...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Ricardo Mega
Dificilmente alguém diria que aquele cara com jeitão marrento, sotaque carioca, criador e adestrador de pitbulls, é um franciscano da melhor estirpe. Aliás, dificilmente alguém diria que os pitbulls do Mega são aqueles anjos dóceis e educados. Lembro bem de um plantão de sábado que eu estava coordenando. Quando voltou da pauta, antes de identificar o material, Mega chegou para mim discretamente: "Ana, estou com o Iron lá dentro do carro. Tudo bem se eu trouxer ele aqui pra dentro, só enquanto eu baixo meu material?" Respondi que por mim tudo bem, já que eu sabia que o Iron é adestrado e muito obediente. Consultamos as outras poucas pessoas do plantão, e o Iron ganhou passe livre. Ainda lembro da cena surreal: o Mega trabalhando num iMac colorido, na mesa dos fotógrafos, com aquele pitbull gigante (os cachorros dele são muito bem-cuidados) deitado aos seus pés, em cima de um tapetinho.
Já em outra ocasião, estou eu chegando para mais um dia de expediente normal de meio de semana. Passando pela mesa dos fotógrafos, Mega me chamou para contar que ele e o Vilmar (o motorista cujas histórias renderiam um livro) tinham presenciado o atropelamento de uma cachorrinha vira-latas na Via Expressa, a caminho de uma pauta. Quem atropelou não fez nada, mas eles pararam o carro e o Mega foi para o meio da rodovia resgatar a pobrezinha, que estava machucada e assustada, mas sem fraturas aparentes. Eles a deixaram na casa de uma senhora que morava nas redondezas e foram para a pauta. Pois quando ele me chamou, depois de contar a história, ele disse "Ana, eu não consigo parar de pensar naquela cachorrinha. Acho que vou lá buscar". Ele só precisava verbalizar isso. Terminou de identificar suas fotos, entrou no carro e foi ao encontro daquele serzinho esquálido preto-e-branco. Voltou todo empolgado com o quinto elemento de sua matilha - que já era composta por quatro pitbulls - no porta-malas. Depois de receber os cuidados necessários e o carinho dele e da mulher, Isabelle (também, obviamente, cachorreira de carteirinha), a Nina se transformou numa vira-latas saudável e encorpada, bem parecida com os irmãos de raça. Sempre que perguntava sobre como ela estava, ele me respondia: "Ana, aquela cachorra me ama". Claro, né? Óbvio que ama.
Durante o período em que convivemos profissionalmente, os cachorros sempre eram assunto. Ele é bom adestrador e me deu um monte de toques legais sobre como botar um pouco de disciplina na minha matilha mimada. Lembro de como estava triste ao contar que uma das pitbulls tinha morrido. E quando nos revimos muito rapidamente naquele dia de Ironman, nossas matilhas continuaram sendo a razão de nossa empatia - mais do que a profissão em comum.
Então é estranho lembrar dessas e de outras histórias e imaginar que hoje esse cara de coração grande, apenas dois anos mais velho que eu, está sofrendo as sérias conseqüências de um AVC, numa UTI de hospital. Como bem disse o Magoo em algum lugar, tomara que essa esteja sendo apenas mais uma das brincadeiras do Mega. E que logo ele possa estar de novo brincando com seus cachorros no quintal da casa que ele construiu para viver perto do mar, ao lado da sua Isabelle.
domingo, 5 de abril de 2009
Eu florida alegre e faceira. E daí??
Adorei esse texto da Cris Guerra. Desnecessário dizer que deve ser lido com bom humor, ok?quinta-feira, 2 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Era uma vez um carinha sorumbático
Descobri essa gracinha de vídeo nos favoritos do Orkut de dois amigos. Impossível não ficar com um sorrisinho bobo no final.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Um pequeno delito
Meu vidrinho novinho de pimenta Tabasco teve a tampinha misteriosamente perdida na noite de Réveillon. Ela foi então substituída de improviso por um pedacinho de papel alumínio todo amarrotado. Que, além de ter um aspecto feio, precisa ser substituído toda hora porque alguém sempre amassa aquele papelzinho e joga fora. Esse pequeno problema foi resolvido com um pouquinho de cara de pau durante uma pausa na caminhada de domingo na Ilha do Mel. Eu, que nunca consegui roubar chocolate nas Americanas e nem copo em bar lotado, deleguei a tarefa delituosa ao Douglas, que a executou prontamente e na maior elegância. Terminada a deliciosa porção de iscas de pescada (que foi o motivo para virem à mesa dois vidrinhos de Tabasco, um da Garlic e outro da tradicional), pedimos a saideira e a conta. A tampinha de um dos vidros foi sutilmente colocada num canto da mesa entre nossos bonés e óculos. Quando a garçonete veio recolher as coisas, levou os dois vidrinhos sem notar que um deles estava sem tampa. Bingo. Meu vidrinho de pimenta já está pela metade, mas já não faz feio quando vai à mesa. Será que vou ser cobrada por isso no juízo final?[Lição: a partir de agora, além dos araminhos de saco de pão, vou também começar a colecionar tampinhas de pimenta Tabasco. Pra garantir.]
domingo, 29 de março de 2009
And the world goes round
I don't know, I don't know
you stick around now it may show
I don't know, I don't know
[Pode parecer incrível, e peço perdão por isso a todos os meus amigos músicos, mas só agora, com quase 37 anos, descobri "Abbey Road", que passou a semana inteira no cd do carro. Antes tarde do que nunca.]
quinta-feira, 26 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
Semana curta
sexta-feira, 20 de março de 2009
Um post saideiro
Nesse tempo entraram na clínica várias mamães a caminho de dar à luz seus pimpolhos - um baita movimento, tanto de algumas em trabalho de parto natural quanto de outras com internação marcada para cesariana. Uma das que estavam esperando para cesária chegou com o marido, a mãe e a irmã; esperou um pouco até ser internada, foi internada, ganhou o bebê. O pai desceu todo orgulhoso mostrando fotos e videozinhos na máquina digital. E minha mãe continuava lá dentro.
Comecei a ficar meio preocupada, porque afinal de contas dona Conceição já teve problemas com anestesia. Fui me informar no balcão e disseram que estava tudo bem, ela já iria para o quarto.
Aliviada, comecei a achar graça do inusitado da situação: enquanto a maior parte das mulheres naquela recepção eram mães esperando seus bebês, eu era o único bebê esperando sua mamãe. Coisas da vida.
A propósito, estamos aqui eu e ela agora no apartamento da clínica. Correu tudo bem e logo vamos pra casa. Agora sim, este é o último post antes da minha sonhada folga no feriado. Inté!
Que venha o feriado, então
É fácil chegar lá: saindo de Floripa, segue-se pela BR-101 no sentido Norte até Garuva, onde se entra à direita na direção de Guaratuba, já no Paraná; de Guaratuba pega-se a balsa até Caiobá (onde meu tio Beto já teve um apê) e de lá segue-se de carro costeando o litoral até o Pontal do Paraná, onde fica o carro. Daí é só pegar o barquinho e seguir para a ilha pela baía de Paranaguá, numa travessia que geralmente permite o avistamento de enormes navios entrando e saindo do porto lá longe. Meia horinha e pronto.quarta-feira, 18 de março de 2009
segunda-feira, 16 de março de 2009
O lado doce da vida rural
Cinco tanques de álcool por mês para garantir o deslocamento diário médio de 50 quilômetros entre casa e trabalho: 350 reais.
Colher acerolas gigantes no pé e preparar um suco fresquinho para o café da manhã de sábado com o namorado: não tem preço.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Seis de miopia, dois de astigmatismo
No meio do corre-corre treslouquecido da semana que enfim vai terminando (assim como o verão...), uma notícia que me deixou deveras felizinha: meu oftalmologista constatou hoje que meus graus de miopia e astigmatismo têm se mostrado estáveis nos últimos dois exames. Com isso, eu posso colocar nos planos para 2010 a cirurgia corretiva. Acho que acordar de manhã e conseguir ler os números do rádio relógio sem precisar catar os óculos antes deve ser algo que não tem preço.[Eu não nasci de óculos e detesto usá-los. Uso lentes de contato desde os 15 anos. Mas eu até apareço em público lá uma ve z ou outra com meus óculos indie de acetato.]
segunda-feira, 9 de março de 2009
Quando entrar setembro
sábado, 7 de março de 2009
Coisinhas domésticas
A solução para esse meu pequeno desvio de caráter veio pelas mãos da querida tia Wilma, minha madrinha, que me presenteou com uma linda chaleira de inox com detalhes em esmalte, daquele tipo que apita quando a água ferve. Até agora, tudo bem.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Meus queridos traquinas
Mas logo em seguida veio outra: já devidamente de pazes feitas, os monstros resolveram ontem à noite torturar até a morte um pobre gambá que se aventurou no meu pomar para comer pitangas. Cheguei em casa meio tarde e não vi o cadáver no quintal. Hoje cedo, já de banho tomado, tive que providenciar um funeral digno para a pobre criatura, que jazia perto do relógio da água, no pé da pitangueira cujas frutas ele muito pouco deve ter saboreado.
Moral da história: não dá pra ser muito mulherzinha com esses meus filhotes. Tem que apartar briga, enterrar bicho morto e não descuidar da disciplina - senão eles tomam conta. Mas não consigo imaginar minha vida sem eles. Assunto pra terapia, talvez.
terça-feira, 3 de março de 2009
Surpreendendo o sol antes de o sol raiar
domingo, 1 de março de 2009
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Eu, minha amiga e nossos fantasmas
- Oi, Ana. Estás em casa?
- Oi, querida. Estou sim, pode ligar aqui.
- Não, eu estou na rua, aqui perto. Posso ir aí?
Minutos depois chegou minha amiga, linda como sempre, mas emocionalmente destruída, extravazando uma profunda tristeza. Tremia e chorava. Dei um abração, disse para ela se acalmar e me contar o que tinha acontecido. Ela sentou na poltroninha colorida do canto da sala, ao lado da luminária maior. Ofereci água, cerveja e uma tigelinha de porcelana como cinzeiro (não tenho mais cinzeiros em casa). De blusa laranja e calça estampada, no contraste com a poltrona e a luminária coloridas, ela parecia uma pintura de Frida Kahlo. Sentei no sofá preto com as pernas cruzadas e comecei a ouvi-la.
Ela falou, falou, falou. Resgatou assuntos de dez anos atrás que ainda incomodavam. Admitiu medos, conseguiu rir de algumas coisas e também ouviu outras que eu tinha a falar. Não deixei que fosse embora porque o caminho até sua casa seria longo demais. Fomos dormir perto das 4 horas, com o despertador programado para tocar às 7. Apesar de isso ter comprometido a produtividade do meu dia, tenho certeza de que fiz a coisa certa ao oferecer ombro e ouvidos para ela.
O dano emocional, na verdade, foi estabelecer paralelos entre a história atual dela e a minha própria história recente. Embora eu esteja alegre e faceira, vivendo mil coisas novas e cheia de projetos, abrir a caixinha das tristezas, raivas e mágoas passadas foi um abalo emocional considerável. Isso somado a outras coisas me fez voltar a ser, nos dois últimos dias, a chorona do trânsito. É tiro e queda: entro no carro, ligo o som e desando a chorar até chegar ao meu destino. Mas assim como na época da vivência das emoções originais, tenho certeza de que isso também vai passar.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Duas horas de trânsito na volta do trabalho
desta cidade um dia só restará
o vento que levou meu verso embora
[Será que essa gente não vai embora nunca???]
Quarta-feira de Cinzas
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Nana, neném
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Já que é noite de Oscar...
...lembrei dos filmes que me comovem todas as células e me arrancam lágrimas:1) "O filho da noiva";
2) "E.T." (é sério);
3) "Fale com ela" (que estou vendo agora *snif*)
4) "Marley & eu";
5) "Brilho eterno de uma mente sem lembranças".
[Vale dizer que não assisti a todos os que concorrem a melhor filme, mas torço por Benjamin Button. "Good night, Benjamin." "Good night, Daisy."]
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Parabéns
[Na foto, eu e a dita cuja numa fexteenha sunset no P12, dando uma de importantes nas almofadas rosa da Veuve Cliquot. O flash da máquina estava desligado, mas o efeito na luz de fim de tarde até que ficou legal.]
Chororô básico
[E vai aqui um beijo saudoso em todos os meus ex-colegas de redação que por 11 anos compartilharam comigo aquela chatice de necessariamente trabalhar nos feriados, sábados, domingos, natais, anos-novos - e carnavais. Pros que persistem bravamente nas redações e como eu estão de plantão, reproduzo o conselho da Giorgia em seu post de carnaval: "Pra quem vai trabalhar, que não se revolte... trabalhe com amor. Tempos melhores virão." Sábia Giorgia. Vou lá buscar a terceira xícara.]
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
O samba que eu não fiz
foi na leveza
só sentimento
e me entregou suas palavras
como quem dava um pedaço
delicadeza foi
disse ao meu coração
e ela me deu a intenção
do samba que eu não fiz
ô, sambá
é o que eu quero sentir
ô, sambá
quando eu te ver sorrir
ô, sambá
coisa melhor que eu fiz
mundo caiu no samba
na hora que eu te vi
você me batucou
skindô meu coração
quando eu te vi
sambar assim
aqui neste lugar
onde este mesmo sol
costuma aparecer
e a lua vem ouvir
o som estéreo do mar
ô, sambá
venha me dar seu amor
ô, sambá
que eu sambo aonde for
ô, sambá
é o tempo certo de ser
e eu sambaria o mundo
só pra encontrar você
[Referência importante: a composição é do Lenine com o saudoso Chico Science. Ouça no Goear pra curtir a gravação de estúdio, cheia de percussões legais. E a gravação pirataça em vídeo que peguei no Youtube foi feita num show em Recife, em novembro de 2008.]
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Eu na minha época
[Dálete, minha companheira de época, um beijo. E também para todas as mulheres que como eu se desdobram em múltiplas e conseguem dar conta do recado - inclusive de ser feliz.]
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Tá difícil, minha gente
.
.
.
Fui. Mas volto.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Bonde andando
Não posso reclamar: talvez por sorte ou por estar disponível nos momentos certos, sempre me caiu trabalho no colo durante esse período. Mas no início do ano passado, durante a produção do livro do Besc (o maior trabalho que já fiz), comecei a sentir falta de um vínculo. Vislumbrei duas alternativas: ou me recolocava no mercado formal, ou abriria uma empresa. A sensação de ficar "solta" não estava muito confortável. Foi quando fiz três concursos públicos, todos para vagas na minha área, e passei em dois. Quem me chamou primeiro foi o Cefet-SC, onde comecei em setembro. Lá estou tendo a preciosa oportunidade de misturar no coditiano de trabalho as duas coisas que eu estudei - Comunicação e Educação -, com as atividades no setor de educação a distância. Está sendo uma experiência muito legal, apesar de todos os estranhamentos que alguém que sempre trabalhou na iniciativa privada acaba tendo ao ingressar no setor público. Sem falar nas externalidades decorrentes de trabalhar numa grande instituição de ensino, com novos contatos, novos amigos e muitas outras coisas novas e boas.
Mas mesmo de volta ao mercado formal, continuo sendo uma moça trabalhadeira, e moças trabalhadeiras, quando são jornalistas, não negam fogo para frilas (até porque tenho três bocas pra sustentar e a conta mensal da agropecuária é alta). No momento, nas horas livres, eu estou tocando dois trabalhos simultaneamente, ambos de bastante volume, e é por isso que o Certezas tem andado meio paradinho nos últimos dias. É por isso também que eu não consegui botar pitaco na conversa sobre a vida de frila. E é precisamente por isso que hoje, nesse lindo sábado de sol, com o mar ali a 500 metros, eu estou aqui dentro da bolha de ar-condicionado do meu escritório fazendo de conta que é terça-feira. Dependo de um bom rendimento hoje para poder ter um sábado à noite e um domingão sem culpas. Acho que vou conseguir.
[Detalhe sórdido: meu deadline para o trabalho maior é quarta-feira de cinzas. Que bom que não sou propriamente uma carnavalesca...]
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Sobre a biodegradabilidade das certezas
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança.
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto.
Que não se muda já como soía.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Tchibum
[Na foto lá em cima, um belo registro que o Alan fez dos singelos marimbaus, tão comunzinhos mas tão bonitinhos. E nos dois videozinhos, feitos pelo Marcelo, a tartaruga que o Zé contratou pra deixar os turistas com cara de bobos.]
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Thank you, Alanis
Alguns dropes sobre a experiência do show de ontem:1) Alanis Morissette é uma fofa: extremamente simpática, interage com o público sem ser forçada e sem engrisar palavras decoradas em português. Ela sorri aquele sorriso enorme, gesticula e se comunica. Tem de fato aquela voz inacreditável e trabalha com uma excelente banda. Nos sons mais pesados, dança feito uma porra louca no palco, chacoalhando a cabeleira e denunciando algumas de suas melhores fontes de inspiração. Showzaço que valeu cada centavo, cada minuto de empenho e cada pingo de chuva que caiu em cima de mim. Isso me leva ao item 2;
2) começou a chover forte em Jurerê cerca de uma hora antes de o show começar. Mas eu e meu gentil acompanhante combinamos de não arredar pé do bom local que tínhamos conseguido na pista. E a chuva caiu batida nessa hora antes do show e nas duas horas seguintes, até Alanis despedir-se sugestivamente com "Thank you" e sair do palco. Eu nunca na minha vida tinha tomado tanta chuva na cabeça. Qualquer pessoa com um pouquinho de mau humor ficaria incomodada com isso. Mas nós achamos o máximo e rimos muito da situação. E isso me leva ao item 3;
3) a música que eu mais queria ouvir era "Head over feet", que postei logo ali embaixo, por todo um contexto particular. E foi uma das primeiras do show. Adorei e cantei junto, assim como outras mais conhecidas como "You oughta know", cuja letra a Ana Corina nos forneceu em comentário no post anterior. Entre uma música e outra refleti que a segunda já foi cheia de significados para mim, mas agora é apenas uma música legal. E a primeira, que antes era apenas uma música bonitinha, agora virou uma música especial. Nada como um dia após o outro. Nada como as voltas que o mundo dá. E isso me linka ao item 4;
4) sim, eu estava muito bem acompanhada no show por um cavalheiro que se esmerava para me proteger da chuva e me erguia nos braços sempre que Alanis vinha para nosso lado do palco. Vi Alanis bem de pertinho. E isso animava ainda mais a cantar, cantar e cantar gritado, porque cantar em show sem gritar não tem graça nenhuma. Isso, acrescentado ao contexto da chuva, me conduz ao item 5;
5) estou sem voz. Vou fazer um chá com mel e já volto.
[Como não levei câmera, tomei a liberdade de copiar uma fotinha beeem pequenininha do Guto Kuerten, do Diário Online. Ela e outras podem ser vistas em tamanho maior clicando aqui.]
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Tudo culpa sua
I couldn't help it
it's all your fault
[Hoje tem Alanis Morissette aqui do ladinho de casa. Uhu!]
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Mui honrada
Recebi da Dálete, do Bonecas e Bonecas, o selo Prêmio Dardos, concedido a blogs relevantes e belos. Considerando a despretensão total deste espaço e o fato de que aqui o principal assunto é o meu umbigo, fico muitésimo honrada por pelo menos divertir alguém (como ela) com meus devaneios. A tarefa agora seria indicar outros 15 blogs para o selo, mas vou me poupar esse trabalho, já que é muito simples saber quais os blogs que eu considero relevantes: são todos esses que estão aí ao lado, na coluna "Eu Recomendo".quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Wordless
Será que é tão difícil amanhecer?
De maneira geral eu acho a Fernanda Abreu cool, embora também ache a voz dela meio fraquinha. Quando ela se arriscou a gravar essa obra-prima do meu ídolo Chico Buarque, lembro que fiquei até meio ofendida. Mas agora estou achando bonitinho. De fato é bom poder mudar de idéia. Bom dia pra todo mundo.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Sem autorização de uso de imagem
Adorei reencontrar na mesma mesa de boteco dois amigos que amo enormemente: André Gassen e Valéria Lages. Como santo de casa não faz milagre, claro que ninguém tinha uma câmera decente na bolsa. Mas fizemos o registrinho do encontro em 1.3 megapixels e sem flash mesmo. Hoje o Boulevard da Lagoa em nada lembra aquela época em que ficávamos no trapiche até o dia amanhecer e pedindo a "última saideira". Mas foi bom perceber que nós, quase 20 anos depois, continuamos firmes e fortes.sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Ouvindo "Labiata"
Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa
Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o teu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa
A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa
[E com essa, vai um beijo pra querida Angelita, tão longe e tão perto lá em Barcelona. E outro pro André, meu eficiente fornecedor de música boa.]
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
I cry for you on the kitchen floor
[Quem nunca chorou por alguém no chão da cozinha? Eu já.]
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Boa explicação
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
O Arvoredo
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Seis coisas sobre mim
- escrever essas 5 regras antes de seu meme para deixar a brincadeira mais clara;
- contar seis fatos aleatórios sobre você (essa é a proposta da brincadeira);
- indicar seis blogueiros para continuar a brincadeira;
- avisar esses blogueiros que eles foram indicados.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
O backup
Gracias mais uma vez. =D
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Just go ahead, let your hair down
Um sonzinho cool e inspirador com a inglesa fofa Corinne Bailey Rae, sua vozinha de cristal e sua banda numa performance ao vivo. Hoje vou sair de cabelo solto, melissa e vestido novo. Bom dia pra todo mundo.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Os deuses estranhos
Esse post do Ulysses me fez lembrar imediatamente de um texto do Italo Calvino em "As Cidades Invisíveis". Tão triste e lindo que me dou até ao trabalho de reproduzir aqui inteirinho.segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
A little help from my friends
Gracias de antemão. =D
Diga-me o que carregas na bolsa e eu te direi quem és
Faz muito, muito tempo que tenho minhas tendinites, antes tratadas com ortopedistas, hoje acompanhadas por um excelente reumatologista (coisas da idade). Em todas as crises que me acometeram os ombros o peso das minhas bolsas foi apontado pelos zelosos profissionais como algo que eu deveria mudar. [Vale dizer que nunca consultei ortopedistas mulheres, só homens.] Não é coisa de agora, nem ocorre em função da moda das chamadas maxibolsas: eu sempre usei bolsas grandes, abarrotadas de coisas. Coisas indispensáveis, é claro.Curti
Ganhei um parzinho dessa cerveja austríaca no Natal, presente do André (não poderia ter sido de outra pessoa). Diz o rótulo que ela é feita com malte de uísque escocês. No gúgol descobri que a região de onde vem esse malte é próxima ao Lago Ness, e é daí que vem o nome do produto. Ontem, vendo filminho, bebi as duas (sorry, André). É avermelhada e bem amarguinha. Pra quem gosta de cerveja com gosto de cerveja é uma boa pedida..
[Bom tema para o primeiro post da semana, hã?]
sábado, 17 de janeiro de 2009
In the colors
when you again start hoping
with your arms wide open
come on, dance with me
dance with me
into the colors of the dusk
[Eu acho que o Ben Harper é um Chico Buarque. E sim, eu dançaria com ele.]
Mais uma manhã de sábado em Frogville
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Regra de três simples
poesia ------- prosa
amor ------- amizade
e, aplicando-se a regra de três, temos:
amor x prosa = poesia x amizade
amor = (poesia x amizade) : prosa
O que isso quer dizer, eu não sei. Nunca fui grandes coisas em matemática.
Mió
[Oh my god, vou ter que voltar para a musculação. Que medo.]
Eu sou um ser de outro planeta
Ranhetices pessoais à parte, repito: bacana que tenha uma alternativa de lazer para o grande público durante a temporada. Mas convenhamos: todo ano é a lesmíssima lerda. Todo ano as mesmas carinhas arroz-de-festa estão naquele mesmo batlocal. E a emissora promotora, poderosa, única voz com ressonância em nosso pobre estado, repete à exaustão que este ano o evento está do caralho. Fala sério: este ano o evento está a mesma coisa que no ano passado. Com uma honrosa exceção: este ano não tem Ivete, o Paulo Coelho da música brasileira. O que poderia significar que sem Ivete o evento está melhor (pra mim a lógica é essa: quanto mais longe Ivete, melhor o mundo). Mas não. A grande atração dessa vez não é a rainha-embuste da música baiana de massa, e sim uma dupla representante do expoente gênero "sertanejo universitário". Oh my god. Leve-me, senhor.
Confesso: no ano passado ganhei convite para o camarote e aceitei. Resolvi ver de perto o que é que o tal Planeta tem e deixar de ser uma vizinha reclamona. Fui. Pra começar, concluí que de fato Florianópolis é uma cidade super vip. Tinha mais gente no camarote vip do que na pista. Até euzinha, vejam só, estava no camarote vip. Que parecia um ônibus lotado e não um camarote vip. Cheguei durante o show do Charlie Brown (irc) e procurei acompanhar o show do Benjor, que há uns 30 anos usa aquela mesma calça branca. Todo respeito ao Benjor, mas tipo, pra mim ele tá meio datado. Conseguir uma Nova Schin (única opção) mezzo gelada era um trabalho hercúleo. Circulei pelo evento durante umas duas horinhas e antes que Ivete subisse ao palco resolvi voltar ao meu doce lar. There's no better place than home. Mesmo quando home é vizinho do Planeta Atlântida. Graças a deus são só dois dias. Então que chegue logo o Carnaval.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
E o pulso ainda pulsa
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Prevenindo o efeito "drink & dial"
1) 193, bombeiros;
2) 190, polícia;
3) o telefone da minha mãe (tem coisa que só mãe resolve);
4) o telefone da Tati (tem coisa que só amiga resolve);
5) concordando com o Ogg, o telefone do mercadinho (tem coisa que só mais um engradado resolve).
domingo, 11 de janeiro de 2009
Mais reflexões de boteco
À noite todo gato é pardo
- Ah, não vamos ficar falando de trabalho a uma hora dessas (já era madrugada alta).
O ficante de uma das meninas da mesa perguntou:
- Por quê? Você faz Jornalismo?
- Aham. Estou na quinta fase. [cara de paaaaau]
- Na Federal? Conhece Tal Fulano?
Tudo bem, o menino pode até ter achado que eu sou uma daquelas balzacas que fazem faculdade mais tarde. E ele também já tinha bebido bastante. Mas pensando bem, até que foi uma massagenzinha no ego.
sábado, 10 de janeiro de 2009
E que o Chico Buarque de Hollanda e o Caetano Veloso nos resgatem
Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar a criar confusões de prosódias
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores e furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E QUEM HÁ DE NEGAR QUE ESTA LHE É SUPERIOR??????
E deixa os portugais morrerem à míngua
Minha pátria é minha língua
Fala, Mangueira!! Fala!!
Flor do lácio sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer o que pode esta língua?
Vamos atentar para a sinxaxe dos paulistas
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas, cadê?
Sejamos imperialistas!
Vamos na velô da dicção choo-choo de Carmem Miranda
E que o Chico Buarque do Hollanda nos resgate
E xeque-mate
Explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homem
Lobo do lobo do lobo do homem
Adoro nomes
Nomes em ã
De coisas como rã e ímã, ímã, ímã, ímã
Ímã, ímã, ímã, ímã
Nomes de nomes
Como Scarlett Moon, De Chevalier
Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé e Maria da Fé e Arrigo Barnabé
Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer o que pode essa língua?
Incrível
É melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Se você tem uma idéia incrível
É melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Blitz quer dizer corisco
Hollywood quer dizer azevedo
E o recôncavo e o recôncavo e o recôncavo meu medo
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria, tenho mátria e quero frátria
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria, tenho mátria e quero frátria
Poesia concreta, prosa caótica
Ótica futura
Samba-rap, chic-left com banana
Será que ele está no pão de açúcar?
Tá crowd, brô
Você e tu
Lhe amo
Qué que eu te faço, nega?
Bate ligeiro!
Nós canto-falamos como quem inveja negros que sofrem horrores nos guetos do Harlem
Livros, discos, vídeos à mancheia
E deixa que digam, que pensem, que falem
Deixa os portugais morrerem à míngua
[Claro, quem quiser ficar indignado e reclamar, fique indignado e reclame. Mas eu não pretendo gastar energia com isso.]
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Dias melhores virão
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Lola, Fidel, Sebastiana, Otto, Gisa, Basquiat, tantos outros... & Eu
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Good vibes
[E já que acordei meia hora mais cedo, bom dia pra todo mundo. Partirei para mais um lindo dia de tarefas e de sol. Hoje, sem direito a prainha.]
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Uma quase não-venda
O infortúnio da Aline com seus óculos escuros - especificamente a situação em que o produto que ela quer está na loja, mas na caixa, e por isso inacessível - me fez lembrar um quase-infortúnio que passei na compra de uma Melissa. Eu provei alguns modelos e me apaixonei pela Doc Dog, que estava na vitrine. A 36 ficou apertada, a 37 ficou perfeita, quanto é, quero levar a verde. "Ah, mas eu não posso te vender essa porque ela ainda não está no sistema. Nem devia ter ido para a vitrine". Meu mundo caiu. Por sorte não sou do tipo barraqueira, olhei pra vendedora rindo e disse que estava me sentindo num filme do Woody Allen: um produto na vitrine, provado e aprovado, e ela não ia fazer a venda? Rapidinho se deu um jeito: ela registrou a venda com outro modelo do mesmo preço e depois, quando o modelo que eu levei estivesse no sistema, ela simularia uma troca. Que bom que a menina foi hábil - até porque no fim das contas eu levei duas Melissas. Acho que o vendedor da Aline podia tomar umas aulinhas com ela...
Matracas
Aproveitamos a manhã livre e combinamos uma praia.
Meu livro não saiu de dentro da bolsa.
E eu me atrasei pro trabalho.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Mais livros

domingo, 4 de janeiro de 2009
Nós e os livros
1. Livro que marcou sua infância: os infantis do Monteiro Lobato, como "Reinações de Narizinho", "A Chave do Tamanho" e todos os outros (que inclusive preciso resgatar na casa da minha mãe)
2. Livro que marcou sua adolescência: "1968 - O ano que não terminou", do Zuenir Ventura, que li no segundo ano do segundo grau.
3. Autor que mais admira: Virginia Woolf
4. Autor contemporâneo: José Saramago
5. Leu e não gostou: sofri uma decepção especial com "On The Road", do Jack Kerouac. Persisti até o fim e não entendi por que é tão incensado. Achei a história simplória e o texto, pobre. Mas ainda pretendo dar uma segunda chance a ele.
6. Lê e relê: "Rota 66" e "Abusado", do Caco Barcellos, e "A Sangue Frio", do Truman Capote.
7. Mania: sublinhar a lápis os trechos de que gosto mais.
Passo a bola pra frente: André, Marie e Aline.
Agora vai
[Dilema: se pintar um convite irrecusável, como recusar? Oh my god.]
Traquinagens caninas
[Mas admito que é melhor isso do que gambá. Quando eu chego em casa e tem gambá morto, afe, é um horror.]
Lagoinha, a missão
Maurício deu uma insistida para que eu integre a expedição combinada para dia 10. Não sei se terei joelhos para tanto. De qualquer forma, aproveitando a insônia, vai mais uma fotinha feita no dia 27, pra animar a galera. Tomara que o tempo abra.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
...e o selo Mãe de Cachorro vai para...

Você o recebeu como homenagem por seu amor aos animais e ao usá-lo em seu site/blog, passará a fazer parte da família Mãe de Cachorro, uma confraria de pessoas do bem e que fazem a diferença para um mundo melhor para humanos e animais.
Quem disse que acabou?
Fim de ano sempre é uma comilança, uma bebelança e uma festança para a maioria das pessoas que conheço. Só que para a maioria das pessoas que conheço esse circuito termina depois do Réveillon. Aqui em casa não. Porque no dia 3 de janeiro é aniver da mami. E o aniver da mami sempre é comemorado com festa. Amanhã, portanto, lá vamos nós de novo. Haja fígado. E abraço. E gargalhada.
