sexta-feira, 24 de abril de 2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Nem desabrigada, nem desalojada

E nem desamparada. Só exausta. Mas feliz por ter podido tomar um banhão quente depois da faxina. E de novo me sentindo privilegiada porque o que me aconteceu, comparando com tantas outras pessoas, não foi tão ruim assim. E com esperança de que agora pare de chover.

Pensa que acabou??? Nããão, não acabou!!!

Professora Regina que me desculpe, eu até acho os batráquios uns bichinhos simpáticos, mas a sensação de acordar de madrugada e atochar os pezinhos recém-saídos do edredom numa poça de água ge-laaaaaaada é deveras desagradável. Não era sonho: a poça era no meu quarto, tinha uns 15cm de profundidade e o diâmetro da lâmina d'água devia ter uns... hm... 5 mil metros quadrados. Oh my god. Meu saudoso pai comprou esta casa que hoje chamo de lar há quase 30 anos, e olha que nesses 30 anos já choveu horrores em Frogville, mas pela primeiríssima vez a água invadiu o lado de cá da porta da sala. Depois de três segundos atônita, catei o celular e liguei pra quem? Pra quem? Pra hunny, of course. Pergunta estúpida: "quê que eu faço? Tou com medo de acender a luz". Sim, porque afinal de contas eu sou uma sequelada de choques elétricos. Hunny disse para eu não acender luz nenhuma, desligar os disjuntores e esperá-lo. Passei pela sala. Filhotes empoleirados nos sofás, tadinhos, assustadésimos. Foram inclusive os latidos do Fidel que me despertaram - com meu soninho pesado era capaz de eu acordar boiando no colchão de mola, embaixo do pé de jaca.

Atendendo a pedidos, vou abrir um parágrafo.

Com a água na altura dos tornozelos - e olha que o único par de calçados que eu consegui juntar entre todos os que boiavam pela casa foi um tamanco Arezzo anabela com 10cm de plataforma - juntei-me aos filhotes no sofá empapado e fiquei aguardando hunny, com medo de transitar no meio do brejo do quintal com os pezinhos assim expostos a bichos & nojeiras. Lembrei então de uns tênis Adidas que eu ganhei há um tempo, de um modelo feito para praticantes de rafting, todo emborrachado e com um sistema de drenagem na sola. Perfect. Localizei os ditos cujos, calcei-os mas não precisei ir até o portão a pé quando hunny chegou, já que por pura sorte eu tinha deixado acionado o disjuntor exclusivo do portão. Yes. We can.

- Ana, é muita água. Três ruas pra lá, tá tudo embaixo d'água. Não tem o que fazer.

Oh my god. Ele tinha deixado o carro na esquina e caminhado até o portão com a água na metade da canela (não são canelas pequenas). Eu já estava avaliando a possibilidade de catar computador, uma muda de roupas e os filhotes e fugir pra casa da minha mãe quando observamos um pé das minhas havaianas novas boiando porta afora. Sinal de que, apesar de a chuva continuar, a água estava baixando. Hunny trouxe então o carro para dentro do pátio-brejo e sentamos na porta de casa, bebendo um vinho tinto, à luz de velas, para esperar a água baixar. Há circunstâncias mais favoráveis para se beber um vinho tinto à luz de velas com esse tipo de ser, mas tudo bem. E a água foi baixando. Depois de mandar pra fora grande parte do que estava acumulado dentro de casa, conseguimos dormir um pouco. Oito horas da manhã e hunny partiu, pobrezinho, meu heroi, para um dia cheio de compromissos profissionais e familiares. Eu já avisei no trabalho que virei uma flagelada e estou apenas no início de um dia repleto de rodos, esfregões e muuuuuuuuita água sanitária.

Graças a deus o modem da NET não molhou.

E estou pensando seriamente em ligar pra Vanessa para pedir mais uma sessão.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Uma quarta com cara de segunda que bem poderia ser sexta

Amanheceu chovendo. Desmarquei meu compromisso no Centro por total preguiça de encarar trânsito caótico. Fiz almoço, mas deixei o arroz pegar no fundo. Tudo bem. Saí de casa em cimíssima da hora, sem secar o cabelo, com o tanque do carro no mico. Parei no meio do caminho e mandei encher o tanque. Na hora de pagar, a maquininha do cartão encrencou. Ninguém sabia como fazer para achar o meu abastecimento no sistema e muito menos como emitir minha nota. Os dez minutos de imbroglio foram suficientes para me passar ao status de "atrasada", que passou a ser escrito em bold quando parei na avenida Beira-mar congestionada. Depois de 30 minutos para cumprir o percurso praça Celso Ramos - IFSC, consegui entrar no estacionamento pensando que enfim tinha chegado. Ledo engano. Nunca tinha visto o pátio daquela escola tão cheio. E nunca tinha conseguido uma vaga mais na putaqueopariu. Choviam cântaros. Peguei carona no guardachuvão do meu colega Oscar, que estava chegando na mesma hora e tinha estacionado duas vagas antes de putaqueopariu. Ele me deixou mais ou menos seca no corredor que me conduziria ao relógio ponto para registrar minha chegada - atrasada em bold. Quando finalmente cheguei no meu setor, comecei a baixar uns arquivos pesados de um professor que enfim mandava seu material após uns 10 dias de atraso. No bom do processo, puf. Faltou luz. Oh my god. Cerca de uma hora depois a energia voltou, mas até entrar o servidor (onde está absolutamente TUDO indispensável) e até a conexão à Internet ser restabelecida, já eram mais de 16h e eu morrendo de fome. Fui à cantina e pedi um queijo quente. Estavam limpando a chapa, ia demorar. Tudo bem. Comi um salgado assado péssimo, com um suco de laranja ok. Pelo menos a companhia de hunny, como sempre, era excelente. De volta ao meu setor, consegui imprimir o material necessário para a reunião das 17h. Daí em diante as coisas aparentemente voltariam ao prumo. Ledo engano. Saí do meu setor às 19h05 para encontrar hunny, que me daria uma carona em seu carro até a distante vaga na putaqueopariu onde estava meu carro. Mas hunny tinha acabado de saber que o cara que cumpre sua função no período noturno não iria trabalhar. Ou seja, ele teria que ficar de plantão até as 23h. Oh my god. Despedi-me de hunny, registrei minha saída no maledeto relógio do ponto eletrônico e, guarda-chuva na mão, caminhei até a vaga na putaqueopariu. Não sabia se chorava ou se gritava quando vi que um bostinha de um Corsa verde tinha me trancado. E minha terapia marcada para dali a 10 minutos. Recorri novamente a hunny, que entregou a chave de seu carro na minha mão e disse "vai". Fui. Depois da sessão, voltei à escola para devolver o carro de hunny, que já tinha descoberto quem era o mala do Corsa verde e solicitado elegantemente que o dito cujo NUNCA MAIS FAÇA ISSO, principalmente quando o carro trancado for o da namorada dele. Senti-me o máximo da pessoa protegida. Encarei, agora em meu próprio carrinho, um trânsito ainda pesado na SC-401 cheia de trechos de aquaplanagem. Cheguei em casa, recolhi os filhotes friorentos ao aconchego do lar. Enquanto falava no telefone com minha mãe, puf. Faltou luz de novo. Oh my god. Juntei todas as velas que consegui encontrar, fiz um sanduíche e comecei a me amorcegar para dormir. Mas quando a luz voltou, tive que vir para o computador para contar essa epopéia. Não pela lengalenga toda, mas pelo fato do dia: Vanessa conseguiu me convencer de que estou bem, obrigada. E me deu alta da terapia.

Pronto, passou. Agora vou dormir.

Perdi

O friozinho y otras cositas más me desestimularam totalmente e não consegui sair debaixo do edredom para encontrar o grupo (mais uma vez organizado pelo nosso guru Dauro) que fez no feriado uma caminhada até a Lagoinha do Leste pelo Matadeiro. Repórter eficiente, o Carlito já publicou um post sobre a aventura no blog dele - que, inclusive, ainda não estava linkado ali do lado por mero descuido. Maurício, valeu o estímulo, mas realmente não consegui. Eu adoraria ter acompanhado vocês, ainda mais com a participação ilustre do querido Lauro (ele já não é mais uma criancinha, oh céus!). Na próxima vez, se tiver sol, quem sabe eu não amarelo.

sábado, 18 de abril de 2009

Minha vidinha bucólica

A temporada das acerolas acabou: restaram dois potinhos congelados no freezer. As pitangas também já estão esparsas. Em compensação, a laranjeira tá uma coisa de doido: hoje colhemos três sacolas cheinhas, só pegando o que estava ao alcance da mão do galego de quase 1,90m (se eu fosse contar só com a minha altura, talvez tivesse conseguido duas ou três... laranjinhas). Temos agora que providenciar alguma geringonça que nos dê acesso às frutas mais altas. Taí algo realmente importante para se preocupar.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Oxitocina e ciberterapia

Da revista TPM de dezembro/janeiro:


FALA QUE ALGUÉM TE ESCUTA

O fala-fala feminino invade a web e engrossa o caldo das intimidades para consumo imediato

POR DENISE GALLO*

As mulheres falam. Certo. Os homens também falam. Crianças, animais, até as plantas falam. Tudo fala neste mundo eloqüente. Mas dizem que as mulheres falam mais. Entre mulheres, então, muito mais.

A medicina explica que o centro da fala é mais desenvolvido no cérebro feminino. As meninas, em geral, falam mais cedo do que os meninos. O talento para a conexão pessoal aparece logo: com apenas três dias, as meninas sustentam o olhar em direção a um adulto pelo dobro do tempo dos meninos. Há, também, a oxitocina, hormônio que tornaria as mulheres mais inclinadas a amizades e parcerias (ai!, que medo dessas explicações que enquadram a “natureza feminina”).

As influências culturais (ufa!, agora sim) deram seu empurrãozinho nessa solidariedade. Com pouco espaço para se expressar, a amizade entre mulheres foi, por muito tempo, um oásis em suas vidas. E incutiram tanto romance açucarado em suas cabeças, que esta máxima pega até hoje: mulheres gostam de falar de relacionamentos, de gente, de amor. Tudo isso para explicar aquilo que qualquer um que esteja esperando para usar o telefone já sabe há muito tempo: a gente fala pelos cotovelos!

Na passagem para o mundo virtual, a oxitocina escorre pelos teclados. Estudos americanos constatam que as garotas publicam mais conteúdo, têm mais blogs, cultivam mais as amizades on-line. No Brasil, o aumento do número de mulheres na web e o crescimento das redes sociais femininas indicam que estamos indo para o mesmo caminho. Que caminho?

Publico, logo existo

Entre os muitos usos, uns maravilhosos e outros desastrosos, a que se presta essa hiperconectividade, a exposição da intimidade parece ser um dos mais populares. Os desabafos, assim como o cotidiano sem graça, que antes ocupavam páginas de diários secretos, ganham dimensão pública, numa ciberterapia curiosa.

A vida íntima precisa de platéia para ganhar sentido. Publico, logo existo. Assim, todo mundo pode ter o seu momento “pinguepongue com a Gabi”, se autoperseguir como um paparazzo e jamais dar um passo sem avisar ao público invisível que sua vida não é nem mais nem menos banal do que a de qualquer um.

*Denise Gallo, 38, é sócia de Uma a Uma, empresa de inteligência de mercado especializada em comportamento feminino: blog.umaauma.com.br. Seu e-mail: denise@umaauma.com.br

[E com este texto que não é de minha autoria vai um beijo pra Fi, pra Marie, pra Aline, pra Karlinha, pra Cris, pra Cris Mohr, pra Malu, pra Adri, pra Rafa, pra Regininha, pra Ana Corina e pra Dálete, minhas amigas blogueiras mais presentes.]

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Antes tarde do que nunca

Finalmente criei vergonha na cara e linkei aí do lado o blog novo da minha ídola e eterna p'ssora Regina Carvalho. Aprendi muito com essa mulher na faculdade de Jornalismo e ainda hoje aprendo. Beijão, fessora!! Agora também tou te seguindo...

Sempre implacavelmente relativo

Não é de hoje que eu tento fazer um acordo com o tempo. E ultimamente algumas horas correm tanto, voam, se esvaem pelos dedos... socorro, Caetano. E boa semana pra todo mundo.





És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...

Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...

O que usaremos pra isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Ricardo Mega

A última vez em que o encontrei pessoalmente foi no ano passado, durante a prova do Ironman Brasil em Jurerê. Eu passeando, ele trabalhando como sempre, com o inseparável colete de fotógrafo e uma tonelada de equipamentos. Tínhamos deixado de conviver diariamente quando me desliguei do jornal, em abril de 2006, e nessa ocasião em que nos vimos rapidamente ele também tinha recém-saído da empresa, que estava em processo de aquisição pela RBS. Então nos esbarramos e nesses poucos segundos de contato, além das perguntas de praxe que trocam dois ex-colegas que não têm grande intimidade - onde estás trabalhando, como vai a vida, etc. -, ele lembrou de abordar um assunto que era recorrente em nossas conversas de redação: os cachorros.

Dificilmente alguém diria que aquele cara com jeitão marrento, sotaque carioca, criador e adestrador de pitbulls, é um franciscano da melhor estirpe. Aliás, dificilmente alguém diria que os pitbulls do Mega são aqueles anjos dóceis e educados. Lembro bem de um plantão de sábado que eu estava coordenando. Quando voltou da pauta, antes de identificar o material, Mega chegou para mim discretamente: "Ana, estou com o Iron lá dentro do carro. Tudo bem se eu trouxer ele aqui pra dentro, só enquanto eu baixo meu material?" Respondi que por mim tudo bem, já que eu sabia que o Iron é adestrado e muito obediente. Consultamos as outras poucas pessoas do plantão, e o Iron ganhou passe livre. Ainda lembro da cena surreal: o Mega trabalhando num iMac colorido, na mesa dos fotógrafos, com aquele pitbull gigante (os cachorros dele são muito bem-cuidados) deitado aos seus pés, em cima de um tapetinho.

Já em outra ocasião, estou eu chegando para mais um dia de expediente normal de meio de semana. Passando pela mesa dos fotógrafos, Mega me chamou para contar que ele e o Vilmar (o motorista cujas histórias renderiam um livro) tinham presenciado o atropelamento de uma cachorrinha vira-latas na Via Expressa, a caminho de uma pauta. Quem atropelou não fez nada, mas eles pararam o carro e o Mega foi para o meio da rodovia resgatar a pobrezinha, que estava machucada e assustada, mas sem fraturas aparentes. Eles a deixaram na casa de uma senhora que morava nas redondezas e foram para a pauta. Pois quando ele me chamou, depois de contar a história, ele disse "Ana, eu não consigo parar de pensar naquela cachorrinha. Acho que vou lá buscar". Ele só precisava verbalizar isso. Terminou de identificar suas fotos, entrou no carro e foi ao encontro daquele serzinho esquálido preto-e-branco. Voltou todo empolgado com o quinto elemento de sua matilha - que já era composta por quatro pitbulls - no porta-malas. Depois de receber os cuidados necessários e o carinho dele e da mulher, Isabelle (também, obviamente, cachorreira de carteirinha), a Nina se transformou numa vira-latas saudável e encorpada, bem parecida com os irmãos de raça. Sempre que perguntava sobre como ela estava, ele me respondia: "Ana, aquela cachorra me ama". Claro, né? Óbvio que ama.

Durante o período em que convivemos profissionalmente, os cachorros sempre eram assunto. Ele é bom adestrador e me deu um monte de toques legais sobre como botar um pouco de disciplina na minha matilha mimada. Lembro de como estava triste ao contar que uma das pitbulls tinha morrido. E quando nos revimos muito rapidamente naquele dia de Ironman, nossas matilhas continuaram sendo a razão de nossa empatia - mais do que a profissão em comum.

Então é estranho lembrar dessas e de outras histórias e imaginar que hoje esse cara de coração grande, apenas dois anos mais velho que eu, está sofrendo as sérias conseqüências de um AVC, numa UTI de hospital. Como bem disse o Magoo em algum lugar, tomara que essa esteja sendo apenas mais uma das brincadeiras do Mega. E que logo ele possa estar de novo brincando com seus cachorros no quintal da casa que ele construiu para viver perto do mar, ao lado da sua Isabelle.

domingo, 5 de abril de 2009

Eu florida alegre e faceira. E daí??

Adorei esse texto da Cris Guerra. Desnecessário dizer que deve ser lido com bom humor, ok?


16 ou 17 coisas que você precisa saber sobre uma pessoa tatuada.

1. Não, ela não quer falar sobre isso.

2. Sim, ela teve coragem. Ao contrário de você, que está pensando em fazer uma tatuagem há 14 anos.

3. Não, ela não se arrependeu.

4. Ela é tatuada, não tatuadora. E não quer dar a você todas as dicas de como, onde, quando e que desenho tatuar.

5. Cuidado com perguntas do tipo “Você trabalha com tatuagem?” se não quiser ouvir respostas do tipo “Sim, eu não tiro a tatuagem para trabalhar”.

6. A não ser que pinte um clima, não saia botando a mão.

7. Não, ela não é um outdoor, nem um pássaro, nem um avião. Pessoas tatuadas não gostam de ser assistidas como se fossem um filme. Nem de ser observadas e avaliadas como num programa de calouros. Evite dar voltas em volta dela, olhando de cima a baixo.

8. Pode parecer estranho, mas, não, ela não quer chamar atenção. Pode parecer ainda mais estranho, mas as tatuagens são desenhos dela para si mesma, não para os outros. E têm muito mais a ver com o que ela quer dizer para si mesma do que para o mundo.

9. Perguntas do tipo “E essa aqui, o que significa?” só significam uma coisa: você é um chato. Gostaria de ouvir perguntas do tipo “O que significa o seu cabelo chanel?”

10. Proibido fotografar, filmar, tocar ou comer no recinto.

11. Não, ela não quer pensar em um desenho para você tatuar.

12. Sim, ela respeita se você achar ridículo. Mas nem tudo precisa ser dito. Ou ela será obrigada a opinar sobre o seu enorme brinco de pena.

13. Doeu, sim. Mas o que dói mesmo é esse seu olhar de turista.

14. Sim, ela já sabe que você é louco pra fazer uma, mas nunca teve coragem. A pergunta é: “E daí?”

15. Não, ela não tem tatuagem onde você está imaginando.

16. Sim, ela trabalha num lugar muito democrático. Ou usa terno e gravata.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Twitter

Me inscrevi hoje no Twitter, mas ainda não fraguei direito qual é a dele. Dã. =D

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Era uma vez um carinha sorumbático

Descobri essa gracinha de vídeo nos favoritos do Orkut de dois amigos. Impossível não ficar com um sorrisinho bobo no final.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Um pequeno delito

Meu vidrinho novinho de pimenta Tabasco teve a tampinha misteriosamente perdida na noite de Réveillon. Ela foi então substituída de improviso por um pedacinho de papel alumínio todo amarrotado. Que, além de ter um aspecto feio, precisa ser substituído toda hora porque alguém sempre amassa aquele papelzinho e joga fora. Esse pequeno problema foi resolvido com um pouquinho de cara de pau durante uma pausa na caminhada de domingo na Ilha do Mel. Eu, que nunca consegui roubar chocolate nas Americanas e nem copo em bar lotado, deleguei a tarefa delituosa ao Douglas, que a executou prontamente e na maior elegância. Terminada a deliciosa porção de iscas de pescada (que foi o motivo para virem à mesa dois vidrinhos de Tabasco, um da Garlic e outro da tradicional), pedimos a saideira e a conta. A tampinha de um dos vidros foi sutilmente colocada num canto da mesa entre nossos bonés e óculos. Quando a garçonete veio recolher as coisas, levou os dois vidrinhos sem notar que um deles estava sem tampa. Bingo. Meu vidrinho de pimenta já está pela metade, mas já não faz feio quando vai à mesa. Será que vou ser cobrada por isso no juízo final?

[Lição: a partir de agora, além dos araminhos de saco de pão, vou também começar a colecionar tampinhas de pimenta Tabasco. Pra garantir.]

domingo, 29 de março de 2009

And the world goes round

you're asking me will my love grow
I don't know, I don't know
you stick around now it may show
I don't know, I don't know


[Pode parecer incrível, e peço perdão por isso a todos os meus amigos músicos, mas só agora, com quase 37 anos, descobri "Abbey Road", que passou a semana inteira no cd do carro. Antes tarde do que nunca.]