...porque aquilo que eu penso hoje pode se transformar e virar uma outra coisa amanhã ou depois de amanhã
quarta-feira, 10 de março de 2010
Lévy rocks! \m/
Mas, precavida que sou, tomei o cuidado de incluir um livro na bagagem de mão - o que me faria inclusive resistir à tentação de gastar dinheiro nas sempre caras livrarias de aeroporto. Fucei rapidamente na estante do escritório e vi meu exemplar novinho em folha de "Cibercultura", de Pierre Lévy, um livro que já não é tão novo (a primeira edição é de 1997), mas que ainda apresenta algumas reflexões extremamente instigantes a respeito de nosso mundo hiperconectado. Durante meu mestrado trabalhamos um pouco esse autor na disciplina Seminários de Pesquisa, mas eu só comprei o livro no ano passado e acabei injustamente deixando-o encostado na pilha de próximas leituras.
Um trechinho logo do início:
Aqueles que denunciam a cibercultura hoje têm uma estranha semelhança com aqueles que desprezavam o rock nos anos 50 ou 60. O rock era anglo-americano e tornou-se uma indústria. Isso não o impediu, contudo, de ser o porta-voz das aspirações de uma enorme parcela da juventude mundial. Também não impediu que muitos de nós nos divertíssemos ouvindo ou tocando juntos essa música. A música pop dos anos 70 deu uma consciência a uma ou duas gerações e contribuiu para o fim da Guerra do Vietnã. É bem verdade que nem o rock nem a música pop resolveram o problema da miséria ou da fome no mundo. Mas isso seria razão para "ser contra"?
Enquanto jornalista, roqueira, profissional da área de educação a distância, blogueira ocasional, tuiteira recém-deslumbrada e apaixonada por meu smartphone, imagino que essa leitura descompromissada do Lévy será bastante produtiva. Até porque, apesar de todos esses meus desvios de caráter, eu continuo uma apaixonada pelos livros - essa mídia tão antiquada, ainda insubstituível.
[Vale lembrar um efeito nefasto da cibercultura sobre meu corpicho: estou tratando outra crise ultrasevera de bursite com tendinite, desta vez no ombro esquerdo. E meu próximo sonho de consumo agora é o teclado ergonômico novo da Microsoft.]
quinta-feira, 4 de março de 2010
Na tendência


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Quase pedindo arrego
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Só falta a grade
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
O verdadeiro LFV
[E o melhor de tudo: com tanto texto fraquinho e metido a engraçadinho que circula na Internet com autoria atribuída ao Veríssimo, percebo o quanto é bom ler, de fato, um Veríssimo.]
*
O verdadeiro George Clooney
Longe de mim querer difamar alguém, mas acho que no caso do George Clooney o que está em jogo é a autoestima da nossa espécie, os homens que não são George Clooney. Todas as nossas qualidades e todos os nossos atributos, físicos e intelectuais, desaparecem na comparação com o George Clooney. As mulheres não escondem sua adoração pelo George Clooney. O próprio George Clooney nada faz para diminuir a idolatria e nos dar uma chance. Fica cada vez mais adorável, cada vez mais George Clooney. E se aproxima da perfeição. É bonito. É charmoso. É rico. É bom ator. Faz bons filmes. Está envolvido com as melhores causas. E que dentes! Não temos defesa contra esse massacre. Só nos resta a calúnia.
Os dentes são falsos. Ali onde elas veem pomos da face irresistíveis e um queixo decidido, há, obviamente, botox. Ele tem pernas finas e desvio no septo. É solteiro, portanto, claro, gay. Tem casa num dos lagos italianos, o que já é suspeito, e dizem que anda pelos seus chãos de mármore depois do banho de espuma vestindo um longo caftan bordado e sendo borrifado com perfumes florais pelo seu amante filipino Tongo, enquanto seu amante italiano, Rocco, prepara a salada de rúcula completamente nu. George Clooney bate na mãe todas as quintas-feiras. É extremamente burro. Só leu um livro até hoje e não lembra se foi O Pequeno Príncipe ou O Grande Gatsby. Nos filmes em que faz personagens mais reflexivos, contratam um dublê para as cenas dele pensando. Foi ele que propôs a demolição da Torre Eiffel porque já era mais que evidente que não encontrariam petróleo no local. E sua sovinice é lendária. Levou nadadeiras quando visitou Veneza, para não gastar com táxi.
É notório, em Hollywood, o mau hálito do George Clooney. Quando ele fala em algum evento público, as primeiras três fileiras do auditório sempre ficam vazias. Atrizes obrigadas a trabalhar com ele têm direito a um adicional por insalubridade, em dobro se houver cenas de beijo. Outra coisa: a asa. Não adiantam as imersões em espuma na sua banheira em forma de cisne, nem os perfumes florais borrifados, o cheiro persiste. Sabem que George Clooney e suas axilas se aproximam a metros de distância, e muita gente aproveita o aviso para fugir.
Além de tudo, tem seborreia e é republicano.
Passe adiante.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Porque hoje é 26 de janeiro...
...é um bom dia para reler Drummond:
Deus me deu um amor no tempo de madureza,
quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme.
Deus - ou foi talvez o Diabo - deu-me este amor maduro,
e a um e outro agradeço, pois que tenho um amor.
Pois que tenho um amor, volto aos mitos pretéritos
e outros acrescento aos que amor já criou.
Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso
e talhado em penumbra sou e não sou, mas sou.
Mas sou cada vez mais, eu que não me sabia
e cansado de mim julgava que era o mundo
um vácuo atormentado, um sistema de erros.
Amanhecem de novo as antigas manhãs
que não vivi jamais, pois jamais me sorriram.
Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra
imensa e contraída como letra no muro
e só hoje presente.
Deus me deu um amor porque o mereci.
De tantos que já tive ou tiveram em mim,
o sumo se espremeu para fazer vinho
ou foi sangue, talvez, que se armou em coágulo.
E o tempo que levou uma rosa indecisa
a tirar sua cor dessas chamas extintas
era o tempo mais justo. Era tempo de terra.
Onde não há jardim, as flores nascem de um
secreto investimento em formas improváveis.
Hoje tenho um amor e me faço espaçoso
para arrecadar as alfaias de muitos
amantes desgovernados, no mundo, ou triunfantes,
e ao vê-los amorosos e transidos em torno,
o sagrado terror converto em jubilação.
Seu grão de angústia amor já me oferece
na mão esquerda. Enquanto a outra acaricia
os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura
e o mistério que além faz os seres preciosos
à visão extasiada.
Mas, porque me tocou um amor crepuscular,
há que amar diferente. De uma grave paciência
ladrilhar minhas mãos. E talvez a ironia
tenha dilacerado a melhor doação.
Há que amar e calar.
Para fora do tempo arrasto meus despojos
e estou vivo na luz que baixa e me confunde.
["Campo de flores" foi publicado por Carlos Drummond de Andrade no livro "Claro Enigma", de 1951.]
domingo, 24 de janeiro de 2010
Na leveza
A estrutura poderia ser um pouco melhor, com o palco virado para o mar - pequeno detalhe que garantiria visibilidade para a grande maioria do público. Mas encarei, e adorei, o pocket show que Lenine, meu pernambucano número 1, fez hoje à tardinha na praia Brava, dentro do Floripa Tem. Geralmente sou meio avessa a shows de graça por causa da muvuca, ainda mais num local de acesso complicado como a Brava, mas hunny e eu planejamos estrategicamente tanto a ida quanto a volta e nos demos bem. Conseguimos chegar meio perto do palco, mas desisti de disputar espaço com os garotos suados e bêbados que sorviam vodca ruim direto da garrafa possivelmente desde o meio-dia. Nos resguardamos então na sombra do posto salva-vidas, de onde dava para ver a banda a uma certa distância e beber umas skóis mezzo geladas.A música do Lenine sempre me emociona e vê-lo de perto mais uma vez foi um privilégio. Fiquei lembrando das outras vezes em que o vi ao vivo: há muito tempo, só com violão, num boteco da Lagoa que nem existe mais [nessa ocasião eu conversei com ele depois do show e constatamos que nossos olhos têm a mesma cor de burro quando foge]; depois, no teatro do CIC, na época do álbum "Na pressão"; e há dois anos, no Floripa Music Hall, com o show "Acústico". Sempre é uma experiência memorável. Gosto muito da atual banda dele, em especial do baixista Guila com suas madeixas - hoje, providencialmente presas, com aquele calorão.
[E o melhor de tudo foi olhar pro lado e perceber que estou cercada só de quem me interessa...]
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Revendo Hitchcock
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Pecadinho da semana
Estava no supermercado na segunda à noite e o potinho piscou pra mim. Foi do freezer pra minha cestinha, pra sacola, pro porta-malas do carro e, finalmente, pro meu freezer. Só na terça à noite lembrei dele. Oh my god. Nem comi inteiro, só umas colheradas. E já sei que hoje vou ter que duplicar o tempo de esteira na academia...
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Control cê, control vê
E como o que é ruim sempre pode, sim, piorar, uma terrível atualização em relação a 2009: esse ano, oh my god, tem Ivete. De resto, tudo na lesma lerda. A tal dupla de sertanejo universitário, esse gênero estranho, também vai estar lá. A cerveja ainda é Nova Schin e o refrigerante oficial ainda é Pepsi. O local ainda é aquele descampado. Na TV ainda dizem que vai ser do caralho. Nada muda. Nem meu humor.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Um tabefe na cara, com luva de pelica
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Vênus foi adotada!
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Campanha
Lendo hoje o blog da Regina e suas impressões sobre a Paraíba, ainda antes de tomar café, lembrei de uma das (muitas) coisas que sempre como na Bahia e que aqui no Sul não tem nem pra remédio: sorvete de cajá. Oxe, afe maria, se a Kibon faz sorvete de cajá e vende no Nordeste, porque os pobrezinhos mortais do Sul não podem desfrutar dessa delícia? Quando
estive no sul da Bahia, no início de dezembro, era de lei: sorvetinho de cajá artesanal, duas bolas bem servidas num cascão, era o que arrematava as aventuras e comilanças do dia antes de voltar pra pousada. Hunny não conhecia, mas amou e aderiu. Acho que será ele o primeiro signatário da minha campanha: ô, dona Kibon, manda sorvete de cajá pra nós!quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Pequeno manual de sobrevivência
Hipótese A) O namorado não está na sua casa
Procedimento: Prenda os cachorros vândalos dentro de casa. Na área de serviço, pegue um saco de lixo de 50 litros. Na casinha de ferramentas, encontre duas enxadas. Dirija-se ao gambá. Pobrezinho. Abra o saco de lixo e posicione-o o mais próximo possível do gambá. Com as duas enxadas, faça uma pinça gigante e com cuidado junte o pequeno cadáver e coloque-o no saco de lixo, bem no meio. [Nesse movimento eu percebi que o gambá ainda respirava, ou seja, tal qual os exemplares de A Era do Gelo, estava fingindo de morto. Então joguei-o com o saco aberto no terreno da esquina. Acho que ficou bem.]
Hipótese B) O namorado está na sua casa
Procedimento: chame o namorado.
...
Problema 2: o que fazer quando, ao chegar em casa morrendo de fome, uma barata trêmula [que caiu numa das 860 iscas de veneno espalhadas pela casa] perambula pela cozinha?
Hipótese A) O namorado não está na sua casa
Procedimento: monitore a barata até que ela, em seu perambular trôpego, se posicione em algum local onde você possa, sem riscos, tascar-lhe uma borrifada de Raid [longe de louças, frutas e dos potes dos cachorros]. Isso pode levar tempo suficiente para você ligar o notebook, verificar o e-mail, fuçar no Orkut dos amigos e dar uma lida rápida no G1. Quando a dita cuja se aproximar da porta da rua, tasque uns 10 segundos de Raid na filhadaputa, usando a mão direita; com a esquerda, tão logo o jato cesse, meta-lhe uma vassourada. Pronto, é só varrer a nojenta, recolher com a pazinha (aquela com cabo de 1,5m) e jogar na lixeira.
Hipótese B) O namorado está na sua casa
Procedimento: chame o namorado.
...
Hoje aconteceu isso tudo aqui em casa. E o namorado NÃO ESTAVA.
Isso é glamour?
Well. E no meio daquele furdunço todo que virou o outrora aprazível balneário de Jurerê horas antes da virada do ano, lá foi ela e seu grupo de amigas para a festa. Pra estacionar, cinquentão - em cima da areia. E todas elas de salto. Alguma mulher sobre a face da terra vai a uma festa bacana sem salto? Então por que diabos o peão mandou as moças estacionarem na puta que o pariu, em cima da areia? As pobres meninas passaram os últimos minutos de 2009 fazendo exercício para panturrilha na areia. Não, ninguém merece.
Na entrada, os paparazzi de plantão à espera de celebridades armaram seus equipamentos quando viram o grupo de moças bonitas e de branco se aproximando da porta de entrada. Como nenhuma era atriz da globo, algum grosseirão disse "não, não é ninguém". Como assim, não é ninguém?
Resumindo a ópera, de acordo com o relato da minha amiga a festa até estava bacana, com exceção da comida horrível - lentilha crua e carne dura -, da falta de infraestrutura para quem afirmou que iria servir uma ceia - elas tiveram que comer num balcão, em pé, e só com garfos, porque facas eram proibidas no recinto - e dos vândalos chics que resolveram brigar, lançando champanhe uns sobre os outros, numa espécie de batalha entre camarotes. Sorry, pessoas chics, mas isso não é glamour.
Brincadeirinha de casal
Todo final/início de ano as revistas de fofocas e colunas de cidades provincianas se esmeram para mapear onde os famosos estão passando as festas. Florianópolis, mais do que nunca, ficou cheia daquelas celebridades que a gente lê o nome e fala "tá, mas é quem, mesmo? Ah, sim, aquela menina que fazia Malhação há uns 30 anos". E haja foto daquele bando de gente pseudoimportante posando com caras, bocas, coxas, bundas, peitorais e bíceps para as fotos. E o pior é que não adianta o pobre leitor não querer saber desse tipo de coisa: os sites de notícias destacam quem está onde (e pegando quem) em suas páginas principais. O pobre leitor simplesmente tem que engolir.terça-feira, 29 de dezembro de 2009
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Um calor da peste há três dias
[Estranho imaginar que eu ficaria feliz com chuva, mas fiquei.]
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Um Papai Noel sem rosto
Mas ontem me curei. Depois de um dia ultrasobrecarregado, que envolveu reunião de trabalho bem cedo, saída com a família, supermercado, salão (eu também mereço uma pet shop) e até batida de carro (nada grave), isso tudo abaaaaixo de uma chuuuuuuva chatééééésima, entrei no clima total: passava um pouco das 22h quando fui para a cozinha fazer pudim de leite. Enquanto o dito cujo assava, embrulhei os presentinhos que vou levar hoje para a family na casa de mamy, desencaixotei os enfeites de Natal e coloquei todos em seus devidos lugares. O que sobrou do enfeite estraçalhado - só a meia - ficou no corredor. Montei minha mini-árvore de moça solteira (daquelas de 50cm de altura) com bolinhas e laços vermelhos, outros enfeitinhos dourados, ao lado do menino Jesus (não é exatamente um presépio, mas é a intenção), com muitas luzinhas, tudo sobre a mesinha antiga de madeira que pertenceu a minha bisavó. E pronto, como num passe de mágica minha casinha ficou com cara de Natal e cheiro de pudim assando.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Vênus precisa de um lar!

sábado, 19 de dezembro de 2009
Pode me dar os parabéns
[E é esse o retorno possível à academia, já que as tentativas em outro sentido - o doutorado - não deram certo. Em 2010 tem mais.]
Vale a pena reclamar? Claro que vale!
Foi borrifar a amostrinha no antebraço, esperar uns segundinhos, sentir a fragrância e decretar: Be Delicious, da marca Donna Karan, seria meu próximo must have perfumístico. E aproveitando uma providencial viagem de hunny à hidrelétrica de Itaipu, a trabalho, no final de novembro, pedi que ele procurasse tanto o Be Delicious quanto o Romance, da Ralph Lauren, lá pros lados da tríplice fronteira, onde o comércio desse tipo de coisa sempre bomba. Bola dentríssimo: ele encontrou os dois, em vidros de 100 ml, a preços excelentes, no Free Shop da Argentina. Eba!.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Encontro com uma querida conterrânea
Hunny e eu gostamos muito de cerveja e, sempre que podemos, experimentamos novidades. Pois lá na Bahia, desta vez, a única diferente com que nos deparamos foi uma tal de Nobel - bem meia-boca, padrãozinho pielsen daquelas que fazem o estilo gosto-da-maioria (aguadinha e clarinha). Ficamos felizes, portanto, quando num boteco mais bacana encontramos nossa amiga de Blumenau no cardápio. É bom ver bons produtos de Santa Catarina ganhando as boas mesas país afora. Prosit!sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Tina, a fera fofa
Uma personagem especial desses nove dias na Bahia foi a Tina, essa linda gatinha amarela da foto, que é a mascote da pousada onde ficamos. Quando chegamos ela estava esperando filhotinhos, e o pessoal da pousada já estava preocupado com a demora no nascimento. No segundo dia ela foi operada - os quatro bebês estavam mortos. Responsavelmente, os donos aproveitaram a cirurgia para castrá-la. E no dia seguinte ao procedimento ela voltou à sua rotina de pegar sol no jardim, estatelar-se nas poltroninhas da recepção e fazer dengo com os hóspedes. quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
No Sul da Bahia

Garrafinha de água mineral sem gás na vendinha da aldeia pataxó a caminho de Caraíva: 2 reais.
O abraço do bichinho mais fofo do mundo: não tem preço.
[Tenho outras mais de 30 fotos com ela, mas até reduzir tudo pra postar... oxe. Deu preguiça.]
domingo, 29 de novembro de 2009
Chuchu, vou me mandar
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Eu acredito
1) Quando já tinha dado minha lapiseira Pentel por perdida, depois de procurá-la em todas as bolsas e até perguntado pros colegas de inglês se eu por acaso não a teria esquecido na sala e alguém encontrado, deparei-me com a dita cuja no meio da minha agenda. Andei agarrada nela durante dias e nem notei (ninguém manda andar com agenda gorda).
2) Outro dia, saindo de casa, eu andava feito uma barata tonta por todos os cômodos da casa procurando a chave do carro. Até que Santa Claudete perguntou "dona Ana, não é essa chave que está no seu bolso de trás?" Se bem que perder chave do carro, convenhamos, não é novidade pra mim.
3) Essa semana fui ao Floripa Shopping fazer as unhas e almoçar. Saí meio em cima da hora e simplesmente não encontrava o carro. Achei que tinha ficado então no piso de baixo. Desci. Não achei. Voltei pro piso onde eu estava antes e lá estava ele, no exaaaaato lugar onde eu tinha estacionado. Socorro.
4) Hoje cedo, na aula, busquei na bolsa um prendedor de cabelo, que sempre guardo no mesmo bolsinho onde ficam os documentos do carro. Achei o prendedor, mas os documentos não estavam lá. Eu lembrava nitidamente de ter pego a carteirinha de couro de manhã, ao fazer a transferência dos cacarecos de uma bolsa pra outra. Revirei a bolsa inteira, e nada dos documentos. Desencanei e pensei positivo pra que não acontecesse nada nos trajetos que ainda deveria fazer ao longo do dia, até que chegasse em casa. Depois do almoço, fui escovar os dentes e - tcharam! - estavam eles lá, os documentos do carro, lindamente arrumadinhos na carteirinha de couro, dentro da minha nécessaire.
5) Em compensação, às vezes o que eles aprontam é legal: encontrei duas notas de R$ 20 dobradinhas no canto da carteira, esquecidas ali desde não sei quando.
De qualquer maneira, vou perguntar ao homeopata se não é o caso de aumentar a dose de Nux vomica.
domingo, 22 de novembro de 2009
Antes do sol
Hoje, em pleno domingo, acordei na hora em que muita gente deve estar chegando em casa porque vou passar o dia inteiro no vestibular da instituição onde trabalho. De antemão sei que vai ser um dia cansativo, mas a única coisa importante mesmo é que já comprei minhas havaianas e fiz estoque de filtro solar a um bom preço. Em 9 dias estarei matando um pouquinho dessa saudade da Bahia que me deixa tronxa. Oxe!
Bom domingo pra todo mundo!
[Parece que o dia vai ser cinzento, mas se alguém quiser ver um sol lindo nos olhinhos do Otávio, clica aqui.]
sábado, 21 de novembro de 2009
Tomara que pegue
Hunny conseguiu mudinhas de physalis e me deu de presente. Mãe plantou num vasinho. Em dois dias já cresceram um monte. Quando estiverem com uns 20 cm, podem ser transferidas para o chão - aprendemos que essa planta é parente do tomate, então deve-se cultivá-la numa espécie de parreira, como fazem com os tomateiros lá de Santo Amaro. Parece bobagem, mas estou achando lindo!
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Ainda não bateu
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Always on the run
[Até achei um videozinho bem anos 90 com Lenny Kravitz e Guns N'Roses tocando "Always on the run" em Paris. Mas precisei sair correndo e não deu tempo de esperar o upload. Se alguém quiser curtir, tá aqui.]
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Texto interessantíssimo sobre os homens
Achei bem esclarecedora esta matéria (ilustrada com a foto ao lado) sobre comportamento masculino, publicada no blog Mulher 7x7, da Revista Época. Ahm... mas a matéria fala do quê, mesmo?
Às vezes a natureza enche o saco
Agora sou a única moça da cidade que circula num Clio estampado com bolinhas vermelhas.
[Comentário da Fabi, para quem eu dava uma carona: teria sido bem pior se eu tivesse estacionado embaixo de uma jaqueira. Ok.]
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Tem que focar na coisa certa
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Quase de férias
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Detalhes das minhas mesas de trabalho (1)
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Devolve logo, Pedro
Todo mundo já viu o vídeo da maluca gritando pro coitado do Pedro devolver o chip dela. [Se você estava em outro planeta e ainda não viu, clique aqui.]
Já para quem como eu prefere transitar por outras galáxias far far away, o vídeo aí de baixo é impagável. Afe, eu não queria estar na pele do Pedro...
domingo, 25 de outubro de 2009
Meus backyardigans (4)
Meus backyardigans (3)
Sebastiana: vira-latas, também chamada de schnoodle, 18kg, 3 anos. Sobrevivente de abandono e maus-tratos, é a inteligência superior da matilha (ela me ganhou no xadrez outro dia). Especialidades: caçar aves e outros bichos pequenos (pobres sanhaçus e lagartixas), abrir a cerquinha da cozinha, latir esganiçado a cada coisa estranha que passa na frente da casa e jogar as patinhas para as visitas com cara de "me adota" (eu sempre explico que ela já foi adotada, mas está nos genes). Por causa dela, todos têm acesso às poltroninhas da sala. Ah, ela também é boa no xadrez.
Meus backyardigans (2)
Meus backyardigans (1)
Mais uma
E viva a primavera
Aqui em casa a estação das flores também é das jabuticabas e dos... papagaios. É o terceiro ano consecutivo que percebemos a presença deles, que vêm sempre em dupla (imaginamos que sejam um casal) para comer as sementes do ipê, que ficam maduras depois que as flores amarelas caem. É bem difícil fotografar esses bichos, que são super ariscos. Hoje bem cedinho hunny conseguiu fazer algumas fotos em que eles aparecem bem, apesar da luz ruim. É ou não é um luxo ter esse tipo de visita no quintal?
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Que silenciem todos os tambores do céu
Porque o Lucas, nosso Sky, o percussionista-octopus, está chegando por lá. sábado, 17 de outubro de 2009
Blue sky
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Um novo personagem em minha vida
Segundo ela, o termo técnico para esse tipo de coisa é trigger point (ponto gatilho, em inglês), o que inspirou o batismo dele. Bronson sempre dá o ar de sua dolorida graça após períodos de muitas horas ao teclado. Caso meus cinco ou seis leitores não lembrem, eu trabalho com edição de livros didáticos e, portanto, fico necessariamente horas ao teclado. E isso não se restringe aos dias úteis: na última segunda-feira, por exemplo, "aproveitei" o feriado para uma revisão de emergência do livro de um querido amigo - com 240 páginas.
E como eu não sei viver de outro jeito, tenho sido forçada a otimizar repouso - ou seja, só teclar o que realmente sou obrigada. Com isso, o blog vai ficando sempre pra depois - o que eu mesma estou achando um saco. Mas meu lado Pollyanna, que eu muitas vezes renego mas por outras acabo assumindo, tem certeza de que tudo vai dar certo e que quando acabarem as sessões de fisioterapia (já foram 22, faltam só 8) eu vou virar uma moça praticante assídua de Pilates. Dona Canô Velloso o é aos 102 - por que eu não conseguiria com apenas 37?
[Por enquanto, a única academia que tenho conseguido frequentar é essa aqui.]
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Para refletir numa tarde chuvosa de quinta
Robert Bogdan e Sari Bliken, no livro "Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos" (Porto Editora, 1994)
[Citação feita pelo autor de um livro que estou editando. Gostei.]
domingo, 27 de setembro de 2009
Uma carona em Frogville
Não são só os cachorros que gostam de passear de carro. Explico.No trânsito da SC-401, ontem, em torno das 20h15. Mó chuva. Jogo pra pista da direita, pego o celular e ligo para hunny:
- Oi. Já estás no shopping?
- Oi. Estou quase chegando...
- Hum. É que eu estou com um problema ridículo. Tem uma perereca grudada no vidro do carro, no meu lado, e quando eu for abrir o vidro pra entrar no estacionamento do shopping ela vai pular aqui pra dentro.
- Tá. Me espera na entrada então.
Eu havia notado a presença da minha inusitada caroneira logo que tirei o carro da garagem. A cena é engraçada e aproveitei para tirar umas fotos da maria gasolina. E segui meu caminho, imaginando que com a chuva e o vento ela resolveria sozinha pular fora dali. Mas descobri que as pererecas têm inteligência superior: logo que o carro ganhou velocidade, ela se acomodou quietinha sob a calha da porta do carro, bem no alto do vidro, e ficou ali até chegarmos no Floripa Shopping, onde hunny e eu nos encontraríamos para um filminho de domingo.
Como bom mané da gema, hunny é hábil na lida com esse tipo de bichinho. Catou um saco plástico no carro e tentou convencer a viajante a desgrudar do vidro. Ela relutou um pouco, mas logo se rendeu e foi transportada com segurança para o jardim do shopping. Espero que ela faça novos amiguinhos e seja feliz em sua nova casa.[Na foto de cima, minha caroneira logo que estacionei na frente do shopping. Na de baixo, o resgate.]
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Too sexy
Achei um barato a repaginada que deram no videoclipe desse som tããããão anos 90 (oh my god, os anos 90 já são retrô). Boa pedida pra aumentar o som e dar uma sacodidela básica no esqueleto enquanto termino de me arrumar para encarar mais uma sexta-feira. Que, as always, fortunately, precede um sábado.
[A inspiração veio da conversa que tive agora há pouco, pelo MSN, com o queridão André Guillamelau, que agora é veramente italiano e provou ser um especialista em repaginar-se para melhor. Um beijo grande praquela pessoa fina, que está a caminho da Oktoberfest de Munique!]
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Admito: um post meio antipático
domingo, 20 de setembro de 2009
Olha eles aí
Meus pecadinhos
1) Gula: pratico muito. Tenho ciência de que como muito mais do que o corpicho precisaria. Gosto de tudo, desde comida da roça até coisas finas. O que eu não provei, certamente provaria. O que me tira do sério é salmão cru com shoyo e cebolinha verde. Na categoria comidinha de mãe, a galinha ensopada com polenta mata a pau.
2) Avareza: já fui pior. Tenho tentado exercitar mais o desapego, principalmente no que se refere a roupas e coisas que não uso. Mas ainda tenho no armário algumas peças que estão na terceira ou quarta chances. Coisa pouca. Acho que não sou avarenta porque detesto pessoas que regulam migalhas. Na verdade sou mais gastadeira do que avarenta. O que também pode ser um problema.
3) Inveja: de gente magra. De quem não precisa se preocupar com dinheiro. De quem tem dinheiro e sabe gastá-lo bem. Mas são invejinhas genéricas. Inveja de alguém diretamente, com maldade, não tenho não.
4) Ira: outro dia meu computador do trabalho, que é uma máquina nova e super boa, começou inexplicavelmente a dar pau. Fiquei puta da vida. Minha coordenadora chegou a comentar que foi a primeira vez que ela me viu de mau humor - e nós trabalhamos na mesma sala desde fevereiro. Então fico irada em situações assim: quando a Internet não funciona, quando o robozinho da Net não te transfere pro lugar certo pra reclamar. No trânsito também fico meio p da vida de vez em quando, como outro dia, quando um babaca colou na minha traseira me empurrando pra outra pista - e eu estava a 110 por hora. Mas daí eu mando um xingamento light - tipo, tá, seu p** mole, passa logo, seu imbecil - e pronto, a ira passa. No geral, tenho tentado ser mais light para evitar pés de galinha e radicais livres.
5) Soberba: eu digo que sou humilde, mas secretamente me acho melhor que todo mundo. Com meu RayBan novo, mesmo, eu me acho demais. Rá!
6) Luxúria: yes, I've been practicing. Frequently, efficiently, passionately and safely. E fala sério, não acho que isso é errado.
7) Preguiça: de malhar, sempre. Assunto recorrente: consigo horário pra fazer fisioterapia quando o médico manda, mas pra ir pra academia três vezes por semana não consigo nunca. Contra esse aspecto eu realmente tenho que lutar. Mas tem umas preguicinhas inofensivas, como dormir à tarde em sábados ou domingos chuvosos. É bom demais!
Manda a regra que eu indique outros oito blogueiros para responder, mas como geralmente quem recebe esse tipo de tarefa acaba reclamandinho, vou só dizer de quem são as respostas que eu gostaria de ler, embora os desobrigue de escrever de fato (muitas vezes só pensar sobre nossos pecados já é suficiente): Malu, Maurício, Cris, Cibele, Aline, Marie e Magoo. Mas sem pressão, ok?
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Facing the music and dancing
there may be trouble ahead
but while there's moonlight and music
and love and romance
let's face the music and dance
before the fiddlers have fled
before they ask us to pay the bill
and while we still have a chance
let's face the music & dance
soon, we'll be without the moon
humming a different tune
and then there may be teardrops to shed
but while there's moonlight and music
and love & romance
let's face the music and dance, dance
let's face the music and dance
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Sobre os meus muitos dias sem postar
Depois de QUINZE dias com recomendação de repouso (que tragicamente significa ficar longe do teclado... ai ai ai), finalmente ontem voltei à ativa, tendo que dar conta das toneladas de trabalho acumulado e ainda assim pegando de leve com o ombro, que ainda está sob cuidados médicos. Por isso não vou conseguir extravazar todos os posts que acumularam na cabeça nesses dias. Vamos então, como editora que ainda sou, recorrer a drops pra ver se dou conta da maioria dos temas. quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Um beijo para a torcida
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Linhas de fuga
primeiro, este da Silmara Franco, em cujo blog cheguei através da Cris Guerra;
depois, este da Diana Corso, originalmente publicado na Revista TPM e reproduzido pela querida Malu.
E viva os links: economizo digitação, compartilho coisas boas e poupo meu ombro mais uma vez avariado...
sábado, 22 de agosto de 2009
Toca Raul!
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Tenho algo a dizer sobre a gripe A
sábado, 15 de agosto de 2009
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Incubando, talvez...
[Ah, sim: Ana Carolina é até ok, mas eu gosto mesmo é do vozeirão do Seu Jorge.]
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Um não-post
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Demasiado desumano
sábado, 25 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Minha sopa de letrinhas
Foi assim: panela de pressão. Caminha de cebola picadinha, frita no óleo de canola. Carne cortada em cubos grandes para uma primeira selada. Sal marinho, pimenta moída na hora (comprei um mix de cinco pimentas que é da hora). Refogada geral. Água fervendo, acho que mais ou menos um litro e meio. Panela fechada, pressão por 20 minutos. Medinho. Tira a pressão da panela. Alívio. Panela no fogo de novo, agora aberta. Legumes primeiro. Quando a cenoura está quase no ponto, entram as letrinhas. Vou dizer, minha gente: ficou demais. E é tão simples!
As voltas que o mundo dá
Peguei a agenda de capa vermelha na estante e fui folheando nas imediações de abril-maio. Encontrei a informação de que precisava e muito mais. No dia 26 de maio, uma segunda-feira, a anotação principal, feita com caneta hidrocor azul clarinha, dizia o seguinte:
"ESTA SEMANA: resolver sobre concurso Cefet. Inscrição até 01/06 - prova 08/06"
No dia seguinte, a anotação é:
"Concurso Cefet - R$ 40,00 - OK"
Sabe aquelas decisões acertadas que a gente toma na vida? Essa, sem dúvida, foi uma. Fiquei até de bom humor.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Surreal
Eu gosto muito de sanduíche com tomate e rúcula, e tomates já tinha em casa, então comprei um daqueles pacotinhos ótimos para pessoas que moram sozinhas, com apenas 80g de rúcula. Várias marcas têm essa opção. No caso a que eu estava levando hoje por estar mais fresquinha era a "Solteirinha". Também compunham minha cesta um pacote de café Melitta (até tinha em casa, mas o preço estava muito bom), uma dúzia de ovos, dois potes do iogurte de que hunny gosta e um pacote de torradas Bauducco do tipo levemente doce (são ótimas com manteiga e acompanhadas de café preto). Pronto, fim de semana garantido. [Vale lembrar que cerveja já tinha em casa.]
Mas então eu estava na fila e na minha frente tinha um zé ruela que me olhou da cabeça aos pés quando cheguei na fila. Não chegava a ser um cara propriamente bem-apessoado, mas era digamos assim medianamente apessoado. Carregava em sua cestinha duas garrafas de vinho cuja qualidade desconheço e uns pedaços de queijo daqueles com coisinhas verdes. Não sei se ele reparou que eu olhei para as compras dele (maldita mania), mas de cara ele olhou para as minhas:
- Puxa, que interessante essa salada individual. Bem prático para quem mora sozinho, né?
Oh my god. E eu totalmente sem paciência para conversinhas casuais com pessoas desconhecidas. Já imaginei que ia rolar um xaveco e que eu iria colaborar com uma historinha para o blog Homem é Tudo Palhaço.
- É.
Silêncio. Ele virado pra trás me olhando.
- Tem outras também? Ou só rúcula?
- Olha, eu só como rúcula. Mas deve ter alface, agrião.
- Ah, tá. Você é solteira?
Ohhhhhhhhh my god.
- Sou. Mas tenho namorado. [Achei que isso estaria óbvio por causa dos dois potões de iogurte, mas enfim.]
- Ah, tá. Olha, eu sou corretor de imóveis, pega aqui o meu cartão, se precisar de alguma coisa, comprar imóvel, alugar, é só me ligar.
Oh my god again. Eu achando que o cara ia me paquerar, já predisposta a achar isso um saco. Mas ele só estava fazendo um comercial...
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Três décimos de segundo de sofrimento
Pois no Iega a "nossa" mesa tem sido uma na área interna do bar, lá no cantinho, na janela, onde ficamos abrigados do vento e apreciando os carros que voam a lombada da frente da padaria, na Romualdo de Barros. Quando a gente chega juntos o Ferreira já vai indo até aquela mesa com o cardápio, mesmo sabendo que o pedido será sempre rigorosamente o mesmo (será que isso também é TOC?).
Normalmente levamos sorte e encontramos a tal mesa desocupada, por mais cheio que o bar esteja. Mas ontem foi diferente. Combinamos de nos encontrar lá - ele estava em casa e eu, na minha mãe. Cheguei primeiro e notei que, embora o bar estivesse vazio, tinha um casal na nossa mesa - os dois lado a lado, ela na janela. Como não estava chovendo nem muuuito frio, resolvi esperá-lo numa mesinha na área externa, apreciando o movimento do entorno das 19h. Minutos depois ele me encontra, com uma expressão de espanto misturada com alívio e humor (sim, isso é possível). Eu nem tinha reparado: a moça do casal que ontem resolveu ocupar a "nossa" mesa estava com um casaco rosa da Adidas, idêntico ao que hunny me deu no dia dos namorados. Quando ele chegou no bar, olhou para a "nossa" mesa à minha procura e se deparou com a moça, de cabelo liso-comprido-escuro como o meu, com um casaco igualzinho ao meu, tascando um beijaço no cara.
Três décimos de segundo depois um dos garçons mais novos disse a ele que eu o estava esperando na mesa da rua. Quando me encontrou, ele ainda estava um pouco vermelho, mas felizmente já estava dando aquele sorriso bonito que nunca aparece nas fotos.
[Taí o casaco. Mas essa sou eu.]
terça-feira, 14 de julho de 2009
Nada es más simple
Sim, fiquei bestinha: é essa música que toca no celular de hunny quando eu telefono. Nada é mais simples.
Tu beso se hizo calor,
Luego el calor, movimiento,
Luego gota de sudor
Que se hizo vapor, luego viento
Que en un rincón de la rioja
Movió el aspa de un molino
Mientras se pisaba el vino
Que bebió tu boca roja.
Tu boca roja en la mía,
La copa que gira en mi mano,
Y mientras el vino caía
Supe que de algún lejano
Rincón de otra galaxia,
El amor que me darías,
Transformado, volvería
Un día a darte las gracias.
Cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da,
Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma.
El vino que pagué yo,
Con aquel euro italiano
Que había estado en un vagón
Antes de estar en mi mano,
Y antes de eso en torino,
Y antes de torino, en prato,
Donde hicieron mi zapato
Sobre el que caería el vino.
Zapato que en unas horas
Buscaré bajo tu cama
Con las luces de la aurora,
Junto a tus sandalias planas
Que compraste aquella vez
En salvador de bahía,
Donde a otro diste el amor
Que hoy yo te devolvería
Cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da,
Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma.
[Seria Jorge Drexler um novo Chico Buarque?]
domingo, 12 de julho de 2009
Reencontrando Nietszche e Woody Allen

Assim comia Zaratustra
Descoberto o livro de dieta do autor de “Além do bem e do mal passado” e “A vontade de poder encher a pança”
Nada como a descoberta de uma obra desconhecida de um grande pensador para deixar a comunidade intelectual alvoroçada e fazer os acadêmicos correrem para todos os lados, como aquelas coisinhas que a gente vê quando examina uma gota d'água num microscópio. Durante uma recente viagem a Heidelberg, feita com o intuito de conseguir algumas raras cicatrizes de duelo do século XIX, calhou de eu esbarrar justamente com um tesouro desse tipo. Quem poderia imaginar que existia um Livro da dieta de Friedrich Nietzsche? Embora sua autenticidade possa parecer temerária para os que se deixam tolher por ninharias, a maior parte dos que estudaram a obra concorda em que nenhum outro pensador ocidental chegou tão perto de conciliar Platão com Dr. Atkins. A seguir, trechos seletos.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Juro que vi
Não, não me filiei a nenhum partido político. Mas foi um bichinho muito parecido com esse aí da foto que eu vi hoje, lindo, voando livremente seu voo desengonçado (o bico verde enorme é desproporcional e parece deixá-lo desequilibrado) em direção à unidade de conservação da UFSC, em Cacupé. Era pouco depois das 9 horas e eu estava dirigindo para o Centro, rumo ao primeiro compromisso do dia. Eu sempre observo as aves durante o percurso, já que a SC-401 passa por vários rios, dois manguezais e muitas áreas ainda verdes da cidade. Mas foi a primeira vez que vi um tucano por ali. Muita gente pode achar bobagem, mas eu achei o máximo.














