sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Ouvindo "Labiata"

Mais uma do Lenine que entra pra minha vida: "É o que me interessa"

Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa

Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o teu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa

A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa

[E com essa, vai um beijo pra querida Angelita, tão longe e tão perto lá em Barcelona. E outro pro André, meu eficiente fornecedor de música boa.]

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

I cry for you on the kitchen floor

Para um dia nublado e friozinho em Maurília, um som lindésimo da diva junkie Amy Winehouse. Porque a melancolia também faz parte da vida.

[Quem nunca chorou por alguém no chão da cozinha? Eu já.]


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Boa explicação


Encontrei essa tirinha do Hagar, recortada de jornal, solta no meio da minha agenda do ano passado. Foi transferida para a galeria de honra do meu quadro do escritório.

Do Esquerda Festiva

Adorei este post do Ulysses. Moooooento filosófico.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O Arvoredo


Meu trabalho fica a cerca de 25 quilômetros da minha casa. E um dos lugares mais lindos que conheço - e que tem significados afetivos muito fortes para mim - fica a apenas 11 quilômetros do meu doce cafofo. Rumo norte. Só que uma imensidão de água nos separa, e isso aumenta deverasmente a distância. Justamente por essa distância alargada é que eu vou para lá muito menos do que gostaria. Já para o trabalho, eu vou todo dia. Sem escolha.

Pois no último sábado rolou: juntei cinco amigos sangue bom e lá fomos nós, a bordo da escuna Vento Sul, para um mergulho livre na Ilha do Arvoredo - na parte onde essa prática é permitida, já que lá é uma Reserva Biológica.

Fazia uns bons três ou quatro anos que não ia visitar essa minha vizinha tão delicada. A água estava meio fria, mas mais transparente do que a média. E foi nesse dia que nadei com a tartaruga-de-pente mais take it easy que já conheci. Nem em Abrolhos, onde elas se reúnem em grandes grupos para devorar suas algas no meio do arquipélago, encontrei exemplares tão mansinhos quanto aquela de sábado - carinhosamente batizada de Gertrudes por um dos risonhos integrantes de meu grupo.

Quem mergulha sabe a emoção de ver um animal como esses nadando tranqüilamente. E quem me conhece sabe que as tartarugas são meus bichinhos prediletos. Portanto, coração bombando, ficamos eu e ela - ela elegante e confortável, eu totalmente desengonçada e desfavorecida pela minha ausência de nadadeiras como as dela - deliciosamente passeando juntas e nos observando durante alguns longos minutos.

Um amigo meu outro dia definiu a sensação de mergulhar como aquela que se sente quando se volta para casa depois de muito tempo. Pois comigo não é totalmente assim. Eu sou muito pé no chão, sou de elemento terra, e tenho a perfeita noção de que na água eu sou visita. Mas posso dizer que sou o tipo de visita com liberdade para abrir a geladeira. Vou lá, abro a geladeira, vejo o que tem de bom e lindo e volto para a terra-casa feliz da vida. Definitivamente, preciso mergulhar mais. Bom projeto para 2009. E 2010, 2011, 2012...


[A foto foi feita pelo Alan quando estávamos chegando no Arvoredo. A fissura para pular na água era tanta que ninguém teve paciência para bater foto de ninguém com os paramentos típicos dos voyeurs subaquáticos. Mas tudo bem. Com esse post vão beijos para o Alanzinho, a Tati, o Douglas, o Marcelo e a Viviane, meus alegres companheiros de aventura, além de beijos mais que especiais para o querido capitão Zé Luís e seus gentis marinheiros, que nos conduziram e orientaram com toda segurança e conforto. Embora eu não tenha levado o bolo. Que há de vir.]

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Seis coisas sobre mim

Mui honrada, recebi da Marie a tarefa de contar aqui seis coisas sobre mim e de convidar seis blogamigos para fazerem o mesmo.

Vamos primeiro às regrinhas encaminhadas pela Marie, e que valem para meus convidados:

- Colocar o link de quem te indicou para o meme-selo;
- escrever essas 5 regras antes de seu meme para deixar a brincadeira mais clara;
- contar seis fatos aleatórios sobre você (essa é a proposta da brincadeira);
- indicar seis blogueiros para continuar a brincadeira;
- avisar esses blogueiros que eles foram indicados.


Então:


O link do blog da Marie: http://silvestregavinha.blogspot.com/. Não sei como a descobri, acho que na verdade foi ela quem me descobriu e viramos amigas-miojo (três minutos e já é). Ela escreve poemas, tem um filho grande e a linda profissão de fazer nascer nenéns. É uma comentarista assídua do meu blog. [Falastrona que sou, já extrapolei um pouquinho a tarefa, né, Marie?]


Seis fatos aleatórios sobre mim:

1) Eu adoro mergulhar. Sou uma negação como esportista: me equilibrar numa bicicleta é praticamente um milagre, sempre era a última escolhida nos times de vôlei da escola (eu não fazia questão nenhuma de ser escolhida) e sou uma péssima nadadora. Mas na primeira vez em que perdi o medo e olhei lá pra baixo com uma máscara de mergulho no rosto, minha vida mudou. Isso foi em 1996. Meses depois fiz um curso de mergulho autônomo, tirei meu brevet e fui pra Fernando de Noronha. Depois disso, minhas férias passaram a ser planejadas em função de possibilidades de passeios subaquáticos. É algo que eu não faço muito, mas amoooo quando faço.

2) Eu tenho alguma doença reumática ainda não devidamente identificada pelo meu médico. Faz cerca de um ano e meio que tive uma crise séria de travar totalmente: pés, joelhos, mãos e ombros. Nada mexia. Acordava de manhã sem saber como fazer para levantar. Mal conseguia pisar no chão. O ortopedista me mandou para um reumatologista, que me orientou a fazer um plano de previdência privada porque eu tinha artrite reumatóide e que aquilo só tendia a piorar. Não me conformei. Fui a outro reumato, a um homeopata-ortomolecular-acupunturista e a uma psicóloga. Aprendi que meu organismo estava passando por um processo auto-imune - ou seja, eu produzia (produzo ainda) anticorpos contra mim mesma. Isso me fez pensar em muitas coisas, mudar outras tantas, inclusive na alimentação, eliminando coisas que me fazem mal em todos os campos e aprendendo a me priorizar. Desinflamei, perdi 12 quilos em menos de um ano (sem dieta nem atividade física, apenas vivendo, sorrindo e respirando) e vez ou outra ainda inflama aqui ou ali. Continuo fazendo exames periodicamente e meu reumato, um fofo, continua dizendo que eu melhoro progressivamente. Numa das consultas ele me disse "Ana, você precisa fazer três coisas: desestressar, emagrecer e fazer atividade física leve regularmente". Sim senhor, doutor. As duas primeiras eu fiz direitinho, a terceira ainda estou devendo. =)

3) Quando eu era mais nova eu era bem quietinha, mas ultimamente tenho percebido que estou virando uma falastrona. Converso, converso, converso. Participava pra caramba das aulas no mestrado, apresentei trabalhos acadêmicos para platéias grandes (a banca, inclusive, foi super legal), converso com a faxineira do trabalho, com o menino do caixa da cantina, com meus colegas de fila no supermercado. Estou gostando de ser uma conversadeira contumaz. Isso é só mais um indício da suspeita maior: meu deus, eu estou me transformando na minha mãe.

4) Sou um bom garfo e um excelente copo. Como de tudo, com exceção das coisinhas que os exames ortomoleculares indicaram que me fazem mal - os principais são qualquer tipo de carne de porco, alho (infelizmente), leite e adoçantes em geral. Das bebidinhas, tenho predileção por cervejas boas, puro malte (as pielsen brasileiras são ruinzinhas). Minha diversão é experimentar novos rótulos. Mas também piro com líquidos singelos como água de coco (remédio pra tudo), suco de uva integral (sou viciada, compro litros e litros por mês) e água mineral (compro bombonas). Tenho prazer em comer bem, beber bem, celebrar, e acho que é por isso que eu nunca serei uma pessoa magra. Meu peso é saudável, mas pra magra não sirvo.

5) Sou um cão territorialista. Defendo minha família, meus amigos e meu território como um dobermann. Compro briga, me ofendo, dou tamancada se mexerem com alguém de quem gosto. Sou fiel e leal. Eu perdoo (sem acento), mas quem vacila comigo ou com alguém de quem gosto perde pontos e passa a ser proibido de cruzar a linha amarela.

6) Eu acho ótimo poder mudar de idéia. Essa é uma descoberta recente e me tornou uma pessoa muito mais leve. Ah, hoje eu acho isso. Tenho certeza. Amanhã o mundo deu mais uma voltinha e o contexto muda. E eu preciso ficar teimando? Nãããão! Isso não significa ser instável, nem volúvel. Significa ser flexível. Há uma linha tênue entre ser rigoroso e ser rígido. A manha é encontrar essa linha e ficar no lado do rigor. O rigor dá disciplina, firmeza. A rigidez dá inflamação nas articulações. Li num livro do Morin (ele estava discutindo as incertezas da ciência) que as certezas são biodegradáveis: não é que elas se acabem, mas elas perecem, se transformam em outra coisa. Tudo é dinâmico. Percebi que isso é muito legal. E batizei meu blog com essa idéia. Talvez um dia eu mude o nome dele para "Convicções irreversíveis", mas por enquanto prefiro ir flanando na biodegradabilidade.


Sem mais delongas, quero saber seis coisas dos seguintes amigos (que obviamente podem ser mais sucintos que eu):

2) Maurício (vidadefrila.blogspot.com);
3) Malu (hjeodia.blogspot.com);
4) Karla (dublinenses2008.blogspot.com);
5) Fiona (fionadebourbon.blogspot.com);
6) Rafa (cenasdorio.blogspot.com).


[Mission acomplished. Thanks for your attention.]

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O backup

Bem, segui a recomendação da Miriam e fui no Dicas Blogger em busca de orientações sobre como becapear o Certezas. Baixei aqui o programinha chamado Blogger Backup. O processo é bem facinho. O problema é que os arquivos ficam salvos em extensão .xml, e quando abro o texto aparece cheio de sujeira. One more little help, my friends: como faço pra resolver isso?

Gracias mais uma vez. =D

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Just go ahead, let your hair down

Um sonzinho cool e inspirador com a inglesa fofa Corinne Bailey Rae, sua vozinha de cristal e sua banda numa performance ao vivo. Hoje vou sair de cabelo solto, melissa e vestido novo. Bom dia pra todo mundo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Os deuses estranhos

Esse post do Ulysses me fez lembrar imediatamente de um texto do Italo Calvino em "As Cidades Invisíveis". Tão triste e lindo que me dou até ao trabalho de reproduzir aqui inteirinho.


Em Maurília, o viajante é convidado a visitar a cidade ao mesmo tempo em que observa uns velhos cartões-postais ilustrados que mostram como esta havia sido: a praça idêntica mas com uma galinha no lugar da estação de ônibus, o coreto no lugar do viaduto, duas moças com sombrinhas brancas no lugar da fábrica de explosivos. Para não decepcionar os habitantes, é necessário que o viajante louve a cidade dos cartões-postais e prefira-a à atual, tomando cuidado, porém, em conter seu pesar em relação às mudanças nos limites de regras bem precisas: reconhecendo que a magnificência e a prosperidade da Maurília metrópole, se comparada com a velha Maurília provinciana, não restituem uma certa graça perdida, a qual, todavia, só agora pode ser apreciada através dos velhos cartões-postais, enquanto antes, em presença da Maurília provinciana, não se via absolutamente nada de gracioso, e ver-se ia ainda menos hoje em dia, se Maurília tivesse permanecido como antes, e que, de qualquer modo, a metrópole tem este atrativo adicional - que mediante o que se tornou pode-se recordar com saudades de aquilo que se foi.

Evitem dizer que algumas cidades diferentes sucedem-se no mesmo solo e com o mesmo nome, nascem e morrem sem se conhecer, incomunicáveis entre si. Às vezes, os nomes dos habitantes permanecem iguais, e o sotaque das vozes, e até mesmo os traços dos rostos; mas os deuses que vivem com os nomes e nos solos foram embora sem avisar e em seus lugares acomodaram-se deuses estranhos. É inútil querer saber se estes são melhores que os antigos, dado que não existe nenhuma relação entre eles, da mesma forma que os velhos cartões-postais não representam a Maurília do passado mas uma outra cidade que por acaso também se chamava Maurília.



["As Cidades Invisíveis" foi escrito por Italo Calvino em 1972, ano em que eu nasci - e isso não tem a menor importância, é claro. Nos vários pequenos textos, Marco Polo descreve para o rei Kublai Khan o que viu em suas viagens pelo mundo, em cada cidade alegórica. A parte sobre Maurília tem o título "As Cidades e a Memória 5". Pra quem quiser ir atrás, a minha edição é da Cia. das Letras, de 2007, traduzida pelo Diogo Mainardi.]


[[Charge de Richard Wilson publicada na revista inglesa "The Ecologist" em 1971. Tirei do livro "The Doomsday Funbook", coletânea de editoriais e charges dessa revista, publicado pela editora Joe Carpenter em 2006. Não custa lembrar: clique na imagem para ampliar.]]

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A little help from my friends

Acabo de me dar conta de que já escrevi mais de 200 posts nesses poucos meses de blog. Acho que está na hora de fazer um backup. Pergunto pros amigos mais experientes: isso se usa ou é coisa de virginiano? Tem alguma ferramenta mágica com essa finalidade?

Gracias de antemão. =D

Diga-me o que carregas na bolsa e eu te direi quem és

Faz muito, muito tempo que tenho minhas tendinites, antes tratadas com ortopedistas, hoje acompanhadas por um excelente reumatologista (coisas da idade). Em todas as crises que me acometeram os ombros o peso das minhas bolsas foi apontado pelos zelosos profissionais como algo que eu deveria mudar. [Vale dizer que nunca consultei ortopedistas mulheres, só homens.] Não é coisa de agora, nem ocorre em função da moda das chamadas maxibolsas: eu sempre usei bolsas grandes, abarrotadas de coisas. Coisas indispensáveis, é claro.

Pois na minha última consulta, semana passada, o reumato me disse de novo: Ana, precisas carregar menos peso na bolsa. Comportada e disciplinada que sou, resolvi fazer uma vistoria para identificar o que poderia ser excluído do meu kit indispensável de sobrevivência. Afinal sou uma moça que mora longe, e por isso quando saio de casa é de uma só vez. Não rola de passar em casa rapidinho para um up no visual quando pinta aquele convite para uma happy hour depois do trabalho. Por isso que as nécessaires são talvez o elemento de peso mais indispensável da minha bolsa.

Senão, vejamos. Bolsa da Ana Paula nesta manhã de segunda-feira, 19 de janeiro de 2009. Nem vou tentar colocar as coisas em ordem de importância:

- carteira 1: com documentos pessoais, pouco dinheiro, cartões de crédito/débito/banco/lojas, talão de cheques (eu ainda uso isso) e milhares de papeizinhos de cartão de crédito/débito

- carteira 2: pequenininha, com os documentos do carro e o cartão do seguro

- nécessaire 1: escova de dentes, creme dental, fio dental, filtro solar para o rosto (embalagem mini), pó compacto (é importante principalmente por causa do espelhinho), batom cor de boca, rímel incolor, cartela de neosaldina (com 4, uma já consumida), gloss, corretivo, umidificante de lentes, lixa de unha pequena e três band-aids

- nécessaire 2: lenços umedecidos, desodorante em creme e bloqueador solar. Em certos períodos de cada mês essa nécessaire ganha itens para uma condição fisiológica específica, embalados um a um

- sombrinha: pequena, de alumínio, bem levinha. Indispensável pra quem mora em Frogville

- livro "Dom Casmurro", edição pocket, para ocasiões de espera

- agenda. A deste ano é bem pequena

- caixa de remédio: tenho que tomar na hora do almoço, e já que geralmente como fora de casa eu acabo carregando a caixa inteira junto

- celular

- estojo com canetas, lápis & afins

- escova de cabelo pequena

- dois elásticos de cabelo e uma presilha

Por enquanto, acho que apenas o estojo de canetas&lápis é o item que pode ser esvaziado. Do resto não consegui me desapegar. E lá vou eu de bolsão trabalhar de novo.


[A bolsa da foto não é minha: é um modelo que eu cheguei a encomendar pela Internet, com compartimento para notebook. No dia seguinte a Tati me aparece com uma idêntica. Nem foi por isso, mas eu acabei não pagando o boleto bancário e com isso a compra não se concretizou. Acho que foi bom, porque acrescentar o note aos meus itens indispensáveis poderia me conduzir à invalidez permanente.]

Curti

Ganhei um parzinho dessa cerveja austríaca no Natal, presente do André (não poderia ter sido de outra pessoa). Diz o rótulo que ela é feita com malte de uísque escocês. No gúgol descobri que a região de onde vem esse malte é próxima ao Lago Ness, e é daí que vem o nome do produto. Ontem, vendo filminho, bebi as duas (sorry, André). É avermelhada e bem amarguinha. Pra quem gosta de cerveja com gosto de cerveja é uma boa pedida.
.

[Bom tema para o primeiro post da semana, hã?]

sábado, 17 de janeiro de 2009

In the colors

Sempre fico feliz quando ouço essa música do Ben Harper. Combina com dias de chuva como hoje. Mas também com dias de sol.

when you again start hoping
with your arms wide open
come on, dance with me
dance with me
into the colors of the dusk

[Eu acho que o Ben Harper é um Chico Buarque. E sim, eu dançaria com ele.]


Mais uma manhã de sábado em Frogville

Acordei, tomei as três xícaras de café de praxe enquanto zapeava pela internet. Bati um papo com a Tati no msn. Fiz cafuné nos filhotes, que pelo terceiro sábado consecutivo escaparam do banho (estão uns sachês). Resolvi pensar no almoço - seremos quatro pessoas. Temperei o salmão com sal, limão, pimenta-do-reino e sálvia. Cobri com filme plástico e devolvi pra geladeira para marinar. Tirei o camarão do freezer. Tem comida suficiente. Bebida suficiente. Mas confesso que como hoje ninguém tem hora pra nada, vou voltar pra cama e dormir mais meia horinha porque excepcionalmente a chuva tá uma delíiiiiicia...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Regra de três simples

Se a poesia está para a prosa assim como o amor está para a amizade, temos:

poesia ------- prosa
amor ------- amizade

e, aplicando-se a regra de três, temos:

amor x prosa = poesia x amizade

amor = (poesia x amizade) : prosa

O que isso quer dizer, eu não sei. Nunca fui grandes coisas em matemática.

Mió

Pelo post anterior deve ter dado pra perceber que minha mãozinha melhorou sim, obrigada. Meu médico querido acertou em cheio no remedinho novo. E eu, moça responsável e comportada, estou seguindo todas as orientações dele bem direitinho. Na verdade minhas tendinites são algo um pouco além de meras tendinites. Durante o final de semana quem sabe eu me animo e conto.

[Oh my god, vou ter que voltar para a musculação. Que medo.]

Eu sou um ser de outro planeta

Nada contra a promoção de eventos de música durante a temporada. Mas, sorry pessoas que entram no esquema, eu acho o tal do Planeta Atlântida um saco. Primeiro por motivos totalmente egoístas: se no verão em geral já é extremamente complicado me deslocar e fazer uma série de coisas normais em função de tudo estar cheio e o trânsito ficar insuportável [eu moro no Norte da Ilha, lembram?], nos dias do evento tudo fica muito mais estressante. Sem falar que, embora minha casa fique a cerca de três quilômetros do terrenão baldio que eles chamam de "parque", eu escuto tudo. Ou seja, mesmo que eu queira ignorar o evento, que eu possa escolher não ir ao evento (essa é sempre a minha escolha) ou que não assista aos canais de televisão que vivem dizendo que o evento é do caraaaaaaaaaaalho, não tem como passar batido. Ana Paula 2009 resolveu que não se estressa por pouca coisa, mas saber que vou precisar encarar pelo menos duas horas de trânsito para chegar ao meu doce lar, em plena sexta-feira, já me dá uma consumição no estômago.

Ranhetices pessoais à parte, repito: bacana que tenha uma alternativa de lazer para o grande público durante a temporada. Mas convenhamos: todo ano é a lesmíssima lerda. Todo ano as mesmas carinhas arroz-de-festa estão naquele mesmo batlocal. E a emissora promotora, poderosa, única voz com ressonância em nosso pobre estado, repete à exaustão que este ano o evento está do caralho. Fala sério: este ano o evento está a mesma coisa que no ano passado. Com uma honrosa exceção: este ano não tem Ivete, o Paulo Coelho da música brasileira. O que poderia significar que sem Ivete o evento está melhor (pra mim a lógica é essa: quanto mais longe Ivete, melhor o mundo). Mas não. A grande atração dessa vez não é a rainha-embuste da música baiana de massa, e sim uma dupla representante do expoente gênero "sertanejo universitário". Oh my god. Leve-me, senhor.

Confesso: no ano passado ganhei convite para o camarote e aceitei. Resolvi ver de perto o que é que o tal Planeta tem e deixar de ser uma vizinha reclamona. Fui. Pra começar, concluí que de fato Florianópolis é uma cidade super vip. Tinha mais gente no camarote vip do que na pista. Até euzinha, vejam só, estava no camarote vip. Que parecia um ônibus lotado e não um camarote vip. Cheguei durante o show do Charlie Brown (irc) e procurei acompanhar o show do Benjor, que há uns 30 anos usa aquela mesma calça branca. Todo respeito ao Benjor, mas tipo, pra mim ele tá meio datado. Conseguir uma Nova Schin (única opção) mezzo gelada era um trabalho hercúleo. Circulei pelo evento durante umas duas horinhas e antes que Ivete subisse ao palco resolvi voltar ao meu doce lar. There's no better place than home. Mesmo quando home é vizinho do Planeta Atlântida. Graças a deus são só dois dias. Então que chegue logo o Carnaval.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

E o pulso ainda pulsa

Dói pacas, mas ainda pulsa. Tendinite nova, assunto recorrente. Médico. Remédio, gelo e repouso. Saco cheio disso. Mas fazer o quê. I'll be back.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Prevenindo o efeito "drink & dial"

Evoluindo um pouco nas reflexões importantes sobre o efeito drink & dial, resolvi escolher os telefones de emergência que eu manteria liberados no meu celular-bafômetro:

1) 193, bombeiros;
2) 190, polícia;
3) o telefone da minha mãe (tem coisa que só mãe resolve);
4) o telefone da Tati (tem coisa que só amiga resolve);
5) concordando com o Ogg, o telefone do mercadinho (tem coisa que só mais um engradado resolve).

domingo, 11 de janeiro de 2009

Mais reflexões de boteco

Além do botão "fodeu", para casos de e-mails estilo confessions, ontem entre amigas chegamos à conclusão de que deveriam inventar o celular com bafômetro. Dependendo da condição da criatura, ele simplesmente não completa ligações e muuuuuito menos envia mensagens. Não seria ótimo?