quinta-feira, 20 de maio de 2010

Não, não vou estar tendo interesse. Obrigada

Nos últimos três dias eu devo ter recebido umas seis ligações do banco Itaú me oferecendo cartão de crédito. A pobre criatura do outro lado da linha (sempre uma diferente) se esmera na simpatia, me chama de senhora Ana, começa a explicar que o cartão tem mil e uma vantagens. E eu canso de repetir que não tenho interesse em comprar o produto deles. Hoje de manhã tive que apelar e interrompi a ladainha da moça gerundista:

- Olha, desculpa te interromper, mas como é teu nome mesmo?
- Fulana, senhora Ana.
- Bom, Fulana, então eu vou aproveitar que esta ligação está sendo gravada e vou te explicar novamente o que eu já expliquei para teus outros cinco colegas esta semana: eu não tenho interesse em comprar esse produto, já tenho cartão de crédito e não tenho renda que justifique ter mais um. Eu gostaria que se possível você acrescentasse isso aí no sistema para que ninguém mais do Itaú me telefone oferecendo esse cartão, certo? Assim vamos poupar o meu tempo e o tempo de vocês.
- Mas senhora Ana, eu entendo, mas eu estou explicando para a senhora que além de todas as vantagens do cartão Itaú, ao aderir à nossa proposta a senhora vai estar recebendo totalmente de graça uma camiseta Nike oficial da seleção brasileira!

Emudeci. Sei que é grosseria, mas me flagrei estando desligando na cara da moça.

[E com isso, este post inaugura um novo tag: haja saco]

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Sobrevivente

E embora eu tenha tido a sorte de me incomodar pouquíssimo com o temporal medonhento de ontem, durante a madrugada de ventania foi impossível não lembrar o perrengue por que passei há pouco mais de um ano, quando outra chuva dessas que a gente ainda enquadra como fora do normal provocou, pela primeira vez em 30 anos, uma enchente na minha casa. Recorri ao arquivo do blog e confesso que consegui dar umas risadas com os posts - este e este. E vale dizer que não, eu não voltei pra terapia depois daquilo tudo.

Em outro planeta




Parece mentira, mas ontem à noite eu praticamente não vi chuva. Saí da UFSC às 19h30 abaixo de uma garoa muito fina, abasteci o carro num posto da Trindade e vim direto para o Norte da Ilha praticamente sem ligar o limpador de pára-brisa. O vento estava muito forte a ponto de balançar o carro, mas chuva, mesmo, era pouquíssima. Quando cheguei em casa dei de cara com um galho imenso caído bem em frente ao portão da garagem. Levei um susto, mas logo constatei que tanto a casa quanto os meus cachorros estavam inteiros - eles, tadinhos, juntinhos na caminha que preparei no fundo da garagem ao sair, imaginando que seria um dia de muito frio e umidade.

Ventava muito e pelo Twitter - que ferramenta maravilhosa! - eu ficava sabendo que a situação na região central ia se encaminhando para o caos. Muitos bairros ficaram sem luz, alagamentos, desabamentos, gente sem saber como voltar pra casa. As rajadas de vento eram muito fortes por aqui e minha preocupação, evidentemente, era com mais quedas de árvores, já que são muitas aqui ao meu redor. Mas felizmente meu transtorno ficou só naquele pedaço de galho no meio do caminho.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Tá ficando chato

Alô, experts: alguém tem ideia de como resolver o problema dos comentários do Blogger? O Painel me avisa que tem comentários a moderar, mas quando clico neles não aparece nada... =/

Se eu desativar a moderação será que isso se resolve?

domingo, 16 de maio de 2010

Meus bochechudos



Lola e Fidel curtiram a caminha que arrumei pra eles no escritório - ficamos todos juntos, eles na preguiça, eu estudando. Não são uns amores?

E lá vem elas



Elas demoram um monte a crescer, mas já posso dizer que tenho pequenas physalis no quintal - olha só a diferença entre o estágio das flores, um mês atrás, e agora. Vamos ver quando as casquinhas vão se abrir para mostrar as frutas amarelinhas.
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[O tag love ali embaixo se deve ao fato de as mudinhas terem sido presente que ganhei de hunny... sabe como é. Ah, l'amour... ]

quinta-feira, 13 de maio de 2010

E tudo acabou bem

São Francisco e São Longuinho resolveram conspirar a nosso favor. Explico.

Resolvi dar uma volta na vizinhança para saber se alguém poderia ter perdido uma pinscher (do post ali embaixo). Por sugestão da Silvana, minha vizinha mais próxima em todos os sentidos, fui ao mercadinho do Ronaldo para colocar um cartazinho informando que tinha encontrado a cachorrinha.

Nem precisei gastar o durex, porque o Guilherme, que mora a umas cinco quadras da minha casa e era o dono da fujona, tinha passado lá um pouco antes, aos prantos. Os pedreiros que estão fazendo obra na casa dele chegaram bem cedo para trabalhar e por descuido deixaram os cachorros fugir - além da pinscher, um pastor alemão e um labrador. Guilherme resgatou os grandes, mas a pequena safada pirulitou-se e resolveu se esconder no mato gelado e úmido da frente da minha casa.

Feitos os contatos, um Guilherme nervosíssimo, ofegante, aliviado e extremamente agradecido resgatou sua pequena fujona, que escapou ilesa de virar chiclete na boca dos meus boxers. E eu ganhei a amizade de mais um vizinho.
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E se alguém aí se emocionou com a hipótese de a pequenininha ter sido abandonada, como acontece com tanta frequência na nossa cidade, que tal adotar um amigo canino ou felino que realmente passou por maus bocados e hoje precisa de um lar? Neste final de semana tem duas boas oportunidades, organizadas por gente muito séria que se dedica com muito amor a cuidar dos bichinhos e encaminhá-los para donos responsáveis. Clique aqui para dar uma olhada.

Hóspede


Essa coisinha minúscula estava passando frio num terreno cheio de mato aqui perto de casa. É uma pinscher fêmea, extremamente dócil e aparentemente saudável. E miudinha: não pesa nem 2kg. Estou tendo algum trabalho para convencer Lola, Fidel e Sebastiana de que ela não é Fandangos, então preciso encontrar um novo lar urgente para minha hóspede. Quem quiser conhecer a mocinha, deixe um comentário aí ou escreva para ana.luckman@gmail.com. Passar o recado pra frente também já ajuda!


sábado, 8 de maio de 2010

Deu tilt

Faz alguns dias que tenho recebido notificações de comentários postados aqui no blog, mas quando venho no painel de controle para moderar não aparece nada. Provavelmente é urucubaca do Blogger. Então só pra avisar: se alguém comentou e depois não viu seu comentário publicado, não é nada pessoal, ok? Sugiro tentar de novo ou me mandar um e-mail. Gracias.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A tree called life


E já que o papo anda meio arbóreo, bom dia pra todo mundo com um poema de E.E. Cummings no qual tropecei hoje de manhã.
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I carry your heart with me

I carry your heart with me (I carry it in
my heart) I am never without it (anywhere
I go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)

I fear no fate (for you are my fate, my sweet) I want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

I carry your heart (I carry it in my heart)







[If you can't read this, tem uma tradução livre aqui. Sim, é o blog da série Brothers and Sisters, que eu a-doooooooro. A imagem é do www.sxc.hu.]

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Felicidade dá em árvore?



Apreciadora dedicada de plantinhas fofas e seus simbolismos, minha mãe não demorou muito a me presentear com um casalzinho de árvores da felicidade alguns dias depois que deixei de morar com ela, lá pros idos de... 2001. Eram as duas no mesmo vaso. Reza a lenda em torno dessas arvorezinhas que uma é o macho, outra a fêmea, e que elas devem ser cultivadas sempre juntas. Outro aspecto importante da superstição é que elas devem necessariamente ser ganhas de presente, como manifestação do desejo de boa sorte e felicidade da parte de quem presenteia.
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As minhas duas são essas aí (pessimamente fotografadas com o celular na luz baixa e alaranjada da sala da minha casa). A da direita é a remanescente do casalzinho original - de folhinhas compridas, não sei se macho ou fêmea. A da esquerda, de folhinhas redondas, está comigo há cerca de um ano. Sua similar original foi acometida por um surto de colchonilhas - um insetinho redondo que até é simpático na aparência, mas na verdade é um parasita que se alimenta da seiva da planta. E a minha arvorezinha pegou esse troço. Só a das folhas redondas. A outra, nem tchuns.
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Mãe fez de tudo para resolver: plantou em outro vaso, passou produtos para matar os bichinhos, nada deu certo. E finou-se a primeira arvorezinha. Mas reza a lenda que elas devem estar sempre em casal, e mãe persistiu, tentou me dar outras duas ou três desde então. Mas a das folhas compridas parecia estar destinada a ser uma árvore solteira: as das folhas redondas sempre morriam.
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Até que ela - a árvore das folhas compridas - ficou uma temporada sozinha na sala, em seu vaso. Crescendo, bonitinha, forte, mas sozinha. Ano passado mãe veio com uma mudinha nova, feita a partir de uma árvore da espécie das folhas redondas que tem no jardim do prédio dela - uma mudinha com história, portanto. Compramos vasos iguais para tentar um approach entre o novo casal - a mudinha nova em um, e a arvorezinha antiga no outro. Posicionei-as ao lado da minha TV, no aparador da sala, onde elas recebem claridade da rua mas não pegam sol direto.
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No início, a das folhas compridas estranhou: murchou, perdeu folhas, ficou meio pálida - acho que estava com medo do novo relacionamento. Enquanto a das folhas redondas se fixava na terrinha boa e botava mais e mais brotinhos novos.
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Mas foram só alguns dias assim. Hoje meu parzinho de árvores da felicidade é, posso dizer, um casal perfeito. Nada como encontrar a cara-metade, não é mesmo?
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[Observação: a tartaruga da coleção Procurando Nemo, em cima da TV, foi presente do querido Fred no meu aniversário, há três anos; já a da prateleira foi comprada no Projeto Tamar da Praia do Forte, na Bahia, a long long long time ago. Além de plantinhas, também curto tartarugas, sabia?]

terça-feira, 4 de maio de 2010

Matação

Meu mano Maurício admite hoje no Vida de Frila que desconfia que seu blog está em crise. Entendo, porque também não ando muito assídua no meu. Já comentei ali embaixo que muitas vezes começo a escrever um post, no meio do caminho acho sem graça e deleto. E não é só isso: ontem faltei à academia e hoje matei a aula de inglês na maior cara de pau. Deve ser alguma coisa na conjunção astral, Maurício...

[Vale observar que eu estava para deletar este post quando resolvi publicá-lo. É crise, é crise.]

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mais uma história escabrosa

Quase não consegui engolir meu delicioso café da manhã quando li no DC Online mais uma história repugnante de maus tratos contra cães logo aqui pertinho. E o pior: atrocidades cometidas dentro da corporação que tem por obrigação fazer cumprir a lei. Vergonhoso. Algumas observações:

1) Sem querer dar uma de Polyanna, o fato de a história vir a público significa que a consciência em relação a esses absurdos está, sim, aumentando. Porque foi um policial quem se encarregou de fazer a denúncia, em primeiro lugar. E também pelo espaço dado pelo jornal e pela TV para o assunto. Tomara, contudo, que as investigações caminhem e os desalmados sejam punidos com rigor.

2) Essencial, portanto, o papel das ONGs protetoras como fiscais desse processo. Muita gente acha esse povo meio enfadonho, mas eu tenho o maior respeito por quem se dedica a essa causa. Só lamento que muitas vezes haja tanta competição entre as próprias ONGs.

3) Não consigo entender como alguém consegue querer simplesmente "se livrar" de um cão, seja ele pastor, vira-lata ou extraterrestre. Quem convive com cães sabe o quanto eles são amoráveis. É muita falta de alma.

4) Cães são amoráveis, mas é claro que dão trabalho. Aqui em casa tenho meus três. Dois grandes e uma média - que nem por isso é menos traquinas (neste exato momento está ela lá, toda linda e cheirosa depois do banho, latindo compulsivamente no portão para sei lá o quê). Todo mês é ração (porque eu ainda não consegui entrar na onda da comida natural, já que não tenho feito comida nem pra mim...), banho, repelente de parasitas; periodicamente é vermífugo, vacina; veterinário sempre que necessário. E eu sou mãe solteira, ou seja, banco os três sozinha. Racionalmente eu não seria uma pessoa dona de três cães, mas a vida me conduziu a isso e cuido dos três com muito amor. O dinheiro e o tempo que eu gasto com eles é investimento. Digo mesmo que não consigo imaginar minha vida sem eles. Cada lambida no cotovelo que ganho da Lola me faz lembrar disso, todos os dias. E cada pelinho branco novo que percebo aparecer no focinho dela (Lola é uma boxer e já está com quase 8 anos) me deixa com o coração apertado porque isso me lembra que provavelmente ela já passou da metade da sua vida, e em mais alguns poucos anos teremos que nos separar. Então não consigo entender como diabos alguém consegue simplesmente mandar matar seu cachorro. Não consigo. E lacrimejo pensando nisso.

5) Também não consigo deixar de vislumbrar no binônio adoção responsável + castração a medida mais inteligente para evitar que esse tipo de problema se perpetue. Não sou militante de ONG, mas faço discurso pró-castração pra todo mundo que tem cachorro, seja de raça ou vira-latas. Meus três são castrados e entendo que fazer isso foi um bem para eles e para a espécie deles. Se alguém me fala em adotar um bichinho, logo recomendo procurar as ONGs que abrigam tantos e tantos que precisam de adoção. Acho que é no trabalho formiguinha que se vai conseguindo mudar. Bom, e quem sou eu pra falar disso? Muitas das minhas convicções a esse respeito surgiram a partir da leitura diária e da amizade com a Mãe de Cachorro Ana Corina, de quem falo de vez em quando aqui no blog. Acho o trabalho dela - independente, responsável , obstinado e educativo - digno de prêmio. Se você se importa com os bichinhos, mesmo não tendo um, vá lá: http://www.maedecachorro.com.br.

Pronto. Agora dá licença que vou lá ver por que a Sebastiana está latindo. =)

sábado, 24 de abril de 2010

Um quintal lá no fundo



Um sambinha preguiçoso para o decorrer de um sábado de chuva passado quase todo na horizontal. Chega quase a dar saudade da Bahia...

[Vale mencionar que a música é composição da MM com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown]

sábado, 17 de abril de 2010

E não é que pegou?



Minhas mudinhas de physalis mencionadas aqui não só pegaram bem, como também cresceram um monte e viraram lindas plantinhas. Já estão cheias de flores - ou seja, acho que muito em breve vou poder postar aqui as fotos da colheita.


[A flor não é uma graça? Parece bobagem, mas eu acho linda!]

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Tudo em menos de 15 segundos

Trânsito chutadinho pela SC-401, na altura do morro do Cacupé, num trecho com curva em S, descida, sem acostamento. O garoto que ia logo à minha frente numa CG, pela pista da esquerda, perdeu o controle da moto e começou a encostar os pés no chão, meio que pedalando desesperado, tentando estabilizar o guidon. Pneu dianteiro furado. Pelo retrovisor vi que o Audi com placas da Argentina que vinha logo atrás de mim estava a uma distância segura; liguei o pisca alerta e reduzi bastante a velocidade. O Audi entendeu o contexto, também reduziu e ligou o pisca, chamando a atenção dos carros que vinham em seguida. Com isso o garoto conseguiu controlar a moto até a descida do morro, indo primeiro para a pista da direita e parando, com segurança, no acostamento que começava alguns metros adiante. Pelo retrovisor pude confirmar que ele não tinha sido atropelado, nem caído. E lembrei dos dias difíceis que passamos em fevereiro, quando, numa derrapada besta com sua Suzuki Marauder, meu irmão levou uma pancada feia na cabeça. Ficou algumas horas desacordado e tantas outras desmemoriado. Já eu lembro muito bem de cada minuto daqueles dias. Tirei os olhos do retrovisor e segui meu caminho, olhando em frente e pedindo silenciosamente que São Cristóvão, São Francisco, Nossa Senhora das Dores, minha mãe Iemanjá e São Harley-Davidson protejam sempre o André, o menino da CG e todos os outros motoqueiros das estradas desse mundo. Amém.

domingo, 28 de março de 2010

Such a beautiful thing




Mal tive 15 diazinhos de férias forçadas e minha vida já voltou ao normal - ou seja, uma correria danada. Mas nem acho que seja por isso que este blog anda assim meio às traças. Ando tão focada em minhas coisas, preocupada em fazer tudo bem direitinho como sempre, que muitas vezes começo a escrever um post, acho bobagem e desisto. Talvez eu esteja numa fase meio introspectiva.

Mas para que o marasmo bloguístico não me domine por completo, vou sugerir aqui a leitura um texto muito legal do Gustavo Gitti - do blog Não 2, Não 1, linkado ali do lado. Ontem a Neidinha tuitou o link para esse texto, reli e de novo terminei o post com um sorrisinho bobo - e lembrando que, ao final na primeira leitura, fiz exatamente o que está escrito lá no final. Gosto especialmente do primeiro twit: "Antes de lhe contar que ela era sua namorada, ele perguntou pelo seu nome" (que me lembra muito aquela do Drummond: "Antes de te conhecer eu já te amava"). Coisas de quem está numa fase muito in love e reaprendendo - talvez aprendendo, na verdade - como é bom namorar, com todas as letras.



[Recomendo também uma navegada geral pelo blog do Gitti, cheio de textos inteligentes - e masculinos, que incrível! - sobre relacionamentos.]
[Imagem do sxc.hu]
[Sorry everybody, mas o título do post vem de uma música melosa dos Bee Gees]



sexta-feira, 12 de março de 2010

Ele me conhece

Eu aqui vagabundeando em Curitiba, de férias, enquanto meus dois irmãos tocam suas vidas em ritmo normal - Mano dando mil aulas de violino, viajando semanalmente a Campinas para uma aula de mestrado e com todos os compromissos com a orquestra, que incluem concertos fora da cidade durante o final de semana; André descascando um frila com deadline para domingo e trabalhando normalmente - ou seja, freneticamente - na editoria de economia da Gazeta.

Hoje à tarde dei mais uma boa pernada pelo centro da cidade e fui novamente ao shopping Estação, onde já tinha feito ontem umas comprinhas na Arezzo (promoção arrasadora) e na Levi's (para o namorado). Desta vez me dediquei a fuçar em alguns bons sebos que ficam pelo caminho e acabei voltando ao Estação, onde garimpei alguns itens legais e baratinhos de papelaria na Kalunga.

Chegando em casa, entrei no GTalk e me preocupei em avisar o André que tinha chegado. O diálogo:

mim: oi, cheguei
André: oi
André: e estavas onde mesmo?
mim: fui ao centro e no shopping estação de novo.
André: ah. quantos pares?

Hahaha

Pena que a grana é curta, e as malas, pequenas demais. Porque as promoções no comércio de Curitiba realmente são uma tentação...

Muitas perninhas, muitos bracinhos. Muita tristeza




Para nós, leitores e admiradores, a perda do Glauco é a súbita interrupção de um dos trabalhos mais inteligentes do cartunismo brasileiro. Eu, particularmente, sou fã incondicional do taradíssimo Geraldão, da não menos tarada dona Marta e dos dilemas matrimoniais do Casal Neuras (acima). Além do conteúdo hilário, também gosto muito do traço tosco que ele inventou, chego a chutar que meio inspirado no Henfil, com aquele monte de perninhas e bracinhos desenhados simulando o movimento das personagens.

A extensa obra do Glauco vai ficar perpetuada em tudo o que ele já tem publicado e nas prováveis muitas re-re-re-republicações que certamente já estão sendo organizadas, com todos os méritos que ele merece. Mas o que me entristece mais do que a perda intelectual é imaginar o tamanho do drama que a família dele vivenciou durante os momentos de violência a que foi submetida, e que teve um desfecho tão trágico. Glauco, cidadão brasileiro trabalhador e pai de família, e seu filho são mais duas vítimas dessa violência urbana cruel que ninguém consegue entender.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Lévy rocks! \m/

De férias forçadas, resolvi dar um pulo em Curitiba para uma xeretada básica nos meus dois irmãos. Fresca que sou, aproveitei a megapromo da TAM e comprei passagens de avião, ida e volta, mais barato do que ônibus. Mas o transporte aéreo nunca foi tão enrolado na história desse país: meu voo que deveria ir primeiro a Guarulhos e depois a Curitiba foi parcialmente cancelado porque o aeroporto de Brasília (sempre Brasília) ficou fechado algumas horas... daí me colocaram num voo Florianópolis-Congonhas para depois seguir à sempre elegante e agradável capital paranaense onde mora parte do meu coração. Com isso, é claro, passei algumas horinhas tomando chá de banco em aeroporto.

Mas, precavida que sou, tomei o cuidado de incluir um livro na bagagem de mão - o que me faria inclusive resistir à tentação de gastar dinheiro nas sempre caras livrarias de aeroporto. Fucei rapidamente na estante do escritório e vi meu exemplar novinho em folha de "Cibercultura", de Pierre Lévy, um livro que já não é tão novo (a primeira edição é de 1997), mas que ainda apresenta algumas reflexões extremamente instigantes a respeito de nosso mundo hiperconectado. Durante meu mestrado trabalhamos um pouco esse autor na disciplina Seminários de Pesquisa, mas eu só comprei o livro no ano passado e acabei injustamente deixando-o encostado na pilha de próximas leituras.

Um trechinho logo do início:

Aqueles que denunciam a cibercultura hoje têm uma estranha semelhança com aqueles que desprezavam o rock nos anos 50 ou 60. O rock era anglo-americano e tornou-se uma indústria. Isso não o impediu, contudo, de ser o porta-voz das aspirações de uma enorme parcela da juventude mundial. Também não impediu que muitos de nós nos divertíssemos ouvindo ou tocando juntos essa música. A música pop dos anos 70 deu uma consciência a uma ou duas gerações e contribuiu para o fim da Guerra do Vietnã. É bem verdade que nem o rock nem a música pop resolveram o problema da miséria ou da fome no mundo. Mas isso seria razão para "ser contra"?

Enquanto jornalista, roqueira, profissional da área de educação a distância, blogueira ocasional, tuiteira recém-deslumbrada e apaixonada por meu smartphone, imagino que essa leitura descompromissada do Lévy será bastante produtiva. Até porque, apesar de todos esses meus desvios de caráter, eu continuo uma apaixonada pelos livros - essa mídia tão antiquada, ainda insubstituível.

[Vale lembrar um efeito nefasto da cibercultura sobre meu corpicho: estou tratando outra crise ultrasevera de bursite com tendinite, desta vez no ombro esquerdo. E meu próximo sonho de consumo agora é o teclado ergonômico novo da Microsoft.]

quinta-feira, 4 de março de 2010

Na tendência



Sebastiana nunca fica mais do que meia hora com os enfeitinhos que a moça do banho insiste em colocar nela - ainda mais quando eles são do tipo maria chiquinha, que têm elástico e apertam os pelinhos das orelhas. Mas, antenada que é, desta vez ela curtiu os lacinhos verde flúor e já faz quase 24 horas que eles estão incólumes. Lola mantém seu laçarote rosa no pescoço e Fidel, sua gravata cinza clássica. Todos muito chics.



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Quase pedindo arrego

Talvez ainda baixe o santo e eu conte tudo aqui em detalhes, mas por ora só consigo dizer que fazia muito, muito tempo que eu não tinha uma semana tão cansativa.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ele, de novo

Maurício encontrou mais um defeito no George Clooney. Veja aqui.

Só falta a grade

Hoje faz 25 dias que bati meu carro na SC-401. No mesmo dia o guincho enviado pela seguradora levou o pobre Cliozinho guerreiro para a oficina - era um final de tarde de domingo, chovendo pra caramba. Dos quatro carros envolvidos, foi ele o menos avariado. O seguro autorizou o conserto: refizeram o pára-choque, desentortaram o capô (que sofreu danos realmente sutis), trocaram o radiador e o condensador (este último, depois de uma argumentação inderrubável de hunny). Mas eu continuo sem carro porque falta a grade da frente. O carro já poderia ter saído da oficina há uns dez dias, mas falta a meleca da grade. O moço responsável me informou agora por telefone que a peça estava em falta na Renault, que eles encomendaram e que ainda deve levar mais uns dias pra chegar. Só posso deduzir que todas as moças do mundo que têm um Clio resolveram bater o carro de frente. Que outro motivo poderia haver para uma peça de plástico faltar de maneira tão irremediável?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O verdadeiro LFV

Numa sala com quatro mulheres, foi divertidíssimo passar adiante e ler em conjunto esse primor de texto do professor Luis Fernando Veríssimo, publicado na Zero Hora de hoje. É engraçado perceber que, assim como as mulheres, homens despeitados também são implacáveis com seus oponentes - mesmo que este seja um inatingível galã de cinema. Leia o mesmo texto colocando no lugar de George Clooney nomes como Chico Buarque ou Jude Law, guarde as devidas proporções... e ele vai continuar genial.

[E o melhor de tudo: com tanto texto fraquinho e metido a engraçadinho que circula na Internet com autoria atribuída ao Veríssimo, percebo o quanto é bom ler, de fato, um Veríssimo.]

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O verdadeiro George Clooney

Longe de mim querer difamar alguém, mas acho que no caso do George Clooney o que está em jogo é a autoestima da nossa espécie, os homens que não são George Clooney. Todas as nossas qualidades e todos os nossos atributos, físicos e intelectuais, desaparecem na comparação com o George Clooney. As mulheres não escondem sua adoração pelo George Clooney. O próprio George Clooney nada faz para diminuir a idolatria e nos dar uma chance. Fica cada vez mais adorável, cada vez mais George Clooney. E se aproxima da perfeição. É bonito. É charmoso. É rico. É bom ator. Faz bons filmes. Está envolvido com as melhores causas. E que dentes! Não temos defesa contra esse massacre. Só nos resta a calúnia.

Os dentes são falsos. Ali onde elas veem pomos da face irresistíveis e um queixo decidido, há, obviamente, botox. Ele tem pernas finas e desvio no septo. É solteiro, portanto, claro, gay. Tem casa num dos lagos italianos, o que já é suspeito, e dizem que anda pelos seus chãos de mármore depois do banho de espuma vestindo um longo caftan bordado e sendo borrifado com perfumes florais pelo seu amante filipino Tongo, enquanto seu amante italiano, Rocco, prepara a salada de rúcula completamente nu. George Clooney bate na mãe todas as quintas-feiras. É extremamente burro. Só leu um livro até hoje e não lembra se foi O Pequeno Príncipe ou O Grande Gatsby. Nos filmes em que faz personagens mais reflexivos, contratam um dublê para as cenas dele pensando. Foi ele que propôs a demolição da Torre Eiffel porque já era mais que evidente que não encontrariam petróleo no local. E sua sovinice é lendária. Levou nadadeiras quando visitou Veneza, para não gastar com táxi.

É notório, em Hollywood, o mau hálito do George Clooney. Quando ele fala em algum evento público, as primeiras três fileiras do auditório sempre ficam vazias. Atrizes obrigadas a trabalhar com ele têm direito a um adicional por insalubridade, em dobro se houver cenas de beijo. Outra coisa: a asa. Não adiantam as imersões em espuma na sua banheira em forma de cisne, nem os perfumes florais borrifados, o cheiro persiste. Sabem que George Clooney e suas axilas se aproximam a metros de distância, e muita gente aproveita o aviso para fugir.

Além de tudo, tem seborreia e é republicano.

Passe adiante.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Porque hoje é 26 de janeiro...

...é um bom dia para reler Drummond:

Deus me deu um amor no tempo de madureza,
quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme.
Deus - ou foi talvez o Diabo - deu-me este amor maduro,
e a um e outro agradeço, pois que tenho um amor.

Pois que tenho um amor, volto aos mitos pretéritos
e outros acrescento aos que amor já criou.
Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso
e talhado em penumbra sou e não sou, mas sou.

Mas sou cada vez mais, eu que não me sabia
e cansado de mim julgava que era o mundo
um vácuo atormentado, um sistema de erros.
Amanhecem de novo as antigas manhãs
que não vivi jamais, pois jamais me sorriram.

Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra
imensa e contraída como letra no muro
e só hoje presente.
Deus me deu um amor porque o mereci.
De tantos que já tive ou tiveram em mim,
o sumo se espremeu para fazer vinho
ou foi sangue, talvez, que se armou em coágulo.

E o tempo que levou uma rosa indecisa
a tirar sua cor dessas chamas extintas
era o tempo mais justo. Era tempo de terra.
Onde não há jardim, as flores nascem de um
secreto investimento em formas improváveis.

Hoje tenho um amor e me faço espaçoso
para arrecadar as alfaias de muitos
amantes desgovernados, no mundo, ou triunfantes,
e ao vê-los amorosos e transidos em torno,
o sagrado terror converto em jubilação.

Seu grão de angústia amor já me oferece
na mão esquerda. Enquanto a outra acaricia
os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura
e o mistério que além faz os seres preciosos
à visão extasiada.

Mas, porque me tocou um amor crepuscular,
há que amar diferente. De uma grave paciência
ladrilhar minhas mãos. E talvez a ironia
tenha dilacerado a melhor doação.
Há que amar e calar.
Para fora do tempo arrasto meus despojos
e estou vivo na luz que baixa e me confunde.

["Campo de flores" foi publicado por Carlos Drummond de Andrade no livro "Claro Enigma", de 1951.]

domingo, 24 de janeiro de 2010

Na leveza

A estrutura poderia ser um pouco melhor, com o palco virado para o mar - pequeno detalhe que garantiria visibilidade para a grande maioria do público. Mas encarei, e adorei, o pocket show que Lenine, meu pernambucano número 1, fez hoje à tardinha na praia Brava, dentro do Floripa Tem. Geralmente sou meio avessa a shows de graça por causa da muvuca, ainda mais num local de acesso complicado como a Brava, mas hunny e eu planejamos estrategicamente tanto a ida quanto a volta e nos demos bem. Conseguimos chegar meio perto do palco, mas desisti de disputar espaço com os garotos suados e bêbados que sorviam vodca ruim direto da garrafa possivelmente desde o meio-dia. Nos resguardamos então na sombra do posto salva-vidas, de onde dava para ver a banda a uma certa distância e beber umas skóis mezzo geladas.

A música do Lenine sempre me emociona e vê-lo de perto mais uma vez foi um privilégio. Fiquei lembrando das outras vezes em que o vi ao vivo: há muito tempo, só com violão, num boteco da Lagoa que nem existe mais [nessa ocasião eu conversei com ele depois do show e constatamos que nossos olhos têm a mesma cor de burro quando foge]; depois, no teatro do CIC, na época do álbum "Na pressão"; e há dois anos, no Floripa Music Hall, com o show "Acústico". Sempre é uma experiência memorável. Gosto muito da atual banda dele, em especial do baixista Guila com suas madeixas - hoje, providencialmente presas, com aquele calorão.

[E o melhor de tudo foi olhar pro lado e perceber que estou cercada só de quem me interessa...]

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Revendo Hitchcock

Daí a Kim Novak olha pro James Stewart e diz: "Only one is a wanderer. Two together are always going somewhere".

Tudo bem que na história ela é a grande picareta, mas gostei da frase.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Pecadinho da semana

Estava no supermercado na segunda à noite e o potinho piscou pra mim. Foi do freezer pra minha cestinha, pra sacola, pro porta-malas do carro e, finalmente, pro meu freezer. Só na terça à noite lembrei dele. Oh my god. Nem comi inteiro, só umas colheradas. E já sei que hoje vou ter que duplicar o tempo de esteira na academia...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Control cê, control vê

Faço minhas as... minhas próprias palavras do ano passado: eu sou um ser de outro planeta e detesto o Planeta Atlântida, pelos motivos que descrevo aqui. Todos continuam valendo.

E como o que é ruim sempre pode, sim, piorar, uma terrível atualização em relação a 2009: esse ano, oh my god, tem Ivete. De resto, tudo na lesma lerda. A tal dupla de sertanejo universitário, esse gênero estranho, também vai estar lá. A cerveja ainda é Nova Schin e o refrigerante oficial ainda é Pepsi. O local ainda é aquele descampado. Na TV ainda dizem que vai ser do caralho. Nada muda. Nem meu humor.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Um tabefe na cara, com luva de pelica

Eu aqui mal-humorada, ranheta e me sentindo a criatura mais rastejante sobre a terra por ter dado uma batida de carro no final da tarde de domingo, no percurso inocente entre a casa da minha mãe e a minha. Me sentindo injustiçada porque quem causou o acidente foi o senhor nativo de um país vizinho (sem preconceito) que resolveu, do nada, parar sobre a pista, mas como eu fui o último dos quatro carros que se engancharam atrás do Peugeot do dito cujo, a responsabilidade pelo acidente, até provem o contrário, é minha. Daí chego esta manhã com meu carro alugado pelo seguro e venho ao escritório para saber notícias do carro, que foi levado de guincho para a oficina e será consertado pelo seguro, cuja franquia eu vou me arrebentar pra pagar, mas vou pagar. E, na internet, vejo a notícia de que a dona Zilda Arns, uma das brasileiras mais admiráveis que conheço, que mais se doaram pelos pobres do meu país (e dos outros países também), morreu no terremoto do Haiti. Abri algumas fotos da catástrofe e minha mãe imediatamente começou a chorar ao meu lado, pela tristeza pela qual está passando aquela gente e pela perda da dona Zilda, a quem ela conheceu pessoalmente e mantinha/mantém gigantesca admiração. De um minuto pro outro fiquei morrendo de vergonha: meu super problema é só uma batidinha de carro. Perdão, pessoas do mundo, por minha mesquinharia.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Vênus foi adotada!

A boa notícia da semana é a adoção super bem-sucedida da Vênus. A Ana Corina conta aqui como foi. Best wishes!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Campanha

Lendo hoje o blog da Regina e suas impressões sobre a Paraíba, ainda antes de tomar café, lembrei de uma das (muitas) coisas que sempre como na Bahia e que aqui no Sul não tem nem pra remédio: sorvete de cajá. Oxe, afe maria, se a Kibon faz sorvete de cajá e vende no Nordeste, porque os pobrezinhos mortais do Sul não podem desfrutar dessa delícia? Quando estive no sul da Bahia, no início de dezembro, era de lei: sorvetinho de cajá artesanal, duas bolas bem servidas num cascão, era o que arrematava as aventuras e comilanças do dia antes de voltar pra pousada. Hunny não conhecia, mas amou e aderiu. Acho que será ele o primeiro signatário da minha campanha: ô, dona Kibon, manda sorvete de cajá pra nós!


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Pequeno manual de sobrevivência

Problema 1: o que fazer quando se chega em casa e tem um gambá morto na cama dos cachorros, na varanda?

Hipótese A) O namorado não está na sua casa

Procedimento: Prenda os cachorros vândalos dentro de casa. Na área de serviço, pegue um saco de lixo de 50 litros. Na casinha de ferramentas, encontre duas enxadas. Dirija-se ao gambá. Pobrezinho. Abra o saco de lixo e posicione-o o mais próximo possível do gambá. Com as duas enxadas, faça uma pinça gigante e com cuidado junte o pequeno cadáver e coloque-o no saco de lixo, bem no meio. [Nesse movimento eu percebi que o gambá ainda respirava, ou seja, tal qual os exemplares de A Era do Gelo, estava fingindo de morto. Então joguei-o com o saco aberto no terreno da esquina. Acho que ficou bem.]

Hipótese B) O namorado está na sua casa

Procedimento: chame o namorado.

...

Problema 2: o que fazer quando, ao chegar em casa morrendo de fome, uma barata trêmula [que caiu numa das 860 iscas de veneno espalhadas pela casa] perambula pela cozinha?

Hipótese A) O namorado não está na sua casa

Procedimento: monitore a barata até que ela, em seu perambular trôpego, se posicione em algum local onde você possa, sem riscos, tascar-lhe uma borrifada de Raid [longe de louças, frutas e dos potes dos cachorros]. Isso pode levar tempo suficiente para você ligar o notebook, verificar o e-mail, fuçar no Orkut dos amigos e dar uma lida rápida no G1. Quando a dita cuja se aproximar da porta da rua, tasque uns 10 segundos de Raid na filhadaputa, usando a mão direita; com a esquerda, tão logo o jato cesse, meta-lhe uma vassourada. Pronto, é só varrer a nojenta, recolher com a pazinha (aquela com cabo de 1,5m) e jogar na lixeira.

Hipótese B) O namorado está na sua casa

Procedimento: chame o namorado.

...

Hoje aconteceu isso tudo aqui em casa. E o namorado NÃO ESTAVA.

Isso é glamour?

E por falar na invasão de celebridades a Florianópolis, em especial a Jurerê Internacional - que, para quem não sabe, fica aqui do ladinho de onde eu moro -, uma amiga que se encorajou a passar o réveillon numa daquelas festas autoproclamadas chics sofreu uma grande decepção. Ela - bonitona como sempre - e um grupo de amigas se organizaram em setembro para comprar convites para a tal festa, que ia ter ceia, DJ, champã, fogos e tudo o mais. Olhando o valor absoluto dá até pra dizer que pagaram meio carinho, mas muito pouco comparando o preço com o valor pelo qual os convites estavam sendo vendidos na véspera do ano novo, algo em torno de seis vezes mais.

Well. E no meio daquele furdunço todo que virou o outrora aprazível balneário de Jurerê horas antes da virada do ano, lá foi ela e seu grupo de amigas para a festa. Pra estacionar, cinquentão - em cima da areia. E todas elas de salto. Alguma mulher sobre a face da terra vai a uma festa bacana sem salto? Então por que diabos o peão mandou as moças estacionarem na puta que o pariu, em cima da areia? As pobres meninas passaram os últimos minutos de 2009 fazendo exercício para panturrilha na areia. Não, ninguém merece.

Na entrada, os paparazzi de plantão à espera de celebridades armaram seus equipamentos quando viram o grupo de moças bonitas e de branco se aproximando da porta de entrada. Como nenhuma era atriz da globo, algum grosseirão disse "não, não é ninguém". Como assim, não é ninguém?

Resumindo a ópera, de acordo com o relato da minha amiga a festa até estava bacana, com exceção da comida horrível - lentilha crua e carne dura -, da falta de infraestrutura para quem afirmou que iria servir uma ceia - elas tiveram que comer num balcão, em pé, e só com garfos, porque facas eram proibidas no recinto - e dos vândalos chics que resolveram brigar, lançando champanhe uns sobre os outros, numa espécie de batalha entre camarotes. Sorry, pessoas chics, mas isso não é glamour.

Brincadeirinha de casal

Todo final/início de ano as revistas de fofocas e colunas de cidades provincianas se esmeram para mapear onde os famosos estão passando as festas. Florianópolis, mais do que nunca, ficou cheia daquelas celebridades que a gente lê o nome e fala "tá, mas é quem, mesmo? Ah, sim, aquela menina que fazia Malhação há uns 30 anos". E haja foto daquele bando de gente pseudoimportante posando com caras, bocas, coxas, bundas, peitorais e bíceps para as fotos. E o pior é que não adianta o pobre leitor não querer saber desse tipo de coisa: os sites de notícias destacam quem está onde (e pegando quem) em suas páginas principais. O pobre leitor simplesmente tem que engolir.

Então não consigo deixar de achar engraçada essa nota que está hoje entre as mais lidas da coluna amarela da Globo.com, com fotos do casal de atores espanhois Javier Bardem e Penélope Cruz brincando de apertar a bunda um do outro durante um banho de mar em Fernando de Noronha. Eles podem até ser belos, mas são donos de uma beleza possível, atingível, sem afetações deliberadas. E, enquanto casal, mostram que celebridades também são gente como a gente - sem, contudo, chegar ao nível da Luana Piovani...



[Isso não tem importância nenhuma, mas Javier Bardem e Penélope Cruz são os protagonistas de dois filmes do Almodóvar de que gosto muito: ele, como o ex-policial paralítico no desconcertante "Carne trêmula", e ela como a filha abusada pelo pai e rejeitada pela mãe em "Volver". A cena em que ela encontra a mãe supostamente morta escondida embaixo da cama - 'pero que estás a hacer ahí, mamá?' - mereceria todos os prêmios].

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

É isso aí


Um 2010 com muita paz, amor, alegria, saúde e prosperidade para todos nós!


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Um calor da peste há três dias

E agora, finalmente, choveu.

[Estranho imaginar que eu ficaria feliz com chuva, mas fiquei.]

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Um Papai Noel sem rosto

Não se preocupem, porque o título do post não anuncia nenhum texto crítico ao consumismo mordaz desta época. A ideia é só contar que o enfeite de porta fofo, barato e novinho que eu comprei para este ano - uma meia de feltro com um bonequinho de Papai Noel de cara bem rechonchuda - foi devidamente transformado em brinquedo pelos meus três amados cachorrinhos no mesmo dia em que foi pendurado. Isso foi antes de eu viajar, e o extermínio de mais este enfeite de porta me fez perder o pique com decorações de Natal este ano.

Mas ontem me curei. Depois de um dia ultrasobrecarregado, que envolveu reunião de trabalho bem cedo, saída com a família, supermercado, salão (eu também mereço uma pet shop) e até batida de carro (nada grave), isso tudo abaaaaixo de uma chuuuuuuva chatééééésima, entrei no clima total: passava um pouco das 22h quando fui para a cozinha fazer pudim de leite. Enquanto o dito cujo assava, embrulhei os presentinhos que vou levar hoje para a family na casa de mamy, desencaixotei os enfeites de Natal e coloquei todos em seus devidos lugares. O que sobrou do enfeite estraçalhado - só a meia - ficou no corredor. Montei minha mini-árvore de moça solteira (daquelas de 50cm de altura) com bolinhas e laços vermelhos, outros enfeitinhos dourados, ao lado do menino Jesus (não é exatamente um presépio, mas é a intenção), com muitas luzinhas, tudo sobre a mesinha antiga de madeira que pertenceu a minha bisavó. E pronto, como num passe de mágica minha casinha ficou com cara de Natal e cheiro de pudim assando.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Vênus precisa de um lar!


Ana Corina é uma pessoa tão absolutamente fantástica e generosa que, mesmo no turbilhão familiar dessa perda tão sofrida, ainda consegue manter a lucidez e iniciar campanha em busca de uma nova família para a Vênus. Chorei muito hoje por essa amiga querida. E, se posso ajudar remotamente de alguma maneira, é mandando o recado pra frente: Vênus é uma cachorra maravilhosa, mestiça de dobermann, portanto ótima para guarda, e merece/precisa de um novo lar amoroso - de preferência, onde possa reinar absoluta no quintal. Os contatos da Ana estão ali no cartazinho.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Pode me dar os parabéns

Dois anos depois da primeira crise de artrite reumatoide, finalmente voltei a malhar. Agora, aqui.

[E é esse o retorno possível à academia, já que as tentativas em outro sentido - o doutorado - não deram certo. Em 2010 tem mais.]

Vale a pena reclamar? Claro que vale!

Foi borrifar a amostrinha no antebraço, esperar uns segundinhos, sentir a fragrância e decretar: Be Delicious, da marca Donna Karan, seria meu próximo must have perfumístico. E aproveitando uma providencial viagem de hunny à hidrelétrica de Itaipu, a trabalho, no final de novembro, pedi que ele procurasse tanto o Be Delicious quanto o Romance, da Ralph Lauren, lá pros lados da tríplice fronteira, onde o comércio desse tipo de coisa sempre bomba. Bola dentríssimo: ele encontrou os dois, em vidros de 100 ml, a preços excelentes, no Free Shop da Argentina. Eba!

Mas ao abrir as caixas, uma frustração: o Ralph Lauren estava perfeitinho, mas o Donna Karan tinha vazado. Hunny ficou hiper aborrecido, pois tinha tomado muito cuidado no transporte e mesmo assim aconteceu uma coisa dessas. Abrimos a embalagem e percebemos que, além de cerca de 30% do líquido ter se perdido, a válvula vaporizadora estava travada. Ou seja, mesmo que eu quisesse usar o perfume que sobrou, não conseguiria. Oh my god.

A perspectiva mais próxima de retorno de hunny a Itaipu é o final do próximo semestre letivo. Esperar até lá seria inviável. Então entrei no site da Donna Karan e, como empresa séria que se preze, encontrei lá um formulário no link Contact us. Agradeci ao cosmos por ter viabilizado meu retorno aos estudos de inglês, com ênfase em redação, e contei o que tinha acontecido, pedindo orientações sobre como proceder. Uma hora depois recebi por e-mail uma mensagem pedindo desculpas pelos transtornos e orientando que eu mandasse um e-mail e a cópia da nota fiscal de compra do produto para um determinado endereço eletrônico, ainda da empresa em Nova York. Foi o que fiz. Estava meio cética quanto a receber um perfume novo, mas fiquei impressionada com a agilidade nos retornos.
.
Mais uns dias depois, eu estava verificando o e-mail no netbook de hunny, lá na sacadinha da minha pousada na Bahia, quando recebi outra mensagem, desta vez de uma empresa do Rio de Janeiro, que representa a marca Donna Karan no Brasil. Pediram que eu encaminhasse o produto com defeito por Sedex, com uma carta relatando os problemas ocorridos. Pediram também que eu enviasse a nota do Sedex para eles reembolsarem a despesa de envio. No pé do e-mail estavam copiados todos os e-mails encaminhados por mim e também as mensagens enviadas dentro da empresa organizando as providências.

Mandei o pacote com tudo o que eles pediram na sexta-feira da semana passada. E hoje, uma semana depois, o perfume novo chegou, perfeito e intacto. Estou me sentindo a cliente mais respeitada do mundo - mesmo sabendo, e eles também sabem, que absolutamente não sou uma potencial consumidora do imenso leque de produtos chiques da marca Donna Karan. Pro meu bico, só o perfume mesmo, e comprado no Free Shop. Mas, pelo menos em relação a ele, conseguiram me fidelizar.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Encontro com uma querida conterrânea

Hunny e eu gostamos muito de cerveja e, sempre que podemos, experimentamos novidades. Pois lá na Bahia, desta vez, a única diferente com que nos deparamos foi uma tal de Nobel - bem meia-boca, padrãozinho pielsen daquelas que fazem o estilo gosto-da-maioria (aguadinha e clarinha). Ficamos felizes, portanto, quando num boteco mais bacana encontramos nossa amiga de Blumenau no cardápio. É bom ver bons produtos de Santa Catarina ganhando as boas mesas país afora. Prosit!

Mais do meu bichim











Diz aí se ele não está sorrindo?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Tina, a fera fofa

Uma personagem especial desses nove dias na Bahia foi a Tina, essa linda gatinha amarela da foto, que é a mascote da pousada onde ficamos. Quando chegamos ela estava esperando filhotinhos, e o pessoal da pousada já estava preocupado com a demora no nascimento. No segundo dia ela foi operada - os quatro bebês estavam mortos. Responsavelmente, os donos aproveitaram a cirurgia para castrá-la. E no dia seguinte ao procedimento ela voltou à sua rotina de pegar sol no jardim, estatelar-se nas poltroninhas da recepção e fazer dengo com os hóspedes.

E então a equipe da pousada passou a ter mais uma importante tarefa na sua rotina diária: dar antibiótico e anti-inflamatório para a Tina, procedimento normal em qualquer pós-cirúrgico. O problema é que a Tina é um gato, e gatos parecem recorrer aos seus antepassados mais selvagens e indomáveis quando se veem forçados a fazer algo que não querem - como engolir uma seringa com leite misturado a gotinhas amargas.

Eis que um belo dia estávamos hunny e eu indo tomar café quando o Flávio - um dos funcionários, suíço engraçadaço e gente boa - comentou que eles estavam tendo dificuldades para dar a medicação para a Tina. Hunny se ofereceu para ajudar e não teve outra: ela tomou o remédio todinho, sem desperdício, graças ao eficiente método de imobilização de felinas ariscas (hehe) especialmente desenvolvido por ele. E então, sempre pela manhã e no início da noite, quem estivesse de plantão na pousada - e nos cuidados com a Tina - nos esperava chegar para dar o remédio a ela.

Na manhã em que fomos embora, Virgínia, outra das donas, confessou: agora não sabemos como vamos fazer para ela continuar tomando o remédio. Bom, se ela oferecesse mais uma semaninha de estadia na faixa, eu ajudaria a medicar todos os gatos do Arraial. Facinho, facinho.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

No Sul da Bahia


Diária de um paliozinho com ar-condicionado e autorização da locadora pra ir um pouco além da civilização: 60 reais.

Garrafinha de água mineral sem gás na vendinha da aldeia pataxó a caminho de Caraíva: 2 reais.

O abraço do bichinho mais fofo do mundo: não tem preço.

[Tenho outras mais de 30 fotos com ela, mas até reduzir tudo pra postar... oxe. Deu preguiça.]

domingo, 29 de novembro de 2009

Chuchu, vou me mandar


...ah, eu vou pra bahia
talvez volte qualquer dia...
.
[Esta pessoa está de férias. O notebook também. Então, o blog também. See ya.]

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Eu acredito

Os duendes têm brincado muito comigo ultimamente. Explico.

1) Quando já tinha dado minha lapiseira Pentel por perdida, depois de procurá-la em todas as bolsas e até perguntado pros colegas de inglês se eu por acaso não a teria esquecido na sala e alguém encontrado, deparei-me com a dita cuja no meio da minha agenda. Andei agarrada nela durante dias e nem notei (ninguém manda andar com agenda gorda).

2) Outro dia, saindo de casa, eu andava feito uma barata tonta por todos os cômodos da casa procurando a chave do carro. Até que Santa Claudete perguntou "dona Ana, não é essa chave que está no seu bolso de trás?" Se bem que perder chave do carro, convenhamos, não é novidade pra mim.

3) Essa semana fui ao Floripa Shopping fazer as unhas e almoçar. Saí meio em cima da hora e simplesmente não encontrava o carro. Achei que tinha ficado então no piso de baixo. Desci. Não achei. Voltei pro piso onde eu estava antes e lá estava ele, no exaaaaato lugar onde eu tinha estacionado. Socorro.

4) Hoje cedo, na aula, busquei na bolsa um prendedor de cabelo, que sempre guardo no mesmo bolsinho onde ficam os documentos do carro. Achei o prendedor, mas os documentos não estavam lá. Eu lembrava nitidamente de ter pego a carteirinha de couro de manhã, ao fazer a transferência dos cacarecos de uma bolsa pra outra. Revirei a bolsa inteira, e nada dos documentos. Desencanei e pensei positivo pra que não acontecesse nada nos trajetos que ainda deveria fazer ao longo do dia, até que chegasse em casa. Depois do almoço, fui escovar os dentes e - tcharam! - estavam eles lá, os documentos do carro, lindamente arrumadinhos na carteirinha de couro, dentro da minha nécessaire.

5) Em compensação, às vezes o que eles aprontam é legal: encontrei duas notas de R$ 20 dobradinhas no canto da carteira, esquecidas ali desde não sei quando.

De qualquer maneira, vou perguntar ao homeopata se não é o caso de aumentar a dose de Nux vomica.

domingo, 22 de novembro de 2009

Antes do sol

Não tenho saudades da época em que fiquei com dois empregos e por isso precisava acordar todos os dias às 5h30 - não por causa dos trabalhos em si, que eram realmente ótimos, mas porque, para uma pessoa dorminhoca como eu, madrugar é algo muito difícil.

Hoje, em pleno domingo, acordei na hora em que muita gente deve estar chegando em casa porque vou passar o dia inteiro no vestibular da instituição onde trabalho. De antemão sei que vai ser um dia cansativo, mas a única coisa importante mesmo é que já comprei minhas havaianas e fiz estoque de filtro solar a um bom preço. Em 9 dias estarei matando um pouquinho dessa saudade da Bahia que me deixa tronxa. Oxe!

Bom domingo pra todo mundo!

[Parece que o dia vai ser cinzento, mas se alguém quiser ver um sol lindo nos olhinhos do Otávio, clica aqui.]

sábado, 21 de novembro de 2009

Tomara que pegue

Hunny conseguiu mudinhas de physalis e me deu de presente. Mãe plantou num vasinho. Em dois dias já cresceram um monte. Quando estiverem com uns 20 cm, podem ser transferidas para o chão - aprendemos que essa planta é parente do tomate, então deve-se cultivá-la numa espécie de parreira, como fazem com os tomateiros lá de Santo Amaro. Parece bobagem, mas estou achando lindo!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ainda não bateu

Tentei, mas ainda não consegui pirar no Twitter. Quando voltar das férias, quem sabe.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Always on the run

Recentemente, my mama said que meu café da manhã andava muito pobrinho e apressado. Obediente que sou, comprei frutas e granola para dar um up nutricional.

[Até achei um videozinho bem anos 90 com Lenny Kravitz e Guns N'Roses tocando "Always on the run" em Paris. Mas precisei sair correndo e não deu tempo de esperar o upload. Se alguém quiser curtir, tá aqui.]

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Texto interessantíssimo sobre os homens

Achei bem esclarecedora esta matéria (ilustrada com a foto ao lado) sobre comportamento masculino, publicada no blog Mulher 7x7, da Revista Época. Ahm... mas a matéria fala do quê, mesmo?

Às vezes a natureza enche o saco

No trabalho, estacionei o carro - branco - embaixo de uma pitangueira carregada de frutas maduras.

Agora sou a única moça da cidade que circula num Clio estampado com bolinhas vermelhas.

[Comentário da Fabi, para quem eu dava uma carona: teria sido bem pior se eu tivesse estacionado embaixo de uma jaqueira. Ok.]

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Quase de férias

O desafio tem sido dar conta de tudo pra conseguir "terminar o ano" até 30 de novembro, o que envolve uma tonelada e meia de coisas no trabalho, seleção pra doutorado, trabalho de aula na pós, fim de semestre no inglês (com prova que vou precisar antecipar) e mais as coisas todas normais da vida. Haja tempo, energia e paciência. E meu único real interesse a essa altura do campeonato é resolver o que é que vou colocar na mala...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Detalhes das minhas mesas de trabalho (2)

No trabalho, onde ralo para bancar o pão ali de baixo: a webcam e a porquinha Rosa agora têm a companhia do cachorrinho Brown.

Detalhes das minhas mesas de trabalho (1)

Em casa, no home office, esta manhã: pãezinhos doces com manteiga e café recém-passado, tudo posicionado sobre a lista de possíveis destinos para a viagem de férias. A vida é bela.



segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Devolve logo, Pedro

Todo mundo já viu o vídeo da maluca gritando pro coitado do Pedro devolver o chip dela. [Se você estava em outro planeta e ainda não viu, clique aqui.]

Já para quem como eu prefere transitar por outras galáxias far far away, o vídeo aí de baixo é impagável. Afe, eu não queria estar na pele do Pedro...

domingo, 25 de outubro de 2009

Meus backyardigans (4)

Otto: dachshund, 15 kg, 10 anos. Seria a inteligência superior da matilha, se cachorro fosse - ele tem certeza de que é uma pessoa. Especialidades: jogar bola, levar a mãe dele para passear (que é a minha mãe - sim, ele é meu irmão), fazer RP na vizinhança e pegar sol na sacada.

Meus backyardigans (3)

Sebastiana: vira-latas, também chamada de schnoodle, 18kg, 3 anos. Sobrevivente de abandono e maus-tratos, é a inteligência superior da matilha (ela me ganhou no xadrez outro dia). Especialidades: caçar aves e outros bichos pequenos (pobres sanhaçus e lagartixas), abrir a cerquinha da cozinha, latir esganiçado a cada coisa estranha que passa na frente da casa e jogar as patinhas para as visitas com cara de "me adota" (eu sempre explico que ela já foi adotada, mas está nos genes). Por causa dela, todos têm acesso às poltroninhas da sala. Ah, ela também é boa no xadrez.

Meus backyardigans (2)

Fidel: boxer, 5 anos, 40kg. Cara de bebê pidão. Especialidades: identificar gambás no alto da pitangueira, implorar que caia alguma coisa da mesa (principalmente quando a avó dele está aqui), limpar as remelas no meu pijama e cuidar de mim. Sempre, todo dia, incondicionalmente.

Meus backyardigans (1)

Lola: boxer, 7 anos, 35kg. Olhos de mel. Especialidades: vigiar a casa, afugentar gatos, gambás, cobras & afins, lamber cotovelos e a parte de trás dos joelhos (dos humanos), perseguir raios de sol ("she's only happy in the sun" é seu jingle) e jogar charme para ganhar o final do pote de iogurte.

Mais uma

Agora com uma luz um pouco melhor. O bonitinho é que ele segura a vagem com a patinha e tira as sementes de dentro com o bico.

[Todo mundo já sabe, mas não custa lembrar: clique sobre a foto que ela amplia. =) ]

E viva a primavera

Aqui em casa a estação das flores também é das jabuticabas e dos... papagaios. É o terceiro ano consecutivo que percebemos a presença deles, que vêm sempre em dupla (imaginamos que sejam um casal) para comer as sementes do ipê, que ficam maduras depois que as flores amarelas caem. É bem difícil fotografar esses bichos, que são super ariscos. Hoje bem cedinho hunny conseguiu fazer algumas fotos em que eles aparecem bem, apesar da luz ruim. É ou não é um luxo ter esse tipo de visita no quintal?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Que silenciem todos os tambores do céu

Porque o Lucas, nosso Sky, o percussionista-octopus, está chegando por lá.
Vai em paz, menino querido!
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[Na foto, Sky, Fred, eu, André e Daniels - eu infiltrada no adorável grupo de melhores amigos do meu irmão, no dia dos 60 anos da minha mãe. Sky misteriosamente nos deixou há algumas horas e estamos todos ainda de cara.]


sábado, 17 de outubro de 2009

Blue sky

Eu e minha bike Naomi na praia da Lagoinha, no sábado passado - um lindo dia de céu azul. Estamos, ela e eu, tentando voltar à ativa. De leve.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Um novo personagem em minha vida

Além de Edgar, Wallace e Christine - meus três neurônios, que ultimamente andam assoberbados com a participação em duas seleções-pedreira para doutorado -, outro personagem tem favorecido meu afastamento do blog. Trata-se de Bronson, o nozinho muscular provocado por tensão no trapézio direito, que está sendo devidamente tratado nas sessões de fisioterapia com a amada-idolatrada-salve-salve Doutora Carin.

Segundo ela, o termo técnico para esse tipo de coisa é trigger point (ponto gatilho, em inglês), o que inspirou o batismo dele. Bronson sempre dá o ar de sua dolorida graça após períodos de muitas horas ao teclado. Caso meus cinco ou seis leitores não lembrem, eu trabalho com edição de livros didáticos e, portanto, fico necessariamente horas ao teclado. E isso não se restringe aos dias úteis: na última segunda-feira, por exemplo, "aproveitei" o feriado para uma revisão de emergência do livro de um querido amigo - com 240 páginas.

E como eu não sei viver de outro jeito, tenho sido forçada a otimizar repouso - ou seja, só teclar o que realmente sou obrigada. Com isso, o blog vai ficando sempre pra depois - o que eu mesma estou achando um saco. Mas meu lado Pollyanna, que eu muitas vezes renego mas por outras acabo assumindo, tem certeza de que tudo vai dar certo e que quando acabarem as sessões de fisioterapia (já foram 22, faltam só 8) eu vou virar uma moça praticante assídua de Pilates. Dona Canô Velloso o é aos 102 - por que eu não conseguiria com apenas 37?

[Por enquanto, a única academia que tenho conseguido frequentar é essa aqui.]

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Para refletir numa tarde chuvosa de quinta

"Tenha preferências, mas não seja obstinado nas escolhas."

Robert Bogdan e Sari Bliken, no livro "Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos" (Porto Editora, 1994)

[Citação feita pelo autor de um livro que estou editando. Gostei.]

domingo, 27 de setembro de 2009

Uma carona em Frogville

Não são só os cachorros que gostam de passear de carro. Explico.

No trânsito da SC-401, ontem, em torno das 20h15. Mó chuva. Jogo pra pista da direita, pego o celular e ligo para hunny:

- Oi. Já estás no shopping?

- Oi. Estou quase chegando...

- Hum. É que eu estou com um problema ridículo. Tem uma perereca grudada no vidro do carro, no meu lado, e quando eu for abrir o vidro pra entrar no estacionamento do shopping ela vai pular aqui pra dentro.

- Tá. Me espera na entrada então.

Eu havia notado a presença da minha inusitada caroneira logo que tirei o carro da garagem. A cena é engraçada e aproveitei para tirar umas fotos da maria gasolina. E segui meu caminho, imaginando que com a chuva e o vento ela resolveria sozinha pular fora dali. Mas descobri que as pererecas têm inteligência superior: logo que o carro ganhou velocidade, ela se acomodou quietinha sob a calha da porta do carro, bem no alto do vidro, e ficou ali até chegarmos no Floripa Shopping, onde hunny e eu nos encontraríamos para um filminho de domingo.

Como bom mané da gema, hunny é hábil na lida com esse tipo de bichinho. Catou um saco plástico no carro e tentou convencer a viajante a desgrudar do vidro. Ela relutou um pouco, mas logo se rendeu e foi transportada com segurança para o jardim do shopping. Espero que ela faça novos amiguinhos e seja feliz em sua nova casa.




[Na foto de cima, minha caroneira logo que estacionei na frente do shopping. Na de baixo, o resgate.]

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Cheers!


Hoje a Guinness faz 250 anos. Perfeito para uma sexta-feira!

Too sexy

Achei um barato a repaginada que deram no videoclipe desse som tããããão anos 90 (oh my god, os anos 90 já são retrô). Boa pedida pra aumentar o som e dar uma sacodidela básica no esqueleto enquanto termino de me arrumar para encarar mais uma sexta-feira. Que, as always, fortunately, precede um sábado.

[A inspiração veio da conversa que tive agora há pouco, pelo MSN, com o queridão André Guillamelau, que agora é veramente italiano e provou ser um especialista em repaginar-se para melhor. Um beijo grande praquela pessoa fina, que está a caminho da Oktoberfest de Munique!]

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Admito: um post meio antipático

Não sei se é a idade, a maturidade, a intuição desenvolvida ou apenas sinais da esperteza que só tem quem tá cansado de apanhar, mas ultimamente parece que as pessoas vêm com carimbos na testa: "confiável" ou "não confiável". Perfeitamente legíveis. Até agora pelo menos não me enganei.

domingo, 20 de setembro de 2009

Olha eles aí


Numa tacada só, o RB e o smartphone. Talvez fazer autofoto no retrovisor do carro em plena rodovia estadual seja infração de trânsito, but... Ah, o anelão lindo foi presente de hunny, assim como as argolas que pouco aparecem.

Meus pecadinhos

Eu praticamente me convidei, e como ela é muito mais elegante que eu, Fiona me convidou para responder ao meme dos sete pecados. Bora lá:

1) Gula: pratico muito. Tenho ciência de que como muito mais do que o corpicho precisaria. Gosto de tudo, desde comida da roça até coisas finas. O que eu não provei, certamente provaria. O que me tira do sério é salmão cru com shoyo e cebolinha verde. Na categoria comidinha de mãe, a galinha ensopada com polenta mata a pau.

2) Avareza: já fui pior. Tenho tentado exercitar mais o desapego, principalmente no que se refere a roupas e coisas que não uso. Mas ainda tenho no armário algumas peças que estão na terceira ou quarta chances. Coisa pouca. Acho que não sou avarenta porque detesto pessoas que regulam migalhas. Na verdade sou mais gastadeira do que avarenta. O que também pode ser um problema.

3) Inveja: de gente magra. De quem não precisa se preocupar com dinheiro. De quem tem dinheiro e sabe gastá-lo bem. Mas são invejinhas genéricas. Inveja de alguém diretamente, com maldade, não tenho não.

4) Ira: outro dia meu computador do trabalho, que é uma máquina nova e super boa, começou inexplicavelmente a dar pau. Fiquei puta da vida. Minha coordenadora chegou a comentar que foi a primeira vez que ela me viu de mau humor - e nós trabalhamos na mesma sala desde fevereiro. Então fico irada em situações assim: quando a Internet não funciona, quando o robozinho da Net não te transfere pro lugar certo pra reclamar. No trânsito também fico meio p da vida de vez em quando, como outro dia, quando um babaca colou na minha traseira me empurrando pra outra pista - e eu estava a 110 por hora. Mas daí eu mando um xingamento light - tipo, tá, seu p** mole, passa logo, seu imbecil - e pronto, a ira passa. No geral, tenho tentado ser mais light para evitar pés de galinha e radicais livres.

5) Soberba: eu digo que sou humilde, mas secretamente me acho melhor que todo mundo. Com meu RayBan novo, mesmo, eu me acho demais. Rá!

6) Luxúria: yes, I've been practicing. Frequently, efficiently, passionately and safely. E fala sério, não acho que isso é errado.

7) Preguiça: de malhar, sempre. Assunto recorrente: consigo horário pra fazer fisioterapia quando o médico manda, mas pra ir pra academia três vezes por semana não consigo nunca. Contra esse aspecto eu realmente tenho que lutar. Mas tem umas preguicinhas inofensivas, como dormir à tarde em sábados ou domingos chuvosos. É bom demais!



Manda a regra que eu indique outros oito blogueiros para responder, mas como geralmente quem recebe esse tipo de tarefa acaba reclamandinho, vou só dizer de quem são as respostas que eu gostaria de ler, embora os desobrigue de escrever de fato (muitas vezes só pensar sobre nossos pecados já é suficiente): Malu, Maurício, Cris, Cibele, Aline, Marie e Magoo. Mas sem pressão, ok?