quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Dois pontinhos

Reza a lenda familiar que foi meu avô Zeca o primeiro da família a se casar com uma moça de origem não-alemã. Então ele era um Lückmann (com dos enes mesmo) que se uniu a uma Ferreira de Souza. E entre os primos do meu avô tem alguns Nienkötter, Lehmkul (nessa grafia tenho dúvida) e Loch. Já pelo lado da minha mãe, meu avô Martins, que morava na Lagoa, casou-se com minha avó Abreu, que morava no Rio Tavares. E pelo que minha mãe conta, há um ramo de parentes com sobrenome Veras. É uma misturança danada de nomes que revela uma misturança danada de sangues. Por isso é que eu digo que sou uma perfeita vira-latas, embora em função das normas patriarcais do registro civil eu carregue o sobrenome de origem alemã - que na verdade eu acho que é a minha menor parte. Herdei inclusive o erro de registro do meu pai - lá em 1944 o escrivão bobeou e seu Egídio, o primogênito do meu avô, virou um Lückman com um ene só. Ao longo do tempo teve outras diferenças de registro, como por exemplo o pessoal do tio Norberto, irmão do meu avô, que é Lüchmann. Lembro até que há na família quem defenda que o nome original é assim mesmo, com cê-agá, e que o cê-ká é que é equivocado. Anyway, meu nome ficou como ficou e mesmo não sendo propriamente complicado, na maioria das vezes preciso soletrá-lo - laranja, uva, caqui, kiwi, maçã, abacaxi, nêspera. Ok, nêspera é meio pesado, pode ser nectarina também. E com dois pontinhos em cima do u, por favor. Apesar da reforma ortográfica.

3 comentários:

Silvestre Gavinha disse...

Hehehe.... essa coisa de nome e mistura de "raças"é bem nossa. E para uma Manezinha, até pouca. Essa viralatisse, graças a Deus, também tenho, e meu nome, que é bem menos complicado também tem que ser sempre explicado. "Não, não tem dois enes, meu pai era semi-analfabeto" e sim é com dois tês, casa, orelha, rato, bola, escola, tatu duas vezes e amoooorrr." E o pior, o último nome, que é o mais brasileiro impossível, sempre sai errado. É o que tem que ser mais explicado.
E brasilzão!!!!! Precisa ver o que tenho que brigar com a mãe e o pai dos jesuzinhos, para não complicarem demais nos nomes, se não a coitadinha da criança vai sofrer o resto da vida.
Mas palavra, vou adorar aparar o teu. Beijão minha querida, e obrigada pela tua visita, a primeira do meu blog, com registro, este ano. E você é sem dúvidas também, uma interlocutora das mais válidas. Que esse ano possamos nos encontrar concretamente, ou em Curitiba ou em Floripa.
Marie

Anônimo disse...

Esse negócio de genealogia é viciante, cuidado!

Ana Paula disse...

Alex who?