quarta-feira, 22 de abril de 2009

Uma quarta com cara de segunda que bem poderia ser sexta

Amanheceu chovendo. Desmarquei meu compromisso no Centro por total preguiça de encarar trânsito caótico. Fiz almoço, mas deixei o arroz pegar no fundo. Tudo bem. Saí de casa em cimíssima da hora, sem secar o cabelo, com o tanque do carro no mico. Parei no meio do caminho e mandei encher o tanque. Na hora de pagar, a maquininha do cartão encrencou. Ninguém sabia como fazer para achar o meu abastecimento no sistema e muito menos como emitir minha nota. Os dez minutos de imbroglio foram suficientes para me passar ao status de "atrasada", que passou a ser escrito em bold quando parei na avenida Beira-mar congestionada. Depois de 30 minutos para cumprir o percurso praça Celso Ramos - IFSC, consegui entrar no estacionamento pensando que enfim tinha chegado. Ledo engano. Nunca tinha visto o pátio daquela escola tão cheio. E nunca tinha conseguido uma vaga mais na putaqueopariu. Choviam cântaros. Peguei carona no guardachuvão do meu colega Oscar, que estava chegando na mesma hora e tinha estacionado duas vagas antes de putaqueopariu. Ele me deixou mais ou menos seca no corredor que me conduziria ao relógio ponto para registrar minha chegada - atrasada em bold. Quando finalmente cheguei no meu setor, comecei a baixar uns arquivos pesados de um professor que enfim mandava seu material após uns 10 dias de atraso. No bom do processo, puf. Faltou luz. Oh my god. Cerca de uma hora depois a energia voltou, mas até entrar o servidor (onde está absolutamente TUDO indispensável) e até a conexão à Internet ser restabelecida, já eram mais de 16h e eu morrendo de fome. Fui à cantina e pedi um queijo quente. Estavam limpando a chapa, ia demorar. Tudo bem. Comi um salgado assado péssimo, com um suco de laranja ok. Pelo menos a companhia de hunny, como sempre, era excelente. De volta ao meu setor, consegui imprimir o material necessário para a reunião das 17h. Daí em diante as coisas aparentemente voltariam ao prumo. Ledo engano. Saí do meu setor às 19h05 para encontrar hunny, que me daria uma carona em seu carro até a distante vaga na putaqueopariu onde estava meu carro. Mas hunny tinha acabado de saber que o cara que cumpre sua função no período noturno não iria trabalhar. Ou seja, ele teria que ficar de plantão até as 23h. Oh my god. Despedi-me de hunny, registrei minha saída no maledeto relógio do ponto eletrônico e, guarda-chuva na mão, caminhei até a vaga na putaqueopariu. Não sabia se chorava ou se gritava quando vi que um bostinha de um Corsa verde tinha me trancado. E minha terapia marcada para dali a 10 minutos. Recorri novamente a hunny, que entregou a chave de seu carro na minha mão e disse "vai". Fui. Depois da sessão, voltei à escola para devolver o carro de hunny, que já tinha descoberto quem era o mala do Corsa verde e solicitado elegantemente que o dito cujo NUNCA MAIS FAÇA ISSO, principalmente quando o carro trancado for o da namorada dele. Senti-me o máximo da pessoa protegida. Encarei, agora em meu próprio carrinho, um trânsito ainda pesado na SC-401 cheia de trechos de aquaplanagem. Cheguei em casa, recolhi os filhotes friorentos ao aconchego do lar. Enquanto falava no telefone com minha mãe, puf. Faltou luz de novo. Oh my god. Juntei todas as velas que consegui encontrar, fiz um sanduíche e comecei a me amorcegar para dormir. Mas quando a luz voltou, tive que vir para o computador para contar essa epopéia. Não pela lengalenga toda, mas pelo fato do dia: Vanessa conseguiu me convencer de que estou bem, obrigada. E me deu alta da terapia.

Pronto, passou. Agora vou dormir.

5 comentários:

André Lückman disse...

Me dei ao trabalho de contar: 3,5 mil caracteres em um parágrafo. Genial. Dei risada. Parabéns pela alta. :)

Rafaela disse...

Parabéns para a Vanessa que finalmente conseguiu te convencer. :)

Dias assim são bons para uma única coisa: valorizar os outros que saem como deviam. :)

Nada como um querido numa hora dessas, né? Eu não seria a mesma pessoa sem o meu. :)

Beijos.
Rafa

Aline Cabral Vaz disse...

Essa história (ótEma) me fez lembrar de uma roubada que passei na terça, feriado. Depois eu conto. Mas me fez lembrar também como é fundamental ter um hunny em nossa vida. Mais eficaz que a melhor das terepias, né não?
beijo

Ana Paula disse...

aline, terapia em si só tem seu valor, mas um hunny de fato é importante na vida de uma moça. ainda mais quando ele tem vocação pra defesa civil... =D

rafita e neguinho, gracias pelos parabéns! será que a alta significa que eu tenho menos chances de ficar doida?

beijos pros 3

Ana Paula disse...

é, galeno, eu e a marília inclusive já fizemos uma comunidade no orkut - "eu ganhei alta da terapia" - mas até agora só tem nós duas! hhahahahahah

na real "alta" é um jeito de falar. vanessa já vinha me dizendo há um tempo que eu estou bem e que se quisesse poderia deixar sem marcar a próxima sessão - quando comecei, eram sessões semanais. desde que começou esse processo de "alta" eu vinha mantendo sessões mensais, até que ela me convenceu de que não precisaríamos marcar. mas claro que sempre que eu sentir necessidade eu posso voltar...

tu é um guri bacana, já te disse isso, né? sempre benvindo! =D

beijos!