só se anda a pé, é levar na bagagem apenas o essencial. Eu sempre costumo exagerar na mala, mas desta vez estou me esmerando para realmente levar só o que precisa ser levado. Foi um pouco sofrido resolver isso, mas o notebook vai ficar em casa. Entonces, hasta la vista, babies, e até terça-feira!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Bate outra vez com esperanças o meu coração...

...pois já vai terminando o verão... enfim!

[Charge de Richard Wilson originalmente publicada na revista inglesa "The Ecologist" em 1974 e reproduzida no livro "The Doomsday Funbook", John Carpenter Publishing, 2006. Eu diria que ele reproduziu o cenário de Canasvieiras em 2009.]

segunda-feira, 16 de março de 2009

O lado doce da vida rural

Jardineiro a cada três semanas para manter limpos os 1000 metros quadrados de terreno gramado: 100 reais.

Cinco tanques de álcool por mês para garantir o deslocamento diário médio de 50 quilômetros entre casa e trabalho: 350 reais.

Colher acerolas gigantes no pé e preparar um suco fresquinho para o café da manhã de sábado com o namorado: não tem preço.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Seis de miopia, dois de astigmatismo

No meio do corre-corre treslouquecido da semana que enfim vai terminando (assim como o verão...), uma notícia que me deixou deveras felizinha: meu oftalmologista constatou hoje que meus graus de miopia e astigmatismo têm se mostrado estáveis nos últimos dois exames. Com isso, eu posso colocar nos planos para 2010 a cirurgia corretiva. Acho que acordar de manhã e conseguir ler os números do rádio relógio sem precisar catar os óculos antes deve ser algo que não tem preço.

[Eu não nasci de óculos e detesto usá-los. Uso lentes de contato desde os 15 anos. Mas eu até apareço em público lá uma ve z ou outra com meus óculos indie de acetato.]

segunda-feira, 9 de março de 2009

Quando entrar setembro

Hoje bem cedo, a caminho de um dia cheio de compromissos, resolvi fazer as contas pra trás e percebi que não tenho férias, férias mesmo, desde março de 2006. E olha que desde março de 2006 aconteceu coisa na minha vida, em todos os âmbitos. Tá explicada a causa dessa minha vontade de só dormir. Espero conseguir me vingar disso tudo em setembro.

sábado, 7 de março de 2009

Coisinhas domésticas

Já perdi as contas de quantas chaleiras eu destruí ao esquecê-las no fogão acesso até a água evaporar completamente e o metal ficar incandescente e deformado. Dizem que isso é perigoso, mas nunca houve danos graves aqui em casa - fora, é claro, o preju das ditas cujas, algumas vezes de inox, outras vezes simplinhas de alumínio mesmo, descartadas no lixo reciclável.

A solução para esse meu pequeno desvio de caráter veio pelas mãos da querida tia Wilma, minha madrinha, que me presenteou com uma linda chaleira de inox com detalhes em esmalte, daquele tipo que apita quando a água ferve. Até agora, tudo bem.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Meus queridos traquinas

Deve ser porque não tenho falado muito deles aqui no blog. Mas meus fofos filhotes resolveram caprichar de novo nas traquinagens nos últimos dias. Primeiro foi Fidelzinho, o cachorrão-bebê, que resolveu ter uma crise de ciúmes de mim (eu voltava pra casa após três dias fora) e se atracar com a Lola. Fazia tempo que os dois não brigavam. Lola é um doce de cachorra, e bem menor que o Fidel, mas revida à altura quando ele quer brigar. Feitos os apartes, mãe e eu verificamos o saldo: Lola com a ponta da orelha rasgada e umas mordidas no pescoço, Fidel com uma mordida meio feia acima do olho direito. Como a orelha é uma parte muito irrigada, demorou muito a estancar o sangue e com isso a Santa Claudete teve trabalho extra no dia seguinte. Curativos feitos, discursos dados e rotina doméstica retomada, tive uns dias de sossego. Isso foi no domingo.

Mas logo em seguida veio outra: já devidamente de pazes feitas, os monstros resolveram ontem à noite torturar até a morte um pobre gambá que se aventurou no meu pomar para comer pitangas. Cheguei em casa meio tarde e não vi o cadáver no quintal. Hoje cedo, já de banho tomado, tive que providenciar um funeral digno para a pobre criatura, que jazia perto do relógio da água, no pé da pitangueira cujas frutas ele muito pouco deve ter saboreado.

Moral da história: não dá pra ser muito mulherzinha com esses meus filhotes. Tem que apartar briga, enterrar bicho morto e não descuidar da disciplina - senão eles tomam conta. Mas não consigo imaginar minha vida sem eles. Assunto pra terapia, talvez.

terça-feira, 3 de março de 2009

Surpreendendo o sol antes de o sol raiar

Conheço muita gente que diz ser mais produtiva trabalhando de madrugada. Não é o meu caso. Tenho séria dificuldade para produzir depois das 10 ou 11 da noite. Isso vem desde os tempos de escola: sempre preferi acordar duas ou três horas antes do normal para terminar tarefas ou reforçar leituras a ficar madrugada adentro cochilando em cima dos livros. Hoje é um dia desses: eu deveria mesmo era ter esticado ontem à noite um pouco mais no escritório, mas resolvi dormir e botar o relógio para antes do sol - como na música do Chico. Mas acredito que nem uma nem outra alternativa sejam realmente saudáveis: melhor que sejam exceções na nossa rotina. E justamente hoje, durante a segunda dose de Melitta Forte do dia que mal começa, encontrei esse texto no G1. Ok, vamos trabalhar em horários esquisitos pra dar conta da vida, minha gente. Mas que isso seja sempre uma exceção. Até porque tem um leque de coisas muito mais interessantes para fazer nas horas frescas da madrugada. Dormir, inclusive. Bom dia pra todo mundo.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Eu, minha amiga e nossos fantasmas

Semana estranha e cheia de diferentes emoções essa que está terminando hoje. O ponto alto foi a visita inesperada de uma querida amiga, quarta-feira, em torno das 22h. Eu estava indo cedo para a cama, na intenção de ler um pouco e dormir logo, para dar conta dos compromissos que iniciariam de manhãzinha no dia seguinte. Tocou o celular:

- Oi, Ana. Estás em casa?
- Oi, querida. Estou sim, pode ligar aqui.
- Não, eu estou na rua, aqui perto. Posso ir aí?

Minutos depois chegou minha amiga, linda como sempre, mas emocionalmente destruída, extravazando uma profunda tristeza. Tremia e chorava. Dei um abração, disse para ela se acalmar e me contar o que tinha acontecido. Ela sentou na poltroninha colorida do canto da sala, ao lado da luminária maior. Ofereci água, cerveja e uma tigelinha de porcelana como cinzeiro (não tenho mais cinzeiros em casa). De blusa laranja e calça estampada, no contraste com a poltrona e a luminária coloridas, ela parecia uma pintura de Frida Kahlo. Sentei no sofá preto com as pernas cruzadas e comecei a ouvi-la.

Ela falou, falou, falou. Resgatou assuntos de dez anos atrás que ainda incomodavam. Admitiu medos, conseguiu rir de algumas coisas e também ouviu outras que eu tinha a falar. Não deixei que fosse embora porque o caminho até sua casa seria longo demais. Fomos dormir perto das 4 horas, com o despertador programado para tocar às 7. Apesar de isso ter comprometido a produtividade do meu dia, tenho certeza de que fiz a coisa certa ao oferecer ombro e ouvidos para ela.

O dano emocional, na verdade, foi estabelecer paralelos entre a história atual dela e a minha própria história recente. Embora eu esteja alegre e faceira, vivendo mil coisas novas e cheia de projetos, abrir a caixinha das tristezas, raivas e mágoas passadas foi um abalo emocional considerável. Isso somado a outras coisas me fez voltar a ser, nos dois últimos dias, a chorona do trânsito. É tiro e queda: entro no carro, ligo o som e desando a chorar até chegar ao meu destino. Mas assim como na época da vivência das emoções originais, tenho certeza de que isso também vai passar.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Duas horas de trânsito na volta do trabalho

e tocando ainda Lenine no meu cd player:



desta cidade um dia só restará
o vento que levou meu verso embora




[Será que essa gente não vai embora nunca???]

Quarta-feira de Cinzas

Dia nublado, leve ressaca. Deadline prorrogado. E nos primeiros e-mails da manhã, mais um pedido de orçamento para trabalho freelancer. Se o ano ainda não tinha começado... agora vai!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Nana, neném

Meus boxers nunca me darão netos. Sorte minha. Se nascessem filhotinhos do Fidel e da Lola eu certamente teria hoje uma verdadeira matilha de bochechudos remelentos lambões no quintal - e uma conta ainda mais astronômica na agropecuária, além da responsabilidade de ter também aumentado a já problemática população canina da cidade. Mas se eu os tivesse, acho que também cantaria pros meus netinhos. Como o tiozinho do vídeo aí embaixo. Fofo!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Já que é noite de Oscar...

...lembrei dos filmes que me comovem todas as células e me arrancam lágrimas:

1) "O filho da noiva";
2) "E.T." (é sério);
3) "Fale com ela" (que estou vendo agora *snif*)
4) "Marley & eu";
5) "Brilho eterno de uma mente sem lembranças".

[Vale dizer que não assisti a todos os que concorrem a melhor filme, mas torço por Benjamin Button. "Good night, Benjamin." "Good night, Daisy."]

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Parabéns


Tinha que ser um sábado de Carnaval quente e ensolarado pra essa baladeira-praieira-workaholic-mestrandaCDF começar um novo ciclo - que, espero, seja igualmente ensolarado, iluminado e very very warm. Hoje minha querida amiga Tati, que aparece em muitos posts e comenta praticamente todos, está de aniversário. Provavelmente não teremos nenhum contato presencial neste feriadão, já que ela está curtindo o Carnaval e eu, como já relatei no chororô abaixo, preciso ficar isolada do mundo. Mas fica aqui uma homenagenzinha pública e humilde para essa amiga-de-fé-irmã-camarada que merece toda a felicidade do mundo. Cheers!!


[Na foto, eu e a dita cuja numa fexteenha sunset no P12, dando uma de importantes nas almofadas rosa da Veuve Cliquot. O flash da máquina estava desligado, mas o efeito na luz de fim de tarde até que ficou legal.]

Chororô básico

O blog é meu, então eu posso dar uma reclamadinha. Hoje é sábado, são 8h40, tá um dia lindo lá fora e eu estou tomando a segunda xícara de café preto forte adoçado com mascavo, dentro da bolha, ar-condicionado lá em cima e persianas baixas. Tenho um frila-monstro pra entregar na quarta-feira de cinzas. Tudo bem que eu não sou grandes carnavalescas, mas saber que a maioria das pessoas está curtindo uma folga me deixa meio tristinha, com a sensação de estar perdendo algo. Ainda mais pelo fato de que, sim, eu gostaria de estar anywhere else far far away with somebody else I love so much, mas a responsa me obriga a dar conta do trabalho (que é remunerado, afinal de contas). São só 50 laudas, Ana Paula. Força na peruca. E bom feriadão de Carnaval pra quem o tem.

[E vai aqui um beijo saudoso em todos os meus ex-colegas de redação que por 11 anos compartilharam comigo aquela chatice de necessariamente trabalhar nos feriados, sábados, domingos, natais, anos-novos - e carnavais. Pros que persistem bravamente nas redações e como eu estão de plantão, reproduzo o conselho da Giorgia em seu post de carnaval: "Pra quem vai trabalhar, que não se revolte... trabalhe com amor. Tempos melhores virão." Sábia Giorgia. Vou lá buscar a terceira xícara.]

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O samba que eu não fiz

Já que não adianta muito ficar ranhetando naquela conversa de "eu não gosto de Carnaval", porque nessa época ninguém tem muito pra onde correr, vai um som lindo do álbum "Labiata", do Lenine, que pode servir para embalar num samba mais lentinho os amores efêmeros e quiçá os duradouros que hão de se consolidar por esses dias.






foi na leveza
só sentimento
e me entregou suas palavras
como quem dava um pedaço
delicadeza foi
disse ao meu coração
e ela me deu a intenção
do samba que eu não fiz

ô, sambá
é o que eu quero sentir
ô, sambá
quando eu te ver sorrir
ô, sambá
coisa melhor que eu fiz
mundo caiu no samba
na hora que eu te vi

você me batucou
skindô meu coração
quando eu te vi
sambar assim
aqui neste lugar
onde este mesmo sol
costuma aparecer
e a lua vem ouvir
o som estéreo do mar

ô, sambá
venha me dar seu amor
ô, sambá
que eu sambo aonde for
ô, sambá
é o tempo certo de ser
e eu sambaria o mundo
só pra encontrar você

[Referência importante: a composição é do Lenine com o saudoso Chico Science. Ouça no Goear pra curtir a gravação de estúdio, cheia de percussões legais. E a gravação pirataça em vídeo que peguei no Youtube foi feita num show em Recife, em novembro de 2008.]

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Eu na minha época

Não, eu não queria viver num mundo sem Internet, sem carro bicombustível, sem telefone celular, sem laptop com muita memória RAM, sem rede sem fio e sem a liberdade de resolver onde vou, o que faço, com quem convivo, se compro ou não compro, se como ou não como, se bebo ou não bebo. Eu prefiro viver na minha época, suando a camisa pra pagar as minhas contas básicas de subsistência e também as minhas cervejinhas importadas e melhor ainda as pousadas no feriadão (que hão de vir). No cinema os séculos anteriores ao 20 parecem muito glamurosos com aquelas mulheres de vestidão e cabelos arrumados, lencinhos e sombrinhas, delicadas e femininas. Mas decidi que gosto mesmo é da minha época, no meu século, que me permite montar provisoriamente meu escritório na praça de alimentação do shopping, resolver um monte de coisas e ainda por cima dar uma atualizadinha básica no meu blog que eu amo tanto mas que tem andado um pouco relegado. O frila vai acabar, o prazo tá aí, mas eu volto. Prometo.

[Dálete, minha companheira de época, um beijo. E também para todas as mulheres que como eu se desdobram em múltiplas e conseguem dar conta do recado - inclusive de ser feliz.]

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Tá difícil, minha gente

Clarice Lispector que me redima: "Não tenho tempo para mais nada, ser feliz me consome muito."
.
.
.
Fui. Mas volto.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Bonde andando

Gostei muito da discussão levantada pelo Maurício nos últimos dias, espalhada por outros blogamigos, sobre as vicissitudes do trabalho freelancer na nossa profissão. Desde que me desliguei do jornal onde trabalhei durante 11 anos, em 2006, fiquei quase dois anos emendando um trabalho free no outro, sempre conciliando isso com as atividades acadêmicas decorrentes do mestrado. Foi um período bacana para fazer contatos e vivenciar diferentes jobs (frilei tanto para revistas da Editora Abril quanto pra pequenas editoras locais, além dos múltiplos trabalhos que fiz com os amigos da Quorum).

Não posso reclamar: talvez por sorte ou por estar disponível nos momentos certos, sempre me caiu trabalho no colo durante esse período. Mas no início do ano passado, durante a produção do livro do Besc (o maior trabalho que já fiz), comecei a sentir falta de um vínculo. Vislumbrei duas alternativas: ou me recolocava no mercado formal, ou abriria uma empresa. A sensação de ficar "solta" não estava muito confortável. Foi quando fiz três concursos públicos, todos para vagas na minha área, e passei em dois. Quem me chamou primeiro foi o Cefet-SC, onde comecei em setembro. Lá estou tendo a preciosa oportunidade de misturar no coditiano de trabalho as duas coisas que eu estudei - Comunicação e Educação -, com as atividades no setor de educação a distância. Está sendo uma experiência muito legal, apesar de todos os estranhamentos que alguém que sempre trabalhou na iniciativa privada acaba tendo ao ingressar no setor público. Sem falar nas externalidades decorrentes de trabalhar numa grande instituição de ensino, com novos contatos, novos amigos e muitas outras coisas novas e boas.

Mas mesmo de volta ao mercado formal, continuo sendo uma moça trabalhadeira, e moças trabalhadeiras, quando são jornalistas, não negam fogo para frilas (até porque tenho três bocas pra sustentar e a conta mensal da agropecuária é alta). No momento, nas horas livres, eu estou tocando dois trabalhos simultaneamente, ambos de bastante volume, e é por isso que o Certezas tem andado meio paradinho nos últimos dias. É por isso também que eu não consegui botar pitaco na conversa sobre a vida de frila. E é precisamente por isso que hoje, nesse lindo sábado de sol, com o mar ali a 500 metros, eu estou aqui dentro da bolha de ar-condicionado do meu escritório fazendo de conta que é terça-feira. Dependo de um bom rendimento hoje para poder ter um sábado à noite e um domingão sem culpas. Acho que vou conseguir.

[Detalhe sórdido: meu deadline para o trabalho maior é quarta-feira de cinzas. Que bom que não sou propriamente uma carnavalesca...]

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sobre a biodegradabilidade das certezas

Camões já escrevia sobre isso em 1595:

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança.
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto.
Que não se muda já como soía.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Tchibum


Peguei ontem com o Alan as imagens subaquáticas que ele e o Marcelo fizeram no dia do nosso dive no Arvoredo. Puxa o ar, prende e tchibum, minha gente.



[Na foto lá em cima, um belo registro que o Alan fez dos singelos marimbaus, tão comunzinhos mas tão bonitinhos. E nos dois videozinhos, feitos pelo Marcelo, a tartaruga que o Zé contratou pra deixar os turistas com cara de bobos.]



domingo, 8 de fevereiro de 2009

Thank you, Alanis

Alguns dropes sobre a experiência do show de ontem:

1) Alanis Morissette é uma fofa: extremamente simpática, interage com o público sem ser forçada e sem engrisar palavras decoradas em português. Ela sorri aquele sorriso enorme, gesticula e se comunica. Tem de fato aquela voz inacreditável e trabalha com uma excelente banda. Nos sons mais pesados, dança feito uma porra louca no palco, chacoalhando a cabeleira e denunciando algumas de suas melhores fontes de inspiração. Showzaço que valeu cada centavo, cada minuto de empenho e cada pingo de chuva que caiu em cima de mim. Isso me leva ao item 2;

2) começou a chover forte em Jurerê cerca de uma hora antes de o show começar. Mas eu e meu gentil acompanhante combinamos de não arredar pé do bom local que tínhamos conseguido na pista. E a chuva caiu batida nessa hora antes do show e nas duas horas seguintes, até Alanis despedir-se sugestivamente com "Thank you" e sair do palco. Eu nunca na minha vida tinha tomado tanta chuva na cabeça. Qualquer pessoa com um pouquinho de mau humor ficaria incomodada com isso. Mas nós achamos o máximo e rimos muito da situação. E isso me leva ao item 3;

3) a música que eu mais queria ouvir era "Head over feet", que postei logo ali embaixo, por todo um contexto particular. E foi uma das primeiras do show. Adorei e cantei junto, assim como outras mais conhecidas como "You oughta know", cuja letra a Ana Corina nos forneceu em comentário no post anterior. Entre uma música e outra refleti que a segunda já foi cheia de significados para mim, mas agora é apenas uma música legal. E a primeira, que antes era apenas uma música bonitinha, agora virou uma música especial. Nada como um dia após o outro. Nada como as voltas que o mundo dá. E isso me linka ao item 4;

4) sim, eu estava muito bem acompanhada no show por um cavalheiro que se esmerava para me proteger da chuva e me erguia nos braços sempre que Alanis vinha para nosso lado do palco. Vi Alanis bem de pertinho. E isso animava ainda mais a cantar, cantar e cantar gritado, porque cantar em show sem gritar não tem graça nenhuma. Isso, acrescentado ao contexto da chuva, me conduz ao item 5;

5) estou sem voz. Vou fazer um chá com mel e já volto.

[Como não levei câmera, tomei a liberdade de copiar uma fotinha beeem pequenininha do Guto Kuerten, do Diário Online. Ela e outras podem ser vistas em tamanho maior clicando aqui.]

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Tudo culpa sua

don't be surprised if I love you for all that you are
I couldn't help it
it's all your fault

[Hoje tem Alanis Morissette aqui do ladinho de casa. Uhu!]

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Mui honrada

Recebi da Dálete, do Bonecas e Bonecas, o selo Prêmio Dardos, concedido a blogs relevantes e belos. Considerando a despretensão total deste espaço e o fato de que aqui o principal assunto é o meu umbigo, fico muitésimo honrada por pelo menos divertir alguém (como ela) com meus devaneios. A tarefa agora seria indicar outros 15 blogs para o selo, mas vou me poupar esse trabalho, já que é muito simples saber quais os blogs que eu considero relevantes: são todos esses que estão aí ao lado, na coluna "Eu Recomendo".

[Sobre a Dálete: ela é minha colega de trabalho - servidora federal há alguns pares de anos, trabalhando na área da educação tecnológica. Mas eu sei que isso é apenas um disfarce. Na verdade, ela é uma boneca. Das mais raras.]

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Wordless

Já que ando meio sem palavras mesmo, vai mais um videozinho. Esse eu conheci através do blog da Cris Guerra. Já assisti umas 800 vezes. Adoro principalmente a parte em que a menina mergulha. É lindo demais.

Será que é tão difícil amanhecer?

De maneira geral eu acho a Fernanda Abreu cool, embora também ache a voz dela meio fraquinha. Quando ela se arriscou a gravar essa obra-prima do meu ídolo Chico Buarque, lembro que fiquei até meio ofendida. Mas agora estou achando bonitinho. De fato é bom poder mudar de idéia. Bom dia pra todo mundo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Sem autorização de uso de imagem

Adorei reencontrar na mesma mesa de boteco dois amigos que amo enormemente: André Gassen e Valéria Lages. Como santo de casa não faz milagre, claro que ninguém tinha uma câmera decente na bolsa. Mas fizemos o registrinho do encontro em 1.3 megapixels e sem flash mesmo. Hoje o Boulevard da Lagoa em nada lembra aquela época em que ficávamos no trapiche até o dia amanhecer e pedindo a "última saideira". Mas foi bom perceber que nós, quase 20 anos depois, continuamos firmes e fortes.

[Não costumo postar fotos de pessoas no blog sem pedir autorização, mas como a intimidade é uma merda resolvi romper a regra. Qualquer coisa, queridos, me processem.]