...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã
sábado, 10 de julho de 2010
Coisas que mudam, coisas que não mudam
Já escrevi num "about me" antigo que eu era uma dona da verdade atormentada pelas dúvidas. Em outro escrevi que era uma virginiana típica que não acredita em horóscopo. Daí saí do Orkut, pensei um pouco na vida e voltei. Continuo, contudo, convencida de que as contradições e incertezas fazem parte da vida e dão uma certa graça a ela. Como li outro dia no livro de um francês porreta, as certezas são biodegradáveis. Ou seja, se tenho certeza de uma coisa hoje, amanhã tudo pode se transformar - aquela certeza antiga muda e vira outra coisa. Não que eu seja indecisa ou volúvel. Acho até que sou bem decidida e firme. Mas é que percebi que o movimento faz parte da vida. Li em outro francês porreta que a gente pode sim mudar de opinião, desde que mantenha os princípios. Legal isso. Acho que poder mudar é uma das grandes graças da condição humana. Esses são os pensamentos básicos que têm me norteado ultimamente. Fora isso, sou alguém bem convencional, que vai diariamente de casa pro trabalho, do trabalho pra casa, e que nos sábados se dá ao luxo de dormir até depois das nove. Tento almoçar diariamente com minha mãe e sempre saber como estão meus irmãos. Não tenho irmãs, mas tenho amigas leais que compensam qualquer falta que eu poderia sentir disso. Cuido bem dos meus cachorros e acho que o zelo que tenho com eles pode indicar que eu serei uma boa mãe, se um dia o for. Sei que à primeira vista passo a imagem de sisuda ou fechada - herdei isso de meu pai - mas também sei que geralmente sou fácil de conviver - embora em alguns casos haja uma linha amarela bem definida a não ser cruzada. Tenho defeitos como ser meio direta demais às vezes (muitas, talvez) e exigir demais das pessoas. Sou atrapalhada com chaves - a do carro sou capaz de perder dentro da minha própria bolsa, e isso também herdei do seu Egídio. Já não herdei dele a capacidade de arrumar direitinho as compras de supermercado no porta-malas. Todos os dias, aliás, penso no meu pai. E também tenho saudades do tempo em que só se bebia coca-cola aos domingos - era só 1 litro para cinco pessoas. Hoje não bebo mais coca-cola por opção minha, salvo com finalidades medicinais - ou seja, em casos de ressaca extrema, o que tem sido bem raro. Mas em compensação bebo muito café. Preto, forte e sem açúcar - no máximo com açúcar mascavo, quando é café coado. Tenho procurado andar mais de cabelo solto. Mas o comprimento me incomodou um pouco: passei a tesoura. O reumatologista sempre me diz que não devo usar salto, mas não consigo deixar minhas botas e meus tamancos de lado. Assim como raramente saio de casa sem meus três anéis de prata prediletos - um deles veio parar no meu dedo anular direito há 12 anos, num arquipélago do Atlântico. Adoro internet, vejo meus emails a cada três minutos e também passaria mal sem tv a cabo. Ainda quero voltar a Noronha e ir a Cuba, além de molhar os pés no Oceano Pacífico - o ponto exato ainda não decidi. Pretendo fazer doutorado e sei que preciso abandonar o sedentarismo - mas para ambos ando sem tempo. Meus hábitos saudáveis se restringem basicamente a comer arroz integral e beber bastante água - ando com garrafinha na bolsa. Acredito na ciência mas acho que ela não dá conta de explicar muitas coisas essenciais. Acho que o tempo é uma invenção humana. Outro dia um amigo me disse que eu fiquei melhor com o passar do tempo, essa entidade, mas confesso que fiquei pensando se ele estava sendo irônico - coisa de gente que tem problema de auto-estima. (Pensei em perguntar, e agora perguntei.) Quase sempre estou com fome e provavelmente a resposta será positiva quando me oferecerem uma boa cerveja - desde que o contexto seja favorável. Bom, eu sempre disse que não gostava de perfis enormes do tipo "livro aberto", mas agora estou aqui persistindo nessa verdadeira epístola sem fim. Sabe como é, mudar de opinião, rever conceitos, desmontar certezas, encontrar novos paradigmas... todas essas coisas nas quais eu tenho pensado me levaram a isso. Lembra?
[Vale observar que algumas coisas importantes de fato mudaram: abandonei o sedentarismo; tentei dois doutorados, não consegui, então resolvi esperar mais um pouco para dar esse passo e enquanto espero vou fazer outro mestrado; tenho bebido coca-cola mais do que deveria, mas em compensação nem mascavo uso mais no café - é só cowboy mesmo; tenho alternado os três anéis de prata antigos com os vários que ganhei de presente de hunny; não corto o cabelo desde aquela época, fiz luzes californianas e estou adorando minha cabeleira lisa e dourada.]
[Olhando bem de perto, dá pra dizer que esse textinho é a carta de Pero Vaz de Caminha do meu blog. ;) ]
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Quality sunday
Bom, então ontem eu voltei pra casa pensando que tive realmente um quality sunday: acordei às 5h da manhã para trabalhar na prova de ingresso da instituição onde trabalho; me apresentei às 7h10 e ao meio-dia estava saindo; busquei minha mãe em casa e botamos o assunto em dia durante um almoço delicioso e ensolarado no Ribeirão da Ilha, com direito a ostras, tainha, Heineken 600, sorvete Amoratto e café expresso; fizemos uma visita surpresa e igualmente deliciosa para os Fontinha Oliveira (intimidade é uma merda, tu liga e diz "oi, estão em casa?", "estamos", "ah, tou indo aí com a mãe"', "ótimo, vou passar um café!"), onde além do café tinha família reunida, bolo de cenoura, bruschettas do Maurício e até uma lavação grátis e inusitada do meu carro sempre sujo; mãe devidamente deixada em casa no fim da tarde, analisamos brevemente meu tricô (que foi aprovado por ela) e em seguida fui pra academia (sim, domingo), antecipando meu treino de segunda, já que de antemão eu sabia que teria que faltar em função do trabalho; durante a série de novos exercícios, telefonema de hunny dizendo que estava saindo do trabalho (ele também estava convocado para a prova de ingresso, mas em período integral); terminei meu treino, tomei um banhão e fui ao encontro de hunny, para botarmos o assunto em dia entre chopinhos e um ma-raaavilhoso hambúrguer de picanha. Na volta pra casa, uma lua cheia de dar nojo pendurada no céu e o prenúncio de uma semana cheia de tarefas. Tomara que todas deem tão certo quanto o meu domingo.
sábado, 26 de junho de 2010
Mais um revival dos anos 90
Ontem, depois das nove da noite, lá estava eu aplicada na minha malhação. No treino novo tenho que fazer 35 minutos de atividade aeróbica com batimentos de até 145. Empolerei-me no transport (aqueles aparelhos que são meio uma bicicleta, meio uma corrida) e pluguei meus fones de ouvido ao monitor de tv (na minha academia cada equipamento de aeróbico tem sua própria tv, o que é muito legal).
Zapeando, tirei obviamente da novela da Globo e passei pelos principais canais de séries, entrevistas, etc. Na HBO2 me deparei com um programa do Elvis Costello, tipo uma Oprah do rock, no qual os entrevistados da vez eram Bono Vox (antes de se quebrar - hehe) e The Edge. Sou fã meio desnaturada, mas sou fã. Fiquei por ali. Algumas impressões:
1) Permitam-me ser tiete, mas adoro a voz do Bono either singing or talking. Tanto ele quanto Edge falam um inglês muito bonito - sem aquele forte acento dos irlandeses, mas classudo e bem pronunciado - a ponto de ser facilmente compreendido por quem estuda um pouco como eu.
2) Momento bonitinho: Bono comenta que começou a namorar a atual mulher, Ali, sua companheira há 30 anos e mãe de seus quatro filhos, no mesmo mês em que formou o U2 com os três amigos. "Foi um mês em que as coisas deram certo pra mim". Não é fofo?
3) Costello pergunta sobre alguma música da banda que eles julgam ter sido "injustiçada" pelo mercado (não foi bem esse o termo, mas a ideia é essa). Edge menciona "Faraway, so close", do álbum Zooropa, de 1993, feita para a trilha do filme de mesmo nome, de Wim Wenders - uma alegoria maluca de anjos que zelam pelas pessoas na Terra, até que um deles resolve "cair" e se tornar humano. Acho estranho que seja uma música pouco badalada, porque é uma das minhas prediletas. No clipe, Bono & cia. representam anjos tais como os do filme e chegam a se deparar com Natassja Kinski - a "anja" Raphaela do filme, no-jeeeeeenta de tão linda.
4) Àquela pergunta clichê "quais os segredos para ser uma grande banda por tanto tempo", The Edge apresenta uma resposta bem Edgar Morin: a soma dos quatro músicos em si não representa nada, é o que surge da relação que torna a banda uma grande banda. O todo é mais que a soma das partes. Isso vale pra tanta coisa. Parece óbvio, mas é legal pensar nisso depois de tanto tempo com a ciência cartesiana nos reafirmando que um mais um é dois e pronto.
5) No fim das contas fiquei um pouco além dos meus 35 minutos no exercício, para assistir ao programa até o final. Quando desliguei, observei que nas tvs em volta o pessoal estava assistindo à novela da Globo ou aos reprises dos jogos da Copa. Fiz meus alongamentos pensando que, claro, cada um sabe de si e nada contra quem prefere a novela ou o futebol. Mas saber usar o controle remoto também pode ser um ato de inteligência.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Junho, 22
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Lacrimejei
Saramago chorou quando assistiu à versão cinematográfica de "Ensaio sobre a cegueira", do diretor brasileiro Fernando Meirelles. E não foi de raiva...
Só reiterando...
José Saramago
Numa breve busca aqui no blog, percebi que falei em Saramago em quatro posts: este, este, este e este. Espero que o Caderno, linkado ali do lado, não seja tirado do ar pela família. Sempre gosto de voltar aos textos lúcidos, irônicos e muitas vezes doces do velhinho. Que, finalmente, vai ter que se entender com Deus! =)
terça-feira, 15 de junho de 2010
Não tem milagre
[E faço a propaganda sem contrangimento nenhum: esta é a melhor academia que já frequentei. Ambiente excelente, equipamentos novos, profissionais competentes e atenciosos. Recomendo fortemente.]
sábado, 12 de junho de 2010
Junho, 12
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Friday I'm in love
Pra embalar uma véspera de dia dos namorados que começa com chuvinha e friozinho, um som do The Cure dos tempos em que eu flanava pelo campus da UFSC dentro de meus All Star - e não é que os anos 90 já são retrô?
I don't care if monday is blue
Tuesday is grey and wednesday too
Thursday I don't care about you
It's friday I'm in love
Monday you can fall apart
Tuesday, wednesday break my heart
Thursday doesn't even start
It's friday I'm in love
Saturday wait
And sunday always comes too late
But friday never hesitate
I don't care if monday is black
Tuesday, wednesday heart attack
Thursday never looking back
It's friday I'm in love
Monday you can hold your head
Tuesday, wednesday stay in bed
Oh thursday watch the walls instead
It's friday I'm in love
Saturday wait
And sunday always comes too late
But friday never hesitate
Dressed up to the eyes
It's a wonderful surprise
To see your shoes and your spirits rise
Throwing out your frown
And just smiling at the sound
And as sleek as a shriek
Spinning round and round
Always take a big bite
It's such a gorgeous sight
To see you eat in the middle of the night
You can never get enough
Enough of this stuff
It's friday I'm in love
I don't care if monday is blue
Tuesday is gray and wednesday too
Thursday I don't care about you
It's friday I'm in love
Mondays you can fall apart
Tuesdays wednesday break my heart
Thusrday doesn't even start
It's friday I'm in love
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Quando notares estás à beira do abismo (3)
E mesmo quando estava nublado o visual era impressionante - como nesse mirante aí, na Serra do Faxinal.
Quando notares estás à beira do abismo
Na região dos canyons é assim: o vivente anda, anda, anda, e de repente se vê numa situação parecida com a da praga de Cartola. Só que aqueles abismos ninguém cavou com os próprios pés: eles foram formados com o trabalho lento e paciente da água dos rios e do vento, ao longo de anos e anos e anos. Sorte nossa e das nossas retinas.
E se até eu cheguei a refletir sobre o sentido da vida sentada na beira daquele buraco de 7,8 quilômetros de extensão e 900 metros de altura, me digam: o que teria pensado lá o Maurício?
[Confesso que eu estava pensando em como seria bom beber uma cerveja depois de subir aquela pirambeira toda...]
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Só uma palhinha

São mais de mil fotos do feriadão nos canyons do Sul do Estado. A semana começou corrida e ainda não tive aquele tempo pra editar imagens, reduzir e postar. Escolhi agora rapidinho essa aqui, no canyon Fortaleza, que sozinha responde às três principais perguntas sobre a viagem: 1) sim, estava frio mas tinha sol (e o que era esse céu azul?); 2) sim, é lindo; 3) sim, estava ótimo.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Um feriado meio la vie en rose

Sensato como sempre, meu amigo Gastão ponderou: que graça tem passar o feriado numa casinha na beira de um buraco?
E, como sempre, levei em consideração o que ele diz. Então vou lá ver qual é, e na volta eu respondo.
[Esta foto é surrupiada do site da pousada - a casinha onde vamos ficar, com o cânion Malacara ao fundo.]
Programa legal nesta segunda
O blog Mãe de Cachorro, da querida Ana Corina, promove na próxima segunda-feira um evento bem legal para mães e pais de cachorros em geral - ou mesmo para quem não pode cuidar de um bichinho em casa, mas tem vontade de colaborar para seu bem-estar de outras maneiras criativas. É um workshop com o publicitário Tiago Ferigoli, mentor do projeto "Vira-latas: os verdadeiros cães de raça". Eu vou! Mais informações aqui.
sábado, 29 de maio de 2010
O bom filho à casa torna
Mas tudo bem. Eu também já não sou a mesma.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Não, não vou estar tendo interesse. Obrigada
- Olha, desculpa te interromper, mas como é teu nome mesmo?
- Fulana, senhora Ana.
- Bom, Fulana, então eu vou aproveitar que esta ligação está sendo gravada e vou te explicar novamente o que eu já expliquei para teus outros cinco colegas esta semana: eu não tenho interesse em comprar esse produto, já tenho cartão de crédito e não tenho renda que justifique ter mais um. Eu gostaria que se possível você acrescentasse isso aí no sistema para que ninguém mais do Itaú me telefone oferecendo esse cartão, certo? Assim vamos poupar o meu tempo e o tempo de vocês.
- Mas senhora Ana, eu entendo, mas eu estou explicando para a senhora que além de todas as vantagens do cartão Itaú, ao aderir à nossa proposta a senhora vai estar recebendo totalmente de graça uma camiseta Nike oficial da seleção brasileira!
Emudeci. Sei que é grosseria, mas me flagrei estando desligando na cara da moça.
[E com isso, este post inaugura um novo tag: haja saco]
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Sobrevivente
Em outro planeta


segunda-feira, 17 de maio de 2010
Tá ficando chato
Se eu desativar a moderação será que isso se resolve?
domingo, 16 de maio de 2010
Meus bochechudos
E lá vem elas

quinta-feira, 13 de maio de 2010
E tudo acabou bem
Resolvi dar uma volta na vizinhança para saber se alguém poderia ter perdido uma pinscher (do post ali embaixo). Por sugestão da Silvana, minha vizinha mais próxima em todos os sentidos, fui ao mercadinho do Ronaldo para colocar um cartazinho informando que tinha encontrado a cachorrinha.
Nem precisei gastar o durex, porque o Guilherme, que mora a umas cinco quadras da minha casa e era o dono da fujona, tinha passado lá um pouco antes, aos prantos. Os pedreiros que estão fazendo obra na casa dele chegaram bem cedo para trabalhar e por descuido deixaram os cachorros fugir - além da pinscher, um pastor alemão e um labrador. Guilherme resgatou os grandes, mas a pequena safada pirulitou-se e resolveu se esconder no mato gelado e úmido da frente da minha casa.
Feitos os contatos, um Guilherme nervosíssimo, ofegante, aliviado e extremamente agradecido resgatou sua pequena fujona, que escapou ilesa de virar chiclete na boca dos meus boxers. E eu ganhei a amizade de mais um vizinho.
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E se alguém aí se emocionou com a hipótese de a pequenininha ter sido abandonada, como acontece com tanta frequência na nossa cidade, que tal adotar um amigo canino ou felino que realmente passou por maus bocados e hoje precisa de um lar? Neste final de semana tem duas boas oportunidades, organizadas por gente muito séria que se dedica com muito amor a cuidar dos bichinhos e encaminhá-los para donos responsáveis. Clique aqui para dar uma olhada.
Hóspede

sábado, 8 de maio de 2010
Deu tilt
sexta-feira, 7 de maio de 2010
A tree called life

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I carry your heart with me
I carry your heart with me (I carry it in
my heart) I am never without it (anywhere
I go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
I fear no fate (for you are my fate, my sweet) I want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
I carry your heart (I carry it in my heart)
[If you can't read this, tem uma tradução livre aqui. Sim, é o blog da série Brothers and Sisters, que eu a-doooooooro. A imagem é do www.sxc.hu.]
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Felicidade dá em árvore?

terça-feira, 4 de maio de 2010
Matação
[Vale observar que eu estava para deletar este post quando resolvi publicá-lo. É crise, é crise.]
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Mais uma história escabrosa
1) Sem querer dar uma de Polyanna, o fato de a história vir a público significa que a consciência em relação a esses absurdos está, sim, aumentando. Porque foi um policial quem se encarregou de fazer a denúncia, em primeiro lugar. E também pelo espaço dado pelo jornal e pela TV para o assunto. Tomara, contudo, que as investigações caminhem e os desalmados sejam punidos com rigor.
2) Essencial, portanto, o papel das ONGs protetoras como fiscais desse processo. Muita gente acha esse povo meio enfadonho, mas eu tenho o maior respeito por quem se dedica a essa causa. Só lamento que muitas vezes haja tanta competição entre as próprias ONGs.
3) Não consigo entender como alguém consegue querer simplesmente "se livrar" de um cão, seja ele pastor, vira-lata ou extraterrestre. Quem convive com cães sabe o quanto eles são amoráveis. É muita falta de alma.
4) Cães são amoráveis, mas é claro que dão trabalho. Aqui em casa tenho meus três. Dois grandes e uma média - que nem por isso é menos traquinas (neste exato momento está ela lá, toda linda e cheirosa depois do banho, latindo compulsivamente no portão para sei lá o quê). Todo mês é ração (porque eu ainda não consegui entrar na onda da comida natural, já que não tenho feito comida nem pra mim...), banho, repelente de parasitas; periodicamente é vermífugo, vacina; veterinário sempre que necessário. E eu sou mãe solteira, ou seja, banco os três sozinha. Racionalmente eu não seria uma pessoa dona de três cães, mas a vida me conduziu a isso e cuido dos três com muito amor. O dinheiro e o tempo que eu gasto com eles é investimento. Digo mesmo que não consigo imaginar minha vida sem eles. Cada lambida no cotovelo que ganho da Lola me faz lembrar disso, todos os dias. E cada pelinho branco novo que percebo aparecer no focinho dela (Lola é uma boxer e já está com quase 8 anos) me deixa com o coração apertado porque isso me lembra que provavelmente ela já passou da metade da sua vida, e em mais alguns poucos anos teremos que nos separar. Então não consigo entender como diabos alguém consegue simplesmente mandar matar seu cachorro. Não consigo. E lacrimejo pensando nisso.
5) Também não consigo deixar de vislumbrar no binônio adoção responsável + castração a medida mais inteligente para evitar que esse tipo de problema se perpetue. Não sou militante de ONG, mas faço discurso pró-castração pra todo mundo que tem cachorro, seja de raça ou vira-latas. Meus três são castrados e entendo que fazer isso foi um bem para eles e para a espécie deles. Se alguém me fala em adotar um bichinho, logo recomendo procurar as ONGs que abrigam tantos e tantos que precisam de adoção. Acho que é no trabalho formiguinha que se vai conseguindo mudar. Bom, e quem sou eu pra falar disso? Muitas das minhas convicções a esse respeito surgiram a partir da leitura diária e da amizade com a Mãe de Cachorro Ana Corina, de quem falo de vez em quando aqui no blog. Acho o trabalho dela - independente, responsável , obstinado e educativo - digno de prêmio. Se você se importa com os bichinhos, mesmo não tendo um, vá lá: http://www.maedecachorro.com.br.
Pronto. Agora dá licença que vou lá ver por que a Sebastiana está latindo. =)
sábado, 24 de abril de 2010
Um quintal lá no fundo
Um sambinha preguiçoso para o decorrer de um sábado de chuva passado quase todo na horizontal. Chega quase a dar saudade da Bahia...
[Vale mencionar que a música é composição da MM com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown]
sábado, 17 de abril de 2010
E não é que pegou?

quarta-feira, 7 de abril de 2010
Tudo em menos de 15 segundos
domingo, 28 de março de 2010
Such a beautiful thing

sexta-feira, 12 de março de 2010
Ele me conhece
Hoje à tarde dei mais uma boa pernada pelo centro da cidade e fui novamente ao shopping Estação, onde já tinha feito ontem umas comprinhas na Arezzo (promoção arrasadora) e na Levi's (para o namorado). Desta vez me dediquei a fuçar em alguns bons sebos que ficam pelo caminho e acabei voltando ao Estação, onde garimpei alguns itens legais e baratinhos de papelaria na Kalunga.
Chegando em casa, entrei no GTalk e me preocupei em avisar o André que tinha chegado. O diálogo:
mim: oi, cheguei
André: oi
André: e estavas onde mesmo?
mim: fui ao centro e no shopping estação de novo.
André: ah. quantos pares?
Hahaha
Pena que a grana é curta, e as malas, pequenas demais. Porque as promoções no comércio de Curitiba realmente são uma tentação...
Muitas perninhas, muitos bracinhos. Muita tristeza


Para nós, leitores e admiradores, a perda do Glauco é a súbita interrupção de um dos trabalhos mais inteligentes do cartunismo brasileiro. Eu, particularmente, sou fã incondicional do taradíssimo Geraldão, da não menos tarada dona Marta e dos dilemas matrimoniais do Casal Neuras (acima). Além do conteúdo hilário, também gosto muito do traço tosco que ele inventou, chego a chutar que meio inspirado no Henfil, com aquele monte de perninhas e bracinhos desenhados simulando o movimento das personagens.
A extensa obra do Glauco vai ficar perpetuada em tudo o que ele já tem publicado e nas prováveis muitas re-re-re-republicações que certamente já estão sendo organizadas, com todos os méritos que ele merece. Mas o que me entristece mais do que a perda intelectual é imaginar o tamanho do drama que a família dele vivenciou durante os momentos de violência a que foi submetida, e que teve um desfecho tão trágico. Glauco, cidadão brasileiro trabalhador e pai de família, e seu filho são mais duas vítimas dessa violência urbana cruel que ninguém consegue entender.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Lévy rocks! \m/
Mas, precavida que sou, tomei o cuidado de incluir um livro na bagagem de mão - o que me faria inclusive resistir à tentação de gastar dinheiro nas sempre caras livrarias de aeroporto. Fucei rapidamente na estante do escritório e vi meu exemplar novinho em folha de "Cibercultura", de Pierre Lévy, um livro que já não é tão novo (a primeira edição é de 1997), mas que ainda apresenta algumas reflexões extremamente instigantes a respeito de nosso mundo hiperconectado. Durante meu mestrado trabalhamos um pouco esse autor na disciplina Seminários de Pesquisa, mas eu só comprei o livro no ano passado e acabei injustamente deixando-o encostado na pilha de próximas leituras.
Um trechinho logo do início:
Aqueles que denunciam a cibercultura hoje têm uma estranha semelhança com aqueles que desprezavam o rock nos anos 50 ou 60. O rock era anglo-americano e tornou-se uma indústria. Isso não o impediu, contudo, de ser o porta-voz das aspirações de uma enorme parcela da juventude mundial. Também não impediu que muitos de nós nos divertíssemos ouvindo ou tocando juntos essa música. A música pop dos anos 70 deu uma consciência a uma ou duas gerações e contribuiu para o fim da Guerra do Vietnã. É bem verdade que nem o rock nem a música pop resolveram o problema da miséria ou da fome no mundo. Mas isso seria razão para "ser contra"?
Enquanto jornalista, roqueira, profissional da área de educação a distância, blogueira ocasional, tuiteira recém-deslumbrada e apaixonada por meu smartphone, imagino que essa leitura descompromissada do Lévy será bastante produtiva. Até porque, apesar de todos esses meus desvios de caráter, eu continuo uma apaixonada pelos livros - essa mídia tão antiquada, ainda insubstituível.
[Vale lembrar um efeito nefasto da cibercultura sobre meu corpicho: estou tratando outra crise ultrasevera de bursite com tendinite, desta vez no ombro esquerdo. E meu próximo sonho de consumo agora é o teclado ergonômico novo da Microsoft.]
quinta-feira, 4 de março de 2010
Na tendência


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Quase pedindo arrego
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Só falta a grade
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
O verdadeiro LFV
[E o melhor de tudo: com tanto texto fraquinho e metido a engraçadinho que circula na Internet com autoria atribuída ao Veríssimo, percebo o quanto é bom ler, de fato, um Veríssimo.]
*
O verdadeiro George Clooney
Longe de mim querer difamar alguém, mas acho que no caso do George Clooney o que está em jogo é a autoestima da nossa espécie, os homens que não são George Clooney. Todas as nossas qualidades e todos os nossos atributos, físicos e intelectuais, desaparecem na comparação com o George Clooney. As mulheres não escondem sua adoração pelo George Clooney. O próprio George Clooney nada faz para diminuir a idolatria e nos dar uma chance. Fica cada vez mais adorável, cada vez mais George Clooney. E se aproxima da perfeição. É bonito. É charmoso. É rico. É bom ator. Faz bons filmes. Está envolvido com as melhores causas. E que dentes! Não temos defesa contra esse massacre. Só nos resta a calúnia.
Os dentes são falsos. Ali onde elas veem pomos da face irresistíveis e um queixo decidido, há, obviamente, botox. Ele tem pernas finas e desvio no septo. É solteiro, portanto, claro, gay. Tem casa num dos lagos italianos, o que já é suspeito, e dizem que anda pelos seus chãos de mármore depois do banho de espuma vestindo um longo caftan bordado e sendo borrifado com perfumes florais pelo seu amante filipino Tongo, enquanto seu amante italiano, Rocco, prepara a salada de rúcula completamente nu. George Clooney bate na mãe todas as quintas-feiras. É extremamente burro. Só leu um livro até hoje e não lembra se foi O Pequeno Príncipe ou O Grande Gatsby. Nos filmes em que faz personagens mais reflexivos, contratam um dublê para as cenas dele pensando. Foi ele que propôs a demolição da Torre Eiffel porque já era mais que evidente que não encontrariam petróleo no local. E sua sovinice é lendária. Levou nadadeiras quando visitou Veneza, para não gastar com táxi.
É notório, em Hollywood, o mau hálito do George Clooney. Quando ele fala em algum evento público, as primeiras três fileiras do auditório sempre ficam vazias. Atrizes obrigadas a trabalhar com ele têm direito a um adicional por insalubridade, em dobro se houver cenas de beijo. Outra coisa: a asa. Não adiantam as imersões em espuma na sua banheira em forma de cisne, nem os perfumes florais borrifados, o cheiro persiste. Sabem que George Clooney e suas axilas se aproximam a metros de distância, e muita gente aproveita o aviso para fugir.
Além de tudo, tem seborreia e é republicano.
Passe adiante.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Porque hoje é 26 de janeiro...
...é um bom dia para reler Drummond:
Deus me deu um amor no tempo de madureza,
quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme.
Deus - ou foi talvez o Diabo - deu-me este amor maduro,
e a um e outro agradeço, pois que tenho um amor.
Pois que tenho um amor, volto aos mitos pretéritos
e outros acrescento aos que amor já criou.
Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso
e talhado em penumbra sou e não sou, mas sou.
Mas sou cada vez mais, eu que não me sabia
e cansado de mim julgava que era o mundo
um vácuo atormentado, um sistema de erros.
Amanhecem de novo as antigas manhãs
que não vivi jamais, pois jamais me sorriram.
Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra
imensa e contraída como letra no muro
e só hoje presente.
Deus me deu um amor porque o mereci.
De tantos que já tive ou tiveram em mim,
o sumo se espremeu para fazer vinho
ou foi sangue, talvez, que se armou em coágulo.
E o tempo que levou uma rosa indecisa
a tirar sua cor dessas chamas extintas
era o tempo mais justo. Era tempo de terra.
Onde não há jardim, as flores nascem de um
secreto investimento em formas improváveis.
Hoje tenho um amor e me faço espaçoso
para arrecadar as alfaias de muitos
amantes desgovernados, no mundo, ou triunfantes,
e ao vê-los amorosos e transidos em torno,
o sagrado terror converto em jubilação.
Seu grão de angústia amor já me oferece
na mão esquerda. Enquanto a outra acaricia
os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura
e o mistério que além faz os seres preciosos
à visão extasiada.
Mas, porque me tocou um amor crepuscular,
há que amar diferente. De uma grave paciência
ladrilhar minhas mãos. E talvez a ironia
tenha dilacerado a melhor doação.
Há que amar e calar.
Para fora do tempo arrasto meus despojos
e estou vivo na luz que baixa e me confunde.
["Campo de flores" foi publicado por Carlos Drummond de Andrade no livro "Claro Enigma", de 1951.]
domingo, 24 de janeiro de 2010
Na leveza
A estrutura poderia ser um pouco melhor, com o palco virado para o mar - pequeno detalhe que garantiria visibilidade para a grande maioria do público. Mas encarei, e adorei, o pocket show que Lenine, meu pernambucano número 1, fez hoje à tardinha na praia Brava, dentro do Floripa Tem. Geralmente sou meio avessa a shows de graça por causa da muvuca, ainda mais num local de acesso complicado como a Brava, mas hunny e eu planejamos estrategicamente tanto a ida quanto a volta e nos demos bem. Conseguimos chegar meio perto do palco, mas desisti de disputar espaço com os garotos suados e bêbados que sorviam vodca ruim direto da garrafa possivelmente desde o meio-dia. Nos resguardamos então na sombra do posto salva-vidas, de onde dava para ver a banda a uma certa distância e beber umas skóis mezzo geladas.A música do Lenine sempre me emociona e vê-lo de perto mais uma vez foi um privilégio. Fiquei lembrando das outras vezes em que o vi ao vivo: há muito tempo, só com violão, num boteco da Lagoa que nem existe mais [nessa ocasião eu conversei com ele depois do show e constatamos que nossos olhos têm a mesma cor de burro quando foge]; depois, no teatro do CIC, na época do álbum "Na pressão"; e há dois anos, no Floripa Music Hall, com o show "Acústico". Sempre é uma experiência memorável. Gosto muito da atual banda dele, em especial do baixista Guila com suas madeixas - hoje, providencialmente presas, com aquele calorão.
[E o melhor de tudo foi olhar pro lado e perceber que estou cercada só de quem me interessa...]
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Revendo Hitchcock
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Pecadinho da semana
Estava no supermercado na segunda à noite e o potinho piscou pra mim. Foi do freezer pra minha cestinha, pra sacola, pro porta-malas do carro e, finalmente, pro meu freezer. Só na terça à noite lembrei dele. Oh my god. Nem comi inteiro, só umas colheradas. E já sei que hoje vou ter que duplicar o tempo de esteira na academia...
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Control cê, control vê
E como o que é ruim sempre pode, sim, piorar, uma terrível atualização em relação a 2009: esse ano, oh my god, tem Ivete. De resto, tudo na lesma lerda. A tal dupla de sertanejo universitário, esse gênero estranho, também vai estar lá. A cerveja ainda é Nova Schin e o refrigerante oficial ainda é Pepsi. O local ainda é aquele descampado. Na TV ainda dizem que vai ser do caralho. Nada muda. Nem meu humor.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Um tabefe na cara, com luva de pelica
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Vênus foi adotada!
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Campanha
Lendo hoje o blog da Regina e suas impressões sobre a Paraíba, ainda antes de tomar café, lembrei de uma das (muitas) coisas que sempre como na Bahia e que aqui no Sul não tem nem pra remédio: sorvete de cajá. Oxe, afe maria, se a Kibon faz sorvete de cajá e vende no Nordeste, porque os pobrezinhos mortais do Sul não podem desfrutar dessa delícia? Quando
estive no sul da Bahia, no início de dezembro, era de lei: sorvetinho de cajá artesanal, duas bolas bem servidas num cascão, era o que arrematava as aventuras e comilanças do dia antes de voltar pra pousada. Hunny não conhecia, mas amou e aderiu. Acho que será ele o primeiro signatário da minha campanha: ô, dona Kibon, manda sorvete de cajá pra nós!quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Pequeno manual de sobrevivência
Hipótese A) O namorado não está na sua casa
Procedimento: Prenda os cachorros vândalos dentro de casa. Na área de serviço, pegue um saco de lixo de 50 litros. Na casinha de ferramentas, encontre duas enxadas. Dirija-se ao gambá. Pobrezinho. Abra o saco de lixo e posicione-o o mais próximo possível do gambá. Com as duas enxadas, faça uma pinça gigante e com cuidado junte o pequeno cadáver e coloque-o no saco de lixo, bem no meio. [Nesse movimento eu percebi que o gambá ainda respirava, ou seja, tal qual os exemplares de A Era do Gelo, estava fingindo de morto. Então joguei-o com o saco aberto no terreno da esquina. Acho que ficou bem.]
Hipótese B) O namorado está na sua casa
Procedimento: chame o namorado.
...
Problema 2: o que fazer quando, ao chegar em casa morrendo de fome, uma barata trêmula [que caiu numa das 860 iscas de veneno espalhadas pela casa] perambula pela cozinha?
Hipótese A) O namorado não está na sua casa
Procedimento: monitore a barata até que ela, em seu perambular trôpego, se posicione em algum local onde você possa, sem riscos, tascar-lhe uma borrifada de Raid [longe de louças, frutas e dos potes dos cachorros]. Isso pode levar tempo suficiente para você ligar o notebook, verificar o e-mail, fuçar no Orkut dos amigos e dar uma lida rápida no G1. Quando a dita cuja se aproximar da porta da rua, tasque uns 10 segundos de Raid na filhadaputa, usando a mão direita; com a esquerda, tão logo o jato cesse, meta-lhe uma vassourada. Pronto, é só varrer a nojenta, recolher com a pazinha (aquela com cabo de 1,5m) e jogar na lixeira.
Hipótese B) O namorado está na sua casa
Procedimento: chame o namorado.
...
Hoje aconteceu isso tudo aqui em casa. E o namorado NÃO ESTAVA.
Isso é glamour?
Well. E no meio daquele furdunço todo que virou o outrora aprazível balneário de Jurerê horas antes da virada do ano, lá foi ela e seu grupo de amigas para a festa. Pra estacionar, cinquentão - em cima da areia. E todas elas de salto. Alguma mulher sobre a face da terra vai a uma festa bacana sem salto? Então por que diabos o peão mandou as moças estacionarem na puta que o pariu, em cima da areia? As pobres meninas passaram os últimos minutos de 2009 fazendo exercício para panturrilha na areia. Não, ninguém merece.
Na entrada, os paparazzi de plantão à espera de celebridades armaram seus equipamentos quando viram o grupo de moças bonitas e de branco se aproximando da porta de entrada. Como nenhuma era atriz da globo, algum grosseirão disse "não, não é ninguém". Como assim, não é ninguém?
Resumindo a ópera, de acordo com o relato da minha amiga a festa até estava bacana, com exceção da comida horrível - lentilha crua e carne dura -, da falta de infraestrutura para quem afirmou que iria servir uma ceia - elas tiveram que comer num balcão, em pé, e só com garfos, porque facas eram proibidas no recinto - e dos vândalos chics que resolveram brigar, lançando champanhe uns sobre os outros, numa espécie de batalha entre camarotes. Sorry, pessoas chics, mas isso não é glamour.
Brincadeirinha de casal
Todo final/início de ano as revistas de fofocas e colunas de cidades provincianas se esmeram para mapear onde os famosos estão passando as festas. Florianópolis, mais do que nunca, ficou cheia daquelas celebridades que a gente lê o nome e fala "tá, mas é quem, mesmo? Ah, sim, aquela menina que fazia Malhação há uns 30 anos". E haja foto daquele bando de gente pseudoimportante posando com caras, bocas, coxas, bundas, peitorais e bíceps para as fotos. E o pior é que não adianta o pobre leitor não querer saber desse tipo de coisa: os sites de notícias destacam quem está onde (e pegando quem) em suas páginas principais. O pobre leitor simplesmente tem que engolir.terça-feira, 29 de dezembro de 2009
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Um calor da peste há três dias
[Estranho imaginar que eu ficaria feliz com chuva, mas fiquei.]
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Um Papai Noel sem rosto
Mas ontem me curei. Depois de um dia ultrasobrecarregado, que envolveu reunião de trabalho bem cedo, saída com a família, supermercado, salão (eu também mereço uma pet shop) e até batida de carro (nada grave), isso tudo abaaaaixo de uma chuuuuuuva chatééééésima, entrei no clima total: passava um pouco das 22h quando fui para a cozinha fazer pudim de leite. Enquanto o dito cujo assava, embrulhei os presentinhos que vou levar hoje para a family na casa de mamy, desencaixotei os enfeites de Natal e coloquei todos em seus devidos lugares. O que sobrou do enfeite estraçalhado - só a meia - ficou no corredor. Montei minha mini-árvore de moça solteira (daquelas de 50cm de altura) com bolinhas e laços vermelhos, outros enfeitinhos dourados, ao lado do menino Jesus (não é exatamente um presépio, mas é a intenção), com muitas luzinhas, tudo sobre a mesinha antiga de madeira que pertenceu a minha bisavó. E pronto, como num passe de mágica minha casinha ficou com cara de Natal e cheiro de pudim assando.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Vênus precisa de um lar!

sábado, 19 de dezembro de 2009
Pode me dar os parabéns
[E é esse o retorno possível à academia, já que as tentativas em outro sentido - o doutorado - não deram certo. Em 2010 tem mais.]
Vale a pena reclamar? Claro que vale!
Foi borrifar a amostrinha no antebraço, esperar uns segundinhos, sentir a fragrância e decretar: Be Delicious, da marca Donna Karan, seria meu próximo must have perfumístico. E aproveitando uma providencial viagem de hunny à hidrelétrica de Itaipu, a trabalho, no final de novembro, pedi que ele procurasse tanto o Be Delicious quanto o Romance, da Ralph Lauren, lá pros lados da tríplice fronteira, onde o comércio desse tipo de coisa sempre bomba. Bola dentríssimo: ele encontrou os dois, em vidros de 100 ml, a preços excelentes, no Free Shop da Argentina. Eba!.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Encontro com uma querida conterrânea
Hunny e eu gostamos muito de cerveja e, sempre que podemos, experimentamos novidades. Pois lá na Bahia, desta vez, a única diferente com que nos deparamos foi uma tal de Nobel - bem meia-boca, padrãozinho pielsen daquelas que fazem o estilo gosto-da-maioria (aguadinha e clarinha). Ficamos felizes, portanto, quando num boteco mais bacana encontramos nossa amiga de Blumenau no cardápio. É bom ver bons produtos de Santa Catarina ganhando as boas mesas país afora. Prosit!sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Tina, a fera fofa
Uma personagem especial desses nove dias na Bahia foi a Tina, essa linda gatinha amarela da foto, que é a mascote da pousada onde ficamos. Quando chegamos ela estava esperando filhotinhos, e o pessoal da pousada já estava preocupado com a demora no nascimento. No segundo dia ela foi operada - os quatro bebês estavam mortos. Responsavelmente, os donos aproveitaram a cirurgia para castrá-la. E no dia seguinte ao procedimento ela voltou à sua rotina de pegar sol no jardim, estatelar-se nas poltroninhas da recepção e fazer dengo com os hóspedes. quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
No Sul da Bahia

Garrafinha de água mineral sem gás na vendinha da aldeia pataxó a caminho de Caraíva: 2 reais.
O abraço do bichinho mais fofo do mundo: não tem preço.
[Tenho outras mais de 30 fotos com ela, mas até reduzir tudo pra postar... oxe. Deu preguiça.]
domingo, 29 de novembro de 2009
Chuchu, vou me mandar
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Eu acredito
1) Quando já tinha dado minha lapiseira Pentel por perdida, depois de procurá-la em todas as bolsas e até perguntado pros colegas de inglês se eu por acaso não a teria esquecido na sala e alguém encontrado, deparei-me com a dita cuja no meio da minha agenda. Andei agarrada nela durante dias e nem notei (ninguém manda andar com agenda gorda).
2) Outro dia, saindo de casa, eu andava feito uma barata tonta por todos os cômodos da casa procurando a chave do carro. Até que Santa Claudete perguntou "dona Ana, não é essa chave que está no seu bolso de trás?" Se bem que perder chave do carro, convenhamos, não é novidade pra mim.
3) Essa semana fui ao Floripa Shopping fazer as unhas e almoçar. Saí meio em cima da hora e simplesmente não encontrava o carro. Achei que tinha ficado então no piso de baixo. Desci. Não achei. Voltei pro piso onde eu estava antes e lá estava ele, no exaaaaato lugar onde eu tinha estacionado. Socorro.
4) Hoje cedo, na aula, busquei na bolsa um prendedor de cabelo, que sempre guardo no mesmo bolsinho onde ficam os documentos do carro. Achei o prendedor, mas os documentos não estavam lá. Eu lembrava nitidamente de ter pego a carteirinha de couro de manhã, ao fazer a transferência dos cacarecos de uma bolsa pra outra. Revirei a bolsa inteira, e nada dos documentos. Desencanei e pensei positivo pra que não acontecesse nada nos trajetos que ainda deveria fazer ao longo do dia, até que chegasse em casa. Depois do almoço, fui escovar os dentes e - tcharam! - estavam eles lá, os documentos do carro, lindamente arrumadinhos na carteirinha de couro, dentro da minha nécessaire.
5) Em compensação, às vezes o que eles aprontam é legal: encontrei duas notas de R$ 20 dobradinhas no canto da carteira, esquecidas ali desde não sei quando.
De qualquer maneira, vou perguntar ao homeopata se não é o caso de aumentar a dose de Nux vomica.
domingo, 22 de novembro de 2009
Antes do sol
Hoje, em pleno domingo, acordei na hora em que muita gente deve estar chegando em casa porque vou passar o dia inteiro no vestibular da instituição onde trabalho. De antemão sei que vai ser um dia cansativo, mas a única coisa importante mesmo é que já comprei minhas havaianas e fiz estoque de filtro solar a um bom preço. Em 9 dias estarei matando um pouquinho dessa saudade da Bahia que me deixa tronxa. Oxe!
Bom domingo pra todo mundo!
[Parece que o dia vai ser cinzento, mas se alguém quiser ver um sol lindo nos olhinhos do Otávio, clica aqui.]





