Sim, há quilômetros o que falar sobre eles.
A turnê registrada no filme que está em cartaz ocorreu em 2006. Em 2006 o U2 veio para o Brasil. E em 2006 eu fiz uma viagem de carro pelo litoral que foi uma das experiências mais intensas que já vivi. Embora, hoje entenda, tenha sido talvez a primeira das diversas tentativas de manter uma história que já estava fadada ao fracasso havia algum tempo.
Bom. U2 estaria em São Paulo dias tal e tal. Eu sempre organizei os schedules das viagens e para essa específica, a dos sonhos, de carro, eu dei um jeito de incluir São Paulo no dia tal para conciliar as férias e o show (que só eu fazia questão de ir).
Pois aconteceu como está rolando agora com a Madonna: tudo muito difícil, filas, cambistas cobrando 1000% em cima do valor original. A querida Thais, meu porto seguro em São Paulo, sentenciou por telefone: "Aninha, eu já desisti de comprar. Posso investigar um jeito de conseguir dois ingressos pra você".
Thais é uma pessoa generosa, e se disse isso é porque realmente a parada tava braba.
Bom, eu ia estar em férias, de carro, no litoral da Bahia. Desencanei total. Mudei o schedule e bola pra frente. Mente aberta, coração tranqüilo.
Lembro que estávamos em Caraíva quando rolou o show dos Stones no Rio. O povo todo ia pra um lugar onde tinham instalado um telão (Caraíva não tem luz elétrica, só com gerador, e bem restrita) para olhar Mr. Jaeger e seus amiguinhos carquéticos. Eu e Frank nem tchuns.
Depois de Caraíva fomos para Trancoso. Depois de jantar e de dar uma volta no Quadrado, voltamos para a pousadinha fofa à beira-mar onde tínhamos nos hospedado. Liguei a TV logo que entramos no apê e a Globo estava passando, ao vivo, o primeiro show do U2 no estádio do Morumbi.
O frigobar tinha mais ou menos oito latinhas de Skol. Que está longe de ser a minha cerveja favorita.
Assisti ao show sozinha. O frigobar amanheceu vazio. E o Frank até hoje não gosta muito de falar nesse assunto.
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