quinta-feira, 12 de março de 2009

Seis de miopia, dois de astigmatismo

No meio do corre-corre treslouquecido da semana que enfim vai terminando (assim como o verão...), uma notícia que me deixou deveras felizinha: meu oftalmologista constatou hoje que meus graus de miopia e astigmatismo têm se mostrado estáveis nos últimos dois exames. Com isso, eu posso colocar nos planos para 2010 a cirurgia corretiva. Acho que acordar de manhã e conseguir ler os números do rádio relógio sem precisar catar os óculos antes deve ser algo que não tem preço.

[Eu não nasci de óculos e detesto usá-los. Uso lentes de contato desde os 15 anos. Mas eu até apareço em público lá uma ve z ou outra com meus óculos indie de acetato.]

segunda-feira, 9 de março de 2009

Quando entrar setembro

Hoje bem cedo, a caminho de um dia cheio de compromissos, resolvi fazer as contas pra trás e percebi que não tenho férias, férias mesmo, desde março de 2006. E olha que desde março de 2006 aconteceu coisa na minha vida, em todos os âmbitos. Tá explicada a causa dessa minha vontade de só dormir. Espero conseguir me vingar disso tudo em setembro.

sábado, 7 de março de 2009

Coisinhas domésticas

Já perdi as contas de quantas chaleiras eu destruí ao esquecê-las no fogão acesso até a água evaporar completamente e o metal ficar incandescente e deformado. Dizem que isso é perigoso, mas nunca houve danos graves aqui em casa - fora, é claro, o preju das ditas cujas, algumas vezes de inox, outras vezes simplinhas de alumínio mesmo, descartadas no lixo reciclável.

A solução para esse meu pequeno desvio de caráter veio pelas mãos da querida tia Wilma, minha madrinha, que me presenteou com uma linda chaleira de inox com detalhes em esmalte, daquele tipo que apita quando a água ferve. Até agora, tudo bem.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Meus queridos traquinas

Deve ser porque não tenho falado muito deles aqui no blog. Mas meus fofos filhotes resolveram caprichar de novo nas traquinagens nos últimos dias. Primeiro foi Fidelzinho, o cachorrão-bebê, que resolveu ter uma crise de ciúmes de mim (eu voltava pra casa após três dias fora) e se atracar com a Lola. Fazia tempo que os dois não brigavam. Lola é um doce de cachorra, e bem menor que o Fidel, mas revida à altura quando ele quer brigar. Feitos os apartes, mãe e eu verificamos o saldo: Lola com a ponta da orelha rasgada e umas mordidas no pescoço, Fidel com uma mordida meio feia acima do olho direito. Como a orelha é uma parte muito irrigada, demorou muito a estancar o sangue e com isso a Santa Claudete teve trabalho extra no dia seguinte. Curativos feitos, discursos dados e rotina doméstica retomada, tive uns dias de sossego. Isso foi no domingo.

Mas logo em seguida veio outra: já devidamente de pazes feitas, os monstros resolveram ontem à noite torturar até a morte um pobre gambá que se aventurou no meu pomar para comer pitangas. Cheguei em casa meio tarde e não vi o cadáver no quintal. Hoje cedo, já de banho tomado, tive que providenciar um funeral digno para a pobre criatura, que jazia perto do relógio da água, no pé da pitangueira cujas frutas ele muito pouco deve ter saboreado.

Moral da história: não dá pra ser muito mulherzinha com esses meus filhotes. Tem que apartar briga, enterrar bicho morto e não descuidar da disciplina - senão eles tomam conta. Mas não consigo imaginar minha vida sem eles. Assunto pra terapia, talvez.

terça-feira, 3 de março de 2009

Surpreendendo o sol antes de o sol raiar

Conheço muita gente que diz ser mais produtiva trabalhando de madrugada. Não é o meu caso. Tenho séria dificuldade para produzir depois das 10 ou 11 da noite. Isso vem desde os tempos de escola: sempre preferi acordar duas ou três horas antes do normal para terminar tarefas ou reforçar leituras a ficar madrugada adentro cochilando em cima dos livros. Hoje é um dia desses: eu deveria mesmo era ter esticado ontem à noite um pouco mais no escritório, mas resolvi dormir e botar o relógio para antes do sol - como na música do Chico. Mas acredito que nem uma nem outra alternativa sejam realmente saudáveis: melhor que sejam exceções na nossa rotina. E justamente hoje, durante a segunda dose de Melitta Forte do dia que mal começa, encontrei esse texto no G1. Ok, vamos trabalhar em horários esquisitos pra dar conta da vida, minha gente. Mas que isso seja sempre uma exceção. Até porque tem um leque de coisas muito mais interessantes para fazer nas horas frescas da madrugada. Dormir, inclusive. Bom dia pra todo mundo.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Eu, minha amiga e nossos fantasmas

Semana estranha e cheia de diferentes emoções essa que está terminando hoje. O ponto alto foi a visita inesperada de uma querida amiga, quarta-feira, em torno das 22h. Eu estava indo cedo para a cama, na intenção de ler um pouco e dormir logo, para dar conta dos compromissos que iniciariam de manhãzinha no dia seguinte. Tocou o celular:

- Oi, Ana. Estás em casa?
- Oi, querida. Estou sim, pode ligar aqui.
- Não, eu estou na rua, aqui perto. Posso ir aí?

Minutos depois chegou minha amiga, linda como sempre, mas emocionalmente destruída, extravazando uma profunda tristeza. Tremia e chorava. Dei um abração, disse para ela se acalmar e me contar o que tinha acontecido. Ela sentou na poltroninha colorida do canto da sala, ao lado da luminária maior. Ofereci água, cerveja e uma tigelinha de porcelana como cinzeiro (não tenho mais cinzeiros em casa). De blusa laranja e calça estampada, no contraste com a poltrona e a luminária coloridas, ela parecia uma pintura de Frida Kahlo. Sentei no sofá preto com as pernas cruzadas e comecei a ouvi-la.

Ela falou, falou, falou. Resgatou assuntos de dez anos atrás que ainda incomodavam. Admitiu medos, conseguiu rir de algumas coisas e também ouviu outras que eu tinha a falar. Não deixei que fosse embora porque o caminho até sua casa seria longo demais. Fomos dormir perto das 4 horas, com o despertador programado para tocar às 7. Apesar de isso ter comprometido a produtividade do meu dia, tenho certeza de que fiz a coisa certa ao oferecer ombro e ouvidos para ela.

O dano emocional, na verdade, foi estabelecer paralelos entre a história atual dela e a minha própria história recente. Embora eu esteja alegre e faceira, vivendo mil coisas novas e cheia de projetos, abrir a caixinha das tristezas, raivas e mágoas passadas foi um abalo emocional considerável. Isso somado a outras coisas me fez voltar a ser, nos dois últimos dias, a chorona do trânsito. É tiro e queda: entro no carro, ligo o som e desando a chorar até chegar ao meu destino. Mas assim como na época da vivência das emoções originais, tenho certeza de que isso também vai passar.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Duas horas de trânsito na volta do trabalho

e tocando ainda Lenine no meu cd player:



desta cidade um dia só restará
o vento que levou meu verso embora




[Será que essa gente não vai embora nunca???]

Quarta-feira de Cinzas

Dia nublado, leve ressaca. Deadline prorrogado. E nos primeiros e-mails da manhã, mais um pedido de orçamento para trabalho freelancer. Se o ano ainda não tinha começado... agora vai!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Nana, neném

Meus boxers nunca me darão netos. Sorte minha. Se nascessem filhotinhos do Fidel e da Lola eu certamente teria hoje uma verdadeira matilha de bochechudos remelentos lambões no quintal - e uma conta ainda mais astronômica na agropecuária, além da responsabilidade de ter também aumentado a já problemática população canina da cidade. Mas se eu os tivesse, acho que também cantaria pros meus netinhos. Como o tiozinho do vídeo aí embaixo. Fofo!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Já que é noite de Oscar...

...lembrei dos filmes que me comovem todas as células e me arrancam lágrimas:

1) "O filho da noiva";
2) "E.T." (é sério);
3) "Fale com ela" (que estou vendo agora *snif*)
4) "Marley & eu";
5) "Brilho eterno de uma mente sem lembranças".

[Vale dizer que não assisti a todos os que concorrem a melhor filme, mas torço por Benjamin Button. "Good night, Benjamin." "Good night, Daisy."]

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Parabéns


Tinha que ser um sábado de Carnaval quente e ensolarado pra essa baladeira-praieira-workaholic-mestrandaCDF começar um novo ciclo - que, espero, seja igualmente ensolarado, iluminado e very very warm. Hoje minha querida amiga Tati, que aparece em muitos posts e comenta praticamente todos, está de aniversário. Provavelmente não teremos nenhum contato presencial neste feriadão, já que ela está curtindo o Carnaval e eu, como já relatei no chororô abaixo, preciso ficar isolada do mundo. Mas fica aqui uma homenagenzinha pública e humilde para essa amiga-de-fé-irmã-camarada que merece toda a felicidade do mundo. Cheers!!


[Na foto, eu e a dita cuja numa fexteenha sunset no P12, dando uma de importantes nas almofadas rosa da Veuve Cliquot. O flash da máquina estava desligado, mas o efeito na luz de fim de tarde até que ficou legal.]

Chororô básico

O blog é meu, então eu posso dar uma reclamadinha. Hoje é sábado, são 8h40, tá um dia lindo lá fora e eu estou tomando a segunda xícara de café preto forte adoçado com mascavo, dentro da bolha, ar-condicionado lá em cima e persianas baixas. Tenho um frila-monstro pra entregar na quarta-feira de cinzas. Tudo bem que eu não sou grandes carnavalescas, mas saber que a maioria das pessoas está curtindo uma folga me deixa meio tristinha, com a sensação de estar perdendo algo. Ainda mais pelo fato de que, sim, eu gostaria de estar anywhere else far far away with somebody else I love so much, mas a responsa me obriga a dar conta do trabalho (que é remunerado, afinal de contas). São só 50 laudas, Ana Paula. Força na peruca. E bom feriadão de Carnaval pra quem o tem.

[E vai aqui um beijo saudoso em todos os meus ex-colegas de redação que por 11 anos compartilharam comigo aquela chatice de necessariamente trabalhar nos feriados, sábados, domingos, natais, anos-novos - e carnavais. Pros que persistem bravamente nas redações e como eu estão de plantão, reproduzo o conselho da Giorgia em seu post de carnaval: "Pra quem vai trabalhar, que não se revolte... trabalhe com amor. Tempos melhores virão." Sábia Giorgia. Vou lá buscar a terceira xícara.]

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O samba que eu não fiz

Já que não adianta muito ficar ranhetando naquela conversa de "eu não gosto de Carnaval", porque nessa época ninguém tem muito pra onde correr, vai um som lindo do álbum "Labiata", do Lenine, que pode servir para embalar num samba mais lentinho os amores efêmeros e quiçá os duradouros que hão de se consolidar por esses dias.






foi na leveza
só sentimento
e me entregou suas palavras
como quem dava um pedaço
delicadeza foi
disse ao meu coração
e ela me deu a intenção
do samba que eu não fiz

ô, sambá
é o que eu quero sentir
ô, sambá
quando eu te ver sorrir
ô, sambá
coisa melhor que eu fiz
mundo caiu no samba
na hora que eu te vi

você me batucou
skindô meu coração
quando eu te vi
sambar assim
aqui neste lugar
onde este mesmo sol
costuma aparecer
e a lua vem ouvir
o som estéreo do mar

ô, sambá
venha me dar seu amor
ô, sambá
que eu sambo aonde for
ô, sambá
é o tempo certo de ser
e eu sambaria o mundo
só pra encontrar você

[Referência importante: a composição é do Lenine com o saudoso Chico Science. Ouça no Goear pra curtir a gravação de estúdio, cheia de percussões legais. E a gravação pirataça em vídeo que peguei no Youtube foi feita num show em Recife, em novembro de 2008.]

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Eu na minha época

Não, eu não queria viver num mundo sem Internet, sem carro bicombustível, sem telefone celular, sem laptop com muita memória RAM, sem rede sem fio e sem a liberdade de resolver onde vou, o que faço, com quem convivo, se compro ou não compro, se como ou não como, se bebo ou não bebo. Eu prefiro viver na minha época, suando a camisa pra pagar as minhas contas básicas de subsistência e também as minhas cervejinhas importadas e melhor ainda as pousadas no feriadão (que hão de vir). No cinema os séculos anteriores ao 20 parecem muito glamurosos com aquelas mulheres de vestidão e cabelos arrumados, lencinhos e sombrinhas, delicadas e femininas. Mas decidi que gosto mesmo é da minha época, no meu século, que me permite montar provisoriamente meu escritório na praça de alimentação do shopping, resolver um monte de coisas e ainda por cima dar uma atualizadinha básica no meu blog que eu amo tanto mas que tem andado um pouco relegado. O frila vai acabar, o prazo tá aí, mas eu volto. Prometo.

[Dálete, minha companheira de época, um beijo. E também para todas as mulheres que como eu se desdobram em múltiplas e conseguem dar conta do recado - inclusive de ser feliz.]

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Tá difícil, minha gente

Clarice Lispector que me redima: "Não tenho tempo para mais nada, ser feliz me consome muito."
.
.
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Fui. Mas volto.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Bonde andando

Gostei muito da discussão levantada pelo Maurício nos últimos dias, espalhada por outros blogamigos, sobre as vicissitudes do trabalho freelancer na nossa profissão. Desde que me desliguei do jornal onde trabalhei durante 11 anos, em 2006, fiquei quase dois anos emendando um trabalho free no outro, sempre conciliando isso com as atividades acadêmicas decorrentes do mestrado. Foi um período bacana para fazer contatos e vivenciar diferentes jobs (frilei tanto para revistas da Editora Abril quanto pra pequenas editoras locais, além dos múltiplos trabalhos que fiz com os amigos da Quorum).

Não posso reclamar: talvez por sorte ou por estar disponível nos momentos certos, sempre me caiu trabalho no colo durante esse período. Mas no início do ano passado, durante a produção do livro do Besc (o maior trabalho que já fiz), comecei a sentir falta de um vínculo. Vislumbrei duas alternativas: ou me recolocava no mercado formal, ou abriria uma empresa. A sensação de ficar "solta" não estava muito confortável. Foi quando fiz três concursos públicos, todos para vagas na minha área, e passei em dois. Quem me chamou primeiro foi o Cefet-SC, onde comecei em setembro. Lá estou tendo a preciosa oportunidade de misturar no coditiano de trabalho as duas coisas que eu estudei - Comunicação e Educação -, com as atividades no setor de educação a distância. Está sendo uma experiência muito legal, apesar de todos os estranhamentos que alguém que sempre trabalhou na iniciativa privada acaba tendo ao ingressar no setor público. Sem falar nas externalidades decorrentes de trabalhar numa grande instituição de ensino, com novos contatos, novos amigos e muitas outras coisas novas e boas.

Mas mesmo de volta ao mercado formal, continuo sendo uma moça trabalhadeira, e moças trabalhadeiras, quando são jornalistas, não negam fogo para frilas (até porque tenho três bocas pra sustentar e a conta mensal da agropecuária é alta). No momento, nas horas livres, eu estou tocando dois trabalhos simultaneamente, ambos de bastante volume, e é por isso que o Certezas tem andado meio paradinho nos últimos dias. É por isso também que eu não consegui botar pitaco na conversa sobre a vida de frila. E é precisamente por isso que hoje, nesse lindo sábado de sol, com o mar ali a 500 metros, eu estou aqui dentro da bolha de ar-condicionado do meu escritório fazendo de conta que é terça-feira. Dependo de um bom rendimento hoje para poder ter um sábado à noite e um domingão sem culpas. Acho que vou conseguir.

[Detalhe sórdido: meu deadline para o trabalho maior é quarta-feira de cinzas. Que bom que não sou propriamente uma carnavalesca...]

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sobre a biodegradabilidade das certezas

Camões já escrevia sobre isso em 1595:

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança.
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto.
Que não se muda já como soía.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Tchibum


Peguei ontem com o Alan as imagens subaquáticas que ele e o Marcelo fizeram no dia do nosso dive no Arvoredo. Puxa o ar, prende e tchibum, minha gente.



[Na foto lá em cima, um belo registro que o Alan fez dos singelos marimbaus, tão comunzinhos mas tão bonitinhos. E nos dois videozinhos, feitos pelo Marcelo, a tartaruga que o Zé contratou pra deixar os turistas com cara de bobos.]



domingo, 8 de fevereiro de 2009

Thank you, Alanis

Alguns dropes sobre a experiência do show de ontem:

1) Alanis Morissette é uma fofa: extremamente simpática, interage com o público sem ser forçada e sem engrisar palavras decoradas em português. Ela sorri aquele sorriso enorme, gesticula e se comunica. Tem de fato aquela voz inacreditável e trabalha com uma excelente banda. Nos sons mais pesados, dança feito uma porra louca no palco, chacoalhando a cabeleira e denunciando algumas de suas melhores fontes de inspiração. Showzaço que valeu cada centavo, cada minuto de empenho e cada pingo de chuva que caiu em cima de mim. Isso me leva ao item 2;

2) começou a chover forte em Jurerê cerca de uma hora antes de o show começar. Mas eu e meu gentil acompanhante combinamos de não arredar pé do bom local que tínhamos conseguido na pista. E a chuva caiu batida nessa hora antes do show e nas duas horas seguintes, até Alanis despedir-se sugestivamente com "Thank you" e sair do palco. Eu nunca na minha vida tinha tomado tanta chuva na cabeça. Qualquer pessoa com um pouquinho de mau humor ficaria incomodada com isso. Mas nós achamos o máximo e rimos muito da situação. E isso me leva ao item 3;

3) a música que eu mais queria ouvir era "Head over feet", que postei logo ali embaixo, por todo um contexto particular. E foi uma das primeiras do show. Adorei e cantei junto, assim como outras mais conhecidas como "You oughta know", cuja letra a Ana Corina nos forneceu em comentário no post anterior. Entre uma música e outra refleti que a segunda já foi cheia de significados para mim, mas agora é apenas uma música legal. E a primeira, que antes era apenas uma música bonitinha, agora virou uma música especial. Nada como um dia após o outro. Nada como as voltas que o mundo dá. E isso me linka ao item 4;

4) sim, eu estava muito bem acompanhada no show por um cavalheiro que se esmerava para me proteger da chuva e me erguia nos braços sempre que Alanis vinha para nosso lado do palco. Vi Alanis bem de pertinho. E isso animava ainda mais a cantar, cantar e cantar gritado, porque cantar em show sem gritar não tem graça nenhuma. Isso, acrescentado ao contexto da chuva, me conduz ao item 5;

5) estou sem voz. Vou fazer um chá com mel e já volto.

[Como não levei câmera, tomei a liberdade de copiar uma fotinha beeem pequenininha do Guto Kuerten, do Diário Online. Ela e outras podem ser vistas em tamanho maior clicando aqui.]