
É o quarto ano que percebemos a presença deles aqui, sempre bem cedinho e nos finais de tarde, comendo as sementes do ipê-amarelo (como já registrei
nesse,
nesse e
nesse posts). Mas só nos últimos meses é que constatei que, embora a presença dos adoráveis papagaios-brasileiros na árvore do meu quintal seja sazonal - é primavera, sementes maduras, lá estão eles, não tem erro - eles passam o ano todo sobrevoando essa área. Bem cedo eles vêm lá do lado do manguezal de Ratones, onde, imagino, tenham seus ninhos, e voltam pra casa final de tarde. Voam sempre em duplinhas e muitas vezes batendo o maior papo - tanto que aprendi a identificar o barulhinho deles durante seus trânsitos. Algumas vezes param para descansar ou discutir o melhor lugar pra ir (são barulhentos quando querem, afe), em três ou quatro pares, nos eucaliptos do terreno ao lado.

Este ano eu já os tinha visto algumas vezes, sempre avisada pela Sebastiana, que fica emputecida quando eles jogam os restos das vagens no chão e late ritmadamente aquele seu latido que só quem conhece pra saber o transtorno que é (mas é um latido que, incrível, eu aprendi a amar). Descabelada, de óculos, havaianas e pijama, fui para o meio da rua para fotografá-los em melhor ângulo, aproveitando a bela luz deste dia ensolarado. Vale a pena pagar esse mico. Um deles era mais exibicionista: estava lá no alto da árvore, totalmente exposto, e nem tchuns pra mim enquanto eu o fotografava. O outro era mais low profile e preferiu se manter camuflado, misturando sua cor com a das folhas da jaqueira, que fica atrás do ipê.
É ou não é pra ficar estranhamente otimista? Eu fico, confesso.
3 comentários:
Espero que eles fiquem por aí, pelo menos, mais uma semana. Quando eu voltar de viagem tenho que ver essas figurinhas... Bjão
Ai que vizinhos mais fofos! Morri de inveja, agora! Eeheheh... curta esses bonitinhos queridos. Delícia!
Aqui em casa eles passam sobrevoando no final de tarde...
Postar um comentário