quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Um estar em mim

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e canto e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

(Carlos Drummond de Andrade)

Para seu Egídio, que há 14 anos se ausentou de nossas vidas. E mesmo assim continua sempre conosco.

4 comentários:

Anônimo disse...

Sempre, sempre.

André Lückman disse...

"Drink to the dead all you still alive//We shall join them in good time!"

Beijos procês.

Ana Paula disse...

beijo, queridos!

Tati disse...

Cara, eu não tô podendo muito com esses assuntos atualmente, as you know...
Mas achei bem bonito!! Eu não o conheci pessoalmente, mas sinto como se conhecesse bem. Acho q isso reforça o q vc concluiu.
Beijos pra família. ;)