Reza a lenda familiar que quando eu resolvi nascer tudo aconteceu muito rápido. Era a madrugada do dia 14 para o dia 15 de setembro de 1972, e fazia muito frio no Planalto Serrano. Mãe e pai tinham estado com visitas até tarde porque mãe estava de repouso - eu na verdade havia tentado nascer uns dias antes, no meio de um clima tenso em função da morte do vô Waldemiro, mas seguraram minha onda.
Pelo que pesquisei aqui no calendário permanente, era uma quinta-feira.
Antes da meia-noite comecei a dar sinais de que queria chegar. Correria, mala, hospital e etc. Tipo 1h30 eu cheguei. Então já era sexta 15. Conta a mãe que o Dr. Altino nem teve tempo de se fantasiar de médico: só calçou as luvas e ajudou a terminar o que a natureza já estava providenciando. Quando me pegou nas mãos e cortou o cordão, disse: "Que linda! É uma menina! E parece um bebê de três meses!"
Pode até haver uma licença poética nessa versão da minha mãe. Mas o fato é que eu, hoje tampinha, nasci com 58cm de "altura" e quase 5kg de peso. De fato, um bebezão.
E mais: tinha olhos azuis. Vai entender.
Reza também a lenda familiar que aquela noite seu Egídio passou em claro. Desde o primeiro minuto, eu e ele apaixonados um pelo outro.
5 comentários:
Que coisa linda, Ana! Adorei o blog. E parabéns pelo seu dia!
Bjs.
Feliz aniversário, Ana! Beijãooo
Parabéééns pra vc! Amor, paz e saúde pra vc e os seus queridos.
bj
Lindo texto, maninha. Emocionou a mim. Eu não lembro, provavelmente nem acordei (rs), mas estava lá neste dia...
Eu sinto que estás mudando muito nos últimos tempos, que vais lembrar sempre deste ano como um ano de profundas transformações (como está sendo pra mim também), e este blog vai fazer parte e alavancar muitas destas mudanças.
Parabéns de novo! Beijo.
Mano, eu acredito naquela do Ben Harper: "folks don't change - they just reveal" (ou "as pessoas não mudam - apenas se revelam").
beijos!
Postar um comentário