Esta semana eu tive que desistir de uma pessoa. Foi chato. Fiquei triste.
Mas quer saber? Passou rapidinho, rapidinho.
...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã
sexta-feira, 18 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Dores e delícias de se fazer pós
Pós-graduação foi um tema recorrente ontem, envolvendo três amigas.
De manhã, a amiga 1 manifestava seu desânimo por não ter sido aprovada numa seleção de mestrado. Mais do que isso, estava indignada em função das evidências de que teria havido favorecimento na seleção.
No início da tarde, a amiga 2 apresentava sua dissertação, resultado de um período de três anos de muita aula e muita pesquisa.
No início da noite, a amiga 3 celebrava sua aprovação em um programa de mestrado muito concorrido em sua área, que vai envolver inclusive o cumprimento de alguns créditos numa instituição europeia.
Apesar da experiência frustrante, digo à amiga 1 que não desista: se esse programa adota critérios questionáveis para seleção, encontre um outro que seja idôneo e tente de novo. Se não conseguir mesmo assim, tente de novo.
À amiga 2, digo que em alguns dias estarás com uma espécie de síndrome do ninho vazio - saudade do stress, da tensão com a escrita, do cuidado com as amostras, enfim, da função toda. Mas tenho certeza de que logo isso vai passar. E o aprendizado - todo ele - será teu pra sempre. Quem conclui com êxito e seriedade um processo desse amadurece muito.
À amiga 3, reitero os parabéns. E aviso que, se entrar no curso é difícil, sair certamente será mais ainda. =)
[Aqui quem fala é alguém que ainda tem que comer muito arroz com feijão, mas que já fez uma especialização e um mestrado, está fazendo outro mestrado (sim) e namora um mestrando. E que acredita na filosofia macaquística de que quem fica parado é poste.]
De manhã, a amiga 1 manifestava seu desânimo por não ter sido aprovada numa seleção de mestrado. Mais do que isso, estava indignada em função das evidências de que teria havido favorecimento na seleção.
No início da tarde, a amiga 2 apresentava sua dissertação, resultado de um período de três anos de muita aula e muita pesquisa.
No início da noite, a amiga 3 celebrava sua aprovação em um programa de mestrado muito concorrido em sua área, que vai envolver inclusive o cumprimento de alguns créditos numa instituição europeia.
Apesar da experiência frustrante, digo à amiga 1 que não desista: se esse programa adota critérios questionáveis para seleção, encontre um outro que seja idôneo e tente de novo. Se não conseguir mesmo assim, tente de novo.
À amiga 2, digo que em alguns dias estarás com uma espécie de síndrome do ninho vazio - saudade do stress, da tensão com a escrita, do cuidado com as amostras, enfim, da função toda. Mas tenho certeza de que logo isso vai passar. E o aprendizado - todo ele - será teu pra sempre. Quem conclui com êxito e seriedade um processo desse amadurece muito.
À amiga 3, reitero os parabéns. E aviso que, se entrar no curso é difícil, sair certamente será mais ainda. =)
[Aqui quem fala é alguém que ainda tem que comer muito arroz com feijão, mas que já fez uma especialização e um mestrado, está fazendo outro mestrado (sim) e namora um mestrando. E que acredita na filosofia macaquística de que quem fica parado é poste.]
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Barulhinho bom
Fuçando em imagens do computador, achei o videozinho feito pelo Marcelo no dia 24 de janeiro de 2009, num passeio ultra divertido para o Arvoredo (com Douglas a dois dias de ser meu namorado, Tati, Alan, Marcelo e Viviane, no barco do sempre querido capitão Zé). Saudade do mar, saudade da Bahia, saudade de mergulhar pra ver tartarugas placidamente nadando em sua liberdade azul.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Como matar a academia, em uma lição
MSN, meio da tarde:
amiga 1 - oi. que horas vc vai pra academia?
amiga 2 - saio daqui às 19h e vou direto.
amiga 1 - vou por esse horário tb. nos vemos lá.
amiga 2 - falow, bj
amiga 1 - bj
No vestiário da academia, início da noite:
amiga 1 - ixi, acho que esqueci de trazer meu top.
amiga 2 - pera que vou ver se tenho dois, geralmente trago tudo duplicado (remexendo na bolsa). Ó: dois pares de meia, duas bermudas, duas camisetas... um top só.
amiga 1 - ah, tranquilo, eu vou lá embaixo rapidinho e compro um. tou precisando mesmo. vamos lá comigo?
amiga 2 - bora.
Na loja bacana de artigos esportivos do shopping, 15 minutos depois:
amiga 1 - ah, tou mesmo precisando de top... vou provar esse, esse e esse. esse tb tá legal. mas tem q ser M.
amiga 2 - ai, mas branco não é legal... melhor de cores escuras, né?
amiga 1 - ah, pois é. olha, tem esse aqui.
amiga 2 - vai pro provador.
[Detalhes do provador não precisam ser abordados]
No caixa da loja bacana de artigos esportivos do shopping, 20 minutos depois:
amiga 1 -poxa, eu tava mesmo precisando comprar top. e na real tou precisando de sutiã...
amiga 2 - outro dia comprei uns ótimos ali na [loja de departamentos do shopping]. bora ali dar uma olhada antes de subir.
amiga 1 - bora.
No caixa da loja de departamentos do shopping, 20 minutos depois:
amiga 1 - bem legal, cara, tava precisando comprar sutiã e calcinha. pena que aqui tá mal de pijama.
amiga 2 - na [outra loja de departamentos do shopping] tem uns bem fofos, sempre compro lá. vamos ali dar uma olhada rapidinho.
No provador da outra loja de departamentos do shopping, 20 minutos depois:
amiga 2 - cara, a aula de abdominal que eu ia fazer está começando in this very moment.
amiga 1 - ah, mas calma, a gente termina aqui e vai malhar.
amiga 2 - tá ficando meio tarde pra mim... moro longe, né?
De volta ao vestiário da academia:
amiga 2 - cara, na boa: vou pra casa
amiga 1 - nãããão, poxa, fiquei te alugando e vais perder a academia agora? faz só o aeróbico pelo menos!
amiga 2 - ah, não rola, deu preguiça. e adorei ficar fofocando e fazendo compras contigo. vou nessa!
E o detalhe ridículo é que eu podia ter emprestado meu único top da bolsa pra ela desde o começo. E teria chegado em casa duas horas mais cedo.
Mas as compras com fofoca foram ótimas!
amiga 1 - oi. que horas vc vai pra academia?
amiga 2 - saio daqui às 19h e vou direto.
amiga 1 - vou por esse horário tb. nos vemos lá.
amiga 2 - falow, bj
amiga 1 - bj
No vestiário da academia, início da noite:
amiga 1 - ixi, acho que esqueci de trazer meu top.
amiga 2 - pera que vou ver se tenho dois, geralmente trago tudo duplicado (remexendo na bolsa). Ó: dois pares de meia, duas bermudas, duas camisetas... um top só.
amiga 1 - ah, tranquilo, eu vou lá embaixo rapidinho e compro um. tou precisando mesmo. vamos lá comigo?
amiga 2 - bora.
Na loja bacana de artigos esportivos do shopping, 15 minutos depois:
amiga 1 - ah, tou mesmo precisando de top... vou provar esse, esse e esse. esse tb tá legal. mas tem q ser M.
amiga 2 - ai, mas branco não é legal... melhor de cores escuras, né?
amiga 1 - ah, pois é. olha, tem esse aqui.
amiga 2 - vai pro provador.
[Detalhes do provador não precisam ser abordados]
No caixa da loja bacana de artigos esportivos do shopping, 20 minutos depois:
amiga 1 -poxa, eu tava mesmo precisando comprar top. e na real tou precisando de sutiã...
amiga 2 - outro dia comprei uns ótimos ali na [loja de departamentos do shopping]. bora ali dar uma olhada antes de subir.
amiga 1 - bora.
No caixa da loja de departamentos do shopping, 20 minutos depois:
amiga 1 - bem legal, cara, tava precisando comprar sutiã e calcinha. pena que aqui tá mal de pijama.
amiga 2 - na [outra loja de departamentos do shopping] tem uns bem fofos, sempre compro lá. vamos ali dar uma olhada rapidinho.
No provador da outra loja de departamentos do shopping, 20 minutos depois:
amiga 2 - cara, a aula de abdominal que eu ia fazer está começando in this very moment.
amiga 1 - ah, mas calma, a gente termina aqui e vai malhar.
amiga 2 - tá ficando meio tarde pra mim... moro longe, né?
De volta ao vestiário da academia:
amiga 2 - cara, na boa: vou pra casa
amiga 1 - nãããão, poxa, fiquei te alugando e vais perder a academia agora? faz só o aeróbico pelo menos!
amiga 2 - ah, não rola, deu preguiça. e adorei ficar fofocando e fazendo compras contigo. vou nessa!
E o detalhe ridículo é que eu podia ter emprestado meu único top da bolsa pra ela desde o começo. E teria chegado em casa duas horas mais cedo.
Mas as compras com fofoca foram ótimas!
E eis que, de novo, é 26 de janeiro
Sigamos, pois, relendo Drummond.
Amor e seu tempo
Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.
É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe
valendo a pena e o preço terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.
Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.
"Amor e seu tempo" foi publicado por Carlos Drummond de Andrade no livro "As impurezas do branco", em 1973.
Amor e seu tempo
Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.
É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe
valendo a pena e o preço terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.
Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.
"Amor e seu tempo" foi publicado por Carlos Drummond de Andrade no livro "As impurezas do branco", em 1973.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Perfume de pitanga
Uma das melhores coisas de ter frutas no quintal é compartilhá-las com quem lhes dá o devido valor. E compreende sua delicadeza.
Soninha, querida, disponha sempre!
Soninha, querida, disponha sempre!
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Sorry, Amy
Tudo bem que as performances dela no Brasil têm deixado a desejar, mas convenhamos: até uma diva junkie, apesar dos pesares, mereceria ser tratada com respeito.

"WTF? They told me this was the best Brazilian beer, but it tastes like piss with water" (Foto do G1)
Explico.
Aproveitava eu a insônia que me fez despertar duas horas antes do relógio para benjaminianamente flanar logo cedo pelos sites de notícias. Achei engraçadinho o destaque dado pelo G1 ao fato de Amy Winehouse ter bebido cerveja no primeiro show do Rio (que pela descrição acabou sendo mais vexaminoso do que o de Florianópolis). Quase caí da cadeira ao me aproximar da foto e olhar o rótulo da garrafa. Meu deus do céu, ela é INGLESA, ela é JUNKIE e serviram SKOL pra essa mulher?
.Tudo bem que há um senso comum que diz que a Skol é uma cerveja boa, que é levinha, que é saborosinha, etc. Brasileiros gostam de cervejas leves - tanto que as boas cervejarias nacionais, como a blumenauense com muito orgulho Eisenbahn, a fluminense Baden Baden e a carioca da gema Devassa têm a variedade pielsen em seu catálogo. Mas quem aprecia cerveja com um pouco mais de cuidado aprende a refinar o paladar para outras variedades de diferentes sabores - variedades com sabor, digamos assim, e não com aquele gosto de água mineral estragada das pielsenzinhas de grande público, todas maculadas com cereais não maltados (acho que fazem isso para que possam ser vendidas a 1 real nos supermercados). Cada um na sua, mas essas eu não levo pra casa.
.
Amy Winehouse é quem é. E é inglesa. Na Inglaterra as pessoas entornam pints e pints de Old Speckled Hen, Guinness, 1999 e por aí afora.
.Daí a infeliz diva vem ao Brasil, pede uma cerveja, servem a ela Skol. Na boa: eu também diria no, no, no. E iria embora do palco sem dizer tchau.

"WTF? They told me this was the best Brazilian beer, but it tastes like piss with water" (Foto do G1)
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Então tá, Amy
Ela errou as letras, trançou as pernas, perdeu as entradas, esqueceu os nomes dos músicos da banda, saiu do palco várias vezes, pediu arrego para os backing vocals, contemplou distraidamente suas cutículas e não disse nem olá nem tchauzinho. Ainda tem seu vozeirão, mas a impressão que tenho é que para Amy Winehouse a decadência é irreversível. Fiquemos, pois, com seus dois únicos álbuns e as poucas lindas músicas que ela conseguiu produzir. Melhor deixá-la em paz com seus problemas e suas paranoias, chorando no chão da cozinha.
Espero, claro, morder a língua.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Pequenas coisas de 2010
1) No dia a dia: academia três vezes por semana. Sem nhém nhém nhém.
2) No quintal: mudas de butiá, de graviola, de grumixama, de limão, de araçá roxo.
3) Na matilha: muitos pelos brancos no focinho de Linda Lô. Exames geriátricos com excelentes resultados. A dona do quintal ainda reina.
4) No coração: meu galego tomando conta geral. Acho que eu no dele também.
5) No trabalho: cronogramas cumpridos, qualidade reconhecida, contracheque que compensa. Amigos queridos entraram pra equipe. Boas perspectivas.
6) Na garagem: carro novinho comprado a prestações possíveis.
7) Na vida acadêmica: retorno à minha primeira escola, reencontro com o que realmente gosto, novos amigos. Muito a pensar e escrever.
8) No rosto: Active C XL da La Roche-Posay, ácido hialurônico manipulado e muito filtro solar. Sinais dos tempos, ainda sutis, mas inevitáveis quando sorrio. E sorrio!
9) Na agenda do celular: números antigos voltaram a ser acionados. Números que já foram frequentes e caíram no limbo foram apagados. De uns poucos tenho saudade.
10) Na geladeira: saiu a carne de porco. Saiu o refrigerante. Entrou muita água de coco de caixinha. Continua entrando muita cerveja de qualidade a compartilhar só com quem é merecedor.
11) No pulso: voltei a usar relógio. Ganhei um lindíssimo da Guess (coisa do moço do item 4). E comprei um monitor cardíaco pra incrementar as horas passadas sobre a esteira.
12) No armário: mais do que eu preciso, sem dúvida. Mas gosto de tudo. E passei pra frente muita coisa boa que já não usava.
13) Na estante do escritório: muita teoria do jornalismo, muita metodologia de pesquisa, Boaventura de Sousa Santos e Edgar Morin.
14) Nos pés: troquei a lixa pelo esfoliante. Enfeito-os com melissas e saltos que já consigo, de novo, usar.
15) No sangue: proteína C reativa inferior a 3. Isso explica muita coisa.
2) No quintal: mudas de butiá, de graviola, de grumixama, de limão, de araçá roxo.
3) Na matilha: muitos pelos brancos no focinho de Linda Lô. Exames geriátricos com excelentes resultados. A dona do quintal ainda reina.
4) No coração: meu galego tomando conta geral. Acho que eu no dele também.
5) No trabalho: cronogramas cumpridos, qualidade reconhecida, contracheque que compensa. Amigos queridos entraram pra equipe. Boas perspectivas.
6) Na garagem: carro novinho comprado a prestações possíveis.
7) Na vida acadêmica: retorno à minha primeira escola, reencontro com o que realmente gosto, novos amigos. Muito a pensar e escrever.
8) No rosto: Active C XL da La Roche-Posay, ácido hialurônico manipulado e muito filtro solar. Sinais dos tempos, ainda sutis, mas inevitáveis quando sorrio. E sorrio!
9) Na agenda do celular: números antigos voltaram a ser acionados. Números que já foram frequentes e caíram no limbo foram apagados. De uns poucos tenho saudade.
10) Na geladeira: saiu a carne de porco. Saiu o refrigerante. Entrou muita água de coco de caixinha. Continua entrando muita cerveja de qualidade a compartilhar só com quem é merecedor.
11) No pulso: voltei a usar relógio. Ganhei um lindíssimo da Guess (coisa do moço do item 4). E comprei um monitor cardíaco pra incrementar as horas passadas sobre a esteira.
12) No armário: mais do que eu preciso, sem dúvida. Mas gosto de tudo. E passei pra frente muita coisa boa que já não usava.
13) Na estante do escritório: muita teoria do jornalismo, muita metodologia de pesquisa, Boaventura de Sousa Santos e Edgar Morin.
14) Nos pés: troquei a lixa pelo esfoliante. Enfeito-os com melissas e saltos que já consigo, de novo, usar.
15) No sangue: proteína C reativa inferior a 3. Isso explica muita coisa.
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Tucanos são fofos
domingo, 5 de dezembro de 2010
Vai dar pitanga

Minha pitangueira predileta (entre as quatro do quintal) está carregada de botões. Três exibidas que resolveram crescer antes de todo mundo já foram devidamente colhidas e degustadas, ao lado da primeira acerolinha da árvore vizinha (que também está carregada). É o prenúncio de mais um verão pródigo em frutas. Na fila, as uvas, laranjas, jacas e - novidade - bananas.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Linda pitbull precisa de um lar

Tem gente que é baixa e desumana a ponto de abandonar um animal amarrado em uma árvore, à própria sorte.
Mas felizmente tem gente como o Charlie e a Lari, que não fazem de conta que não viram a cena e se dispõem a dedicar tempo, dinheiro e amor para ajudar a recuperar a cachorrinha e encaminhá-la para adoção. Isso tudo no meio de um feriadão.
Precisamos agora de alguém que tenha disponibilidade para dar um lar para a Mel. As informações estão no cartaz acima (clique para ampliar). E ajudar a divulgar já é uma boa!
sábado, 13 de novembro de 2010
Sinal dos tempos - ou: sim, eu uso ácido \m/
Consegui uma janela na agenda sempre corrida para uma consulta à dermatologista, para fazer uma revisão geral nas minhas incontáveis pintas do corpo e pedir um fortificante para as unhas, que andam esbranquiçadas - resultado do excesso de esmalte.
Saí de lá com a prescrição de uma base manipulada, fortificante, e sinal verde para continuar pintando as unhas, o que me deixou muito feliz.
Mas para o rosto ela trocou o tratamento com ácido retinoico por uma fórmula manipulada à base de ácido hialurônico. Uma breve consulta ao Google me fez concluir o óbvio: estou ficando velha.
Saí de lá com a prescrição de uma base manipulada, fortificante, e sinal verde para continuar pintando as unhas, o que me deixou muito feliz.
Mas para o rosto ela trocou o tratamento com ácido retinoico por uma fórmula manipulada à base de ácido hialurônico. Uma breve consulta ao Google me fez concluir o óbvio: estou ficando velha.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Eu adoro a primavera
É o quarto ano que percebemos a presença deles aqui, sempre bem cedinho e nos finais de tarde, comendo as sementes do ipê-amarelo (como já registrei nesse, nesse e nesse posts). Mas só nos últimos meses é que constatei que, embora a presença dos adoráveis papagaios-brasileiros na árvore do meu quintal seja sazonal - é primavera, sementes maduras, lá estão eles, não tem erro - eles passam o ano todo sobrevoando essa área. Bem cedo eles vêm lá do lado do manguezal de Ratones, onde, imagino, tenham seus ninhos, e voltam pra casa final de tarde. Voam sempre em duplinhas e muitas vezes batendo o maior papo - tanto que aprendi a identificar o barulhinho deles durante seus trânsitos. Algumas vezes param para descansar ou discutir o melhor lugar pra ir (são barulhentos quando querem, afe), em três ou quatro pares, nos eucaliptos do terreno ao lado.
Este ano eu já os tinha visto algumas vezes, sempre avisada pela Sebastiana, que fica emputecida quando eles jogam os restos das vagens no chão e late ritmadamente aquele seu latido que só quem conhece pra saber o transtorno que é (mas é um latido que, incrível, eu aprendi a amar). Descabelada, de óculos, havaianas e pijama, fui para o meio da rua para fotografá-los em melhor ângulo, aproveitando a bela luz deste dia ensolarado. Vale a pena pagar esse mico. Um deles era mais exibicionista: estava lá no alto da árvore, totalmente exposto, e nem tchuns pra mim enquanto eu o fotografava. O outro era mais low profile e preferiu se manter camuflado, misturando sua cor com a das folhas da jaqueira, que fica atrás do ipê. terça-feira, 19 de outubro de 2010
Tuito pouco, blogo menos ainda
Minha condição de ausência contingencial das redes sociais me fez hoje pensar em um poema bonitinho que me lembra os tempos de colégio:
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
"Neologismo", de Manuel Bandeira, está no livro "Estrela da Vida Inteira" (3.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1973). Para o Douglas, lá em Brasília, que eu beijo, com quem falo até demais e sempre conjugo o verbo teadorar.
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
"Neologismo", de Manuel Bandeira, está no livro "Estrela da Vida Inteira" (3.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 1973). Para o Douglas, lá em Brasília, que eu beijo, com quem falo até demais e sempre conjugo o verbo teadorar.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
A liberdade é azul
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Leishmaniose: vamos prevenir!
Quem tem cachorro ou não, gosta deles ou não, não importa: todos devem estar atentos ao risco da leishmaniose visceral, doença que foi detectada recentemente em Florianópolis. É um foco isolado, mas isso não quer dizer que quem mora no outro lado da cidade esteja imune - muito pelo contrário.Eu, como mãe de três cachorros, irmã de mais um e cunhada de outras duas, tenho me informado a respeito com meu veterinário, dr. David, e principalmente com o sempre responsável, sério e incansável trabalho da Ana Corina, do blog Mãe de Cachorro. Ela é tão caprichosa que inclusive elaborou um índice com os principais post sobre a doença, que você pode ler clicando aqui.
O cartaz ali em cima, que também peguei no Mãe de Cachorro, tem algumas informações básicas e importantes sobre essa doença. Lá em casa as medidas de prevenção já estão em vigor. Como diz a Ana, se você mora no planeta Terra, isso tem sim algo a ver com você. Previna!
[Clique na imagem para ampliar]
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Ágape opíparo
Um de meus bordões prediletos é chegar para o Gastão e a Soninha, ao final de um daqueles jantares em que a gente se deleita da entradinha à sobremesa, e dizer "olha, pra variar comemos muito mal e fomos muito mal tratados, mas obrigada por tudo e até a próxima".
Nunca é mentira. Porque, de uma certa maneira, comer mal pode ser a tortura de degustar aquele arroz à piamontesa cheeeeeeeeio de creme de leite fresco que ele faz para acompanhar os filezinhos Wellington (leia-se mignon enrolado em massa folhada estaladinha). Ou aquele ossobuco uuuuuuultra gorduroso soltando a carne, com molho de tomate e servido com talharim e parmesão ralado na hora - em cima do teu prato. Ou a salada de microbatatinhas e ovos cozidos temperada com azeite extravirgem, pimenta calabresa e salsa fresquinha. Ou os tomates assados cujo último pedaço do pote eu sempre cometo a grosseria de pegar sem dividir com ninguém. Ou aqueles moranguinhos delicadamente cobertos com chocolate derretido, ou ainda as sobremesinhas de leite condensado preparadas em muitos copinhos individuais.
E ser mal tratado, de uma certa maneira, pode significar rir até doer as bochechas e ficar com uma preguiça absurda de dirigir de volta pra casa - a vontade é dividir a cama com o fofo Barthés, bassethound do casal.
Então é deveras pertinente que esses meu queridos amigos de longa data tenham colocado no ar, há uns poucos dias, o blog Cozinha a dois, onde generosamente compartilham suas receitinhas, desde aquelas mais especiais até as do dia a dia (como a carninha com cebola que me fez salivar ontem de manhã). Até a saladinha de alface com cenoura ralada e tomate fica uma graça quando feita e descrita por eles. Pra quem gosta de se aventurar na cozinha - preferencialmente com sua cara metade, tempo, papo e um bom vinho - é uma deliciosa fonte de inspiração. Vinda, aliás, de um casal que para mim é exemplo em tantas outras coisas.
Nunca é mentira. Porque, de uma certa maneira, comer mal pode ser a tortura de degustar aquele arroz à piamontesa cheeeeeeeeio de creme de leite fresco que ele faz para acompanhar os filezinhos Wellington (leia-se mignon enrolado em massa folhada estaladinha). Ou aquele ossobuco uuuuuuultra gorduroso soltando a carne, com molho de tomate e servido com talharim e parmesão ralado na hora - em cima do teu prato. Ou a salada de microbatatinhas e ovos cozidos temperada com azeite extravirgem, pimenta calabresa e salsa fresquinha. Ou os tomates assados cujo último pedaço do pote eu sempre cometo a grosseria de pegar sem dividir com ninguém. Ou aqueles moranguinhos delicadamente cobertos com chocolate derretido, ou ainda as sobremesinhas de leite condensado preparadas em muitos copinhos individuais.
E ser mal tratado, de uma certa maneira, pode significar rir até doer as bochechas e ficar com uma preguiça absurda de dirigir de volta pra casa - a vontade é dividir a cama com o fofo Barthés, bassethound do casal.
Então é deveras pertinente que esses meu queridos amigos de longa data tenham colocado no ar, há uns poucos dias, o blog Cozinha a dois, onde generosamente compartilham suas receitinhas, desde aquelas mais especiais até as do dia a dia (como a carninha com cebola que me fez salivar ontem de manhã). Até a saladinha de alface com cenoura ralada e tomate fica uma graça quando feita e descrita por eles. Pra quem gosta de se aventurar na cozinha - preferencialmente com sua cara metade, tempo, papo e um bom vinho - é uma deliciosa fonte de inspiração. Vinda, aliás, de um casal que para mim é exemplo em tantas outras coisas.
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