Nos últimos três dias eu devo ter recebido umas seis ligações do banco Itaú me oferecendo cartão de crédito. A pobre criatura do outro lado da linha (sempre uma diferente) se esmera na simpatia, me chama de senhora Ana, começa a explicar que o cartão tem mil e uma vantagens. E eu canso de repetir que não tenho interesse em comprar o produto deles. Hoje de manhã tive que apelar e interrompi a ladainha da moça gerundista:
- Olha, desculpa te interromper, mas como é teu nome mesmo?
- Fulana, senhora Ana.
- Bom, Fulana, então eu vou aproveitar que esta ligação está sendo gravada e vou te explicar novamente o que eu já expliquei para teus outros cinco colegas esta semana: eu não tenho interesse em comprar esse produto, já tenho cartão de crédito e não tenho renda que justifique ter mais um. Eu gostaria que se possível você acrescentasse isso aí no sistema para que ninguém mais do Itaú me telefone oferecendo esse cartão, certo? Assim vamos poupar o meu tempo e o tempo de vocês.
- Mas senhora Ana, eu entendo, mas eu estou explicando para a senhora que além de todas as vantagens do cartão Itaú, ao aderir à nossa proposta a senhora vai estar recebendo totalmente de graça uma camiseta Nike oficial da seleção brasileira!
Emudeci. Sei que é grosseria, mas me flagrei estando desligando na cara da moça.
[E com isso, este post inaugura um novo tag: haja saco]
...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã
quinta-feira, 20 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Sobrevivente
E embora eu tenha tido a sorte de me incomodar pouquíssimo com o temporal medonhento de ontem, durante a madrugada de ventania foi impossível não lembrar o perrengue por que passei há pouco mais de um ano, quando outra chuva dessas que a gente ainda enquadra como fora do normal provocou, pela primeira vez em 30 anos, uma enchente na minha casa. Recorri ao arquivo do blog e confesso que consegui dar umas risadas com os posts - este e este. E vale dizer que não, eu não voltei pra terapia depois daquilo tudo.
Em outro planeta


Parece mentira, mas ontem à noite eu praticamente não vi chuva. Saí da UFSC às 19h30 abaixo de uma garoa muito fina, abasteci o carro num posto da Trindade e vim direto para o Norte da Ilha praticamente sem ligar o limpador de pára-brisa. O vento estava muito forte a ponto de balançar o carro, mas chuva, mesmo, era pouquíssima. Quando cheguei em casa dei de cara com um galho imenso caído bem em frente ao portão da garagem. Levei um susto, mas logo constatei que tanto a casa quanto os meus cachorros estavam inteiros - eles, tadinhos, juntinhos na caminha que preparei no fundo da garagem ao sair, imaginando que seria um dia de muito frio e umidade.
Ventava muito e pelo Twitter - que ferramenta maravilhosa! - eu ficava sabendo que a situação na região central ia se encaminhando para o caos. Muitos bairros ficaram sem luz, alagamentos, desabamentos, gente sem saber como voltar pra casa. As rajadas de vento eram muito fortes por aqui e minha preocupação, evidentemente, era com mais quedas de árvores, já que são muitas aqui ao meu redor. Mas felizmente meu transtorno ficou só naquele pedaço de galho no meio do caminho.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Tá ficando chato
Alô, experts: alguém tem ideia de como resolver o problema dos comentários do Blogger? O Painel me avisa que tem comentários a moderar, mas quando clico neles não aparece nada... =/
Se eu desativar a moderação será que isso se resolve?
Se eu desativar a moderação será que isso se resolve?
domingo, 16 de maio de 2010
Meus bochechudos
E lá vem elas

Elas demoram um monte a crescer, mas já posso dizer que tenho pequenas physalis no quintal - olha só a diferença entre o estágio das flores, um mês atrás, e agora. Vamos ver quando as casquinhas vão se abrir para mostrar as frutas amarelinhas.
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[O tag love ali embaixo se deve ao fato de as mudinhas terem sido presente que ganhei de hunny... sabe como é. Ah, l'amour... ]
quinta-feira, 13 de maio de 2010
E tudo acabou bem
São Francisco e São Longuinho resolveram conspirar a nosso favor. Explico.
Resolvi dar uma volta na vizinhança para saber se alguém poderia ter perdido uma pinscher (do post ali embaixo). Por sugestão da Silvana, minha vizinha mais próxima em todos os sentidos, fui ao mercadinho do Ronaldo para colocar um cartazinho informando que tinha encontrado a cachorrinha.
Nem precisei gastar o durex, porque o Guilherme, que mora a umas cinco quadras da minha casa e era o dono da fujona, tinha passado lá um pouco antes, aos prantos. Os pedreiros que estão fazendo obra na casa dele chegaram bem cedo para trabalhar e por descuido deixaram os cachorros fugir - além da pinscher, um pastor alemão e um labrador. Guilherme resgatou os grandes, mas a pequena safada pirulitou-se e resolveu se esconder no mato gelado e úmido da frente da minha casa.
Feitos os contatos, um Guilherme nervosíssimo, ofegante, aliviado e extremamente agradecido resgatou sua pequena fujona, que escapou ilesa de virar chiclete na boca dos meus boxers. E eu ganhei a amizade de mais um vizinho.
.
.
.
E se alguém aí se emocionou com a hipótese de a pequenininha ter sido abandonada, como acontece com tanta frequência na nossa cidade, que tal adotar um amigo canino ou felino que realmente passou por maus bocados e hoje precisa de um lar? Neste final de semana tem duas boas oportunidades, organizadas por gente muito séria que se dedica com muito amor a cuidar dos bichinhos e encaminhá-los para donos responsáveis. Clique aqui para dar uma olhada.
Resolvi dar uma volta na vizinhança para saber se alguém poderia ter perdido uma pinscher (do post ali embaixo). Por sugestão da Silvana, minha vizinha mais próxima em todos os sentidos, fui ao mercadinho do Ronaldo para colocar um cartazinho informando que tinha encontrado a cachorrinha.
Nem precisei gastar o durex, porque o Guilherme, que mora a umas cinco quadras da minha casa e era o dono da fujona, tinha passado lá um pouco antes, aos prantos. Os pedreiros que estão fazendo obra na casa dele chegaram bem cedo para trabalhar e por descuido deixaram os cachorros fugir - além da pinscher, um pastor alemão e um labrador. Guilherme resgatou os grandes, mas a pequena safada pirulitou-se e resolveu se esconder no mato gelado e úmido da frente da minha casa.
Feitos os contatos, um Guilherme nervosíssimo, ofegante, aliviado e extremamente agradecido resgatou sua pequena fujona, que escapou ilesa de virar chiclete na boca dos meus boxers. E eu ganhei a amizade de mais um vizinho.
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E se alguém aí se emocionou com a hipótese de a pequenininha ter sido abandonada, como acontece com tanta frequência na nossa cidade, que tal adotar um amigo canino ou felino que realmente passou por maus bocados e hoje precisa de um lar? Neste final de semana tem duas boas oportunidades, organizadas por gente muito séria que se dedica com muito amor a cuidar dos bichinhos e encaminhá-los para donos responsáveis. Clique aqui para dar uma olhada.
Hóspede

Essa coisinha minúscula estava passando frio num terreno cheio de mato aqui perto de casa. É uma pinscher fêmea, extremamente dócil e aparentemente saudável. E miudinha: não pesa nem 2kg. Estou tendo algum trabalho para convencer Lola, Fidel e Sebastiana de que ela não é Fandangos, então preciso encontrar um novo lar urgente para minha hóspede. Quem quiser conhecer a mocinha, deixe um comentário aí ou escreva para ana.luckman@gmail.com. Passar o recado pra frente também já ajuda!
sábado, 8 de maio de 2010
Deu tilt
Faz alguns dias que tenho recebido notificações de comentários postados aqui no blog, mas quando venho no painel de controle para moderar não aparece nada. Provavelmente é urucubaca do Blogger. Então só pra avisar: se alguém comentou e depois não viu seu comentário publicado, não é nada pessoal, ok? Sugiro tentar de novo ou me mandar um e-mail. Gracias.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
A tree called life

E já que o papo anda meio arbóreo, bom dia pra todo mundo com um poema de E.E. Cummings no qual tropecei hoje de manhã.
.
I carry your heart with me
I carry your heart with me (I carry it in
my heart) I am never without it (anywhere
I go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
I fear no fate (for you are my fate, my sweet) I want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
I carry your heart (I carry it in my heart)
[If you can't read this, tem uma tradução livre aqui. Sim, é o blog da série Brothers and Sisters, que eu a-doooooooro. A imagem é do www.sxc.hu.]
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I carry your heart with me
I carry your heart with me (I carry it in
my heart) I am never without it (anywhere
I go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
I fear no fate (for you are my fate, my sweet) I want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
I carry your heart (I carry it in my heart)
[If you can't read this, tem uma tradução livre aqui. Sim, é o blog da série Brothers and Sisters, que eu a-doooooooro. A imagem é do www.sxc.hu.]
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Felicidade dá em árvore?

Apreciadora dedicada de plantinhas fofas e seus simbolismos, minha mãe não demorou muito a me presentear com um casalzinho de árvores da felicidade alguns dias depois que deixei de morar com ela, lá pros idos de... 2001. Eram as duas no mesmo vaso. Reza a lenda em torno dessas arvorezinhas que uma é o macho, outra a fêmea, e que elas devem ser cultivadas sempre juntas. Outro aspecto importante da superstição é que elas devem necessariamente ser ganhas de presente, como manifestação do desejo de boa sorte e felicidade da parte de quem presenteia.
.As minhas duas são essas aí (pessimamente fotografadas com o celular na luz baixa e alaranjada da sala da minha casa). A da direita é a remanescente do casalzinho original - de folhinhas compridas, não sei se macho ou fêmea. A da esquerda, de folhinhas redondas, está comigo há cerca de um ano. Sua similar original foi acometida por um surto de colchonilhas - um insetinho redondo que até é simpático na aparência, mas na verdade é um parasita que se alimenta da seiva da planta. E a minha arvorezinha pegou esse troço. Só a das folhas redondas. A outra, nem tchuns.
.
Mãe fez de tudo para resolver: plantou em outro vaso, passou produtos para matar os bichinhos, nada deu certo. E finou-se a primeira arvorezinha. Mas reza a lenda que elas devem estar sempre em casal, e mãe persistiu, tentou me dar outras duas ou três desde então. Mas a das folhas compridas parecia estar destinada a ser uma árvore solteira: as das folhas redondas sempre morriam.
.Até que ela - a árvore das folhas compridas - ficou uma temporada sozinha na sala, em seu vaso. Crescendo, bonitinha, forte, mas sozinha. Ano passado mãe veio com uma mudinha nova, feita a partir de uma árvore da espécie das folhas redondas que tem no jardim do prédio dela - uma mudinha com história, portanto. Compramos vasos iguais para tentar um approach entre o novo casal - a mudinha nova em um, e a arvorezinha antiga no outro. Posicionei-as ao lado da minha TV, no aparador da sala, onde elas recebem claridade da rua mas não pegam sol direto.
.
No início, a das folhas compridas estranhou: murchou, perdeu folhas, ficou meio pálida - acho que estava com medo do novo relacionamento. Enquanto a das folhas redondas se fixava na terrinha boa e botava mais e mais brotinhos novos.
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Mas foram só alguns dias assim. Hoje meu parzinho de árvores da felicidade é, posso dizer, um casal perfeito. Nada como encontrar a cara-metade, não é mesmo?
.
.
[Observação: a tartaruga da coleção Procurando Nemo, em cima da TV, foi presente do querido Fred no meu aniversário, há três anos; já a da prateleira foi comprada no Projeto Tamar da Praia do Forte, na Bahia, a long long long time ago. Além de plantinhas, também curto tartarugas, sabia?]
terça-feira, 4 de maio de 2010
Matação
Meu mano Maurício admite hoje no Vida de Frila que desconfia que seu blog está em crise. Entendo, porque também não ando muito assídua no meu. Já comentei ali embaixo que muitas vezes começo a escrever um post, no meio do caminho acho sem graça e deleto. E não é só isso: ontem faltei à academia e hoje matei a aula de inglês na maior cara de pau. Deve ser alguma coisa na conjunção astral, Maurício...
[Vale observar que eu estava para deletar este post quando resolvi publicá-lo. É crise, é crise.]
[Vale observar que eu estava para deletar este post quando resolvi publicá-lo. É crise, é crise.]
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Mais uma história escabrosa
Quase não consegui engolir meu delicioso café da manhã quando li no DC Online mais uma história repugnante de maus tratos contra cães logo aqui pertinho. E o pior: atrocidades cometidas dentro da corporação que tem por obrigação fazer cumprir a lei. Vergonhoso. Algumas observações:
1) Sem querer dar uma de Polyanna, o fato de a história vir a público significa que a consciência em relação a esses absurdos está, sim, aumentando. Porque foi um policial quem se encarregou de fazer a denúncia, em primeiro lugar. E também pelo espaço dado pelo jornal e pela TV para o assunto. Tomara, contudo, que as investigações caminhem e os desalmados sejam punidos com rigor.
2) Essencial, portanto, o papel das ONGs protetoras como fiscais desse processo. Muita gente acha esse povo meio enfadonho, mas eu tenho o maior respeito por quem se dedica a essa causa. Só lamento que muitas vezes haja tanta competição entre as próprias ONGs.
3) Não consigo entender como alguém consegue querer simplesmente "se livrar" de um cão, seja ele pastor, vira-lata ou extraterrestre. Quem convive com cães sabe o quanto eles são amoráveis. É muita falta de alma.
4) Cães são amoráveis, mas é claro que dão trabalho. Aqui em casa tenho meus três. Dois grandes e uma média - que nem por isso é menos traquinas (neste exato momento está ela lá, toda linda e cheirosa depois do banho, latindo compulsivamente no portão para sei lá o quê). Todo mês é ração (porque eu ainda não consegui entrar na onda da comida natural, já que não tenho feito comida nem pra mim...), banho, repelente de parasitas; periodicamente é vermífugo, vacina; veterinário sempre que necessário. E eu sou mãe solteira, ou seja, banco os três sozinha. Racionalmente eu não seria uma pessoa dona de três cães, mas a vida me conduziu a isso e cuido dos três com muito amor. O dinheiro e o tempo que eu gasto com eles é investimento. Digo mesmo que não consigo imaginar minha vida sem eles. Cada lambida no cotovelo que ganho da Lola me faz lembrar disso, todos os dias. E cada pelinho branco novo que percebo aparecer no focinho dela (Lola é uma boxer e já está com quase 8 anos) me deixa com o coração apertado porque isso me lembra que provavelmente ela já passou da metade da sua vida, e em mais alguns poucos anos teremos que nos separar. Então não consigo entender como diabos alguém consegue simplesmente mandar matar seu cachorro. Não consigo. E lacrimejo pensando nisso.
5) Também não consigo deixar de vislumbrar no binônio adoção responsável + castração a medida mais inteligente para evitar que esse tipo de problema se perpetue. Não sou militante de ONG, mas faço discurso pró-castração pra todo mundo que tem cachorro, seja de raça ou vira-latas. Meus três são castrados e entendo que fazer isso foi um bem para eles e para a espécie deles. Se alguém me fala em adotar um bichinho, logo recomendo procurar as ONGs que abrigam tantos e tantos que precisam de adoção. Acho que é no trabalho formiguinha que se vai conseguindo mudar. Bom, e quem sou eu pra falar disso? Muitas das minhas convicções a esse respeito surgiram a partir da leitura diária e da amizade com a Mãe de Cachorro Ana Corina, de quem falo de vez em quando aqui no blog. Acho o trabalho dela - independente, responsável , obstinado e educativo - digno de prêmio. Se você se importa com os bichinhos, mesmo não tendo um, vá lá: http://www.maedecachorro.com.br.
Pronto. Agora dá licença que vou lá ver por que a Sebastiana está latindo. =)
1) Sem querer dar uma de Polyanna, o fato de a história vir a público significa que a consciência em relação a esses absurdos está, sim, aumentando. Porque foi um policial quem se encarregou de fazer a denúncia, em primeiro lugar. E também pelo espaço dado pelo jornal e pela TV para o assunto. Tomara, contudo, que as investigações caminhem e os desalmados sejam punidos com rigor.
2) Essencial, portanto, o papel das ONGs protetoras como fiscais desse processo. Muita gente acha esse povo meio enfadonho, mas eu tenho o maior respeito por quem se dedica a essa causa. Só lamento que muitas vezes haja tanta competição entre as próprias ONGs.
3) Não consigo entender como alguém consegue querer simplesmente "se livrar" de um cão, seja ele pastor, vira-lata ou extraterrestre. Quem convive com cães sabe o quanto eles são amoráveis. É muita falta de alma.
4) Cães são amoráveis, mas é claro que dão trabalho. Aqui em casa tenho meus três. Dois grandes e uma média - que nem por isso é menos traquinas (neste exato momento está ela lá, toda linda e cheirosa depois do banho, latindo compulsivamente no portão para sei lá o quê). Todo mês é ração (porque eu ainda não consegui entrar na onda da comida natural, já que não tenho feito comida nem pra mim...), banho, repelente de parasitas; periodicamente é vermífugo, vacina; veterinário sempre que necessário. E eu sou mãe solteira, ou seja, banco os três sozinha. Racionalmente eu não seria uma pessoa dona de três cães, mas a vida me conduziu a isso e cuido dos três com muito amor. O dinheiro e o tempo que eu gasto com eles é investimento. Digo mesmo que não consigo imaginar minha vida sem eles. Cada lambida no cotovelo que ganho da Lola me faz lembrar disso, todos os dias. E cada pelinho branco novo que percebo aparecer no focinho dela (Lola é uma boxer e já está com quase 8 anos) me deixa com o coração apertado porque isso me lembra que provavelmente ela já passou da metade da sua vida, e em mais alguns poucos anos teremos que nos separar. Então não consigo entender como diabos alguém consegue simplesmente mandar matar seu cachorro. Não consigo. E lacrimejo pensando nisso.
5) Também não consigo deixar de vislumbrar no binônio adoção responsável + castração a medida mais inteligente para evitar que esse tipo de problema se perpetue. Não sou militante de ONG, mas faço discurso pró-castração pra todo mundo que tem cachorro, seja de raça ou vira-latas. Meus três são castrados e entendo que fazer isso foi um bem para eles e para a espécie deles. Se alguém me fala em adotar um bichinho, logo recomendo procurar as ONGs que abrigam tantos e tantos que precisam de adoção. Acho que é no trabalho formiguinha que se vai conseguindo mudar. Bom, e quem sou eu pra falar disso? Muitas das minhas convicções a esse respeito surgiram a partir da leitura diária e da amizade com a Mãe de Cachorro Ana Corina, de quem falo de vez em quando aqui no blog. Acho o trabalho dela - independente, responsável , obstinado e educativo - digno de prêmio. Se você se importa com os bichinhos, mesmo não tendo um, vá lá: http://www.maedecachorro.com.br.
Pronto. Agora dá licença que vou lá ver por que a Sebastiana está latindo. =)
sábado, 24 de abril de 2010
Um quintal lá no fundo
Um sambinha preguiçoso para o decorrer de um sábado de chuva passado quase todo na horizontal. Chega quase a dar saudade da Bahia...
[Vale mencionar que a música é composição da MM com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown]
sábado, 17 de abril de 2010
E não é que pegou?

Minhas mudinhas de physalis mencionadas aqui não só pegaram bem, como também cresceram um monte e viraram lindas plantinhas. Já estão cheias de flores - ou seja, acho que muito em breve vou poder postar aqui as fotos da colheita.
[A flor não é uma graça? Parece bobagem, mas eu acho linda!]
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Tudo em menos de 15 segundos
Trânsito chutadinho pela SC-401, na altura do morro do Cacupé, num trecho com curva em S, descida, sem acostamento. O garoto que ia logo à minha frente numa CG, pela pista da esquerda, perdeu o controle da moto e começou a encostar os pés no chão, meio que pedalando desesperado, tentando estabilizar o guidon. Pneu dianteiro furado. Pelo retrovisor vi que o Audi com placas da Argentina que vinha logo atrás de mim estava a uma distância segura; liguei o pisca alerta e reduzi bastante a velocidade. O Audi entendeu o contexto, também reduziu e ligou o pisca, chamando a atenção dos carros que vinham em seguida. Com isso o garoto conseguiu controlar a moto até a descida do morro, indo primeiro para a pista da direita e parando, com segurança, no acostamento que começava alguns metros adiante. Pelo retrovisor pude confirmar que ele não tinha sido atropelado, nem caído. E lembrei dos dias difíceis que passamos em fevereiro, quando, numa derrapada besta com sua Suzuki Marauder, meu irmão levou uma pancada feia na cabeça. Ficou algumas horas desacordado e tantas outras desmemoriado. Já eu lembro muito bem de cada minuto daqueles dias. Tirei os olhos do retrovisor e segui meu caminho, olhando em frente e pedindo silenciosamente que São Cristóvão, São Francisco, Nossa Senhora das Dores, minha mãe Iemanjá e São Harley-Davidson protejam sempre o André, o menino da CG e todos os outros motoqueiros das estradas desse mundo. Amém.
domingo, 28 de março de 2010
Such a beautiful thing

Mal tive 15 diazinhos de férias forçadas e minha vida já voltou ao normal - ou seja, uma correria danada. Mas nem acho que seja por isso que este blog anda assim meio às traças. Ando tão focada em minhas coisas, preocupada em fazer tudo bem direitinho como sempre, que muitas vezes começo a escrever um post, acho bobagem e desisto. Talvez eu esteja numa fase meio introspectiva.
Mas para que o marasmo bloguístico não me domine por completo, vou sugerir aqui a leitura um texto muito legal do Gustavo Gitti - do blog Não 2, Não 1, linkado ali do lado. Ontem a Neidinha tuitou o link para esse texto, reli e de novo terminei o post com um sorrisinho bobo - e lembrando que, ao final na primeira leitura, fiz exatamente o que está escrito lá no final. Gosto especialmente do primeiro twit: "Antes de lhe contar que ela era sua namorada, ele perguntou pelo seu nome" (que me lembra muito aquela do Drummond: "Antes de te conhecer eu já te amava"). Coisas de quem está numa fase muito in love e reaprendendo - talvez aprendendo, na verdade - como é bom namorar, com todas as letras.
[Recomendo também uma navegada geral pelo blog do Gitti, cheio de textos inteligentes - e masculinos, que incrível! - sobre relacionamentos.]
[Imagem do sxc.hu]
[Sorry everybody, mas o título do post vem de uma música melosa dos Bee Gees]
sexta-feira, 12 de março de 2010
Ele me conhece
Eu aqui vagabundeando em Curitiba, de férias, enquanto meus dois irmãos tocam suas vidas em ritmo normal - Mano dando mil aulas de violino, viajando semanalmente a Campinas para uma aula de mestrado e com todos os compromissos com a orquestra, que incluem concertos fora da cidade durante o final de semana; André descascando um frila com deadline para domingo e trabalhando normalmente - ou seja, freneticamente - na editoria de economia da Gazeta.
Hoje à tarde dei mais uma boa pernada pelo centro da cidade e fui novamente ao shopping Estação, onde já tinha feito ontem umas comprinhas na Arezzo (promoção arrasadora) e na Levi's (para o namorado). Desta vez me dediquei a fuçar em alguns bons sebos que ficam pelo caminho e acabei voltando ao Estação, onde garimpei alguns itens legais e baratinhos de papelaria na Kalunga.
Chegando em casa, entrei no GTalk e me preocupei em avisar o André que tinha chegado. O diálogo:
mim: oi, cheguei
André: oi
André: e estavas onde mesmo?
mim: fui ao centro e no shopping estação de novo.
André: ah. quantos pares?
Hahaha
Pena que a grana é curta, e as malas, pequenas demais. Porque as promoções no comércio de Curitiba realmente são uma tentação...
Hoje à tarde dei mais uma boa pernada pelo centro da cidade e fui novamente ao shopping Estação, onde já tinha feito ontem umas comprinhas na Arezzo (promoção arrasadora) e na Levi's (para o namorado). Desta vez me dediquei a fuçar em alguns bons sebos que ficam pelo caminho e acabei voltando ao Estação, onde garimpei alguns itens legais e baratinhos de papelaria na Kalunga.
Chegando em casa, entrei no GTalk e me preocupei em avisar o André que tinha chegado. O diálogo:
mim: oi, cheguei
André: oi
André: e estavas onde mesmo?
mim: fui ao centro e no shopping estação de novo.
André: ah. quantos pares?
Hahaha
Pena que a grana é curta, e as malas, pequenas demais. Porque as promoções no comércio de Curitiba realmente são uma tentação...
Muitas perninhas, muitos bracinhos. Muita tristeza


Para nós, leitores e admiradores, a perda do Glauco é a súbita interrupção de um dos trabalhos mais inteligentes do cartunismo brasileiro. Eu, particularmente, sou fã incondicional do taradíssimo Geraldão, da não menos tarada dona Marta e dos dilemas matrimoniais do Casal Neuras (acima). Além do conteúdo hilário, também gosto muito do traço tosco que ele inventou, chego a chutar que meio inspirado no Henfil, com aquele monte de perninhas e bracinhos desenhados simulando o movimento das personagens.
A extensa obra do Glauco vai ficar perpetuada em tudo o que ele já tem publicado e nas prováveis muitas re-re-re-republicações que certamente já estão sendo organizadas, com todos os méritos que ele merece. Mas o que me entristece mais do que a perda intelectual é imaginar o tamanho do drama que a família dele vivenciou durante os momentos de violência a que foi submetida, e que teve um desfecho tão trágico. Glauco, cidadão brasileiro trabalhador e pai de família, e seu filho são mais duas vítimas dessa violência urbana cruel que ninguém consegue entender.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Lévy rocks! \m/
De férias forçadas, resolvi dar um pulo em Curitiba para uma xeretada básica nos meus dois irmãos. Fresca que sou, aproveitei a megapromo da TAM e comprei passagens de avião, ida e volta, mais barato do que ônibus. Mas o transporte aéreo nunca foi tão enrolado na história desse país: meu voo que deveria ir primeiro a Guarulhos e depois a Curitiba foi parcialmente cancelado porque o aeroporto de Brasília (sempre Brasília) ficou fechado algumas horas... daí me colocaram num voo Florianópolis-Congonhas para depois seguir à sempre elegante e agradável capital paranaense onde mora parte do meu coração. Com isso, é claro, passei algumas horinhas tomando chá de banco em aeroporto.
Mas, precavida que sou, tomei o cuidado de incluir um livro na bagagem de mão - o que me faria inclusive resistir à tentação de gastar dinheiro nas sempre caras livrarias de aeroporto. Fucei rapidamente na estante do escritório e vi meu exemplar novinho em folha de "Cibercultura", de Pierre Lévy, um livro que já não é tão novo (a primeira edição é de 1997), mas que ainda apresenta algumas reflexões extremamente instigantes a respeito de nosso mundo hiperconectado. Durante meu mestrado trabalhamos um pouco esse autor na disciplina Seminários de Pesquisa, mas eu só comprei o livro no ano passado e acabei injustamente deixando-o encostado na pilha de próximas leituras.
Um trechinho logo do início:
Aqueles que denunciam a cibercultura hoje têm uma estranha semelhança com aqueles que desprezavam o rock nos anos 50 ou 60. O rock era anglo-americano e tornou-se uma indústria. Isso não o impediu, contudo, de ser o porta-voz das aspirações de uma enorme parcela da juventude mundial. Também não impediu que muitos de nós nos divertíssemos ouvindo ou tocando juntos essa música. A música pop dos anos 70 deu uma consciência a uma ou duas gerações e contribuiu para o fim da Guerra do Vietnã. É bem verdade que nem o rock nem a música pop resolveram o problema da miséria ou da fome no mundo. Mas isso seria razão para "ser contra"?
Enquanto jornalista, roqueira, profissional da área de educação a distância, blogueira ocasional, tuiteira recém-deslumbrada e apaixonada por meu smartphone, imagino que essa leitura descompromissada do Lévy será bastante produtiva. Até porque, apesar de todos esses meus desvios de caráter, eu continuo uma apaixonada pelos livros - essa mídia tão antiquada, ainda insubstituível.
[Vale lembrar um efeito nefasto da cibercultura sobre meu corpicho: estou tratando outra crise ultrasevera de bursite com tendinite, desta vez no ombro esquerdo. E meu próximo sonho de consumo agora é o teclado ergonômico novo da Microsoft.]
Mas, precavida que sou, tomei o cuidado de incluir um livro na bagagem de mão - o que me faria inclusive resistir à tentação de gastar dinheiro nas sempre caras livrarias de aeroporto. Fucei rapidamente na estante do escritório e vi meu exemplar novinho em folha de "Cibercultura", de Pierre Lévy, um livro que já não é tão novo (a primeira edição é de 1997), mas que ainda apresenta algumas reflexões extremamente instigantes a respeito de nosso mundo hiperconectado. Durante meu mestrado trabalhamos um pouco esse autor na disciplina Seminários de Pesquisa, mas eu só comprei o livro no ano passado e acabei injustamente deixando-o encostado na pilha de próximas leituras.
Um trechinho logo do início:
Aqueles que denunciam a cibercultura hoje têm uma estranha semelhança com aqueles que desprezavam o rock nos anos 50 ou 60. O rock era anglo-americano e tornou-se uma indústria. Isso não o impediu, contudo, de ser o porta-voz das aspirações de uma enorme parcela da juventude mundial. Também não impediu que muitos de nós nos divertíssemos ouvindo ou tocando juntos essa música. A música pop dos anos 70 deu uma consciência a uma ou duas gerações e contribuiu para o fim da Guerra do Vietnã. É bem verdade que nem o rock nem a música pop resolveram o problema da miséria ou da fome no mundo. Mas isso seria razão para "ser contra"?
Enquanto jornalista, roqueira, profissional da área de educação a distância, blogueira ocasional, tuiteira recém-deslumbrada e apaixonada por meu smartphone, imagino que essa leitura descompromissada do Lévy será bastante produtiva. Até porque, apesar de todos esses meus desvios de caráter, eu continuo uma apaixonada pelos livros - essa mídia tão antiquada, ainda insubstituível.
[Vale lembrar um efeito nefasto da cibercultura sobre meu corpicho: estou tratando outra crise ultrasevera de bursite com tendinite, desta vez no ombro esquerdo. E meu próximo sonho de consumo agora é o teclado ergonômico novo da Microsoft.]
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