Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e canto e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
(Carlos Drummond de Andrade)
Para seu Egídio, que há 14 anos se ausentou de nossas vidas. E mesmo assim continua sempre conosco.
4 comentários:
Sempre, sempre.
"Drink to the dead all you still alive//We shall join them in good time!"
Beijos procês.
beijo, queridos!
Cara, eu não tô podendo muito com esses assuntos atualmente, as you know...
Mas achei bem bonito!! Eu não o conheci pessoalmente, mas sinto como se conhecesse bem. Acho q isso reforça o q vc concluiu.
Beijos pra família. ;)
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