...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Viver em Frogville já tá chato demais da conta
Por isso vou fazer uma viagenzinha rápida hoje e volto no domingo. Sem notebook. Sumirei, portanto, por uns diazinhos, sem que isso signifique o risco de eu ter morrido afogada no meu quintal-brejo.
Mas voltarei. Estampada, espero. Wish me luck.
Mas voltarei. Estampada, espero. Wish me luck.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
All that you can't leave behind
[Inspirada pelo Maurício, mas adaptando a idéia à moda deste modesto bloguinho, cuja dona é uma virginiana e logo adora listas]
Filmes que eu escolheria caso fosse condenada a ficar um ano numa solitária, e só pudesse levar cinco DVDs:
1) O Filho da Noiva;
2) Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças;
3) E.T., o Extraterrestre;
4) Fale com Ela;
5) Chocolate.
[e avançando um pouco no devaneio]
Álbuns que eu escolheria caso fosse condenada a ficar um ano numa solitária, só pudesse levar cinco CDs e fosse proibida de levar o MP3 carregado:
1) All that you can't leave behind, U2;
2) qualquer um que eu pegasse aleatoriamente do Ben Harper;
3) qualquer um que eu pegasse aleatoriamente do Lenine;
4) Audioslave, o primeiro deles;
5) Buena Vista Social Club (aquele feito a partir do filme).
[e indo além]
Livros que eu etc etc etc
1) Ulisses (James Joyce);
2) Abusado (Caco Barcellos);
3) Ofício de Cartógrafo (Jesús Martín-Barbero);
4) qualquer uma das coletâneas de tirinhas do Níquel Náusea (Fernando Gonzales);
5) A Sangue Frio (Truman Capote).
[pirando na onda já]
Marcas de cerveja que eu poderia escolher para manter no freezer da minha solitária caso fosse condenada a ficar lá assistindo os mesmos cinco filmes, ouvindo os mesmos cinco CDs e lendo os mesmos cinco livros durante um ano:
1) Heineken;
2) Guinness;
3) Erdinger Pikantus;
4) Eisenbahn Strong Golden Ale;
5) Stella Artois.
[Maurício, quero tuas respostas]
Filmes que eu escolheria caso fosse condenada a ficar um ano numa solitária, e só pudesse levar cinco DVDs:
1) O Filho da Noiva;
2) Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças;
3) E.T., o Extraterrestre;
4) Fale com Ela;
5) Chocolate.
[e avançando um pouco no devaneio]
Álbuns que eu escolheria caso fosse condenada a ficar um ano numa solitária, só pudesse levar cinco CDs e fosse proibida de levar o MP3 carregado:
1) All that you can't leave behind, U2;
2) qualquer um que eu pegasse aleatoriamente do Ben Harper;
3) qualquer um que eu pegasse aleatoriamente do Lenine;
4) Audioslave, o primeiro deles;
5) Buena Vista Social Club (aquele feito a partir do filme).
[e indo além]
Livros que eu etc etc etc
1) Ulisses (James Joyce);
2) Abusado (Caco Barcellos);
3) Ofício de Cartógrafo (Jesús Martín-Barbero);
4) qualquer uma das coletâneas de tirinhas do Níquel Náusea (Fernando Gonzales);
5) A Sangue Frio (Truman Capote).
[pirando na onda já]
Marcas de cerveja que eu poderia escolher para manter no freezer da minha solitária caso fosse condenada a ficar lá assistindo os mesmos cinco filmes, ouvindo os mesmos cinco CDs e lendo os mesmos cinco livros durante um ano:
1) Heineken;
2) Guinness;
3) Erdinger Pikantus;
4) Eisenbahn Strong Golden Ale;
5) Stella Artois.
[Maurício, quero tuas respostas]
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Pobres moças
Tenho sentido pena das moças que fazem a previsão do tempo nos telejornais. Como produzir um texto diferente se a notícia é sempre a mesma? Acho que o nome do quadro deveria mudar para "constatação do tempo".
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
I just don't know what to do with myself
A banda é meio freak, mas eu curto esse som.
Like a summer rose needs the sun and rain
I need your sweet love to beat love away
Discover The White Stripes!
Like a summer rose needs the sun and rain
I need your sweet love to beat love away
Discover The White Stripes!
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Que venga el verano
No verão de 2006 escrevi minha qualificação pro mestrado.
No verão de 2007 escrevi a dissertação inteirinha.
No verão de 2008 comecei a minha parte de um livro-reportagem (que só ficou pronto em junho, trampo pacas).
E se o frila que fui negociar hoje de manhã der certo, vai ser mais um verão com manhãs passadas dentro do escritório, com persianas baixas e ar-condicionado ligado.
De qualquer forma, vou comprar uns dois biquínis novos. Porque deus é pai, porque o mar fica ali a 500 metros e porque ainda haverá sábados e domingos felizes. Muito mais do que nos verões passados, aliás.
No verão de 2007 escrevi a dissertação inteirinha.
No verão de 2008 comecei a minha parte de um livro-reportagem (que só ficou pronto em junho, trampo pacas).
E se o frila que fui negociar hoje de manhã der certo, vai ser mais um verão com manhãs passadas dentro do escritório, com persianas baixas e ar-condicionado ligado.
De qualquer forma, vou comprar uns dois biquínis novos. Porque deus é pai, porque o mar fica ali a 500 metros e porque ainda haverá sábados e domingos felizes. Muito mais do que nos verões passados, aliás.
domingo, 16 de novembro de 2008
Aquelas coisas que não têm preço
Adoro peixe. Frito, ensopado, em isca, em posta, na moqueca, assado. De todos, o que mais me emociona é o salmão. De preferência, cru. Com shoyu e cebolinha verde, é de fechar o comércio. Mas preparar salmão cru é coisa pra profissionais.
Amadora que sou, peguei o filezão maravilhoso que comprei sábado de manhã na melhor peixaria da cidade (que fica no caminho da minha casa). Éramos só eu e mãe pra almoçar, então fracionei o bichinho em duas partes: congelei a mais grossa e resolvi preparar a parte mais fina no forno. Não requer prática, tampouco habilidade (como diz um amigo meu): deitei o filé com a pele para baixo numa travessa, salpiquei sal marinho (esfregando bem, já que não ia dar tempo de deixar marinando), polvilhei um pouco de pimenta-do-reino moída na hora e lavei com suco de limão. Daí acrescentei um bocadinho de alecrim, outro bocadinho de sálvia (ambos desidratados) e uma pitada de sementinhas de endro (que eu adoro).
Enquanto isso, mãe descascou algumas batatas e fez a salada do jeito que aprendemos com a Soninha: misturando as batatas cozidas com três ovos (também cozidos) picados grosseiramente, salsa fresquinha (viva a horta) e azeite de oliva. Pra colorir ainda mais a mesa, desbravamos as possibilidades da minha geladeira de solteira e chegamos a uma salada de rúcula, alface, manga e kani kama.
Não sei quanto tempo o salmão ficou no forno, já que naquele início de tarde em que mãe e filha cozinhavam juntas ninguém olhou para o relógio. Fomos apenas preparando as coisas como numa engrenagem, enquanto eu faço isso tu cuidas daquilo, dá licença, Fidelzinho (os cachorros sempre espalhados na cozinha enquanto o almoço fica pronto), e o tempo foi passando e a comida foi ganhando forma. Tudo preparado tendo apenas a intuição como guia e o bate-papo descompromissado como trilha sonora. Num restaurante qualquer, esse cardápio para duas pessoas não teria saído por menos de R$ 100. Do jeito que aconteceu, realmente entra pra lista de coisas da vida que não têm preço.
Vale dizer: estava tudo uma delícia.
Amadora que sou, peguei o filezão maravilhoso que comprei sábado de manhã na melhor peixaria da cidade (que fica no caminho da minha casa). Éramos só eu e mãe pra almoçar, então fracionei o bichinho em duas partes: congelei a mais grossa e resolvi preparar a parte mais fina no forno. Não requer prática, tampouco habilidade (como diz um amigo meu): deitei o filé com a pele para baixo numa travessa, salpiquei sal marinho (esfregando bem, já que não ia dar tempo de deixar marinando), polvilhei um pouco de pimenta-do-reino moída na hora e lavei com suco de limão. Daí acrescentei um bocadinho de alecrim, outro bocadinho de sálvia (ambos desidratados) e uma pitada de sementinhas de endro (que eu adoro).
Enquanto isso, mãe descascou algumas batatas e fez a salada do jeito que aprendemos com a Soninha: misturando as batatas cozidas com três ovos (também cozidos) picados grosseiramente, salsa fresquinha (viva a horta) e azeite de oliva. Pra colorir ainda mais a mesa, desbravamos as possibilidades da minha geladeira de solteira e chegamos a uma salada de rúcula, alface, manga e kani kama.
Não sei quanto tempo o salmão ficou no forno, já que naquele início de tarde em que mãe e filha cozinhavam juntas ninguém olhou para o relógio. Fomos apenas preparando as coisas como numa engrenagem, enquanto eu faço isso tu cuidas daquilo, dá licença, Fidelzinho (os cachorros sempre espalhados na cozinha enquanto o almoço fica pronto), e o tempo foi passando e a comida foi ganhando forma. Tudo preparado tendo apenas a intuição como guia e o bate-papo descompromissado como trilha sonora. Num restaurante qualquer, esse cardápio para duas pessoas não teria saído por menos de R$ 100. Do jeito que aconteceu, realmente entra pra lista de coisas da vida que não têm preço.
Vale dizer: estava tudo uma delícia.
sábado, 15 de novembro de 2008
Palavrinha do dia: escolhas
O que eu tenho e vivo hoje é resultado das escolhas que eu fiz. E isso vale para todo mundo. Ou seja, o que cada um tem e vive é resultado das escolhas que fez. Simples assim. Perceber isso me deixou mais leve. A vida é bela.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Blue skies smiling at me (II)
A cor do céu ainda é como eu lembrava. Impressionante como revê-lo me deixou estranhamente otimista. Jardineiro agendado para domingo, meu quintal vai voltar a ficar bonito. Minha mãe vem para o final de semana e estamos combinando ajeitar algumas coisas em casa, para esperar as festas de fim de ano. Quando saí para o trabalho, os cachorros estavam preguiçosamente estatelados no gramado. Lola, em especial, fica muito feliz em dias de sol. Eu também. Vesti uma blusa alaranjada em homenagem ao astro-rei e segui alegremente pela SC-401 fazendo planos. E confiante de que todas as energias ruins vão se dissipar, estão se dissipando. Feliz com tudo o que eu tenho - é tanta coisa! - e com tudo o que ainda vou ter. Nothing but blue skies from now on.
Mesmo que volte a chover.
Mesmo que volte a chover.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Xô, coisa ruim
Não custa tentar. Resolvi seguir a dica da Rafa no comentário do post abaixo e fiz uma lista de algumas coisas negativas das quais quero me afastar. E fiz outra lista com as coisas boas que quero que se concretizem. Por enquanto isso fica no arquivo de posts impublicáveis, mas quem sabe daqui a um ano eu não faço um balanço do que rolou...
Mente aberta, coração tranqüilo. E força na peruca!
Rafa, beijo pra ti!
Mente aberta, coração tranqüilo. E força na peruca!
Rafa, beijo pra ti!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Palavrinha do dia: paciência
Aquela que, como Lenine me ajudou a entender, eu finjo ter. Não sei até quando.
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
até quando o corpo pede um pouco mais de alma,
a vida não pára.
Enquanto o tempo acelera e pede pressa,
eu me recuso, faço hora, vou na valsa,
a vida é tão rara.
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
e a loucura finge que isso tudo é normal
eu finjo ter paciência.
O mundo vai girando cada vez mais veloz,
a gente espera do mundo e o mundo espera de nós
um pouco mais de paciência.
Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber? A vida é tão rara, tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
até quando o corpo pede um pouco mais de alma,
eu sei: a vida não pára.
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
até quando o corpo pede um pouco mais de alma,
a vida não pára.
Enquanto o tempo acelera e pede pressa,
eu me recuso, faço hora, vou na valsa,
a vida é tão rara.
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
e a loucura finge que isso tudo é normal
eu finjo ter paciência.
O mundo vai girando cada vez mais veloz,
a gente espera do mundo e o mundo espera de nós
um pouco mais de paciência.
Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber? A vida é tão rara, tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
até quando o corpo pede um pouco mais de alma,
eu sei: a vida não pára.
Eu finjo
Santo Agostinho costumava dizer que “a recompensa da paciência é a paciência”. De fato, aquele que persevera, que cultiva a paciência, tende a conseguir os objetivos que almeja. Entretanto, mais importante do que conseguir algo externo que se deseja, o melhor de tudo é que desenvolver a paciência tornará você uma pessoa muitíssimo mais virtuosa, Ana. O quinto hexagrama do I Ching surge lembrando que é preciso esperar um pouco. Você já inaugurou o movimento de conquista, já pôs as engrenagens em andamento, agora lhe resta esperar pacientemente que a planta brote. Justamente por isso, é importante que você não se permita levar por inseguranças infundadas, nem tampouco por uma tola ansiedade. Dê tempo ao tempo e tenha fé. As coisas acontecerão conforme você deseja, mas você precisará saber esperar e com o tempo perceberá que esta espera trouxe apenas prazer e felicidade. Muita paz de espírito advém de quando aprendemos a desenvolver as importantes virtudes da paciência. Siga em frente, com fé.
Ok, podem me dizer que é bobagem, que essas coisas de internet são um embuste, etc, etc, etc. Mas já faz muito tempo - muito tempo - que eu jogo o IChing no Personare e essa mensagem acima se repete. E se repete, e se repete, e se repete. E eu finjo que tenho paciência. Mas estou começando a perder. Puxa pelo nariz. Solta pela boca.
Ok, podem me dizer que é bobagem, que essas coisas de internet são um embuste, etc, etc, etc. Mas já faz muito tempo - muito tempo - que eu jogo o IChing no Personare e essa mensagem acima se repete. E se repete, e se repete, e se repete. E eu finjo que tenho paciência. Mas estou começando a perder. Puxa pelo nariz. Solta pela boca.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Sabedoria popular

Meu avô materno era pescador artesanal na Lagoa. Minha mãe sempre conta que ele dizia que quando chovia na lua nova de agosto, isso era o início de um período chuvoso de sete luas novas. [Vale dizer que eu não o conheci; eu estava de oito meses na barriga da minha mãe quando vô Waldemiro morreu. Por isso as histórias que eu sei dele sempre têm a mãe ou os tios como mediadores. Mas eu acho que adoraria aprender as coisas todas que ele sabia.]
Resolvi folhear as páginas da agenda pra trás em busca de alguma anotação que me ajudasse a lembrar se na lua nova de agosto estava chovendo ou não. Precisei fazer uma equação entre agenda de papel e e-mails (viva o gmail) para lembrar que... sim, estava chovendo no dia 1o. de agosto, primeiro dia de lua nova daquele mês. O que me deu certeza disso foi uma troca de e-mails feita com um amigo que estava no Nordeste por esses dias - ele tirando onda por causa do sol e do calor, e eu reclamando da chuvarada. Bingo.
Bem, então se choveu na lua nova de 1o. de agosto, reza a sabedoria popular que o tempo instável vai durar até... fevereiro. E viva a TV a cabo. E viva o pay-per-view.
Resolvi folhear as páginas da agenda pra trás em busca de alguma anotação que me ajudasse a lembrar se na lua nova de agosto estava chovendo ou não. Precisei fazer uma equação entre agenda de papel e e-mails (viva o gmail) para lembrar que... sim, estava chovendo no dia 1o. de agosto, primeiro dia de lua nova daquele mês. O que me deu certeza disso foi uma troca de e-mails feita com um amigo que estava no Nordeste por esses dias - ele tirando onda por causa do sol e do calor, e eu reclamando da chuvarada. Bingo.
Bem, então se choveu na lua nova de 1o. de agosto, reza a sabedoria popular que o tempo instável vai durar até... fevereiro. E viva a TV a cabo. E viva o pay-per-view.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
the warning voice
I've got you under my skin
I've got you deep in the heart of me
So deep in my heart you're really a part or me
I've got you under my skin
I try so not to give in
I say to myself this affair never gonna go so well
But why should I try to resist when baby I know so well
That I've got you under my skin
I'd sacrifice anything come what might
For the sake of holding you near
In spite of the warning voice
That comes in the night
It repeats and it shouts in my ear
Don't you know, blue eyes, you never can win
Use your mentallity, wake up to reality
And each time that I do just the thought of you
Makes me stop before I begin
Cause I've got you under my skin
Letra de Cole Porter eternizada por Frank Sinatra (e na gravação que eu tenho, com Bono Vox). Hoje lembrei de novo dessa música e ela voltou a habitar minha cabeça. Ela e the warning voice. Oh céus.
I've got you deep in the heart of me
So deep in my heart you're really a part or me
I've got you under my skin
I try so not to give in
I say to myself this affair never gonna go so well
But why should I try to resist when baby I know so well
That I've got you under my skin
I'd sacrifice anything come what might
For the sake of holding you near
In spite of the warning voice
That comes in the night
It repeats and it shouts in my ear
Don't you know, blue eyes, you never can win
Use your mentallity, wake up to reality
And each time that I do just the thought of you
Makes me stop before I begin
Cause I've got you under my skin
Letra de Cole Porter eternizada por Frank Sinatra (e na gravação que eu tenho, com Bono Vox). Hoje lembrei de novo dessa música e ela voltou a habitar minha cabeça. Ela e the warning voice. Oh céus.
domingo, 9 de novembro de 2008
Saludos
Cumprimentos (de chegada ou de despedida) de que eu gosto:
1) Um abracinho (Clarah Averbuck);
2) buenas e me espalho! nos pequenos dou de prancha, nos grandes dou de talho (capitão Rodrigo na obra de Érico Veríssimo);
3) hasta la vista, baby (o Exterminador do Futuro);
4) sinto privá-los de minha doce companhia (eu, na redação do jornal);
5) you say goodbye, I say hello... hello, hello... I don't knot why you say goodbye - I say hello (os besouros)
1) Um abracinho (Clarah Averbuck);
2) buenas e me espalho! nos pequenos dou de prancha, nos grandes dou de talho (capitão Rodrigo na obra de Érico Veríssimo);
3) hasta la vista, baby (o Exterminador do Futuro);
4) sinto privá-los de minha doce companhia (eu, na redação do jornal);
5) you say goodbye, I say hello... hello, hello... I don't knot why you say goodbye - I say hello (os besouros)
sábado, 8 de novembro de 2008
Relendo Machado
Capítulo XXXII - Olhos de ressaca
(...) - Deixe ver os olhos, Capitu.
Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, "olhos de cigana oblíqua e dissimulada". Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira; eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora na contemplação creio que lhe deu outra idéia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade, do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve.
.
Bom, é esse o trecho de "Dom Casmurro" em que Bentinho define os olhos de Capitu como "olhos de ressaca", num sentido bem diferente da minha interpretação no post abaixo. Quem me alertou para o fato de que a ressaca do Machado de Assis não era a ressaca que eu estava pensando foi a Adri, que está estudando essa obra no mestrado. Então achei bom, até para o autor não se revirar na sepultura, publicar aqui essa observação: os olhos da Capitu são como uma ressaca do mar; já os meus, eu continuo achando que são meio como os do Garfield - algo do tipo "me passei um pouco ontem, acabei de acordar e continuo com sono". Sem ofensa a Machado e à Capitu.
Em tempo: com essa, peguei o embalo e resolvi reler Dom Casmurro. Adri, beijo pra ti. =)
(...) - Deixe ver os olhos, Capitu.
Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, "olhos de cigana oblíqua e dissimulada". Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira; eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora na contemplação creio que lhe deu outra idéia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade, do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve.
.
Bom, é esse o trecho de "Dom Casmurro" em que Bentinho define os olhos de Capitu como "olhos de ressaca", num sentido bem diferente da minha interpretação no post abaixo. Quem me alertou para o fato de que a ressaca do Machado de Assis não era a ressaca que eu estava pensando foi a Adri, que está estudando essa obra no mestrado. Então achei bom, até para o autor não se revirar na sepultura, publicar aqui essa observação: os olhos da Capitu são como uma ressaca do mar; já os meus, eu continuo achando que são meio como os do Garfield - algo do tipo "me passei um pouco ontem, acabei de acordar e continuo com sono". Sem ofensa a Machado e à Capitu.
Em tempo: com essa, peguei o embalo e resolvi reler Dom Casmurro. Adri, beijo pra ti. =)
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Hangover eyes
Às vezes eu acho que tenho olhos de ressaca, como imagino que seriam os da Capitu (do Machado). Nessa foto que o André fez lá no apê dele, em Curitiba, acho que era o caso. Ao fundo, com a luz estourada, o Passeio Público. E na minha mão direita, a xícara de café acabando. Mas tinha mais na garrafa. Recém-passado. A vida é bela.
Mano
Oh my god
No fundo da máquina de lavar roupas encontrei uma nota de R$ 20. A tirinha prateada saiu todinha. Será que perdi vintão?
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Cansei
Eu voltei pra casa abaixo dessa chuvarada do final do dia/início da noite pensando em contar aqui que:
1) Quando estava indo embora do Cefet, minha sandália arrebentou quando eu estava a cinco passos do carro. Por sorte, o gentlemen Rafa, que estava carregando umas tranqueiras para mim, me socorreu com o guarda-chuvas e me ajudou a chegar pulando até o carro, abrir o porta-malas e pegar a sapatilha que providencialmente mantenho por lá para eventualidades como essa;
2) ofereci ao Rafa uma carona até o Terminal, mas acho que se tivesse ido a pé ele chegaria em menos tempo, porque o trânsito estava infernal (mas vale o papo, né?);
3) resolvi ir do Terminal para casa pela Mauro Ramos, que estava completamente parada. Troquei o cd do ACDC pelo do Ben Harper pra aliviar o clima. Na segunda música do CD, Tati me liga com o conselho do dia: cara, não vai pro Norte agora porque a SC tá uma meleca, alagada, cheia de gente parando, chovendo forte pra caramba (ela mora no Norte também e tinha acabado de passar pelo perrengue);
4) consegui então entrar na General Bittencourt e seguir pela Hercílio Luz e praça dos Bombeiros até o Beiramar Shopping, onde talvez para compensar algum stress eu resolvi jantar light: double cheeseburguer com batata frita e suco de laranja do Bob's (sendo que o suco de laranja tem nada de laranja, é pura água com açúcar). Culpa da chuva, pensei;
5) pra matar tempo, paguei adiantado uma prestaçãozinha e fui dar uma olhada nas lojas. Uma sandalinha meia-boca na promoção estava por R$ 149. Hã? Na promoção, moça? No, thanks. Tentei então encontrar a Melissa perfeita para meu vestido novo. As moças da loja derrubaram as prateleiras e nenhuma era a Melissa perfeita. Botei meu nome na lista de espera para quando chegasse o modelo na numeração e cor que eu quero. Por pouco a chuva não me obrigou a fazer mais um rombinho no cartão de crédito.
Eu vim pensando em contar isso tudo. Mas cansei, simplesmente cansei de reclamar da chuva. Acho que vou começar a fazer de conta que não chove mais. Simples assim.
1) Quando estava indo embora do Cefet, minha sandália arrebentou quando eu estava a cinco passos do carro. Por sorte, o gentlemen Rafa, que estava carregando umas tranqueiras para mim, me socorreu com o guarda-chuvas e me ajudou a chegar pulando até o carro, abrir o porta-malas e pegar a sapatilha que providencialmente mantenho por lá para eventualidades como essa;
2) ofereci ao Rafa uma carona até o Terminal, mas acho que se tivesse ido a pé ele chegaria em menos tempo, porque o trânsito estava infernal (mas vale o papo, né?);
3) resolvi ir do Terminal para casa pela Mauro Ramos, que estava completamente parada. Troquei o cd do ACDC pelo do Ben Harper pra aliviar o clima. Na segunda música do CD, Tati me liga com o conselho do dia: cara, não vai pro Norte agora porque a SC tá uma meleca, alagada, cheia de gente parando, chovendo forte pra caramba (ela mora no Norte também e tinha acabado de passar pelo perrengue);
4) consegui então entrar na General Bittencourt e seguir pela Hercílio Luz e praça dos Bombeiros até o Beiramar Shopping, onde talvez para compensar algum stress eu resolvi jantar light: double cheeseburguer com batata frita e suco de laranja do Bob's (sendo que o suco de laranja tem nada de laranja, é pura água com açúcar). Culpa da chuva, pensei;
5) pra matar tempo, paguei adiantado uma prestaçãozinha e fui dar uma olhada nas lojas. Uma sandalinha meia-boca na promoção estava por R$ 149. Hã? Na promoção, moça? No, thanks. Tentei então encontrar a Melissa perfeita para meu vestido novo. As moças da loja derrubaram as prateleiras e nenhuma era a Melissa perfeita. Botei meu nome na lista de espera para quando chegasse o modelo na numeração e cor que eu quero. Por pouco a chuva não me obrigou a fazer mais um rombinho no cartão de crédito.
Eu vim pensando em contar isso tudo. Mas cansei, simplesmente cansei de reclamar da chuva. Acho que vou começar a fazer de conta que não chove mais. Simples assim.
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