domingo, 29 de agosto de 2010

Toda trabalhada na renda


Já perdi a conta de quantas mãos cheias de physallis saíram da enorme planta em que se transformou aquela pequena mudinha (veja os posts anteriores a partir do link deste aqui). As frutas estão tão lindas e doces que hunny e eu tivemos a satisfação de levar um pacote cheio delas de presente para a querida Angelita (tão perfeitas e delicadas que parecem ter sido modeladas por uma scrapbooker de mão cheia como ela). Da colheita veio essa aqui, que resolveu ser diferente das demais e usar um modelito rendado. Não é linda?
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[Sei que isso não tem importância nenhuma, mas a mão é minha e o esmalte é o Clubber, da nova coleção da Colorama.]

Curitiba, sábado de sol




Eu e dois gatos de Rayban no belíssimo parque Barigui.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O sapo doidão

Depois de ter dado carona para uma perereca até o shopping, foi a experiência mais batraquiana da minha vida. E em plena época de seca, vejam só.

Chegando eu em casa, bem feliz, cumprindo aquele ritual de carregar as tranqueiras do carro pra dentro, agradar os cachorros com seus rabinhos felizes, tirar salto, etc. Sempre é bom chegar em casa nas segundas-feiras porque é nas segundas que Santa Claudete faz aquele faxinão e deixa tudo super cheiroso. Chego no meu quarto. No cantinho, perto da janela, um objeto escuro estranho. Acendo a luz, e lá está ele: um sapo.

Mas não era um sapinho, uma rãzinha, uma perereca dessas que grudam na parede e são simpaticíssimas (e vão ao shopping). Era, tipo, um SAPO. Simpático, até, mas um sapo.

Para sorte do próprio dito cujo, consegui despistar os cachorros de modo que eles não tomaram conhecimento da sua presença. Fechei a porta do quarto e fiquei olhando praquele bicho ali, grande, gordinho, sentado virado pra quina da parede, meio desconcertado, coitado, totalmente fora de seu lugar. Que estás fazendo aqui, criatura, perguntei, e como é que vais sair agora? Liguei - claro - para hunny, que me orientou a removê-lo usando um saquinho de supermercado como luva.

- Mas um saquinho de supermercado não dá. Não fazes ideia, é um sapo maior que a minha mão.

Talvez com um pouco daquela incredulidade masculina reativa a chiliques femininos, ele repetiu que era muito fácil fazer o traslado de qualquer sapo com uma sacolinha do Angeloni. Disse que ia estudar o caso e desliguei. Cachorros devidamente isolados, fui à área de serviço e destaquei do rolinho um saco de lixo daqueles azuis, de 50 litros.

Olha a foto ali, escura e desfocada mesmo (meu celular estava quase sem bateria e simplesmente não deu foco). Esse é o meu sapinho, dentro do saco azul de 50 litros.


Saco numa mão, vassoura na outra, voltei eu para o quarto e o meu triste invasor continuava lá, deslocado, desconcertado, envergonhado, imóvel olhando para a quina da parede. Abri bem a boca do saco de lixo e vapt! joguei por cima dele, que imediatamente pulou para dentro. Sapos urbanos devem receber treinamento para esse tipo de emergência. Com a vassoura, tampei a boca do saco e fui empurrando aquele monstrenguinho com cuidado para fora, arrastando no chão. Só quando estava na varanda tive coragem de juntá-lo do chão. Tinha, acho, uns 400 gramas e foi devidamente arremessado, saco e tudo, para o terreno vizinho.

Quando voltei para dentro de casa, identifiquei uma pista que talvez explique a invasão: no banheiro do meu quarto, o ralo do chuveiro estava fora do lugar. Imaginei que ele tivesse saído dali. Mas também pareceu estranho imaginar uma comunidade subterrânea de sapos cujo caminho para o mundo exterior seja o ralo do MEU chuveiro. Então desencanei e, na sexta-feira, segundo dia de expediente de Santa Claudete, contei a história a ela - que ficou atônita. Ela me contou que naquele dia, quando tirou a gradezinha do ralo para limpar, despejou água com bastante cloro para dentro do ralo.

- Provavelmente ele se intoxicou com a água sanitária e resolveu sair, dona Ana. Ou então era um príncipe.

Sim, tem toda lógica. Então vamos ao serviço de utilidade pública: se alguém aí ainda está em busca de seu príncipe e quiser conhecer o meu sapo, mande uma mensagem que eu indico o endereço de onde ele possa estar. Afinal, meu príncipe eu já encontrei. Pelo menos até agora ele não desvirou em sapo...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Só para cat lovers

Tenho muito orgulho de ser mãe (e irmã) de cachorro, mas também posso me considerar a cat person. Sempre que tenho a oportunidade me agarro em algum bichano - os mais próximos são minha linda sobrinha Gisa e os seis (ou sete?) adoráveis exemplares felinos cuidados com tanto zelo pela minha sogra, dona Zilma. Todos eles me ajudam a matar um pouco as saudades do velho e rabugento Giba, tirado das ruas de Canasvieiras para virar gatinho de apartamento entre a família Lückman. Giba era um vira-latas daquele padrão preto e branco, pesava cinco quilos, tinha pescoço de halterofilista e aterrorizava as visitas. Era um amor de gatinho, tanto quanto o gato do Simon, personagem de animação que eu adoro. O vídeo abaixo é meu predileto da série.

Quer ver mais? Digita "simon's cat" no Youtube e já é.

Viciei

Hunny pesquisou e achou que seria o produto ideal; André se ligou no eBay e conseguiu um preço bacana numa loja da Califórnia. Mandei vir do estrangeiro, então, o kit teclado+mouse sem fio da Microsoft que é top de linha. De cara viciei no mouse e ele passou a morar na minha nécessaire de bolsa - vai todos os dias comigo pro trabalho, pra universidade, onde quer que eu esteja usando computador. Comparando com o preço de kits de qualidade inferior no Brasil, o meu não saiu caro, mesmo com os impostos e etc. Há que se dar a mão à palmatória para a equipe do tio Bill: o formato todo curvado e aparentemente estranho do teclado permite que as mãos e antebraços fiquem numa posição super confortável, sem forçar tendões e ombros. O mouse é grande e esquisito, mas absurdamente confortável. Até tinham me alertado de que os kits sem fio da Microsoft "comem" pilha, mas desde que comprei o meu, em maio, estou usando as mesmas, sem prejuízo do sinal. Alô, você que como eu sofre de tendinites: faça musculação para fortalecer os braços, mas também invista num equipamentinho desses. Você tende a virar uma pessoa que, como eu, sofria de tendinites. o/

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Meninos

Estava eu fazendo as unhas na semana passada, hunny liga. No meio da conversa comentei que estava na função de automanicure, mas não sabia que cor passar.

- Quais as alternativas? ele perguntou.
- Um bem escuro puxando pro café, um rosa bem cheguei, um verdinho desses da moda e um branquinho natural.

Adivinha qual ele escolheu?

Bom dia, flor do dia!

Não tenho saído de casa sem olhar o site da estação de meteorologia da RBS. Tem informações detalhadas de temperatura, chuva e sensação térmica, o que é muito bom pra quem acorda ainda de noite e vai passar o dia todo na rua.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Acordando com as galinhas, mas bem feliz

E a novidade dos últimos dias é o início das atividades no curso de Mestrado em Jornalismo da UFSC, que me forçaram a uma mudança geral de rotina: meu expediente no Departamento de EaD do IF-SC agora é de manhã, o que nos primeiros dias está me fazendo sofrer um pouco para acordar às 5h45 e estar no Centro às 8h. Na segunda-feira peguei no sono na frente da televisão, antes das 21h e ainda montada de academia - cena patética. A primeira aula, na terça-feira, foi com o querido Francisco Karam, com quem já estive em sala nos tempos da graduação. Ele é querido mas pede leituras de livros de 500 páginas de uma semana pra outra - ou seja, vou camelar bastante nesse curso, muito mais aliás do que camelei na graduação. Hoje à tarde teremos a recepção aos "calouros" (engraçado ser calouro em curso de pós, mas tudo bem) e aula de metodologia com a Gislene, que é minha orientadora e que por coincidência foi da minha banca do outro mestrado (em Educação, que concluí em 2007). Tudo isso será conciliado ainda com inglês avançado duas vezes por semana (nos mesmos dias e um andar acima das aulas do mestrado, então tá arregado), a malhação obrigatória e da qual me torno cada vez mais dependente três vezes por semana e a dedicação de 20h ao trabalho como bolsista do programa UAB, produzindo material didático para cursos de pós-graduação lato sensu. Acho que vai ser cansativo, mas tudo há de dar pé, com diz Gil. Ou não.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O frio e o twitter


Outro dia um twit do @gastaocassel sobre o frio de renguear cusco - e minha dúvida sobre o significado da expressão - rendeu o tema de uma coluna na Zero Hora. Hoje a celebridade do dia é o @valdson, que está mostrando ao vivo a nevasca em São Joaquim - e até teve coragem de botar o nariz na rua, quando atingiu 5 mil espectadores, fato devidamente registrado pela antenadíssima @ABaldissarelli. É ou não é um barato esse Twitter?

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Boa causa

E eis que [em pleno final de expediente de mais um dia descascando abacaxis com tesourinha da Mônica] resolvo dar uma pausa no meu silêncio bloguístico para passar adiante o recado que recebi via Aline, do Pensamentos Públicos: o pessoal da Serte, entidade que atende crianças e idosos no Norte da Ilha, está precisando de doações de fraldas. Vejam o post da Aline com informações detalhadas aqui. A Serte é uma entidade antiga e idônea e realiza um trabalho assistencial admirável. Bora ajudar!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

He's back

Para marcar os novos movimentos migratórios familiares, um clássico do AC/DC pra animar esta segunda-feira de clima modorrento. Bota o fone, balouça o pescocinho discretamente e não canta muito alto pro chefe não estranhar. Welcome back, André. In black, of course. \m/

sábado, 17 de julho de 2010

Sábado, frio, chuvisco

Cama até depois das 11, preguiça, almoço sem horário. Namorado, preguiça. Aquecedor ligado, cachorros em seus edredons, cobertor nos joelhos. Meu casaco Kenny, always. Heineken, chandelle mousse. Zapping na tv a cabo. Manicure caseira, cor nova. Sopa, mais Heineken e mais chandelle mousse. "Orgulho e preconceito" pela 86a. vez. E ainda são apenas 10 da noite. Adoro esse friozinho. There's no place like home.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Eles merecem

Pois não é que existe mesmo o Dia do Homem? Confesso que quando vi referência a essa data na vitrine de uma loja de perfumes, achei que fosse uma invenção do comércio para ter um "dia" a comemorar em julho.

Pois não é. E mesmo que me digam que essas datas comemorativas são só balela, desculpa para o comércio vender, que todo dia é dia das mães, ou da mulher, ou das crianças, eu sempre acho que esse tipo de invenção social serve, sim, para que se discutam questões importantes relativas aos celebrados da vez. Hoje, os homens.

Eu defendo que os homens merecem, sim, um dia de homenagens. Porque apesar de, de fato, ainda vivermos numa sociedade majoritariamente machista no pior sentido que isso posso ter, eu aqui num décimo de segundo consigo pensar em um bocado de homens maravilhosos com quem tenho e tive o privilégio de conviver. Homens corretos e íntegros, dedicados às suas mulheres, namoradas e companheiras, amorosos com os filhos, integrados com suas famílias. Trabalhadores competentes, amigos leais, irmãos unidos, filhos presentes. Homens que conseguem fazer das inegáveis diferenças entre os gêneros uma soma, e não uma subtração. As famílias do século 21 são sem dúvida bem diferentes daquelas da época dos nossos pais e avós, e penso que se chegamos a isso é porque não só as mulheres, mas também os homens mudaram e estão mudando.

Então os homens merecem, sim, uma homenagem hoje, e grande parte da minha motivação vem da grande evidência que se está dando hoje na mídia a esses casos escabrosos de extrema violência cometida por homens (e garotos) contra mulheres. Torço para que a justiça seja feita nesses e em tantos outros casos que nós sequer tomamos conhecimento. Saber da existência de homens capazes de cometer esse tipo de atrocidade só me faz dar mais valor e querer abraçar os homens maravilhosos com quem tenho o privilégio de compartilhar a vida.

Há alguns anos, uma querida amiga anunciou que o bebê que esperava era um menino. Comentei: que bom! É ótimo que as mulheres de nossa geração eduquem meninos. Então mando uma singela homenagem também para todas as mulheres da minha geração que estão desempenhando com maestria esse papel de mães (e boadrastas) dos homens do futuro, em especial as do Lauro, do Xavier, do Miguel, do Bruno, do Lucas, do outro Lucas, do Mateus, do Theo, do Igor...

sábado, 10 de julho de 2010

Coisas que mudam, coisas que não mudam

O desktop do meu computador estava um caos absoluto e foi hoje o dia em que eu resolvi me irritar e gastar um tempo fazendo nele uma limpeza daquelas - o que significou, na prática, uma boa geral em todas as minhas pastas de trabalho, estudos, fotos, coisas domésticas, etc. Pois numa pasta de textos aleatórios encontrei o que escrevi há, imagino, uns dois anos e pouco para meu novo perfil do Orkut. Quando comecei o blog, resolvi deixar apenas o link lá no espaço destinado ao perfil, mas como gostava do que tinha escrito sobre mim mesma acabei guardando o texto - e esqueci. Hoje encontrei, reli e gostei de novo:

Já escrevi num "about me" antigo que eu era uma dona da verdade atormentada pelas dúvidas. Em outro escrevi que era uma virginiana típica que não acredita em horóscopo. Daí saí do Orkut, pensei um pouco na vida e voltei. Continuo, contudo, convencida de que as contradições e incertezas fazem parte da vida e dão uma certa graça a ela. Como li outro dia no livro de um francês porreta, as certezas são biodegradáveis. Ou seja, se tenho certeza de uma coisa hoje, amanhã tudo pode se transformar - aquela certeza antiga muda e vira outra coisa. Não que eu seja indecisa ou volúvel. Acho até que sou bem decidida e firme. Mas é que percebi que o movimento faz parte da vida. Li em outro francês porreta que a gente pode sim mudar de opinião, desde que mantenha os princípios. Legal isso. Acho que poder mudar é uma das grandes graças da condição humana. Esses são os pensamentos básicos que têm me norteado ultimamente. Fora isso, sou alguém bem convencional, que vai diariamente de casa pro trabalho, do trabalho pra casa, e que nos sábados se dá ao luxo de dormir até depois das nove. Tento almoçar diariamente com minha mãe e sempre saber como estão meus irmãos. Não tenho irmãs, mas tenho amigas leais que compensam qualquer falta que eu poderia sentir disso. Cuido bem dos meus cachorros e acho que o zelo que tenho com eles pode indicar que eu serei uma boa mãe, se um dia o for. Sei que à primeira vista passo a imagem de sisuda ou fechada - herdei isso de meu pai - mas também sei que geralmente sou fácil de conviver - embora em alguns casos haja uma linha amarela bem definida a não ser cruzada. Tenho defeitos como ser meio direta demais às vezes (muitas, talvez) e exigir demais das pessoas. Sou atrapalhada com chaves - a do carro sou capaz de perder dentro da minha própria bolsa, e isso também herdei do seu Egídio. Já não herdei dele a capacidade de arrumar direitinho as compras de supermercado no porta-malas. Todos os dias, aliás, penso no meu pai. E também tenho saudades do tempo em que só se bebia coca-cola aos domingos - era só 1 litro para cinco pessoas. Hoje não bebo mais coca-cola por opção minha, salvo com finalidades medicinais - ou seja, em casos de ressaca extrema, o que tem sido bem raro. Mas em compensação bebo muito café. Preto, forte e sem açúcar - no máximo com açúcar mascavo, quando é café coado. Tenho procurado andar mais de cabelo solto. Mas o comprimento me incomodou um pouco: passei a tesoura. O reumatologista sempre me diz que não devo usar salto, mas não consigo deixar minhas botas e meus tamancos de lado. Assim como raramente saio de casa sem meus três anéis de prata prediletos - um deles veio parar no meu dedo anular direito há 12 anos, num arquipélago do Atlântico. Adoro internet, vejo meus emails a cada três minutos e também passaria mal sem tv a cabo. Ainda quero voltar a Noronha e ir a Cuba, além de molhar os pés no Oceano Pacífico - o ponto exato ainda não decidi. Pretendo fazer doutorado e sei que preciso abandonar o sedentarismo - mas para ambos ando sem tempo. Meus hábitos saudáveis se restringem basicamente a comer arroz integral e beber bastante água - ando com garrafinha na bolsa. Acredito na ciência mas acho que ela não dá conta de explicar muitas coisas essenciais. Acho que o tempo é uma invenção humana. Outro dia um amigo me disse que eu fiquei melhor com o passar do tempo, essa entidade, mas confesso que fiquei pensando se ele estava sendo irônico - coisa de gente que tem problema de auto-estima. (Pensei em perguntar, e agora perguntei.) Quase sempre estou com fome e provavelmente a resposta será positiva quando me oferecerem uma boa cerveja - desde que o contexto seja favorável. Bom, eu sempre disse que não gostava de perfis enormes do tipo "livro aberto", mas agora estou aqui persistindo nessa verdadeira epístola sem fim. Sabe como é, mudar de opinião, rever conceitos, desmontar certezas, encontrar novos paradigmas... todas essas coisas nas quais eu tenho pensado me levaram a isso. Lembra?

[Vale observar que algumas coisas importantes de fato mudaram: abandonei o sedentarismo; tentei dois doutorados, não consegui, então resolvi esperar mais um pouco para dar esse passo e enquanto espero vou fazer outro mestrado; tenho bebido coca-cola mais do que deveria, mas em compensação nem mascavo uso mais no café - é só cowboy mesmo; tenho alternado os três anéis de prata antigos com os vários que ganhei de presente de hunny; não corto o cabelo desde aquela época, fiz luzes californianas e estou adorando minha cabeleira lisa e dourada.]

[Olhando bem de perto, dá pra dizer que esse textinho é a carta de Pero Vaz de Caminha do meu blog. ;) ]

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Quality sunday

Semana passada, num texto da aula de inglês, a turma ficou em dúvida quanto à expressão "quality time". O professor Aldy explicou que se trata de uma expressão que não tem uma tradição direta para o português - seria "tempo de qualidade", mas ninguém fala isso. Mas o sentido é fácil de entender: "quality time" é aquele tempo bem aproveitado que se passa ao lado de pessoas queridas ou consigo mesmo. Como na frase em questão: "We both have very demanding jobs, so weekends and holidays are the only times we can have some quality time together". É aquele tempo em que namorado e namorada, marido e mulher, pai e filho, filho e mãe, amigos, compadres, passam realmente juntos. Simples de entender.

Bom, então ontem eu voltei pra casa pensando que tive realmente um quality sunday: acordei às 5h da manhã para trabalhar na prova de ingresso da instituição onde trabalho; me apresentei às 7h10 e ao meio-dia estava saindo; busquei minha mãe em casa e botamos o assunto em dia durante um almoço delicioso e ensolarado no Ribeirão da Ilha, com direito a ostras, tainha, Heineken 600, sorvete Amoratto e café expresso; fizemos uma visita surpresa e igualmente deliciosa para os Fontinha Oliveira (intimidade é uma merda, tu liga e diz "oi, estão em casa?", "estamos", "ah, tou indo aí com a mãe"', "ótimo, vou passar um café!"), onde além do café tinha família reunida, bolo de cenoura, bruschettas do Maurício e até uma lavação grátis e inusitada do meu carro sempre sujo; mãe devidamente deixada em casa no fim da tarde, analisamos brevemente meu tricô (que foi aprovado por ela) e em seguida fui pra academia (sim, domingo), antecipando meu treino de segunda, já que de antemão eu sabia que teria que faltar em função do trabalho; durante a série de novos exercícios, telefonema de hunny dizendo que estava saindo do trabalho (ele também estava convocado para a prova de ingresso, mas em período integral); terminei meu treino, tomei um banhão e fui ao encontro de hunny, para botarmos o assunto em dia entre chopinhos e um ma-raaavilhoso hambúrguer de picanha. Na volta pra casa, uma lua cheia de dar nojo pendurada no céu e o prenúncio de uma semana cheia de tarefas. Tomara que todas deem tão certo quanto o meu domingo.

sábado, 26 de junho de 2010

Mais um revival dos anos 90

Podem falar mal da televisão em linhas gerais, mas eu adoro as boas surpresas que o zapping pode proporcionar. Explico.

Ontem, depois das nove da noite, lá estava eu aplicada na minha malhação. No treino novo tenho que fazer 35 minutos de atividade aeróbica com batimentos de até 145. Empolerei-me no transport (aqueles aparelhos que são meio uma bicicleta, meio uma corrida) e pluguei meus fones de ouvido ao monitor de tv (na minha academia cada equipamento de aeróbico tem sua própria tv, o que é muito legal).

Zapeando, tirei obviamente da novela da Globo e passei pelos principais canais de séries, entrevistas, etc. Na HBO2 me deparei com um programa do Elvis Costello, tipo uma Oprah do rock, no qual os entrevistados da vez eram Bono Vox (antes de se quebrar - hehe) e The Edge. Sou fã meio desnaturada, mas sou fã. Fiquei por ali. Algumas impressões:

1) Permitam-me ser tiete, mas adoro a voz do Bono either singing or talking. Tanto ele quanto Edge falam um inglês muito bonito - sem aquele forte acento dos irlandeses, mas classudo e bem pronunciado - a ponto de ser facilmente compreendido por quem estuda um pouco como eu.

2) Momento bonitinho: Bono comenta que começou a namorar a atual mulher, Ali, sua companheira há 30 anos e mãe de seus quatro filhos, no mesmo mês em que formou o U2 com os três amigos. "Foi um mês em que as coisas deram certo pra mim". Não é fofo?

3) Costello pergunta sobre alguma música da banda que eles julgam ter sido "injustiçada" pelo mercado (não foi bem esse o termo, mas a ideia é essa). Edge menciona "Faraway, so close", do álbum Zooropa, de 1993, feita para a trilha do filme de mesmo nome, de Wim Wenders - uma alegoria maluca de anjos que zelam pelas pessoas na Terra, até que um deles resolve "cair" e se tornar humano. Acho estranho que seja uma música pouco badalada, porque é uma das minhas prediletas. No clipe, Bono & cia. representam anjos tais como os do filme e chegam a se deparar com Natassja Kinski - a "anja" Raphaela do filme, no-jeeeeeenta de tão linda.

4) Àquela pergunta clichê "quais os segredos para ser uma grande banda por tanto tempo", The Edge apresenta uma resposta bem Edgar Morin: a soma dos quatro músicos em si não representa nada, é o que surge da relação que torna a banda uma grande banda. O todo é mais que a soma das partes. Isso vale pra tanta coisa. Parece óbvio, mas é legal pensar nisso depois de tanto tempo com a ciência cartesiana nos reafirmando que um mais um é dois e pronto.

5) No fim das contas fiquei um pouco além dos meus 35 minutos no exercício, para assistir ao programa até o final. Quando desliguei, observei que nas tvs em volta o pessoal estava assistindo à novela da Globo ou aos reprises dos jogos da Copa. Fiz meus alongamentos pensando que, claro, cada um sabe de si e nada contra quem prefere a novela ou o futebol. Mas saber usar o controle remoto também pode ser um ato de inteligência.


terça-feira, 22 de junho de 2010

Junho, 22



E hoje as homenagens vão para o piá berrão que há 32 anos chegou para ocupar o quinto assento na Brasília do seu Egídio e acabou ocupando também um pedaço enorme do meu coração. Cheers!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Lacrimejei



Saramago chorou quando assistiu à versão cinematográfica de "Ensaio sobre a cegueira", do diretor brasileiro Fernando Meirelles. E não foi de raiva...

Só reiterando...

... que o sistema de comentários do Blogger continua em pane. Aparecem comentários que não consigo publicar, e outros são publicados mas não estão no contador. Weird.

José Saramago

Soube da morte do Saramago por um telefonema de minha mãe, enquanto eu estava na academia hoje de manhã - em tempos dessa chatice de Copa do Mundo eu mal ligo a TV, e hoje excepcionalmente saí de casa sem nem ter ligado o computador. Well. Gostei muito da ideia expressa pelo Gustavo Gitti no blog Papo de Homem, sobre o polêmico escritor português de quem sou fã incondicional: "Ele mostrou que um ateu pode ser muito mais humanista que um religioso". Compartilho dessa opinião e mais uma vez tenho a cara de pau de fazer minhas as palavras do Gitti. Vejam o que ele diz sobre Saramago aqui.

Numa breve busca aqui no blog, percebi que falei em Saramago em quatro posts: este, este, este e este. Espero que o Caderno, linkado ali do lado, não seja tirado do ar pela família. Sempre gosto de voltar aos textos lúcidos, irônicos e muitas vezes doces do velhinho. Que, finalmente, vai ter que se entender com Deus! =)